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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Tentações: Danças na Floresta [Planeta]

De novo no mercado, em reedição pela Planeta, o primeiro livro da série Wildwood, publicado em Portugal em 2008. 



Título: Danças na Floresta
Título Original: Wildwood Dancing (#1 Wildwood)
Autor: Juliet Marillier
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 316
Preço: €18.85



*Juliet Marillier*
 Juliet Marillier nasceu na Nova Zelândia, em Dunedin, uma cidade com fortes raízes na tradição escocesa. Licenciou-se com distinção em Linguística e Música, na Universidade de Otago, e tem tido uma carreira variada que inclui o ensino, a interpretação musical e o trabalho em agências governamentais. Actualmente, Juliet vive numa casa de campo centenária, perto do rio, em Perth, na Austrália, onde escreve a tempo inteiro. É membro da ordem druídica OBOD. Partilha a sua casa com dois cães e um gato. Juliet Marillier é uma autora internacionalmente reconhecida e os seus romances já conquistaram vários prémios, entre eles o prestigiado Aurelis Award. 
 Visite o sítio da autora em: www.julietmarillier.com



Danças na Floresta
Sinopse: Elevado nos bosques da Transilvânia, no castelo Piscul Draculi, vivem cinco irmãs e o pai. É uma vida idílica para Jena, a segunda filha, que adora explorar a floresta misteriosa com o melhor amigo, um sapo fora do normal. 

Mas o mais precioso de tudo é o Portal escondido do castelo, conhecido apenas pelas irmãs. A cada lua cheia, atravessam-no para o mundo encantado do Outro Reino, onde dançam toda a noite com as criaturas feéricas deste reino mágico. 

Mas a paz acaba quando o pai adoece com gravidade e é forçado a partir para o Sul para se restabelecer e, então, chega Cezar. Embora na teoria seja para as ajudar no Inverno rigoroso, Jena suspeita que ele tem motivos mais obscuros. Para agudizar a situação, a irmã mais velha apaixona-se por uma criatura perigosa do Outro Mundo. 

Com tudo em jogo, Jena terá de lutar por tudo o que ama: a casa, a família e a protecção do Outro Mundo. Será testada de formas que não poderia imaginar: confiança, força e amor verdadeiro. 

Três presentes mágicos 

Dois amantes proibidos

Um sapo enfeitiçado 

Atravesse o limiar da Floresta e entre numa terra de magia, audaz, traição e amor.




Uma Tentação Porque...
Este é um dos poucos livros da Juliet que ainda não li por isso a sua reedição parece-me uma excelente oportunidade para finalmente levar a sua leitura a cabo. 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Tentações: O Lago dos Sonhos [Planeta Manuscrito]

Com a maestria e talento a que já nos habituou e uma narrativa empolgante, Juliet Marillier volta ao registo adulto e constrói um mundo fantástico excepcional.



Título: O Lago dos Sonhos
Título Original: Dreamer's Pool
Autor: Juliet Marillier
Editora: Planeta 
Número de Páginas: 448
Preço: €20.95



*Juliet Marillier*
Nasceu na Nova Zelândia, em Dunedin, uma cidade com fortes raízes na tradição escocesa. Licenciou-se com distinção em Linguística e Música, na Universidade de Otago, e tem tido uma carreira variada que inclui o ensino, a interpretação musical e o trabalho em agências governamentais.

Actualmente, Juliet vive numa casa de campo centenária, perto do rio, em Perth, na Austrália, onde escreve a tempo inteiro.

É membro da ordem druídica OBOD. Partilha a sua casa com dois cães e um gato.

Juliet Marillier é uma autora internacionalmente reconhecida e os seus romances já conquistaram vários prémios.

Visite o sítio da autora em: www.julietmarillier.com



O Lago dos Sonhos
Sinopse: Esta série conta-nos o percurso de Blackthorn, uma curandeira que esteve presa injustamente. Grim foi seu companheiro de cela e após a libertação viajam juntos para a floresta de Dalriada. Embora tenha posto os planos de vingança de parte é-lhe difícil não ceder aos impulsos.

Um livro cheio de magia, que mistura as lendas celtas com maestria, no dia-a-dia das suas personagens.

