terça-feira, 30 de setembro de 2014

Aquisições&Leituras *Setembro*

  Num mês em que não li muito devido à mudanças na vida pessoal, tendo publicado apenas seis opiniões de tantos livros que queria ter lido, as aquisições não foram nada comparadas com as leituras. Resumidamente, perdi a cabeça. Tive um achaque, ataque de loucura, o que quiserem. A sorte é que metade destes livros foram oferecidos, portanto, se calhar não foi assim tão mau. 

  E recebi material autografado, yeahhhh!

 Setembro foi também o mês das adaptações cinematográficas. Umas melhores, outras piores, a verdade é que levaram-me ao cinema. Um filme queria muito ver, os outros iam-me passar ao lado senão fossem os trailers e, esses, bem não me deixaram com vontade de ler os livros.

  E estou a precisar urgentemente de TAG's novas. Se souberem de algumas, ou se houver alguma que gostavam que fizesse, por favor, comentem em baixo, porque não tenho tido muito tempo para procurar.

Como terão reparado, o ritmo de publicação aqui do blogue baixou. Não vos posso prometer que isto vai mudar, porque iniciei uma nova fase da minha vida complicada em horários, mas vou tentar publicar alguma coisa por dia. E, para o meu próprio bem, quero ler muito mais do que li este mês, que isto não me faz bem nenhum.



Aquisições


Um Caso Perdido, Colleen Hoover ~ Opinião
O Segredo dos Tudors, C.W. Gortner
Não Digas Nada, Mary Kubica ~ Opinião
Oferecidos pela Topseller, dois destes livrinhos foram duas leituras bastante interessantes, apesar de ter gostado mais de uma do que da outra. Já o livro do Gortner, estou desejosa de lhe pegar e puder mais uma vez maravilhar-me com este autor.


Para Sempre, Judith McNaught ~ Opinião
Alexander, Paullina Simons
Herdeiros do Ódio, V.C. Andrews
Os dois primeiros foram oferecidos pela parceira ASA e se um foi um dos melhores livros do ano no género, o outro foi muito desejado, pena é a polémica que o está a envolver e que me tem deixado um bocadinho sem vontade de o ler. O último foi oferecido pela parceira Quinta Essência e eu queria tanto mas tanto já o ter lido que só me dá vontade de bater a mim própria.


O Inverno do Mundo, Ken Follett
O Rei de Ferro e a Rainha Estrangulada, Maurice Druon
Estes dois foram a grande loucura deste mês mas eu precisava tanto deles que nem quero saber. O primeiro aproveitei que a FNAC estava a oferecer 20%, 10 no valor e outros 10 em cartão, e no segundo aproveitei dinheiro que tinha no cartão Bertrand. São tão lindos e gigantes. 


The Chaos of Stars, Kiersten White
Heir of Fire, Sarah J. Maas
O primeiro foi oferecido pelo tio que me devia um livro azul. Não perguntem porquê mas tem a ver com questões futebolísticas. E nada como aproveitar e comprar um stand alone de uma autora que quero experimentar há imenso tempo. E claro tinha de ter o HoF em casa para o caso de ler o CoM e ficar tão histérica que se tivesse de esperar por este, era capaz de ter um ataquezinho.


Espero por Ti, Jennifer L. Armentrout
Four: A Divergent Collection, Veronica Roth
Duas autoras de que gosto e necessárias na estante. Estou curiosa por ler a Jennifer num estilo mais normal, digámos assim. E talvez esteja a ficar com saudades de Divergente.


Station Eleven, Emily St. John Mandel
Ganho num passatempo no Blog of Erised, este livrinho é um mimo ao vivo! Thank you so much Ula, you're the best!


Comandante Serralves: Despojos de Guerra, Ana Filipa Ferreira, Carlos Silva, Inês Montenegro, Joel Pulga, Rui Leite e Vítor Frazão
Primeiro resultado do Projecto Imaginauta, este livrinho é qualquer coisa. Sim, porque eu já li e, garanto-vos, no panorama nacional, sabe-se escrever coisas bem fixes, ao estilo Guardiães da Galáxia. Opinião para breve, está prometido!



A Darkness Strange and Lovely
Strange and Ever After
Susan Dennard
Apresento-vos o vício mais recente! Depois de ter lido e adorado o primeiro volume, tinha uma necessidade gigantesca de ter os outros dois livros da série. São lindos. Lindos. Mas as capas destes são mais "plásticas" que a do SSaD, bah.


Finding Cinderella, Colleen Hoover
Gratuito na Amazon, este ebook é uma novella que acompanha Um Caso Perdido, sendo sobre a melhor amiga de Sky, Six.




