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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Opinião - Perigosa

Título Original: Dangerous in Diamonds (#4 As Flores mais Raras)
Autor: Madeline Hunter
Editora: ASA
Número de Páginas: 336


Sinopse
Tristan, duque de Castleford, acaba de herdar uma pequena casa e, com ela, uma grande surpresa: Daphne Joyes, uma bela mas agressiva inquilina. O irreverente Tristan deixa logo bem claro que tenciona seduzi-la, dar-lhe prazer, e vê-la coberta apenas de diamantes. Mas Daphne conhece bem a escandalosa reputação do duque, e não está disposta a ceder às suas provocações.
No entanto, ambos têm um inimigo em comum. Um homem cuja malevolência acaba por os ajudar de uma estranha e inesperada forma. Existe, todavia, um entrave: o segredo que Daphne guarda e que a leva a ser uma mulher extremamente cautelosa. Mas embora o seu novo senhorio seja arrogante e se entregue a uma vida de deboches (exceto às terças-feiras!), Daphne dá por si a baixar perigosamente a guarda. Até porque, afinal, os diamantes ficam bem com tudo… e também com nada…


Biografia
  Vencedora do RITA por duas vezes, Madeline Hunter é considerada a Rainha do Romance, sendo uma das autoras preferidas neste género. Doutorada em História de Arte e professora universitária, a autora conta já com treze anos de bestsellers, tendo vendido mais de seis milhões de cópias dos seus romances. Vive na Pensilvânia.

  Perigosa é o último livro de uma das suas séries mais recentes, As Flores Mais Raras. Publicado em 2011, foi traduzido para três línguas.


Opinião
  Quando iniciei esta série há mais de um ano, foi por pura curiosidade. Madeline Hunter não é uma das minhas autoras de eleição e, se nunca senti grande entusiasmo pelos seus livros, As Flores mais Raras acabou por se revelar uma surpresa agradável que, de livro para livro, me fez pensar que talvez pudesse fazer as pazes com a sua autora. Para isso, contava com Perigosa. Pode-se dizer que ansiei por este livro assim que conheci os seus protagonistas. Tinha expectativas enormes para ele. Esperava foguetes, estrelas, tudo o que tinha direito. Talvez tenha acreditado demais. Madeline tem, sempre teve, uma escrita cuidada e elegante, e muito romântica mas, para mim, sempre lhe faltou ardor, magia, química. O tal ingrediente secreto que torna um romance histórico em mais qualquer coisa. E neste livro isso foi notório.

  Dizer que Perigosa foi uma desilusão, pode parecer exagero. Se calhar fui eu que criei demasiadas expectativas mas, esta leitura não foi de todo o que esperava. Não falta o cuidado histórico já habitual da autora, isso é verdade. Centrando-se no tema do abuso dos homens de camadas superiores sobre mulheres de mais baixo nascimento, e também nas discordâncias entre nobreza e os trabalhadores fabris, esta história tinha um fundo interessante que lhe deu alguma profundidade mas, que não deixo de sentir que podia ter sido melhor explorado. Talvez tenha sido demasiada coisa, o que acabou por resultar numa narrativa algo superficial, onde as duas linhas de história que a autora costuma criar nos seus romances, se cruzam mas não resultam com o equilíbrio devido. Ora concentrando-se mais nestes temas, ora no romance, parece-me que Madeline se perdeu algures.

  O romance, o principal ingrediente deste tipo de livros, para mim falhou redondamente. Da atracção para a sedução, da seducção para o amor e, daí para o pedido, acontece tudo num ápice e, essa rapidez supersónica, não permite ao leitor ver a relação entre o casal florescer, quanto mais lhe permite acreditar no amor que tem perante os seus olhos. Não soa credível, em qualquer momento, pois o casal ora oscila entre o desprezo e a paixão, ora passa a amar-se incondicionalmente sem qualquer justificação. Ora Daphne se faz de difícil, ora já está nos braços de Castleford. Ora Castleford é um devasso, ora é um cavalheiro. Esta falta de coerência, a juntar ao pouco jeito da autora para criar química entre os seus casais, faz com que aquele que podia ter sido o seu melhor romance, acabe por ser algo que tanto é lamechas como nos é completamente indiferente.

  Esta pouca credibilidade deve-se e em muito às personagens, nomeadamente, ao casal principal. Esqueçam a Daphne e o Castleford que conheceram nos livros anteriores. Esqueçam as faíscas, os temperamentos difíceis. Eles não existem neste livro. Daphne começa bem. Difícil, fria e com resposta pronta mas, rapidamente, se derrete nos braços do duque, apesar que, em sua justiça, quando não nos referimos à sua relação com Tristan, o seu passado acaba por se revelar até interessante. Contudo, já Castleford, muda completamente de personalidade assim que conhece a dona de As Flores Mais Raras. Esqueçam as terças-feiras, a devassidão, o carisma petulante porque ele não tem nada, nada disso aqui. Só num momento a meio do livro vislumbrei o Castleford que adorei. Só. E daí, muito possivelmente, a minha maior desilusão com este livro, o facto de a autora achar que, as pessoas quando se apaixonam, têm de ser pessoas completa e totalmente diferentes.