Sentimentos como a dor, a revolta, o amor e o dever acompanham estas complexas e ricas personagens.
Em troca de ajuda para escapar a um longo e injusto encarceramento, a amarga curandeira mágica Blackthorn jurou pôr de lado o seu desejo de vingança contra o homem que destruiu tudo o que lhe era querido.

Seguida por um companheiro de clausura, um homem grande e silencioso chamado Grim, ela viaja para o norte, rumo a Dalriada. Aqui, viverá na orla de uma misteriosa floresta e terá de cumprir, durante sete anos, a promessa que fez ao seu libertador: aceder a todos os pedidos de socorro que lhe forem dirigidos.

Oran, príncipe herdeiro do trono de Dalriada, esperou com ansiedade a chegada da sua noiva, Lady Flidais. Conhece-a apenas por via de um retrato e da poética correspondência que trocaram entre si e que um dia o convenceu de que Flidais era o seu verdadeiro amor.

Oran descobre, porém, que as cartas também mentem, pois, embora igual em aparência à imagem no retrato, a sua noiva vem a revelar-se uma mulher muito diferente da criatura sensível e sonhadora que escreveu aquelas cartas.

Nas vésperas do seu casamento, o príncipe não vê saída para a o seu dilema. Mas corre o rumor de que Blackthorn possui um dom extraordinário para a resolução de problemas espinhosos, e ele pede a sua ajuda.

Para salvar Oran das suas insidiosas núpcias, Blackthorn e Grim vão precisar de todos os seus recursos: coragem, engenho, astúcia e talvez até um pouco de magia.




Uma Tentação Porque...
Para quem não sabe, Juliet Marillier é uma das minhas autoras preferidas e foi com muita ansiedade e expectativa que aguardei a publicação deste livro por cá.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Opinião - A Voz

Título Original: The Caller (#3 Shadowfell)
Autor: Juliet Marillier
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 456


Sinopse
A surpreendente conclusão da trilogia que começou com Shadowfell, cheia de romance, intriga e magia.
Há um ano, Neryn nada tinha a não ser um Dom Iluminado que mal compreendia e o sonho vago de que a mítica base rebelde de Shadowfell pudesse ser real. Agora, é a arma secreta dos Rebeldes e a sua grande esperança de fazerem vingar essa revolta secreta contra o rei Keldec, que terá lugar no dia do Solstício de Verão. O destino de Alban está nas suas mãos. Entretanto, Flint, o homem por quem se apaixonou, está no limite das suas forças enquanto espião na corte do rei e acumulam-se as suspeitas da sua traição.
Em jogo, está a liberdade do povo de Alban, a possibilidade de os Boa Gente saírem dos esconderijos e a oportunidade de Flint e Neryn se unirem finalmente.



Biografia
  Neozelandesa de nascimento, de raíz céltica na alma e no coração, Juliet Marillier é, possivelmente, a autora de fantasia mais adorada no nosso país desde o seu primeiríssimo livro, A Filha da Floresta, o início de uma vasta carreira premiada que já conta com dezassete livros e cujo décimo oitavo, o primeiro da trilogia Blackthorn&Grim, será publicado este ano.

  Licenciada em Música e Línguas, amante do folclore, da História e da mitologia, Juliet fez trabalho governamental, tocou numa orquestra e faz parte de uma ordem druídica. É ainda mãe de quatro e avó de seis.

  A Voz é o seu último livro, o final do seu regresso em grande, Shadowfell e a sua primeira edição estrangeira é nossa, tendo sido originalmente publicado no início deste ano.



Opinião
  Despedir-nos de uma história de Marillier é como dizer adeus a amigos queridos, é como fechar um ciclo da nossa vida, é morrer de saudades de um local, de um sentimento. Capaz de nos fazer sorrir e chorar, capaz de nos enfeitiçar com a sua voz de bardo, que tece feitiços e encantamentos e nos leva para um mundo onde sombras e luz se digladiam, esta autora enreda-nos sempre em histórias pelas quais nos apaixonámos e cujos finais enternecem-nos, marcam-nos, e se tornam inesquecíveis. A Voz é mais um desses finais, um final de tormentas e sonhos, uma história encantada onde o felizes para sempre está coberto de cicatrizes mas também de esperança.

