terça-feira, 8 de novembro de 2011

Teaser Tuesday (5)

Regras:

  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro
"Durante algum tempo permanecemos quietos de corpo e espírito, simplesmente a ajustar-nos de novo à presença física um do outro. Senti-me outra vez inteiro."
p. 373 , A Vingança do Assassino, Robin Hobb

Rubrica original do blog Should Be Reading

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Quem faz anos hoje?

Hoje ao comprar o primeiro volume da Trilogia A Tapeçaria de Fionavar dei-me conta que o autor Guy Gavriel Kay faz anos hoje! E por isso decidi criar esta nova rubrica que não vai ter data certa pois no dia de aniversário de um escritor  irei postar a sua biografia, obras e se já tiver lido algum livro dele, um pequeno resumo geral do que achei das suas obras. 
Espero que gostem =)

Guy Gavriel Kay

Biografia
Nasceu a 7 de Novembro de 1954 em Weybuen, Saskatchenwan, no Canadá. Licenciou-se em Filosofia e Direito mas cedo decidiu-se pela escrita, talvez graças ao filho de Tolkien, Christopher, com quem se encontrou. Em 1984 publicou o primeiro volume da trilogia The Fionavar TapestryThe Summer Tree e viria a vencer o prestigiado prémio Aurora com esta.
Também escreveu Os Leões de Al-Rassan, Tigana (que será publicado pela Saída de Emergência), A Song for Arbonne, Sailing to Sarantiume, Lord of Emperors e The Last Night of the Sun. Também escreveu uma aclamada compilação de poesia Beyond This Dark House.
Venceu o Aurora mais uma vez, foi nomeado três vezes para o World Fantasy Award e venceu o Internacional Goliardos Award pelo seu contributo à literatura fantástica. Vive actualmente em Toronto.

Mythopoeic Fantasy Award for Adult Literature Best Novel nominee (1987) : The Summer Tree
Mythopoeic Fantasy Award for Adult Literature Best Novel nominee (1991) : Tigana
World Fantasy Best Novel nominee (1991) : Tigana
World Fantasy Best Novel nominee (1999) : Sailing to Sarantium
World Fantasy Best Novel nominee (2001) : Lord of Emperors
Mythopoeic Fantasy Award for Adult Literature Best Novel nominee (2001) : Sailing to Sarantium
British Fantasy Society Best Novel nominee (2005) : The Last Light of the Sun


Eu e as suas obras
Infelizmente Os Leões de Al-Rassan está à algum tempo na minha lista de espera e ainda não o consegui ler mas hoje já dei o primeiro passo para começar a ler os seus livros ao comprar A Árvore do Verão e espero adquirir o resto da trilogia em breve.



Eventos Bertrand - Ler no Chiado


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Opinião - O Mago, Aprendiz

Título original: Magician (1º parte)
Autor: Raymond E. Feist
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de páginas: 416


Sinopse
Na fronteira do Reino das Ilhas, existe uma cidade tranquila chamada Crydee. Nessa cidade, vive um rapaz órfão de nome Pug. Trabalhando nas lides do castelo que o acolheu, ele sonha com o dia em que se tornará um guerreiro valoroso ao serviço do rei. Mas o destino troca-lhe as voltas e o franzino Pug acaba por tornar-se aprendiz do misterioso Mago Kulgan. Nesse dia, o destino de dois mundos altera-se para todo o sempre. Subitamente a paz do reino é esmagada, sem piedade, por misteriosas criaturas que devastam cidade após cidade. Quando o mundo parece desabar a seus pés, Pug percebe que apenas ele poderá mudar o rumo dos acontecimentos, penetrar as barreiras do espaço e do tempo, e dominar os poderes de uma nova e estranha magia... Esta é uma viagem por reinos distantes e ilhas misteriosas, onde irá conhecer povos e culturas exóticas, aprender a amar e descobrir o verdadeiro valor da amizade. Mas, no seu caminho, terá de enfrentar tenebrosos perigos e derrotar os inimigos mais cruéis.

