Mostrar mensagens com a etiqueta Trilogia Os Jogos da Fome. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Trilogia Os Jogos da Fome. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 30 de março de 2012

From Pages to a Movie *The Hunger Games*


Ontem a mãezinha decidiu (finalmente) fazer-me a vontade e foi comigo ver o desgraçado do filme depois de lhe ter dado cabo da cabeça primeiro com os livros e depois com a sua estreia. Acompanhadas da tiazinha mais nova lá fomos as três malucas à sessão da meia noite e meia (não, não estou a gozar!) do Vasco da Gama.
Numa sala praticamente vazia foi com ansiedade que assisti ao início do filme e que me deixei levar pelas cenas que o grande ecrã me oferecia num silêncio tão bem-vindo. Pude comprovar que as opiniões que li correspondem à realidade e que este é um dos filmes mais fiéis ao livro a que já assisti. Não sou uma aficionada do cinema como dos livros mas como fã destes é sempre um prazer ver uma adaptação bem feita e à qual não se deseja alterar nada. As prestações dos actores convenceram-me e adorei o trabalho de Jennifer Lawrence, está de parabéns!
Quanto aos efeitos especiais e coisas mais técnicas, é algo do qual eu não percebo mas gostava que não tivesse aquele efeito rápido que acontece na Cornucópia. De resto, saí as 3 e tal da manhã muito satisfeita da sala de cinema. Emocionei-me, arrepiei-me, senti todas as emoções que o livro me havia proporcionado, por isso, foi uma daquelas idas ao cinema que me deixam com um sorriso nos lábios.
As acompanhantes que não leram os livros gostaram e a mãe ficou com uma ideia bem clara da história, tendo estado a debater o filme comigo durante o almoço de forma entusiasmada. A tia mais nova, que é um suplício para ler, gostou tanto que pediu o Em Chamas emprestado e começou logo a ler! Quando saiu daqui à meia hora já ia no terceiro capítulo. Estou estupefacta!
Resultado: uma noite em família bem passada, uma leitora satisfeita e uma nova fã ;)

Opinião do livro aqui

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Opinião - A Revolta

Título Original: Mockingjay (#3 The Hunger Games)
Autor: Suzanne Collins
Editora: Editorial Presença
Número de Páginas: 275


Sinopse
 Katniss Everdeen não devia estar viva. Mas, apesar dos planos do Capitólio, a rapariga em chamas sobreviveu e está agora junto de Gale, da mãe e da irmã no Distrito 13. Recuperando pouco a pouco dos ferimentos que sofreu na arena, Katniss procura adaptar-se à nova realidade: Peeta foi capturado pelo Capitólio, o Distrito 12 já não existe e a revolução está prestes a começar. Agora estão todos a contar com Katniss para continuar a desempenhar o seu papel, assumir a responsabilidade por inúmeras vidas e mudar para sempre o destino de Panem - independentemente de tudo aquilo que terá de sacrificar…

Opinião 
 Depois de reviravoltas inesperadas, Katniss vê-se responsável por decisões que nunca pensou tomar, indecisa pela segurança dos que ama e por um papel que nunca quis, encontra-se rodeada por pessoas em quem não confia e que a usam como um peão em algo que nunca ambicionou, é confrontada com a dura realidade que as ambições muitas vezes não olham a meios para conseguir o fim desejado e apercebe-se que afinal, os Jogos ainda não terminaram e, que mais uma vez, é o alvo a abater.
Numa leitura frenética, acompanhei em poucos dias estes Jogos da Fome, deixei-me ir na crueza e despotismo que habitam nas suas páginas, fui levada aos extremos dos ideais, percebi o que acontece quando a natureza humana é levada ao limite. Mais do que isso, entendi que muitas vezes o “bem maior” leva a sacrifícios, e que aqueles que foram sacrificados, na sua maioria, apenas queriam viver a sua vida.
A Revolta porque esperamos desde o primeiro livro, ganha força e a sua dimensão atinge desproporções inesperadas, atingindo tudo e todos. A rebelião é uma ideia que quando chegámos a este livro já está intrínseca na nossa mente, por isso já era de esperar todo o ambiente bélico e extremista que marca este último volume, o que eu não esperava era não a ver de mais perto. O facto de a vermos a partir das altas patentes da revolta, só demonstra uma coisa. Quem fica a ganhar são sempre aqueles que não dão nada pelas causas que defendem, que deixam outros dar a vida por algo que nunca irão ver. Ficar tão ciente disto é um dos choques que este livro nos dá. Não é algo que todos nós já não saibamos mas mesmo assim é algo que nos atinge e nos faz pensar nos valores que têm movido muitos ao longo da Humanidade.
Não esperem por nada de bom. Não vai acontecer. Quando parece que há coisas boas a acontecer, tudo muda, quando a esperança ganha fôlego, ela esmorece. O espírito que encontrámos em A Revolta roça a irracionalidade, o instinto de sobrevivência e a vingança. Esta última está presente em cada acto, cada pensamento de todos aqueles que se envolvem na luta contra o Capitólio. Os ideais são esquecidos em detrimento de sentimentos mais humanos, os valores são colocados de parte e, de repente, vemos aqueles que lutam por algo melhor cometer as mesmas atrocidades dos seus oponentes. Ter a certeza que poucos vão ganhar alguma coisa, que as cicatrizes vão prevalecer acima de tudo, é algo que me perseguiu ao longo destas quase 300 páginas.
É em Katniss que vamos ver todos os sentimentos que uma guerra pode provocar num ser humano. Ela é o exemplo que Collins usa para nos apercebermos que as vitórias têm preços demasiado elevados. Aqui não há finais felizes mas sim pequenas compensações por demasiado sofrimento, pelas demasiadas perdas. Falar-vos do triângulo amoroso que se encontrou à parte em toda a história parece-me mesquinho porque nem mesmo a autora lhe deu importância, tendo-lhe dado um final abrupto.
Agora, sim posso falar-vos de Snow, a cobra venenosa que está sempre presente ao longo da trama, exercendo uma forte presença psicológica negativa em todos. Este senhor é de arrepiar até ao tutano. Desequilibrado, poderoso, uma mente inalcançável, percebe-se o porquê da sua demonstração de poder e o medo irracional que provoca.
A parte mais negativa é mesmo o facto de os momentos finais passarem-se tão rápido que mal nos apercebemos do que está a passar, acho que a escritora podia ter tido um pouco de mais calma e ter escrito um final muito melhor, pois este deixou-me com a sensação de insatisfação.
De resto, esta trilogia foi uma surpresa e deixou-me ansiosa pela estreia do filme. Parece-me que os Jogos ainda não terminaram… 

