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domingo, 22 de junho de 2014

Opinião - Anjos Rebeldes

Título Original: Rebel Angels (#2 Gemma Doyle Trilogy)
Autor: Libba Bray
Editora: 1001 Mundos
Número de Páginas: 480


Sinopse
Um livro cheio de história, mistério e romance.

Ah, o Natal! Gemma Doyle está desejosa das férias fora da Academia Spence, de passar o tempo com as amigas na cidade, de ir a bailes elegantes e, numa nota sombria, de cuidar do pai doente.
Quando se prepara para entrar no Ano Novo de 1896, um jovem bonito, Lorde Denby, parece estar interessado em conquistar Gemma. No entanto, no meio das distrações de Londres, as visões de Gemma intensificam-se - visões de três raparigas vestidas de branco, a quem algo terrível aconteceu, algo que só os reinos podem explicar...
A atração é forte, e em pouco tempo, Gemma, Felicity e Ann estão a transformar flores em borboletas no mundo encantado dos reinos a que só Gemma pode levá-las. Para grande alegria delas, a sua querida Pippa também está lá, ansiosa por completar o círculo de amizade.
Mas nem tudo está bem nos reinos - ou fora dele. O misterioso Kartik reapareceu, dizendo a Gemma que ela deve encontrar o Templo e vincular a magia, ou algo terrível irá acontecer-lhe. Gemma está disposta a fazer-lhe a vontade, apesar dos perigos que isso acarreta, pois isso significa que irá encontrar-se com a maior amiga da sua mãe - e agora sua inimiga, Circe. Até Circe ser destruída, Gemma não pode viver o seu destino. Mas encontrar Circe revela-se uma tarefa muito perigosa.



Biografia
  Nascida no Alabama e filha de um ministro presbiteriano, Libba Bray, ou melhor, Martha Elizabeth Bray, escreveu a sua primeira história aos 11 anos, história que a mãe guarda religiosamente, aos 13, juntamente com as melhores amigas, vestiu-se tal e qual a banda Kiss para o Halloween e aos 18 um acidente de viação custou-lhe o olho esquerdo e parte da cara. Mudou-se para Nova Iorque aos 26 anos, onde conheceu o homem com quem viria a casar em Florença durante uma viagem de trabalho. O seu pior defeito é exagerar, detesta palavra “talvez” e adora a palavra redenção.

  É autora de seis livros e participou em dez antologias, tendo publicado o seu primeiro livro, Uma Grandiosa e Terrível Beleza em 2003. Autora bestseller do New York Times e vencedora de vários prémios literários, Libba está neste momento a escrever o segundo volume da sua nova trilogia passada nos loucos anos 20. Os três livros da trilogia Gemma Doyle receberam os prémios ALA Teen’s Top Ten e Anjos Rebeldes, publicado em 2005, recebeu mais nove prémios para além desse e está traduzido para treze línguas. Uma mistura entre ficção histórica, fantasia e terror, esta trilogia passada na época vitoriana é um autêntico conto gótico que tem conquistado tanto os leitores como os críticos.


Opinião
  Anos depois da publicação de Uma Grandiosa e Terrível Beleza, heis que finalmente, as livrarias nacionais recebem a continuação da série que me fez conhecer uma das autoras que mais adoro e, deixem-me que vos diga, que regresso em grande. Mais sombrio e aterrorizador, Anjos Rebeldes mostra o talento de Libba Bray para criar narrativas cheias de ilusões, magia e sonhos, onde a loucura pode ser a sanidade e a luz a escuridão. Num confronto contra uma inimiga demasiado poderosa, a lealdade e o amor podem levar à ruptura, a beleza pode esconder horrores e a confiança não pode, nunca, ser dada de ânimo leve. Uma história gótica, bela e original, este livro perpetua a tradição do seu antecessor e volta a demonstrar a voz única e brilhante de Libba Bray.


  Depois de um primeiro volume bastante introdutório, cheio de suspense, segredos e mistério, Anjos Rebeldes vem dar resposta a muitas questões enquanto cria mais dúvidas,  numa narrativa flúida, complexa e arrepiante. Com uma escrita imaginativa, um humor único e uma adaptação perfeita da época vitoriana à fantasia, Libba dá-nos uma trilogia que nos faz suspender a respiração e percorrer as páginas com uma fome voraz que nem o virar da última página acalma, onde cada momento pode provocar arrepios e exclamações de surpresa, onde tudo pode terminar numa revelação atroz. Num cenário mais gótico e sombrio, este segundo volume é uma caixinha de surpresas prestes a abrir-se quando menos esperámos, assolando-nos com a sua beleza terrível, segredos obscuros e esperanças inalcançáveis.


