quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Opinião - Rogue Wave

Título Original: Rogue Wave (#2 The Waterfire Saga)
Autor: Jennifer Donnelly
Editora: Disney-Hyperion
Número de Páginas: 320


Sinopse
In this exciting sequel to DEEP BLUE, Serafina uncovers more clues about the talismans, Neela ventures into a sea dragon's nest, and Ling learns the identity of their foe.

Serafina, Neela, Ling, Ava, Becca, and Astrid, six mermaids from realms scattered throughout the seas and freshwaters, were summoned by the leader of the river witches to learn an incredible truth: the mermaids are direct descendants of the Six Who Ruled-powerful mages who once governed the lost empire of Atlantis. The ancient evil that destroyed Atlantis is stirring again, and only the mermaids can defeat it. To do so, they need to find magical talismans that belonged to the Six.

Serafina believes her talisman was buried with an old shipwreck. While researching its location, she is almost discovered by a death rider patrol led by someone familiar. . . . The pain of seeing him turned traitor is devastating.

Neela travels to Matali to warn her parents of the grave threat facing their world. But they find her story outlandish; a sign that she needs to be confined to her chamber for rest and recovery. She escapes and travels to Kandina, where her talisman is in the possession of fearsome razormouth dragons.

As they hunt for their talismans, both Serafina and Neela find reserves of courage and cunning they didn't know they possessed. They face down danger and death, only to endure a game-changing betrayal, as shocking as a rogue wave.


Biografia
  Cresceu entre Lewis e Westchester, no estado de Nova Iorque e licenciou-se em Literatura Inglesa e História Europeia. O seu livro preferido é Ulysses de James Joyce e a personagem literária com que mais se identifica é Clarice Starling.

  Jennifer começou a escrever em 2002, quando publicou o seu livro de imagens para crianças e, também, o romance que lhe havia de granjear o sucesso, The Tea Rose, o primeiro dos seus cinco romances históricos.

  Numa tentativa de fugir aos fantasmas do passado que haviam inspirado as suas obras anteriores, Jennifer procurou algo novo mas sentia-se bloqueada, até que uma exposição de Alexander McQueen no MET aliada a uma chamada do seu agente sobre um projecto da Disney, a catapultou para o que viria a ser Deep Blue

  Rogue Wave é o segundo volume da Waterfire Saga e foi publicado no início deste ano. Ainda não está traduzido para nenhuma língua.


Opinião
  Capaz de evocar tanto o fascínio como o terror que as profundezas do mar nos provocam, Deep Blue foi uma das surpresas do ano passado. Conquistou-me pela sua complexidade e criatividade, por ser uma história repleta de magia e feminilidade mas, principalmente, por se centrar na amizade entre seis jovens sereias que, oriundas de locais distantes e detentoras de personalidades distintas, estão destinadas a compartilhar o mesmo destino. Esta premissa conquistou-me o coração e deu-me finalmente a história de sereias que procurava, daí que aguardasse a sua sequela, Rogue Wave, com tanta expectativa e que o facto de este ter sido uma desilusão me doa tanto à alma. Jennifer Donnelly mantém a escrita doce do primeiro livro mas, algures, perdeu o sentimento e cuidado com que iniciou esta saga, acabando por nos dar uma atabalhoada e confusa sequela da qual tão cedo não a irei perdoar.

  Primeiramente, não reconheço neste livro a densidade e originalidade que tanto me cativaram em Deep Blue. O mundo, tão estranho e fascinante, é agora para nós banal e mais do mesmo. Não há nada de novo, nada de enfeitiçante, nada que nos surpreenda. Aliás, minto. Existe de facto um novo cenário, aquele que nos permite avançar nesta dolorosa leitura, só que comparativamente aos cenários já conhecidos, é pouco explorado e detalhado, deixando-nos a salivar por algo que seria absolutamente refrescante, contudo, não chega para nos deslumbrar. Outra coisa que me aborreceu foi que, depois de tanto trabalho a introduzir-nos ao método de magia deste mundo, a autora neste atira-nos, literalmente, para o meio de feitiços e conhecimentos que não nos foram apresentados, de forma muito brusca, deixando-nos completamente perdidos no meio de termos de que nunca ouvimos falar.

  Esta falta de complexidade deve-se muito provavelmente ao aumento da acção e adrenalina na narrativa e, consequentemente, da integração de algumas reviravoltas que foram bastante surpreendentes e importantes para o decurso da história. Eu admito que foi isso que me fez continuar a leitura, mas apesar desses elementos serem bons, a autora não os soube integrar, e acabaram por tornar as coisas mais apressadas e confusas em vez de descomplicarem a trama. Não tive tempo de assimilar certas coisas ou mesmo de sentir alguma emoção por causa delas, isso também devido ao factor romance que neste livro teve uma incidência muito maior, colocando a demanda, supostamente o ponto central da história completamente de parte. Aliás, o romance que parecia nem existir no livro anterior, aqui toma completamente conta da história, o que foi horrível porque o casal não era credível e aqui chega ao ponto de ser ridículo, porque não existe química entre eles, nem o leitor vê a relação crescer, ou sequer aparecer. Aliás, a forma que a autora arranjou para eles se entenderem é simplesmente parva, para não dizer outra coisa.

  Como se não bastasse, a essência da saga, aquilo que me fez adorá-la, desaparece. Das seis supostas protagonistas, só acompanhámos duas. As mesmas duas que conhecemos melhor em Deep Blue. Das outras quatro, só uma aparece e é mais como adereço do que outra coisa. E dessas duas, a que temos de aturar mais tempo, é exactamente aquela que estupidificou. Serafina deve ser das personagens mais aborrecidas que já conheci. Não evoluiu absolutamente nada entre os dois livros, se possível, só ficou burra. Completamente burra. E como se não bastasse, o Mahdi, o príncipe irritante aparece demasiadas vezes para a minha paciência. A minha sorte, foram os vilões. Sim, eu estou a torcer por eles. Mesmo que a Neela tenha protagonizado bons momentos, a verdade é que ela também não evoluiu grande coisa enquanto os vilões a cada momento ficam ainda melhores. Por isso, não, não acreditem que eles percam esta guerra.

  Depois de um primeiro volume tão maravilhoso como Deep Blue, é uma grande desilusão dar de caras com este Rogue Wave. Perdeu a essência, a beleza, aquilo que me fez adorar o livro anterior, para se tornar uma coisinha sem sal e graça. Muito sinceramente, acho que nem me vou aventurar pelo terceiro, com muita pena minha.


A minha Opinião do Primeiro da Série

2 comentários:

  1. Oh, é pena que o livro seja tão mau, porque só pela capa até estava a pensar em ler a saga um dia...
    Beijinho

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    1. As capas são lindas, e o primeiro livro foi tão bom... Fiquei mesmo triste =(

      Beijinhos e boas leituras!

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