quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Booking Through Thursday - Mistério ou Romance?

Todas as coisas são iguais, qual preferes, um mistério? Ou um romance?

Bem, eu iniciar isto a dizer que depende da minha disposição mas conforme olhei para a estante tive de repensar a coisa. Acabei de me aperceber que não leio e/ou compro um mistério à montes de tempo e que os últimos que li não me deixaram satisfeita. E dois deles eram romances da Nora Roberts, por isso, fazem parte das duas categorias. Portanto, repensado e revisto, sou uma menina de romances e...vou ter de o voltar a assumir.
Creio que na opinião de Amor Quase Perfeito referi o facto de já não ser tão romântica e de já não ler romances à algum tempo. Isso é verdade. Mas eles abundam na minha estante. Porque eu era uma romântica incorrigível e, muito possivelmente, ainda sou ou estou a voltar a ser. Ainda não me decidi.
A diferença é que agora acho que são todos iguais e ando a espera de algo que me cative como o livro referido acima. E, enquanto estou a ler isto, apercebo-me que li mais romances este ano do que pensava (Desejos de Chocolate, Eterna Paixão) , ou seja, acho que estou a voltar à fase normal.
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Opinião - Presságio de Fogo

Título Original: The Firebrand
Autor: Marion Zimmer Bradley
Editora: Difel
Número de páginas: 564

Sinopse
 Neste livro a autora reimaginou a história da Guerra de Tróia e reconta-a do ponto de vista de Cassandra, a bela e atormentada princesa real de Tróia.
Na sua brilhante recriação da famosa lenda, a queda de Tróia desenrola-se de uma nova e ousada maneira a partir do julgamento de Páris, do rapto de Helena (esta não sendo aqui a perversa adúltera da lenda, mas sim uma mulher afectuosa e dedicada a Páris e aos seus filhos), e do levantamento dos exércitos gregos por Agamemnon, cunhado enfurecido de Helena, até à tragédia final da destruição da cidade, predestinada pelos deuses e pelo obstinado orgulho dos seus líderes masculinos.
A heroína deste conto épico é Cassandra, e a poderosa tensão do romance deriva tanto da luta interna, por ela travada, com as suas próprias lealdades divididas (visto que a sua lealdade ao pai, o rei, e aos irmãos é contraposta à sua submissão crescente à fé mais antiga no Matriarcado e na Terra-Mãe), como do amargo conflito entre Troianos e Gregosm no qual prevê fantasmagoricamente a destruição ou a maldição do tudo que lhe é querido, visto ter o poder da profecia.