 O caminho para a paz é pedregoso, cheio de perigos, de perdas, de desespero. Por isso, é preciso procurar o conhecimento, é preciso descobrir como proteger os nossos amigos e ideais. É preciso manter-nos fiéis a nós próprios e sermos capazes de acreditar, sempre, que a esperança brilha, mesmo que fugazmente, nos lugares mais assombrados. Com o tempo contado e o risco de tudo perder, Neryn e Flint vivem a batalha das suas vidas. Entre o amor e o dever, entre a esperança e o desespero, ambos têm que manter os seus papéis numa causa maior, mesmo que isso signifique perderem-se um ao outro, mesmo que isso signifique sacrificarem-se pela felicidade de um mundo que ambos desejam construir.

  Numa narrativa cheia tanto de coragem e crença como de malvadez e ambição, muitos são os momentos em que quase nos sentimos quebrar pela dor e atrocidades de que a loucura sedenta de poder é capaz de provocar. Vemos amigos cair em nome dos sonhos, vemos magia ser usada com tirania, vemos lágrimas cair em faces contraídas num vazio de sentimentos. Mas também há momentos de luz. Gestos de amizade e confiança, palavras de esperança, olhares de compreensão, são capazes de nos fazer sorrir mesmo nos piores momentos, mesmo quando o coração se contraí de apreensão e a vitória parece muito longe de ser alcançada.

 Numa guerra do bem contra o mal, da tirania contra o livre-arbítrio, somos levados a conhecer o melhor e o pior da alma enquanto somos avassalados pela intensidade das emoções que cada momento e cada gesto nos conseguem provocar. Somos ensinados a compreender que a justiça, a crença e o amor são essenciais à vida e precisos na construção de um futuro, que são a base para a esperança e as razões porque realmente lutámos. Da primeira à última página é isso que predomina, mesmo nos piores momentos, é a capacidade que só Juliet tem de, no lugar mais escuro, fazer brilhar a vida.


  Mais uma vez, é com fervor e carinho que fecho mais um livro desta autora extraordinária. Mais uma vez, faltam-me as palavras para vos explicar a beleza e a intensidade das suas histórias. A Voz não é apenas mais um final encantado, contudo. É o final, também, de uma trilogia que, por trás de uma suposta inocência, é capaz de derrubar mentes e encantar corações.


As minhas Opiniões da Trilogia

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Passatempo *A Voz*

  Julho vai ser o mês que qualquer leitor adoraria (e odiaria) ter. Duas das minhas trilogias preferidas chegam ao fim e as saudades já começam a apertar mas, para comemorar (e me despedir), nada melhor que oferecer também a vocês a oportunidade de lerem comigo esses finais, entre eles, o da trilogia Shadowfell.

  Com o apoio da Planeta Manuscrito, tenho um exemplar de A Voz para vos oferecer, naquela é a primeira tradução mundial deste livro.

 Para se habilitarem a ganhar este exemplar, têm de ser obrigatoriamente seguidores do blogue, seja qual for o meio, responderem acertadamente às questões colocadas abaixo e devem ter em atenção as regras de participação. O sorteio será feito aleatoriamente pelo random.org. 


  As respostas podem ser encontradas aqui e aqui.



Regras de participação:

1. Passatempo válido até 23h59 do dia 17 de Julho de 2014.

2. Só é possível uma participação por pessoa e email.

3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

4. O vencedor será sorteado aleatoriamente através do random.org e será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado aqui no blogue.

5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.

6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Tentações: A Voz [Planeta Manuscrito]

Chega agora o surpreendente final desta trilogia, que começou 
com Shadowfell, e que seduziu definitivamente os fãs desta autora 
best-seller do romance fantástico.



Título: A Voz
Título Original: The Caller
Autor: Juliet Marillier
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 456
Preço: €20.95



*Juliet Marillier*
  Nasceu na Nova Zelândia, em Dunedin, uma cidade com fortes raízes na tradição escocesa. 

  Licenciou-se com distinção em Linguística e Música,na Universidade de Otago, e tem tido uma carreira variada que inclui o ensino, a interpretação musical e o trabalho em agências governamentais. 

 Actualmente, Juliet vive numa casa de campo centenária, perto do rio, em Perth, na Austrália, onde escreve a tempo inteiro. 

