segunda-feira, 31 de março de 2014

Opinião - A Cidade das Almas Perdidas

Título Original: City of Lost Souls (#5 Caçadores de Sombras)
Autor: Cassandra Clare
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 384


Sinopse
O demónio Lilith foi destruído e Jace liberto do cativeiro. Quando os Caçadores de Sombras chegam, porém, nada encontram além de sangue e vidros partidos. O rapaz que Clary ama desapareceu, bem como o que odeia: o irmão, Sebastian, determinado a vencer os Caçadores de Sombras. 

A magia de Clave não consegue localizar o paradeiro de nenhum dos jovens, mas Jace não pode ficar afastada de Clary. Quando se reencontram, Clary descobre o horror causado pela magia de Lilith - Mal. A Clave está determinada a destruir Sebastian, mas é impossível atingir um dos rapazes sem destruir o outro.


Opinião
  Nasceu no Irão e passou a maior parte da sua vida a passear livros pelo mundo até regressar aos Estados Unidos e assentar em Nova Iorque onde, após um tempo desgastante a trabalhar para revistas cor de rosa, encontraria a inspiração para a sua primeira série, Caçadores de Sombras, um sucesso mundial que de trilogia passaria a uma série de seis, da qual, A Cidade das Almas Perdidas é o penúltimo.

  Para além desta, Cassandra Clare já publicou mais uma série neste mundo, As Origens, e está a planear mais três. The Dark Artifices, que sairá para o ano e se passará depois dos acontecimentos de Caçadores de Sombras, The Last Hours que será publicado em 2017, e terá como protagonistas a geração a seguir a de As Origens, e The Wicked Powers. Para além disso, já está disponível o Shadowhunters’ Codex e as Bane Chronicles, até agora publicado em ebook, sairá em papel em Setembro.

  A Cidade das Almas Perdidas saiu em 2012, está traduzido para dezasseis línguas. O último livro da série, City of Heavenly Fire será lançado dia 27 de Maio.

 Depois de um volume que ficou aquém das expectativas, Cassandra Clare redime-se e regressa com um livro recheado da adrenalina, acção e momentos de cortar a respiração a que nos (mal) habitou, e que promete um final que irá deliciar os fãs. A Cidade das Almas Perdidas é tudo o que poderíamos querer e mais ainda, uma leitura explosiva e irreverente, uma viagem tão celestial quanto demoníaca. Mais uma vez, a autora tortura-nos, oh se nos tortura, e agarra-nos por completo com o seu humor carismático, com o seu jeito de virar tudo de pernas para o ar, enquanto nos obriga a devorar este livro como senão houvesse amanhã. Depois da desilusão de A Cidade dos Anjos Caídos a autora traz-nos um dos melhores livros da série, reavivando o entusiasmo que o livro anterior tinha diminuído.

  Naquela que será a aventura mais tenebrosa que o grupo de jovens protagonistas já viveu, um plano maquiavélico irá colocar, de novo, tudo em risco, incluindo as relações entre os personagens, e o próprio mundo dos Caçadores de Sombras. Com um enredo vertiginoso que nos envolve mais do que nunca nesta história, muitos são os momentos que nos farão parar o coração. Revelações inesperadas e reviravoltas assustadoras preenchem esta leitura, onde somos arrastados por uma vertigem de emoções e acontecimentos, desde a romântica Veneza à bela Praga, onde presenciamos as ligações entre os filhos de Valentine e, ao mesmo tempo o seu crescimento e como o sangue ou o ódio e o amor os interligam, enquanto na mítica Nova Iorque se faz uma corrida contra o tempo para evitar o inevitável. Somos ainda tentados com várias pistas sobre a série As Origens que, cada vez mais, se entrelaça com Caçadores de Sombras, avivando-nos a curiosidade sobre os acontecimentos de A Princesa Mecânica.

  Muitos são os perigos e as mudanças a que assistimos nesta narrativa, sendo o clima de grande tensão, o que nos deixa com a sensação que muita coisa não voltará a ser a mesma depois deste livro. Ligações tornam-se mais fortes, outras desfazem-se e todos os destinos estão agora em aberto enquanto uma nuvem negra se abate sobre todos. Carregado de emoção, este enredo prima pelas diferenças subtis entre o Bem e o Mal, entre a Lei e a Anarquia, entre os corajosos e os inteligentes, demonstrando o quão linear é a linha entre a loucura e o idealismo. Para além disso, há alguns novos elementos neste livro como as Irmãs de Ferro, entre outros, que nos ajudam a desbravar este mundo como nunca e que trazem ainda mais originalidade e interesse a este mundo.

