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terça-feira, 24 de abril de 2012

Opinião - O Vampiro Lestat, 1º Volume

Título Original: The Vampire Lestat (#2 1/2 The Vampire Chronicles)
Autor: Anne Rice
Editora: Publicações Europa-América
Número de Páginas: 254

Sinopse
 "Lestat, personagem de Entrevista com o Vampiro, tem uma história para contar. O segundo volume da saga «Crónicas dos Vampiros» acompanha Lestat ao longo de várias eras, à medida que ele procura as suas origens e desvenda o segredo da sua obscura imortalidade.
Extravagante e apaixonado, Lestat mergulha nos lascivos lupanares de Paris do século XVIII, na Inglaterra dos druidas e na Nova Orleães finissecular. Após um sono profundo de cinquenta e cinco anos, Lestat está fascinado pelo mundo moderno. Quando quebra o código de honra dos vampiros, que lhes impõe o silêncio sobre a sua condição, Lestat revela-se na esperança de que os imortais se ergam e se unam para descobrirem o mistério da sua existência. E é então que Lestat, o caçador, se transforma numa presa."


Opinião 
 Crónica Vampíricas tornou-se um sucesso em 1976 quando o seu primeiro volume foi publicado e, em pleno século XXI, ainda não perdeu a sua personalidade cativando as novas gerações que procuram um tipo de vampiro “à moda antiga” num mundo recheado de literatura vampírica. Dois filmes e onze livros depois, apesar de Anne Rice actualmente se dedicar à religião esta será sempre a série que a tornou um dos nomes da literatura gótica e vai marcar sempre a forma como os vampiros são vistos, logo a seguir ao Drácula de Bram Stoker.
O Vampiro Lestat conta-nos a história da personagem com o mesmo nome, sendo que nesta primeira parte, é nos relatados acontecimentos muito anteriores aos que ocorrem em A Entrevista com o Vampiro. Se o primeiro serviu para aguçar a curiosidade dos leitores, este é a intensificação, a (re)descoberta, o livro que vai manter o leitor agarrado até às últimas páginas. Se Anne Rice é a “mãe dos vampiros” e Bram Stoker “o pai”, podem ter a certeza que Lestat é um “irmão mais novo” à medida para Drácula.
Mais uma vez, foi difícil resistir à escrita desta escritora e, mais uma vez, vi confirmado o seu enorme talento pois neste livro ela apresenta-se com uma obscuridade e beleza superior as do livro anterior, tornando impossível não seguir Lestat pelas ruas de Paris do século XVIII completamente enfeitiçados. Quer pelas descrições da cidade em pleno “Século das Luzes” com a Revolução à porta, quer pelos cenários animalescos ou pela intensa narração que vai nos vai prendendo a cada parágrafo. É inevitável não nos arrepiarmos com a sedução de algumas cenas macabras, como lemos algo que nunca aceitaríamos com um espanto mudo, completamente rendidos à voz que se solta de cada palavra.
Já referi que Lestat é tudo o que odiamos e amamos. Neste livro é menos e mais, ao mesmo tempo, permitindo-nos conhecer o antes e o que levou ao vampiro que Louis tão bem recorda, deixando-nos antever as fragilidades e lutas, permitindo-nos conhecê-lo ainda melhor e seduzindo-nos com o seu eu de uma forma tão descarada e brilhante, umas vezes, introspectiva e frágil, noutras, Lestat é a personagem “excelência” deste livro, é a alma e o carácter de uma história sombria sobre uma época luminosa construída em cima de sangue e obsessões. A maneira como a escritora consegue transpor a época e o ambiente para a personagem, para a própria história deixou-me maravilhada por aquela Paris escura e efervescente, pela maneira como o velho e pagão se mistura e separa do novo e racional.
Com as novas e restantes personagens, fiquei muito com a sensação de que, com as suas presenças curtas e fortemente acentuadas, elas marcarão Lestat para o resto da série, mesmo que não sobrevivam muito mais. A verdade, é que ele as monopoliza mas a sua influência é enorme nele e, apesar, de vermos maioritariamente Lestat, elas estão tão vincadas na história quanto ele. As mudanças bruscas de carácter são justificadas pela liberdade, pela loucura, pelas descobertas interiores e são necessárias para chegarmos a uma conclusão que me parece ainda vir longe. Referencio que existe uma personagem que nunca pensei reencontrar neste livro e me fez querer juntar peças e saber muito mais!
Por fim, o livro não seria o mesmo sem os pensamentos e dúvidas de Lestat, acho que se tivesse sido escrito de outra forma, não teria o fascínio que o caracteriza nem nos agarraria da mesma maneira. A maneira filosófica e por vezes ingénua e egoísta com que o vampiro lida com as coisas marca muito este livro e penso que faz com que tenhamos sempre uma predileção por este vampiro.
Ansiosa por mais e completamente fascinada por Lestat, espero ler em breve a continuação e depois de um final assim, preciso de saber mais, muito mais. Estou rendida a estas Crónicas Vampíricas.

