sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Opinião - A Líbelula Presa no Âmbar

Título Original: Dragonfly in Amber (#2 Outlander)
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Casa das Letras
Número de Páginas: 1004


Sinopse
Durante vinte anos Claire Randall manteve o seu segredo. Mas agora, de férias nas majestosas e misteriosas Highlands, Claire planeia revelar à sua filha uma verdade tão impressionante como os acontecimentos que lhe deram origem: o mistério de um antigo círculo de pedras, um amor que transcende os limites do tempo e a verdadeira identidade de James Fraser, um guerreiro escocês cuja valentia levou uma Claire ainda jovem da segurança do seu século de vida para os perigos de um outro tempo.


Mas um legado de sangue e desejo vai testar Brianna, a sua bela filha. A fascinante viagem de Claire vai continuar em Paris, ao lado de Carlos Stuart, na corte intriguista de Luís XV. Jamie tem de ajudar o príncipe a formar alianças que o apoiem na reconquista do trono da Inglaterra. Claire, no entanto, sabe que a rebelião está fadada ao insucesso. A tentativa de devolver o Reino aos católicos resultará num banho de sangue que ficará conhecido como a Batalha de Culloden, e deixará os clãs escoceses em ruínas. No meio das intrigas da corte parisiense, Claire enfrenta novamente um velho rival, tenta impedir o morticínio cruel e salvar a vida do homem que ama.


Biografia
  Diana Gabaldon nasceu em Janeiro de 1952, no Arizona mas é de ascendência mexicana e inglesa. O seu pai, Tony Gabaldon era senador do estado de Arizona e a sua mãe era do Yorkshire. Licenciada em Zoologia, mestre em Biologia Marinha e doutorada em Ecologia, foi professora universitária durante 12 anos, período durante o qual escreveu artigos e críticas de software para revistas como PC Magazine ou Byte Magazine.

  Em 1988 decidiu escrever um livro e, quando estava a ver um episódio de Dr. Who a ideia de o situar na Escócia do século XVIII surgiu naturalmente bem como a de usar viagens no tempo. Ainda esse ano, quando publicou um excerto do seu livro, o autor John E. Stith apresentou-a ao agente literário Perry Knowlton, que conseguiu um acordo para uma trilogia. O livro seria publicado com o título Cross Stitch, título que os americanos mudariam para Outlander, o nome porque ficou conhecida a saga que hoje já conta com oito livros, o The Outlandish Companion, uma série com uma das personagens, Lord John Grey, como protagonista, e uma novel gráfica contada do ponto de vista de Jamie e Murtagh.

  Publicado em 1992, A Líbelula Presa no Âmbar é o segundo volume da série e está traduzido para mais de vinte línguas. A série baseada nos livros já é um sucesso de televisão, estando já a segunda temporada planeada.


Opinião

  Outlander foi, na sua primeira leitura, uma montanha-russa de sensações. Primeiro estranhei-o, algumas vezes torci-lhe o nariz mas, ao virar a última página, a verdade é que estava fascinada senão, até mesmo, apaixonada. Afinal esta série tem todos os ingredientes para me cativar e, depois de algum pé atrás, Diana Gabaldon conseguiu vencer todos os defeitos que lhe conseguisse apontar. E isso notou-se neste A Libélula Presa no Âmbar, cujas páginas foram devoradas num misto de curiosidade e fascínio. Uma história complexa sobre o amor através dos tempos, esta é uma série que tem de ser lida de mente aberta pois, nada do que possam imaginar ou do que vos possam dizer, vos dá a verdade por trás da sua capa. Com uma escrita elegante e um humor especial, Diana consegue algo de único, algo que só por si me fará ler cada livro desta série com mais fervor: ela não nos conta a História, permite-nos sim, vivê-la em cada palavra.

  Há uma tensão crescente nesta narrativa, uma aura de fatalismo que marca cada página. É numa batalha impossível contra o destino e o tempo que o leitor se vê envolvido, uma batalha que deixará cicatrizes nas almas e corações, não só das personagens, como nas nossas. Ricamente detalhada, cheia de acção e reviravoltas, esta história tem certezas e surpresas, traições e mentiras, sacrifícios e morte, mantendo-nos em suspenso da primeira a última página, capaz de nos partir o coração e cortar a respiração em cada capítulo. Mais do que uma narrativa onde a História se mescla com a fantasia, onde verdades impossíveis têm de ser contadas, onde batalhas e conspirações têm de ser travadas, é também uma narrativa sobre o amor e o destino, a honra e o orgulho, a vida e a morte. É uma história sobre escolhas, principalmente, e como elas podem, ou não, mudar quem somos. E sim, é sobre como nem o tempo pode condenar um amor separado por séculos.

