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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Opinião - Os Pilares do Mundo

Título Original: The Pillars Of The World (Tir Alainn Trilogy #1)
Autor: Anne Bishop
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de Páginas: 384

Sinopse
AS ÁRVORES AVISAM-NOS QUE ESTÃO EM PERIGO...

Ari, a última descendente de uma longa linhagem de bruxas, pressente que o mundo está a mudar... e está a mudar para pior. Há várias gerações que ela e outras como ela zelam pelos Lugares Antigos, assegurando-se de que o território se mantém seguro e os solos férteis. No entanto, com a chegada da primeira Lua Cheia do Verão, as relações com os seus vizinhos azedam-se. Ari já não está segura. Há muito que o povo Fae ignora o que se passa no mundo dos mortais. Só o visitam, através das suas estradas misteriosas, quando desejam recrear-se. Agora esses caminhos desaparecem a pouco e pouco, deixando os clãs Fae isolados e desamparados. Onde sempre reinara a harmonia entre o universo espiritual e a natureza, soam agora avisos dissonantes nos ouvidos dos Fae e dos mortais. Quando se espalham nas povoações boatos sobre o começo de uma caça às bruxas, há quem se interrogue se os diversos presságios não serão notas diferentes de uma mesma cantiga. A única informação que têm para os nortear é uma alusão passageira aos chamados Pilares do Mundo...

Opinião
Reencontrar as personagens de Anne Bishop é mais do que uma sensação de deleite com misto de saudade. É um regresso ansioso e desesperado, longas horas de leitura seguidas, frustração por não puder continuar, acabar com um sorriso nos lábios e começar a suspirar pelo próximo momento de puro prazer.
Quando, ainda por cima, se trata de uma nova trilogia, de um novo mundo mágico, mais personagens fascinantes e todo um enredo desconhecido, é caso para eu entrar em histeria (o que pode ter acontecido por breves momentos) e, literalmente, devorar um livro.
Ou não fosse esta uma história que nos traz bruxas, fadas, uma espécie de Inquisição a la Bishop, tudo com uma pitada daquilo que difere a escrita desta escritora das demais, Os Pilares do Mundo são um exemplo belo de quando a imaginação não falta e, que mesmo que não se possa superar uma obra-prima, pode-se sempre dar o que de melhor temos.
Foi isso que a escritora aqui fez. Pode faltar a escuridão das Jóias Negras, a sua beleza mais intensa e profunda mas o primeiro volume de Tir Alainn é único no seu estilo e mostra, se calhar, um lado mais doce e encantado da autora, diferenciando-se de tudo o resto, tornando-se uma lufada de ar fresco para os fãs de Bishop que ainda fazem “luto” pelo fim da sua trilogia mais famosa.
É por ser diferente, por contar algo de novo, que a história de Ari me deliciou. Porque é sempre bom ver registos diferentes da nossa escritora preferida, para relembrar porque razão o é. Afinal, a sua escrita, seja a contar que história for, torna-a algo de sublime e há que manter a mente aberta, esquecer tudo o resto, e saborear a “inocência” deste livro para recordar a razão porque Anne Bishop é uma das escritoras mais aclamadas da fantasia.
Como se não bastasse todo um novo enredo, rodeado de magia antiga, lembrança de mitos, da devoção à Terra Mãe misturado com caças às bruxas, a sobrevivência de todo um povo e a vingança de alguns, existem também existem novas personagens para nos apresentarem este mundo. Como é típico da escritora, são exuberantes, apaixonadas, dementes, calmas, doces, vingativas, sábias, clementes, odiadas e adoradas, existindo para todos os gostos culturais e de personalidade.
Posso dizer que estou deveras encantada com todas elas, e o que sinto por elas faz-me recordar tudo o que sinto pelas outras personagens, não com tanta paixão e devoção, mas de uma forma mais calma desse amor. A verdade, é que Anne não me desilude, nunca.
Por isso, perder uma oportunidade para se voltarem, senão apaixonar, pelo menos deliciar pela escrita desta autora, é quase um crime, porque, sim, têm razão, não tem nada a ver com o mundo de que nos despedimos a pouco tempo, mas esse era insubstituível. Mas será que mesmo assim, vós bishopianas e bishopianos, querem mesmo perder uma oportunidade única de conhecer algo novo? 