Depois de três livros a ansiar por este, sinto um sabor amargo na boca. Perigosa não foi foguetes e estrelas. Foi, uma espera longa e excruciante por algo que nunca aconteceu. Foi doce, quando devia ter sido picante. Foi lamechas quando devia ter sido ardente. Parece que é aqui, Madeline que nos despedimos…


As minhas Opiniões da Série

domingo, 26 de outubro de 2014

Opinião - Tatiana & Alexander

 Título Original: Tatiana&Alexander (#2 O Cavaleiro de Bronze)
Autor: Paullina Simons
Editora: ASA
Número de Páginas: 584+224


Sinopse

Tatiana
Com apenas dezoito anos, Tatiana está grávida e só. O seu marido, Alexander, foi acusado de espionagem e preso pela infame polícia secreta de Estaline.Alexander é um herói de guerra condecorado que carrega um segredo fatal. Nascido na América, vive encurralado desde a adolescência na União Soviética, para onde imigrou com os pais, que queriam viver o ideal comunista. Mas o brutal regime do país rapidamente destroçou os seus sonhos. Para se proteger, Alexander serviu o Exército Vermelho e fez-se passar por cidadão soviético. Para ele, a II Guerra Mundial é já uma causa perdida: tanto a derrota como a vitória significam a morte.
As notícias que dão conta do triste destino de Alexander levam Tatiana a fugir para a América. Quando chega a Nova Iorque, ela é uma jovem viúva com um filho pequeno nos braços e um passado doloroso. Pouco tempo depois, tem um emprego, amigos e a vida com que nunca ousou sonhar. Mas a dor pela perda de Alexander nunca a abandona. Algures dentro de si e contra todas as evidências, ela continua a ouvir a voz do seu grande amor...
Uma história épica de amor e guerra. Um hino ao poder dos sentimentos e da fé humana.
Tatiana é a sequela do bestseller mundial O Grande Amor da Minha Vida. 

Alexander
Tatiana tropeçou no degrau e quase caiu. De joelhos ao lado dele, fez o que pensava não poder voltar a fazer em toda a sua vida: tocou em Alexander. E beijaram-se. Beijaram-se como se fossem de novo jovens nos bosques do Luga. Beijaram-se até esquecerem a guerra e o comunismo, a América e a Rússia. Beijaram-se e afastaram tudo, deixando ficar apenas o que restava – fragmentos de Tania e Shura.
A viver na América com o filho, Tatiana tentou esquecer a mágoa pela perda do seu grande amor, Alexander. A sua vida seria perfeita se essa memória não estivesse presente a cada momento de cada dia. E quando uma improvável réstia de esperança de encontrar Alexander vivo se apodera dela, Tatiana não hesita. 
Deixa o pequeno Anthony aos cuidados da amiga Vikki e parte para uma derradeira e perigosa viagem à Alemanha. Em jogo está tudo o que construiu e a sua própria vida. Se for encontrada, Tatiana sabe que não escapará. É uma mulher marcada. 
Mas mais impossível do que o seu sonho é a incapacidade de aceitar a vida sem Alexander. Mais forte do que o medo é a promessa que fizeram um ao outro há tantos anos atrás: “viveremos juntos ou morreremos juntos.” 
Tatiana e Alexander protagonizam uma das grandes histórias de amor da ficção contemporânea. Um inesquecível relato de paixão, guerra, coragem e sobrevivência.



Biografia
  Paullina Simons nasceu em Leninegrado em 1963, em plena União Soviética. Quando tinha 10 anos, mudou-se com a família para os E.U.A e assim que aprendeu inglês começou a dar forma ao seu sonho de ser escritora. Graduou-se em Ciência Política na Universidade do Kansas, trabalhou como jornalista financeira e tradutora e, foi com a publicação do seu primeiro romance Tully, que finalmente alcançou o seu sonho de infância.

  Entre os treze livros que já publicou, encontra-se a sua trilogia mais conhecida, que teve até direito a um livro de cozinha. Foi com essa trilogia que Paullina alcançou um êxito imenso e onde a autora pode transmitir a influência das suas origens, as histórias que ouviu dos avós, sobreviventes da época mais pesada do seu país natal e a fuga de um mundo opressor para viver um sonho. 

  Tatiana e Alexander correspondem ao segundo volume da trilogia, que foi publicado originalmente em 2003. Está traduzido para onze línguas.


Opinião
  Há histórias de amor que nos marcam profundamente, esvaziam-nos e preenchem ao mesmo tempo, fazem-nos sorrir e chorar com a mesma rapidez. São amores capazes de queimar como o fogo e durar como uma estrela. Amores que vencem tudo, mesmo a fome, mesmo a guerra… até a morte. Depois de O Grande Amor da Minha Vida, pensava que não seria possível o meu coração quebrar-se novamente, pensava que desta vez seria mais fácil. Estava tão, mas tão enganada. Em Tatiana e Alexander, Paullina Simons volta a devastar-nos, volta, mais uma vez, a tecer sangue e amor por entre as páginas de uma história cheia de paixão e frio, esperança e desilusão. Uma história capaz de destruir sonhos mas, também, de os construir sobre as cinzas. Um amor intemporal, escrito por um gelado, um livro, uma guerra.

  De um lado, a desolação dos campos gelados da Rússia, manchados pelos corpos esquecidos, pelos gritos nunca ouvidos, escondidos pela neve interminável. Aqui há fome e desespero, almas mortas antes dos corpos tombarem, esperança há muito enterrada por debaixo do sangue derramado. Esta é a guerra que alguns preferiram esquecer, outros esconder. A dos homens sem importância, perdidos desde sempre para a nação a que chamavam mãe, carne dispensável. Homens outrora galardoados pela coragem são condenados a morrer lentamente por causa de uma traição invisível. Não são ninguém, não são nada, senão instrumentos da pátria sedenta de vitória. E o leitor é quebrado, esfaqueado, torturado por esta visão de branco puro manchado pelas vergonhas dos homens. É obrigado a ver heróis vergarem, desistirem enquanto vivem apenas, já, das memórias felizes do passado, do amor que lhes deu tudo e do qual desistiram para que este pudesse sobreviver. Aqui está a morte e a esperança, o amor que desistiu para que o outro vivesse.