  É membro da ordem druídica OBOD. Partilha a sua casa com dois cães e um gato. 

 Juliet Marillier é uma autora internacionalmente reconhecida e os seus romances já conquistaram vários prémios. 

  Visite o sítio da autora em: www.julietmarillier.com



A Voz

Sinopse: Há um ano, Neryn nada tinha a não ser um Dom Iluminado que mal compreendia e o sonho vago de que a mítica base rebelde de Shadowfell pudesse ser real. 

Agora, é a arma secreta dos Rebeldes e a sua grande esperança 
de fazerem vingar essa revolta secreta contra o rei Keldec, que terá 
lugar no dia do Solstício de Verão. 

O destino de Alban está nas suas mãos. No entanto, para se 
preparar para a batalha sangrenta que a espera mais adiante, Neryn 
terá de procurar primeiro o ensinamento de mais dois Guardiães. 

Entretanto, Flint, o homem por quem se apaixonou, está no limite 
das suas forças enquanto espião na corte do rei e acumulam-se as 
suspeitas da sua traição. 

A confiança dissipa-se de dia para dia quando a notícia da 
existência de uma outra Voz chega aos ouvidos dos Rebeldes: uma Voz 
leal a Keldec, que possui todo o poder de Neryn e nenhuma da sua 
benevolência ou autoridade arduamente conquistada. 

Nas vésperas da insurreição, Neryn terá de descobrir uma forma 
de reconhecer – e explorar – a fragilidade do seu adversário. 

Em jogo, está a liberdade do povo de Alban, a possibilidade de os 
Boa Gente saírem dos esconderijos e a oportunidade de Flint e Neryn 
se unirem finalmente. 

Porquê uma tentação?
É o final de uma das minhas trilogias preferidas de uma das minhas autoras preferidas.



Os Outros Livros da Trilogia


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Encontro com a Juliet Marillier

   Hoje, a convite da Planeta Manuscrito, a quem devo um muito obrigada por esta oportunidade, conheci, juntamente com outras bloggers, uma das minhas autoras preferidas, Juliet Marillier, a Senhora da Fantasia, uma das autoras mais amadas neste género e, como pude constatar, uma mulher muito simpática e acessível que respondeu a todas as nossas perguntas sempre com um sorriso e que nos transmite uma sensação de bem-estar e prazer pela vida únicos.

  Foi, como podem imaginar, um prazer conhecê-la finalmente e muitas eram as perguntas que esta leitora que a segue quase a uma década tinha para ela. Entre elas uma relacionada com o fim do O Voo do Corvo, em que encontrei algumas parecenças entre Talli e um personagem de Sevenwaters (que adoro) Ciarán. Ora essas parecenças não foram propositadas e a autora ficou algo espantada por eu ter achado que elas existissem pois as personagens tem fins e rumos diferentes bem como os livros em que estão inseridas. Leiam o livro e depois digam-me o que acham. Outra coisa que perguntei a autora foi o que ela pensava da reacção negativa que alguns fãs tiveram em relação aos últimos três livros de Sevenwaters ao que a autora respondeu que não costuma ler opiniões mas que se apercebeu dessa negatividade e que a deixou um pouco triste pois apesar dos últimos livros lhe terem sido impostos pela editora americana,  colocou tanto dela nesses livros como nos anteriores, tendo-se apegado tanto as suas personagens como as outras. Aliás a autora disse mesmo que sentia um bocado frustrada por lhe continuarem a dizer que a sua primeira trilogia foi o seu melhor trabalho quando já escreveu tantos livros depois desses que, para ela, estão igualmente bons apesar de compreender o porquê das pessoas gostarem tanto de Sevenwaters sendo emocionalmente forte. Mas, descansem os fãs mais aguerridos, Sevenwaters terminou com aquele que é para a autora (e para mim) o final perfeito.