7*

domingo, 8 de abril de 2012

Opinião - O Portão do Corvo

Título Original: Raven's Gate (#1 The Gatekeepers)
Autor: Anthony Horowitz
Editora: Gailivro
Número de Páginas: 240

Sinopse
 Matt Freeman é apanhado pela polícia durante um assalto e enviado para Yorkshire, ao abrigo de um programa governamental de recuperação de jovens delinquentes - LEAA. Desde o primeiro momento, Matt sente que algo muito estranho envolve a sua nova tutora e toda a aldeia.
Entretanto, o jovem rapaz descobre a existência de Os Velhos, forças do mal tão antigas como a própria Humanidade, que pretendem destruí-la. E só Matt os pode impedir...
Esta é a sua missão... é o preço por ser diferente... e por ter o poder.
Ninguém o quer ajudar, ninguém acredita nele, e quem o faz... morre.

Esta história dá corpo a uma perfeita fusão entre o Fantástico, o Paranormal e o mais actual universo da Era atómica. Há ainda o dinamismo de incursões através da Pré-História e ao fascinante mundo de criaturas tão perigosas como os dinossauros. Da primeira à última página, "O Portão do Corvo" envolve o leitor numa teia frenética de perguntas e respostas, como é o ritmo da vida de Matt Freeman e da própria Humanidade.
Em 2006, com O Portão do Corvo, Horowitz recebeu três prémios: Lancashire Children's Book of the Year, Big Bishop Book Award e o Redbridge Children's Book Award.