  Do outro lado, há as ruas largas, atarefadas e vivas da América, terra dos sonhos, destino de fuga, heroína da salvação. Aqui se sobrevive, para aqui se refugia. É nela que se quer esquecer e voltar a viver, que a esperança renasce e os pesadelos vão esmorecendo. Mulheres pensam no futuro, dão à luz, criam e salvam. Voltam a aprender a sorrir, descobrem novos sabores e sons, vestem sobre a pele novos tecidos. Mas não esquecem, jamais esquecem. Nas noites sozinhas relembram um passado gelado mas quente de um amor que não pode ser igualado. Acreditam ainda, amam ainda, por mais que tentem andar em frente. Não desistem, não baixam os braços, mesmo que isso signifique voltar, mesmo que signifique desistir, mesmo que seja a morte e não o amor que as esperam. E, egoistamente rejubilámos quando ela escolhe a loucura e a morte, à uma vida feliz mas sozinha, sempre à espera do inalcançável. Aqui, está a vida e a esperança, o amor que sobreviveu para salvar o outro.

  Página a página, parágrafo a parágrafo, aprendemos sobre a guerra, sobre a sobrevivência. Conhecemos os dois lados de um mundo quebrado, destruído pela ambição e loucura dos homens. Numa narrativa impressionante, magnífica e bela, somos levados ao extremo das emoções, sentimos na pele as dores e alegrias daqueles que conseguiram viver para contar a sua história. E somos assoberbados por um amor que nunca se desfaz nem nas amarras da distância nem do tempo. Voltámos, como naquele primeiro momento em que os seus olhares se cruzam, a apaixonarmo-nos por Tatiana e Alexander, tal como se eles se apaixonam sempre que voltam para os braços um do outro. Eles que crescem e se magoam, que quase desistem, que sobrevivem minuto a minuto com uma dor excruciante na alma, mas que nunca, nunca, esquecem o amor que os fez sorrir quando o seu mundo se desfez em pedaços de cinzas, carne desfeita e lágrimas.

  Esta é uma história de amor, sim. Das mais belas, intensas e apaixonantes que alguma vez lerão. Escrita com uma paixão e saudade imensas, escrita na dor e na morte, esta é a história de uma menina que se tornou mulher e mãe de coragem, e de um homem que foi oficial, amante e traidor, e se levantou da tumba pela vida que sonhou e ainda não viveu. É a história de duas almas que se cruzaram, se prometeram e não poderão ser separadas. Mas é também, a história de uma guerra e de um país. De uma nação desfeita em corrupção e traidora dos seus, de uma guerra que matou sem piedade, seja ao tiro, seja a fome. É a história de um povo que sonhou com anos de glória, que se atreveu a acreditar e foi assassinado pelos seus sonhos de igualdade. E Paullina dá-nos tudo isto, amor e ódio, desistência e esperança, vida e morte, num relato tão frio quanto quente, tão doce quanto amargo. 

  Apenas o início, Tatiana e Alexander é uma promessa de sonhos. É o culminar de um passado destrutivo, de um presente desfeito e o caminho para o futuro incerto mas feliz. Glorioso, terno, este livro é a sequela perfeita para um livro que havia desfeito e conquistado os seus leitores. É o antecessor daquele, que esperámos, seja o final feliz com que sonhámos a mais de mil páginas. E, Tatiana e Alexander, ainda só agora, começaram a contar-nos a maior história de amor dos nossos tempos.


As minhas Opiniões da Série
O Grande Amor da Minha Vida

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Tentações: Will e Will [ASA]

A partir de hoje na sua livraria Leya



Título: Will e Will
Título Original: Will Grayson, Will Grayson
Autor: John Green e David Levithan
Editora: ASA
Número de Páginas: 308
Preço: €15.90
ISBN:9789897261565



*John Green*
 É autor de vários bestsellers do New York Times, e de entre os muitos prémios que recebeu destacam-se o Printz Medal, um Printz Honor e o Edgar Award. Foi por duas vezes finalista do LA Times Book Prize.

*David Levithan*
É um autor premiado de vários livros para adolescentes que foram bestsellers do New York Times. Também é coautor, com John Green, de Will e Will. Trabalha ainda como editor e, no seu tempo livre, tira muitas fotografias.



Will e Will
Sinopse: Evanston não fica muito longe de Naperville nos subúrbios de Chicago, mas os jovens Will Grayson e Will Grayson bem que podiam viver em planetas diferentes. Quando o destino os leva à mesma encruzilhada, os Will Graysons veem as suas vidas a sobreporem-se e a seguirem novas e inesperadas direções. Com um empurrão de amigos novos e velhos - incluindo o enorme e enormemente fabuloso Tiny Cooper, jogador ofensivo na equipa de futebol americano da escola e autor de musicais - Will e Will embarcam nas suas respetivas aventuras românticas e na produção épica do musical mais extraordinário da história.




Uma Tentação Porque...
É John Green. Adoro o autor, isso basta! E estou curiosa porque também tenho ouvido maravilhas sobre o Levithan.