  Claro, que como leitora sempre atenta, eu tive de perguntar sobre a nova série, Blackthorn and Grim, cujo título será Dreamer's Pool (série que Juliet está adorar escrever e espera ser a sua melhor obra) e posso vos dizer que a personagem principal, para não ser executada, terá de fazer uma promessa sobre condições que não lhe agradam, e durante sete anos terá de fazer boas acções e ajudar outros com os seus problemas. O seu companheiro, Grim, será baseado numa personagem que morreu nas Crónicas de Bridei e a qual a autora quis fazer uma homenagem. Curiosos? Eu fiquei, muito! Até porque, sendo uma fantasia histórica que não tem uma época específica, a autora sente-se tentada a trazer algumas personagens secundárias de Sevenwaters de volta nesta série. Veremos se sempre irá acontecer...

  Quanto ao livro mais difícil de escrever, Juliet nomeou A Vidente de Sevenwaters que por ter sido no período em que esteve doente, a autora sente que não ficou como deveria e se pudesse reescrevia-o (de facto foi o único que não gostei muito). A autora contou ainda que adorava voltar a escrever no mundo das Crónicas de Bridei mas que para já não será possível. Já os autores que mais gosta, apesar de Juliet não ler muita fantasia, elege Neil Gaiman e Jacqueline Carey (toca a ler os livros dela!) como preferidos. Aliás, até nos contou quais os seus livros preferidos deste ano. Um deles foi The Snow Child de Eowy Ivey e o outro escapou-me o nome mas é um retteling da Rapunzel (prometo que vou procurar melhor o nome do livro!).

  Como vêem, foi uma conversa muito produtiva e, não estando aqui tudo o que foi dito, foi sem dúvida, uma honra e uma felicidade imensa, poder conversar com Juliet Marrilier, poder conhecê-la e este encontro ficará gravado na minha memória como um dos grandes momentos da minha vida e uma das melhores prendas de anos de sempre!  

  E não se esqueçam, amanhã, a Juliet estará na FNAC do Colombo as 18.30 e irá assinar um exemplar por pessoa.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Opinião - O Voo do Corvo

Título Original: Raven Flight (#2 Shadowfell)
Autor: Juliet Marillier
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 400


Sinopse
Depois de concluir a sua longa e árdua viagem até à base dos Rebeldes em Shadowfell, Neryn tornou-se uma parte vital da rebelião contra o tirânico rei Keldec. Cada passo que dá no sentido de aperfeiçoar os seus dons e afirmar-se como uma Voz poderosa e única na sua geração leva-os mais perto da meta pretendida. Mas, primeiro, Neryn terá de procurar os Guardiães das quatro Vigias para completar o seu treino e o tempo escasseia. Entretanto, Flint, o espião rebelde por quem se apaixonou, foi de novo chamado à corte de Keldec. O laço que os une é tão forte que, mesmo à distância, se procuram em sonhos, partilhando momentos preciosos - ainda que inquietantes - da vida um do outro.

Os Rebeldes vêem com desconfiança este novo amor. Permitir que a emoção se sobreponha à lógica fria do movimento pode pôr tudo em risco. No fim, o amor poderá revelar-se a força motriz da esperança ou a brecha traiçoeira na armadura da rebelião.


Opinião

  Muito já foi dito sobre Juliet Marillier. Ela é a autora mais amada da Fantasia e os seus livros apaixonam todos aqueles que têm a honra, o prazer de os ler. Um séquito imenso de fãs segue-a desde a publicação de A Filha da Floresta, e todos os seus livros, sem excepção, provocam sentimentos nos seus leitores, sejam bons ou maus, mais intensos ou menos. Se as coisas têm andado mais agrestes com a publicação dos últimos três livros de Sevenwaters, a verdade é que uma nova série, uma nova história, tem voltado a agarrar os seus leitores senão da mesma forma, pelo menos de uma forma muito própria, demonstrando o seu mérito, o seu brilho.

  Shadowfell virou a maré e encheu os corações com a sua história de Bem e Mal, de criaturas fantásticas, de heroínas predestinadas, de amores condenados que refulgem contra tudo e todos e, agora, a sua continuação chega para nos continuar a contar a história de uma das protagonistas mais fortes do Mundo Marilliano.
 
  O Voo do Corvo foi publicado no primeiro dia deste ano e já está traduzido para a nossa língua e para holandês.