Extra


Adoro receber material autografado, adoro!! 



O Melhor do Mês
Este mês não houve leituras piores, por isso não me sinto a vontade para escolher um livro fraco, já que não houve. Sendo assim, tomei a liberdade de escolher os dois melhores livros do mês.





As restantes Opiniões

Esta autora é uma máquina de escrever que, espantosamente, arrasa em tudo o que escreve. Este livro é uma leitura fluída e viciante que não é tão simples e banal como pode parecer à primeira vista. Mas isso é uma coisa que esta autora faz como ninguém.

Depois de anos e anos, a aguardar a sua vez, li este livro que me dividiu. Normal, já que é controverso. Brilhante em termos históricos, mas com a personagem mais desprezível que já conheci.



E...

Picture Puzzle #90 #91 #92 #93

Momento da Semana Harry Potter #40 #41 #42 #43

TAG's Facções

domingo, 28 de setembro de 2014

Opinião - Flashman, a Odisseia de um Cobarde

Título Original: Flashman (#1 Flashman Papers)
Autor: George MacDonald Fraser
Editora: Saída de Emergência
Número de Páginas: 256


Sinopse
Ele é um mentiroso, ele é um cobarde, ele seduziu a amante do próprio
pai. Ele é Harry Flashman e esta é a sua deliciosa odisseia. Dos salões
vitorianos de Londres às fronteiras exóticas do Império, prepare-se para conhecer o maior herói do Império Britânico. Pode um homem que foi expulso da escola por andar sempre bêbado, que seduziu a amante do próprio pai, que mente com quantos dentes tem e é um cobarde desavergonhado no campo de batalha, protagonizar uma série de triunfantes aventuras na era vitoriana? A escandalosa saga de Flashman, herói e soldado, mulherengo e agente secreto relutante, emerge numa série de memórias campeãs de vendas em que o herói gingão revê, na segurança da velhice, as suas proezas na cama e no campo de batalha.


Biografia
  George MacDonald Fraser nasceu em Inglaterra mas a sua família era escocesa. Durante a II Guerra Mundial serviu num regimento escocês na Índia e na Birmânia. Trabalhou durante mais de vinte anos como jornalista no The Herald, onde chegou a ser vice-editor. Para além disso, foi escritor e roteirista. Entre os seus guiões de cinema, o mais famoso foi o de James Bond – A Operação Tentáculo.

  Quanto aos seus livros, escreveu vários romances e memórias sobre o tempo que esteve no exército mas foram os livros sobre o anti-herói, Sir Harry Flashman, que lhe granjearam uma enorme popularidade. 

  George faleceu em 2008.

  Flashman foi o primeiro dos doze livros da série Flashman Papers, tendo sido publicado em 1969. Está traduzido para quatro línguas. Em Portugal, só o primeiro e o segundo estão traduzidos.


Opinião
  Há muitos anos que ouço falar de Flashy, um moço cheio de particularidades desagradáveis mas que parece ter um charme inesperado, e que é protagonista deste livro, que muitos afiançaram ser uma leitura obrigatória e impossível de se detestar. Flashman é o início das aventuras, peripécias e muitos não merecidos golpes de sorte, do maior cobarde de terras de Sua Majestade: Sir Harry Flashman, detentor de todos os defeitos existentes à face da Terra. E não, não é exagero. George MacDonald Fraser traz-nos, uma autêntica feira de vaidades, pautada com muitas aparências mas que apresenta, com uma sinceridade brutal, as asneiras e erros dos homens que levaram um Império ora à glória, ora à derrota. Com uma escrita muito cavalheiresca que pode tender para o burgessa, George dá-nos uma comédia de valores, que por mais que se deteste, não deixa ninguém indiferente.

  Poucos irão dar-nos uma visão tão sincera e brutal dos regimentos britânicos no Médio Oriente no século XIX como este autor o faz. Em poucas páginas, o essencial é dado a conhecer ao leitor, sem superficialidades e valores ilusórios a disfarçar, de uma forma concisa e, se por vezes hilariante, sem deixar de ter um tom desiludido que reflecte o quanto a expressão oficial e cavalheiro era uma miragem propagandeada com poucos representantes reais. Preconceito, orgulho, vingança e ambição, são nos apresentados como os verdadeiros valores que moviam a maioria dos que procuravam a fama no exército, principalmente, os cargos superiores, onde a inteligência e estratégia se perdeu algures no caminho de Inglaterra até ao Afeganistão… ou, possivelmente, muito antes, nos respectivos úteros. 

