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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Quem Faz Anos Hoje?

A rubrica de aniversários regressa este ano com uma autora conhecida pelos seus Romances Históricos relacionados com os Tudors, e mais recentemente com a Guerra das Rosas. Um dos seus livros resultou mesmo num filme com algumas das estrelas hollywoodescas da actualidade.
+Hoje cantámos os Parabéns a...

Philippa Gregory

Biografia
  Philippa Gregory nasceu no Quénia em 1954, mas mudou-se com a família para Bristol, na Inglaterra, quando tinha dois anos. Apesar de ser uma aluna rebelde, frequentou a Universidade de Sussex, onde tirou um curso de Iniciação à História e, mais tarde, doutorou-se em Literatura do século XVII na Universidade de Edimburgo, daí os os seus romances reflectirem uma pesquisa e um pormenor histórico meticulosos. O seu período favorito da História é a época Tudor, sobre a qual já escreveu vários romances, muitos deles bestsellers,  alguns dos quais foram adaptados pela BBC a dramas históricos. Foi o seu entusiasmo pela História que a fez começar a escrever. Foi nomeada para um BAFTA e ganhou o Parker Romantic Novel of the Year por Duas Irmãs e Um Rei, que foi adaptado ao cinema em 2007.
Deu aulas em várias Universidades, contribuí para várias revistas e jornais de diversas maneiras. Vive actualmente com o marido e os dois filhos no Norte de Inglaterra, onde se pode dedicar à equitação e jardinagem, dois dos seus hobbies.

Bibliografia
The Wideacre Trilogy

Wideacre
The Favoured Child
Meridon

 (não publicada em Portugal)

The Tudor Court Novels

 The Other Queen / A Outra Rainha
The Other Boleyn Girl / Duas Irmãs e um Rei
The Constant Princess / Catarina de Aragão, a Princesa Determinada
The Boleyn Inheritance / A Herança Bolena
The Queen's Fool / A Espia da Rainha
The Virgin's Lover / O Amante da Rainha

(publicada em Portugal pela Civilização Editora)

The Cousin War Series

The White Queen / A Rainha Branca
The Red Queen / A Rainha Vermelha
The Lady of The Rivers

(publicados os dois primeiros em Portugal pela Civilização Editora) 

Modern Novels

Zelda's Cut
The Little House
Alice Hartley's Happiness
Perfectly Correct

(não publicados em Portugal)

Eu e as suas Obras
     Depois de ter ido ao cinema ver "As Duas Irmãs, Um Rei" senti uma grande curiosidade acerca desta autora e decidi ir a procura dos seus livros. Decidi-me na altura pelo O Amante da Rainha, o qual gostei muito mas como eu ia sempre com ideia de comprar A Outra Rainha e nunca encontrava este livro, só mais tarde regressei a esta escritora  com  A Rainha Branca , aquele que para mim foi o livro que me fez realmente gostar desta escritora. A maneira como Gregory dá vida às suas personagens, que foram pessoas reais, é soberba e a sua forma de nos recontar a História através de factos e pormenores intímos ficcionais consegue arrastar-nos através do tempo. Principalmente quando o tema da Guerra das Rosas, pelo qual eu tenho uma paixoneta, é tão pouco batido ao contrário do que acontece por exemplo com os Tudors, que é tema em quase tudo o que é livro.
Voltei a ler algo desta autora recentemente, A Rainha Vermelha (opinião aqui)que continua o tema, de uma forma totalmente diferente. Espero estar para breve a leitura de A Outra Rainha e que The Lady of the Rivers nos chegue rapidamente.




sábado, 29 de outubro de 2011

Opinião - A Rainha Vermelha

Título Original: The Red Queen
Autor: Philippa Gregory
Editora: Civilização Editora
Número de páginas: 408

Sinopse
Herdeira da rosa vermelha de Lancaster, Margarida vê as suas ambições frustradas quando descobre que a mãe a quer enviar para um casamento sem amor no País de Gales. Casada com um homem que tem o dobro da sua idade, depressa enviúva, sendo mãe aos catorze anos. Margarida está determinada em fazer com que o seu filho suba ao trono da Inglaterra, sem olhar aos problemas que isso lhe possa trazer, a si, à Inglaterra e ao jovem rapaz. Ignorando herdeiros rivais e o poder desmedido da dinastia de York, dá ao filho o nome Henrique, como o rei, envia-o para o exílio, e propõe o seu casamento com a filha da sua inimiga, Isabel de York.
Acompanhando as alterações das correntes políticas, Margarida traça o seu próprio caminho com outro casamento sem amor, com alianças traiçoeiras e planos secretos. Viúva pela segunda vez, Margarida casa com o impiedoso e desleal Lorde Stanley. Acreditando que ele a vai apoiar, torna-se o cérebro de uma das maiores revoltas da época, sabendo sempre que o filho, já crescido, recrutou um exército e espera agora pela oportunidade de conquistar o prémio maior.


Opinião
A minha paixão por esta escritora iniciou-se com o primeiro volume desta trilogia, A Rainha Branca. A Guerra das Rosas, é um dos meus temas preferidos da Idade Média e a retratação que Philippa fez de uma famílias antagonistas através de uma das protagonistas mais magníficas que tive o prazer de conhecer, deixou-me extasiada.
Não fosse só a sua escrita detalhada e apaixonada que nos envolve directamente na história, fazendo-nos querer tomar um lado na contenda, também o seu cuidado com os pormenores históricos e para que a parte romanceada encaixe na perfeição com a realidade conquistam qualquer amante de História. Como se não bastasse, a sua maneira de nos dar, através das páginas, uma personalidade e uma história a estas personagens reais, obriga-nos a oferecer a nossa simpatia para com a sua causa, a querer acreditar nas suas razões, a odiar os seus inimigos.
Iniciar este livro foi à partida uma aventura para a qual já me achava preparada e para a qual já estava preparada para gostar mas tive uma pequena surpresa quando comecei. O ódio visceral que senti por Margarida Beaufort e a admiração que senti pela sua louca determinação mudaram toda a minha visão deste livro. Uma única personagem pode modificar a nossa forma de ver um livro inteiro e, esta foi uma daquelas protagonistas que consegue mesmo dar-nos a volta ao estômago e à mente.
E é aqui que se vê o talento de alguém que nos conta uma história sobre algo que já aconteceu e sobre pessoas que já viveram. Esta é daquelas que não mente. Em vez de nos apresentar uma boazinha e “pobre coitada”, a escritora dá-nos a realidade, correndo o risco de odiarmos o livro por causa da dita, que afinal é fanática e intransigente. Por causa dela, apeteceu-me bater com o livro em alguém e provocou-me algum custo na leitura que acabei por conseguir superar.
Mas mesmo com uma protagonista tão odiosa, a forma como Gregory leva-nos ao outro lado da Guerra dos Primos acaba por impedir que nos afastemos do livro, pois quando uma escrita é tão soberba, não há como tirar os olhos dela. E mesmo a própria Margarida e tudo e todos os que a rodeiam acabam por nos segurar, não da forma persuasiva do livro anterior, mas de uma forma desesperada, como se cada um dos livros reflectisse em si a personalidade daquelas que o protagonizam.
Por isso, apesar de não me ter deliciado da mesma forma que o primeiro livro desta série, A Rainha Vermelha foi uma surpresa viciante.
Através da sua forma única para contar a história de uma Guerra que mudou um país e o tornou no que é hoje, Philippa alicia-nos para uma leitura intensa, única e de uma beleza prodigiosa. 

6*