Outros livros de John Green





Disponível aqui

Tentações: Perigosa [ASA]

A partir de hoje na sua livraria Leya



Título: Perigosa
Título Original: Dangerous in Diamonds (#4 As Flores Mais Raras)
Autor: Madeline Hunter
Editora: ASA
Número de Páginas: 336
Preço: €16.90
ISBN: 9789892328454



*Madeline Hunter*
 Publicou o seu primeiro romance em 2000. Já foi por duas vezes galardoada com o prémio RITA, da Romance Writers of America. Os seus livros figuram na lista dos mais vendidos do New York Times e USA Today e é uma das autoras favoritas da publicação Romantic Times. As suas obras encontram-se traduzidas para doze línguas, tendo vendido mais de seis milhões de exemplares. Doutorada em História de Arte, é professora académica e vive nos Estados Unidos.



Perigosa
Sinopse: Tristan, duque de Castleford, acaba de herdar uma pequena casa e, com ela, uma grande surpresa: Daphne Joyes, uma bela mas agressiva inquilina. O irreverente Tristan deixa logo bem claro que tenciona seduzi-la, dar-lhe prazer, e vê-la coberta apenas de diamantes. Mas Daphne conhece bem a escandalosa reputação do duque, e não está disposta a ceder às suas provocações. No entanto, ambos têm um inimigo em comum. Um homem cuja malevolência acaba por os ajudar de uma estranha e inesperada forma. Existe, todavia, um entrave: o segredo que Daphne guarda e que a leva a ser uma mulher extremamente cautelosa. Mas embora o seu novo senhorio seja arrogante e se entregue a uma vida de deboches (exceto às terças-feiras!), Daphne dá por si a baixar perigosamente a guarda. Até porque, afinal, os diamantes ficam bem com tudo... e também com nada...


Uma Tentação Porque...
 Bem, é o final da primeira série completa que li desta autora e, muito sinceramente, é o livro que me fez lê-la porque estou desejosa de ver como a relação destas duas personagens vai evoluir.


Os Outros Livros da Série






Disponível aqui

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Tentações: Os Sonhos que Tecemos [ASA]

A partir de hoje na sua livraria Leya



Título: Os Sonhos que Tecemos
Título Original: The Daring Ladies of Lowell
Autor: Kate Alcott
Editora: ASA
Número de Páginas: 312
Preço: €16.90
ISBN: 9789892328614



*Kate Alcott*
Kate Alcott é o pseudónimo da jornalista Patricia O’Brien, autora de vários livros de ficção e não-ficção. O seu romance The Dressmaker é um bestseller e está já a ser adaptado ao cinema, com Kate Winslet no papel principal. Licenciada pela Universidade de Oregon, a escritora vive atualmente em Washington D.C. É casada e tem quatro filhas.*



Os Sonhos que Tecemos
Sinopse: Alice Barrow desafia todas as convenções ao abandonar o mundo rural e tacanho onde nasceu. Numa época em que as mulheres são cidadãs de segunda categoria, o seu emprego na fiação da família Fiske é um passo importante rumo à emancipação. As "meninas da fiação" trabalham longas horas em condições precárias mas a alegria que as une é completamente nova para ela. Um dia, até dá por si a cometer a "extravagância" de celebrar o seu primeiro salário com a compra de um chapéu. É apenas um objeto mas vai ganhar a força de um talismã. Inadvertidamente, Alice capta a atenção de Samuel Fiske, filho do dono da fábrica. Samuel é um enigma. Frio e impenetrável, tem o condão de contrariar frequentemente a própria família. O seu fascínio por Alice é a derradeira afronta aos pais e à ordem social. Será amor ou mero capricho? O teste aos seus sentimentos será abrupto. Quando uma jovem muito especial aparece morta, toda a hierarquia de poder é posta em causa. O que se segue é um eco da luta ancestral entre ricos e pobres, poderosos e oprimidos. Apenas os mais determinados conseguirão vingar. Apenas um amor verdadeiro poderá sobreviver.



Uma Tentação Porque...
Simplesmente porque a protagonista é comparada à Jo March, a personagem "culpada" de eu adorar livros a seguir à Bela de A Bela e o Monstro. E, claro, porque é um romance situado numa época pouco usual.



Disponível aqui

*retirado do site Wook

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Opinião - Para Sempre

Título Original: Once and Always (#1 Sequels)
Autor: Judith McNaught
Editora: ASA
Número de Páginas: 448


Sinopse
Victoria Seaton cruzou um oceano. Para trás, deixou tudo o que amava. A sua cidade, Nova Iorque. Andrew, o homem dos seus sonhos. E a casa onde nasceu, agora tristemente vazia após a morte súbita dos pais.
Desamparada, Victoria não tem outra solução que não rumar ao desconhecido. A Inglaterra, um país que que nunca visitou. Aos aristocráticos Fielding, uma família que nunca viu e à qual pertence apenas no papel. A uma herança que não sabia existir. O seu único conforto é a sua irmã Dorothy, a quem protege fingindo ser a mulher corajosa que, intimamente, teme não ser. A alta sociedade britânica rapidamente a põe à prova com as suas regras rígidas, tão diferentes dos modos calorosos e simples do seu país natal. Igualmente impenetráveis são as reacções da família. Quando conhece a avó – a duquesa de Claremont - Victoria não percebe o porquê do seu olhar venenoso e a sua obstinação em acolher apenas Dorothy. As irmãs acabam por ser separadas e Victoria fica à mercê do jovem lorde Jason Fielding, seu primo afastado. Jason é um homem frio, sensual e implacável. Nos salões da moda, é o alvo de todas as atenções, a chama que atrai homens e mulheres, o “felino selvagem entre gatinhos domésticos”. Ele permanece um mistério aos olhos de Victoria, que recusa submeter-se às suas ordens ríspidas. Por seu lado, Jason não sabe como reagir ao temperamento explosivo da jovem americana. A relação de ambos é tão excitante quanto impossível. Sobre ela paira - negra e omnipresente - a sombra do passado com os seus mistérios, segredos e crimes...


