Mostrar mensagens com a etiqueta Chá das Cinco. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Chá das Cinco. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Opinião - O Recife

Título Original: The Reef
Autor: Nora Roberts
Editora: Saída de Emergência
Número de Páginas: 368

Sinopse
 A arqueóloga marinha, Tate Beaumont, é apaixonada pela caça ao tesouro. Ao longo da vida, ela e o pai descobriram muitas riquezas fabulosas, mas há um tesouro que nunca conseguiram encontrar: a Maldição de Angelique - um amuleto com pedras preciosas, obscurecido pela lenda e manchado de sangue. Para encontrarem este artefacto precioso, os Beaumonts aceitam, hesitantemente, uma parceria com os mergulhadores Buck e Matthew Lassiter. Tate não fica feliz por partilhar o seu sonho, mas não tem alternativa.
E, à medida que os Beaumonts e os Lassiters disponibilizam recursos para localizar a Maldição de Angelique, as águas das Caraíbas adensam-se com desilusões sombrias e ameaças escondidas. A parceria entre as famílias é posta em causa quando Matthew se recusa a partilhar informação - incluindo a verdade sobre a morte misteriosa do seu pai, alguns anos antes. E conforme Tate e Matthew avançam com a sua desconfortável aliança… o perigo e o desejo ameaçam emergir.


Opinião 
 Nora Roberts é mais do que um fenómeno na literatura romântica. Primeira escritora a entrar para o Hall of Fame do Romance Writers of America, após inúmeras rejeições, hoje os seus livros são todos bestsellers e já vendeu mais de 4 milhões de cópias, firmando o seu lugar enquanto “rainha do romance”.
O Recife é um desses livros que conquistou leitoras por todo o mundo, um livro em que podemos contar com todos os ingredientes habituais numa leitura “noriana” num cenário idílico com um dos temas preferidos da escritora: uma maldição em nome do amor que perdurará séculos e está enterrada no fundo do mar.
Nora Roberts é uma das minhas escritoras de eleição e a minha companhia nos maus momentos. Por mais improvável que possa parecer, foi esta autora que me deu a conhecer a editora Saída de Emergência, muito antes do meu amor à fantasia. E este livro é um conjunto de tudo aquilo que me chega à alma. Os piratas fazem parte do meu imaginário desde pequena, a História é a minha vida e o mar o meu mundo desde sempre. Por isso, não é de espantar que este livro fosse um dos meus mais queridos da autora, o que, efectivamente, aconteceu.
Mais uma vez, temos romance e mistério, um artefacto valioso e antigo com uma maldição, uma história de amor mal acabada e uma que poderá curar as feridas do passado, tudo aquilo que um leitor desta autora gosta, mais, um novo cenário. Em pleno alto mar e dentro dele, esta história ganha contornos inigualáveis e mostra que Nora pode muito bem ultrapassar-se a si mesma.
As personagens da autora são sempre inesquecíveis mas temo bem que estas passaram a constar da minha lista dos preferidos. Tate e Matthew são um dos casais mais amorosos, divertidos e maravilhosos da escritora e enquadram-se na perfeição com o enredo que O Recife nos transmite e com as restantes personagens, também elas um marco entre as outras e que deixarão saudades. Apesar de neste livro não existir grande mistério, o vilão é, sem dúvida, um dos mais carismáticos que Nora já nos proporcionou.
Num livro em que a receita é mais que sobejamente conhecida, a escritora continua a surpreender e, para isso, muito valeu o cenário idílico deste livro. Senti-me trepidar com cada descrição do mar e do seu fundo, dos barcos afundados, dos tesouros descobertos, tudo isso fez com que a historiadora em mim quisesse arrancar tudo aquilo do livro e poder observar de perto cada maravilhosa descoberta.
Muito se deve elogiar Nora pelo cuidado que teve em pesquisar cada etapa de uma descoberta arqueológica, cada pormenor inerente a um simples objecto, os materiais que são utilizados, a estrutura dos barcos. Tudo isso faz com que seja uma delícia ler este livro mas também ajuda a paixão com que a autora nos transmite a descoberta, a necessidade de saber a história por trás, de proteger o passado e mantê-lo para as gerações futuras.
De resto, em termos de história, este livro pareceu-me diferente dos restantes, o que contribuiu não só para matar saudades deste tipo de leitura mas também para surpreender os leitores mais assíduos. Afinal uma mudança de cenário ou tema, muitas vezes basta para nos deixar felizes. O enredo, está mais uma vez, bem constituído, o rumo que levou está perfeito demonstrando porque tem esta senhora tanto renome neste tipo de livros.
Por fim, tenho a dizer que este livro superou as expectativas e que foi um prazer retornar a Nora Roberts e que ainda bem que ainda tenho tantos livros dela para ler.