  Rapidamente nos apercebemos ao longo desta leitura que Libba é uma mestra em deixar os seus leitores em suspenso, dando respostas ansiadas mas, também, ainda mais questões que fazem a nossa mente fervilhar com hipóteses, conseguindo assim,, surpreender-nos com as reviravoltas que dá à sua história, enredando-nos por completo na complexa teia de magia, fascínio e loucura que criou. Ao colocar a acção deste livro em plena Londres vitoriana em época de Natal, a autora mostra-nos ainda mais o seu talento, ao conjugar detalhes históricos, atitudes e situações próprias da época com a parte fantástica desta história numa sintonia perfeita. Entre os salões londrinos e os reinos, de bailes a hospícios, as nossas protagonistas submergem em segredos e verdades ocultas enquanto vão vivendo a sua vida normal e enfrentam as suas próprias demandas e medos pessoais.


  É notório ao longo da narrativa o crescimento e a profundidade das três jovens, que a cada momento conseguem mostrar que são mais do que aparentam e que por trás do porte perfeito e comportamento irrepreensível elas próprias escondem demasiado, temem demasiado e à sua maneira, cada uma delas, luta pelo que quer e dá a sua parte sem nunca se esquecerem de si mesmas.  Longe de serem perfeitas, Gemma, Felicity e Ann, acabam por ser protagonistas que suscitam o nosso interesse, que nos irritam, nos fazem rir e provocam a nossa pena pois nenhuma delas é apenas uma linda boneca mas sim jovens a caminharem para adultas, a formarem personalidades, com demasiados segredos e medos, e sonhos enterrados bem no fundo de si mesmas. Diferentes em todos os aspectos, elas são a prova que a verdadeira amizade se forma conhecendo todos os defeitos, aceitando todas as fraquezas e unindo-se nos piores momentos.


  Com uma história sobrenatural original, que se vai desvendado ao longo de cada livro mas deixando-nos sempre em suspenso, esta trilogia acaba por se destacar cada vez mais das restantes do género em muitos aspectos, quer pela sua história esotérica, tão bela quanto terrível, e da qual nem nos sentimos capaz de prever o fim, quer pelas personagens profundas e misteriosas ou mesmo pelo temível triângulo amoroso. A forma como Gemma vê os dois rapazes unidos a si acaba por lhe conseguir o nosso respeito pois apesar de se portar como a adolescente que é em algumas situações, ela também prova que a sua tarefa, a forma como foi educada e a época em que vive faz com que ela veja a realidade e impossibilidade de ambos os relacionamentos, colocando a amizade e o seu papel na ordem do mundo antes da vontade do seu coração. 


  Uma continuação que eu ansiava ler e que me surpreendeu muito pela positiva, Anjos Rebeldes é o meio entre o início e o fim, um livro que provoca ataques cardíacos, que mostra os caminhos mas que ainda oculta muitos detalhes e me fez tanto ansiar pelo último livro como querer fugir dele porque nada nesta história é simples, nem me quer parecer, feliz mas isso não apaga a sua excelência, brilho e originalidade.


As minhas opiniões da série

terça-feira, 17 de junho de 2014

Opinião - Foretold

Título Original: Foretold (#1 Sisters of Fate)
Autor: Rinda Elliot
Editora: Harlequin Teen
Número de Páginas: 310


Sinopse
It is written that three Sisters of Fate have the power
to change the world's destiny.
But only if they survive…

The Lockwood triplets have had the prophecy drummed into their heads since birth. Still, Raven, the eldest of the sisters, can't believe it's really happening. She's the reincarnation of a Norse goddess? One of the sisters is destined to die? When it starts snowing in summer in Florida, the sisters fear the worst has come to pass. Ragnarok, the Norse end of the world, has begun.

Raven finds herself the secret protector of Vanir, a boy with two wolves, a knowledge of Norse magic and a sense of destiny he can't quite explain. He's intense, sexy and equally determined to save her when it becomes clear someone is endangering them. Raven doesn't know if getting closer to him will make a difference in the coming battle, but her heart isn't giving her a choice.

Ahead of the sisters is the possibility of death at the hand of a warrior, death by snow, death by water or death by fire.

Or even from something else…

Sisters of Fate
The prophecy doesn't lie: one is doomed to die.



Biografia
  Rinda Elliott cresceu rodeada de livros e filmes de fantasia, ficção científica e romance, numa família curiosa e apaixonada pela vida, o que motivou o seu interesse por histórias inusuais. Adora fazer vinho, colecionar música e jogar quando não está perdida na sua escrita e sempre tentou separar o seu lado mais negro do outro mais divertido e romântico.

  Estreou-se na publicação o ano passado, depois de muito tempo dedicada à ficção mais curta.

  Foretold é o primeiro volume da sua nova trilogia inspirada na mitologia nórdica, tendo sido publicado este ano.