  Apaixonei-me por Shadowfell logo na primeira página. Fui transportada para dentro da sua história com uma intensidade que só os livros de Marillier conseguem. Senti na pele todas as dores, as alegrias, as dúvidas das suas personagens e, um ano depois, todas estas sensações voltaram a dominar-me enquanto me perdia na leitura de O Voo do Corvo. Voltar a rever este mundo, fez-me apaixonar por ele outra vez, com mais intensidade, com mais dedicação e isso deve-se muito à voz única de Juliet. Já lhe chamei bardo dos tempos antigos em muitas outras opiniões e volto a fazê-lo, porque a sua escrita é mágica, a sua forma de contar uma história única e avassaladora, a sua voz é inigualável. Ler um livro seu é um doce tormento, é perdermo-nos nas palavras e sermos conquistados uma e outra vez com um sorriso nos lábios.

  Como todas as histórias de Juliet, também esta é um eco das histórias de embalar contadas por tempos imemoráveis, destinadas a encantar e a ensinar, cheias de mensagens de coragem e bondade, de verdade e companheirismo, de amor e tormento, histórias que nos fazem sonhar enquanto a dura realidade nos coloca à prova. Ao longo deste livro vamos encontrar tudo isto e muito mais num enredo cheio de lições e obstáculos, perdas e pequenas alegrias, que nos vai agarrar na primeira palavra e deixar-nos a desejar ter o próximo livro já à mão na última. Como qualquer história de assim ser digna de ser chamada, esta tem uma demanda que irá colocar as forças do Bem contra as do Mal brevemente mas, para isso, é preciso aprender, é preciso crescer, é preciso encontrar a força e a coragem que só os heróis têm. Por vezes doce, por vezes cruel, esta é uma história maravilhosa, cheia de criaturas fantásticas, lendas vivas, duras aprendizagens e amores condenados, que se vai desenrolando frente aos nossos olhos de uma forma apaixonante e encantadora onde o mal não pode ser evitado mas torna as convicções ainda mais fortes, mais ardentes, mais desejosas de um final feliz.

  Ao longo dos vários acontecimentos deste livro há duas forças que se degladiam momento a momento, através de actos e palavras. Estes dois sentimentos tão opostos estão presentes ao longo de toda a narrativa e cimentam toda a história. A esperança é uma luz por vezes forte, outras vezes quase apagada, que vive na coragem, na amizade, nas recordações, nos sonhos daqueles que lutam por uma vida melhor. Mas o desespero também está sempre lá, na impotência, na incompreensão, nas perdas por um bem maior. Há um equilíbrio sempre presente, um equilíbrio necessário não só na Natureza como nos actos humanos que tornam esta história tanto senhora de boas memórias como de lágrimas abundantes. Somos atormentados em vários momentos de perda e quase derrota, naquele final inesperado. Atormentados numa miríade de situações que nos colocam o coração na boca mas, também há momentos em que somos adoçados, em que tudo parece melhor nem que seja fugazmente, em que nos sentimos capazes de acreditar em tudo.

  Com laivos de tempos antigos, de tradição e magia, O Voo do Corvo vai buscar os temas habituais de uma história marilliana mas dá-lhe uma alma própria, a alma dos heróis de Shadowfell, um grupo único de personagens pelos quais é impossível não sentirmos um grande carinho. Neryn cresceu neste livro, mais, mostra-se mais sábia, mais adulta, mais forte até, conseguindo cativar-nos, conseguindo mostrar que afinal pudera estar à altura do que se espera dela. Acompanhá-la na sua demanda faz com que apreciemos mais, principalmente quando percebemos que o seu modo desconfiado e fugidio já lá vai. Mas Flint continua a ser a personagem adorada nesta história mesmo que não apareça tanto. De cada vez que ele aparece apenas faz com que o leitor o adore mais e mais. Contudo, a grande surpresa deste livro foi Talli, a preciosa guerreira que se vai mostrando ao longo da história e que nos toca o coração em vários momentos, principalmente quando nos faz lembrar uma das minhas personagens mais queridas de Sevenwaters, Ciarán.

  Depois de uma longa espera, este livro foi muito mais do que me atrevi a esperar, ultrapassando as minhas expectativas, deixando-me desejosa de saber o que se segue. Como sempre, Juliet encanta-nos em mais uma história que deixará os fãs da Fantasia rendidos. O Voo do Corvo é a continuação que Shadowfell merecia e muito mais do se poderia antecipar. Preparem-se pois não sabem o que vos espera. Ou talvez sim, afinal, é mais uma história da Senhora mais amada da Fantasia, a maior contadora de histórias do nosso tempo.

