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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Opinião - O Nome do Vento

Título Original: The Name of the Wind (#1 The Kingkiller Chronicle)
Autor: Patrick Rothfuss
Editora: Gailivro
Número de Páginas: 966


Sinopse
 Da infância como membro de uma família unida de nómadas Edema Ruh até à provação dos primeiros dias como aluno de magia numa universidade prestigiada, o humilde estalajadeiro Kvothe relata a história de como um rapaz desfavorecido pelo destino se torna um herói, um bardo, um mago e uma lenda. O primeiro romance de Rothfuss lança uma trilogia relatando não apenas a história da Humanidade, mas também a história de um mundo ameaçado por um mal cuja existência nega de forma desesperada. O autor explora o desenvolvimento de uma personalidade enquanto examina a relação entre a lenda e a sua verdade, a verdade que reside no coração das histórias. Contada de forma elegante e enriquecida com vislumbres de histórias futuras, esta "autobiografia" de um herói rica em detalhes é altamente recomendada para bibliotecas de qualquer tamanho.

Opinião

Com quase mil páginas, este é um livro que promete arrebatar-vos através de uma lenda sem precedentes. Considerado “a” bomba lançada no panorama fantástico dos últimos anos, deu ao seu escritor, Patrick Rothfuss, estatuto para ser comparado a grandes nomes da Fantasia como George R. R. Martin. Fala-se em O Senhor dos Anéis e Harry Potter mas a sua premissa por si só, basta para pôr qualquer fã de histórias épicas a “salivar” por mais.
Só há alguns meses é que ouvi falar neste livro e na altura achei que era o tipo de leitura que me ia agradar. Comprei-o, passado pouco tempo mas o seu tamanho e a falta de tempo para ler tal calhamaço fez com que o guardasse para o início deste ano, quando iria ter mais tempo. E assim foi. O problema é que tive um desgosto logo nas primeiras páginas, visto que ao virar uma página ia ficando com ela na mão (as primeiras dez páginas estão meia soltas neste momento) e deparei-me com as tais margens e letra gigante de que todos já se queixaram, o que me pôs logo mal-disposta porque dar vinte euros por um péssimo trabalho não é algo que agrade a ninguém! Portanto, foi meio irritada que me iniciei no relato de Kvothe.
A verdade é que passadas trinta páginas, já nem me lembrava da folha meia solta. Fiquei tão absorvida pelo ritmo cadenciado das palavras do estalajadeiro que só levantei os olhos do livro passadas umas duas horas e só conseguia perguntar a mim mesma como é que este livro se tinha escapado do meu radar durante tanto tempo!
A forma como Rothfuss nos apresenta as Crónicas de Kvothe é a de um contador de histórias que não gosta que nada fique por contar e que pode surpreender-nos a qualquer um momento. Cada aventura, cada desafio, é nos relatado de uma forma musicalmente brilhante que nos deixa rendidos a cada palavra. . Chegar ao fim de quase mil páginas e depararmo-nos com o facto de que ainda falta tanto para descobrir é quase de levar uma pessoa ao desespero.
Acompanharmos o crescimento de Kvothe, passo a passo, por entre as suas vitórias e derrotas, deixando-nos conquistar pelo seu relato e pelos seus momentos de transtorno, ansiando para que ele continue e nos conte mais e mais, é um dos factores que me fez ficar rendida a este livro. O próprio Kvothe é o outro. Tentar discernir como é que o rapaz que conhecemos neste primeiro volume se torna a personagem lendária de que o estalajadeiro fugiu é uma das razões porque somos levados a devorar este enormíssimo calhamaço sem nos cansarmos. Complexo, misterioso, inesperado, são alguns dos adjectivos que pudemos usar para classificar o protagonista deste livro que com uma voz única nos conta a verdadeira versão por trás do mito.
Juntando a isto, uma série de personagens interessantes cheias de segredos e muitos risos, este é um início fabuloso para uma trilogia que já está a dar que falar. Espero que as personagens femininas ganhem mais destaque no próximo livro porque apesar de ter gostado da Denna, gostava de ver um bocado mais da Auri, da Fela ou da Devi. Mas a personagem que me deixou mesmo curiosa foi o Elodin. Ele é completamente insano, o que só nos faz pensar no que será que ele esconde…
Independentemente de como vai isto acabar, uma coisa é certa, Rothfuss tem a voz dos trovadores antigos na sua escrita, das velhas canções, dos contos populares. E apesar de ter achado que estas quase mil páginas nos contaram pouco e que ele podia ter acelerado um bocadinho, posso dizer que foi uma leitura descomunal. E que espero muito mais do próximo.
Resumindo, é a obra que ganha contornos épicos e que promete deixar-nos totalmente rendidos. Se vai ou não ser algo digno das maiores obras da Fantasia, ainda não sei, mas que me enche de satisfação tê-lo lido é uma certeza.

