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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Opinião - O Voo da Águia

Título Original: The Eagle's Conquest (#2 Eagle)
Autor: Simon Scarrow
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 336


Sinopse
 Estamos no ano 43 antes de Cristo. As temíveis legiões do imperador Cláudio desembarcaram nas costas da Britânia e preparam-se para uma das mais terríveis e sanguinárias campanhas na história de Roma. Sob a águia da Segunda Legião, Macro - um centurião veterano, e Cato - o seu lugar-tenente, vão ter de ir ao encontro do inimigo antes que este cresça ainda mais. É que, a cada dia que passa, aumenta o número de bretões enfurecidos e dispostos a morrer pela sua ilha. Infelizmente, os selvagens da Britânia não são o único perigo que as legiões correm. Uma conspiração de poderosos aristocratas romanos procura minar o imperador Cláudio. Para tal, estão dispostos a sacrificar a campanha contra os bretões e, se necessário, a vida de todos os legio-nários. Para sobreviver, Macro e Cato vão ter que agir muito depressa. Mas quando a campanha ameaça trans-formar-se num desastre... as opções não são muitas!

Opinião 
 O Império Romano tem dado azo ao longo dos séculos a grandes obras, com histórias e personagens inesquecíveis, umas vezes, outras nem por isso, mas não deixa de ser um tema que nunca passa de moda e que tem legiões de fãs por todo o mundo. Nos últimos anos têm proliferado autores que têm ganho notoriedade utilizando esta civilização como mote, directa ou indirectamente, como é o caso de Simon Scarrow e a sua Série da Águia, baseada na vida dos exércitos romanos, que tem conseguido os maiores elogios e conquistado todos aqueles que ainda hoje se fascinam por aquele que é considerado o maior Império que alguma vez houve e que muitos têm tentado imitar ao longo da História.
A minha experiência com este autor já tem alguns anos e não me deixou recordações. Talvez por ter lido o primeiro livro desta série numa idade em que este tipo de leitura não me puxava, talvez porque estava a espera de outra coisa, os anos foram passando e o livro esquecido. A oportunidade para voltar a ler esta série surgiu quando este livro veio como oferta nas minhas compras na banca da SdE na Feira do Livro. Talvez pela memória desse tal livro que há muito me passou pelas mãos, O Voo da Águia esteve até a uma semana a espera que eu lhe pegasse.
E querem saber? Mesmo estando a uma semana a estudar sobre gregos e romanos, isto tornou-se uma leitura completamente inesperada! Quando o comecei a ler, só conseguia pensar «Mas como é que eu não gostei disto?!». Não sei mas ainda bem que o acaso fez com que este livro me chegasse às mãos. Este livro é um vício, cuidadosamente trabalhado por alguém que conhece o “material” com que decidiu trabalhar, e é feito para aqueles que realmente adoram a história de Roma, principalmente este período, que por acaso é o meu preferido.
Bernard Cornwell, senhor que ando para ler, diz que «não precisava de concorrência desta», bem, ele podia não precisar mas nós leitores merecemos ler livros destes! Scarrow aproveitou o que de melhor Roma tinha: as campanhas, as intrigas, a política, os valores, a corrupção e a honra que andavam de mãos dadas. Brilhante, brilhante, brilhante! Apesar de saber o que iria acontecer a seguir e conhecer muitos destes nomes (ainda de mim senão soubesse!), o escritor conseguiu surpreender-me da primeira à última página e dar-me uma nova visão de um mundo já tão falado.
E tanto empolgamento não seria possível sem Macro e Cato. A forma como Scarrow junta duas personalidades tão díspares e tão sinónimas dos sentimentos vividos pelos dois lados daqueles que faziam parte do Império, foi um golpe de génio, que só por si, já vale a pena ler esta série. Depois temos as “verdadeiras” personagens como Cláudio, Vespasiano, e outros, que me deixaram mais que satisfeita. Por falar nisso, adorei a caracterização do Cláudio, era mesmo assim que eu o imaginava!
Depois temos toda a construção e caracterização das batalhas, dos banquetes, os pequenos pormenores que nos deixam de batimento cardíaco alterado e que justificam todos os elogios recebidos por esta obra. É para seguir, até porque em termos históricos eu já sei onde isto vai dar, e tenho a sensação que isto melhora!



6*