  Marcado por tragédias, mas também por vitórias, cheio de riso mas também lágrimas, A Libélula Presa no Âmbar é uma cadeia de emoções, um livro onde tudo pode acontecer e nada nos faz prever o que irá acontecer a seguir. Da Escócia à França, seguimos as aventuras e desventuras de um elenco de personagens fascinantes que têm em seu favor o facto de serem verosímeis, imperfeitas em toda a sua humanidade, tão capazes do bem como do mal. Claire e Jamie presenteiam-nos com uma relação que está longe de ser perfeita. Com altos e baixos, o leitor não consegue não torcer por eles, vivendo cada discussão e desilusão, bem como cada beijo e promessa como se fossem suas. Hoje, compreendo melhor Claire, e aprendi mesmo a apreciá-la, senão mesmo, a sentir um certo orgulho nela. E certamente, cada vez mais, entendo o seu amor incondicional ao irresitível Jamie.

  Belo e trágico, A Libélula Presa no Âmbar é um livro que se devora, que nos apaixona e fascina, sem medida. É uma viagem sem regresso à magia e encanto da Escócia, ao amor escrito nas linhas do tempo. Afinal há uma razão porque vinte e três anos depois, esta é uma série que todos os dias ainda conquista leitores… porque não existe nada igual.


As minhas Opiniões da Série

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Momento da Semana Harry Potter #39

Esta meme foi criada pelo blogue Uncorked Thoughts e o objectivo é partilhar personagens, feitiços, objectos e citações dos livros/filmes de Harry Potter, da própria J.K. Rowling ou algo relacionado. Em cada semana é escolhido um tópico, já tendo vários sido discutidos como podem ver aqui. O tópico desta semana é... Lugar mais Assustador nos Livros.

De todos os lugares da saga Harry Potter, aquele que mais me fez arrepiar e quase dar gritinhos foi a Floresta Proibida. Talvez por todos terem uma tendência nata a lá meterem os pés só e apenas à noite, quando tudo está escuro e qualquer barulho é assustador. Talvez por causa do maldito nevoeiro sempre cerrado. Mas principalmente por todas as criaturas que lá vivem e que infelizmente o Hagrid acha fofas. Não sá Hagrid, não são.


Antologia Por Mundos Divergentes [Divulgação]

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POR MUNDOS DIVERGENTES
Data de lançamento | 21 de Setembro

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capa

sinopselogo

Num futuro por vezes próximo, por vezes distante, Portugal sucumbe dos mais variados estados ditatoriais. Aquele que pensa é um inimigo do Estado. Um inimigo da pátria que tem de ter cuidado... e os que não têm cura, devem ser sacrificados pelo bem maior.

Por mundos divergentes conta com cinco contos distópicos escritos por Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha.

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Qualquer informação pode ser encontrada no site da editora:

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Picture Puzzle #89


Regras:
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título

Podem consultar a rubrica nos seguintes blogues: Bookeater/Booklover 



Puzzle #1

Pistas: traduzido para português;




Puzzle #2

Pistas: traduzido para português;



terça-feira, 26 de agosto de 2014

Opinião - Iluminada

Título Original: Goddess of Light (#3 Chamamento da Deusa)
Autor: P.C. Cast
Editora: 1001 Mundos
Número de Páginas: 360


Sinopse
Cansada de encontros com egocêntricos, a designer de interiores Pamela Gray está quase a desistir dos homens. Quer ser tratada como uma deusa - preferencialmente por um deus. Quando exprime o seu desejo, invoca inconscientemente a deusa Ártemis, que possui alguns truques na sua manga celestial... Os gémeos Ártemis e Apolo foram enviados para o Reino de Las Vegas para testar as suas habilidades. A sua primeira missão é realizar o desejo de Pamela. Então Ártemis faz do irmão o voluntário. Afinal, quem seria melhor do que o lindo Deus da Luz para levar amor àquela mulher solitária? Deveria ser uma experiência, mas na Cidade do Pecado, onde a vida é um risco, tanto o deus como a mortal estão prestes a apostar um valor alto no jogo do amor.



Biografia
  Phyllis Christine cresceu entre Illinois e Oklahoma, estado onde se apaixonou por mitologia e pela raça Quarter Horses e, onde ainda hoje vive com a sua filha, um gato, vários scotties e cavalos. Tulsa, a cidade onde vive, é o palco da maior parte dos seus livros. Esteve na Força Aérea onde começou a escrever, tendo mais tarde se tornado professora de Inglês do secundário, profissão que exerceu durante quinze anos até se dedicar à escrita por tempo inteiro. Foi em 2001 com a série Divina por Engano, que começou a sua carreira de escritora mas foi com A Casa da Noite, a série que escreveu com a filha que alcançou mais sucesso.

  Iniciada em 2003 com A Deusa do Mar, o primeiro dos sete livros que compõem a série, O Chamamento da Deusa é “a menina dos olhos” de P.C. . Iluminada é o terceiro volume da série, foi publicado em 2005 e está traduzido para quatro línguas.


Opinião
  Apesar de não ter ficado fã desta série com o primeiro livro, deixei-me convencer a ler o segundo e, para minha surpresa, P.C. apresentou-me o seu primeiro livro ao qual não consegui colocar um defeito, pelo contrário, acabou por ser uma leitura de que gostei imenso. Agora, com a leitura de Iluminada, eu só queria saber se havia sido um acaso de sorte ou, se afinal, esta autora poderia mesmo convencer-me. Infelizmente, o meu instinto revelou-se correcto e a leitura deste livro nada teve a ver com o seu antecessor, revelando-se algo com que não me consegui identificar.