Opinião
  Ao longo deste ano tenho tido a sorte de encontrar muitas surpresas em livros que me podiam parecer medianos ou não suficientemente bons à primeira vista, e Foretold, a minha estreia com a autora Rinda Elliott, foi mais um desses casos, um livro que quase me poderia ter passado ao lado, mas que acabou por me agarrar desde a primeira página. Uma história viciante e imaginativa, fluída, cheia de humor e acção, este livro fez-me recordar um dos meus livros preferidos, Predestinados, pela capacidade da autora em brincar com a mitologia e, ao mesmo tempo, conseguir manter-se fiel aos mitos originais, encontrando um equilíbrio espantoso entre o que conhecemos e a sua imaginação fértil. Com uma escrita divertida e entusiasmante, Rinda consegue fazer-nos devorar o seu livro enquanto nos arrasta por completo para a sua história.

  O mundo está prestes a acabar, profecias concretizam-se, deuses nórdicos reencarnam em jovens dos nossos dias, numa narrativa rápida, cheia de adrenalina, onde não falta romance e perigo, onde os mitos se entrelaçam com o presente e a normalidade é algo que já ninguém conhece. Sem ser complexo, este livro não deixa de ser intrigante ou viciante, permitindo-nos desfrutar de cada momento da leitura com um prazer crescente, enquanto, criaturas fantásticas aparecem do nada, deuses vivem dentro de nós e somos perseguidos por algo que desconhecemos e tememos. Imaginativo e curioso, equilibrado em momentos de acção e romance, com a dose certa de humor, este é um enredo que traz a mitologia nórdica a um outro patamar, com uma originalidade estranha e espantosamente fiel aos contornos dos mitos.

  Como se não bastasse toda a adrenalina crescente que se vive em cada momento, a autora consegue ainda manter-nos em suspenso quanto ao que se passa com as outras duas protagonistas, conseguindo contar-nos tudo e esconder-nos tudo ao mesmo tempo, já que não temos pleno acesso ao que se passa com as irmãs de Raven. Se neste livro há pistas e personagens importantes, há também muitas peças do puzzle que ainda nos faltam, permitindo-nos apenas adivinhar o que aí virá.

  Para além de tudo isto, esta história tem personagens fáceis de se adorar e com as quais rapidamente criámos uma ligação. Irmã mais velha e responsável, Raven é um misto de força e timidez, com uma personalidade desastrada e um coração do tamanho do mundo enquanto Vanir, irmão mais novo, sensível e forte é um líder debaixo do ar de rapazinho. Juntos são o casal mais fofo à face da terra, protagonizando os momentos mais doces e divertidos do livro, sem que o romance monopolize ou enjoe. Juntando a isto um par de irmãos mais velhos protectores e meio doidos, uma mãe totalmente louca e duas irmãs gémeas completamente diferentes, é de se notar que este livro tem um rol de personagens irresistíveis, e que só tenho pena não tenham um bocadinho mais de profundidade.


  O livro ideal para os fãs de Josephine Angelinni que prefiram a mitologia nórdica, Foretold é uma mistura fantástica de mitologia, aventura e romance, prometendo uma trilogia que irá conquistar facilmente quem a ler.

domingo, 15 de junho de 2014

Opinião - Witchfall

Título Original: Witchfall (#2 The Tudor Witch Trilogy)
Autor: Victoria Lamb
Editora: Harlequin Teen 
Número de Páginas: 336


Sinopse
Her darkest dreams are coming true

In Tudor England, 1555, Meg Lytton has learned how powerful her magick gift can be. But danger surrounds her and her mistress, the outcast Princess Elizabeth. Nowhere is safe in the court of Elizabeth's fanatical sister, Queen Mary. And as the Spanish Inquisition's merciless priests slowly tighten their grip on the court, Meg's very dreams are disturbed by the ever-vengeful witchfinder Marcus Dent.

Even as Meg tries to use her powers to find guidance, something evil arises, impervious to Meg's spells and hungry to control England's fate. As Meg desperately tries to keep her secret betrothed, the Spanish priest Alejandro de Castillo, out of harm's way, caution wars with their forbidden desire. And with her most powerful enemy poised to strike, Meg's only chance is a heartbreaking sacrifice.



Biografia
  Jane Holland nasceu em 1966 no Essex, no meio de uma família de escritores, a mãe era romancista bestseller, o pai biógrafo, algo que iria influenciar a sua vida e a da irmã, que sempre viveram rodeadas de livros e palavras, quer onde nasceram, quer na ilha de Man, onde viriam a crescer.

  Estreou-se na poesia, tendo ganho diversos prémios, mas em 2012 iniciou-se nos romances históricos, o que coincidiu com a sua mudança para Inglaterra, país que a inspirou a escrever neste género. Desde aí, escreve dois livros por ano, um adulto e outro juvenil.


  A sua trilogia juvenil, The Tudor Witch, a qual assina com o pseudónimo Victoria Lamb, verá o seu último volume, Witchrise, ser publicado este Verão. Witchfall é o segundo livro, publicado em 2013, e está apenas publicado em terras de sua Majestade e nos Estados Unidos da América.