6*

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Opinião - Doce Vingança

Título Original: Miranda's Big Mistake
Autor: Jill Mansell
Editora: Saída de Emergência
Número de Páginas: 368


Sinopse
 Miranda conhece Greg numa festa. Ele é bonito, divertido e descomprometido. Tudo o que uma rapariga precisa para dar emoção à sua vida. Céus, ele é praticamente perfeito! Claro que Greg não lhe contou que acabara de abandonar a mulher grávida... E quando a jovem socorre um sem abrigo na rua, mal sabe ela que está na verdade a participar numa experiência de televisão com o jornalista Daniel Delancey, que se delicia a transtornar a vida de Miranda. Um dia, um acaso leva-a ao encontro da mulher de Greg, e assim Miranda conspira a sua vingança e jura não confiar mais nos homens. Mas um encontro fortuito com o piloto de corridas Miles Harper convence-a de que talvez nem todos os homens sejam como Greg...

Opinião 
 Considerada a rainha do chick-lit, Jill Mansell é autora de vários livros bestsellers e já vendeu mais de três milhões de cópias. As suas comédias românticas arrancam gargalhadas e através das situações mais caricatas, faz as suas personagens andarem numa roda viva até chegarem ao seu merecido final feliz. Doce Vingança não é excepção, e promete-nos uma aventura atribulada, cheia de encontros e desencontros, paixonetas e amores eternos, tudo isto em redor do “desastre” em pessoa, Miranda, a protagonista maluquinha e desastrada.
Depois de ter andado numa grande indecisão para ler este livro, lá o pedi emprestado à tia mais nova, decidida a que fosse desta que me estreasse nesta escritora. Não tinha quaisquer expectativas, aliás, a vontade para ler esta autora nunca foi muita mas como até tinha um exemplar à mão, e ler mais um livro não faz mal a ninguém, Jill ganhou finalmente direito a ser lida pela minha pessoa.
A minha primeira impressão, depois de trinta páginas, foi de confusão e total aborrecimento, o que fez com que estivesse uns dois dias sem lhe pegar para depois o ler com muito mais calma. Porquê esta impressão inicial? Superficial. Foi a primeira palavra que me veio a cabeça para descrever as primeiras personagens, a acção, os próprios diálogos com que me deparei. Havia ali algo que me estava a repelir mas não ia desistir logo no início! E uma das razões porque não o fiz, foi a maravilhosa da Florence! Quando consegui, um domingo a tarde, sentar-me para ler o resto, li-o todo seguido, quase sem paragens. Espantoso não é?
As desgraças e atribulações eram tantas que eu não conseguia parar de rir. Acontece de praticamente tudo neste livro, como é que é possível? Os momentos hilariantes, a sequência de acontecimentos completamente prováveis e ridículos, demonstram-nos como as situações do dia-a-dia podem levar rumos completamente inesperados, alterando para sempre toda uma vida. Este é para mim, o ponto mais positivo da escrita de Mansell, consegue nos proporcionar uma tarde bem passada, a meio dos exames, com umas boas gargalhadas. Quando me quiser animar, já sei o que ler.
Depois, temos o leque de personagens mais loucas e genuinamente trapalhonas e desastradas que alguma vez vi! Depois de me ter habituado a forma da escritora nos ir relatando as peripécias do grupinho, consegui fazer as pazes com eles mas mesmo assim, as vezes dava-me um ataque de nervos e uma irritação profunda. Como por exemplo, eu ter percebido como aquilo ia acabar logo nas primeiras páginas e a escritora dar um milhão de voltas a história para acabar exactamente dessa maneira. Divertido mas muitas vezes exagerado.
Se fosse um nadinha mais curto se calhar tinha gostado mais. É que o Denny e a Miranda podiam ter mais cenas juntas se não estivesse lá o Miles, que foi a meu ver, completamente dispensável. Definitivamente, eu teria gostado de ver mais vezes o Denny em acção. Tal como os romances relâmpago da Bev e da Chloe. Foi tudo tão atribulado para depois saber a pouco.
Muito possivelmente, foi por eu não ter engraçado com o livro a primeira. Uma pena, uma vez que hoje são raros os livros que nos permitem rir e esquecer os problemas por umas horas. Mas pode ser que haja uma oportunidade para ler outro livro de Jill e que corra melhor, afinal, não se diz que não a alguém que nos dá momentos divertidos. Vamos ver, qual será a vontade…


5*

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Opinião - Sombras e Fortalezas

Título Original: Shadows and Strongholds - A Novel 
Autor: Elizabeth Chadwick
Editora: Edições Saída de Emergência, Chancela Chá das Cinco
Número de Páginas: 464


