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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Opinião - Emma

Título Original: Emma
Autor: Jane Austen
Editora: Book.it
Número de Páginas: 480


Sinopse
 Emma é um romance de Jane Austen, que foi publicado pela 1ª vez em dezembro de 1815. Assim como em seus outros romances, Austen relata as dificuldades das mulheres inglesas no início do século XIX, criando através de seus personagens uma comédia de costumes. Na introdução, Austen descreve: "Emma Woodhouse, bonita, inteligente, e rica". Emma, no entanto, é principalmente mimada; ela superestima seu poder de manipular as sitações, assim como não percebe os perigos de interferer na vida das pessoas e engana-se facilmente sobre o sentido das intenções e atitudes alheias. 


Opinião

  Nascida em 17775, Jane Austen é, ainda hoje, uma das autoras mais adoradas de todos os tempos. Com seis obras completas, ficou conhecida pela forma realista e irónica com que descreve a sociedade e, principalmente, o papel das mulheres, da sua época. Chegada à família, eles foram o seu maior apoio na sua carreira literária. Nunca casou.

  Emma foi a última obra que Jane publicou em vida, dois anos antes de ter falecido. Dedicada ao Príncipe Regente, é a obra com a heroína que gera mais controvérsia. Foi adaptada para cinema e televisão, tendo Emma sido interpretada por Gwyneth Paltrow, Kate Beckinsale e Romola Garai.

  Este deve ter sido o único livro de Austen de que fugi a sete pés. Culpem a Paltrow que me deixou traumatizada com a sua interpretação e que, quase, fez com que Emma fosse o único livro de Austen que eu não teria lido. Graças ao desafio 12 Clássicos em 2014, venci os meus medos e li, finalmente, o malfadado livro. Emma distingue-se das restantes obras de Austen por causa da sua protagonista, a primeira sem preocupações financeiras e aquela que se mostra imune ao romantismo mas, também, por causa da sua personalidade. Emma é aquela a que chamo a mais irritante protagonista de Jane. Mimada, fútil e metediça, Emma é exactamente tudo o que detesto, sendo muito difícil para mim, gostar dela ou compreendê-la mas a autora consegue, à sua boa maneira, atenuar todos os defeitos que Emma tem.

  Emma nunca será para mim querida como Lizzy, Anne ou as irmãs Dashwood são, mas a sua história faz deste livro um dos meus preferidos da autora. O seu humor tão característico está presente em cada momento deste livro, recheando-o de peripécias, mal-entendidos e reviravoltas surpreendentes, que fazem desta leitura uma completa diversão, cheia de gargalhadas. As tentativas frustradas de formar casalinhos de Emma enquanto foge ela própria dos intentos amorosos levam às mais caricatas situações, bem como a sua total cegueira em relação aos amores que se desenvolvem à sua volta. Para ajudar, as mais pitorescas personagens que Austen criou estão neste livro. Desde a amorosa mas exagerada família de Emma aos vizinhos e amigos, nenhum escapa a um retrato caricato, divertindo-nos ou exasperando-nos com as suas esquisitices, defeitos ou demasiadas qualidades.

  Nota-se que o sarcasmo de Austen está mais refinado e pungente nesta obra, não faltando mesmo assim, a crítica social que está sempre presente. A necessidade de um casamento adequado à posição social, a tentativa de escalar a hierarquia rapidamente ou como os mais abastados acham que todos lhes devem enquanto os mais pobres acham que a todos devem, são os temas que proliferam neste livro através das várias ligações que este pequeno grupo tem entre si. Entre romance e humor, a autora inglesa faz mais uma vez um retrato assertivo da sociedade rural inglesa, apresentando com humor as exigências e exageros desta. Escapa a crítica, Mr. Knigthley, a pessoa mais sensata e moderada deste grupo insano, que se junta a Mr. Darcy e ao capitão Wentworth, como um dos meus protagonistas austenianos preferidos.