7*

sábado, 15 de outubro de 2011

Opinião - O Alquimista

Título original: The Alchemyst
Autor: Michael Scott
Editora: Edições Gailivro
Número de páginas: 384

Sinopse
A verdade: Nicholas Flamel nasceu em Paris, em 28 de Setembro de 1330. Quase setecentos anos depois, é reconhecido como o maior Alquimista de todos os tempos. Diz-se que descobriu o segredo da vida eterna. Os registos certificam que morreu em 1418. Mas o seu túmulo está vazio.
A lenda: Nicholas Flamel está vivo, graças ao elixir da vida que produz há séculos. O segredo da vida eterna está escondido no livro que protege - o Livro de Abraão, o Mago, o livro mais poderoso de sempre. Se for parar às mãos erradas poderá ser o fim do Mundo. Considerado uma sumidade em mitologia e folclore, Michael Scott é um dos autores mais bem sucedidos da Irlanda. Este mestre do fantástico, da ficção científica, do terror e do folclore, vive e escreve em Dublin e foi agraciado pelo Irish Times com o epíteto "Rei do Fantástico nestas Ilhas".

Opinião 
Entre lendas e mitos, da mitologia grega à celta, passando pela egípcia directamente à nórdica, até às vidas de personagens históricas que se tornaram imortais na nossa mente pelos seus feitos, Michael Scott junta todas as nossas raízes numa mesma história em redor de um Livro que tem não só o segredo da Imortalidade como os destinos e profecias de toda a Humanidade que só pode ser salva por dois gémeos que de um dia para o outro vão ter de aceitar que todos os contos que lhes contaram eram afinal realidade.
O que este livro me fez sentir enquanto fã de Harry Potter (livro a que este é associado) e enquanto estudante de História que adora e estuda mitologia foi…um grande balde de água fria. A forma como o escritor mistura tudo e mais alguma coisa, em que nada tem a ver com nada, provocou-me um enorme aperto no coração. Está tudo tão misturado que só consigo pensar em “tortura mitológica”. A parte dos Anciões, a Geração Seguinte e mais não sei o que é horripilante. Morrighan, sobrinha de Bastet e Hécate?? Desculpem este desabafo mas este livro foi uma tortura. Eu adoro literatura fantástica e não tenho nada contra usarem os mitos como tema e uma das coisas que mais adoro neste género é a originalidade mas este livro provocou-me sensações tão más que nem consigo exprimi-las.
A escrita de Scott até podia ser divertida mas fica por aí. Este não é meio dele e tanto quis criar algo maravilhoso que tudo parece forçado. Nem os momentos mais naturais parecem encaixar-se. As personagens não têm nada de interessante, não há espírito, parece mais um daqueles livros que gozam com tudo mas que mesmo assim não têm piada.
O conjunto em si torna-o um livro cansativo e aborrecido, sem contar que a mim até me apeteceu atirá-lo pela janela. Não consigo indicar uma única coisa boa neste livro, foi desilusão pura e muito provavelmente o pior livro que li este ano. 

1*


domingo, 9 de outubro de 2011

Opinião - Uma Grandiosa e Terrível Beleza

Título original: A Great and a Terrible Beauty
Autor: Libba Bray
Editora: Edições Gailivro
Número de páginas: 352


Sinopse
Gemma Doyle não é igual às outras raparigas de postura irrepreensível, que só falam quando interpeladas, que conservam a postura, que permanecem deitadas e que pensam na Inglaterra quando lhes é pedido. Não, Gemma é uma ilha. Aos dezasseis anos é enviada para a Academia Spence, em Londres, após uma tragédia que assombrou a sua família na Índia. Sozinha, carregando o peso da culpa e propensa a visões do futuro que têm o mau hábito de se concretizar, Gemma é alvo de uma recepção gelada. Mas Gemma não está só… ela foi seguida por um jovem misterioso, que quer que a sua mente se feche às visões. Em Spencer os poderes de Gemma ganham força. Ela vê-se enredada com as raparigas mais influentes da escola e descobre a ligação da sua mãe a um grupo obscuro conhecido por a Ordem. E será aí que o seu destino a espera… se Gemma acreditar nele. "Uma Grandiosa e Terrível Beleza" é o tipo de livro que não conseguimos largar… É uma vasta tapeçaria de saias rodadas, de sombras dançantes e de coisas que se escondem na escuridão. É um retrato vivo da época vitoriana, altura em que as raparigas eram educadas para serem esposas de homens ricos… E é a história de uma rapariga que viu um caminho diferente.