  Para ajudar, temos o anti-herói máximo, o desprezível Flashy, tão cheio de si e de todos os defeitos, que apenas guarda uma qualidade: uma sinceridade quase inocente, tão estranhamente pouco condizente com o seu comportamento debochado. É fácil detestá-lo, mas há uma parte ridícula de nós que tanto lhe deseja todo o mal do mundo, como até se alegra com os seus golpes de sorte. Porquê? Possivelmente porque há uma parte de nós que lhe inveja essa maldita sorte que ele não merece nem um bocadinho. E depois há outra parte que se rejubila com os seus problemas e reza pelo momento em que ele irá ser descoberto e, esperámos nós, ser espezinhado e açoitado em público. Sim, Flashy traz o pior do ser humano ao de cima, e é o maior parasita que alguma vez conhecerão. Por isso, ele dividi-me e há uma parte de mim que sente manipulada ao longo do livro para gostar dele. Eu não gosto dele. Nem um bocadinho. É das personagens que mais detesto e alguma vez detestarei.

  Com pormenores históricos incríveis, Flashman é uma aventura vitoriana que merece, admito, os largos elogios que tem recebido. É uma comédia de valores que faz um melhor trabalho como feira das vaidades do que um certo clássico. Mas tem como defeito o seu maior trunfo, o protagonista. Porque Flashman não é só um sacana. É um sacana sem charme ou inteligência com uma sorte descomunal, como o facto de não haver uma personagem tão interessante e complexa como ele. É um desastre rodeado de desastres ainda maiores. De patéticos e vergonhosos homens, de mulheres fúteis e superficiais, que apenas enaltecem o único que não finge sequer ter honra, ele próprio, Flashy. Ele que é uma crítica assaz inteligente e pertinente ao homem comum que se glorificou através dos azares dos outros.

  Flashman é uma leitura de variados sabores. É aquela que me permite ver um retrato brilhante da realidade ridícula das mais altas patentes, uma crítica inteligente a um Império escondido por valores não existentes. É também aquela, que me fez desprezar cada personagem. É uma leitura que me divide, que tanto me agrada como me irrita. É um bico de obra, verdade seja dita!

sábado, 27 de setembro de 2014

From Pages to a Movie *The Maze Runner*

Trailer do filme


  Adaptado do livro com o mesmo nome de James Dashner, The Maze Runner foi um dos filmes mais publicitados deste ano... e que eu não estava a pensar ver. 

  Não li o livro porque não me chamou a atenção, o burburinho do filme passou-me ao lado... Até ver o trailer. Aquele labirinto é qualquer coisa visualmente. É brutal. Espectacular. E levou-me ao cinema, ver um filme que me ia passar completamente ao lado. The Maze Runner é um filme que tinha tudo para ser bombástico. Pelo seu conceito, pelos efeitos visuais brutais, mas acabou por ficar aquém das expectativas. A história para mim, é narrativamente fraca dentro do género. A ideia por trás dele é original, mas depois faltou explicar os porquês, os comos e os ondes. Quando os créditos apareceram, senti-me frustrada. Sim tem acção, e sim o labirinto é simplesmente brutal. É aliás a coisa mais fantástica desta história, mas faltou explicar tanta coisa, é tudo tão vago e frívolo que, sinceramente, não me senti puxada para dentro da história ou tive qualquer ligação às personagens. E há tanta coisa que não faz sentido, tanta coisa que, bem, não se percebe porque acontece. Ou seja, visualmente, é um filme que parecia ter um belo embrulho mas quando se abre, é uma desilusão.

  Ficou, ao menos isso, uma tentativa por parte dos actores em melhorar algo de que não
havia muito a fazer. Foi a primeira vez que vi o Dylan O'Brien em acção e não posso dizer que desgostei mas faltou-lhe espaço de manobra para ser um Thomas convicto. Já Will Poulter é conhecido mas não sei se foi da personagem, ou mesmo da cara dele, não fiquei muito bem convencida. E Thomas Bordie-Sangster, actor que já conheço de longe, bem, cada filme que vejo dele deixa-me abismada, até com uma personagem como Newt ele consegue fazer um trabalho estupendo. Ele vai longe, acreditem. Também gostei do trabalho do Ki Hong Lee e do Aml Ameen mas Blake Cooper foi a surpresa, afinal, o Chuck é a personagem mais adorável desta história. Quanto à única menina deste grupo, a Kaya Scodelario... Ela é fisicamente parecida com a Kirsten "sempre com a mesma cara" e isso não ajudou, nem o facto da personagem dela ser tão mal explorada...

