Título Original: Assassin's Quest (
Farseer Trilogy #3.1)
Autor: Robin Hobb
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de páginas: 441
Sinopse
FitzCavalaria renasce dos mortos graças à magia desprezada da Manha, mas
a sua fuga das garras da morte deixou-o mais selvagem do que humano. Os
seus velhos amigos têm que ensiná-lo a ser um homem de novo, e depois
deixá-lo escolher o seu próprio destino. Incapaz de esquecer a tortura a
que foi submetido às mãos do príncipe usurpador, Fitz planeia vingança
enquanto recupera a sua alma e sanidade. Até ao momento em que o seu
verdadeiro rei o chama para o servir numa missão misteriosa com
consequências inimagináveis.
Numa terra arruinada pela ganância e
crueldade onde Fitz se tornou uma lenda temida, ele fará tudo para
restaurar a verdadeira regência nos Seis Ducados. Mas primeiro terá que
escapar dos seus inimigos que lhe movem uma perseguição sem quartel...
Não perca mais um excecional volume da Saga do Assassino recheado de
emoção, magia pura e personagens memoráveis.
Opinião
Após uma A Corte dos
Traidores recheada de acção e intrigas, mistérios e revelações, e com um
final de incertezas e mudanças, eis que retornei às aventuras de Fitz, através
do penúltimo volume da saga, A Vingança
do Assassino. Como o título indica, o nosso aprendiz de assassino regressa
da sepultura para vingar os que mais ama, a sua terra e, aquilo que poderá ter
perdido, a sua alma.
Num contexto mais introspectivo, antecedente do desfecho de A Saga do Assassino, assistimos a uma
demanda solitária pela descoberta própria acerca do dever e da honra, da
vingança e da lealdade, num ritmo mais intenso mas pessoal, como se precisássemos
de conhecer profundamente Fitz para pudermos entender o final que aí se
avizinha…
Para mim, que gosto sempre dos livros mais explicativos de
uma série do que dos outros, este é o livro perfeito da história dos Seis
Ducados. Para quem adora o Fitz, como eu, e não estava preparado para o final
do livro anterior, é como uma dádiva. Entendê-lo é algo que se torna necessário
depois dos últimos acontecimentos para que cada coisa volte ao seu lugar
correcto, pois o filho de Cavalaria é a ligação entre todos eles, aquele que
vai organizar o caos. Daí a transição presente neste livro estar personificada
nesta personagem, também ele se encontra em transição.
Como disse a própria Robin à revista Bang!, “Os leitores que
gostam dos meus livros são leitores que gostam de livros alicerçados em
personagens”, e tem razão, pois se assim não fosse, ela não se podia ter dado
ao luxo de fazer um livro como este, tão concentrado nos dilemas e buscas
pessoais do protagonista.
Mas também novas personagens nos
surgem deste livro e que podem tornar-se importantes para o futuro do Bastardo
da Manha. Personagens dignas da autora, com personalidades e histórias variadas
e cada uma com o seu lugar no enredo, tornando-se todas elas essenciais para a
demanda que se aproxima.
Para além disso, visitámos vários cenários ainda não visitados
do mapa do reino dos Visionários, uns mais rurais, outros de passagem,
existindo mais uma vez uma diversidade nas gentes e lugares.
Não há como após esta leitura negar que esta é uma saga da
fantasia épica a não perder. Cada vez que revisito a escrita de Robin, volto a
perder-me no seu cuidadoso mundo, tão bem construído e sempre tão surpreendente.
Com momentos mais emocionais e psicológicos do que os outros, este é o livro
que vai fazer-nos suspender a respiração para um dos finais mais esperados de
sempre.
Quando se está a aproximar o fim de uma série, parece que
entrámos em total discórdia com nós mesmos: queremos ler o livro rápido para
saber o que acontece ou queremos lê-lo o mais devagar possível para fazer
durar. É esta a sensação que o fim deste livro me deu. Gostava de o ter lido
mais devagar mas por outro, quero ir comprar o próximo assim que puder. É a sensação
que uma saga dá quando é tão boa quanto esta.
7*