  Uma coisa é certa quanto a esta série: eu gosto da ideia por trás dela e penso mesmo que poderia ser uma excelente série como Desejada tão bem demonstrou mas, mais do que ter as ideias é preciso dar-lhes vida e, nisso, P.C. não acertou com este livro. Com uma narrativa simples, demasiado simples, este livro tem imensas falhas e, infelizmente, não se ficaram só pelos erros em relação à mitologia e às referências mal usadas. A história é, em si, aborrecida, tanto por causa do romance, demasiado formal, rápido e sem qualquer emoção, como do enredo por trás dele, em que nada de excitante ou interessante acontece. Penso que o problema deste livro foi o facto de a autora não conseguir conjugar ambos os mundos e as várias histórias envolventes, perdendo-se em descrições e momentos desnecessários que tornam a história banal.

  Mesmo as personagens são demasiado formais, sem qualquer profundidade, feitas de clichés de outras personagens da autora. O casal não convence, de todo, e as personagens em seu redor parecem mais acessórios da história do que realmente importantes para a dinâmica. Até o ambiente único de Las Vegas e a mitologia não foram tão bem aproveitados como poderiam ter sido. 

  Iluminada acabou por se revelar uma desilusão depois do seu antecessor, algo de que tenho muita pena, pois esta era uma série de que eu gostava de gostar por ter tanto a ver comigo e, que acho ter imenso potencial. Mas, infelizmente, esta leitura acabou por não resultar comigo.



As minhas Opiniões da Série

Tentações: A Viajante [Casa das Letras]

Na sua livraria Leya



Título: A Viajante
Título Original: Voyager (#3 Outlander)
Autor: Diana Gabaldon
Editora: Casa das Letras
Número de Páginas: 824
Preço: €24.90
ISBN: 9789724622576





*Diana Gabaldon*
É uma escritora americana de ascendência mexicana e inglesa. Licenciada em Zoologia, mestre em Biologia Marinha e doutorada em Ecologia, foi professora universitária durante 12 anos, mas acabou por ser a escrita a conquistá-la. Atualmente, dedica-se exclusiva­mente a escrever e a sua série de sucesso Outlander, publicada em 26 países e 23 línguas, está a ser adaptada à televisão. Gabaldon vive em Scottsdale, Arizona, com a família.


A Viajante
Sinopse:

"Estava morto. No entanto, o seu nariz palpitava dolorosamente, coisa que lhe era estranha, dadas as circunstâncias."

Assim começa o terceiro livro da série Outlander, em que ficamos a saber que, afinal, Jamie Fraser não morreu no campo de batalha de Culloden. De volta ao século xx, Claire fica em choque com a notícia de que Jamie está vivo, mas, muito mais que isso, fica radiante. Ouvimos a história de Jamie, como ele mudou, tentando alcançar uma vida a partir dos pedaços da sua alma e do país que deixou para trás, e o breve relato de Claire sobre os 20 anos que passaram desde que o deixou em Culloden, enquanto Roger MacKenzie e Brianna, filhos de Claire e Jamie, se aproximam das pistas do passado, numa busca incessante por Jamie Fraser. Será que o podem encontrar? E se o conseguirem, Claire voltará para ele? E se ela o fizer… o que se sucederá?
Dos fantasmas de Samhain nas terras altas da Escócia para as ruas e bordéis de Edimburgo, do mar turbulento e das aventuras nas Índias Ocidentais, percorremos páginas de história repletas de revolta, assassínio, vodo, fetiches, sequestros, e um sem-número de inúmeras aventuras.
Por detrás de todas elas, porém, jaz a questão de Jamie:
"Quereis vós levar-me, Sassenach? E arriscar o homem que sou em prol do homem que era?"


Porquê uma tentação?
Porque sigo esta série e, se no primeiro custou a entrar no livro, o segundo veio apenas confirmar que esta é a série certa para mim.




Da mesma Série

                                         Opinião


Disponível aqui

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Opinião - Duas Irmãs, Um Duque

Título Original: The Duke is Mine (#3 Fairy Tales)
Autor: Eloisa James
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 360


Sinopse
Ele procura a noiva perfeita…

Ele é um duque em busca da noiva perfeita.
Ela é uma senhora… mas está longe de ser perfeita.
Tarquin, o poderoso duque de Sconce, sabe perfeitamente que a decorosa e elegantemente esguia Georgiana Lytton dará uma duquesa adequada. Então, porque não consegue parar de pensar na sua irmã gémea, a curvilínea, obstinada e nada convencional Olivia? Não só Olivia está prometida em casamento a outro homem, como o flirt impróprio, embora inebriante, entre ambos torna a inadequação dela ainda mais clara.
Decidido a encontrar a noiva perfeita, ele afasta metodicamente Olivia dos seus pensamentos, permitindo que a lógica e o dever triunfem sobre a paixão... Até que, na sua hora mais sombria, Quin começa a questionar-se se a perfeição tem alguma coisa a ver com amor.
Para ganhar a mão de Olivia ele teria de desistir de todas as suas crenças e entregar o coração, corpo e alma... 
A menos que já seja demasiado tarde.