Opinião 
 Quem não conhece Marion Zimmer Bradley? Quem não ouviu falar da sua forma de recontar uma história conhecida à sua maneira e torná-la única? Quase ninguém, em todo o mundo. Mesmo para quem não tenha lido a sua obra esta senhora da fantasia e do movimento feminista não é desconhecida. Há anos que ouço falar dela e quero ler a sua obra.
E quando as oportunidades surgem há que agarrá-las. Foi o que eu fiz quando o meu professor de Religião e Mitologia Grega nos pediu para fazer um trabalho sobre a recepção de um mito numa forma de cultura e me propôs tratar da Guerra de Tróia na perspectiva deste livro. Não vos vou contar a figura de parva que fiz à frente do professor e no meio do corredor. E tanta euforia porquê? Porque finalmente ia poder lavar a cara da vergonha e ler Marion Zimmer Bradley e porque ia fazer um trabalho sobre um dos meus temas preferidos de sempre: a Guerra de Tróia.
Apesar de tanto entusiasmo, demorei algum tempo a ler este livro visto que tive exames pelo meio e à medida que o ia lendo tinha de tirar apontamentos para o trabalho e tal pois a verdade é que tinha de ter o dobro da atenção a ler este livro. Até que perdi a cabeça e o li de rajada. Não consegui evitar. O problema é que mesmo assim não consegui deixar de ser uma leitora que já estudou este assunto de todas as perspectivas e foi ensinada a analisar esta história de uma forma crítica e objectiva. O que não me permitiu gostar tanto do livro como eu queria.
Tal como a Marion nos diz nos Agradecimentos, a mim também não me satisfaz a Íliada ou a Odisseia ou todas as tragédias gregas que falam sobre o assunto e que nos permitiram conhecer os pormenores da Guerra mais famosa de sempre. Este é um tema sobre o qual a minha mente não se farta e sobre o qual eu quero sempre saber mais. Mas não posso esquecer tudo aquilo que aprendi nas aulas ou o que li.
A verdade é que se eu tivesse lido este livro à três, quatro anos atrás, teria amado o livro até a exaustão. Hoje não consigo. E passo a explicar porquê. Estes não são os heróis que eu conheço das epopeias. Falta-me os momentos dramáticos e intensos, falta-me a honra, o orgulho, a sede de amor e poder que esta história nos transmite. Falta-me a magnitude e beleza das grandes histórias que foram transmitidas durante séculos.
Contudo, admito que este é um romance, mesmo tendo a escritora alterado muitos factos que me deixaram ultrajada, escrito de uma forma única e com uma protagonista sobre a qual eu sempre tive curiosidade: Cassandra. Eu nunca vivi bem com o facto de ela ser a única a ver a realidade desta guerra e ser uma das personagens mais esquecidas por todos. Ela foi um dos pontos altos deste livro e devo admitir que a escritora tem um talento soberbo para criar personagens femininas. Também a forma como nos conta esta história tão conhecida é bela, de uma visão, mais uma vez única, e que vale a pena ser lida.
Mas não consigo deixar de pensar que Marion relegou para segundo plano ou transformou em autênticos “homens das cavernas” os heróis por excelência de toda a literatura ocidental. A morte de Heitor foi uma facada no meu coração. Passa por nos completamente despercebida! Como é possível? O Odisseu não é o nosso Odisseu das patranhas e dos mil ardis. Onde está o amor intemporal de Andrómaca e Heitor, que protagonizaram o primeiro momento de amor romântico da literatura? O seu amor só é notado no sofrimento dela após a morte dele! Sem falar noutras coisas que me deixaram realmente desfeita com esta versão.
Desculpem o sentimentalismo desta opinião, que é a minha. Não posso relegar, apesar disto, a contadora de histórias que Bradley, e aconselho mesmo assim esta obra a quem gostar desta escritora e a quem não ligar a estes pormenores que para mim foram tão essenciais. E espero muito em breve ler As Brumas de Avalon e, quem sabe, recomeçar com esta grande senhora da Fantasia.

5*

Teaser Tuesday (9)

Regras:

  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro

"Ela fá-lo-ia perceber isto. Dobraria a obtusidade dele e fá-lo-ia perceber."
 p.129, Graceling - O Dom de Katsa, Kristin Cashore

 Rubrica original do blog Should Be Reading

sábado, 3 de dezembro de 2011

Opinião - O Sangue e o Fogo

Título Original: O Sangue e o Fogo - Trilogia Cénica
Autor: António de Macedo
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de Páginas: 500

Sinopse
Quem se atreverá a entreabrir a porta do perigoso quarto onde se guarda e se esconde, da vista dos profanos, o código que decifra o segredo dos segredos?

Prepare-se para uma viagem fantástica que começa nas ruínas da lendária Khalôm, cujas ruas eram percorridas pelas almas dos mortos porque um terrível sortilégio impedia o acesso às regiões celestes a quem morresse dentro das suas muralhas; uma viagem que continua com o choque entre os fanáticos rigores da Inquisição e as acções de bruxas que assolam uma vila no Alentejo; uma viagem que termina com um professor que capta as frases ditas por Jesus um mês antes da sua crucificação e que podem abalar os pilares em que assentam os principais dogmas da Igreja.