Opinião 
Considerado uma obra gótica vitoriana, com uma história original que sobressaí entre vampiros e anjos, este livro suscitou-me desde logo uma grande curiosidade e, apesar de ter tido algumas reticências, pois podia não ter nada a ver com o que estava à espera e ser só mais uma história típica de adolescentes a apaixonarem-se e a salvar o mundo, a curiosidade venceu.
E, não, realmente não tinha nada a ver com o que esperava, foi aliás uma óptima leitura que me deixou algo embasbacada porque o livro apanhou-me mesmo de surpresa. Sim, há adolescentes a apaixonarem-se mas não daquela forma obcecada e louca e sim, também a salvar o mundo mas de uma forma diferente. A sua história, o mundo onde se desenvolve, as suas jovens e imperfeitas protagonistas, os seus mistérios deixaram-me, ao mesmo tempo, deliciada e intrigada. Total e completamente, surpreendida. E qual é o/a leitor/a que não adora quando isso lhe acontece?
A primeira coisa que me chamou a atenção foi o facto do livro se iniciar na Índia no reinado da rainha Vitória e, também, aquilo que mais me deixou desgostosa. Mal se nota que é aí que a protagonista se encontra no início do livro. Falta o exotismo, as paisagens quentes, os cheiros intensos que caracterizam essa parte do globo e era algo que a autora podia ter aproveitado para dar um ar ainda mais original ao seu livro. Mesmo o vitorianismo ainda não foi aproveitado de forma a dar um ar mais gótico, elemento que não se nota por aí além mas bem este é o primeiro de uma trilogia, há que haver esperança.
Tirando isto, Uma Grandiosa e Terrível Beleza é um livro recheado das mais extraordinárias histórias. Todo este novo mundo que Libba criou é encantador e refrescante com altas pitadas de negro, um mundo que nos surpreende com os seus segredos obscuros, o seu passado e uma profecia ainda não muito bem explicada mas da qual queremos saber mais.
Espantosamente uma das coisas que me conquistou foi este grupo de adolescentes tão típicas, tão mesquinhas que acabam por criar uma bela amizade que despoleta o que de melhor existe nelas e onde os seus defeitos complementam-se uns aos outros, criando uma unidade única contra regras e contra o sistema que as aprisiona, demonstrando que a amizade “obrigada” e as “dívidas” até podem criar algo único. Esta amizade acaba por se tornar um dos elementos mais consideráveis deste livro.
Apesar de haver o par amoroso, existe como complemento e não como centro da história, crescendo à medida que as personagens e o enredo também crescem, sendo o tema principal a descoberta de Gemma acerca do seu dom, da sua mãe e do seu passado e da Sociedade onde estava inserida.
Deliciei-me por completo a ler este livro e apesar de não ser perfeito e ainda ter muito para dar, conquistou-me e vou definitivamente ler os próximos.   

6*

quarta-feira, 30 de março de 2011

Cinzas

Autor: Jennifer Armintrout
Editora: Gailivro
Número de páginas: 312

Ser vampiro é uma questão de vida ou de morte.
Quando fui iniciada tinha apenas de me preocupar com a minha sobrevivência, mas agora estou envolvida numa batalha pela sobrevivência da raça humana - e tudo parece estar definitivamente contra mim.
A sede do Movimento Voluntário de Extinção de Vampiros foi destruída e o seu medonho animal de estimação, o Oráculo, anda à solta. Nada o poderá impedir de transformar o mundo num paraíso de vampiros, mesmo que isso signifique ajudar o Devorador de Almas a tornar-se um deus, aproveitando o poder para os seus propósitos malignos.
Um vampiro antigo, um semi-deus bebedor de sangue. Ah, é verdade, o meu antigo progenitor, agora humano, também está envolvido. Eles que venham! E que vença o melhor monstro.

Empolgante é a melhor palavra para descrever este terceiro volume de Laços de Sangue. Com as emoções ao rubro e uma sequência de acontecimentos inesperados, Cinzas demonstra bem o porquê de ser considerado o melhor livro da série. Com a fuga do Oráculo a proporcionar um novo desenvolvimento e o triângulo Nathan-Carrie-Cyrus num novo patamar, a autora ainda dá uma maior atenção à relação do vampiro Matt com a lobisomem Bella, que torna-se um ponto crucial no desenrolar da história.
Como fã de livros "vampíricos", tenho de admitir que Jennifer Armintrout me conquistou desde o início com os seus vampiros mais reais e terríveis, ganhando um lugar de destaque nas minhas leituras. O ritmo alucinante que nos tem proporcionado, juntamente com a nova realidade vampírica que nos apresenta, preenche todos os requisitos para os fãs de vampiros mais dignos que o mito que sempre os acompanhou.
Como ponto negativo, o comportamento da protagonista Carrie, que neste livro perde alguma da sua piada, mais parecendo uma adolescente perdida do que propriamente a vampira cheia de personalidade dos outros dois livros. O ponto positivo é, sem dúvida, o regresso em grande de Cyrus, confirmando não só a complexidade que caracteriza esta personagem mas também a sua importância e protagonismo.
Uma série a seguir, Laços de Sangue é uma das melhores séries de vampiros que já li. Não perca esta viagem alucinante porque eu não vou perder de certeza!

6/7