No fim, não senti falta de ler o livro e continuo sem querer lê-lo. O filme não é nada de bombástico, pelo menos para mim, e se vir o segundo é só porque preciso de perceber afinal o que se passa aqui. E acreditem, há uma diferença entre deixar pistas e não explicar mesmo nada e esta história precisa mesmo de uma explicação que não seja vaga.


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Facções *TAG*

Encontrei esta TAG no Danii Reads, exactamente no dia em que trouxe Four para casa, curiosamente.

A ideia é ligar uma personagem a cada uma das facções, como se vivessem na Chicago de Divergente.



1. Eruditos (Erudite): uma personagem inteligente.
Kestrel de The Winner's Curse. Ela é uma estratega extraordinária cuja mente está sempre à frente das acções e, mesmo nos momentos mais tensos, usa sempre a cabeça.

2. Abnegados (Abnegation): uma personagem que pensa sempre em ajudar o próximo.
Heitor da trilogia Predestinados. É o primeiro a ajudar em qualquer situação, mesmo que corra perigo.

3. Cordiais (Amity): uma amizade literária verdadeira.
Will e Jem da trilogia As Origens. Eles têm a amizade mais pura e forte que já tive o prazer de ler.

4. Cândidos (Candor): uma personagem sincera.
Olivia de Duas Irmãs, um Duque. É a mais desbocada das personagens. Incapaz de mentir, Olivia diz sempre o que pensa e sente mesmo que vá contra as convecções.

5. Intrépidos (Dauntless): uma personagem "bad ass".
Caelena de Throne of Glass. Porque ela é a personagem mais corajosa, intrépida, forte e tudo o que quiserem,de todos os tempos.

6. Divergente: uma personagem que pode ter várias personalidades.
Warner da trilogia Shatter Me. Nunca se sabe em que pé estámos com o Warner ou quem ele realmente é. Faz parte do seu charme.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Momento da Semana Harry Potter #43

  Esta meme foi criada pelo blogue Uncorked Thoughts e o objectivo é partilhar personagens, feitiços, objectos e citações dos livros/filmes de Harry Potter, da própria J.K. Rowling ou algo relacionado. Em cada semana é escolhido um tópico, já tendo vários sido discutidos como podem ver aqui. O tópico desta semana é... A Cena mais Embraçosa de se Ler na Série.

Tentar arranjar par para o Baile

  Eu adoro o Ron e o Harry mas toda a situação em redor dos pares para o baile só me deu vontade de lhes bater enquanto revirava os olhos e corava de embaraço por tanta estupidez junta. De todas as cenas da série, esta demonstrou o quão parvinhos e ceguetas eles conseguiam ser na mais ridícula das situações. Quer dizer: são capazes de fazer frente a Dementors e Devoradores da Morte mas quando se trata de convidar uma rapariga não há neurónio que funcione??

Nunca tive tanta vergonha deles como nesse momento e acho que a Hermione concorda comigo.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Picture Puzzle #93


Regras:
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título

Podem consultar a rubrica nos seguintes blogues: Bookeater/Booklover 



Puzzle #1

Pistas: traduzido para português; 



Puzzle #2

Pistas: traduzido para português



terça-feira, 23 de setembro de 2014

Opinião - Um Caso Perdido

Título Original: Hopeless (#1 Hopeless)
Autor: Colleen Hoover
Editora: Topseller
Número de Páginas: 352


Sinopse
Preferia saber a verdade, ainda que isso fizesse de si um caso perdido, ou continuar a viver uma mentira? Quando Sky conhece Dean Holder no liceu, um rapaz com uma reputação tão duvidosa quanto a dela, sente-se aterrorizada, mas também cativada. Há algo naquela figura que lhe traz memórias do seu passado mais profundo e perturbador. Um passado que ela tentou por tudo enterrar dentro da sua mente. Ainda que Sky esteja determinada a afastar-se de Holder, a perseguição cerrada que ele lhe dedica, bem como o seu sorriso enigmático, fazem-na baixar as defesas, e a intensidade da relação entre os dois cresce a cada dia. Mas o misterioso Holder também guarda os seus segredos, e, quando os revela a Sky, ela vê-se confrontada com uma verdade tão terrível que pode mudá-la para sempre. Será Sky quem ela pensa que é? E será que os dois conseguirão sarar as suas feridas emocionais e encontrar um modo de viver e amar sem limites? Um Caso Perdido (Hopeless) é um romance intenso que o irá comover e arrebatar, ao mesmo tempo que o fará recordar o seu primeiro amor.


Biografia
Colleen cresceu numa quinta no Texas, casou-se aos 20 anos e tirou uma licenciatura em Serviço Social. Trabalhou nos Serviços de Protecção a Crianças, antes de voltar aos estudos para concluir a sua formação em Educação Especial e Nutrição Infantil. Começou a escrever em 2012 e já publicou sete livros.