  Mais do que ser o livro mais humorístico de Austen, Emma é talvez, também aquele onde o romance mais prolifera, mesmo não sendo o mais romântico. Através das várias relações amorosas, a autora apresenta-nos diversos tipos de amor bem como explica através dos planos mirabolantes de Emma, que este não é uma escolha nem opção, simplesmente acontece a qualquer um e une os mais improváveis dos casais.

  Apesar de ter como protagonista aquela que mais detesto, Emma tornou-se, incontornavelmente, um dos meus livros preferidos de Austen graças ao humor e, claro, a Mr. Knightley.

domingo, 22 de setembro de 2013

Opinião - Agnes Grey

Título Original: Agnes Grey
Autor: Anne Brontë
Editora: Book.it
Número de Páginas: 286


Sinopse
 Agnes Grey é um retrato gritante do isolamento, estagnação intelectual e apatia emocional que rodeava muitas das governantas de meados do século XIX.

Uma novela em tom muito intimista, escrita a partir da experiência da própria autora, afirmou-se como um marco da literatura que lida com a evolução social e moral da sociedade inglesa.



Opinião

  É a mais nova das irmãs que tomaram de assalto a literatura inglesa do século XIX. É a menos romântica e a mais irónica das irmãs. E a mais esquecida. Anne Brontë nasceu em 1820 e viveu na paróquia de Haworth até ir trabalhar como preceptora aos 19 anos. A sua carreira literária, que inclui um livro de poemas em conjunto com as irmãs e dois romances, começou após o seu regresso a casa. Criança precoce, Anne era especialmente chegada a Emily, sendo ambas inseparáveis quase como gémeas, talvez daí que pareça quase um acaso do destino, Anne ter morrido cinco meses depois da irmã favorita cuja morte a havia afectado imenso. As suas últimas últimas palavras, “Tem coragem” foram para Charlotte, prestes a perder a terceira irmã no espaço de um ano.

  Agnes Grey foi publicado em 1847 e foi o primeiro romance de Anne. Baseado na sua experiência como preceptora, é considerado um retrato fiel das condições desta carreira mas não teve o mesmo sucesso imenso que o seu outro romance, The Tenant of Wildfell Hall.

  Depois de Emily se tornar uma das minhas autoras preferidas, depois de Charlotte me arrasar com Jane Eyre, chegou a hora de conhecer Anne, ou melhor, ler algo seu. O talento com as palavras era um dom de família, que as três irmãs Brontë partilhavam, isso é uma certeza que qualquer leitor que as conheça pode constatar. Tal como as suas irmãs, Anne tem uma escrita eloquente e cuidada, um jeito natural para demonstrar nas palavras o que ficou por dizer mas, ao contrário de Emily e Charlotte, Anne não é uma romântica mas sim alguém pragmático, com um sentido moral alto e que compreendia que apenas a experiência nos pode dar certos conhecimentos. Tem, aliás, um tom mordaz e irónico que não associámos às suas irmãs mas também Agnes Grey não é o estilo de livro que se possa comparar a O Monte dos Vendavais ou Jane Eyre pois estes são dois romances e o livro de Anne é um retrato auto-biográfico logo tem uma vertente realista que os livros das suas irmãs não partilham.

  Na forma de um diário, esta narrativa concerne a rotina de uma jovem preceptora que, tendo vivido protegida no seio da família na província, vai ter de aprender a conviver com uma sociedade que não está disposta a entender ou adaptar-se. Relato de uma profissão bastante usual no século XIX, Agnes Grey apresenta as vicissitudes e as alegrias dela bem como a forma como eram vistas as mulheres que educavam as meninas de estatuto mais elevado e é, exactamente por isso, que este livro é um clássico. Apesar de ser uma leitura que não me agradou tanto como as das outras irmãs Brontë, tanto pelo tom como pelo estilo de escrita pois não sou grande fã de diários, a verdade é que este livro é uma obra de extrema importância pois apresenta-nos detalhes de uma profissão que, apesar da sua importância, obrigava a que aquelas que a exerciam fossem tratadas não só como se tivessem um estatuto baixo como, muitas vezes, o seu papel era relegado pelas vontades e caprichos de pais e crianças. 