A curvilínea e ousada Olivia e a esguia e discreta Georgiana são gémeas, criadas pelos pais para serem noivas de duques. Tudo parece assegurado até que o futuro marido de Olivia, o tolo Rupert Blakemore, marquês de Montsurrey, faz dezoito anos e declara que «não irá casar até ter alcançado glória militar». Enquanto ele parte para a guerra contra Napoleão, Olivia vai com Georgiana conhecer Tarquin Brook-Chatfield, o viúvo duque de Sconce e possível pretendente de Georgiana. Mas Tarquin encanta-se imediatamente com Olivia, que tem de decidir se irá ou não arriscar desiludir Georgiana e Rupert retribuindo o afeto de Quin. Uma versão inteligente do clássico A Princesa e a Ervilha.


Biografia
  Ao contrário de muitas escritoras, Eloisa não se dedicou à escrita por tempo inteiro e decidiu continuar a dar aulas sobre Shakespeare conciliando na perfeição a escritora, a professora, a mãe, a mulher e a amiga. Mulher de múltiplas actividades, a autora que escreve romances de época e casou com um cavaliere italiano, desde 1999 que tem conquistado os corações românticos das suas leitoras, tendo já escrito mais de trinta livros, seis contos e participou em dois livros em conjunto com Julia Quinn e Connie Brockway. É a autora do posfácio da nova edição de Pride and Prejudice da Signet Classics. Até 2005, a autora manteve a sua segunda carreira em segredo mas o facto de ter aparecido pela primeira vez na lista de bestsellers do New York Times fê-la revelar o seu alter ego perante os colegas de trabalho e assumir em pleno que existem duas mulheres em si, a professora universitária e a escritora de romances. 

  Publicado em 2011, Duas Irmãs, Um Duque é o terceiro livro da série de retelings da autora, tendo sido inspirado pelo conto A Princesa e a Ervilha. Está traduzido em quatro línguas.


Opinião
  Depois de duas experiências com esta autora, uma não muito aprazível e outra absolutamente deliciosa, a dúvida mantinha-se: Eloisa James é, ou não, uma autora a seguir? E que melhor forma de o descobrir senão ler outro livro seu? Duas Irmãs, Um Duque foi uma moeda atirada ao ar que, graças aos deuses, não me defraudou. Pelo contrário, comprovou que, afinal, eu e Eloisa ainda podemos vir a ter uma longa e perfeita relação feliz. Tal como aconteceu no livro anterior, Milagre de Amor, fiquei rendida à escrita mordaz e inteligente desta autora, tão capaz de criar situações completamente hilariantes como ousadamente românticas que deliciam o leitor página a página, fazendo-o devorar com prazer uma história que não só reconta um conto de fadas, como é, ele próprio, um.

  Peças de teatro, quintilhas humorísticas e contos, foram algumas das inspirações para este romance onde primam os trocadilhos maliciosos, as piadas tão más que chegam a ser geniais e a sedução tão desajeitada como amorosa. Da situação mais ridícula à pura tragédia, o leitor é levado das gargalhadas impulsivas às lágrimas sentidas, enquanto pelo meio é seduzido da forma mais requintada. Numa narrativa pontuada por pormenores históricos fascinantes, onde a sátira social está presente em cada situação, é com sagacidade e inteligência que a autora nos envolve nesta história sobre perfeição imperfeita, ou melhor, imperfeição perfeita, em que nada nem ninguém fogem à lupa, às convenções e, mesmo, aos escândalos. Com um humor ilusoriamente atroz, esta é uma história deliciosamente romântica mas que não deixa escapar os orgulhos e preconceitos de uma sociedade iludida por livrinhos de etiqueta, brasões e passados gloriosos.

  Personagens tão caricatas como fascinantes actuam no palco desta história de colchões e ervilhas, personagens essas pelas quais facilmente nos apaixonámos. Desde o duque criança e sonhador, poeta que quer ser guerreiro ao duque matemático, taciturno e belo com tendência a apaixonar-se pela moça errada. As mães com boas intenções mas capazes de fazer os filhos arrancar os cabelos e fugir a sete pés. Ou as irmãs tão diferentes como água e azeite. Cada uma delas surpreende-nos, arrelia-nos ou simplesmente faz-nos revirar os olhos enquanto no fundo nos divertimos imenso com a forma como vêm o mundo e as pessoas em seu redor. 

  E depois temos Olivia e Quin. A princesa e o príncipe. Perdão, a aspirante e o duque. Completamente opostos, impossíveis de conciliar ou de se entenderem, eles são a prova que o amor é feito de desafios e imperfeições, acasos e gostos diferentes. É mais do que romântico ou divertido vê-los a apaixonarem-se, é sim, tão natural quanto o céu ser azul. Eles chegam a ser ridículos, até mesmo pirosos. São ternos, complicados e, lá está, imperfeitamente perfeitos. 