7*

As minhas opiniões da série

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Tentações: O Voo do Corvo [Planeta Manuscrito]

Já na livraria mais próxima 
a continuação de Shadowfell
a série que voltou a seduzir os fãs

 
Título: O Voo do Corvo
Título Original: Raven Flight
Autor: Juliet Marillier
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 400
Preço: €19.95






Juliet Marillier
Juliet Marillier nasceu na Nova Zelândia, em Dunedin, uma cidade com fortes raízes na tradição escocesa. Licenciou-se com distinção em Linguística e Música,na Universidade de Otago, e tem tido uma carreira variada que inclui o ensino, a interpretação musical e o trabalho em agências governamentais.
Actualmente, Juliet vive numa casa de campo centenária, perto do rio, em Perth, na Austrália, onde escreve a tempo inteiro. É membro da ordem druídica OBOD. Partilha a sua casa com dois cães e um gato.
Juliet Marillier é uma autora internacionalmente reconhecida e os seus romances já conquistaram vários prémios.
Visite o sítio da autora em: www.julietmarillier.com




 O Voo do Corvo
Sinopse: Depois de concluir a sua longa e árdua viagem até à base dos Rebeldes em Shadowfell, Neryn tornou-se uma parte vital da rebelião contra o tirânico rei Keldec. Cada passo que dá no sentido de aperfeiçoar os seus dons e afirmar-se como uma Voz poderosa e única na sua geração leva-os mais perto da meta pretendida. Mas, primeiro, Neryn terá de procurar os Guardiães das quatro Vigias para completar o seu treino e o tempo escasseia. Entretanto, Flint, o espião rebelde por quem se apaixonou, foi de novo chamado à corte de Keldec. O laço que os une é tão forte que, mesmo à distância, se procuram em sonhos, partilhando momentos preciosos - ainda que inquietantes - da vida um do outro.

Os Rebeldes vêem com desconfiança este novo amor. Permitir que a emoção se sobreponha à lógica fria do movimento pode pôr tudo em risco. No fim, o amor poderá revelar-se a força motriz da esperança ou a brecha traiçoeira na armadura da rebelião.


Porquê uma tentação?
É Juliet Marillier! Haverá melhor razão que esta??


O primeiro da série



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Juliet Marillier em Portugal dia 7 de Novembro!

É Oficial!


 

Juliet Marillier, a senhora da Fantasia, estará em Portugal, dia 7 de Novembro para uma sessão de autográfos na FNAC do Colombo, onde também se apresentará o seu novo livro, O Voo do Corvo, a continuação de Shadowfell!

  E não, não terão de esperar até dia 7 para ler este livro pois eles estará nas nossas livrarias a partir de 31 de Outubro! Digam lá se a capa não é linda? Eu estou louca para lhe meter as mãos em cima!


 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Opinião - A Chama de Sevenwaters

Título Original: Flame of Sevenwaters (#6 Sevenwaters)
Autor: Juliet Marillier
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 424

Sinopse
 Dez anos depois do terrível incêndio que quase lhe custou a vida, Maeve, filha de Lorde Sean de Sevenwaters, regressa a casa. Traz nas mãos disformes as marcas desse acidente e dentro de si a coragem férrea de Liadan e Bran, os pais adoptivos, e um dom muito especial para lidar com os animais mais difíceis. Embora as cicatrizes se tenham fechado, Maeve ainda teme as sombras do passado — e o regresso a casa não se faz sem dificuldades. Até porque Sevenwaters está à beira do caos.



Opinião

  Abrir pela primeira vez A Filha da Floresta é uma experiência que deixa marcas, uma experiência que muda a nossa concepção de fantasia, uma experiência que não mais poderá ser esquecida ou comparada a outras. Sevenwaters é um mundo especial. É um mundo que nos acolhe, que nos apaixona, que nos faz recordar com carinho a primeira vez que percorremos os seus caminhos, que nos deixa saudades atrozes, cujo regresso é sempre feito com nostalgia e amor. 