Sinopse
Inglaterra, 1148. Brunin é um rapaz de dez anos marginalizado pela própria família. Uma criança reservada, é atormentado pelos irmãos e desprezado pela avó autoritária. Numa tentativa de torná-lo um herdeiro de quem se orgulhe, o pai envia-o para a casa de Joscelin, Senhor de Ludlow, onde Brunin irá aprender as artes da cavalaria. Mas, antes que o consiga, terá que ultrapassar a insegurança e as dúvidas que sente sobre si próprio. Hawise, a filha mais nova de Joscelin, cedo forma uma forte amizade com Brunin. As alianças de família forçam o seu pai, com o jovem como seu pajem, a auxiliar o Príncipe Henrique na sua batalha pela coroa inglesa. Entretanto, o próprio Senhor de Ludlow é ameaçado pelo seu rival, Gilbert de Lacy. Enquanto prossegue a luta pela coroa e o rival se prepara para atacar, Brunin e Hawise cedem à paixão.
É então que as propriedades da sua família são atacadas e Brunin tem de mostrar o que aprendeu. Mas estará a jovem Hawise do seu lado, num mundo onde os poderosos raramente respeitam os ideais de cavalaria? Brunin terá que enfrentar o futuro com coragem... ou perder tudo.


Opinião 
Ler um bom romance histórico é, muitas vezes, difícil. Ler um baseado na Idade Média é ainda mais complicado. Muitas vezes falta coerência, não há preocupação em pesquisar mais aprofundadamente ou então o tema é sempre o mesmo. Para quem tem uma adoração por este período como eu, é muitas vezes doloroso ver este tempo descrito com pouca paixão ou cuidado pois é uma época de guerras, de vários momentos entrelaçados entre si, onde predominaram personalidades intensas e heróicas, jamais esquecidas. Uma época que não foi tão negra quanto se julga.
Por isso quando quero um romance histórico desta época realmente apaixonante e magnífico, leio um de Elizabeth Chadwick, nunca me desilude. A sua escrita é a de uma contadora de histórias que respeita o passado e sabe ultrapassar as contrariedades que as falhas de relatos nos apresenta. Conhece as suas limitações mas não nos deixa de encantar com histórias de castelos, damas e cavaleiros perfeitamente reais.
Ao iniciar este livro eu já tinha uma pequena ideia do que me esperava. Personagens fortemente construídas, um enredo detalhado, uma história não só de amor mas também sobre o dilema entre a lealdade, a honra e a amizade. Uma história baseada em personagens reais pormenorizada e brilhantemente bem estruturada.
Bem, Sombras e Fortalezas é isso…e muito mais. A autora supera-se a si mesma neste livro brilhante sobre a imagem personificada desta época, o cavaleiro, e sobre uma das épocas mais obscuras e importantes não só da História inglesa como também da europeia. Provavelmente, o melhor livro da autora que já li.
Demonstrando que não é necessário o típico “amor cheio de obstáculos em que eles amam-se mas acreditam em toda a gente menos um no outro”, a autora dá-nos um romance intemporal, com dois protagonistas soberbamente belos e intrínsecos que nos fazem rir e chorar e que nos dão um quadro do que era um amor em tempo de guerra. A eles fazem jus todas as restantes personagens que nos ensinam como eram as relações sociais e políticas deste tempo, oferecendo-nos uma visão dos pormenores que todos conhecemos e daqueles menos conhecidos como as tradições, o dia-a-dia, as relações familiares que estavam por trás das alianças políticas.
Através dele vemos o lado negro como as guerras, os saques, a falta de liberdade da mulher, os “maus” casamentos combinados, a utilização da força bruta em exagero; depois temos o lado bom, a apegada relação familiar, os sentimentos que eram gerados através das amizades, o amor cavalheiresco, a luta pela honra. Assistimos a tudo isto graças a uma descrição onde não falta a paixão, o desespero e a luta. Chadwick dá a cada cena vida de uma forma sincera que nos faz sentir em todos os níveis mas nunca se torna indiferente.
Este livro transborda uma beleza, uma emoção tão intensa que a sua leitura torna-se inesquecível. 

7*

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Opinião - Glória Mortal

Autor: J. D. Robb (pseudónimo de Nora Roberts)
Editora: Edições Chá das Cinco
Número de páginas: 256

Sinopse:
A primeira vítima foi encontrada num passeio à chuva. A segunda foi morta no próprio apartamento. Eve Dallas, tenente da polícia de Nova Iorque, não tem dificuldade em ligar os dois crimes. Afinal, ambas as mulheres eram bonitas, famosas, e as suas vidas e amores glamorosos enchiam as capas das revistas. As suas relações íntimas com homens poderosos dão a Eve uma longa lista de suspeitos, incluindo Roarke, o seu próprio companheiro. Como mulher, Eve tem toda a confiança no homem que partilha a sua cama. Mas como polícia, é sua obrigação seguir todas as pistas... investigar todos os rumores escandalosos... explorar todas as paixões secretas, por mais obscuras que sejam. Ou perigosas!