Biografia
  Judith McNaught foi a primeira mulher a exercer o cargo de produtora executiva na estação de rádio CBS e começou a escrever em 1983, sendo considerada a autira que inventou o subgénero do Romance Histórico da Regência.

  Para Sempre, foi publicado em 1987 e ganhou o RT Book Reviews All- Time Favorite. Está traduzido para dezasseis línguas.


Opinião
  Quando pensámos que já nada nos pode surpreender neste género, heis que surge um livro, pelo qual não daríamos nada e quase estivemos para não ler, que consegue o impensável: surpreender-nos. Para Sempre foi uma delícia, da primeira página à última. Aconchegou-me o coração, provocou-me gargalhadas, fez-me acreditar nas possibilidades imprevisíveis do amor. Tudo graças à escrita de Judith, tão romântica quanto sensual, tão divertida como dramática. Nenhuma autora consegue puxar os limites como ela e mesmo assim, atingir um equilíbrio tão perfeito. Este livro podia ter sido demasiado em muitos aspectos, mas o resultado é uma história de amor linda, cheia de reviravoltas, que vai aquecendo e tornando-se mais terna conforme avançámos na leitura, uma história de amor que será impossível de esquecer ou igualar.

  Este livro é uma jóia preciosa que brilha no meio das demais. Podia ser igual a tantos outros, mas não é. Com uma narrativa elegante que não deixa de ser escaldante, Para Sempre está recheado de pormenores históricos deliciosos, que vão desde as funções da criadagem às diferenças sociais entre a América e a Inglaterra ou ao comércio mercantil. Arrebata-nos pelos seus segredos tristes e obscuros, pelas consequências do passado e pelos sonhos que podem renascer. Derrete-nos com uma história de amor que contra todas as adversidades, contra todos os erros, se fortalece com a aprendizagem e a confiança. Queima-nos pela sua sensualidade ora inocente ou libertina. Conquista-nos de tal forma, que mal começámos o livro e estámos, de repente, a fechar a última página.

  Não é só o romance que domina estas páginas. Ele está lá, claro, e é dos romances mais bem construídos e credíveis que já li. É um romance que escalda, fere e enternece. Faz-nos querer arrancar cabelos, chorar e põe o coração a bater mais depressa. É um amor que cresce a cada batalha, que sofre todas as cicatrizes e aprende com elas. Mas também a amizade é um tema deste livro, bem como a família. Todas as relações, todos os sentimentos, de qualquer espécie e tipo, são explorados brilhantemente neste livro, seja de um pai e filho que se conheceram tarde, seja do mordomo com o lacaio, ou a de uma bisavó rezingona com a bisneta. Há sentimento a transbordar das palavras, e o leitor é convidado a sentir cada um deles.

  E, para um livro tão delicioso, a autora criou as personagens mais fantásticas. Também aqui a autora consegue fugir, mas desta vez, ao cliché. Victoria e Jason podiam ser um casal como tantos outros. Não são. Há algo que os diferencia, e penso que é a química entre ambos, a forma como a relação deles e evolui e, mesmo a sua caraterização como indivíduos. A verdade, é que eles se tornaram um dos meus casais preferidos do género. E depois temos o pai interveniente, a bisavó rezingona, os criados intrometidos, a irmã energética, o amigo mais velho, e outras tantas personagens divinas, que acrescentam ainda mais doçura a um romance já de si perigoso para os diabetes. Mas sem exageros.

  Para Sempre é um dos melhores romances históricos que já li. De sempre. Entrou para a tabela de preferidos ainda não o tinha acabado e é, sem dúvida, um dos melhores deste ano.


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Tentações: Alexander (ASA)

Na sua Livraria Leya



Título: Alexander (#2.5 Tatiana e Alexander)
Título Original: Tatiana and Alexander 
Autor: Paullina Simons
Editora: ASA
Número de Páginas: 224
Preço: €14.90
ISBN: 9789892328201



*Paullina Simons*
Nasceu em 1963 em Leninegrado, na antiga União Soviética, e emigrou para os Estados Unidos aos dez anos. Durante a sua infância sonhava em ser escritora. Após concluir o seu curso universitário em Ciência Política, trabalhou como jornalista financeira e tradutora, até concretizar o seu sonho de menina. O seu primeiro romance foi publicado e tornou-se imediatamente num sucesso internacional. O Grande Amor da Minha Vida, é o primeiro volume da trilogia Tatiana & Alexander, uma saga que conquistou as listas de bestsellers em todo o mundo. Vive atualmente em Nova Iorque com o marido e os quatro filhos.



Alexander

Sinopse: 

Tatiana tropeçou no degrau e quase caiu. De joelhos ao lado dele, fez o que pensava não poder voltar a fazer em toda a sua vida: tocou em Alexander. E beijaram-se. Beijaram-se como se fossem de novo jovens nos bosques do Luga. Beijaram-se até esquecerem a guerra e o comunismo, a América e a Rússia. Beijaram-se e afastaram tudo, deixando ficar apenas o que restava – fragmentos de Tania e Shura.