Um Caso Perdido foi publicado em 2012 e está traduzido para dezassete línguas.


Opinião
  Eu tinha uma ideia sobre este livro. E, confesso, talvez alguns preconceitos sobre ele. Não podia estar mais errada. Nada, absolutamente nada, me podia preparar para Um Caso Perdido. Nada me podia preparar para o quão estonteante, marcante e devastador este livro ia ser. Nada me podia preparar para a avalanche de emoções que iriam assolar-me e destruir-me ao mesmo tempo. Colleen Hoover assombra-nos, deixa-nos emocionalmente frágeis, com uma história que se revela não só sobre o primeiro amor mas, também, sobre pesadelos. Uma história que abalará os nossos alicerces e convicções, uma história poderosa, escrita de uma forma tão bela e crua, tão intensa e emocional, Um Caso Perdido é dor e esperança, amor e sofrimento, em medidas desmesuradas.

  Num livro em que nada é o que parece e segredos obscuros se escondem debaixo das estrelas, somos, primeiramente, iludidos. Não no mau sentido, atenção, mas de uma forma encantatória que não nos deixa visualizar os monstros debaixo da cama até ser tarde demais. Esta é uma narrativa sobre o amor. O primeiro, intenso, devastador amor que nos preenche e enche de dúvidas. O amor de alguém que reconhece a sua dor nos olhos de outra pessoa. O amor obsessivo e cruel que se esconde por baixo de meigas palavras e prendas inconsequentes. E depois, depois somos assolados pela dor e fúria, pela tristeza e desilusão. Sim, este livro é uma tempestade que destruirá tudo a sua passagem e quando se desvanece, depois da desilusão, vem, maravilhosamente, uma esperança que nos cura o coração devastado.

  É difícil falar-vos deste livro sem estragar as surpresas que ele tem para os leitores que o irão descobrir. É difícil explicar-vos que não, ele não é o que pensam que vão encontrar. Mas mais difícil, é ter palavras para vos dizer o porquê. Isto, porque a narrativa apresenta-se com simplicidade no início. Duas pessoas que não se encaixam no resto do mundo em seu redor, apaixonam-se, perdidamente e, nenhum deles apresenta normalidade mas, ao contrário de outros livros do género, esta relação não é tóxica, é sim, efervescente e dedicada, intensa mas cheia de pequenos gestos de compreensão e ajuda. E é lindo ver Sky e Holder apaixonarem-se e abrirem-se às expectativas de um mundo que nunca os quiseram e, por isso, não damos pelas nuvens negras que se aproximam à uma velocidade estonteante. Porque há uma razão para a sua falta de normalidade, uma razão de que nos vamos apercebendo enquanto a nossa mente grita não com toda a força.

  Há uma palavra que simboliza na perfeição esta história: sobrevivência. É sobre ela, mais do que qualquer outra coisa, que Um Caso Perdido nos fala. E isso vê-se em cada uma das personagens. Seja em Holder, um doce rapaz que a vida tornou num mau rapaz enquanto foi perdendo cada pessoa que amava. Seja em Karen e que se superou e foi capaz do impensável para salvar outra pessoa. Seja em Sky, que à sua maneira, guardou no fundo de si mesma o que poderia tê-la destruído. Cada uma delas, é uma personagem a quem nos apegámos, mesmo quando ainda não as compreendemos. Todas elas nos provocam sentimentos tão fortes como as suas histórias, tão cheias de devastação como de esperança.

  Um Caso Perdido falhou as minhas expectativas. Não foi nada do que esperava ou do que queria. Foi muito, muito mais do que isso. Não é uma simples história de amor. Não é um desastre sem fim. É um maravilhoso livro que nos destruirá, sim, mas também nos fará acreditar mais fortemente em sorrisos.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A Ler neste Outono...

  E a minha estação preferida começou!!! Bem-vindo Outono, meu amor!

  Agora é pensar nas leituras que lerei com a manta por cima enquanto a chuva cai lá fora e o meu cappuccino ferve... 

  Já tenho alguns livros em mente que quero mesmo ler antes do ano acabar e são leituras obrigatórias para este Outono pelas mais variadas razões. Aqui estão os livros de que poderão (espero) ver as opiniões por aqui nos próximos tempos:














Estes são livros que tenho na estante e que, entre tantos outros que também quero ler, têm alguma prioridade. Claro que ainda faltam as novidades da rentrée para equilibrar (ou desequilibrar) um bocadinho a minha lista de próximas leituras.