Opinião 
Considerado a obra-prima da fantasia, um dos cem livros mais memoráveis de sempre, O Mago – Aprendiz leva-nos numa viagem através de um mundo que nos pode relembrar um Senhor dos Anéis com menos negrume e sem ares de epopeia fantástica, mais leve e divertido. Uma leitura que muitos consideram adequada quer aos leitores de Harry Potter quer aos fãs de George R. R. Martin, capaz de encontrar consenso tanto num leitor mais jovem como num leitor mais amadurecido, a obra de Raymond E. Feist tem de tudo um pouco: magia, intriga, acção, romance e mais qualquer coisa é o que podem contar de encontrar neste livro.
Sorte a minha, na primeira vez que participo numa leitura Bang! calhou em votação este livro que esperava na minha estante à algum tempo para ser lido. Antes de mais, como podem imaginar não é fácil resistir à um livro que nos promete retornar a um tipo de leitura que marcou a nossa infância e imaginação quanto mais quando também é associado à maior obra de fantasia que vocês leram. E, como tal, é difícil não existir um certo tipo de expectativa em relação ao livro em causa (ando a falar muito em expectativas ultimamente) e a criar-se uma imagem na cabeça do que será.
Essa imagem não correspondeu, como acontece muitas vezes, mas o primeiro contacto entre mim e Crydee foi deveras entusiasmante. Um rol de personagens bastante diversas entre si que se relacionam de uma forma intensa, onde se reflecte os mais altos valores como a amizade, a lealdade, a honra ou o amor, agarra-nos de tal forma que as preferências tornam-se algo complicadas pois não haja dúvidas que estamos a lidar com um leque de personagens bastante interessantes a todos os níveis. Assistir ao crescimento da geração mais jovem é algo que marca a leitura deste volume de forma bastante intensa e que acaba por nos ligar ainda mais à história em si.
Sinceramente, não vejo o porque das comparações com as obras de J.K. Rowling ou de Martin, simplesmente não consigo ver grandes parecenças. Aliás, apesar de só ter visto os filmes de O Senhor dos Anéis, vejo mais parecenças com este do que com qualquer um dos outros, o que é normal, vendo a altura em que o livro foi editado pela primeira vez.
Influências à parte, a história de Pug tem as bases para uma daquelas obras de fantasia memoráveis. A escrita de Feist é leve, explicativa e sem subterfúgios o que ajuda na sua leitura, juntamente, com uma trama cheia de peripécias e cheia de aventuras, ainda com muitos mistérios por descobrir quanto mais para desvendar, que tem a sua dose de intriga, a sua dose para rir e até mesmo para chorar. Pode deixar o leitor embasbacado, e são as pequenas surpresas ao longo da narrativa que nos prendem.
Mas nada é perfeito. A forma como o autor não consegue controlar o tempo, que ora parece que não, ora anda rápido de mais, ainda por cima quando isto acontece nas cenas erradas puseram-me desnorteada. O tempo que certas personagens desaparecem para reaparecer psicologicamente diferentes ou o seu desaparecimento por completo foi aquilo que me fez mais confusão. Eu compreendo que seja uma forma de nos “obrigar” a querer ler o próximo mas pode ter o efeito contrário. Penso também que sendo o volume introdutório devia explicar mais e confundir menos pois acaba por dar a sensação que acontece tudo e mais alguma coisa para nada.
Mesmo com estes pontos negativos e sem a magia que parecia estar impregnada nesta história e que mal foi vista, parece-me que O Mago – Aprendiz ainda tem muito para dar e que no final, uma história boa pode tornar-se uma história fenomenal.
  
5*

Divulgação - Lançamento "Herança"


No início existiam dragões: criaturas altivas, ferozes e independentes. As escamas eram como jóias e todos os que contemplavam essas criaturas desesperavam, pois a sua beleza era grandiosa e assustadora.
Durante muitas eras os dragões viveram sozinhos em Alagaësia. Depois, o deus Helzvog criou os vigorosos e robustos Anões da pedra do Deserto de Hadarac. E ambas as raças lutaram bastante.

 A seguir, os Elfos viajaram pelo mar prateado, até Alagaësia, e também eles lutaram contra os dragões. Porém, os Elfos eram mais fortes que os Anões e poderiam tê-los destruído, assim como os dragões poderiam ter destruído os Elfos. Por isso, dragões e Elfos selaram um pacto entre si e dessa aliança criaram os Cavaleiros do Dragão, que mantiveram a paz em Alagaesia, durante milhares de anos.

 Entretanto os humanos viajaram por mar até Alagaësia, tal como os Urgals e os Ra’zac – os caçadores das trevas que devoram carne humana –, e os humanos também se reuniram ao pacto com os dragões.

Eragon – Aniquilador de Espectros, Cavaleiro de Dragão – não era mais que um pobre rapaz fazendeiro, e o seu dragão, Safira, era apenas uma pedra azul na floresta. Agora o destino de toda uma sociedade pesa sobre os seus ombros.