  Através da experiência de Agnes, apercebemo-nos de muitos pormenores interessantes sobre a educação inglesa de finais do século XIX. A forma como os pais largavam os filhos na mão de outrem mas procuravam exercer a mesma autoridade retirando as das preceptoras que deviam ensinar mas manter os mimos, a forma como as próprias crianças e jovens eram induzidos a pensarem-se superiores àquelas que os ensinavam e criavam, como as questões pessoais destas pessoas deviam desaparecer face às questões fúteis daqueles que as empregavam, são alguns exemplos apresentados pela voz de Agnes das experiências porque grande parte destas preceptoras passaram naquela época e que este livro retrata de uma forma realista e verídica e, se algumas vezes o livro chega a ser aborrecido, a verdade é que apesar de Agnes Grey ter uma parte romântica é nestas experiências que estão a grande importância deste livro que apresentou à sociedade inglesa a forma falsa e desinteressada como as suas crianças eram educadas, como as preceptoras acabavam por se verem isoladas numa casa cheia e como a intelectualidade desta sociedade ainda se encontrava bastante estagnada.

  Tal como a escrita, também as personagens de Anne são realistas, tendo muito senso-comum e moral que praticam conforme a sua educação e meio social. Penso que Agnes acaba por ir buscar muitas das características da autora apesar de me parecer muito diferente da personagem de Shirley que Charlotte baseou na sua irmã Anne mas isso será reflexo da forma como nós nos vemos de maneira diferente da que os outros nos vêem, tendo sido bastante interessante comparar ambas as personagens.

  Agnes Grey é assim um relato biográfico não só das experiências de uma autora como também de uma profissão. Uma obra de extrema importância que deve ser lida por todos os que se interessem pelo tema ou simplesmente pela sociedade inglesa desta época.

5*

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Opinião - A Feira das Vaidades

Título Original: Vanity Fair
Autor: William Thackeray
Editora: Book.it
Número de Páginas: 703

Sinopse
 Considerado por muitos uma obra genial e tido como um dos grandes clássicos da literatura mundial, A Feira das Vaidades conjuga, numa narrativa incrivelmente fluida, humor, sátira e drama. A acção decorre na Inglaterra vitoriana e explora as fragilidades de uma sociedade corrompida pela ambição e ganância desmedidas.
A personagem  Rebecca Sharp, uma jovem orfã que usa a sua sexualidade e poder de sedução para ascender socialmente personifica essa crise de valores da sociedade londrina. E foi precisamente a ascensão e queda da alpinista Becky que apaixonou os leitores e fez de A Feira das Vaidades, que começou a ser editado em fascículos pagos a um xelim cada, em 1847, um estrondoso sucesso, permitindo a William Thackeray disputar com Charles Dickens o epíteto de maior escritor do século XIX.