Opinião 
 Conhecido pelo seu sucesso, Alex Rider, que depois de sucesso em livro passou a sucesso no grande ecrã, Anthony Horowitz tornou-se um dos nomes da literatura YA. Mais tarde decidiu alterar o seu tipo de livro e, de adolescentes formados em espiões, decidiu dedicar-se a adolescentes envolvidos com Males maiores em que rituais satânicos e a caça às bruxas se tornam uma realidade. Num registo mais obscuro, em que o medo pode assaltar o leitor em cada página, o autor criou a série The Gatekeepers, sendo este o seu primeiro volume e que repetiu o sucesso da sua série anterior.
Este é o tipo de livro que não habita a minha estante pelo simples motivo que não tem nada a ver comigo e, o facto de este estar, é uma simples coincidência, ou melhor, uma promoção aproveitada de forma nada pensada. Desde aí, o livro tem estado a espera que eu ganhasse coragem para ler estas míseras 240 páginas e tirasse a dúvida se gosto ou não deste género porque apesar de eu fugir dos filmes de terror, os livros são diferentes. E cheguei à conclusão que eu fujo do terror sim mas também fujo dos clichés como “o diabo da cruz”.
A verdade é que este livro não é outra coisa senão uma reunião de clichés bastante rasca e, ainda por cima, daqueles que eu já não posso mesmo ver à frente, o que fez com que esta fosse uma leitura hostil que me ensinou a evitar aquilo que sei que não gosto porque, às vezes, não vale a pena dar segundas oportunidades e estar a torturar-nos com algo que não gostámos nem nunca vamos gostar. Pelo menos enquanto me lembrar deste.
O Portão do Corvo é um livro pequeno e inicia uma trilogia, logo à partida, já não é um livro com muita informação e tem uma data de mistérios que só vão ser resolvidos nos próximos volumes, mas o autor podia ter tido o cuidado de nos dar pequenas linhas de conhecimento para nos orientar ao longo da trama e isso ao acontece. Somos atirados para algo sem sentido, sem explicações, detalhes, profecias bem feitas, ou o que quer que seja. A história está aí e se quiserem deslindem-na porque apesar da escrita até rápida e fácil de Horowitz, temos praticamente diálogos e descrições que pretendem ser assustadoras e que nos deixam com um grande sentimento de “eu já li/vi isto em algum lado”. O enredo em si é conjugação de clichés como por exemplo, uma aldeia inteira que afinal são um bando de satânicos e precisam de fazer um sacrifício de sangue para acordar um Mal maior e temos também uma sociedade secreta que é suposto impedi-los mas acaba por não fazer nada. Chato, repetitivo e enervou-me até a ponta dos cabelos.
Contudo, acaba por ser a informação inoportuna ou não aproveitada que nos tira do sério pois não faz qualquer sentido na história que estamos a ler. Continuo sem perceber para que passar o livro todo a falar de uma coisa que não é explicada, nos deixa perdidos e a espera que algo aconteça quando nada acontece.
No meio de tanta coisa “má” houve uma que me despertou a curiosidade: a união entra a ciência e a religião que o escritor implica nos rituais, ambas expressas no seu suposto lado mau, dão algo de inovador e que devia ter sido melhor explorada e teria contribuído muito para o livro.
Sem ser isso, é um livro com uma história igual a de todos outros sem uma qualidade por aí além. Definitivamente, não fiquei fã nem do género, nem da série nem do autor. 

1*

domingo, 15 de janeiro de 2012

Opinião - Entrevista com o Vampiro

Título Original: Interview with the Vampire (#1 The Vampire Chronicles)
Autor: Anne Rice
Editora: Europa-América
Número de Páginas: 276


Sinopse
 Obra já clássica no seu género, Entrevista com o Vampiro é o primeiro volume da saga «Crónicas dos Vampiros» e granjeou o estatuto de livro de culto, comparável a Drácula de Bram Stoker.
Das plantações oitocentistas do Luisiana aos becos sombrios e cenários sumptuosos de Paris, do Novo Mundo à Velha Europa, Claudia e Louis fogem de Lestat, o seu criador e companheiro imortal. E o cruel vampiro que tirara partido do desespero de Louis e da fragilidade da órfã Claudia, no bairro francês da Nova Orleães assolada pela peste, move-lhes uma perseguição sem tréguas no submundo parisiense, entre a trupe Théâtre des Vampires do misterioso Armand e criaturas das trevas.