Já no caso deste mês, são três os livros obrigatórios:




 E vocês? Que estão a pensar ler neste Outono?

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Opinião - Para Sempre

Título Original: Once and Always (#1 Sequels)
Autor: Judith McNaught
Editora: ASA
Número de Páginas: 448


Sinopse
Victoria Seaton cruzou um oceano. Para trás, deixou tudo o que amava. A sua cidade, Nova Iorque. Andrew, o homem dos seus sonhos. E a casa onde nasceu, agora tristemente vazia após a morte súbita dos pais.
Desamparada, Victoria não tem outra solução que não rumar ao desconhecido. A Inglaterra, um país que que nunca visitou. Aos aristocráticos Fielding, uma família que nunca viu e à qual pertence apenas no papel. A uma herança que não sabia existir. O seu único conforto é a sua irmã Dorothy, a quem protege fingindo ser a mulher corajosa que, intimamente, teme não ser. A alta sociedade britânica rapidamente a põe à prova com as suas regras rígidas, tão diferentes dos modos calorosos e simples do seu país natal. Igualmente impenetráveis são as reacções da família. Quando conhece a avó – a duquesa de Claremont - Victoria não percebe o porquê do seu olhar venenoso e a sua obstinação em acolher apenas Dorothy. As irmãs acabam por ser separadas e Victoria fica à mercê do jovem lorde Jason Fielding, seu primo afastado. Jason é um homem frio, sensual e implacável. Nos salões da moda, é o alvo de todas as atenções, a chama que atrai homens e mulheres, o “felino selvagem entre gatinhos domésticos”. Ele permanece um mistério aos olhos de Victoria, que recusa submeter-se às suas ordens ríspidas. Por seu lado, Jason não sabe como reagir ao temperamento explosivo da jovem americana. A relação de ambos é tão excitante quanto impossível. Sobre ela paira - negra e omnipresente - a sombra do passado com os seus mistérios, segredos e crimes...


Biografia
  Judith McNaught foi a primeira mulher a exercer o cargo de produtora executiva na estação de rádio CBS e começou a escrever em 1983, sendo considerada a autira que inventou o subgénero do Romance Histórico da Regência.

  Para Sempre, foi publicado em 1987 e ganhou o RT Book Reviews All- Time Favorite. Está traduzido para dezasseis línguas.


Opinião
  Quando pensámos que já nada nos pode surpreender neste género, heis que surge um livro, pelo qual não daríamos nada e quase estivemos para não ler, que consegue o impensável: surpreender-nos. Para Sempre foi uma delícia, da primeira página à última. Aconchegou-me o coração, provocou-me gargalhadas, fez-me acreditar nas possibilidades imprevisíveis do amor. Tudo graças à escrita de Judith, tão romântica quanto sensual, tão divertida como dramática. Nenhuma autora consegue puxar os limites como ela e mesmo assim, atingir um equilíbrio tão perfeito. Este livro podia ter sido demasiado em muitos aspectos, mas o resultado é uma história de amor linda, cheia de reviravoltas, que vai aquecendo e tornando-se mais terna conforme avançámos na leitura, uma história de amor que será impossível de esquecer ou igualar.

  Este livro é uma jóia preciosa que brilha no meio das demais. Podia ser igual a tantos outros, mas não é. Com uma narrativa elegante que não deixa de ser escaldante, Para Sempre está recheado de pormenores históricos deliciosos, que vão desde as funções da criadagem às diferenças sociais entre a América e a Inglaterra ou ao comércio mercantil. Arrebata-nos pelos seus segredos tristes e obscuros, pelas consequências do passado e pelos sonhos que podem renascer. Derrete-nos com uma história de amor que contra todas as adversidades, contra todos os erros, se fortalece com a aprendizagem e a confiança. Queima-nos pela sua sensualidade ora inocente ou libertina. Conquista-nos de tal forma, que mal começámos o livro e estámos, de repente, a fechar a última página.

  Não é só o romance que domina estas páginas. Ele está lá, claro, e é dos romances mais bem construídos e credíveis que já li. É um romance que escalda, fere e enternece. Faz-nos querer arrancar cabelos, chorar e põe o coração a bater mais depressa. É um amor que cresce a cada batalha, que sofre todas as cicatrizes e aprende com elas. Mas também a amizade é um tema deste livro, bem como a família. Todas as relações, todos os sentimentos, de qualquer espécie e tipo, são explorados brilhantemente neste livro, seja de um pai e filho que se conheceram tarde, seja do mordomo com o lacaio, ou a de uma bisavó rezingona com a bisneta. Há sentimento a transbordar das palavras, e o leitor é convidado a sentir cada um deles.