  O rumo levado pela autora neste livro atinge uma obscuridade que apenas era sugestiva nos livros anteriores. Aqui, quase que podemos sentir o peso das consequências dos nossos actos, como aquilo que escolhemos pode alterar tudo sem esperarmos, como um simples desejo pode destruir algo precioso.  As acções de cada personagem, cada rumo, cada sentimento ou ligação, levarão a algo que poderá ser irreparável e, se umas se tornaram mais fortes, outras poderão desvanecer. Mais misteriosa e tortuosa, Cassandra Clare demonstra mais uma vez o seu talento para nos cativar e deixar a beira de um ataque de nervos, bem como, maravilhados com a forma subtil como entrelaça todos os acontecimentos e personagens sem quase darmos conta.

  Também as personagens se encontram mais sombrias. Mais frágeis, mais lutadoras, mais transparentes, todos eles apresentam as suas fraquezas, mas também, o quanto cresceram e o quão mais fortes estão. Graças a utilização de vários POV’s conseguimos perceber melhor algumas destas personagens, como Isabelle, Maia ou Alec, enquanto vemos como as suas relações mudam. É interessante ver, finalmente, algumas destas personagens de uma forma mais humana, mais clara, já que nos ajuda a percebe-las melhor. Já Clary, nota-se as mudanças que todos os acontecimentos lhe têm causado e a forma como lida com o irmão e um Jace possuído, é uma clara demostração do seu fortalecimento. Mas, o ponto forte, é mesmo a dinâmica entre ela, Sebastian e Jace, pois num livro em que se vê um Jace mais apagado e dependente, um Sebastian cada vez mais louco e uma Clary mais forte, a forma como Valentine os ligou irrevogavelmente foi que a autora mais explorou e, finalmente, vemos as consequências disso.


  A Cidade das Almas Perdidas é a desculpa perfeita que Cassandra nos podia ter dado depois do seu antecessor, provando que ainda tem muitas e boas cartas na manga e, que o seu jeito de contar histórias e nos agarrar está não só intacto como mais forte. O final aproxima-se e, a julgar por este livro, é melhor prepararmo-nos, porque vai ser em grande.


As Minhas Opiniões da Série
~

domingo, 30 de março de 2014

Resultado Passatempo *Tornado*

  Com o apoio da parceira Quinta Essência, tinha um exemplar do mais recente livro de Sandra Brown, Tornado, para vos oferecer.

  Ora, com a ajuda do random.org, das 146 participações válidas, o número escolhido foi...



75. Sónia (...) Ramos, Palmela

  Muitos Parabéns à vencedora que irá receber em casa este livrinho!

sábado, 29 de março de 2014

Opinião - Birthmarked

Título Original: Birthmarked (#1 Birthmarked)
Autor: Caragh M. O'Brien
Editora: Square Fish
Número de Páginas: 384


Sinopse
IN THE ENCLAVE, YOUR SCARS SET YOU APART, and the newly born will change the future.
In the future, in a world baked dry by the harsh sun, there are those who live inside the walled Enclave and those, like sixteen-year-old Gaia Stone, who live outside. Following in her mother's footsteps Gaia has become a midwife, delivering babies in the world outside the wall and handing a quota over to be "advanced" into the privileged society of the Enclave. Gaia has always believed this is her duty, until the night her mother and father are arrested by the very people they so loyally serve. Now Gaia is forced to question everything she has been taught, but her choice is simple: enter the world of the Enclave to rescue her parents, or die trying.
A stunning adventure brought to life by a memorable heroine, this dystopian debut will have readers racing all the way to the dramatic finish.



Opinião
  Em 2010, a autora que herdou o seu nome gaélico de um lago irlandês que nunca viu, deixou de dar aulas para se dedicar à escrita a tempo inteiro. Enquanto fazia uma viagem pelos Estados Unidos, Caragh começou a pensar nas alterações climáticas e, consequentemente, nas alterações politicas e sociais que daí adviriam nos próximos anos. Semanas depois, Birthmarked começava a ser escrito.

  Primeiro livro da autora, foi publicado em 2011 e dá início à trilogia com o mesmo nome. Está traduzido para francês, alemão, chinês, espanhol, turco, português do Brasil e português de Portugal pela Everest que só publicou o primeiro livro. Foi nomeado para sete prémios e ganhou dois deles.

  Uma distopia que passava quase despercebida, Birthmarked acabou por se revelar uma surpresa, que apesar das suas falhas, deixa uma vontade imensa de continuar a ler os volumes seguintes. Caragh traz-nos uma história que apela aos leitores pelos seus temas, uma história que difere das restantes distopias e que promete um percurso senão admirável, pelo menos surpreendente. Com uma escrita agradável mas que precisava de um bocadinho mais de emoção, a autora traz-nos um novo mundo que entre uma visão futurista e outra mais retrógrada, mostra bem as diferenças advindas de quem detém o poder ou não, de uma sociedade abastada e outra com mais necessidades e dos sacrifícios feitos pelos mais fracos para se puder manter um equilíbrio que está prestes a desfazer-se.