Opinião
  Depois de um primeiro volume que superou as minhas expectativas, foi com grande entusiasmo que iniciei o volume seguinte, esperando o mesmo ambiente rico em intrigas e feitiçaria que Witcstruck tinha apresentado. Com uma escrita simples mas cativante, Victoria volta a levar-nos a um passado negro, repleto de ódios e segredos, traições e desejos, sonhos e horrores, onde duas raparigas têm de aceitar o seu destino e vencer os muitos obstáculos que lhes são apresentados. Witchfall faz-nos regressar a uma Inglaterra dominada pela Inquisição e por uma rainha devota, onde as fogueiras ardem com intensidade e a condenação à morte precisa apenas de uma palavra.

  Numa corte temerosa e extremista, para sobreviver é preciso ter cuidado, com cada palavra e gesto, em quem confiámos, o quanto deixámos entrever. Principalmente se formos uma bruxa, aia da meia-irmã odiada da rainha, rodeada de devotos e cruéis padres espanhóis, e o amor do menino prodígio da Inquisição. Apesar deste livro ter uma narrativa mais lenta e pausada que a do anterior, o que provocou alguma demora a entrar na história, Witchfall é mais obscuro e perigoso, com menos momentos de adrenalina mas cenas mais poderosas, que nos fazem arrepiar. O medo é constante, quer pelo ambiente intriguista e destruidor da corte, quer pelo futuro incerto ou por pesadelos demasiado reais, o que leva o leitor a sentir, página a página, o cerco a apertar-se, as dúvidas a acumularem, enquanto algo maléfico espreita e espera nas sombras.

  Espíritos são acordados, maldições descobertas e, pelo caminho tortuoso que segue, Meg está dividida entre o amor e o dever, com a certeza que, seja qual for o caminho, não pode negar quem é nem deixar de resistir aos inimigos, presentes e passados. Isto é uma das coisas que mais gosto nesta trilogia, o facto da relação amorosa não dominar a narrativa nem as acções e pensamentos da protagonista, sendo esta fiel ao que acreditar sem se deixar controlar pelas emoções. A magia é mais restringida neste livro, muito devido ao ambiente de perseguição e temor que se vive, mas mesmo assim fiquei um pouco desiludida, pois o que mais havia gostado nesta trilogia era a protagonista ter plena noção dos seus poderes e do que podia ou não fazer com eles. Neste livro isso não acontece, por várias razões, umas coerentes, outras nem por isso.

 Com novas personagens, umas fictícias, outras caracterizações interessantes de personagens reais como “Bloody” Mary Tudor ou Filipe I de Portugal/ II de Espanha, continuam a ser personagens como Meg, Alejandro, John Dee e Elizabeth Tudor, o grande centro desta trama. A bruxa e a princesa continuam a acompanhar-se nas suas inseguranças, segredos e poder crescente, numa altura em que ambas as suas vidas são ameaçadas e é necessário, mais do que nunca, que cresçam. A relação entre ambas é de altos e baixos mas cresce cada vez mais forte, tal como cada uma delas. A única personagem que pode ter marcado pela negatividade foi mesmo Alejandro, que neste livro estava muito inseguro e só pensava nele.


  Uma continuação menos entusiasmante mas mais forte que o seu antecessor, Witchfall deixa tudo em aberto para o grande final da trilogia, prometendo muitas surpresas.


As minhas Opiniões da Trilogia

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Opinião - Daughter of Smoke and Bone

Título Original: Daughter of Smoke and Bone (#1 Daughter of Smoke and Bone)
Autor: Laini Taylor
Editora: Little, Brown Books for Young Readers
Número de Páginas: 418


Sinopse
Around the world, black handprints are appearing on doorways, scorched there by winged strangers who have crept through a slit in the sky.

In a dark and dusty shop, a devil’s supply of human teeth grown dangerously low.

And in the tangled lanes of Prague, a young art student is about to be caught up in a brutal otherwordly war.

Meet Karou. She fills her sketchbooks with monsters that may or may not be real, she’s prone to disappearing on mysterious "errands", she speaks many languages - not all of them human - and her bright blue hairactually grows out of her head that color. Who is she? That is the question that haunts her, and she’s about to find out.

When beautiful, haunted Akiva fixes fiery eyes on her in an alley in Marrakesh, the result is blood and starlight, secrets unveiled, and a star-crossed love whose roots drink deep of a violent past. But will Karou live to regret learning the truth about herself?