  Juliet Marillier deu-nos este mundo. Fez-nos adorar as suas personagens, viver cada história como se fosse a nossa, sonhar para lá do inimaginável. E provocou-nos a maior dor que um leitor pode ter, a despedida. Não uma, mas duas vezes. Despedir-me de Sevewaters uma vez foi suficientemente doloroso mas despedir-me outra vez partiu-me o coração. Quero pensar que este também não é um adeus definitivo mas talvez um até já, mesmo que longínquo.

  A Chama de Sevenwaters é o último volume da fantástica saga Sevenwaters. Terceiro volume fora da trilogia original, este livro foi publicado o ano passado e ainda só foi traduzido para português e holandês. 

  Depois de dois volumes onde o feitiço de Sevenwaters transpareceu, num mais forte do que noutro, heis um volume onde o antigo feitiço desta floresta encantada transbordou, cheio de toda a magia e encanto, de toda a glória que fez tantos apaixonarem-se por ela. A Chama de Sevenwaters restitui o verdadeiro espírito de Sevenwaters, numa demanda cheia de sacrifícios, testes, actos de coragem e destino, tudo aquilo que tornou a saga mais famosa de Juliet Marillier num sucesso literário, conseguindo, dos três livros escritos posteriormente, ser o mais fiel e o que mais restituirá sorrisos aos fãs da saga. 

  Mantendo o estilo de escrita com que nos conquistou, aquele dom de bardo que poucos têm, Juliet conta-nos uma história que bem podia ser um conto de fadas, uma história de amor e coragem, de beleza interior e sacrifício, que nos prende da primeira à última linha. Escrito com mestria e encanto, este livro recorda as histórias antigas, contadas de geração em geração à volta de uma fogueira pois, tal como essas histórias, esta tem muitas lições a dar e está repleta de magia, obscuridade e laços feitos pelo destino. Repleta de esperança e temores, esta narrativa é uma demanda pelo fim do Mal, na qual os heróis estão onde menos se esperam, os sacrifícios são necessários e o perigo pode estar no sorriso mais afável. Como em qualquer livro de Marillier, os nossos protagonistas são postos à prova, devendo ultrapassar os seus medos mais profundos e inseguranças, demonstrando que na alma mais simples ou atormentada pode encontrar-se algo único. Os sentimentos, como sempre, transcendem-se através de expressões e gestos, de uniões de amor, sangue ou ódio, provocando no leitor uma tempestade de sensações, prendendo-nos a cada momento da nossa leitura.

  Maeve é uma protagonista inesperada. Frágil, desiludida, racional, forte de carisma e carácter, ela é a filha que Liadan e Bran não tiveram. Nela encontrámos pedaços destas duas personagens, bem como dos seus pais, Sean e Aisling, e um traço muito próprio que nos faz, não só adorá-la como admirá-la. Tal como ela, toda a história é inesperada, feita de reviravoltas e acasos, de encontros destinados, de amores que, por mais inesperados, se formam da confiança, do carinho e do companheirismo. Uma história que encaixa na perfeição com Maeve, alguém que dedica amor aos mais fracos, que faz da fragilidade força, que é leal até ao âmago e corajosa mesmo não sabendo. A sua própria história de amor é uma surpresa, um pedaço que nos fará chorar e suspirar, que tornam este conto em algo poderoso e mágico.

  Finbar, a outra grande personagem desta história faz-me lembrar alguém e isso fez-me sorrir de saudade quase durante toda a leitura. Demasiado sério, às vezes inocente, ele sabe que nada será fácil mas em momento algum é capaz de desistir ou trair os desígnios. Mas, no fundo, a história não se faria sem outra personagem, a do meu querido Ciáran, que neste livro tem um papel crucial. Foi com muita saudade, carinho e desgosto que acompanhei esta sua aventura e, mais do que nunca, lamentei tudo o que lhe aconteceu e recordei, com uma grande dor no peito, cada perda e infortúnio. Ele é, sem dúvida, para mim, a grande personagem deste livro e uma das maiores desta saga.

  A Chama de Sevenwaters é uma despedida agridoce, um adeus que não sei se é para sempre mas que me doeu tanto como o primeiro. Mais uma vez, Juliet partiu-me o coração mas deixou outras tantas recordações maravilhosas.

7*
 
As minhas opiniões da série