  Os temas de Birthmarked, primam pela originalidade, já que esta sociedade distópica assenta na reprodução e genética e nos problemas que delas advém.  Ao longo da narrativa é abordada a preocupação pelas origens de cada individuo, pela sua educação e bem-estar, fala-se das ligações aos pais biológicos e aos adoptivos, dos sacrifícios feitas pela protecção dos filhos, dos problemas genéticos causados pelos casamentos entre pares com ADN parecido, temas obscuros que assombram esta história e lhe dá um ar sombrio completamente inesperado. A autora foi talentosa na demonstração destes temas e na forma como os inseriu na história, criando uma narrativa de passo rápido e fácil leitura que não deixa de abordar assuntos de relevância. Toda a construção do wolldbuilding está bem estudada, bem como os pormenores que interligam as duas sociedades, as suas diferenças sociais, económicas e políticas. Também no cerne psicológico, a autora deixa-nos a pensar com atitudes e pensamentos de certas personagens e, algumas questões éticas e morais, que além de controversas são bastante estimulantes.

  Mas, como já havia dito acima, esta narrativa não deixa de ter as suas falhas, mesmo assim. Ao longo da leitura pareceu-me sempre que faltava algo. Uma certa profundidade e complexidade, momentos atordoantes e emocionais, que ajudassem o leitor a ligar-se às personagens. Nunca existe uma sensação de perigo ao longo do enredo, a sociedade governante nunca nos consegue realmente assustar e os mistérios são demasiado fáceis bem como se irá desenvolver a história. Falhas, sem dúvida, mas que não retiram o prazer da leitura, apenas não deixa o livro tornar-se em algo mais majestoso.

  Quanto às personagens, mais uma falha da autora. Não que não sejam interessantes mas falta profundidade às relações entre elas, falta emoção às suas personalidades, falta algo de imperfeitamente humano. Gaia, a protagonista, no início é uma jovem muito crédula e perfeitinha, muito inocente mas acaba por crescer ao longo da narrativa e mostrar que afinal tem garras e sabe pensar pela sua própria cabecinha. A relação amorosa demora a evoluir e falta-lhe chama, apesar de Leon ser uma personagem interessante pelas suas dúvidas pessoais e atitudes. Já as personagens secundárias, são imensas e a autora não nos consegue apresentar a todas de uma forma que elas sejam mais do que apêndices para a história, havendo algumas que ainda estou para saber de onde apareceram.


  Caragh M. O’Brien estreia-se de uma forma satisfatória que espero que evolua nos próximos volumes, já que, apesar de imperfeito, Birthmarked não deixa de ser uma leitura que nos faz pensar. 


quinta-feira, 27 de março de 2014

Momento da Semana Harry Potter #17

  Esta meme foi criada pelo blogue Uncorked Thoughts e o objectivo é partilhar personagens, feitiços, objectos e citações dos livros/filmes de Harry Potter, da própria J.K. Rowling ou algo relacionado. Em cada semana é escolhido um tópico, já tendo vários sido discutidos como podem ver aqui. O tópico desta semana é Melhor Momento de Os Talismãs da Morte (#7)

  Really Leah?? 

  O grande final da saga e, para mim, um dos seus melhores livros, este está recheado de grandes momentos, tanto felizes como tenebrosos, existindo uma vasta escolha para o tópico desta semana. Mas, de todos, este foi aquele que mais me disse, o momento em que o Bem venceu o Mal e todas as perdas foram recompensadas. O momento, em que finalmente, o Harry derrotou de vez Lord Voldemort.




quarta-feira, 26 de março de 2014

Picture Puzzle #67


Regras:
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título
Podem consultar a rubrica nos seguintes blogues: Bookeater/Booklover


Puzzle #1

Pistas: traduzido para português; 




Puzzle #2


 Pistas: traduzido para português;

terça-feira, 25 de março de 2014

Leitura Não Terminada: Endless

Título Original: Endless
Autor: Amanda Gray
Editora: Month9Books
Número de Páginas: 380 (ebook)


Sinopse
Jenny Kramer knows she isn't normal. After all, not everybody can see the past lives of people around them.

When she befriends Ben Daulton, resident new boy, the pair stumble on an old music box with instructions for “mesmerization” and discover they may have more in common than they thought. Like a past life.

Using the instructions in the music box, Ben and Jenny share a dream that transports them to Romanov Russia and leads them to believe they have been there together before. But they weren't alone. Nikolai, the mysterious young man Jenny has been seeing in her own dreams was there, too. When Nikolai appears next door, Jenny is forced to acknowledge that he has travelled through time and space to find her. Doing so means he has defied the laws of time, and the Order, an ominous organization tasked with keeping people in the correct time, is determined to send him back.

While Ben, Jenny and Nikolai race against the clock - and the Order - Jenny and Nikolai discover a link that joins them in life - and beyond death.


Fiquei a 63% da leitura


Razões por não ter terminado a leitura:
  A autora demora imenso tempo a andar com a história e, a mais de metade da leitura, ainda não conseguia perceber bem o que ela estava a tentar fazer nem qual o objectivo da história. As partes contemporâneas são confusas e aborrecidas e as que se passam na Rússia Romanov são pouco pormenorizadas.