Opinião:
Numa futura Nova Iorque, a tenente Eve Dallas vive para o seu trabalho e luta todos os dias contra o trauma de infância que levou à sua escolha profissional e que a tornou uma das melhores polícias da sua cidade. Mas agora que Roarke, o perigoso e belo multimilionário entrou na sua vida, Eve sabe que pode magoar-se.
Este Glória Mortal tem todos os "ingredientes" habituais de Nora Roberts, romance e suspense em doses que, juntas, criam um romance policial capaz de satisfazer tanto fãs do romance puro como os fãs de policiais e, onde a autora consegue mostrar as suas maiores qualidades de escritora.  Mas sinceramente soube-me a pouco. Parece que como J.D. Robb, a autora bestseller não me consegue encher as medidas como faz normalmente e este livro em específico não me deixou convencida. Parece que falta um certo "brilho" a acção, ao crime em si e ao próprio vilão. Já li muitas obras da autora e sei que é capaz de muito melhor.
Por exemplo, uma coisa em que Nora ou J.D. Robb é fantástica é a criar personagens e Eve e Roarke são sem dúvida um dos melhores casais que a autora criou. É a força destas duas personagens que consegue agarrar a história e dar-lhe vida própria, escondendo a tal falta de "brilho" que este livro apresenta.
A complexidade da personalidade da tenente e o mistério que envolve o multimilionário criam uma relação apaixonante que vai crescendo ao longo destes livros. Neste volume a relação ainda vai no início e ambos ainda estão a tentar lidar com as diferenças que existem entre os dois. É maravilhosa a maneira como pudemos observar estas duas personagens com personalidades tão fortes que não sabem lidar com os sentimentos que sentem, permitindo-nos conhecer um lado mais frágil e inseguro de ambos.
Não é um dos meus livros preferidos da Nora ou mesmo de J.D. Robb, mas não deixa de ser um bom livro e vale a pena nem que seja para assistir ao desenrolar da relação dos protagonistas.


5/7

quinta-feira, 17 de março de 2011

A Pousada no Fim do Rio

Autor: Nora Roberts
Editora: Edições Chá das Cinco
Número de páginas: 381

Olivia MacBride e os seus pais eram a típica família de sonho de Hollywood, não lhes faltando fama, fortuna e amor. Até à noite em que Olivia, de quatro anos, acorda e encontra a mãe brutalmente assassinada aos pés do pai. Nesse momento, a vida de Olivia mudará para sempre.
Acolhida pelos avós num recanto resguardado pela Natureza, Olivia aprende a enterrar bem fundo o passado. Determinada a proteger-se de memórias dolorosas, cresce limitando a sua vida às florestas verdejantes e à Pousada do Fim do Rio. Mas quando aparece Noah Brady, a jovem terá de se esforçar muito para resistir à atracção que sente por ele.
Infelizmente, o futuro é caprichoso e Noah trai a confiança de Olivia. Apesar de ele nunca desistir de a ajudar a lidar com os traumas do passado, poderá a jovem voltar a confiar em Noah? Mais: o pai de Olivia é liberto da prisão e parece que há segredos terríveis a descobrir sobre aquela fatídica noite.

Um conto de fadas típico de Hollywood que termina sem o "felizes para sempre". Um crime passional que vai encher os tablóides durante duas décadas. E uma menina que passa de princesa a menina da floresta. Os ingredientes certos para um romance capaz de nos fazer perder o fôlego. E a mestria de Nora. Quem puderia pedir mais?
É inevitável. Nora Roberts colecciona sucesso atrás de sucesso e este não é excepção. Como fã e apreciadora dos seus livros, fiquei com grande curiosidade de ler este livro e a capa é, realmente, um grande atractivo. É lindaaaaa! Não me desiludi. Aliás, para mim, este é um dos seus melhores livros publicados em Portugal.É incrível como pudemos chorar numa página, rir às gargalhadas noutra e, ainda, prender a respiração noutra. Há qualquer coisa a mais neste livro que prende a atenção, superando quase tudo o que já li da Nora. Um amor perfeito que acaba no crime hollywoodesco, que por sua vez, vai estar na base de uma história de amor.
Para quem já leu tudo (ou quase tudo) desta autora sabe que por mais típicas sejam as suas histórias não há como fartar-nos delas. Talvez porque existe sempre um novo elemento na história ou, pura e simplesmente, porque é impossível não gostarmos das suas personagens. 
Nora Roberts é mais do que uma "mestre" do romance. É, também, uma especialista do suspense. E este romance só o vem comprovar.


6/7