7*

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Divulgação - Novidades Novembro Saída de Emergência

 Ari, a última descendente de uma longa linhagem de bruxas, pressente que o mundo está a mudar… e está a mudar para pior. Há várias gerações que ela e outras como ela zelam pelos Lugares Antigos,assegurando-se de que o território se mantém seguro e os solos férteis.
No entanto, com a chegada da primeira Lua Cheia do Verão, as
relações com os seus vizinhos azedam-se. Ari já não está segura. Há muito que o povo Fae ignora o que se passa no mundo dos mortais. Só o visitam, através das suas estradas misteriosas, quando desejam recrear-se. Agora esses caminhos desaparecem a pouco e pouco, deixando os clãs Fae isolados e desamparados. Onde sempre reinara a harmonia entre o universo espiritual e a natureza, soam agora avisos dissonantes nos ouvidos dos Fae e dos mortais. Quando se espalham nas povoações boatos sobre o começo de uma caça às bruxas, há quem se interrogue se os diversos presságios não serão notas diferentes de uma mesma cantiga. A única informação que têm para os nortear
é uma alusão passageira aos chamados Pilares do Mundo…



"NICCOLO POLO, PAI DE MARCO, REVELARÁ FINALMENTE
A HISTÓRIA QUE MANTEVE SECRETA DURANTE TODA A SUA VIDA:
A HISTÓRIA DE ALTAÏR, UM DOS MAIS EXTRAORDINÁRIOS
ASSASSINOS DA IRMANDADE.”

Altaïr embarca numa missão formidável que o levará pela Terra Santa mostrando-lhe o verdadeiro significado do Credo dos Assassinos. De modo a provar o seu empenho, Altaïr terá de derrotar nove inimigos mortais, incluindo o líder dos Templários, Robert de Sablé. A história da vida de Altaïr é contada aqui pela primeira vez: uma viagem que vai mudar a história; a sua batalha interminável contra a conspiração dos Templários;uma herança que é tão trágica como chocante e a mais profunda traição de um velho amigo.


Dia 11 de Novembro nas livrarias

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Opinião - Despertar do Crepúsculo

Autor: Anne Bishop
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de páginas: 400

Sinopse:
Prendas de Winsol 
Daemon, Príncipe dos Senhores da Guerra de Joias Negras de Dhemlan, está ainda a adaptar-se ao seu primeiro ano de casado com a sua Rainha Feiticeira, Jaenelle. Porém, com a aproximação da celebração do Winsol que se prolonga por treze dias, Daemon tem de lidar com demasiadas solicitações ao mesmo tempo que se assume como anfitrião da sua admirável família.

Cambiantes de Honra
 

Ainda a recuperar da provação que a deixou ferida e furiosa, Surreal regressa a Ebon Rih sob as ordens do Príncipe Lucivar. Quando o seu antigo amante Falonar desafia impiedosamente a autoridade da família à qual ela pertence, Surreal poderá, por fim, sucumbir às trevas que ardem no seu âmago.

Família
 

Quando alguém arma uma cruel cilada à Rainha Sylvia e aos seus filhos, as sequelas consomem por completo as vidas da família reinante de Dhemlan. Terão de desvendar a identidade do Senhor da Guerra conhecido somente como Sem Rosto antes que regresse para terminar o que começou.

A Filha do Senhor Supremo
 

Após a perda das duas pessoas mais importantes da sua vida, Daemon assumiu o papel de seu pai, Saetan, como Senhor Supremo do Inferno, construindo um muro em redor do seu coração. Porém, ao estabelecer inadvertidamente uma nova relação, bastará ela para o libertar da sua vida desprovida de amor?


Opinião:
Confesso que esta é a opinião mais difícil que fiz até hoje. O mundo das Jóias Negras tornou a sua escritora a minha preferida e as suas personagens são como "velhos amigos" que eu vou adorar até ao resto dos meus dias sendo me impossível imaginar que este foi o último livro (pelo menos por uns bons tempos). Não interessa porque a história não vai voltar a ser a mesma e para mim esta é a definitiva despedida às minhas Jóias tal como as conheci. E, acreditem, eu quero mesmo acreditar no "até já".
Com este livro é o meu lado sentimentalista que vem ao de cima e não consigo especificar os vários sentimentos que me assaltaram ao longo desta leitura, só posso dizer que foram bastante contraditórios. Que ele é único e imprevisível, isso podem ter a certeza mas acho que nunca vou puder especificar se o amei ou se o odiei e isso lembra-me porque é que a história destas personagens se tornou parte da minha vida e tomou um lugar especial na minha estante. Nunca conseguiria prever que Bishop tomasse este rumo mas lá está, foi sempre isso que eu adorei nela. A sua escrita magnífica e ter criado este mundo e estas personagens com tal mestria que me conquistaram o coração à primeira. Agradeço-lhe por isso todos os dias.
 Os dois primeiros contos trouxeram uma saudade imensa, os dois últimos levaram as minhas emoções ao rubro, acho que nunca senti tanto na leitura de um livro. É a maneira como a história é contada, as relações familiares e de amizade que se criaram através de tão inimagináveis situações, a complexidade de todos aqueles que fizeram parte deste mundo, é a maneira como Anne nos arrasta e agarra a cada palavra. Faz-nos sorrir, chorar, rir e sentir ódio e raiva até ao âmago e nunca nos aldraba, conta-nos a verdade nua e crua. Estes quatro contos transmitem o espírito que os caminhos de Jaenelle, Saetan, Daemon, Lucivar, Surreal, e todos os outros, nos deram, "tudo tem um preço".
Talvez já fosse um aviso que nada seria como estivéssemos a espera. Talvez tivesse mesmo de acabar assim. Não sei, o que eu sei é que nada substituirá este mundo no meu coração.