Opinião 
 Com apenas um romance, William Thackeray disputa o lugar de melhor escritor do século XIX com Charles Dickens, tornando-se um dos nomes obrigatórios da literatura inglesa, tão prolífera em obras e escritores inesquecíveis.
A Feira das Vaidades é um imenso relato satírico de uma sociedade a braços com o maior combate de gigantes alguma vez visto mas não é por isso que Londres para ou os “feirantes” deixam de se preocupar com e apenas os seus próprios umbigos. Por entre ironia e pomposidade, falsos juízos de valores e mentiras, rumores e verdades escarrapachadas em jornais, assistimos à caricatura de uma sociedade presa pelas suas regras, onde a ociosidade e a ambição proliferam e onde os vícios podem passar por virtudes.
A premissa deste livro e seu tamanho de impor respeito prometiam um grande clássico e, como é sabido, eu adoro clássicos, seja de que género ou século forem. Apesar de não ser uma fã entusiástica de Dickens, achei que o facto de serem ambos escritores considerados não queria dizer que as suas obras tivessem parecenças, mesmo tendo em conta o facto de serem contemporâneos e, por isso, arrisquei com este livro.
A sua leitura levou-me vinte e tal dias e não foi por causa das 700 páginas que o compõem mas sim, devido ao estilo da escrita de Thackeray, que me colocou logo de pé atrás com o livro. Thackeray relata-nos a história de Becky Sharp como se estivesse reunido no clube com os seus pares a comentar as mais recentes novidades escandalosas do seu meio, aliás, a ironizar por completo todo e qualquer relato que estivesse a fazer. Ora, este estilo de escrita tem um grave problema, ou o leitor se identifica ou, então, o leitor nunca se irá dar bem com a narrativa, o que aconteceu comigo. A sensação que este livro dá é que o autor não escreveu A Feira das Vaidades para as gerações futuras mas para a sua própria geração apenas, pois os seus comentários ao longo do livro seriam reconhecidos apenas por pessoas que teriam sido suas contemporâneas e para aqueles que têm de ter um conhecimento bastante aprofundado daquela época em termos de costumes, hábitos, sociedade, ou seja, apesar de todas as críticas que o autor faz, ele próprio é o elitista do piorio.
Este livro até pode ser um retrato fantástico da sociedade londrina do início do século XIX mas não o posso considerar mais do que isso, sem ser uma enorme sátira cheia de sarcasmo de alguém pomposo, elitista e que estava convencido que era o máximo. Todas as escolhas feitas para este livro, desde personagens à narrativa, foram feitas não para contar uma história, transmitir uma ideia ou agradar aos leitores mas para ridicularizar um grupo social que estava totalmente perdido e, por isso mesmo, apesar de não considerar Dickens o máximo, não entendo como é que se pode, sequer, comparar ambos os escritores.
Como se não bastasse, e peço desculpa pelo termo, o estilo intragável de Thackeray, ainda temos as personagens mais sensaboronas, aborrecidas, entediantes e pão sem sal de toda a literatura clássica. Nenhuma das suas personagens tem um bom lado sem ser chata e entediante, e até Becky Sharp que devia ter nascido nos dias de hoje, conseguiu ser chata até a médula. Se senti simpatia por alguma personagem? Não. Mas senti uma raiva tremenda de todas estas personagens porque nenhuma delas transmitia algo de bom. Foi como juntar os maiores idiotas da sociedade londrina numa só sala.
Tendo eu de suportar isto tudo ainda tive de ler as tais 700 páginas, que foram inúteis até ao âmago, devendo ter começado a ler o livro lá para a página 500, o que dá 200 páginas de história e tornou esta leitura um sacrifício do início ao fim.
Sendo uma apaixonada dos clássicos que comecei a ler em tenra idade, nunca detestei tanto um clássico como este e, chego a conclusão que tirando o nosso Eça e Dickens, foram as senhoras que tomaram o século XIX e nem sequer sou feminista. Não recomendo a leitura deste livro senão aos corajosos e, boa sorte.

3*

sábado, 28 de abril de 2012

Opinião - Mansfield Park

Título Original: Mansfield Park
Autor: Jane Austen
Editora: Book.it
Número de Páginas: 448

Sinopse
 Mansfield Park é seguramente a obra mais controversa e menos amada pelos apreciadores da escrita de Jane Austen. O problema parece estar na personagem principal, a frágil, tímida e insegura Fanny Price, em tudo distinta das heroínas de Sensibilidade e Bom Senso, Orgulho e Preconceito, Persuasão ou Emma. Nascida no seio de uma família pobre, Fanny Price é levada com apenas 9 anos para Mansfield Park, a rica propriedade dos Bertrams. Infeliz e maltratada pelos tios e pelas duas primas, só no primo Edmund encontra afecto. Curiosamente, e ao contrário do que seria expetável da protagonista de um livro de Jane Austen, Fanny não se rebela contra os códigos e as condutas dominantes, acentuando o final feliz da narrativa a passividade da protagonista. Por estas e outras razões, Mansfield Park - publicado pela primeira vez em 1814, em três volumes - é um romance complexo e de alguma forma estranho para os leitores assíduos de Jane Austen.