  Esqueçam os contos de fadas. Amontoem os colchões, deixem-se perder em tempestades e não comam ervilhas. Mas, melhor ainda, leiam Duas Irmãs, Um Duque nem que seja só porque sim.


As minhas Opiniões da Série

domingo, 24 de agosto de 2014

Opinião - Ignite Me

Título Original: Ignite Me (#3 Shatter Me)
Autor: Tahereh Mafi
Editora: Harper Collins
Número de Páginas: 408


Sinopse
The heart-stopping conclusion to the New York Times bestselling Shatter Me series, which Ransom Riggs, bestselling author of Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children, called “a thrilling, high-stakes saga of self-discovery and forbidden love.”

With Omega Point destroyed, Juliette doesn’t know if the rebels, her friends, or even Adam are alive. But that won’t keep her from trying to take down The Reestablishment once and for all. Now she must rely on Warner, the handsome commander of Sector 45. The one person she never thought she could trust. The same person who saved her life. He promises to help Juliette master her powers and save their dying world . . . but that’s not all he wants with her.

The Shatter Me series is perfect for fans who crave action-packed young adult novels with tantalizing romance like Divergent by Veronica Roth, The Hunger Games by Suzanne Collins, and Legend by Marie Lu. Tahereh Mafi has created a captivating and original story that combines the best of dystopian and paranormal, and was praised by Publishers Weekly as “a gripping read from an author who’s not afraid to take risks.” Now this final book brings the series to a shocking and satisfying end.


Biografia
  A mais nova de cinco crianças, Tahereh Mafi sabe oito línguas, incluindo espanhol pois estudou em Barcelona durante um semestre, bebe demasiado café, adora sapatos e lê tudo o que lhe aparece a frente. Estreou-se na escrita com Shatter Me, trilogia que terminou este ano e que irá para cinema pelas mãos da 20th Century Fox. O seu próximo projecto chamar-se-á Furthermore e será a sua estreia em livros middle grade. É casada com Ransom Riggs, também escritor.

  Ignite Me é a conclusão da trilogia Shatter Me. Foi publicado em Fevereiro deste ano e já está publicado em sete línguas.


Opinião
  Quando comecei esta trilogia não sabia que, não só me iria apanhar completamente desprevenida, como se iria tornar numa das favoritas do ano, senão mesmo uma das favoritas do género. Com uma escrita quase poética, tão crua como bela, Tahereh Mafi embrenha-nos na sua história de super-heróis, uma história que caminhou, desde o início, sobre uma linha ténue entre bem e mal, loucura e sanidade e que, marcada pela controvérsia, ora é amada, ora é odiada, mas nunca deixou ninguém indiferente. Ignite Me é o final dessa trilogia que tive o prazer agridoce de conhecer apenas este ano, terminando demasiado depressa para alguém que está demasiado apaixonada pela sua história e personagens. Talvez por isso, tinha demasiadas expectativas para esta leitura, que mantendo a sua fama, acabou por me causar emoções e reacções bastante opostas durante e depois da leitura.

  Não quero com isto dizer que não o adorei. Adorei. Cada página, parágrafo, linha, deste livro. Mas tenho a perfeita noção que teve as suas falhas e não foi o final espectacular e completo que esperava. Durante mais de metade do livro, practicamente temos uma novela mexicana e, estranhamento, não digo isto de forma depreciativa. Mas o final deixou-me a querer mais, como se faltasse algo nas páginas inexistentes, como se algo tivesse ficado por dizer. Por isso sinto que não posso dizer que foi um dos melhores finais que li este ano, por mais que tenha devorado e adorado este livro. Porque de facto não o foi. Daí que seja um livro tão difícil de falar, porque analisando-o, faltam coisas que eu sei que não perdoaria a outro autor.

  Esta narrativa acaba por ser sobre sentimentos, relações e ligações entre as personagens, algo que Tahereh faz de uma forma brilhante, pois consegue transpor para o papel quaisquer desejos, sonhos ou ambições da alma humana. Vemos o amor entre Warner e Juliette reforçar-se conforme as barreiras caem uma a uma. Vemos a amizade de Kenji e Juliette tornar-se em lealdade, confissões e carinho, bem como a confiança crescer entre os membros do grupo da Omega Point e os de fora. Vemos Adam perder a cabeça por tudo se desmoronar a sua volta e nada ser como queria. E é tão giro e divertido ver essas relações a mudarem para algo mais forte, ler as reacções a brincadeiras e galhardetes que seriam impensáveis no primeiro livro. E, para além disso, vemos o romance transformar-se de algo intenso e incontrolável para algo um bocadinho mais são, um bocadinho mais confiante. Sim, acaba por ser uma novela mexicana, mas para o leitor que seguiu estas personagens desde o início, é um prazer ver estas mudanças e percebermos que a esperança e um objectivo em comum, podem unir um grupo de pessoas completamente diferentes e até, podem criar uma amizade forte a partir daí.