Longos meses de treinos e batalhas trouxeram esperança e vitórias, mas também trouxeram perdas de partir o coração. Ainda assim, a derradeira batalha aguarda-os, têm de confrontar Galbatorix. E, quando o fizerem, têm de ser suficientemente fortes para o derrotar. Eles são os únicos que o podem conseguir. Não existem segundas tentativas.

O Cavaleiro e o seu Dragão chegaram até onde ninguém acreditava ser possível. Mas serão capazes de vencer o rei tirano e restaurar a justiça em Alagaësia? E, se sim, a que custo? Este é o muito aguardado final da Saga da Herança aguardado em todo o mundo por uma legião de fãs ansiosos. 


Nas livrarias a 8 de Novembro

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Amanhã já podem...

Ir buscar a vossa Bang![11]  à FNAC mais próxima...



P.S. Contém uma pequeníssima participação do Chaise Longue 

Divulgação - Novidades Novembro Saída de Emergência

 Ari, a última descendente de uma longa linhagem de bruxas, pressente que o mundo está a mudar… e está a mudar para pior. Há várias gerações que ela e outras como ela zelam pelos Lugares Antigos,assegurando-se de que o território se mantém seguro e os solos férteis.
No entanto, com a chegada da primeira Lua Cheia do Verão, as
relações com os seus vizinhos azedam-se. Ari já não está segura. Há muito que o povo Fae ignora o que se passa no mundo dos mortais. Só o visitam, através das suas estradas misteriosas, quando desejam recrear-se. Agora esses caminhos desaparecem a pouco e pouco, deixando os clãs Fae isolados e desamparados. Onde sempre reinara a harmonia entre o universo espiritual e a natureza, soam agora avisos dissonantes nos ouvidos dos Fae e dos mortais. Quando se espalham nas povoações boatos sobre o começo de uma caça às bruxas, há quem se interrogue se os diversos presságios não serão notas diferentes de uma mesma cantiga. A única informação que têm para os nortear
é uma alusão passageira aos chamados Pilares do Mundo…



"NICCOLO POLO, PAI DE MARCO, REVELARÁ FINALMENTE
A HISTÓRIA QUE MANTEVE SECRETA DURANTE TODA A SUA VIDA:
A HISTÓRIA DE ALTAÏR, UM DOS MAIS EXTRAORDINÁRIOS
ASSASSINOS DA IRMANDADE.”

Altaïr embarca numa missão formidável que o levará pela Terra Santa mostrando-lhe o verdadeiro significado do Credo dos Assassinos. De modo a provar o seu empenho, Altaïr terá de derrotar nove inimigos mortais, incluindo o líder dos Templários, Robert de Sablé. A história da vida de Altaïr é contada aqui pela primeira vez: uma viagem que vai mudar a história; a sua batalha interminável contra a conspiração dos Templários;uma herança que é tão trágica como chocante e a mais profunda traição de um velho amigo.


Dia 11 de Novembro nas livrarias

Booking Through Thursday - Mais Difícil

Em condições normais, preferirias ler um livro difícil/desafiante/recompensador ou um leve/agradável/fácil?

O tema desta semana está muito estranho ou é só impressão minha?
Primeiro, "em condições normais" eu mudo de estado de espírito, seja por causa do tempo, se acordei bem ou mal-disposta, se o dia correu bem ou não, se estou doente e mal-humorada ou feliz e aos pulinhos... Ora, se de dia para dia eu tenho alterações de humor como qualquer ser humano a minha disposição para ler certo tipo de livros também se altera, certo?
Segundo, porquê este senso-comum do difícil = desafiante ou leve=agradável? Uma coisa não leva à outra. O número de páginas ou o tema do livro não garante à partida se este vai proporcionar a leitura que é esperada, pode ser exactamente o contrário.
Essa é que é a piada dos livros, não sabermos o que vai lá estar. O livro escolhido até pode derivar afinal do estado de espírito que foi a causa porque o escolhemos; pode mesmo até alterá-lo!
A mim parece que a leitora em mim (e não só) não gosta de sensos-comuns...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Opinião - Fogo

Título Original: Fire (#2 A Saga dos Sete Reinos)
Autor: Kristin Cashore
Editora: Editora Objectiva (chancela Alfaguara)
Número de páginas: 456


Sinopse
Ela é a última da sua espécie …

Vivem-se momentos conturbados nos Dells. Enquanto o rei Nash faz tudo para se manter no trono, o seu estatuto é ameaçado por chefes revolucionários que armam exércitos para o tirar do poder. À medida que a guerra se aproxima, as montanhas e florestas da região enchem-se de espiões e saltimbancos. É nestes domínios cheios de ameaças que vive Fogo, uma rapariga de cabelos vermelhos cuja beleza é impossível de resistir. A juntar à beleza enfeitiçante, Fogo tem o incrível poder de controlar as mentes de todos de quem se aproxima. O único ser imune ao poder de Fogo é o jovem Príncipe Brigan, filho do rei Nash.