Opinião 
 Jane Austen é uma das maiores romancistas do século XIX, senão mesmo de sempre. Os seus romances ainda hoje proliferam em fãs, são adaptados ao cinema e à televisão, ainda vendem milhares de cópias por todo o mundo. Criadora de personagens que se tornam exemplos ou desejos para os seus leitores, como o afamado Mr. Darcy, é através de uma perspectiva irónica que nos dá a conhecer o quadro social do seu tempo.
Com heroínas prontas a combater as injustas regras da sociedade, esta é uma das razões para o choque deste Mansfield Park. Diferente de todos os seus outros romances, este livro baralhou os seus leitores e deixou para muitos, uma desilusão. Para outros, foi uma surpresa inquestionável.
Eu considero-me uma fã de “primeiro ciclo” de Jane Austen. O Orgulho e Preconceito é um dos livros/filmes mais marcantes da minha vida e li Persuasão e detestei a Paltrow como Emma e é por isso que nem consigo pensar em ler o livro. Ando feita maluca para ler/ver o Sensibilidade e Bom Senso mas graças ao Clube de Leitura Bertrand da Jane Austen, no qual me inscrevi recentemente, foi este o próximo livro nos muitos que ainda tenho de ler desta senhora.
Realmente, a primeira coisa em que se nota neste livro é na “falta de sal” de Fanny Price, uma jovem muito bem comportada e ajuizada, que faz a vontade a todos e por todos é mal tratada, tirando o nosso protagonista, Edmund, outro excelente exemplo de comportamento. Comparados com os outros protagonistas de Jane, deixam realmente a desejar e não consegui sentir afinidade com eles, sendo que a dada altura, só conseguia pensar que eles eram tão aborrecidos que eu só queriam que eles não ficassem juntos e ganhassem um pouco mais de vida, o que aconteceu mas não chegou para me convencer.
O que estes protagonistas têm de chato, as outras personagens são um delírio em termos de caricaturas. Cada uma delas representa as falhas de uma sociedade altamente pudica, disfarçadas de qualidades, o que nos deixa estupefactos a olhar para a página. As críticas assentes a cada personagem, são apresentadas de uma forma tão doce e educada, tão disfarçada que não pudemos deixar de admirar a personalidade por trás das palavras. Miss Austen devia ser uma grande senhora e acho que teríamos uma conversa muito interessante se séculos não nos separassem.
Outra coisa que reparei, é que a ironia característica da autora, está muito mais saliente, não é subtil nem disfarçada, está ali a vista de todos para nos rirmos bem alto do quão ridículo certas situações chegam a ser e, no meu ver, foi o que salvou o livro. Gostei desta faceta menos trágica e romântica da autora, que me proporcionou uns bons momentos de divertimento à conta do belo humor inglês, das suas regras e hipocrisia.
No fim, o que me deixou insatisfeita, foi exactamente o fim. Muito rápido, pouco explicado após acontecimentos tão escandalosos, deixou um sabor amargo na boca, como se a própria escritora não estivesse para aturar mais ninguém. Um fim insonso para protagonistas insonsos.
Mesmo assim, não posso deixar de dizer que gostei realmente deste livro e que toda a paródia que se desenvolveu ao longo do enredo, cada momento em que o horror e a tragédia abatiam a pobre Fanny, me proporcionaram uma leitura maravilhosa.
Agora fico a pensar o que se seguirá e espero que todos tenham oportunidade de ver esta faceta de Jane Austen. Quem ainda não leu esta senhora, ainda vai a tempo, por isso, aproveitem!

6*