  Cada personagem acaba por evoluir, algumas delas até nos surpreendem. Juliette ganha toda a confiança que nunca pensei ver nela, conseguindo impor-se e mostrar todo o potencial que sempre teve escondido. Já Warner, vai dando passinhos pequenos em direcção a normalidade, aprendendo a confiar e a ver o mundo de outro forma. E Kenji, bem, ele é a personagem mais fantástica deste livro. Só Adam, personagem de que nunca gostei é verdade, é que acaba por ter uma transformação que para mim, se por um lado faz sentido, por outro pareceu-me um bocado exagerado, pois acho que não havia necessidade de o tornar o idiota de serviço mais do que ele já era. Mas ver as personagens evoluir desta forma foi o ponto alto desta leitura e apenas veio demonstrar ainda mais, o jeito único de Mafi para criar personagens fascinantes e complexas.

  Isso e os momentos de acção, tornam esta leitura fluída e viciante, levando o leitor a devorá-la quase sem dar por isso mas, como já disse, houve falhas que vou ter de apontar, infelizmente. Se a autora tem um jeito inato para criar personagens e transmitir emoções, já a construção de worldbuilding é o seu ponto fraco. Esperava ver mais deste mundo, percebe-lo melhor, mas isso não acontece pois continuamos a saber muito pouco sobre ele. O que acho uma pena porque penso que isso teria trazido mais a leitura e sei que a teria apreciado muito mais se pudesse ter conhecido este mundo melhor. A outra falha foi o final, demasiado rápido, que não deixou o leitor apreciar em pleno os momentos de acção que se vivem na recta final da história. Esta trilogia e os seus leitores mereciam um final mais fechado e detalhado, pois este acabou por me deixar com a sensação de que faltava algo.

  Um último livro agridoce, Ignite Me não foi perfeito como esperava mas a fã em mim não pode deixar de pensar que também adorou cada página. O meu conselho mantém-se: leiam esta trilogia e descubram esta autora maravilhosa da qual ainda espero ler muita coisa genial.


As minhas Opiniões da Série

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Opinião - The Summer Queen

Título Original: The Summer Queen
Autor: Elizabeth Chadwick
Editora: SourceBooks Landmark
Número de Páginas: 512


Sinopse

New York Times bestselling author Elizabeth Chadwick brings Eleanor of Aquitaine to life with breathtaking historical detail in the first volume of this stunning new trilogy.

Eleanor of Aquitaine, the legendary 12th century queen of France and later of England, is one of the most powerful and irrepressible women in medieval history, and her story of romance, scandal and political intrigue has fascinated readers for centuries.

Young Eleanor (or Alienor as she was known) has everything to look forward to as the heiress to the wealthy Aquitaine. But when her beloved father William X suddenly dies, childhood is over. Sent to Paris and forced to marry Prince Louis VII of France, she barely adjusts before another death catapults them to King and Queen. At the age of just 13, Eleanor must leave everything behind and learn to navigate the complex and vivacious French court. Faced with great scandals, trials, fraught relationships, and forbidden love at every turn, Eleanor finally sees what her future could hold if she could just seize the moment.

The first in this highly anticipated trilogy, The Summer Queen follows Eleanor through the Second Crusade to the end of her marriage to Louis VII. The author's meticulous research (including delving into the Akashic records) portrays the Middle Ages and Eleanor with depth and vivid imagery unparalleled in historical fiction that will keep readers riveted and wanting more.


Biografia
  Considerada pela Historical Novel Society como a melhor autora de ficção histórica medieval actual, Elizabeth Chadwick é membro da Regia Anglorum, uma sociedade de recriação medieval e é professora de escrita de ficção histórica e romântica. Desde pequena que recriava histórias e cedo se apaixonou pela Idade Média, através de filmes e livros, mas só aos quinze começou a escrever as suas histórias, tendo sido, finalmente, publicada em 1989, depois de anos de rejeições pelas editoras, apesar das suas histórias terem ganho alguns prémios. 

  Tem vinte livros publicados actualmente e escreveu o guião para o filme O Primeiro Cavaleiro, de 1995 com Sean Connery e Richard Gere. O seu último livro, o sonho da sua carreira, é o início de uma trilogia sobre a mulher mais poderosa da Idade Média, Leonor da Aquitânia e intitula-se The Summer Queen. Publicado este ano, ainda não está traduzido para nenhuma língua. Em Setembro será publicada a sua continuação, The Winter Crown.


Opinião
  Para alguém que é apaixonado pela História como eu, poucas épocas exercem um fascínio tão forte como a Idade Média e poucas personalidades vivem tão intensamente no nosso imaginário como Aelinor de Aquitânia, uma das mulheres mais poderosas da História. E, quando a sua história é contada por uma das melhores autoras dos nossos tempos, as expectativas são, obviamente, elevadíssimas. Leitura obrigatória, ansiada e desejada, The Summer Queen, era um livro que eu precisava de ler e que não me deixou defraudada, revelando-se magnífico em toda a sua majestade. Com uma escrita rica em detalhes e emoções, cuidada e apaixonada, Elizabeth Chadwick leva-nos através dos tempos, até uma época de guerras e trovadores, santidade e pecado. E apresenta-nos, numa perspectiva única, a vida de Aelinor, rainha de França e Inglaterra, duquesa de Aquitânia.