"Que as Trevas sejam misericordiosas"

7/7

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A Senhora de Shalador

Autor: Anne Bishop
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de páginas: 499

Durante longos anos, o povo de Shalador suportou as crueldades das Rainhas corruptas que reinavam, proibindo tradições, punindo quem se atrevia a desafiá-las e forçando muitos à clandestinidade. Pese embora os refugiados tenham encontrado abrigo em Dena Nehele, nunca conseguiram considerar esse lugar como a sua terra.
Agora, depois da aniquilação dos Sangue deturpados de Dena Nehele após a purificação, a Rainha de Jóia Rosa, Senhora Cassidy, assume como seu dever restaurar a terra e dar provas das suas capacidades como soberana. Ciente de que para assumir tal tarefa irá precisar de todo o ânimo e coragem que conseguir reunir, invoca o poder dentro dela que nunca fora posto à prova, um poder capaz de a consumir caso não consiga controlá-lo.
Ainda que a Senhora Cassidy sobreviva à sua prova de fogo, outros perigos a aguardam. Pois as Viúvas Negras descortinam nas suas teias entrelaçadas visões de algo iminente que irá mudar a terra - e a Senhora Cassidy - para sempre.

A continuação do reinado de Cassidy está em perigo. Se, por um lado, o seu Círculo começa a apreciá-la, Theon continua a recusar-se a aceitá-la como a Rainha que irá salvar a terra dos seus antepassados, principalmente quando ela decide visitar as reservas de Shalador, contrariando-o. A visita à reserva permite à Rainha de Jóia Rosa dar mostras do que pode e está disposta a fazer pelo povo que está nas suas mãos, colocando mesmo a sua vida em risco. Devolvendo ao povo de Shalador as suas tradições, a Senhora Cassidy está a devolver-lhes a esperança e a conquistar o seu coração.
Mas nas teias de sonhos as Viúvas Negras vêem algo de mau a acontecer e vai depender da força interior de Cassidy impedir que o pior aconteça, o que não é fácil quando o passado que lhe retirou a confiança em si própria aparece sobre a forma de uma Rainha bela e mimada que já lhe roubara tudo antes, à porta da sua nova casa, para lhe retirar tudo outra vez e com o apoio de Theon, que fora o responsável pela sua vinda mas que não a reconhece como a Rainha que imaginou.
Só que há sentimentos que estão cada vez mais fortes: a lealdade, a confiança e o amor. E há que toma-los em conta pois algumas pessoas não estão dispostas a perder esta Rainha que lhes pode trazer de novo o que é ser realmente Sangue.
Bishop no seu melhor. O desenvolvimento d'Aliança das Trevas prima pelo crescimento das novas personagens do mundo da Trilogia das Jóias Negras como Cassidy, Gray ou Ranon, que são uma lufada de ar fresco (bem negro). Como fã incondicional adorei cada pormenor novo nesta Dena Nehele, tão próxima e tão distante de Ebon Askavi. Claro que a presença de Jaenelle, Daemon, Lucivar, Saetan, Karla, Surreal, Ladvarian, entre outros, foi como um presente de Natal daqueles! As saudades destas personagens eram imensas e já faziam falta estes momentos. Dão certamente outra cor à história e deixaram-e muito feliz. Obrigada, obrigada, obrigada!
Foi pena alguns erros como a falta do sexto capítulo (fui uma sortudas que o tinha, boa!) e alguns erros gráficos bastante flagrantes. Mas como não é costume pode-se perdoar e até esquecer.

7/7