Mostrar mensagens com a etiqueta Nora Roberts. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nora Roberts. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Opinião - Três Destinos

Título Original: Three Fates
Autor: Nora Roberts
Editora: Ulisseia
Número de Páginas: 460

Sinopse
 No preciso instante em que o paquete Lusitânia inicia o seu dramáticos mergulho para o abismo, Felix Greenfield encontra-se na cabina de Henry W. Wyley, com o objectivo de aí roubar uma das três estatuetas conhecidas pela designação Três Destinos. Quando se apercebe do que está a passar-se, Greenfield guarda a estatueta no bolso, consegue ainda salvar duas outras pessoas, e faz uma jura: a de que, se acaso conseguir escapar com vida àquele naufrágio, dará início a uma vida nova. Greenfield salvar-se-á de facto, irá viver para a Irlanda, dando origem à família Sullivan. Quase um século depois, a estatueta, que se mantivera na posse dos seus descendentes, é-lhes roubada por uma arrivista. Malachi, Gideon e Rebecca, os três irmãos Sullivan, decidem então unir esforços, para recuperar a estatueta perdida, localizar as outras duas, e realizar com isso uma fortuna.

Opinião 
 Nora Roberts já escreveu mais de 150 romances em pouco mais de vinte anos, tendo grande parte deles feito parte da lista de bestsellers do New York Times e ganho vários prémios literários. Considerada um fenómeno de vendas na literatura feminina, a autora tem conquistado as suas leitoras ao longo da sua carreira com histórias apaixonantes, sagas familiares ou mistérios que podem ou não conter um fantasma ancestral.
Sejam quais forem os contornos que as suas histórias tenham, muitas vezes já bem reconhecidas pelas suas fãs, Nora Roberts é sinónimo de sucesso literário, de umas boas horas de leitura e os seus livros deixam satisfeitos quer os mais românticos quer quem prefira um bom policial.
Para quem andou tanto tempo sem ler Nora Roberts, parece que agora os livros até me caem no colo, principalmente os editados pela Ulisseia, que entre trocas têm aparecido cá por casa, o que pode simbolizar uma futura fase de enjoo mas, por agora, têm sido a leitura perfeita para intercalar com os exames, como foi o caso deste.
Três Destinos junta alguns dos ingredientes que eu mais gosto, entre os paquetes de luxo que se afundam nas águas do Atlântico, a mitologia grega e uma perseguição pelas cidades europeias até ao Novo Mundo, numa história envolvente, viciante e que ajuda as horas a passarem mais rápido. Com um leque de personagens maravilhosas, tal como a autora nos tem habituado, temos três casais inesquecíveis, tendo um deles entrado directamente para a tabela dos preferidos e uma vilã, que não sendo a melhor área de Nora, consegue ser convincente, irritante e impor presença. Sendo nas personagens que se encontra o melhor dos livros da autora, é evidente pelo elenco deste livro que ele faz parte do top de Nora, uma vez que elas são tão díspares e únicas entre si, é espantoso como a autora os consegue relacionar uns aos outros de uma maneira que faz todo o sentido e que deixa o leitor cativado por este leque de histórias pessoais e personalidades.
Este livro, como outros da autora, faz-me pensar que ela devia tentar mais vezes os romances de época, pois já li um dela e talvez pela mudança de ambiente, ou mesmo pela forma como ela consegue retratar uma época, parece-me que resulta muito bem, e os pequenos flashbacks que temos do passado não chegam para matar a vontadinha de continuar a ler sobre os antepassados das personagens.
Apesar de os modelos para as suas histórias serem sempre os mesmos, a verdade é que eles funcionam, uns melhor, outros pior. Neste caso, estamos perante uma história singular que consegue divergir das restantes, mesmo das que possam ter algumas semelhanças. A par disso, é uma leitura mais frenética, mais vívida e com mais conteúdo do que o costume, já que a autora evidencia-se nos romances em que a História, as lendas e os artefactos monopolizam o pano de fundo, ficando o romance para segundo plano, como acontece neste livro.
Entre perseguições, a busca da verdade, crime e verdades familiares, passámos do século XX para o mundo actual, numa variação de paisagens e mundos que tornam esta leitura um ataque aos sentidos e uma lufada de ar fresco para as fãs de Nora. O facto de serem as estatuetas e as ligações familiares o principal mote do livro, tornam-no interessante e diferente mas para as mais românticas, o romance vem em triplicado, havendo uma históra de amor para cada gosto.
Evidencia-se também o facto de Os Três Destinos pertencerem a uma fase mais crua, credível e forte de Nora. Há diferenças bastante visíveis entre este livro e outros, mesmo que tenha sido publicado para aí a meio da carreira da autora, o que me faz pensar que se passa algo com os livros escritos de à dez anos para cá, ou então os livros editados por cá são muito parecidos, e eu aposto mais nesta.
Para mim, este é um dos melhores livros de Nora Roberts e quem gostar da autora deve lê-lo obrigatoriamente.