Opinião
  Laini Taylor nasceu em Chico, Califórnia em 1971 mas passou a infância de um lado para o outro. Filha do meio, a segunda de três, Laini graduou-se em Inglês na Berkeley e, mais tarde, frequentou por três semestres aulas de Ilustração. As suas indulgências são livros e viagens, bem como sobremesas, trabalhou como editora de livros de viagens para a Lonely Planet, livreira, empregada e ilustradora. Mas o que sempre quis ser mesmo foi… escritora. E conseguiu. Ah, e para o caso de não saberem, ela tem o cabelo cor-de-rosa. Mesmo.

  Começou a escrever em 2004 mas foi em 2011, depois de uma trilogia premiada e dois livros, que o seu nome começou a ser sussurrado com entusiamo e, de repente, a fama caiu-lhe em cima. Daughter of Smoke and Bone é a razão desse sucesso, o primeiro livro da sua trilogia mais famosa que terminou este ano. Está traduzido para vinte e seis línguas e venceu três dos oito prémios para que foi nomeado. Não está traduzido em Portugal.

  Há muito tempo que me sentia arrastada para este livro, tanto tempo quanto aquele que foi publicado. Havia algo que me atraía para ele, uma certeza quase absoluta que quando nos encontrássemos seria algo único. E foi, algo extraordinariamente belo e avassalador. Apaixonei-me perdidamente. Primeiro pela sua capa, depois pela sinopse, mas foi a história contada pela voz inigualável e lírica de Laini Taylor que me deixou completamente rendida. Daughter of Smoke and Bone é uma mistura de contos de fadas, mitos e lendas, que não pode nem precisa de ser definido ou catalogado, pois é uma história de ousada beleza, bizarria e magia, algo com uma alma demasiado própria e que ganha vida através da voz desta autora capaz de nos entrelaçar entre sonhos e pesadelos, ilusão e realidade, passado e futuro, com a mestria de um bardo e a doçura de um poeta.

  Na grandiosa e esquecida Praga, uma porta anónima, escura e misteriosa, que só alguns veem e que pode ser aberta em qualquer lado, guarda segredos sanguinários, é o abrigo de criaturas bizarras que prometem desejos em troca de estranhos objectos, enquanto tentam proteger a esperança que criaram e esconderam de todos os olhares. Uma rapariga de cabelo azul, intemporal e excêntrica, vive entre dois mundos, entre monstros e homens, mito e realidade, sem saber quem é. E um serafim, quebrado e atormentado, está prestes a ser confrontado com os seus piores medos e a sua última esperança. Por entre fumo e ossos, sangue e esperança, amor e vingança, Laini Taylor desarma-nos, apaixona-nos, com uma história de grande ousadia e lirismo, tão extravagante quanto delicada, onde os monstros se escondem atrás de belos rostos, onde os desejos têm um preço e o amor é marcado por dolorosas cicatrizes.

  Nascidos da mais espantosa das imaginações, inspirados por pedaços de tantos outros, os mitos sobre os quais esta história se constrói espantam-nos e surpreendem-nos, não só pela extraordinária mente por trás deles, como pela capacidade desta de conjugar tantas lendas numa só e de transformar criaturas míticas em algo de estranho e deliciosamente novo. De elementos considerados banais, de conjugações ilusoriamente simples, esta história nasce em plena originalidade, desfazendo preconceitos e suposições, mostrando que nem sempre palavras podem descrever um tudo. A transição do nosso mundo para esse outro repleto de monstros e histórias é tão linear, que parece que nada os separa, como os mitos dos antigos onde criaturas extraordinárias e deuses conviviam com simples mortais, tal é o talento de Laini na sua forma de contar histórias. Por trás de extravagância, inocência e humor, esconde-se uma complexidade que se desvenda página a página e, ao mesmo tempo, nos vai maravilhando pela sua inesperada presença numa história que parecia ser plana.

  Para dar vida a esta história de beleza e horror, sacrifício e esperança, temos personagens ricas e complexas, divididas pela mesma dicotomia da sua história. Bem ou mal, beleza ou fealdade, morte ou vida. Desde criaturas fantásticas e misteriosas, a penitentes que pagaram um preço demasiado alto ao mais normal do ser humano, o elenco de Daughter of Smoke and Bone é tão inesperado quanto os seus alicerces. Plenas de camadas demasiado profundas, cheias de histórias e segredos para contar, de Akiva a Brimstone, de Karou a Razgul, todos eles nos deixam presos das suas palavras, das suas sombras, dos seus passados e futuros, tal é a forma como se entranham em nós, tal é a maneira como nos apaixonam.


  Poderoso, diferente, belo na sua bizarria, Daughter of Smoke and Bone é uma caixinha de supresas onde nada é o que parece. De uma imaginação ímpar, este livro consagra a sua autora como uma das vozes mais originais e poéticas da fantasia juvenil dos últimos anos.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Opinião - Stolen Songbird

Título Original: Stolen Songbird (#1 The Malediction Trilogy)
Autor: Danielle L. Jensen
Editora: Strange Chemistry
Número de Páginas: 324 (ebook)


Sinopse
 For five centuries, a witch’s curse has bound the trolls to their city beneath the ruins of Forsaken Mountain. Time enough for their dark and nefarious magic to fade from human memory and into myth. But a prophesy has been spoken of a union with the power to set the trolls free, and when Cécile de Troyes is kidnapped and taken beneath the mountain, she learns there is far more to the myth of the trolls than she could have imagined.