Romântico e misterioso,
Fogo é o segundo volume da Saga dos Sete Reinos, iniciada com Graceling - O Dom de Katsa. A história de Fogo precede no tempo a história do primeiro livro da saga. Quem entra nos Sete Reinos já não consegue sair.

Opinião 
Uma promessa de romance, fantasia e mistério ao nível mais elevado num cenário diferente de qualquer um que possamos imaginar ou daqueles que já conhecemos, a trilogia A Saga dos Sete Reinos é a obra de estreia de Kristin Cashore e conquistou os fãs mais românticos da fantasia.
Fogo é o segundo volume desta trilogia e a prequela do primeiro, razão pela qual decidi lê-lo antes de adquirir o Graceling, livro que só recentemente consegui encontrar nas livrarias. Infelizmente, apesar da acção se passar anteriormente aos acontecimentos do primeiro, este não nos dá muita informação detalhada sobre os Sete Reinos, o que me dificultou por vezes a leitura pois houve momentos em que me senti perdida no desenrolar da história.
À parte a minha troca de ordem de leitura, entrar neste novo mundo da fantasia despertou-me alguma estranheza mas também um sentimento de retorno a infância, aos contos de fadas, ao “viver felizes para sempre”. Mas porquê? É o ritmo, a forma como Kristin nos apresenta as histórias dos protagonistas, o desenrolar da sua relação, os vilões que os separam e o final feliz. E, ao mesmo tempo, há algo de novo que nos consume, que nos encanta e nos baralha. Esta pode ser uma trilogia de fantasia, mas é acima de tudo, uma história sobre o amor, a amizade e a lealdade.
Como já salientei, o facto de ter começado pelo volume “errado” pode ter me deixado com má impressão da escrita da autora, uma vez que somos como atiradas para o meio da história sem qualquer explicação. Por exemplo, o prólogo para mim não faz qualquer sentido tal como os desenvolvimentos que acabam por ocorrer mais tarde com a dita personagem do tal prólogo, da qual já nem nos lembrávamos, pois parece uma cena que caí de pára-quedas no meio e que não traz nada de novo à trama. A autora devia ter, no meu entender, desenvolvido mais certas partes ou ter aproveitado a história inicial que ficou por ali meio perdida.
Acabando por se centrar na relação amorosa central, a escritora esqueceu-se dos bons alicerces que havia construído e que se tem sido bem aproveitados, tinham feito deste livro não só um belo livro romântico mas algo de se salientar e de original na fantasia. Podia ter conseguido muito mais do que isto, o que dá sensação de medo de tentar algo mais. Para mim, isso foi uma pena.
O que acaba mesmo por tornar Fogo um livro maravilhoso é a qualidade das suas personagens. As relações entre elas, os sentimentos que cada um transmite, a bela história de amor que a escritora nos dá são algo de belo e que pode quebrar um coração mais duro. Fogo, a protagonista, é o melhor exemplo do tipo de personagem que autora consegue criar. Existe algo de intransponível nesta personagem que nos transmite tudo aquilo que nos é contada sobre ela juntamente com uma aura de mistério, transparecendo a ideia do “nem tudo o que parece é”. As suas personagens femininas são as melhores e há para todos os gostos e feitios. O melhor do livro.
Apesar de nos transmitir apenas uma sombra do bom livro que podia ter sido, é sem sombra da dúvida um livro que encanta e enternece, original mesmo que mal aproveitado e, esperemos uma rampa para algo melhor.