6*

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Opinião - O Recife

Título Original: The Reef
Autor: Nora Roberts
Editora: Saída de Emergência
Número de Páginas: 368

Sinopse
 A arqueóloga marinha, Tate Beaumont, é apaixonada pela caça ao tesouro. Ao longo da vida, ela e o pai descobriram muitas riquezas fabulosas, mas há um tesouro que nunca conseguiram encontrar: a Maldição de Angelique - um amuleto com pedras preciosas, obscurecido pela lenda e manchado de sangue. Para encontrarem este artefacto precioso, os Beaumonts aceitam, hesitantemente, uma parceria com os mergulhadores Buck e Matthew Lassiter. Tate não fica feliz por partilhar o seu sonho, mas não tem alternativa.
E, à medida que os Beaumonts e os Lassiters disponibilizam recursos para localizar a Maldição de Angelique, as águas das Caraíbas adensam-se com desilusões sombrias e ameaças escondidas. A parceria entre as famílias é posta em causa quando Matthew se recusa a partilhar informação - incluindo a verdade sobre a morte misteriosa do seu pai, alguns anos antes. E conforme Tate e Matthew avançam com a sua desconfortável aliança… o perigo e o desejo ameaçam emergir.


Opinião 
 Nora Roberts é mais do que um fenómeno na literatura romântica. Primeira escritora a entrar para o Hall of Fame do Romance Writers of America, após inúmeras rejeições, hoje os seus livros são todos bestsellers e já vendeu mais de 4 milhões de cópias, firmando o seu lugar enquanto “rainha do romance”.
O Recife é um desses livros que conquistou leitoras por todo o mundo, um livro em que podemos contar com todos os ingredientes habituais numa leitura “noriana” num cenário idílico com um dos temas preferidos da escritora: uma maldição em nome do amor que perdurará séculos e está enterrada no fundo do mar.
Nora Roberts é uma das minhas escritoras de eleição e a minha companhia nos maus momentos. Por mais improvável que possa parecer, foi esta autora que me deu a conhecer a editora Saída de Emergência, muito antes do meu amor à fantasia. E este livro é um conjunto de tudo aquilo que me chega à alma. Os piratas fazem parte do meu imaginário desde pequena, a História é a minha vida e o mar o meu mundo desde sempre. Por isso, não é de espantar que este livro fosse um dos meus mais queridos da autora, o que, efectivamente, aconteceu.
Mais uma vez, temos romance e mistério, um artefacto valioso e antigo com uma maldição, uma história de amor mal acabada e uma que poderá curar as feridas do passado, tudo aquilo que um leitor desta autora gosta, mais, um novo cenário. Em pleno alto mar e dentro dele, esta história ganha contornos inigualáveis e mostra que Nora pode muito bem ultrapassar-se a si mesma.
As personagens da autora são sempre inesquecíveis mas temo bem que estas passaram a constar da minha lista dos preferidos. Tate e Matthew são um dos casais mais amorosos, divertidos e maravilhosos da escritora e enquadram-se na perfeição com o enredo que O Recife nos transmite e com as restantes personagens, também elas um marco entre as outras e que deixarão saudades. Apesar de neste livro não existir grande mistério, o vilão é, sem dúvida, um dos mais carismáticos que Nora já nos proporcionou.
Num livro em que a receita é mais que sobejamente conhecida, a escritora continua a surpreender e, para isso, muito valeu o cenário idílico deste livro. Senti-me trepidar com cada descrição do mar e do seu fundo, dos barcos afundados, dos tesouros descobertos, tudo isso fez com que a historiadora em mim quisesse arrancar tudo aquilo do livro e poder observar de perto cada maravilhosa descoberta.
Muito se deve elogiar Nora pelo cuidado que teve em pesquisar cada etapa de uma descoberta arqueológica, cada pormenor inerente a um simples objecto, os materiais que são utilizados, a estrutura dos barcos. Tudo isso faz com que seja uma delícia ler este livro mas também ajuda a paixão com que a autora nos transmite a descoberta, a necessidade de saber a história por trás, de proteger o passado e mantê-lo para as gerações futuras.
De resto, em termos de história, este livro pareceu-me diferente dos restantes, o que contribuiu não só para matar saudades deste tipo de leitura mas também para surpreender os leitores mais assíduos. Afinal uma mudança de cenário ou tema, muitas vezes basta para nos deixar felizes. O enredo, está mais uma vez, bem constituído, o rumo que levou está perfeito demonstrando porque tem esta senhora tanto renome neste tipo de livros.
Por fim, tenho a dizer que este livro superou as expectativas e que foi um prazer retornar a Nora Roberts e que ainda bem que ainda tenho tantos livros dela para ler.