Opinião
 
É chamada a mãe dos vampiros, a senhora por excelência do Gótico. Autora de bestsellers, já viu alguns dos seus livros tornados em filme, com este Entrevista com o Vampiro, protagonizado por Tom Cruise, Brad Pitt e Antonio Banderas. Este é o primeiro volume da sua obra mais famosa, Vampire Chronicles, que lhe valeu o seu estatuto como a maior escritora de sobrenatural e como a criadora dos “vampiros a sério” na literatura do século XX.
Ler Anne Rice é um objectivo que tenho a tantos anos que quando pude finalmente ler o livro que levou a um dos meus filmes preferidos, não cabia em mim de tanto entusiasmo. Apesar de já conhecer a história pelo filme, como sabem, ler o livro é sempre uma experiência diferente e resistir a ler a maior obra desta grande senhora é um desafio tremendo, ao qual não resisti. Por isso, mesmo tendo como regra não ler livros depois de ver o filme, pôr finalmente as mãos em cima de um livro desta escritora foi demasiado tentador.
Assim que comecei a ler soube que o filme não faz justiça ao livro. A forma como Louis vai relatando a sua vida ao rapaz, como cada memória o faz pensar no porquê das coisas, de como se sentia, a forma como coloca as suas perguntas infinitas sobre Deus, a imortalidade, a sua própria existência, o Bem e o Mal, transforma logo este livro em algo mais do que um livro de vampiros. Mais, a forma como tudo nos é relatado e brilhante e crucial para que nós próprios nos questionemos e nos enredemos em cada página com um misto de terror e curiosidade que não nos vai deixar largar o livro.
Todo o enredo é um desenrolar de acontecimentos que nos deixa pregados à cadeira sem conseguirmos levantar os olhos do livro. Cada momento inesperado pode levar-nos a maior das surpresas e, ao mesmo tempo, ao maior dos desesperos. Esta é uma história que nos promete emoções fortes, onde os vampiros caçam, matam e amam por uma só coisa: a sede de sangue. Aqui os ideais de beleza estão associados a morte, o desejo de possuir algo resulta na morte do objecto adorado. Aqui os vampiros são criaturas da noite que dormem em caixões, que sentem de maneira totalmente diferente da nossa, que se preocupam apenas com a sua sobrevivência.
Quanto às personagens, Lestat é sinónimo de tudo aquilo que abominámos e desejámos ao mesmo tempo. Os seus segredos e medos, as ambições e desejos, levam-nos a temer o que de mais profundo se encontra na alma de alguém. Louis por seu lado, é aquele que acredita em tudo e não acredita nada, o que questiona tudo, teme tudo e vive rodeado de incertezas, cheio de escrúpulos num mundo que passa por cima de qualquer valor moral. A pequena Claudia, é provavelmente, a maior antítese de todo o livro. Presa para sempre num corpo de criança mas com uma mentalidade de predadora, é das personagens que mais cativa e prende o leitor com a sua ambiguidade e as questões que a sua transformação levantam. 
Muitas vezes, ao longo da leitura, dei por mim a ler uma cena e a recordá-la do filme, e conseguir visualizar aquela cena só conseguia intensificar ainda mais o que estava a ler. Mesmo assim, sinto inveja daqueles que o leram muito antes de ver o filme pois essa deve ser uma sensação única.
Obscuramente belo, Entrevista com o Vampiro só é possível graças a escrita fenomenal de Anne Rice. Brutal e sincera, introspectiva e mórbida, é de uma forma brilhante que ela nos leva a estes vampiros dignos de Drácula e nos dá a sua verdadeira essência. 

7*

quarta-feira, 2 de março de 2011

Sonho Febril

Autor: George R. R. Martin
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de páginas: 397

Rio Mississípi, 1857. Abner Marsh, respeitável mas falido capitão de barcos à vapor, é abordado por um misterioso aristocrata de nome Joshua York que lhe oferece a oportunidade única de construir o barco dos seus sonhos. York tem os seus próprios motivos para navegar o rio Mississípi, e Marsh é forçado a aceitar o secretismo do seu patrono, não importando o quão bizarros ou caprichosos pareçam os seus pedidos.
Mas à medida que navegam o rio, rumores circulam sobre o enigmático York: toma refeições apenas de madrugada, e na companhia de amigos raramente vistos à luz do dia. E na esteira do magnífico barco a vapor Fevre Dream é deixado um rasto de corpos... Ao aperceber-se de que embarcou numa missão cheia de perigos e trevas, Marsh é forçado a confrontar o homem que tornou o seu sonho realidade.