  E, para um livro tão delicioso, a autora criou as personagens mais fantásticas. Também aqui a autora consegue fugir, mas desta vez, ao cliché. Victoria e Jason podiam ser um casal como tantos outros. Não são. Há algo que os diferencia, e penso que é a química entre ambos, a forma como a relação deles e evolui e, mesmo a sua caraterização como indivíduos. A verdade, é que eles se tornaram um dos meus casais preferidos do género. E depois temos o pai interveniente, a bisavó rezingona, os criados intrometidos, a irmã energética, o amigo mais velho, e outras tantas personagens divinas, que acrescentam ainda mais doçura a um romance já de si perigoso para os diabetes. Mas sem exageros.

  Para Sempre é um dos melhores romances históricos que já li. De sempre. Entrou para a tabela de preferidos ainda não o tinha acabado e é, sem dúvida, um dos melhores deste ano.


Momento da Semana Harry Potter #42

Esta meme foi criada pelo blogue Uncorked Thoughts e o objectivo é partilhar personagens, feitiços, objectos e citações dos livros/filmes de Harry Potter, da própria J.K. Rowling ou algo relacionado. Em cada semana é escolhido um tópico, já tendo vários sido discutidos como podem ver aqui. O tópico desta semana é... O Melhor Momento de Dumbledore.

Dumbledore é daquelas personagens que não têm maus momentos, só bons, inspiradores, fantásticos momentos mas se há um que adoro é este:

“I DON'T CARE!" Harry yelled at them, snatching up a lunascope and throwing it into the fireplace. "I'VE HAD ENOUGH, I'VE SEEN ENOUGH, I WANT OUT, I WANT IT TO END, I DON'T CARE ANYMORE!"
"You do care," said Dumbledore. He had not flinched or made a single move to stop Harry demolishing his office. His expression was calm, almost detached. "You care so much you feel as though you will bleed to death with the pain of it.”

- Harry Potter and the Order of the Phoenix

Escolhi este momento porque, se houve muitas alturas em que o Harry ouviu o Dumbledore, esta não foi uma delas. O Dumbledore nunca tinha visto o Harry zangar-se, revoltar-se ou desistir como naquele preciso momento mas, apesar disso, conseguiu manter a calma e deixou extravasar a raiva para depois lhe ensinar uma das maiores lições que lhe deu: que é preciso importarmo-nos, é preciso sentirmos e, por vezes, é preciso zangarmo-nos para tomar uma atitude.


Tentações: O Segredo dos Tudors [Topseller]

Já na sua livraria



Título: O Segredo dos Tudors
Título Original: The Tudor Secret (#1 The Spymaster Chronicles)
Autor: C.W. Gortner
Editora: Topseller
Número de Páginas: 352
Preço: €20,99



*C.W. Gortner*
Possui um mestrado em Escrita na especialidade de Estudos Renascentistas, pelo New College of California. Os seus romances históricos, sempre fruto de intenso trabalho de pesquisa, têm-lhe granjeado elogios por parte da crítica internacional. Já foram traduzidos para 21 línguas com mais de 400 mil exemplares vendidos. De ascendência espanhola, C. W. Gortner vive atualmente na Califórnia. Saiba mais sobre o autor em: www.cwgortner.com



O Segredo dos Tudors

Sinopse:
No verão de 1553, Brendan Prescott é chamado à corte inglesa dos Tudor para se tornar escudeiro de Robert Dudley. Na mesma noite em que chega à corte, Lorde Robert encarrega-o de entregar secretamente um anel à princesa Isabel.

Frente a frente com a emblemática princesa, e depois de ela se recusar a aceitar a joia, o jovem escudeiro percebe que se encontra no meio de uma trama de conspirações e mentiras. Os Dudley planeiam uma traição mortal contra o rei Eduardo VI e as suas duas irmãs — Maria e Isabel — com um único fim: chegar ao trono.

Destemido e convicto de que o que vai fazer é o melhor para Inglaterra, Brendan Prescott alia-se a Isabel e aos seus protetores. Torna-se assim um agente duplo em defesa da coroa, contra a ambição desmedida dos Dudley.



Porquê uma tentação?
Adorei o Juramento da Rainha, por isso, estou desejosa de ler outro livro do autor.







Outro Livro do Mesmo Autor

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Opinião - Não Digas Nada

Título Original: The Good Girl
Autor: Mary Kubica
Editora: Topseller
Número de Páginas: 336


Sinopse
Um thriller psicológico intenso e de leitura compulsiva, Não Digas Nada revela como, mesmo numa família perfeita, nada é o que parece.