Cécile has only one thing on her mind after she is brought to Trollus: escape. Only the trolls are clever, fast, and inhumanly strong. She will have to bide her time, wait for the perfect opportunity.

But something unexpected happens while she’s waiting – she begins to fall for the enigmatic troll prince to whom she has been bonded and married. She begins to make friends. And she begins to see that she may be the only hope for the half-bloods – part troll, part human creatures who are slaves to the full-blooded trolls. There is a rebellion brewing. And her prince, Tristan, the future king, is its secret leader.

As Cécile becomes involved in the intricate political games of Trollus, she becomes more than a farmer’s daughter. She becomes a princess, the hope of a people, and a witch with magic powerful enough to change Trollus forever.


Opinião

  Ao contrário de muitos autores, Danielle L. Jensen não cresceu a imaginar um futuro onde passasse horas a escrever, apesar de ser uma leitora ávida mas, depois de ter tirado um Bacharelato em Comércio e passado os seis anos seguintes a trabalhar nas indústrias de gás e óleo, por causa da sugestão de um colega, Danielle atirou-se a aventura de escrever.

  Em 2006 começou a escrever o seu primeiro livro em segredo e terminou-o em 2008. Passou os anos seguintes a tentar publicá-lo enquanto tirava um Bacharelato em Artes Inglesas, e por causa de um revés acabou a servir as mesas num bar de desporto. Mas o seu golpe de fé deu frutos e, finalmente, o seu primeiro livro ganhou uma editora, e pouco mais de um ano depois, chega as livrarias. Stolen Songbird sairá em Abril deste ano.

  Este livro tinha todos os ingredientes para me agradar, isso era certo. O que eu não sabia, era que estava prestes a descobrir um novo amor literário. Danielle L. Jensen enfeitiça-nos de imediato com este seu conto de fadas, tanto belo como tenebroso, que nos leva para um mundo amaldiçoado e esquecido, prestes a ser mudado para sempre. Com uma escrita encantatória e poderosa, Danielle faz uma estreia fabulosa com este seu Stolen Songbird, uma fantasia que nos deixará rendidos com a sua complexa obscuridade, e que não perde a doçura de uma história de encantar. Início de uma trilogia que promete reconquistar-nos página a página e amarrar-nos a cada momento, este é o livro que qualquer sonhador irá adorar.

  Repleta de magia, esta história é uma teia de intrigas, amores proibidos e esperança, em que nada acontece como seria de esperar, em que a nossa imaginação é levada ao limite e cada momento serve para nos enfeitiçar. Mais do que uma história de príncipes e maldições, este é um conto sobre um povo aprisionado, não só num local onde o sol nunca entra, mas nas trevas dos seus preconceitos e natureza vil, que forma uma corte de injustiças e manipulações, onde os fortes subjugam os fracos, onde a ganância se sobrepõe a justiça e as intrigas são infinitas. Ora deformados, ora belos, estes trolls estão divididos naqueles que procuram a libertação da maldição e os que querem libertar-se das amarras da escravatura e, para todos, a chave é a mesma. Vilões ou heróis, estes trolls e a sua caverna no fundo da montanha, são o ponto central de uma trama complexa, cheia de segredos e ilusões, beleza e trevas, lendas e promessas.

  Ricamente construído, este mundo floresce através de um enredo a que não falta política, magia e romance. Com um equilíbrio perfeito entre o bem e o mal, luz e escuridão, esta narrativa vai-nos apaixonando, primeiro devido à sua essência de conto de fadas, depois pela sua complexidade e detalhes que a transformam não só na luta de um povo, mas nos seus sonhos bem como os de uma cantora e um príncipe. Pois neste enredo intricado, onde reviravoltas nos sustém a respiração, onde tanto nos sentimos assoberbados pela dor como pela felicidade, onde a magia é malévola e benevolente, onde o amor nasce da desconfiança e do ódio para florescer em confiança e aceitação, onde o a liberdade depende da união e de acreditar, são os sonhos de todos os géneros e feitios, os doces e os perversos, que construem esta história.

  Tão cativantes quanto a sua história, os personagens são um tesouro inquestionável. Cécile, a corajosa, impulsiva e apaixonada ave canora que é retirada do seu mundo para salvar um em que se sente presa, é uma protagonista que não é uma heroína. É uma jovem que cresce, que comete erros e aprende com eles, que sabe pedir desculpa, que acredita e luta até ao fim mesmo quando tudo parece perdido. Tristan, o príncipe misterioso, arrogante e agrilhoado a um passado que odeia, que vai aprendendo a ouvir o coração e que nem tudo é preto e branco. Marc, o leal, o desfigurado, o doce, presente a todas horas e desfeito pela dor. Cada um deles, e todos os outros, tornam este livro mais do que ele parece.