6*

domingo, 25 de março de 2012

Opinião - Rosa Irlandesa

Título Original: Irish Rose (#2 Corações Irlandeses)
Autor: Nora Roberts
Editora: Harlequin
Número de Páginas: 320

Sinopse 
 Poderia esta encantadora rosa irlandesa conquistar o coração do seu insensível marido?

A bela e audaz Erin McKinnon aceitou a proposta de casamento de Burke Logan e a sua fria promessa de segurança e riqueza. Burke Logan era um jogador, e a sorte tornara-o dono da Three Aces, uma das melhores coudelarias de Maryland. Ele viajou até à Irlanda para comprar cavalos, mas uma troca de olhares com Erin McKinnon's foi o pronuncio de que regressaria à América com muito mais do que cavalos. Erin McKinnon tinha os seus sonhos e as suas ambições, mas não tinha qualquer intenção de deixar a pequena cidade de Skibbereen. Ela sabia que Burke tinha todos os trunfos e que ir com ele para a América era uma proposta que ela não podia recusar. Burke Logan era um jogador, e desde o momento que os seus olhares se cruzaram, Erin soube que, mesmo que perdesse, acabaria por ganhar.


Opinião 
 Cenário de alguns dos livros mais maravilhosos de Nora Roberts, a Irlanda, já cenário de magia, ganhou outro relevo com a autora, e tornou-se terra de romance, encanto e finais felizes. As suas tradições e gentes são nos apresentados das mais variadas formas ao longo dos seus romances mas a sensação que nos transmitem é sempre a mesma: um regresso a casa. Podemos ter feitiços de mil anos, romances trágicos, fugas ao destino, o que quer que seja, a Irlanda é sempre o cenário perfeito.
Como fã que algum tempo se afastou de “casa”, confesso que se tiver um livro que seja da Nora e tiver Irlanda envolvida, para mim é “ouro sobre azul”. Como tal não é difícil perceber que esta era uma leitura que me iria garantir um sorriso no fim e um ar satisfeito. Esta escritora tem este efeito em mim, por mais tempo que passe e mesmo que já não a leia tão regularmente, é impossível esquecer muitas das suas histórias e personagens que me levaram a desbravar o caminho dos romances.
Este é um livro que tinha algumas das coisas que eu mais gosto nesta escritora mas acabou por não ser bem o que estava a espera. É certo que é um romance mais curto, logo com menos desenvolvimento, mas a realidade é que Roberts tem capacidade para muito mais do que isto e o livro acabou por ficar aquém das minhas expectativas, o que para mim foi uma pena porque gostei da história e do rumo que teve e senti que, realmente, podia ter sido muito melhor.
O casal protagonista encantou-me logo no início. Não me perguntem porque mas tive a sensação que eles não eram um casal “habitual” nos livros de Nora, que havia algo de diferente neles e bastante potencial para ser utilizado. Não são um dos melhores casais mas a forma rápida como a relação deles foi desenvolvida deixou escapar, possivelmente, uma coisa muito maior e que podia ter tido outro rumo completamente diferente e alterado a minha opinião sobre eles.
Também o rumo da história podia ter sido melhor aproveitado, acho que com duas personalidades tão fortes e orgulhosas a história deles podia ter crescido mais e desenvolvido de várias formas mas lá está, é um livro curto e a história perdeu por causa disso.