5*

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Teaser Tuesday (4)

Regras:

  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro

"Não tinha de lho dizer hoje,pensei. Não ia ter de perdê-lo hoje."
p.117, Beijo de Ferro, Patricia Briggs


Rubrica original do blog Should Be Reading

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Aquisições do Mês

As minhas aquisições de Outubro foram no meu ver de muita qualidade =D

As Mentiras de Locke Lamora Scott Lynch
Acácia-Ventos do Norte David A. Durham
 Oferta:
A Vingança do Assassino Robin Hobb
Em 2ª mão:
Presságio de Fogo Marion Zimmer Bradley

 Graceling-O Dom de Katsa  Kristin Cashore


Para a faculdade adquiri:
Artur, Rei dos Bretões Daniel Mersey
O Maravilhoso e o Quotidiano no Ocidente Medieval Jacques Le Goff

sábado, 29 de outubro de 2011

Opinião - A Rainha Vermelha

Título Original: The Red Queen
Autor: Philippa Gregory
Editora: Civilização Editora
Número de páginas: 408

Sinopse
Herdeira da rosa vermelha de Lancaster, Margarida vê as suas ambições frustradas quando descobre que a mãe a quer enviar para um casamento sem amor no País de Gales. Casada com um homem que tem o dobro da sua idade, depressa enviúva, sendo mãe aos catorze anos. Margarida está determinada em fazer com que o seu filho suba ao trono da Inglaterra, sem olhar aos problemas que isso lhe possa trazer, a si, à Inglaterra e ao jovem rapaz. Ignorando herdeiros rivais e o poder desmedido da dinastia de York, dá ao filho o nome Henrique, como o rei, envia-o para o exílio, e propõe o seu casamento com a filha da sua inimiga, Isabel de York.
Acompanhando as alterações das correntes políticas, Margarida traça o seu próprio caminho com outro casamento sem amor, com alianças traiçoeiras e planos secretos. Viúva pela segunda vez, Margarida casa com o impiedoso e desleal Lorde Stanley. Acreditando que ele a vai apoiar, torna-se o cérebro de uma das maiores revoltas da época, sabendo sempre que o filho, já crescido, recrutou um exército e espera agora pela oportunidade de conquistar o prémio maior.


Opinião
A minha paixão por esta escritora iniciou-se com o primeiro volume desta trilogia, A Rainha Branca. A Guerra das Rosas, é um dos meus temas preferidos da Idade Média e a retratação que Philippa fez de uma famílias antagonistas através de uma das protagonistas mais magníficas que tive o prazer de conhecer, deixou-me extasiada.
Não fosse só a sua escrita detalhada e apaixonada que nos envolve directamente na história, fazendo-nos querer tomar um lado na contenda, também o seu cuidado com os pormenores históricos e para que a parte romanceada encaixe na perfeição com a realidade conquistam qualquer amante de História. Como se não bastasse, a sua maneira de nos dar, através das páginas, uma personalidade e uma história a estas personagens reais, obriga-nos a oferecer a nossa simpatia para com a sua causa, a querer acreditar nas suas razões, a odiar os seus inimigos.
Iniciar este livro foi à partida uma aventura para a qual já me achava preparada e para a qual já estava preparada para gostar mas tive uma pequena surpresa quando comecei. O ódio visceral que senti por Margarida Beaufort e a admiração que senti pela sua louca determinação mudaram toda a minha visão deste livro. Uma única personagem pode modificar a nossa forma de ver um livro inteiro e, esta foi uma daquelas protagonistas que consegue mesmo dar-nos a volta ao estômago e à mente.
E é aqui que se vê o talento de alguém que nos conta uma história sobre algo que já aconteceu e sobre pessoas que já viveram. Esta é daquelas que não mente. Em vez de nos apresentar uma boazinha e “pobre coitada”, a escritora dá-nos a realidade, correndo o risco de odiarmos o livro por causa da dita, que afinal é fanática e intransigente. Por causa dela, apeteceu-me bater com o livro em alguém e provocou-me algum custo na leitura que acabei por conseguir superar.
Mas mesmo com uma protagonista tão odiosa, a forma como Gregory leva-nos ao outro lado da Guerra dos Primos acaba por impedir que nos afastemos do livro, pois quando uma escrita é tão soberba, não há como tirar os olhos dela. E mesmo a própria Margarida e tudo e todos os que a rodeiam acabam por nos segurar, não da forma persuasiva do livro anterior, mas de uma forma desesperada, como se cada um dos livros reflectisse em si a personalidade daquelas que o protagonizam.
Por isso, apesar de não me ter deliciado da mesma forma que o primeiro livro desta série, A Rainha Vermelha foi uma surpresa viciante.
Através da sua forma única para contar a história de uma Guerra que mudou um país e o tornou no que é hoje, Philippa alicia-nos para uma leitura intensa, única e de uma beleza prodigiosa. 

6*