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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Opinião - Tabu

Título Original: Taboo (#2.5 Albright Sisters)
Autor: Jess Michaels
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 240

Sinopse
 Ao perderem-se no êxtase erótico que volta a renascer entre eles, Nathan Manning, conde de Blackhearth e Cassandra Willows, a mais famosa costureira de Londres e criadora de "brinquedos" sexuais, estão a tentar a sorte - ficando vulneráveis a um passado que ainda ameaça destruir as suas vidas e a sua paixão; à mercê de segredos sombrios e tácitos que são chocantemente, perigosamente… tabu.

«Jess Michaels superou-se novamente! Este livro vai atrair os leitores desde a primeira página e não os largará até à sua conclusão maravilhosa. É uma leitura obrigatória para os fãs de romance histórico sensual.»
Romantic Times

«Tabu é uma peça de ficção estelar… Jenna Petersen, escrevendo sob qualquer nome, continuará a ser uma das minhas autoras preferidas por muitos anos.»
Rakehell


Opinião 
 Quando começou a escrever em 1999, incentivada pelo marido que só queria que ela fosse feliz, Jess Michaels estava longe de imaginar que um dia, depois de muitas lágrimas e rejeições, seria reconhecida como a Estrela do Romance Sensual. Autora de trinta e sete livros, a autora escreve em vários géneros de literatura, usando um pseudónimo para cada um. Jess Michaels é um dos seus três pseudónimos, Jenna Petersen é usado nos seus romances históricos e Jesse Petersen nos seus livros de fantasia urbana, enquanto este aparece nos seus romances sensuais, pelos quais já ganhou vários prémios e sendo muitos deles bestsellers. Para além de escrever, a autora cria joalharia e é conhecida pelo seu site para aspirantes a escritoras, o Passionate Pen.

Finalista na categoria de Melhor Romance Sensual nos Australian Romance Readers Awards, Tabu é o primeiro livro da autora publicado por cá e faz parte de uma série, apesar de se poder ler isoladamente, visto não ter qualquer relação com as protagonistas dos outros livros. Chamado de «peça de ficção estelar», este livro é, realmente, «demasiado quente para se largar».
Este não é um género que prolifere na minha estante, muito culpa das más experiências anteriores e por ansiar sempre que este tipo de livros consiga ser mais do que o mesmo, pois geralmente não passam de longas descrições sexuais sem outro tipo de conteúdo ou história, pra os quais não tenho muita paciência. Mas, surpresa, surpresa, Tabu é um livro erótico em toda a acepção da palavra e tem uma história, com cabeça, tronco e membros e ainda consegue ter um bocado de originalidade no género, o que é quase um milagre.
Escrito de uma forma bela, crua e sensual, que consegue transmitir sensações através das páginas, capaz de provocar um sorriso maroto e umas quantas faces coradas ou, até alguns afrontamentos, sem deixar de ter qualidade, Tabu é arrojado e único, um livro que desperta os sentidos e acelera o coração numa miríade de descrições que vão chocar e tentar qualquer leitor que tenha coragem de pegar neste livro. Não escondendo aquilo que é, um romance histórico erótico, não deixa também de ser um hino à luxúria, ao amor, a paixão e ao desejo, onde as emoções que duas pessoas podem causar uma a outra são exploradas de uma forma humana e poderosa, onde não há dúvidas que o tempo, as mentiras e os segredos não conseguem abalar os grandes amores.
Grande parte deste livro centra-se na relação sexual dos protagonistas, na forma como a atracção mexe com eles, como a tentação pode quebrar as vontades mais férreas e como a marca de uma alma gémea pode ficar impressa num toque, num beijo, num suspiro. Recheadas de erotismo, estas cenas mais fortes, onde não faltam apetrechos, vão desde a brutalidade a doçura, do desejo obsessivo ao amor mais doce e, se no início, parece que a narrativa não vai evoluir, a autora surpreende-nos ao ceder em pequenos momentos, ao alterar, pouco a pouco, os sentimentos dos protagonistas e a concentrar-se mais na parte romântica da sua relação, o que altera toda a nossa visão do livro e apimenta ainda mais o nosso interesse por ele.
Ponto-chave deste livro são, sem dúvida, os protagonistas. Atormentados, apaixonados e irreverentes, são duas almas fortes, há muito zangadas e perdidas, onde o espírito de vingança impera e a busca pelo perdão e pelo amor está a demasiado tempo enterrada. Cassandra é uma força da natureza, alguém que conquistou tudo, menos o que sempre desejara, e que por portas travessas, realiza fantasias e foge de todos os bons costumes. Já Nathan, é um sobrevivente que busca uma vingança e fará de tudo para a ter. Juntos são um par explosivo, ansioso e extremamente apaixonados, que vão guerrilhar até ao fim pela rendição do outro.
Um livro que se revelou melhor do que estava a espera, Tabu é um ataque as regras, irreverente e cheio de detalhes deliciosos, que vão fazer o leitor vibrar e suspirar na mesma medida. Capaz de passar das palavras brutais ao gesto mais carinhoso, este livro representa a linha ténue entre o amor e o ódio, entre a omissão e a mentira e a vingança e a obsessão.
Para as aventureiras, para as românticas, para quem está farto do género, para quem adora, para quem não gostou ou experimentou, este é o livro que todas deviam ler, nem que seja para comprovarem que Jess é mesmo a estrela do romance sensual.