A viver na América com o filho, Tatiana tentou esquecer a mágoa pela perda do seu grande amor, Alexander. A sua vida seria perfeita se essa memória não estivesse presente a cada momento de cada dia. E quando uma improvável réstia de esperança de encontrar Alexander vivo se apodera dela, Tatiana não hesita. 

Deixa o pequeno Anthony aos cuidados da amiga Vikki e parte para uma derradeira e perigosa viagem à Alemanha. Em jogo está tudo o que construiu e a sua própria vida. Se for encontrada, Tatiana sabe que não escapará. É uma mulher marcada. 
Mas mais impossível do que o seu sonho é a incapacidade de aceitar a vida sem Alexander. Mais forte do que o medo é a promessa que fizeram um ao outro há tantos anos atrás: “viveremos juntos ou morreremos juntos.” 

Tatiana e Alexander protagonizam uma das grandes histórias de amor da ficção contemporânea. Um inesquecível relato de paixão, guerra, coragem e sobrevivência.



Porquê uma Tentação?
Porque este livro contém os três últimos capítulos do segundo volume da trilogia e, obviamente, eu não ia ler um livro sem o seu fim não é?


AVISO aos leitores:
Esta trilogia ficará apenas com os dois primeiros volumes publicados em Portugal, sendo que o final e terceiro volume da trilogia não será publicado pela editora cá. Este livro, Alexander, não é o final da trilogia mas sim, os três capítulos que faltam ao livro Tatiana, fazendo então parte do segundo volume.



Primeiro livro 



1ª Parte do segundo volume


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Tentações: Para Sempre [ASA]

Na sua livraria Leya



Título: Para Sempre
Título Original: Once and Always (#1 Sequels)
Autor: Judith McNaught
Editora: ASA
Número de Páginas: 448
Preço: €16.90
ISBN: 9789892328317



*Judith McNaught*
Nasceu nos Estados Unidos. Antes de se dedicar inteiramente à escrita, teve uma carreira profissional muito diversificada, tendo sido a primeira mulher a trabalhar como produtora executiva na rádio da CBS. Atualmente, a sua obra é publicada um pouco por todo o mundo e já vendeu mais de 30 milhões de exemplares. Vive em Houston, Estados Unidos.



Para Sempre
Sinopse:
Victoria Seaton cruzou um oceano. Para trás, deixou tudo o que amava. A sua cidade, Nova Iorque. Andrew, o homem dos seus sonhos. E a casa onde nasceu, agora tristemente vazia após a morte súbita dos pais.
Desamparada, Victoria não tem outra solução que não rumar ao desconhecido. A Inglaterra, um país que que nunca visitou. Aos aristocráticos Fielding, uma família que nunca viu e à qual pertence apenas no papel. A uma herança que não sabia existir. O seu único conforto é a sua irmã Dorothy, a quem protege fingindo ser a mulher corajosa que, intimamente, teme não ser. A alta sociedade britânica rapidamente a põe à prova com as suas regras rígidas, tão diferentes dos modos calorosos e simples do seu país natal. Igualmente impenetráveis são as reacções da família. Quando conhece a avó – a duquesa de Claremont - Victoria não percebe o porquê do seu olhar venenoso e a sua obstinação em acolher apenas Dorothy. As irmãs acabam por ser separadas e Victoria fica à mercê do jovem lorde Jason Fielding, seu primo afastado. Jason é um homem frio, sensual e implacável. Nos salões da moda, é o alvo de todas as atenções, a chama que atrai homens e mulheres, o “felino selvagem entre gatinhos domésticos”. Ele permanece um mistério aos olhos de Victoria, que recusa submeter-se às suas ordens ríspidas. Por seu lado, Jason não sabe como reagir ao temperamento explosivo da jovem americana. A relação de ambos é tão excitante quanto impossível. Sobre ela paira - negra e omnipresente - a sombra do passado com os seus mistérios, segredos e crimes...



Porquê uma Tentação?
Mais um romance histórico de uma autora desconhecida que tem óptimas críticas. Não há como resistir....

Disponível aqui

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Opinião - Pecadora

Título Original: Sinful in Satin (#3 As Flores mais Raras)
Autor: Madeline Hunter
Editora: ASA
Número de Páginas: 328


Sinopse

Habituada a uma existência pacata, Celia Pennifold vê a sua vida virada do avesso após a morte da mãe, Alessandra Northrope, uma cortesã afamada. Para além de uma pequena casa, a mãe deixou-lhe de herança apenas dívidas e uma reputação manchada. O destino de Celia já está traçado há muito. Ela foi educada para seguir as pisadas da mãe. Mas Celia é determinada e tem os seus próprios planos… que não incluem, evidentemente, o misterioso inquilino com que se depara ao instalar-se no seu novo lar. Jonathan Albrighton encontra-se numa missão a mando do tio, pois há suspeitas de que Alessandra possuía informações delicadas sobre alguns dos homens mais influentes da sociedade londrina. Jonathan pensava estar perante uma tarefa simples, não contava encontrar em Celia uma adversária à sua altura…



Biografia
  Vencedora do RITA por duas vezes, Madeline Hunter é considerada a Rainha do Romance, sendo uma das autoras preferidas neste género. Doutorada em História de Arte e professora universitária, a autora conta já com treze anos de bestsellers, tendo vendido mais de seis milhões de cópias dos seus romances. Vive na Pensilvânia.

Pecadora é penúltimo livro de uma das suas séries mais recentes, As Flores Mais Raras. Publicado em 2010, foi traduzido para cinco línguas.

