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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Pai Natal, eu quero...

Muita pouca coisa como tu sabes... Até porque o que eu quero muito só vai vir um mês depois, o que, deixa que te diga, é demasiado tempo!
Mas pronto, para me compensares podes pôr estes quatro no meu sapatinho, está bem? Tu sabes que um deles eu quero muito muito muito mas mesmo muito e que preciso mesmo de acabar a saga não sabes? E os outros, bem, não me vais obrigar a ir ver o filme sem ler os livros primeiro, pois não?!








Quanto aqueles que tu sabes, aqueles dois muito giros e importantes pelos quais eu posso ficar um nadita de histérica, é bom que mos tragas dia 27 de Janeiro, porque senão, vamos ter problemas, problemas sérios! E não custa nada fazer-me feliz, não achas?



                                          



domingo, 13 de novembro de 2011

Opinião - A Vingança do Assassino

Título Original: Assassin's Quest (Farseer Trilogy #3.1)
Autor: Robin Hobb
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de páginas: 441

Sinopse
FitzCavalaria renasce dos mortos graças à magia desprezada da Manha, mas a sua fuga das garras da morte deixou-o mais selvagem do que humano. Os seus velhos amigos têm que ensiná-lo a ser um homem de novo, e depois deixá-lo escolher o seu próprio destino. Incapaz de esquecer a tortura a que foi submetido às mãos do príncipe usurpador, Fitz planeia vingança enquanto recupera a sua alma e sanidade. Até ao momento em que o seu verdadeiro rei o chama para o servir numa missão misteriosa com consequências inimagináveis.
Numa terra arruinada pela ganância e crueldade onde Fitz se tornou uma lenda temida, ele fará tudo para restaurar a verdadeira regência nos Seis Ducados. Mas primeiro terá que escapar dos seus inimigos que lhe movem uma perseguição sem quartel... Não perca mais um excecional volume da Saga do Assassino recheado de emoção, magia pura e personagens memoráveis.


Opinião 
Após uma A Corte dos Traidores recheada de acção e intrigas, mistérios e revelações, e com um final de incertezas e mudanças, eis que retornei às aventuras de Fitz, através do penúltimo volume da saga, A Vingança do Assassino. Como o título indica, o nosso aprendiz de assassino regressa da sepultura para vingar os que mais ama, a sua terra e, aquilo que poderá ter perdido, a sua alma.
Num contexto mais introspectivo, antecedente do desfecho de A Saga do Assassino, assistimos a uma demanda solitária pela descoberta própria acerca do dever e da honra, da vingança e da lealdade, num ritmo mais intenso mas pessoal, como se precisássemos de conhecer profundamente Fitz para pudermos entender o final que aí se avizinha…
Para mim, que gosto sempre dos livros mais explicativos de uma série do que dos outros, este é o livro perfeito da história dos Seis Ducados. Para quem adora o Fitz, como eu, e não estava preparado para o final do livro anterior, é como uma dádiva. Entendê-lo é algo que se torna necessário depois dos últimos acontecimentos para que cada coisa volte ao seu lugar correcto, pois o filho de Cavalaria é a ligação entre todos eles, aquele que vai organizar o caos. Daí a transição presente neste livro estar personificada nesta personagem, também ele se encontra em transição.
Como disse a própria Robin à revista Bang!, “Os leitores que gostam dos meus livros são leitores que gostam de livros alicerçados em personagens”, e tem razão, pois se assim não fosse, ela não se podia ter dado ao luxo de fazer um livro como este, tão concentrado nos dilemas e buscas pessoais do protagonista.
               Mas também novas personagens nos surgem deste livro e que podem tornar-se importantes para o futuro do Bastardo da Manha. Personagens dignas da autora, com personalidades e histórias variadas e cada uma com o seu lugar no enredo, tornando-se todas elas essenciais para a demanda que se aproxima.
Para além disso, visitámos vários cenários ainda não visitados do mapa do reino dos Visionários, uns mais rurais, outros de passagem, existindo mais uma vez uma diversidade nas gentes e lugares.
Não há como após esta leitura negar que esta é uma saga da fantasia épica a não perder. Cada vez que revisito a escrita de Robin, volto a perder-me no seu cuidadoso mundo, tão bem construído e sempre tão surpreendente. Com momentos mais emocionais e psicológicos do que os outros, este é o livro que vai fazer-nos suspender a respiração para um dos finais mais esperados de sempre.
Quando se está a aproximar o fim de uma série, parece que entrámos em total discórdia com nós mesmos: queremos ler o livro rápido para saber o que acontece ou queremos lê-lo o mais devagar possível para fazer durar. É esta a sensação que o fim deste livro me deu. Gostava de o ter lido mais devagar mas por outro, quero ir comprar o próximo assim que puder. É a sensação que uma saga dá quando é tão boa quanto esta.

7*

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Opinião - A Corte dos Traidores

Autor: Robin Hobb
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de páginas: 368

Sinopse
Os Seis Ducados estão mais vulneráveis do que nunca. Enquanto o príncipe herdeiro combate os Navios Vermelhos com a sua frota e a força do seu Talento, o rei Sagaz enfraquece a cada dia com uma misteriosa doença e bandos de Forjados dirigem-se para Torre do Cervo matando todos pelo caminho.
Mais uma vez, Fitz é chamado para servir como assassino real. Mas o jovem esconde outro segredo: ninguém pode saber que formou um vínculo com um jovem lobo através da magia proibida da Manha e, se for descoberto, arrisca-se a uma sentença de morte. 

