Título Original: Beautiful Disaster
Autor: Jamie McGuire
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 344
Sinopse
A Boa Rapariga: Abby
Abernathy não bebe, não pragueja e trabalha muito. Está enterrada no
nefasto passado, mas, quando entra no colégio, os seus sonhos de um novo
começo sofrem um desafio numa noite.
O Mau Rapaz: Travis Maddox, sensual, atlético e coberto de tatuagens é exactamente o que Abby precisa – e quer – evitar. Ele passa as noites a ganhar dinheiro num clube de combate e os dias no colégio Lothario.
Desastre Iminente?... Intrigado pela resistência de Abby ao seu charme, Travis entra na sua vida por uma aposta. Se perder, deverá viver em celibato durante um mês. Se Abby perder, terá de viver no apartamento de Travis por um período semelhante.
…Ou o Princípio de Algo Maravilhoso? Travis não faz ideia de que encontrou uma parceira de jogo à altura. Ou será o princípio de uma relação obsessiva que irá conduzi-los a um território inimaginável…
O Mau Rapaz: Travis Maddox, sensual, atlético e coberto de tatuagens é exactamente o que Abby precisa – e quer – evitar. Ele passa as noites a ganhar dinheiro num clube de combate e os dias no colégio Lothario.
Desastre Iminente?... Intrigado pela resistência de Abby ao seu charme, Travis entra na sua vida por uma aposta. Se perder, deverá viver em celibato durante um mês. Se Abby perder, terá de viver no apartamento de Travis por um período semelhante.
…Ou o Princípio de Algo Maravilhoso? Travis não faz ideia de que encontrou uma parceira de jogo à altura. Ou será o princípio de uma relação obsessiva que irá conduzi-los a um território inimaginável…
Opinião
Jamie nasceu em Tulsa, Oklahoma e foi criada pela mãe.
Licenciou-se em Ciência Aplicada de Radiografia mas hoje é escritora a tempo
inteiro e dedica-se a vários projectos. Continua a viver em Oklahoma com o
marido, Jeff, um verdadeiro cowboy, e os três filhos mais seis cavalos, três
cães e um gato.
Quando Jamie decidiu dedicar-se à escrita começou como
autora auto-publicada. Lançou o seu primeiro livro em 2010, o início de uma
trilogia, mas foi em 2011 que o seu sucesso realmente começou. Desastre Maravilhoso conquistou a
crítica e o público de tal maneira que a autora decidiu escrever um segundo
livro sobre a perspectiva do protagonista, Travis e vai lançar uma série sobre
os irmãos deste, estando o primeiro planeado para o próximo ano apesar de ainda
não ter título nem sinopse.
Traduzido para dezanove países e com os direitos para filme
comprados pela Warner Bros, Desastre
Maravilhoso é considerado um herdeiro de Cinquenta Sombras de Grey e chega agora ao nosso país para conquistar
os corações.
Ele é absolutamente louco e totalmente o oposto do que ela
quer. Ela é completamente diferente do que ele está habituado. Juntos são um
desastre prestes a destruir tudo em seu redor mas o que os une é demasiado
maravilhoso para eles o puderem negar. Nas zonas escuras, suadas e sangrentas
das lutas ilegais, nas salas de aula e refeitórios cheios de gente, debaixo das
luzes e ofuscação de Las Vegas, Travis e Abby vão ver a sua relação sofrer
todos os obstáculos, vão ter de lutar contra todas as impossibilidades e
sobreviver à tempestuosidade e loucura que os une. Cercados pela intensidade da
sua relação, eles vão ter de fugir ou aceitar que por pior que sejam juntos, só
assim serão felizes.
Jamie apresenta-se aos leitores com um livro que divide
opiniões, que se ama ou se odeia mas que irá certamente criar polémica.
Confesso que tinha algumas esperanças acerca dele, algumas opiniões eram
bastante boas, mas parece que vou fazer o papel de má da fita nesta história. Um Desastre Maravilhoso é uma história
de loucos, cheia de violência e obsessão, que nos faz precisar de um Xanax logo
na página 65 e cuja necessidade de cura e normalidade vai aumentando
desesperadamente conforme avançámos na história. Senti-me cansada, à beira de
um ataque de nervos durante todo o livro e, quase, quase, que ele foi contra a
parede. E porquê? Porque não existe nada de bom ou satisfatório numa história
em que durante todo o livro eles discutem, agridem, fazem as pazes, discutem,
agridem e fazem as pazes e nada mais acontece. Nada. Absolutamente nada. Ah, e
um momento a High School Musical que
me deu vontade de vomitar.
Basicamente este desastre nada maravilhoso resume-se a uma
relação. Uma relação disfuncional que destruí tudo a sua volta cujas bases são
o ciúme, a violência, a pressão e a possessividade, e que vai de um extremo ao
outro em segundos. Através de comportamentos bipolares, tresloucados, infantis
e muito pouco coerentes, vamos vendo esta espécie de relação a andar sempre
para trás e cada vez mais perto de uma situação infernal e, conforme a coisa
não melhorava de todo, eu enquanto leitora estava a enlouquecer com esta gente
marada de uma forma pouco natural.
Como pano de fundo, a vida universitária, quando dava jeito
para não pensarmos que eles andavam só a discutir ou nas lutas, mas a vida
universitária mostrada do prisma mais irrisório, ilegal e errado. Jovens com
dinheiro nos bolsos que nunca mais acaba, grandes máquinas, festas e compras
não é uma situação normal, a menos que os pais sejam milionários ou que se
matem a trabalhar a anos ou, como é o caso deste livro, em várias situações
ilegais. Uau estou tão impressionada. Depois temos as famílias inexistentes ou
passados mal explicados dos protagonistas. A sério que isso é justificação para
eles serem os imbecis parvalhões anormais que são? Melhor, onde está a
justificação? Onde está a mãe da Abby? Não existe nada que justifique a
idiotice completa destas criaturas.
Falemos então das criaturas maravilhosas que fizeram a minha
cabeça em água. Ele, Travis Maddox, cujo nome perfeito é mesmo Mad Dog, de
facto, é lunático, um autêntico perseguidor, do pior possessivo que há e, ainda
por cima, nem um mauzão decente é. A sério que acham que isto é um mauzão?? Um
tipo que bate em toda a gente, trata mal toda a gente, persegue-te, faz cenas
de ciúmes do piorio e depois só sabe chorar e dizer que te adora e que não é
bom o suficiente para ti, e tretas assim? Não, isto é um tipo com um problema
mental. O que vale é que eles são perfeitos um para o outro porque a Abby é
outra estronça que faz tudo o que ele quer, aceita tudo o que ele diz e ainda
acha um máximo ele bater em toda a gente por ela. Digam-me, como é que não
enlouqueci a ler isto? Não faço a mais pálida ideia.
E o que me irrita mais é que a parte boa foi para aí umas
cinco páginas, não serviu para nada e podia ter sido um plano de fundo
fantástico para este livro porque sim, o póquer, mal explicado e sem emoção,
foi a melhor parte deste livro. por favor, Las Vegas, não me abandones no meio
deles!!!
E resume-se assim o maior desastre literário do ano, de tão bom
e maravilhoso que ele foi. Reprovado, reprovado, reprovado. E, nunca, mas nunca
mais, me falem deste livro. Por favor.
1*