  A concepção das viagens no tempo, da reencarnação ou mundos paralelos em tempos diferentes, só começa a ser explicada pouco antes de desistir da leitura e, sinceramente, só me deixou mais confusa. 

  As personagens são desinteressantes, principalmente a protagonista, e a relação amorosa e tentativa de triângulo é, tal como tudo o resto, sem graça.

Parece-me que perdi quatro dias para nada. 

Tentações: Lost Boys [Casa das Letras]

O verdadeiro amor nunca morre
Já na sua livraria Leya



Título: Lost Boys
Título Original: Lost Boys
Autor: Lilian Carmine
Editora: Casa das Letras
Número de Páginas: 492
Preço: €19.90
ISBN:  9789724622248






*Lilian Carmine*
 Vive em São Paulo, é escritora e artista freelance. Atualmente trabalha em ilustração de livros infantis, animação, banda desenhada, design e criação de personagens, e pintura digital.



Lost Boys

Sinopse
Acabada de mudar de cidade, Joey Gray sente-se um pouco perdida, até que conhece um misterioso e atraente rapaz perto da sua nova casa. Mas Tristan Halloway não é o que aparenta ser à primeira vista. E há uma razão muito especial para ele andar a vaguear por entre as sepulturas do cemitério da cidade… Mais do que uma história sobrenatural, Lost Boys fala sobre o amor absoluto, a música e a amizade. Conhece Joey Gray e os seus rapazes enquanto embarcam na maior aventura das suas vidas!


Porquê uma tentação?
Primeiro a capa. Depois todo o histerismo em volta deste livro... Só espero que corresponda às expectativas.





Já na sua livraria LeyaOnline


domingo, 23 de março de 2014

Era Uma Vez... a Primavera *TAG*

Esta TAG é original do blogue little house of books e é uma TAG muito simples inspirada por esta época do ano a que (supostamente) chegámos!


1- Olha para a janela. Como está o tempo hoje? 
Ora bem, eu tenho uma janela enorme no quarto, daquelas que vai de parede a parede, com uma vista linda e, neste momento está sol apesar do céu não estar completamente limpo.

2- Em que local costumas ler durante esta estação?
Nos locais de sempre, ou seja, o meu quarto, a sala e os transportes mas também posso regressar ao terraço da casa dos meus avós que é óptimo para apanhar banhos de sol e ler descansada *ai saudades*.

3- E qual seria o lugar perfeito para ler um livro na Primavera?
A casa dos avós em Oleiros. A casa é no meio do nada, rodeada de verde, ouve-se o riacho a correr, as flores estão a reaparecer, e é um sítio imensamente sossegado e, como estámos, sozinhos, posso ler onde me apetecer e desaparecer da vista de toda a gente.

4- Quando pensas em Primavera qual é a primeira coisa que te vem à cabeça?
Flores e mais flores! Oh maldita alergia...

5- Encontra um livro com aquilo que te veio à cabeça na questão anterior na capa!
Bem, este é um dos meus livros preferidos e tem flores. Aliás, toda a capa é bastante primaveril.


6- Encontra algo primaveril que não seja um livro na tua estante.
Bem, as fadas fazem-me lembrar Primavera, não acham?



7- Qual o livro que achas que vais mesmo comprar durante estes meses?
Acho não, tenho a certeza! Convergente de Veronica Roth e o último da Lisa Kleypas cujo título em português me está a escapar neste momento...

8- Recomenda um livro (que já tenhas lido) ideal para ler nesta época do ano.
Tal como a Catarina S. vou recomendar três e são todos romances históricos, um dos meus géneros preferidos e, penso, muito adequados à estação.



sábado, 22 de março de 2014

Opinião - Nove Mil Dias e Uma Só Noite

Título Original: Letters from Skye
Autor: Jessica Brockmole
Editora: Editorial Presença
Número de Páginas: 256


Sinopse
Março de 1912. A jovem poetisa Elspeth Dunn nunca saiu da remota ilha escocesa de Skye, onde vive, e é com grande surpresa que recebe a primeira carta de um admirador do outro lado do Atlântico. É o início de uma intensa troca de correspondência que culminará num grande amor. Subitamente, a Europa vê-se envolvida numa Guerra Mundial, e o curso normal das vidas é abruptamente interrompido.
Junho de 1940. O Velho Continente vive mais uma vez o tormento de um conflito mundial e uma nova troca epistolar incendeia os corações de dois amantes, desta vez o de Margareth, filha de Elspeth, e o do jovem piloto da Royal Air Force por quem se apaixonou. Cheio de glamour e de pormenores de época, este romance faz a ponte entre as vidas de duas gerações - os seus sonhos, as suas paixões e esperanças -, e é um testemunho do poder do amor sobre as maiores adversidades.



Opinião
  Apaixonou-se por ficção histórica desde que teve idade suficiente para continuar a ler os livros de Laura Ingalls Wilder depois da hora de dormir e agora escreve as suas próprias histórias. Norte-americana, viveu na Escócia e Nove Mil Dias e uma só Noite é o seu livro de estreia. Foi publicado o ano passado e está traduzido para nove línguas.