Uma das coisas que gostei foi do “mundo” que a autora escolheu. É diferente, inesperado e trouxe algo de novo para aquilo que estou habituada nos livros dela. O livro acabou por me fazer pensar que Nora está sempre a tentar ultrapassar-se a si própria e que isso é muito bom para nós leitoras e não sentimos tanto o desgaste que seria possível com este tipo de escrita.
Preferia que tivesse ocorrido mais acção na Irlanda porque para uma trilogia irlandesa, pelo menos este livro teve muito pouco de irlandês e foi um dos pontos menos favoráveis ao livro. De resto, em termos de enredo, para não me estar a repetir, acabou por ficar a par com tudo o resto. Soube a pouco.
Foi bom regressar a um livro de Nora Roberts mas não consegui aclamar o “bichinho” e vou necessitar de algo maior para o fazer. Serviu para matar as saudades por um bocadinho mas não vai ser um daqueles livros que me fica na memória.

4*

quinta-feira, 17 de março de 2011

A Pousada no Fim do Rio

Autor: Nora Roberts
Editora: Edições Chá das Cinco
Número de páginas: 381

Olivia MacBride e os seus pais eram a típica família de sonho de Hollywood, não lhes faltando fama, fortuna e amor. Até à noite em que Olivia, de quatro anos, acorda e encontra a mãe brutalmente assassinada aos pés do pai. Nesse momento, a vida de Olivia mudará para sempre.
Acolhida pelos avós num recanto resguardado pela Natureza, Olivia aprende a enterrar bem fundo o passado. Determinada a proteger-se de memórias dolorosas, cresce limitando a sua vida às florestas verdejantes e à Pousada do Fim do Rio. Mas quando aparece Noah Brady, a jovem terá de se esforçar muito para resistir à atracção que sente por ele.
Infelizmente, o futuro é caprichoso e Noah trai a confiança de Olivia. Apesar de ele nunca desistir de a ajudar a lidar com os traumas do passado, poderá a jovem voltar a confiar em Noah? Mais: o pai de Olivia é liberto da prisão e parece que há segredos terríveis a descobrir sobre aquela fatídica noite.

Um conto de fadas típico de Hollywood que termina sem o "felizes para sempre". Um crime passional que vai encher os tablóides durante duas décadas. E uma menina que passa de princesa a menina da floresta. Os ingredientes certos para um romance capaz de nos fazer perder o fôlego. E a mestria de Nora. Quem puderia pedir mais?
É inevitável. Nora Roberts colecciona sucesso atrás de sucesso e este não é excepção. Como fã e apreciadora dos seus livros, fiquei com grande curiosidade de ler este livro e a capa é, realmente, um grande atractivo. É lindaaaaa! Não me desiludi. Aliás, para mim, este é um dos seus melhores livros publicados em Portugal.É incrível como pudemos chorar numa página, rir às gargalhadas noutra e, ainda, prender a respiração noutra. Há qualquer coisa a mais neste livro que prende a atenção, superando quase tudo o que já li da Nora. Um amor perfeito que acaba no crime hollywoodesco, que por sua vez, vai estar na base de uma história de amor.
Para quem já leu tudo (ou quase tudo) desta autora sabe que por mais típicas sejam as suas histórias não há como fartar-nos delas. Talvez porque existe sempre um novo elemento na história ou, pura e simplesmente, porque é impossível não gostarmos das suas personagens. 
Nora Roberts é mais do que uma "mestre" do romance. É, também, uma especialista do suspense. E este romance só o vem comprovar.


6/7