Quando o príncipe herdeiro embarca numa perigosa missão para pôr fim à ameaça dos Navios Vermelhos, a corte é entregue nas mãos do príncipe Majestoso que tem os seus próprios planos maquiavélicos para o reino. Cabe ao jovem bastardo proteger o verdadeiro rei numa corte prestes a revelar a face dos traidores num clímax memorável.

Opinião
Neste terceiro volume d’A Saga do Assassino, a acção adensa-se e assistimos a um desenvolvimento mais emocionante e trágico na história dos Seis Ducados. As intrigas palacianas ganham um novo ritmo com os novos elementos (inseridos no volume anterior) e com o crescimento de Fitz, que ganha ainda mais notoriedade, demonstrando bem porque é considerado um dos melhores protagonistas da Fantasia.
O talento de Hobb para criar personagens apaixonantes e misteriosas já era visível mas com os novos desenvolvimentos que a trama ganha em A Corte dos Traidores, torna-se, obviamente, excepcional. Castro, o Bobo, a Dama Paciência, entre outros, ganham novos contornos que irão trazer-nos mais sobre o passado e o presente dos Visionários, desvendando enigmas ocultos e trazendo novas respostas. Do impasse à catástrofe total, este volume é o início do clímax desta saga, tornando-o mais épico e extraordinário do que os anteriores.
Depois de dois volumes brilhantes porém lentos em acção, este terceiro volume surpreende-nos do início ao fim pela sua carga bélica e estratega que provocam transformações inesperadas. O facto de não “lançar as cartas” antes do tempo é uma das suas melhores e mais entediantes características, agarrando-nos pelo desespero de saber mais, de descobrir o que afinal aconteceu aos habitantes de Torre Cervo e permitindo-nos delinear a nosso bel-prazer intrigas e contratempos até ao próximo livro. Existe melhor maneira de agarrar um leitor ávido? Robin é uma “construtora” de histórias e sabe, ao seu ritmo, dar-nos os heróis e a história certos.
Rendo-me é o melhor elogio que posso dar ao trabalho desta escritora que até George R. R. Martin aplaudiu. Confesso que foi com o “pé atrás” que iniciei a leitura de O Aprendiz do Assassino mas fiquei absorvida com o que descobri e cada vez mais tenho a certeza que teria perdido algo muito importante se não tivesse pego nesse livro.
Para mim, este é o melhor dos três livros da saga que já li em termos de acção, mudanças e reviravoltas. Que a história melhora a cada volume é notório. E uma coisa é mais que certa…Fitz e companhia chegaram para ficar nos nossos “corações fantásticos”.

7* 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Opinião - O Punhal do Soberano

Autor: Robin Hobb
Editora: Saída de Emergência
Número de páginas: 384

Sinopse
Fitz mal escapou com vida à sua primeira missão como assassino ao serviço do rei. Regressa a Torre do Cervo, enquanto recupera do veneno que o deixou às portas da morte, mas a convalescença é lenta e o rapaz afunda-se na amargura e dor. O seu único refúgio será a Manha, a antiga magia de comunhão com os animais, que deve manter em segredo a todo o custo. 
Enquanto recupera, o reino dos Seis Ducados atravessa tempos difíceis com os ataques sanguinários dos Navios Vermelhos. A guerra é inevitável e preparam-se frotas de combate para enfrentar o inimigo, mas o rei Sagaz não viverá por muito mais tempo. 
Sem os talentos de Fitz, o reino poderá não sobreviver. Estará o assassino real à altura das profecias do Bobo que indicam que o rapaz irá mudar o mundo?

Opinião
 Uma das coisas de que mais saudades tinha, antes de ler O Aprendiz de Assassino, era de me "apaixonar" novamente por uma saga. Depois de o ler, não tive qualquer dúvida, Robin Hobb conquistara o meu coração ansioso por uma nova e excitante saga. Num estilo muito próprio, Robin eleva a demanda épica a um novo patamar sem o qual já não conseguimos viver e demonstra que na "velha" high fantasy ainda existe muita originalidade capaz de (re)conquistar os leitores da fantasia épica. Regressar aos Seis Ducados, depois de tanto tempo, apenas aumentou a minha curiosidade e a minha vontade de devorar o segundo volume sobre as aventuras de FitzCavalaria e redescobrir todas as personagens geniais com que a autora nos havia presenciado.
Descobri que "desilusão" é uma palavra que não vai constar no meu vocabulário quanto ao que A Saga do Assassino concerne. Descobri, sim, que sou capaz de me apaixonar ainda mais! O regresso de Fitz à Torre de Cervo após o seu envenenamento vai proporcionar-lhe mais respostas do que estava à espera e ainda mais mistérios. A sua evolução de rapaz a homem, de bastardo a príncipe, de solitário a alcateia, dá-nos uma sensação de expectativa única ao assistirmos ao crescimento do nosso protagonista e ao seu amadurecimento emocional, catapultando-nos para uma leitura ainda mais intensa e embriagante do que anterior, onde é impossível não nos sentirmos na pele do jovem Cavalaria e sentir os seus amores e ódios e não termos vontade de lutar as suas batalhas. A magnitude das personagens de Hobb, a sua beleza humana e complexidade, fazem-nos amá-las, odiá-las e compreendê-las sobre uma forma de entrega absoluta enquanto assistimos ao decorrer desta história de uma forma completamente entregue sem nunca levantarmos o olhhar das páginas.
Entrar no mundo criado por Robin é uma aventura fantástica que nos agarra e fascina sem dar tempo sequer para respirar, e que se tornou num dos meus preferidos com todo o direito.

7/7