  Desde que foi publicado que este livro não me saía do pensamento, por isso, foi com alguma satisfação que finalmente lhe peguei e me deixei embrenhar por esta leitura tão delicada e emocional. Jessica Brockmole traz-nos, em forma de cartas, um romance belamente escrito que, apesar de se passar em tempos de guerra, acaba por se dedicar mais à relação de dois seres humanos que, de mundos diferentes mas com gostos parecidos, se apaixonam pela alma um do outro antes de verem os respectivos sorrisos, do que à destruição e mudança que o mundo à sua volta sofria. Nove Mil Dias e uma Só Noite não é, assim, uma história de guerra, mas uma história de amor que sobrevive a todas as adversidades.

  Não é fácil transmitir sentimentos, acções ou o que seja, em estilo epistolar, mas Jessica consegue-o com relativo sucesso, num dos casos, contando-nos uma história que nem o tempo nem a guerra consegue destruir, uma história real, cheia de erros humanos e longe do arrebatamento das paixões ilusórias, que nos permite viver e acreditar neste amor, feito de palavras, momentos e sacrifícios. Cada carta de Elspeth e David é um hino à amizade, à aceitação, ao encontro das almas gémeas, cheias de sentimentos que transbordam das páginas fluidamente e que nos arrebatam, nos fazem torcer por este amor feito de proibido e palavras, até ao fim, tão doce e cheio de esperança.

  Contudo, este livro acabou por não corresponder às altas expectativas que lhe tinha conferido. Alguns pormenores fizeram com que esta não fosse uma leitura tão adorada quanto queria ou esperava, a começar pela história secundária, a da filha de Elspeth, Margaret, que me foi um tanto indiferente e, mesmo tendo influência na história principal, para mim não trouxe nada de novo, já que a sua própria relação romântica careceu da intensidade da do outro casal, sendo mais uma quebra na narrativa do que outra coisa, pois só me apetecia despachar os seus capítulos para chegar aos de Elspeth. Outra coisa que me fez alguma confusão foi o tamanho do livro, ou melhor, das cartas, que para correspondência trocada em tempos de guerra e numa altura em que era o maior meio de comunicação e cuja demora a chegar ao destino era imensa e improvável, são demasiado curtas e por vezes sucintas. Não me parece verosímil que alguém enviasse uma carta com três palavras da Escócia para a América em 1914. Teria sido preferível a autora escrever algo maior ou evitar este tipo de situações.

  Já situar o romance em ambas as guerras mundiais pareceu-me mais uma questão de chamar a atenção que outra coisa, visto que esta é uma história que se poderia ter passado noutra época ou guerra pois poucos são os pormenores históricos. Eu sei que o livro está em forma epistolar, mas se as cartas fossem maiores a autora poderia ter dado um maior enquadramento de época ou geografia ao leitor, pois não teria feito mal nenhum e teria retirado esta sensação de que me faltou algo.

  Quanto às personagens, sinto-me dividida. Adorei David, pela sua personalidade marcante, pelos seus gestos tanto como adorei Elspeth pela sua singularidade. Juntos, formam um casal que merecia mais páginas e um maior cuidado, senão um pouco mais de dedicação à sua bela história. Já Margaret e Paul, foram-me, tal como a sua história, indiferentes. Gostava de ter conhecido mais de Harry ou Finlay, duas personagens que a autora poderia ter incluído mais na narrativa.


  Demasiado curto para todas as emoções que acarreta, Nove Mil Dias e uma Só Noite não foi uma estreia perfeita mas contém uma promessa que nenhum leitor poderá ignorar. 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Passatempo *Dias de Esplendor, Dias de Sofrimento*

  Hoje trago-vos para passatempo um livrinho porque ansiei durante mais de um ano!



  Com o apoio da Planeta Manuscrito, tenho um exemplar da continuação de Transformar-se em Maria Antonieta para vos oferecer!

 Para se habilitarem a ganhar este exemplar, têm de ser obrigatoriamente seguidores do blogue, responderem acertadamente às questões colocadas abaixo e devem ter em atenção as regras de participação. O sorteio será feito aleatoriamente pelo random.org. 


  As respostas podem ser encontradas aqui




Regras de participação:


1. Passatempo válido até 23h59 do dia 4 de Abril de 2014.

2. Só é possível uma participação por pessoa e email.

3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

4. O vencedor será sorteado aleatoriamente através do random.org e será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado aqui no blogue.

5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.

6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.



quinta-feira, 20 de março de 2014

Momento da Semana Harry Potter #16

  Esta meme foi criada pelo blogue Uncorked Thoughts e o objectivo é partilhar personagens, feitiços, objectos e citações dos livros/filmes de Harry Potter, da própria J.K. Rowling ou algo relacionado. Em cada semana é escolhido um tópico, já tendo vários sido discutidos como podem ver aqui. O tópico desta semana é Desastre Mágico Preferido.