Um homem perdeu todos os seus sonhos até que, um dia, um homem misterioso lhe dá a oportunidade de uma vida mas com várias condições. Ao longo do cenário magnífico do Mississípi do século XIX e a bordo de um magnífico barco a vapor aquela que seria uma viagem perfeita ganha contornos assombrosos enquanto se entrelaça com as histórias horrendas que percorrem o rio acerca de uma plantação de onde poucos escapam com vida. Uma história sobre a coragem, a fidelidade e os sonhos contra um mal que ninguém pode parar.
Nos últimos tempos, histórias com vampiros é o que não falta e, por mais que eu as adore, admito que precisava de algo diferente. Sonho Febril é, definitivamente, diferente. Uma história que mistura personagens fascinantes com um enredo de arrepiar que não conseguimos largar nem por um segundo. Que Martin é um mestre, já tinha percebido, e este livro só o veio confirmar. Escrito no início de carreira, é um livro magnífico e um leitor que ainda não leu George R. R. Martin deve  aventurar-se na sua leitura.
Para quem já leu as Crónicas de Gelo e Fogo só posso aconselhar uma coisa: esqueçam que alguma vez as leram. Entrem sem preconceitos ou ideias pré-concebidas na leitura deste livro. Vão apreciar  a leitura.

 6/7


domingo, 30 de janeiro de 2011

O Historiador

Autor: Elizabeth Kostova
Editora: Biblioteca Sábado
Número de páginas: 477

Uma jovem encontra, na biblioteca do seu pai, umas velhas e enigmáticas cartas e um estranho livro praticamente em branco. Quando pergunta ao seu pai sobre esses curiosos objectos, este conta-lhe como o livro chegou às suas mãos e como mudou a sua vida e a de todos os que o rodeavam. E assim começa uma série de aventuras, que percorrem três continentes e dois séculos, e que tratam de segredos familiares, a imprescindibilidade da História e uma conspiração que envolve uma das figuras mais notáveis da cultura ocidental, Vlad III o Empalador, conhecido desde o século XIX, graças à obra de Bram Stoker, simplesmente como Drácula.

Uma viagem através do tempo e da História, tendo como fundo um dos maiores mitos da nossa cultura: Drácula. Para quem não sabe donde veio a história desta personagem mítica e em quem foi baseada, é um bom livro para aprender alguns factos obscuros da Europa, principalmente da de Leste, sempre tão esquecida nos manuais de História. 
Pelo meio da História em si, as vidas de várias personagens vão sendo contadas em paralelo ao longo das páginas, saltando década à frente, década atrás ou até mesmo séculos. Em comum estas pessoas além de serem historiadores têm um livro que a dada altura das suas vidas lhes aparece de forma inesperada e que no meio de todas as suas páginas em branco tem a xilogravura medieval de um dragão. O aparecimento destes livros trouxe à vida de cada uma das personagens uma série de acontecimentos catastróficos que, conforme a verdade estivesse mais perto de ser alcançada, iam piorando, pondo em risco de vida o historiador e aqueles que o rodeava.
Um dia uma menina encontra na biblioteca do pai um desses livros e através de cartas e dos relatos do pai vai conhecendo a história por trás do desenho, cabendo-lhe a ela após o desaparecimento do pai descobrir o quanto aquelas memórias e o próprio Drácula influenciaram a sua vida.
Foi uma leitura que me agradou, não só pelos bocadinhos da História obscura que conta mas também pela forma como a escritora consegue misturar a História com a lenda. Drácula é uma daquelas personagens que sempre me fascinou e vê-lo por esta perspectiva é tão rara que vale a pena ler este livro para nos lembrar que a personagem de horror existiu sobre a forma de um homem que cometeu crimes horrendos.
A capacidade da autora de misturar as diversas histórias e memórias das várias personagens para constituir uma história só e com um seguimento de forma a que o leitor possa entendê-la (apesar que um leitor menos atento pode ficar a perdido a dada altura). Para quem gosta de livros complexos é uma obra a ter na estante e à ler.

6/7