  A mais bela e poderosa mulher do seu tempo, Aelinor foi duquesa e rainha, senhora de um império, mãe e avó de dinastias. Foi cobiçada, invejada, odiada. Mas também venerada e amada. E é a sua vida, desde que se torna duquesa, que este livro nos apresenta numa narrativa ricamente detalhada, onde a mulher e a época são descritas com uma minuciosidade preciosa. Não é fácil descrever cada momento importante de uma vida tão rica como a de Aelinor num livro. Não é fácil transportar para o papel a sociedade medieval, as suas características, o seu complexo funcionamento, a sua vasta diversidade política, cultural e social. Mas Chadwick fá-lo com uma mestria inigualável, com um cuidado e detalhe tão apaixonados que é fácil embrenharmo-nos nesta leitura e sentirmo-nos transportados para uma outra era, apesar da densidade e complexidade de factos e relações que preenchem esta história.

  Em Paris, vemos as intrigas políticas, o fervor religioso, a luta de poderes e posições. Vemos um casamento decair ao longo dos anos enquanto Aelinor e Louis VII se afastam pela falta de herdeiro, pela excessiva religiosidade dele e pouca passividade dela. Vemos uma menina crescer cheia de sonhos para se tornar uma rainha sagaz e inteligente, incapaz de ser controlada que deixa os inimigos e o marido a tremer, mas que não consegue ser feliz. Em Constantinopla assistimos ao luxo exótico de outro mundo e em Jerusalém, os pesadelos tornam-se reais enquanto em Roma todas as esperanças caem por terra. E se Aquitânia é a casa do coração, a Normandia é a morada de todas as ambições. Do Ocidente ao Oriente, das guerras dos tronos às guerras santas, é com fervor e uma curiosidade crescente que nos deixámos conquistar por esta leitura que nos mostra o mundo medieval em toda a sua pujança mas também, em todas as suas trevas.

  A História ganha vida neste livro. Não só pelas descrições requintadas, não só pela minuciosidade dos pormenores históricos, mas também pelas suas personagens, que voltam à vida em todo o seu fulgor através deste livro. Principalmente quando falámos de Aelinor. Tão fácil de admirar e adorar. Tão régia e fria num minuto para noutro iluminar uma sala com um sorriso. E, por isso, o leitor é completamente enfeitiçado por esta rainha e pela sua história, enquanto a vemos crescer, sofrer, sonhar e ambicionar. Chadwick dá-nos mais que a lenda. Dá-nos a História viva e humana através de páginas cheias tanto de morte e dor como de alegria e vitória. Dá-nos um retrato vívido da uma época de mudanças, uma época em que o amanhã podia já não ser o que era hoje num estalar de dedos. Dá-nos Aelinor e sua vida, os seus amores e ódios, as suas guerras, a sua força de vontade. Tudo isto, numa história que ainda agora começou.

  Nenhuma das minhas palavras descreve este livro o suficiente. É preciso lê-lo para entender, para absorver a magnitude que ele tem, de que é capaz. The Summer Queen é a jóia da coroa desta autora. É uma leitura obrigatória, não só para os fãs, como para os leitores do género pois estão perante não só do melhor do ano como, talvez, de um dos melhores de sempre no género.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Momento da Semana Harry Potter #38

  Esta meme foi criada pelo blogue Uncorked Thoughts e o objectivo é partilhar personagens, feitiços, objectos e citações dos livros/filmes de Harry Potter, da própria J.K. Rowling ou algo relacionado. Em cada semana é escolhido um tópico, já tendo vários sido discutidos como podem ver aqui. O tópico desta semana é Tema Livre. Sendo assim, vou escolher um dos tópicos antigos que não fiz e a escolha recaiu sobre... Se eu dasse aulas em Hogwarts, ensinaria...

História da Magia

Primeiro porque adoro, adoro, adoro História. E ainda por cima da Magia? Seria a coisa mais divertida e interessante de sempre! Aulas sobre guerras de criaturas míticas, caças às bruxas, bruxos famosos... Já imaginaram?? Seria tão fantástico poder ensinar algo assim. E, sinceramente, acho que faria um melhor trabalho que o aborrecido professor fantasma Binns. O que não é muito difícil.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Picture Puzzle #88


Regras:
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título

Podem consultar a rubrica nos seguintes blogues: Bookeater/Booklover 



Puzzle #1

Pistas: traduzido para português;



Puzzle #2

Pistas: traduzido para português;



terça-feira, 19 de agosto de 2014

Queimar, Reler, Reescrever *TAG*

Esta TAG foi-me passada pelo Jonh's Report e consiste em escolhermos quinze livros (cujos nomes escrevi em papelinhos) e depois sortearmos três livros por ronda e desses três livros temos de dizer qual queimaríamos, reescreveríamos ou relíamos.