Tenho andado a segui-la nos últimos dias. Sei onde faz as compras de supermercado, a que lavandaria vai, onde trabalha. Nunca falei com ela. Não lhe reconheceria o tom de voz. Não sei a cor dos olhos dela ou como eles ficam quando está assustada. Mas vou saber.

Filha de um juiz de sucesso e de uma figura do jet set reprimida, Mia Dennett sempre lutou contra a vida privilegiada dos pais, e tem um trabalho simples como professora de artes visuais numa escola secundária. 

Certa noite, Mia decide, inadvertidamente, sair com um estranho que acabou de conhecer num bar. À primeira vista, Colin Thatcher parece ser um homem modesto e inofensivo. Mas acompanhá-lo acabará por se tornar o pior erro da vida de Mia.


Biografia
Mary Kubica tem um Bacharelato em História e Literatura Americana pela Universidade de Miami (Ohio). Vive em Chicago com a família, e gosto de fotografia, jardinagem e tomar conta de animais no abrigo local.

Não Digas Nada é o seu primeiro livro e foi publicado este ano. A sua primeira tradução é a portuguesa.


Opinião
  Quem segue o blogue sabe que raramente leio policiais/thrillers. É preciso muito para um livro do género me chamar a atenção e, a estreia de Mary Kubica, com as suas críticas fantásticas, conseguiu-o, tendo a honra de ser o primeiro thriller que li este ano. Não Digas Nada parecia-me enganadoramente simples, um livro que iria causar emoções fortes e tecer uma teia de segredos cuja resolução seria bombástica. Esta era a minha expectativa para ele. E, durante algum tempo, graças à escrita envolvente e intensamente emocional de Kubica, eu acreditei que ele assim seria, aliás, durante algum tempo, ele assim o foi e nunca, deixou de ser uma leitura de tal maneira viciante que era impossível pousá-lo. Mas, infelizmente, as minhas perspectivas não foram tão preenchidas como esperava.

  Inteligentemente, a autora leva o leitor ao antes e ao depois do acontecimento que move a trama, pela perspectiva das várias personagens. Isto faz com que o leitor esteja sempre em suspenso, sempre a tentar juntar as peças do puzzle e foi, sem dúvida, o que mais gostei deste livro, a sua estrutura. Depois, para mim, existem dois momentos nesta história. Aquele em que o mistério se adensa, em que os segredos estão tão bem escondidos que nem os vemos. Esse primeiro momento está cheio de perguntas, de dúvidas, é o momento em que estámos tão presos à trama, tão curiosos que não conseguimos largar o livro. É o momento em que nada é o que parece e as pistas são pouco óbvias. E depois há o segundo momento. Nesse, o mistério deixa de o ser, as pistas estão bem visíveis e torna-se claro o que realmente se passou. E foi nesse momento, apesar de estar viciada na leitura, em que perdi o interesse, ou pelo menos, deixei de sentir aquele empolgamento das primeiras páginas.

  E essa é a razão porque este livro foi quase perfeito. Quase, porque a dada altura a narrativa torna-se óbvia e pouco intensa. E depois, porque realmente escapou-me as contradições das personagens e as razões das suas acções. Não os consegui compreender, não me pareceram plausíveis ou racionais o suficiente. Mas não deixei de gostar da forma como a autora explora o síndrome de Estocolmo, o que foi a segunda melhor parte deste livro. Ou seja, foi uma história de altos e baixos para mim, com a diferença que começou empolgante e acabou sem me causar qualquer emoção ou surpresa.

  Quanto às personagens, apesar de serem um pouco clichés, acabei por sentir alguma ligação com elas, talvez graças aos POV’s que nos são dados. Senti pena de Eve, por ser uma mulher que foi perdendo tudo ao longo da vida apesar da sua vida aparentemente perfeita e por tentar remediar as coisas, mesmo que talvez tarde mais. Senti-me fascinada com o Colin pelas suas mudanças de personalidade, mesmo que não entendesse algumas das suas atitudes. E por isso, senti-me também fascinada com a sua interacção com a Mia, apesar de só no final perceber como era possível.

  Não Digas Nada podia ser um livro perfeito. Não foi mas mesmo assim, penso que Mary Kubica vai ser daquelas autoras que vou voltar a experimentar, nem que seja para ver se ela consegue fazer melhor, porque mesmo com as falhas, a verdade é que há coisas muito bem conseguidas neste livro. 

Picture Puzzle #92



Regras:
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título

Podem consultar a rubrica nos seguintes blogues: Bookeater/Booklover 



Puzzle #1

Pistas: traduzido para português; romance histórico






Puzzle #2

Pistas: traduzido para português; ficção histórica