 6*

sábado, 7 de janeiro de 2012

Opinião - Em Chamas

Título Original: Catching Fire (#2 The Hunger Games)
Autor: Suzanne Collins
Editora: Editorial Presença
Número de Páginas: 265


Sinopse
 Contra todas as expectativas, não só Katniss Everdeen venceu os Jogos da Fome, como pela primeira vez na história desta competição dois tributos conseguiram sair da arena com vida. Mas o que para Katniss e Peeta não passou de uma estratégia desesperada para não terem de escolher entre matar ou morrer, para os espectadores de todos os distritos foi um acto de desafio ao poder opressivo do Capitólio. Agora, Katniss e Peeta tornaram-se os rostos de uma rebelião que nunca esteve nos seus planos. E o Capitólio não olhará a meios para se vingar... O segundo volume da trilogia "Os Jogos da Fome" mantém um ritmo constante de adrenalina e promete tornar-se uma das leituras mais viciantes do ano.

Opinião 
 Após um início emocionante, capaz de parar corações e fazer as nossas mentes andar a mil hora, as vidas de Katniss e Peeta continuam depois de, contra todas as expectativas, terem ganho ambos os Jogos da Fome. Mas as repercussões não fazem esperar e ambos têm de aprender que não se pode desafiar as regras sem sofrerem as consequências. Principalmente quando as suas acções causam efeitos inesperados e ultrapassam tudo aquilo que poderiam imaginar.
 A primeira parte desta trilogia é intensa e vibrante, tendo-me agarrado às suas páginas de uma forma obsessiva que se transpôs para este segundo livro. A maior parte das opiniões que li diz-nos que este não causou a sensação do primeiro, que lhe faltou algo, outros elogiaram-no e dizem ter gostado do clima deste, diferente de Os Jogos da Fome. Geralmente, eu gosto sempre dos livros mais calmos e introspectivos e gosto de ver as mudanças que ocorrem e como isso afecta as personagens, principalmente em casos como este, em que se antecede o final e portanto respeita a máxima de «antes da tempestade, vem sempre a bonança».
Foi o que aconteceu com o Em Chamas. Este conseguiu chamar-me a atenção de uma forma que, pensando bem, faltou ao primeiro livro. Talvez por ser um bom seguimento de um bom livro. Muitos de vocês sabem como muitas vezes o livro a seguir nos pode desiludir, tirar a vontade de ler determinada saga. Com este volume é impossível não termos vontade de chegar ao fim, de não ler tudo até à última palavra.
As questões que ficaram sem resposta são agora respondidas e está na altura de os vencedores aceitarem que os seus actos trouxeram consequências que podem modificar muito mais do que o mundo que os rodeia. Ter de conviver com a realidade de que podemos tentar mudar tudo mas que as decisões já estão tomadas e não são a nosso favor, não é algo fácil e é uma das razões porque achei muito mais interessante o segundo livro. Uma coisa é as atitudes básicas da sobrevivência, outra é quando se “compra” uma guerra que não se queria e colocámos em perigo não só quem amamos mas o mundo em geral.   
Não há palavras que expliquem como foi, página a página, assistir aos medos, temores e aflições da Katniss. Esta é daquelas situações inimagináveis em que ninguém queria estar. Ter a sua vida controlada, o nosso destino traçado e ainda saber que condenámos tudo e todos. Como se não bastasse ter de lidar com tudo isto, ser fonte de inspiração para algo que nunca quisemos e ser colocada de novo dentro de um antro de caça para desta vez morrer. A forma como a escritora nos transmitiu tudo isto é de arrepiar e faz-nos pensar em questões que ultrapassam as de Os Jogos da Fome. A mim fez-me admirar a Katniss e agradecer por a autora ter construído uma protagonista deste calibre. Essa é uma das razões porque esta trilogia tem tanta força.
Uma situação que tem sido falada é a repetição dos Jogos. Depois de o ler, percebi a sua existência. Ter de retornar à arena, trouxe uma data de situações que deram ainda mais impacto à história apesar de que os Jogos em si não trouxeram nada de novo. Em geral, a atmosfera de rebelião, de desafio e temor que rodeia neste livro deu-me ainda mais vontade de ler o último livro e saber como vai acabar a luta contra o Capitólio.
A verdade é que já estou a ler a última parte. Veremos como tudo isto vai terminar….