Opinião
  Não é segredo para ninguém que Madeline Hunter não exerce sobre mim o fascínio que parece ter sobre a maior parte das suas leitoras nem que, esta série em especial tem servido como reconciliação entre nós. Pecadora é mais um passo nesse sentido, mas ainda não foi desta que cedi, ainda não foi desta que me apaixonei. Contudo, este livro vai mais ao encontro do romance histórico de que gosto do que qualquer outro da série, o que deixa no ar uma grande expectativa para o próximo e último volume, onde, talvez Madeline consiga, finalmente, levar-me à rendição. Por agora, no entanto, deixo-me levar pela sua escrita cuidada e romântica, apreciando os detalhes deliciosos que nos deixa entrever desta época, algo que faz muito bem, sem dúvida, sem me comprometer a algo mais duradouro.

  Ao contrário do que aconteceu nos livros anteriores, Pecadora gira mais em torno do romance, deixando um pouco de lado as histórias paralelas e, até, o mistério que levou ao encontro dos amantes. Isso leva a que seja uma narrativa mais romântica, mais tentadora e doce, plena de entrega mútua e, por isso, mais agradável aos sentidos. É com um charme delicioso e uma doçura tocante, que vemos a relação de Celia e Jonathan evoluir, deixando-nos enredar na sua paixão que, rapidamente se torna também uma relação de amizade, confiança e respeito mútuos. Apesar da rapidez com que se enamoram, quase que o esquecemos, tal é a perfeição deste casal junto, o que torna o sonho uma realidade palpável às mãos de qualquer romântica. É este carinho, quase adoração que criámos por este casal, que nos faz apreciar este romance um pouco mais do que os seus anteriores.

  No entanto, ao focar-se mais no romance, a autora não conseguiu equilibra-lo, mais uma vez, com a restante narrativa. Os mistérios, ambos interessantes, rapidamente são esquecidos e resolvidos tão rápida e toscamente que o leitor nem percebe muito bem o que aconteceu. Na verdade, parecem quase acrescentos que nada trazem de novo ou interessante à história, algo invulgar nos livros desta autora. Parece assim, que encontrar o equilíbrio é algo difícil de encontrar em Madeline Hunter. Mantêm-se a sua dedicação ao pormenor histórico, à descrição da época, mesmo que não tão evidente. Desta vez, é o submundo das cortesãs e espiões que nos é apresentado, das conspirações e segredos, das diferenças sociais mesmo entre aqueles que partilham um estado. Aqui, verdade seja dita, nunca há falhas.

  Celia e Jonathan são o meu casal preferido enquanto Daphne e Castleford não se encontram. Se Celia é pragmática mas doce, leal e realista, Jonathan é introspectivo, intenso e adorável e, juntos, formam um casal tão querido que é difícil não torcermos por eles. Neste livro podemos observar as dinâmicas de grupo entre as meninas e os meninos e, não sei bem o que aconteceu, mas os encontros deles foram muito mais interessantes. Castleford continua a ser a minha personagem secundária preferida mas, por exemplo, Adrianna, parece-me tão diferente do seu livro, tão apagada e sem sal que me está a fazer um bocadinho de confusão.

  Pecadora é um livro para as românticas, para as sonhadoras, para as que não precisam de príncipes ou diamantes. É uma história tocante que não roçando a perfeição, sempre nos permite umas horas rápidas no mundo em que tudo é possível.


As minhas Opiniões da Série

terça-feira, 29 de julho de 2014

Tentações: Pecadora [ASA]

Já na sua livraria Leya



Título: Pecadora
Título Original: Sinful in Satin
Autor: Madeline Hunter
Editora: ASA
Número de Páginas: 328
Preço: €16.90
ISBN: 9789892327884





*Madeline Hunter*
Publicou o seu primeiro romance em 2000. Já foi por duas vezes galardoada com o prémio RITA, da Romance Writers of America. Os seus livros figuram na lista dos mais vendidos do New York Times e USA Today e é uma das autoras favoritas da publicação Romantic Times. As suas obras encontram-se traduzidas para doze línguas, tendo vendido mais de seis milhões de exemplares. Doutorada em História de Arte, é professora académica e vive nos Estados Unidos.

Pecadora
Sinopse:
Habituada a uma existência pacata, Celia Pennifold vê a sua vida virada do avesso após a morte da mãe, Alessandra Northrope, uma cortesã afamada.Para além de uma pequena casa, a mãe deixou-lhe de herança apenas dívidas e uma reputação manchada. O destino de Celia já está traçado há muito. Ela foi educada para seguir as pisadas da mãe. Mas Celia é determinada e tem os seus próprios planos… que não incluem, evidentemente, o misterioso inquilino com que se depara ao instalar-se no seu novo lar.
Jonathan Albrighton encontra-se numa missão a mando do tio, pois há suspeitas de que Alessandra possuía informações delicadas sobre alguns dos homens mais influentes da sociedade londrina. Jonathan pensava estar perante uma tarefa simples, não contava encontrar em Celia uma adversária à sua altura…


Porquê uma tentação?
Estou a procura do livro que me vai fazer apaixonar por Madeline Hunter e espero que seja este!