  Desculpa Hermione mas desta não te safas!

  O meu desastre preferido é aquele em que, no livro A Câmara dos Segredos, a Hermione, o Harry e o Ron tomam a poção Polissuco para invadir a sala dos Slytherin e a Hermione acaba assim...


quarta-feira, 19 de março de 2014

Opinião - Ligeiramente Perverso

Título Original: Slightly Wicked (#2 Saga Bedwyn)
Autor: Mary Balogh
Editora: ASA
Número de Páginas: 368


Sinopse
A família Bedwyn está de volta. Estes seis irmãos e irmãs são capazes de tudo para concretizarem os seus sonhos… até de mandar às urtigas as normas rígidas da alta sociedade britânica, na qual continuam a fazer os possíveis por não ferir demasiado os sentimentos alheios.
É difícil resistir a Lord Rannulf Bedwyn. Para Judith Law, ele é um sonho tornado realidade. É com este belo desconhecido que a jovem decide passar a única noite de paixão da sua vida. Na manhã seguinte, ela submete-se resignadamente ao deprimente papel de dama de companhia de uma tia rica. Judith nunca pensou voltar a ver o homem a quem se entregou de forma tão arrebatada... e imprópria, muito menos encontrá-lo sob o mesmo teto e a cortejar a sua prima. Só que as aparências iludem. Rannulf não esqueceu a noite que passaram juntos. E Judith luta consigo mesma e com essa memória, à qual não pode ceder sob pena de perder a proteção da tia, o seu único sustento após a ruína da família. Quando um escândalo ameaça destruir a sua já frágil existência, Rannulf não hesita em recorrer ao poder e influência dos Bedwyn para a salvar. Os sentimentos de ambos estão ao rubro. Mas qual o futuro de uma relação que começou com uma paixão despudorada e culminou em humilde gratidão? Poderá o verdadeiro amor nascer de algo ligeiramente perverso?


Opinião
  Mary Balogh nasceu Mary Jenkins em Gales, 1944 e mudou-se para o Canadá, para ensinar Inglês depois de se ter graduado, onde conheceria o seu marido e pai dos seus três filhos. A autora começou a escrever a noite, depois de deitar os filhos, como hobby, até que em 1985 publicou o seu primeiro livro e, três anos depois, abandonou o ensino para se dedicar à escrita de romances da Regência. Quase trinta anos depois, a autora já publicou setenta romances e quase trinta contos, tendo já ganho inúmeros prémios.

  A Saga Bedwyn é a sua série mais famosa, da qual este Ligeiramente Perverso é o segundo dos seis romances que a constituem. Publicado em 2003, está traduzido para dez línguas.

  Depois de um primeiro volume destinado a conquistar os corações mais românticos, heis que agora chega uma nova história de sedução e escândalo que irá, mais uma vez, deliciar as mais apaixonadas. Ligeiramente Perverso continua a tradição de doce romance que Ligeiramente Casados nos havia trazido, mas com uma pitada de picante que o torna ainda melhor. Com uma escrita terna, divertida e a que não falta um toque ligeiramente perverso, Mary Balogh oferece-nos uma leitura que nos fará suspirar e acreditar em finais felizes.

  A fantasia junta dois desconhecidos na paixão mas é o destino que os fará reencontrarem-se. Rannulf, o terceiro mais velho da família Bedwyn, é o protagonista deste segundo volume, que desde o início, se mostrou mais viciante que o seu antecessor. Uma heroína rodeada de bruxas más, um herói honrado e duas avós armadas em fadas madrinhas, são o mote para este romance recheado de segredos, aventura e ternura. Tal como no livro anterior, a autora preferiu contar-nos uma história de amor mais baseada na amizade e confiança, do que na paixão carnal. É com um sorriso nos lábios que vamos vendo a relação de Rannulf e Judith evoluir e ultrapassar os difíceis obstáculos que lhes são colocados, sendo uma delícia, não só observar a relação amorosa entre ambos mas também com aqueles que os rodeiam.

  Com um enredo adorável e apaixonante, a que não falta humor e paixão, esta história vai nos cativando, primeiro pela forma como os protagonistas se conhecem e, depois, pela forma como a história de ambos se entrelaça com momentos cómicos ou revoltantes, apaixonados ou doces. Para além disso, a autora mais uma vez consegue acrescentar temas interessantes a história, o da parente pobre que tem de se submeter à vontade da família rica para puder sobreviver, o puritanismo, entre outros, enquanto nos apresenta vários pormenores curiosos que vem enriquecer a história e torna-la ainda mais deliciosa. E, graças ao espírito aventureiro do livro, este está recheado de peripécias, fugas e tramoias, não deixando o romance dominar por completo a narrativa.