6*

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Opinião - Escravos do Amor

Título Original: Simply Sexual (#1 House of Pleasure)
Autor: Kate Pearce
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 292

Sinopse
 Satisfação sexual...
Os dez anos como escravo sexual num bordel turco fizeram com que Lorde Valentin Sokorvsky tivesse um insaciável apetite sexual. Agora, chegou a hora de casar, mas encontrar uma mulher que consiga satisfazer os seus luxuriosos desejos representa um autêntico desafio para ele... Até que conhece Sara e tudo em que consegue pensar é em tê-la sob o seu corpo viril, suplicando-lhe que o saboreie e o acaricie.

Sedução sensual...
Sara Harrison sabe que deveria ficar escandalizada e assombrada pelos atrevidos avanços de Lorde Sokorvsky, mas, ao invés, sente-se secretamente excitada e atraída por aquele homem sensual e sedutor. Escondida atrás da sua calma e das suas maneiras requintadas, encontra- se uma mulher sensual que deseja as carícias íntimas de um homem e anseia ser educada na arte da sensualidade para dar e receber prazer e sucumbir a um louco desejo que não conhece limites.


Opinião 
 Autora do Romance Writers of America, Kate Pearce é uma mulher simples com um estilo algo controverso. Vampiros na época Tudor, cenas cheias de sensualidade e erotismo, por todas as razões, esta é uma escritora que se adora ou se odeia, mas todos devem admitir que não é fácil ficar-se indiferente à sua coragem ou honestidade.
A Série Casa do Prazer estreia-se em Portugal com o seu primeiro volume na editora mais romântica do panorama nacional, contudo, poucas parecenças tem com aquilo a que essa editora já habitou os seus leitores. Este é um romance erótico com uma forte carga sexual, tal como se pode ler no aviso que se encontra na parte de trás do livro, e, por isso, se tem uma mente sensível e se choca com fantasias mais usadas, evite lê-lo. Se por outro lado, gosta de ir a aventura e descoberta, ler não custa e pode descobrir algo que nunca imaginou.
Enquanto leitora e mulher, os romances fazem parte da minha experiência literária a muito tempo, considero-me até uma mente aberta e acho que pudemos descobrir sempre algo com qualquer experiência. Daí, que apesar dos avisos, comentários e opiniões, que me tenha “atrevido” a pegar neste livro, pois apesar das queixas, as pontuações dadas ao livro e as críticas não têm sido assim tão más, logo o livro não podia ser assim tão terrível. Pois não?
Apesar do tal aviso que se encontra no livro, a verdade é que há muita boa gente que pode olhar para a capa e não ver mais nada, pois a capa é linda e mesmo o tal aviso não prepara ninguém para a forte carga erótica deste livro. Da primeira página até ao último capítulo, e não, não estou a exagerar, temos sexo, sexo, sexo e mais sexo. E mais sexo. Não é que as cenas sejam ordinárias, eu até penso que algumas têm um grande condimento sensual e uma beleza inerente ao desejo e à paixão, mas duzentas páginas seguidas sem mais nada em que as últimas partes ultrapassam e bem a escala do cru, do promíscuo e da perversidade, são em demasia, ninguém pode estar a espera do que este livro acaba por ser. Um livro em que se vive os mais obscuros desejos humanos, em que a parte animal do ser humano é levada ao extremo, até chocar ou maravilhar.
Tive pena, no fundo, porque além de ser mais do mesmo, este é um daqueles livros que podia ter sido melhor se a escritora tivesse sabido conjugar a parte erótica, para a qual a senhora tem muito jeito, não é toda a gente que consegue manter imagens cruas de sexo longe da mediocridade, mesmo que ache que ela se excedeu um pouco no fim, pois a história em si era boa, teria dado uma trama maravilhosa, crua e humana acerca dos medos e desejos, dos sentimentos mais fundos da alma mas o que acabámos por ver da trama é no último capítulo e foi tão banal que nem aqueceu nem arrefeceu.
Condizente com o enredo, temos as personagens. Se não fosse o Valentin, eu tinha largado o livro no início mas até essa personagem foi mal explorada. Não têm qualquer tipo de profundidade nem de sentimento, não me disseram nada, e mais uma vez, irritou-me o facto de que podiam ser muito melhores personagens com um pouco mais de empenho. Já quanto à parte romântica do casal, bem, não existiu, acho que é a única coisa que posso dizer acerca do assunto.
Acabou por ser uma leitura que não me disse nada, pois não provocou qualquer sentimento profundo ou o que fosse. É sensual e interessante em certas partes mas de resto… Ah, a parte histórica resumiu-se a sabermos que tipo de brinquedos sexuais existiam para a época e que tipo de casas do prazer haviam, de resto, muitas vezes eu nem me lembrava que era um romance histórico.
Lido na diagonal a partir de certa altura, não vai deixar saudades e acho que vou evitar a autora até traduzirem a série dos vampiros na época Tudor. Continuo a achar que havia mais potencial, e que isto podia ter sido melhor, muito melhor.

3*