Título Original: La Reina sin Nombre (#1 El sol del Reino Godo)
Autor: María Gudín
Editora: Difel
Número de Páginas: 574
Sinopse
«Filha de reis, mãe de reis e um nome esquecido na Ibéria dos Godos e dos povos Celtas.»
Poderíamos definir assim a protagonista deste romance, uma personagem de origem desconhecida, acolhida pelos albiões, conhecedora dos segredos das artes dos druidas e que participa nos conflitos territoriais da sua época. No entanto, em breve vai descobrir a sua ascendência real e vai ser exigida pelo seu verdadeiro povo: os godos.
Albión sofre a opressão de Lubbo, um tirano sanguinário que restaurou o sacrifício humano para adorar um deus arcaico que muitos desejam enterrar. A vida aprazível no vale vê-se mergulhada na luta pela sublevação, e a protegida do druida Enol é sequestrada por guerreiros de origem sueva. Jana, como é conhecida, é incumbida de proteger a taça do poder, que Enol lhe entrega com o objectivo de a afastar de Lubbo e da terrível ameaça no caso de ele se apoderar dela.
Após a sua união com Aster, líder dos rebeldes e posteriormente príncipe dos albiões, Jana, a quem mais tarde acabarão por revelar a sua verdadeira identidade de princesa perdida, viaja, contra a sua vontade, rumo ao reino dos godos, para proteger os seus e cumprir um último desejo: devolver a taça sagrada aos povos do Norte.
A Rainha sem Nome transporta o leitor através de uma viagem cheia de aventuras pela Península Ibérica goda e a França merovíngia. Um fascinante lapso de tempo, obscuro e desconhecido, que é oferecido ao leitor com apurada mestria literária e rigor histórico.
Poderíamos definir assim a protagonista deste romance, uma personagem de origem desconhecida, acolhida pelos albiões, conhecedora dos segredos das artes dos druidas e que participa nos conflitos territoriais da sua época. No entanto, em breve vai descobrir a sua ascendência real e vai ser exigida pelo seu verdadeiro povo: os godos.
Albión sofre a opressão de Lubbo, um tirano sanguinário que restaurou o sacrifício humano para adorar um deus arcaico que muitos desejam enterrar. A vida aprazível no vale vê-se mergulhada na luta pela sublevação, e a protegida do druida Enol é sequestrada por guerreiros de origem sueva. Jana, como é conhecida, é incumbida de proteger a taça do poder, que Enol lhe entrega com o objectivo de a afastar de Lubbo e da terrível ameaça no caso de ele se apoderar dela.
Após a sua união com Aster, líder dos rebeldes e posteriormente príncipe dos albiões, Jana, a quem mais tarde acabarão por revelar a sua verdadeira identidade de princesa perdida, viaja, contra a sua vontade, rumo ao reino dos godos, para proteger os seus e cumprir um último desejo: devolver a taça sagrada aos povos do Norte.
A Rainha sem Nome transporta o leitor através de uma viagem cheia de aventuras pela Península Ibérica goda e a França merovíngia. Um fascinante lapso de tempo, obscuro e desconhecido, que é oferecido ao leitor com apurada mestria literária e rigor histórico.
Neurologista, María Gudín já publicou várias obras científicas
e colaborou em várias publicações, quer espanholas quer internacionais mas não
só da Medicina vivem as escritas desta médica. Um livro de contos e um romance
marcaram a sua estreia fora da área científica mas foi no romance histórico
misturado com fantasia que María deixou a sua marca. A Rainha sem Nome é o primeiro volume de uma trilogia sobre a
unificação da Península Ibérica sobre o poderio visigodo, contando com várias
personagens históricas da realeza visigoda do século VI, responsáveis pela
unificação desse povo bárbaro com os povos hispano-romanos. Em Portugal apenas
o primeiro volume foi publicado enquanto que em o terceiro volume foi publicado
em Espanha no ano passado.
Sendo uma época histórica não muito relatada na literatura e
que acaba sempre por ter fantasia a mistura como aqui acontece, este tem sido
um livro que anda pela minha memória a muitos anos e com a falência da Difel
mais difícil se tornou de arranjar até que uma amiga lá mo emprestou para eu
tirar as teimas se o livro era bom ou não. O primeiro erro do livro vem logo na
capa, um dos erros que tornou a sua leitura bastante irritante para mim que é o
facto de se falar na Ibéria dos Godos. Ora, quem povou a Península Ibérica
foram os visigodos, um ramo dos godos é verdade mas, este povo ficou dividido
em visigodos e ostrogodos no século IV e o livro passa-se no século VI, por
isso não consigo compreender porque é que a autora está todo o livro a falar em
godos. Pode parecer um factor mesquinho mas a mim irritou-me solenemente porque
demonstra uma falta de cuidado na pesquisa por parte da autora.
Bem, passando a frente da aula de história (por agora), A Rainha sem Nome é um calhamaço de 500
e tal páginas em que autora conseguiu misturar factos históricos com fantasia
num relato bastante ou demasiado detalhado em que todas as influências que
marcaram a história e os costumes daqueles que governariam a Península Ibérica,
se conjugam de uma maneira de tal modo quase perfeita que poucos conseguem
detectar os erros históricos que a narrativa apresenta à primeira vista,
tornando-se uma leitura até educativa, até certo ponto, e bastante interessante
para quem gosta do tema e para quem não se perde na miríade de nomes, povos,
cidades e costumes destes povos dos quais pouco se sabe, apesar de eu
aconselhar uma pesquisa mais desenvolvida após esta leitura.
Infelizmente, a imensa concentração de informação, história
e lendas torna a leitura maçuda porque não há um fio condutor, antes se torna
uma mistura pouco organizada em que a dada altura já não sabemos bem do que a
autora está a falar. Ao escolher este tema, ela devia ter-se concentrado em
alguns episódios em vez de querer fazer um livro sobre tudo e mais alguma
coisa, tornando o livro uma salganhada em que pouco ou nada possa ser
apreendido. É de louvar a sua intenção mas o resultado final não chega nem
perto do satisfatório, já que há demasiadas disparidades na leitura.
Quanto a parte fantasiosa do livro, em que temos a parte
céltica que para mim podia ter sido dispensada pois o livro ficaria menos
confuso, está até bem conseguida se o assunto se centrasse apenas nisso e não se
misturasse com todo o resto. Mas apesar deste, para mim, grande defeito que o
livro tem, há outro que é possivelmente o que torna a leitura ainda menos
interessante, que é as personagens, as quais não consegui sentir qualquer tipo
de ligação pois para heróis, druidas, princesas perdidas achei-as tão ocas, tão
sem nada. Não consegui sentir qualquer emoção com este livro apesar dos
momentos fortes que ele tem e que deviam marcar o leitor pois as personagens
são vazias, estereotipadas e, mais uma vez, a autora não soube controlar o rumo
da história ou das personagens.
Por último, apesar de eu gostar da leitura tipo flashback, neste livro ficou estranho
porque só acontece até meio do livro e para sem aviso prévio, em que somo
levados de um momento passado para o presente ou para o futuro sem explicação
ou qualquer tipo de indicação do que se está a passar.
Esta é uma leitura que não me conseguiu proporcionar bons
momentos e que se foi perdendo até ao fim do livro até chegar ao ponto de eu
estar desesperada para que acabasse. Mesmo que se chegue a publicar por cá a
continuação, não penso voltar a pegar na autora pois foi uma grande desilusão.
3*