  Já as personagens, vão das mais adoráveis às mais detestáveis. Os vilões de Balogh são daqueles que nos apetece apertar-lhes o pescoço de tão detestáveis, enquanto os nossos heróis pautam pela perfeição das suas imperfeições. Rannulf e Judith podiam quase ser irritantes de tão perfeitos mas a autora lá consegue equilibrar a coisa, e verdade seja dita, juntos eles são tão adoráveis que nem nos chateámos com isso. Mas quem nos conquista mesmo neste livro, são as avós, estas avós tão queridas quanto loucas ou autoritárias. Tenho pena que o resto da família Bedwyn tenha aparecido tão pouco mas as poucas cenas em que marcam a sua presença são, mais uma vez irresistíveis.


  Mary Balogh consegue assim, conquistar-me mais um bocadinho com este seu Ligeiramente Perverso, uma continuação que promete trazer atrás de si, histórias ainda mais encantadoras.


As minhas opiniões da série

Picture Puzzle #66



Regras:
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título
Podem consultar a rubrica nos seguintes blogues: Bookeater/Booklover


Puzzle #1

Pistas: traduzido para português; 





Puzzle #2

 Pistas: traduzido para português; clássico



Tentações: Dias de Esplendor, Dias de Sofrimento [Planeta Manuscrito]

Depois de Transformar-se em Maria Antonieta, chega o segundo livro desta trilogia arrebatadora que relata a transformação de uma arquiduquesa austríaca mimada na indiferente, poderosa e bela rainha Maria Antonieta. 


Título: Dias de Esplendor, Dias de Sofrimento
Título Original: Days of Splendor, Days of Sorrow
Autor: Juliet Grey
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 328
Preço: €19.95





*Juliet Grey*
  É uma escritora especializada em temas da realeza e particularmente dedicada a Maria Antonieta, além de actriz profissional de teatro clássico  com inúmeros papéis de virgens, feiticeiras e vilãs no seu currículo. 
  A autora e o marido dividem o seu tempo entre Nova Iorque e Southern Vermont.


Dias de Esplendor, Dias de Sofrimento

Sinopse
Paris 1774. 
Na tenra idade de dezoito anos, Maria Antonieta ascende ao trono francês ao lado do marido, Luís XVI. Mas por detrás da extravagância da jovem rainha, com vestidos de seda elaborados e vertiginosos penteados, escondem-se medos profundos em relação ao seu futuro e ao da dinastia Bourbon. 
Das dores do casamento à alegria de conceber uma criança, da paixão por um militar sueco, Axel von Fersen, ao devastador Caso do Colar de Diamantes, Maria Antonieta tenta elevar-se acima dos boatos e rivalidades do seu círculo. Mas a revolução floresce na América e uma ameaça muito maior paira junto dos portões dourados de Versalhes, que pode afastar a monarquia francesa para sempre. 


Porquê uma tentação?
Porque adorei o primeiro e, obviamente, estou louca para ler a continuação!



Primeiro Livro da Trilogia

terça-feira, 18 de março de 2014

Opinião -Requiem

Título Original: Requiem (#3 Delirium)
Autor: Lauren Oliver
Editora: HarperCollins
Número de Páginas: 276 (ebook)


Sinopse
They have tried to squeeze us out, to stamp us into the past.

But we are still here.

And there are more of us every day.

Now an active member of the resistance, Lena has been transformed. The nascent rebellion that was under way in Pandemonium has ignited into an all-out revolution in Requiem, and Lena is at the center of the fight.

After rescuing Julian from a death sentence, Lena and her friends fled to the Wilds. But the Wilds are no longer a safe haven—pockets of rebellion have opened throughout the country, and the government cannot deny the existence of Invalids. Regulators now infiltrate the borderlands to stamp out the rebels, and as Lena navigates the increasingly dangerous terrain, her best friend, Hana, lives a safe, loveless life in Portland as the fiancée of the young mayor.

Maybe we are driven crazy by our feelings.

Maybe love is a disease, and we would be better off without it.

But we have chosen a different road.

And in the end, that is the point of escaping the cure: We are free to choose.

We are even free to choose the wrong thing.

Requiem is told from both Lena’s and Hana’s points of view. The two girls live side by side in a world that divides them until, at last, their stories converge.


Opinião
  Nascida em Queens e criada em Westchester por dois professores de Literatura, Lauren foi ensinada a passar o seu tempo a viver imaginativamente. Pintava, criava histórias e dançava com máscaras numa casa antiga, cheia de arte e torres de livros, ou seja, tinha a vida que qualquer menina sonharia e tornou-se uma adulta que, em vez de escrever continuações para os livros dos outros, passou a escrever os seus.

  Em adulta, continua a adorar dançar, inventar músicas estranhas e ler. Detesta bananas e sapatos confortáveis, passa a vida entre Brooklyn e quartos de hotel e desde 2010 escreve livros. Delirium é o seu segundo livro e iniciou a sua trilogia de sucesso que Requiem terminou o ano passado. Está traduzido para dezasseis línguas.