  Uma estreia colossal de uma autora que promete marcar todos os que a lerem, Stolen Songbird é a fantasia que faltava, é a história que irá arrebatar cada leitor. E a boa notícia, é que ainda agora começou. 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Opinião - Such Sweet Sorrow

Título Original: Such Sweet Sorrow
Autor: Jenny Trout
Editora: Entangled Teen
Número de Páginas: 304


Sinopse
 Never was there a tale of more woe than this of Juliet and her Romeo...

But true love never dies. Though they're parted by the veil between the world of mortals and the land of the dead, Romeo believes he can restore Juliet to life, but he'll have to travel to the underworld with a thoroughly infuriating guide.

Hamlet, Prince of Denmark, may not have inherited his father's crown, but the murdered king left his son a much more important responsibility---a portal to the Afterjord, where the souls of the dead reside. When the determined Romeo asks for help traversing the treacherous Afterjord, Hamlet sees an opportunity for adventure and the chance to avenge his father's death.

In an underworld filled with leviathan monsters, ghoulish shades, fire giants, and fierce Valkyrie warriors, Hamlet and Romeo must battle their way through jealousy, despair, and their darkest fears to rescue the fair damsel. Yet finding Juliet is only the beginning, and the Afterjord doesn't surrender souls without a price...

Opinião

  Jenny Trout é um pseudónimo de Jennifer Armintrout, a autora da série Laços de Sangue, tal como Abigail Barnette, o seu pseudónimo para os romances eróticos. Blogger e escritora, começou a publicar livros em 2006 e não mais parou. Agora estreia-se como Jenny Trout no YA, com um retelling de duas grandes peças de Shakespeare, Hamlet e Romeu&Julieta.

  Such Sweet Sorrow foi publicado há um mês.

  A ideia por trás deste livro é qualquer coisa de bizarro e simplesmente genial. Conjugar Romeo e Juliet com Orfeu e Eurídice, pegar na mitologia nórdica e ainda juntar Hamlet, pode parecer uma salganhada à primeira vista, mas Jenny consegue fazê-lo, mesmo que, infelizmente, não com o brilho que tal ideia merecia. Algumas falhas fizeram com que esta não fosse uma leitura fantástica como esperava e provaram que mais do que ter as ideias, é preciso saber realizá-las. Para quem já conhece a autora, sentirá que falta algo a este livro, uma certa adrenalina, acção, uma intensidade que este livro não tem. 

  A narrativa começa bem, é certo. A forma como a autora consegue unir Romeo e Hamlet, a forma como ambas as histórias se entrelaçam e daí partem para uma mistura interessante de mitologias, é de uma imaginação fabulosa, algo que se vai confirmando conforme novos elementos aparecem e, principalmente, com o fim do livro e o destino de Juliet. Também na construção das relações entre personagens e na apresentação dos dilemas de cada um, a autora consegue criar algo interessante mas, sim porque há um mas, a história como todo, acaba por não resultar. Apesar de todos os elementos conseguirem de facto encaixarem, o enredo em si não funciona. 

  Primeiro porque, para uma narrativa tão espectacular, é preciso descrições igualmente espectaculares, é preciso acção, sensações, é preciso situar e ligar o leitor à história, e isso não acontece. O enredo é muito rudimentar, confuso, pouco explicativo e demasiado simples ao mesmo tempo. E depois a história é tão básica e tão sem graça! Não há descrições, não há objectivo de história, ou seja, a narrativa parece é vazia e desprovida de sentido. Apesar de todos os elementos fantásticos, a autora não consegue criar algo espectacular, apenas estranho e desinteressante.

  As personagens também não ajudaram, porque apesar das relações entre elas serem interessantes, as personagens em si são pouco coerentes, ora pensam uma coisa mas depois fazem outra, ora só pensam nelas, ora parece que lhes falta inteligência. De todas, Juliet é a única que nos diz alguma coisa, que nos faz sentir alguma coisa. Romeo, bem, parece uma versão ampliada de todos os seus defeitos, o que é irritante, e o Hamlet igualmente. Parecem dois miúdos a embirrarem um com outro porque… Não sei, não consegui perceber.

  Portanto, apesar de toda a imaginação e os elementos espectaculares desta história, Such Sweet Sorrow acaba por não funcionar de tudo.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Opinião - The Queen's Choice

Título Original: The Queen's Choice (#1 Heirs of Chrior)
Autor: Cayla Kluver
Editora: Harlequin Teen
Número de Páginas: 512

Sinopse
 Magic was seeping out of me, black and agonizing. I could see it drifting away. The magic that would let me pass the Road to reach home again.