1ª Ronda:



Queimava... As Cinquenta Sombras de Grey
Sem quaisquer dúvidas porque foi um dos piores livros que já li e pelos vistos ainda não recuperei do choque.



Reescrevia... A Estação dos Ossos
Não que não tenha gostado do livro mas achei-o muito confuso por vezes, por isso, tentava reescrever as cenas mais complicadas e explicar melhor este mundo.



Relia... No Reino de Glome
Este sim é o meu livro preferido de C.S. Lewis e merece ser relido as vezes necessárias para se entender a beleza e brilhantismo dele.



2ª Ronda:



Queimava... O Mar de Ferro
Esta ronda foi muito mais difícil que a primeira e esta escolha é a prova disso. Dos três, acabaria por queimar este porque foi o que menos gostei e, sinceramente, de todos os livros de As Crónicas de Gelo e Fogo, é aquele que eu ainda não percebi para que serve.



Reescrevia... A Amante do Papa
Porque acho que tem imenso potencial e a única coisa que estraga os livros desta autora é a sua mania de meter esoterismo em todo o lado e mais algum. E não ter concentrado o livro em quem devia.



Relia... Uma Casa de Família
Adoro, adoro este livro. Acho que é das coisas mais lindas que já li e um dos melhores livros passados na II Guerra Mundial que tive o prazer de ler.



3ª Ronda:


Queimava... A Breath of Eyre
Por não ser um retteling como prometia mas uma cópia integral e barata de Jane Eyre. E é por isso só que o livro a seguir está salvo.



Reescrevia... As Meninas dos Chocolates
A sorte deste livro é ter calhado na mesma ronda que o de cima... Mesmo assim, reconheço que reescrito se calhar poderia ser melhor e neste caso começava pelas personagens.



Relia... Os Leões de Al-Rassan
Este livro é perfeito. P-E-R-F-E-I-T-O



4ª Ronda:


Queimava... A Minha Outra Metade
Não que odeie este livro mas acho que a autora o desperdiçou completamente. E como adoro os outros dois livros desta ronda, só poderia ser este a queimar.



Reescrevia... O Circo dos Sonhos
Porque entre este e o próximo, bem acho que reescrevia este. Só não sei como...



Relia... O Segredo de Sophia
Há uma razão para este livro estar aqui. E a razão é que... gosto demasiado dele e não reescrevia de jeitinho nenhum.



5ª Ronda:


Queimava... The Queen's Choice
Nesta ronda só está aqui um livro de que gostei e obviamente não é este, já que foi uma grande desilusão e só me apetece esquecê-lo.



Reescrevia... Nas Asas do Amor
A minha vontade era mesmo queimá-lo mas pode ser que se tirássemos todo o religiosismo do livro e tornássemos as personagens mais interessantes, que a coisa até resultasse.



Relia... Birthmarked
Estranhamente, apesar de imperfeito, este é um livro que se devora rapidamente. E dos três foi o único que gostei, portanto...


Tentações: Divina [1001 Mundos]

Na sua livraria Leya



Título: Divina
Título Original: Goddess of the Rose
Autor: P.C. Cast
Editora: 1001 Mundos
Número de Páginas: 384
Preço: €16.90
ISBN: 9789892327921






*P.C. Cast*
Nasceu no Midwest, e cresceu em permanente viagem entre Illinois e Oklahoma, onde se apaixonou por cavalos da raça Quarter e por mitologia. Depois de terminar o liceu ingressou na Força Aérea Norte-Americana e começou a escrever. Terminada a sua comissão na Força Aérea, lecionou em liceus durante quinze anos até se retirar para se dedicar à escrita a tempo inteiro. As suas obras já venceram inúmeros prémios. Cast vive em Oklahoma com a sua fabulosa filha, o seu gato mimado e os seus adoráveis Scotties.





Divina
Sinopse:

Não é um talento para a jardinagem que faz as rosas da família Empousai desabrocharem há séculos, mas sim as gotas de sangue que as mulheres derramam em segredo pelos seus jardins. Mikki, porém, prefere esquecer essa peculiaridade e levar uma vida normal. Até ao dia em que, sem querer, realiza um ritual e acaba num reino estranhamente familiar: o Reino das Rosas. De acordo com Hécate, a deusa desse reino, Mikki tem nas veias o sangue de uma suma sacerdotisa, e o Reino das Rosas já esperava por ela. Num acesso de raiva que Hécate teve muito antes, ela amaldiçoou o seu guardião com um sono do qual ele poderá despertar apenas por intermédio de uma das suas sacerdotisas. E a deusa conta com Mikki para colocar as coisas em ordem. A princípio, o guardião-fera deixa Mikki apavorada; porém, em breve a fascina mais do que qualquer outro homem já conseguiu. A única forma de ele e do reino serem salvos, contudo, é se Mikki sacrificar o seu sangue e a sua vida.

Porquê uma tentação?
Retelling. da. Bela e o Monstro. Que é SÓ o meu conto preferido de sempre.



Outros Livros da Série