  Depois das leituras fenomenais que foram Delirium e Pandemonium, muitas eram as expectativas para o grande final que Requiem tinha de ser. Tinha, é a palavra-chave, pois o final de Delirium acabou por se revelar uma grande desilusão, senão o pior final que alguma vez li, tendo deixado um sabor muito amargo na boca e uma dor na alma, que dificilmente irá passar. Lauren Oliver deu-nos uma história que tinha tudo para dar certo. Uma história sobre amor, liberdade e escolha, que do primeiro para o segundo livro, cresceu em acção e complexidade mas, que no final, se espalhou completamente ao comprido. Requiem não é um final, é sim, um livro que não serve para nada senão para nos perguntarmos o que raios aconteceu aqui. Lauren consegue, sem percebermos bem como, arruinar por completo a sua trilogia com um único livro.

  Depois de um livro cheio de tensão e adrenalina como foi Pandemonium, Requiem devia ter culminado com ainda mais acção e momentos surpreendentes, algo que a autora ainda tentou fazer mas, que acabou por não funcionar, já que não se preocupou quer em explicar, quer em aprofundar os vários desenvolvimentos que ocorreram no livro anterior, o que resulta numa sequência de acções que não percebemos bem como ocorrem ou o porquê de acontecerem. Dividido em dois POV’s, um na perspectiva de Lena, outro na perspectiva de Hana, são estes últimos que acabam por resultar, tornando-se os momentos de maior interesse na leitura. Já os de Lena, acabam por ser marcados pela atitude imatura e egoísta que a protagonista tem neste livro e que culminam abruptamente naquele que não é um fim em aberto. É sim, um fim que de fim nada tem, já que a autora não responde a qualquer questão, não resolve qualquer situação, deixando tudo mais escancarado do que propriamente em aberto.

  E por fim, para agravar ainda mais a coisa, temos os protagonistas, que de repente se tornam bipolares e mudam por completo. Lena e Alex, decidem virar crianças mimadas e passam toda a história a discutirem, fugirem e a ignorarem todos os outros, enquanto teimam em não conversarem nem explicarem o que seja um ao outro, insistindo nas suas posições de ofendidos. O triângulo amoroso que é introduzido no livro anterior, nem chega a existir, já que Julian é totalmente posto de parte logo desde o início sem que Lena se preocupe com os seus sentimentos, usando-o para fazer ciúmes a Alex, que se comporta como um idiota sem cérebro. Ou seja, todo o santo livro temos de levar com a choradeira e diarreia mental destes dois que no fim, depois de discutirem, ignorarem-se e sabe-se lá que mais comportamentos imaturos, parece que ficam juntos. A sério Lauren? Sério?


  Resumidamente, Requiem é uma desilusão. Um final atroz que nos deixa de queixo caído pelos piores motivos e que provocou uma zanga sem volta entre mim e esta autora. Desculpa Lauren, mas a mim não as voltas a fazer.


As minhas opiniões da série

segunda-feira, 17 de março de 2014

From Pages to a Movie *Academia de Vampiros*


  Esta era uma daquelas adaptações que estava com algum medo de ver graças ao trailer e aos posters do filme mas, Academia de Vampiros acabou por se revelar, senão uma adaptação perfeita, pelo menos uma adaptação que contém o que de melhor o livro tem e me fez pensar na razão idiota porque só li o primeiro livro da série.

  Primeiro, é um filme que se preocupa em explicar ao espectador as nuances do mundo que é apresentado, e fá-lo de uma forma que se entende e divertida, algo que muitos dos filmes do género não se preocupa em fazê-lo. Depois é uma adaptação que não muda coisas, apresenta o essencial sem que quem já leu o livro se sinta enganado. Resumindo, é uma adaptação que deixa o leitor/espectador satisfeito.

  Como filme, é tão divertido, tendo captado todo o humor e acção de que me recordo. A academia e tudo o que tem haver com este mundo está muito bem representado, as cenas estão bem construídas... Ou seja, não há razão para alarmes. O trailer não lhe faz justiça.

  O grupo de actores foi muito bem escolhido. Não imaginava o Dimitri desta maneira, mas o actor Danila Kozlovsky faz um excelente trabalho e a sua química com a actriz Zoey Deutch é meio caminho andado para deixar os fãs da dupla Dimitri/ Rose a babar. Aliás, Zoey é perfeita como Rose. As tiradas sarcásticas, o ar de insubordinada e rebelde, tudo aquilo que adorámos em Rose, a actriz conseguiu transmiti-lo maravilhosamente. Yes! Lucy Fry também não falha como Lissa, e é exactamente como a imaginei bem como o Christian do Dominic Sherwood. E o que dizer do Gabriel Byrne, que eu adoro seja lá em que papel for? 

  Pena foi o filme ter tido mais publicidade e a editora da série, que anda mais morta do que viva, não ter aproveitado para a publicitar mais, já que Academia de Vampiros acaba por ser uma óptima adaptação que poderá, como fez comigo, levar desistentes ou esquecidos, a regressarem a leitura desta série.