domingo, 15 de fevereiro de 2015

Opinião - Crown of Midnight

Título Original: Crown of Midnight (#2 Throne of Glass)
Autor: Sarah J. Maas
Editora: Bloomsbury
Número de Páginas: 418


Sinopse
"A line that should never be crossed is about to be breached.

It puts this entire castle in jeopardy—and the life of your friend."

From the throne of glass rules a king with a fist of iron and a soul as black as pitch. Assassin Celaena Sardothien won a brutal contest to become his Champion. Yet Celaena is far from loyal to the crown. She hides her secret vigilantly; she knows that the man she serves is bent on evil.

Keeping up the deadly charade becomes increasingly difficult when Celaena realizes she is not the only one seeking justice. As she tries to untangle the mysteries buried deep within the glass castle, her closest relationships suffer. It seems no one is above questioning her allegiances—not the Crown Prince Dorian; not Chaol, the Captain of the Guard; not even her best friend, Nehemia, a foreign princess with a rebel heart.

Then one terrible night, the secrets they have all been keeping lead to an unspeakable tragedy. As Celaena's world shatters, she will be forced to give up the very thing most precious to her and decide once and for all where her true loyalties lie...and whom she is ultimately willing to fight for.


Biografia
  Sarah nasceu em Manhattan e graduou-se em Escrita Criativa com minor em Estudos Religiosos mas isso não quer dizer que não possa continuar a ver filmes da Disney e a gostar de má música pop. Bebe demasiado café, adora ballet e contos de fadas e é autora de uma das séries de fantasia épica YA com maior sucesso actualmente nos EUA, a qual começou a escrever quando tinha dezasseis anos. Irá publicar este ano, para além do quarto livro da série Throne of Glass, Queen of Shadows, um retelling de A Bela e o Monstro, A Court of Thorns and Roses.

  Crown of Midnight é a sequela de Throne of Glass e foi publicado em 2013 e está traduzido para doze línguas.


Opinião
  Que fique aqui bem assente: eu adorei o Throne of Glass. É um início de série cheio de promessas e expectativas, que nos deixa literalmente a babar de curiosidade e sedentos do que aí vem. Mas hoje, hoje posso dizer-vos que estou completamente viciada e apegada a esta série. Não, eu amo de morte esta série e beijo o chão que a Sarah J. Maas pisa. Porque estava completamente enganada. Ela não é um diamante em bruto. É um diamante resplandecente com um talento inigualável, cuja escrita é vincada por uma inteligência e escrupulosidade únicas, bem como por uma paciência tortuosa. Crown of Midnight não é uma promessa. É sim, uma sequela devastadora e brilhante que nos deixa de coração nas mãos e sem conseguirmos raciocinar. Que nos tortura e esfola sem piedade. Que concretiza os nossos sonhos para depois os deixar em ruínas. E nós deixamos, com um sorriso nos lábios. Deixamos porque não conseguimos evitar sentirmo-nos atraídos por ele. Deixamos porque ele é glória brutal e sedutora, manchado de sangue e lágrimas.

  Ler este livro foi como estar em cima de uma corda bamba, sem saber para onde ela penderia a seguir, sem saber se voaria ou cairia, se seria docemente envolvida ou cruelmente destruída. Por causa dos sonhos que timidamente brilharam para depois serem destruídos. Por causa dos segredos enterrados que ao serem revelados alteraram tudo. Por causa das perdas inesperadas e terríveis que nunca poderão ser esquecidas. Porque esta história tem demasiados sentimentos, demasiadas emoções e assola-nos como uma tempestade imparável. Porque esta história é tão agridoce, tão devastadora que é impossível libertar-me mesmo em palavras. Num momento, é felicidade estonteante, é a descoberta do amor, é a esperança a luzir. É finalmente, o perdão ainda que não completamente. Mas, depois, o chão foge-nos e há desilusão irreparável, há morte imperdoável e a vingança liberta-se num grito de angústia e fúria. Nunca, sabemos para onde ela penderá, e mesmo assim não conseguimos parar, porque é uma tortura e só queremos saber mais e mais.

  Mais, é aliás a palavra mais simples e pura, e nem por sombras suficiente, para descrever este livro. Throne of Glass é uma sombra esbatida comparado com este Crown of Midnight. De repente, há magia por todo o lado e as lendas ganham vida. Há batalhas sangrentas, intrigas terríveis, descobertas assoladoras. É como se Celaena fosse uma fênix bela e cruel, renascida de cinzas marcadas por sangue, lágrimas e uma dor incomensurável. E com ela, toda a história se transforma. Podemos estar numa dança lenta e romântica sobre as estrelas da meia-noite. Ou numa balada criada por espadas a cortar enquanto sangue se derrama. Finalmente, a complexidade da personalidade da assassina derrama-se sobre a sua história, e tal como ela, tanto pode ser uma menina a partilhar bolo de chocolate e a escolher vestidos sedutores, como pode matar sem piedade e lançar palavras cruéis com todo o intento.

  Ah Celaena. Eu já vos podia ter dito o quão fantástica ela é. Mas neste livro ela é magnífica. Há uma evolução tão gigantesca nela ao longo destas páginas tortuosas que a única coisa que podemos fazer é assistir impávidos enquanto nos maravilhamos com a doçura e crueldade que ela é capaz de fazer em igual medida. É assustador mas glorioso, vê-la a assumir quem é e a soltar toda a sua fúria e força, mesmo que signifique que ela deixará tudo em ruínas à sua volta. Mas não só ela cresce neste livro. Dorian passa de um príncipe cheio de confiança para um menino que finalmente se senta e repensa em toda a sua vida, todos os seus actos e quem é. E se num primeiro momento me exaspera e me faz revirar os olhos, no fim não consigo evitar querer abraça-lo e dizer-lhe tão bom rei que ele será. E depois temos Chaol, o meu querido e doce capitão, que vive uma batalha contra si mesmo durante tanto tempo, entre o dever e o amor, para depois perceber que terá de tomar um lado, custe o que custar. Só que, a personagem deste livro é Nehemia, a única que sabe que os sacrifícios têm de ser feitos, a única com a plena consciência que uma guerra não se ganha de escondidas e esquecimentos. A única que não foge e se ergue majestosa mesmo no pior.

  Crown of Midnight é mais do que uma sequela que superou todas e quaisquer expectativas. É o início real de uma aventura que hoje é muito mais do que promessas. Uma aventura que será agridoce, e que valerá cada queda e perda pelo caminho. Este livro é a prova irrefutável de que Sarah J. Maas é uma autora a conhecer e a adorar. Que sempre será capaz de reinventar e ultrapassar. Dêem-me Heir of Fire e rezem por mim, porque eu já caí no abismo fenomenal que esta série é.


As minhas opiniões da série

4 comentários:

  1. Esta série é espectacular!!! O seguinte é ainda melhor mas não tem tanta acção :D

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    1. Já fui avisada mas eu até gosto de livros mais introspectivos *.* estou doida para lhe pegar *faz olhinhos ao Heir of Fire na estante*

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  2. Eu li o Throne of Glass à relativamente pouco tempo e fiquei rendida! *-* Adorei tanto a história como as personagens x)) Quero tantooo mandar vir os próximos volumes! *-* Andava com imensas saudades de uma boa saga de fantasia e esta, só no volume inícial promete! :D estou desejosa de ler este menino :))

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    1. Eu apoio mandares vir os livros e leres tudo rapidamente *.* O Throne of Glass foi fantástico, mas o Crown of Midnight ainda é melhor!

      Como te compreendo, também tinha saudades de uma fantasia assim =)

      Boas leituras!

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