Título Original: Caçadores de Bruxas (#1 Dragões de Éter)
Autor: Raphael Draccon
Editora: Livros d'Hoje
Páginas: 456
Sinopse
Pode dizer-se que, em Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas, Raphael Dracon parte de uma simples questão para dar vida aos seus personagens: o que aconteceu depois?
O que aconteceu ao Capuchinho Vermelho depois do caçador ter matado o
lobo? E ao caçador? Teriam João e Maria realmente conseguido matar a
bruxa? E qual foi a reação dos seus pais quando voltaram para casa? Teve
a princesa realmente coragem de beijar o . príncipe que se transformou
num sapo? E o que fizeram os anões depois de a Branca de Neve ter
encontrado o seu príncipe?
Quem é que, depois de ler os sempre eternos contos de fadas, não se
questionou a esse respeito? De uma maneira dinâmica, Dragões de Éter -
Caçadores de Bruxas narra a história do que teria acontecido depois
desses contos chegarem ao fim sem perder a perspetiva da eterna luta
entre o bem e o mal.
O autor reúne todos estes personagens (e muitos outros) no Reino de
Arzallum, muitos deles vivem em Andreanne, a capital do Reino. Arzallum
fica em Nova Ether, um mundo que fora assolado pela magia negra
praticada por bruxas que se desviaram do caminho do bem.
Opinião
O primeiro livro da trilogia Dragões de Éter é daqueles livros que agarra só de olharem para a capa e para o título, o que nos faz ir ler a sinopse e termos a certeza que vamos ler aquele livro custe o que custar. Um livro que nos promete um regresso aos contos de fadas, ao depois do «felizes para sempre» de alguns dos contos que povoaram a nossa imaginação quando pequenos é desde logo um sucesso garantido, pois quantos de nós já não se perguntaram, «e agora, o que lhes aconteceu?».
Se ainda por cima, tiverem ido ao motor de busca procurar o autor e encontrarem todo aquele currículo, todas as boas opiniões que foram feitas ao livro e quanto tempo esteve ele no top do seu país originário, vão pensar, deve valer mesmo a pena! E compram-no e quando têm finalmente tempo para o ler, agarram-no cheio de expectativas, a espera de um mundo fantástico que vos vai transportar para a vossa infância mas com vários graus acima de aventura e acção…
Isto foi o que me aconteceu, em primeiro lugar. Depois… Bem, depois saiu-me tudo furado. Acho que só o facto de ter demorado nove dias a lê-lo em plena pausa de aulas, mesmo com exames no meio e um trabalho, já vos diz alguma coisa do que foi esta leitura. Nas primeiras sessenta páginas, apesar de confusão que senti, ainda estava com esperanças que melhorasse. E fui tendo, e fui tendo, até que cem páginas depois estava a arrancar cabelos. A partir daí foi um martírio para terminar este livro, aliás estive mesmo para o colocar de parte…
Não houve nada neste livro que me agradasse depois de iniciar a sua leitura. Os poucos momentos em que eu comecei a sentir interesse foram atropelados pela arrogância de um certo narrador. Ainda estou para saber donde saiu esta ideia mirabolante do Draccon de um narrador que em vez de contar a história, opina sobre tudo e mais alguma, parecendo quase que está a insultar os leitores. Digamos que logo neste ponto eu fiquei sem paciência para este livro. Se comprámos um livro é para ler uma história coerente, não um atropelamento de pensamentos.
Porque é isso que este livro é. Quando estava finalmente a entrar numa cena, o cenário mudava, as personagens mudavam, não de uma forma coerente mas a meio da tal cena que eu estava a ler! Mais uma vez, a minha paciência estava a esgotar-se aos bocadinhos. Como se não bastasse, não houve nada que fizesse sentido em nenhuma das histórias que fazem parte deste livro. O escritor decidiu juntar tudo e mais alguma coisa aos contos de fadas, misturá-los uns com os outros e juntar mais uns novos pormenores. Resultado: uma grande trapalhada.
Quanto aos personagens, não há personalidade, nada que agarre o leitor. Mesmo que já estivesse a gostar de uma personagem lá ele passava para uma cena que não tinha nada a ver e eu perdi o já pouco gosto que estava a ter. Os diálogos então são completamente frustrantes, insossos e sem nada de especial, cheguei mesmo a pensar que alguém se tinha esquecido de dizer que este livro era para crianças, só que quando esse pensamento me cruzou o pensamento lá é lançada uma bomba totalmente inútil no meio de história que me fez perceber que afinal não.
Decepcionante, esta é uma escrita que eu não estou disposta a voltar a ler, acho que quando os próximos forem editados até fujo. Não recomendo mas se tiverem curiosidade, peçam emprestado, não vale os dezasseis euros que custa.
1*