When sixteen-year-old Anya learns that her aunt, Queen of the Faerie Kingdom of Chrior, will soon die, her grief is equaled only by her despair for the future of the kingdom. Her young cousin, Illumina, is unfit to rule, and Anya is determined not to take up the queen's mantle herself.

Convinced that the only solution is to find Prince Zabriel, who long ago disappeared into the human realm of Warckum, and persuade him to take up his rightful crown, Anya journeys into the Warckum Territory to bring him home. But her journey is doomed to be more harrowing than she ever could have imagined….

Opinião

  Filha de advogados e irmã do meio de um trio de raparigas, Cayla ditou à mãe a sua primeira história (sobre um coelho) quando tinha dois anos, facto que a mãe conta a todos mas do qual Cayla não se recorda. Recorda-se sim, que o seu primeiro livro foi publicado graças a ela. Quando a jovem tinha 15 anos, a mãe babada abriu uma editora e publicou o primeiro livro da filha, Alera – A Princesa Herdeira que mais tarde seria vendido à AmazonEncore e dois anos depois à Harlequin Teen, a actual editora de Cayla.

  A autora terminou a sua primeira trilogia em 2012 e irá lançar uma nova trilogia este ano, iniciada com The Queen’s Choice, uma fantasia feérica.

  Cayla Kluver é uma autora que me tem suscitado curiosidade desde que a sua trilogia Alera foi publicada em Portugal mas só tive oportunidade de ler um livro seu agora com o início desta trilogia. As expectativas eram muitas e o desejo de gostar desta autora imenso mas infelizmente há desilusões de vez em quando e esta autora, este livro foi a primeira desilusão deste ano. Como único ponto positivo tenho a apontar a escrita da autora, trabalhada e bonita que não chega a ser fenomenal pelo simples facto de se perder em descrições desnecessárias em vez de contar uma história, história essa que faz jus à sinopse bastante vaga uma vez que depois de ter terminado o livro continuo sem perceber exactamente o que se passou. Um exemplo de como uma escrita bonita não faz um livro sozinha.

  A verdade é que este livro é aborrecido até a morte. Durante mais de trezentas páginas não se passa nada, absolutamente nada. As quinhentas páginas de The Queen’s Choice são feitas de descrições detalhadíssimas sobre coisas que não interessam ao enredo, de diálogos desinteressantes entre a protagonista e a suposta amiga, de acontecimentos incoerentes e uma constante repetição de desgraças em que a protagonista se mete porque se acha inteligente mas é burra que nem uma porta. Literalmente. Imaginem: a protagonista, Anya, diz “isto não faz sentido, sou a única pessoa inteligente que vê isso” e logo a seguir caí na situação mais estúpida e previsível que pode acontecer. Ou seja, a autora muito embeleza a história com supostas frases profundas e palavras bonitas mas isto não tem conteúdo, não tem enredo, não tem ponta por onde se lhe pegue.
 
  Supostamente este livro é sobre fadas, seres feéricos. Ora as fadas de Kluver resumem-se em três pontos: asas, poder relacionado com um dos elementos e Natureza. Nada mais do que isto. Na minha cabeça, as fadas são criaturas com centenas, milhares de anos ou assim diz o folclore mas estas fadas têm a idade dos humanos e sem asas são exactamente isso. Humanos. Depois descobri que há umas criaturas que perseguem fadas porque se alimentam da sua magia só que mais à frente essas mesmas criaturas pedem para ser salvas… à fada. Portanto atacam fadas, perseguem-nas e depois “por favor salva-nos”? E isto são alguns exemplos da incoerência deste livro porque há mais, muito mais. Por exemplo, isto é uma suposta fantasia épica mas a autora utiliza imensas expressões do nosso mundo moderno. Estão a ver o sentido nisto?

  E por fim, as personagens. Aquelas que recebem o prémio pelas personagens mais chatas, estúpidas e sem personalidade deste ano. E atenção, o ano começou há catorze dias. Ora, a Anya é um exemplo de tudo o que não se deve fazer e dizer. A Anya é uma daquelas criaturas que tudo o faz dá asneira, tudo o que diz dá problema. Resumindo, ela é um problema andante, irritante, chata, pedante e sonsa que se faz acompanhar de uma amiga que eu ainda não percebi como se tornou amiga dela, que é por sua vez, manienta, convencida e intratável. Estão a imaginar esta dupla? Agora imaginem que vão ter de as aturar quase exclusivamente até a página 354. Pois é. Dor, muita dor. As próprias relações entre as personagens são pouco credíveis e desinteressantes para além de não demonstrarem qualquer emoção.

  The Queen’s Choice marca assim como a primeira desilusão do ano e conseguiu retirar-me toda a vontade de ler os restantes livros de Kluver.