6*

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Opinião - Os Jogos da Fome

Título Original: The Hunter Games (#1 The Hunter Games)
 Autor: Suzanne Collins
Editora: Editorial Presença
Número de Páginas: 254


Sinopse
 Num futuro pós-apocalíptico, surge das cinzas do que foi a América do Norte Panem, uma nova nação governada por um regime totalitário que a partir da megalópole, Capitol, governa os doze Distritos com mão de ferro. Todos os Distritos estão obrigados a enviar anualmente dois adolescentes para participar nos Jogos da Fome - um espectáculo sangrento de combates mortais cujo lema é «matar ou morrer». No final, apenas um destes jovens escapará com vida… Katniss Everdeen é uma adolescente de dezasseis anos que se oferece para substituir a irmã mais nova nos Jogos, um acto de extrema coragem… Conseguirá Katniss conservar a sua vida e a sua humanidade? Um enredo surpreendente e personagens inesquecíveis elevam este romance de estreia da trilogia Os Jogos da Fome às mais altas esferas da ficção científica

Opinião 
 Os Jogos da Fome tornou-se vício assim que foi lançado no mercado. No top de bestsellers durante semanas consecutivas em tudo o que era revista e jornal, conseguiu rapidamente ter Hollywood à espreita e já se conta os dias para o filme estrear em todo o Mundo.
 Viciante, inovador, arrebatador, emocionante. Os adjectivos usados para caracterizar a leitura que mais sensação fez o ano passado e que continua a angariar adeptos por entre os leitores portugueses, são muitos e sempre elogiosos. Para muitos, há muito que um livro não os agarrava como este, para outros quase que pode conquistar pódios de obra-prima.
Eu decidi ir na onda e acabei por comprar a trilogia. Sim as opiniões influenciaram mas só depois de ter visto o trailer do filme. Fiquei tão arrebatada que só conseguia pensar que tinha de ler os livros rapidamente! Portanto, pedinchei a caixa arquivadora com os três e fui presenteada com ela. E sabem que mais?
É tudo verdade. É, sim. Até fiquei espantada quando percebi que o livro consegue ser mesmo tudo aquilo que se tem dito sobre ele. Confesso, não estava nada a espera de ficar tão empolgada nesta leitura! Aqui não há tempo para ritmos lentos e grandes introspectivas. Os Jogos da Fome é acção da primeira a última linha.
Tem um enredo fenomenal que bastava para cativar mas a autora é daquelas inteligentes que decidiu aproveitar a fundo a história que criou e, por isso, também temos personagens dignas do enredo, diálogos inteligentes e muitas cenas de se perder o fôlego. Melhor, ainda não há cá lamechices chatas para nos tirar a vontade de ler! Para mim, foi perfeito. No meio de tanto livro parecido, Suzanne criou algo completamente inovador, o que já basta para a aplaudir de pé.
Claro que para algo desta envergadura tinha de haver uma protagonista decente. A Katniss é daqueles achados que só por ela eu já fico contente de ter lido o livro. Tem personalidade, força, mau feitio mas não deixa de ter um bom coração. O Peeta é diferente e por isso também já ganha pontos. O restante role é bastante bom. Há de tudo um pouco, desde os que nos fazem rir aos que nos irritam e espero no próximo livro ficar a conhecê-los melhor.
Quanto à história propriamente dita, eu não sei quantos vezes ia ficando sem respiração, quantas vezes ia roendo as unhas, quantas vezes disse para mim mesma «só mais uma página». Ler este livro é querer mais e mais, chegar a última página e arrancar cabelos. Se me perguntarem o porquê, bem, digo-vos que só percebi quando o li. É a sua simplicidade. Através de um cenário futurista destrutivo, a escritora aproveitou velhas questões como a liberdade para dar vida à sua história. De uma forma básica e quase animalesca, é nos colocada uma situação que a maior parte de nós nunca se teve de preocupar: e se tivéssemos de matar para sobreviver? E se toda a nossa vida fosse controlada?
É o tipo de livro que nos faz arrepiar, que leva as sensações ao limite, que mexe com os nossos valores. Não é uma obra-prima mas é daqueles livros que vai ganhar legiões de fãs e vai perdurar no imaginário de muitos.  

6*