Os Outros Livros da Série

 Opinião

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Disponível aqui

sábado, 19 de julho de 2014

Opinião - Para Sir Phillip, com Amor

Título Original: To Sir Phillip, with Love (#5 Bridgerton)
Autor: Julia Quinn
Editora: ASA
Número de Páginas: 336


Sinopse
Sir Phillip sabia que Eloise Bridgerton tinha já 28 anos e era, pois claro, uma solteirona. Foi por isso mesmo que pediu a sua mão em casamento. Sir Phillip partiu do princípio de que Eloise estaria desesperada por casar e não seria exigente ou caprichosa.
Só que… estava enganado. No dia em que ela lhe aparece à porta, torna-se óbvio que é tudo menos modesta e recatada.
E quando Eloise finalmente para de falar, ele percebe, rendido, que o que mais deseja é… beijá-la.
É que, quando recebeu a tão inesperada proposta, Eloise ficou perplexa. Afinal, nem sequer se conheciam pessoalmente. Mas depois… o seu coração levou a melhor e quando dá por si está numa carruagem alugada, rumo àquele que pensa poder ser o homem dos seus sonhos. Só que… estava enganada. Embora Sir Phillip seja atraente, é certo, é também um bruto, um rude e temperamental bruto, o oposto dos gentis cavalheiros que a cortejam em Londres.
Mas quando ele sorri… e quando a beija… o resto do mundo evapora-se e Eloise não consegue evitar a pergunta: será que este pesadelo de homem é, afinal, o homem dos seus sonhos?



Biografia

  Julia Quinn publicou o primeiro livro aos 24 anos e desistiu de Medicina para continuar a escrever histórias de amor. Tudo culpa do gelado e de um romance. Dedica todos os seus livros ao marido e só escreverá romances contemporâneos se os históricos não ficarem em segundo plano. Só cometeu dois erros nos seus livros: trocou a cor dos olhos de uma personagem em três livros e descasou uma personagem já casada no final de outro. Mesmo assim, nós, os fãs, adorámo-la incondicionalmente.

  Escreve há dezanove anos, tem vinte e três livros publicados e, recentemente escreveu um comentário para a nova edição de Mansfield Park da coleção Signet Classics, para além de participar em muitas antologias com outras autoras. Tem demasiados autores preferidos mas, todas as semanas na sua página do Facebook, recomenda um romance histórico. 

  Para Sir Phillip, com Amor é o quinto livro da sua série mais amada, Bridgerton, e foi publicado em 2003, contando com dezoito traduções.



Opinião
  É com muito charme, romantismo e uma certa dose de sarcasmo, que Julia Quinn nos faz adorar cada uma das suas histórias, contos cheios de peripécias, declarações e gargalhadas que nos aquecem o coração e nos deixam a sorrir dias depois de termos lido a última página. Mas, apesar de adorar esta autora e os seus livros, confesso que esperava menos deste, que as expectativas não eram tão altas, contudo, estava completamente enganada. Para Sir Phillip, com Amor é tão requintado, doce e divertido como qualquer um dos seus irmãos, só que tem também, uma individualidade muito própria, retrato da sua protagonista, sendo um livro vívido, resmungão e enternecedor de uma maneira que é só sua. Depois de nos ter apaixonado, Quinn prova que é capaz de inovar, de surpreender e mesmo assim, manter a magia.

  Centenas de cartas, um primeiro encontro acidentado e duas personalidades distintas, fazem desta história uma caixinha de surpresas que tem de tudo e onde tudo pode acontecer, desde travessuras e beijos roubados à discussões acesas ou mesmo segredos sombrios. O que começa com algo demasiado formal e tímido ou, até mesmo, embaraçoso, transforma-se em algo suave, até mesmo escaldante e, quando essa mudança se dá, o leitor sem se aperceber, já está completamente absorvido nestas páginas, tão iguais e tão diferentes do que se esperaria. Numa narrativa em que acidentes acontecem e partidas se fazem, as gargalhadas são naturalmente repentinas e os sorrisos impossíveis de apagar, algo que é já habitual nos livros desta autora é certo, mas que neste livro parecem acontecer com ainda mais facilidade.

  A verdade é que não sabemos o que nos espera quando iniciámos esta história. Não estámos a espera do mau humor dos seus protagonistas nem da sua falta de jeito. Não estámos a espera de duas crianças terríveis mas incrivelmente solitárias. Não estámos a espera que o amor de Eloise e Phillip seja tão bonito. E, talvez, por isso, este é um livro um bocadinho diferente dos outros, um bocadinho mais especial. Estranhamente, este é também o único livro da série que aborda assuntos mais dramáticos e reais, apresentando uma vertente mais séria que não é costume encontrarmos em Quinn mas que, não torna este livro menos prazeroso que os restantes. Aliás, penso mesmo que é este choque de realidade que nos faz apreciá-lo ainda mais.

  Eloise é uma irmã Bridgerton que pode passar um pouco ao lado mas, garanto-vos, quando a conhecemos, ela torna-se de imediato uma das nossas preferidas. Faladora, teimosa, dona do seu nariz e de uma fúria lendária, a quinta criança de Violet tem um charme que é único e a torna isso mesmo, única entre as demais. Já Phillip, faz-me lembrar um pouco o Monstro da Bela e o Monstro pela sua falta de jeito para lidar com os outros, pela sua fúria imediata e pela sua resmunguice infinita. Juntos, eles são dinamite, e é impossível não torcermos por eles. Mas, a jóia da coroa, ou melhor, jóias, deste livro, são Oliver e Amanda, os filhos de Phillip. Terríveis, travessos, autênticos monstrinhos, eles são a coisa mais fofa deste mundo.

  Inesperadamente, Para Sir Phillip, com Amor tornou-se um dos meus livros preferidos desta série. Aliás, inesperadamente não. Afinal, este pode não ser perfeito como o anterior mas, é nas suas preciosas imperfeições que está a verdadeira beleza de um sentimento que nasce quando e onde menos se espera.



As minhas Opiniões da Série