Título Original: The Sixth
Autor: Avery Hays
Editora: Diadema Press
Número de Páginas: 353
Sinopse
Avery Hays brings us an
effervescent adventure from the dawn of the modern age, with a heroine
who is strong of heart and quick of wit. Welcome to the gaslit,
cobblestoned streets of Paris, 1910. Florbela Sarmentos is twenty-one
and knows what she wants: art, romance, and to free her father from the
prison of Portugal's despotic King Manuel II. Born in Lisbon, educated
in London and at a painting academy in Cherbourg, France, the
cosmopolitan Florbela moves to Paris and takes up residence in the
wildly bohemian enclave of La Ruche, there to pursue a creative life.
Some of the yet-to-be-discovered artists living in her building are
Diego Rivera, Amedeo Modigliani and Marc Chagall. By day she paints, and
by night she attends parties with the residents of La Ruche, who
introduce her to collectors and creative spirits in Paris's fabled Sixth
Arrondissement. Along the way, Florbela attracts several hot-headed
admirers, two of whom become so inflamed with jealousy that they become
each other's deadly enemies. But Florbela's fledgling artistic and
social life is soon eclipsed, when she can no longer escape the
political shadow of her father, a Portuguese writer imprisoned in Lisbon
for criticizing the corrupt monarchy. Florbela tries to find news of
her father through Portuguese political exiles and sympathizers in Paris
- with alarming results. When she contacts a friend of her father,
Professor Almeida, he turns up dead, killed by an assassin from the
pro-monarchist society Ordo Crucis Incendio - the Order of the Burning
Cross. Professor Almeida's dying words lead Florbela to a secret,
encrypted painting that might save her father and overthrow the king.
Now, Florbela is the assassin's next target. With the help of Armand, a
dashing French rebel, Florbela fights to bring the secret painting to
the Portuguese resistance fighters. It just might save her country...and
her life.
Opinião
AM.D. Hays trabalhou, viveu e viajou por mais de trinta países
nos seis continentes mas actualmente reside nos Estados Unidos enquanto
trabalha no seu próximo romance, outro trabalho em conjunto com o seu marido,
W.S.T Hays. O seu primeiro romance é uma colaboração de ambos e foi publicado
no dia 31 de Outubro deste ano ainda não estando traduzido para qualquer
língua.
Não é todos os dias que encontrámos um livro estrangeiro
cuja história seja sobre um acontecimento da História de Portugal por isso, foi
com grande curiosidade e entusiasmo que comecei a ler The Sixth, um livro cuja história assenta no fim da monarquia e na
implantação da república. Escrito com cuidado e muito detalhe, o livro é rico
em descrições que acabam por se tornar exageradas e extremamente aborrecidas,
dando a sensação que em mais de metade do livro nada de significativo para a
história acontece, o que torna a leitura pouco fluente e cheia de informação
desnecessária. O ponto positivo deste livro, a escrita, acaba por perder por
isso, deixando em evidência os muitos pontos negativos da primeira obra de
Avery Hays.
A narrativa começa mal logo desde início quando vários erros
históricos sobre esta época da História de Portugal são descritos e usados como
fundo para a história, o que a torna desde o início, pouco credível e errónea. Não
há desculpa para a falta de pesquisa quando, ainda por cima, mais tarde nos
apercebemos do cuidado que a autora teve em relação à história artística de
Paris da época. Como se não bastasse, a autora também utiliza mal expressões portuguesas,
cometendo erros ortográficos imperdoáveis ou usando palavras do português do
Brasil em vez de no português de Portugal.
O enredo é supérfluo e aborrecido. A acção é extremamente
lenta e com o avançar dos acontecimentos vai se perdendo em descrições desnecessárias,
o que faz com que a história acabe por se perder da ideia original. A isso
também ajuda o facto de ser tão repetitivo pois mais de metade da história
passa-se em festas ou em jantares que nada trazem de novo à história, aliás, a
história acaba por se centrar mais nas pouco credíveis relações amorosas e no
problema da protagonista com a roupa de um dos pretendentes. As situações
românticas chegam mesmo a ser ridículas pois não existe nenhuma razão para a
protagonista ter três pretendentes nem se percebe como se criam essas ligações.
Pareceu-me tudo muito exagerado e mal desenvolvido como tantas outras coisas
neste livro.
As personagens são ocas, sem personalidade ou qualquer característica
que apele ao leitor. As próprias relações entre elas não têm emoção ou sentido,
sendo mal exploradas e desenvolvidas.
The Sixth podia
ter sido um bom romance histórico mas acaba por ser uma salganhada de erros sem
pés nem cabeça. Uma grande desilusão.