Opinião
 Há algo que sempre me fez impressão neste país. Os bons escritores são aqueles que são publicitados, estão em tops e toda a gente lê por causa disso. Ou então são aqueles que dão reconhecimento ao nosso país mas só se lembraram deles passado um número de anos da sua morte. Ou então basta um prémio para os adorarem. Não quero com isto dizer que alguns não são bons escritores porque são mas essa é a minoria.
Há bons livros e maus livros tanto aqui como em qualquer outro lado e como portuguesa, leitora, estudante, cidadã é sempre com orgulho que quando leio um livro em português bom, realmente bom me sinta muito satisfeita. Principalmente quando esse livro sai dos cânones típicos da literatura que se escreve em Portugal. Principalmente quando é revolucionário para a sua época, quando combateu preconceitos e varreu do ombro os queixumes que se fizeram ouvir por aqueles que não sabem do que se fala nem se trata. E, acima de tudo, porque afinal, até somos inovadores mas há quem se esqueça disso.
Este livro é isso e muito mais. Para quem não sabe, O Sangue e o Fogo é constituído por três peças escritas por António de Macedo, como indica o título original do livro, é uma trilogia cénica, e foram idealizadas em alturas diferentes da sua vida, com objectivos diferentes. A última a ser escrita, foi-o em 1988, se não me falha a memória.
Para os leitores do Portugal de hoje, se calhar não o vão achar tão original mas é exactamente para não terem tais ideias, antes da sua leitura não podem deixar de ler o prefácio que o autor nos apresenta. É aí que a vossa mente é esvaziada e preparada para o que vão ler a seguir. Foi aí, ao conhecer a história das histórias, as razões e momentos que fazem delas mais do que histórias que o meu entusiasmo cresceu. Porque muitas vezes esquecemo-nos disso.
O meu maior medo quanto a este livro foi que ele fosse muito profundo, maçudo, muito intelectual. Para aqueles que são ou foram estudantes universitários acho que percebem onde eu quero chegar. Geralmente os professores tendem a parecer que vivem numa dimensão diferente da nossa, que falam outra língua, e nos ficamos a sentir-nos parvos porque eles são demasiado eruditos. Isso não acontece neste livro. É profundo sim, faz-nos pensar, é subtil por vezes mas quando damos conta já lemos metade dele sem nos aborrecermos e sem pensar “Não percebi nada disto”. Outras vezes é directo, sarcástico, da ironia mais suave que eu já vi. É tão brilhante que quando acabámos de processar a informação, dá gosto voltar atrás e reler mais uma vez.
Em cada uma das peças vemo-nos transportados para épocas e cenários diferentes. Cada uma delas tem uma história para ser contada, as suas personagens, os seus temas e objectivos. Em cada uma delas vão aprender algo de novo. O vosso espírito vai ser preenchido e a vossa mente vai sentir-se estimulada.
É brilhante, e se calhar até vão mesmo pensar que é inovador para o século XXI. Uma coisa é certa, vão gostar de saber que o seu escritor é português.

6*

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Booking Through Thursday - Humor de Leitura

Achas que o teu humor afecta as tuas leituras? Se estiveres de mau humor, escolhes uma leitura que te apoie ou algo que te anime? Escolhes livros diferentes, dependendo se está a chover ou um sol radioso? Para essa matéria, a tua cor de humor pode modificar o que estás a ler, de modo a que um livro engraçado não seja tão engraçado ou um sério tão profundo?

Esta é uma situação em que eu sou muito inconstante. Há dias em que afecta a minha escolha de leitura ou a forma como interajo com o livro mas o próprio livro pode mudar o meu humor, por isso não é algo certo, depende de vários factores.
Por exemplo, no quadro previsto na segunda pergunta, eu escolho sempre algo que me anime mas há aqueles dias em que me apetece ser sádica (são dias raros graças aos deuses!) e escolho algo que esteja tão sombrio quanto eu. Nesse tipo de situações estou mesmo para deprimir, por isso não vale a pena mas já aconteceu eu escolher um livro para alegrar e ele deprimir-me ainda mais ou escolher um denso e esquecer que não estava aos pulinhos feliz e contente e ficar. Lá está, depende.
O tempo não interfere em nada com as minhas escolhas de mesa de cabeceira. Lá porque sou uma pessoa outonal, do frio não quer dizer que guarde aqueles livros especiais para essa altura. Aliás, alguém me explica como é que se decide o que é um livro de Inverno e o que é um livro de Verão? É que um livro não é uma camisola, não é... A única coisa em que podia interferir é que numa situação posso ler ao ar livre mas como não é algo normal em mim, não me faz grande diferença.
Quanto à última pergunta, pode, oh se pode! Como já disse mais acima, o livro pode mudar o meu estado de espírito ou o livro surgir de forma diferente a meus olhos conforme o meu humor. Eu até posso estar muito bem, ler um livro animado e um parágrafo colocar-me a espumar pela boca (teoricamente) ou a levar-me a certo tipo de pensamentos tristes e eu nunca mais pego no livro. Não porque não era alegre, doce, fantástico. Mas porque determinado momento me trouxe recordações.
Posso pegar num livro dito profundo, achar que não estou boa da cabeça, estar numa fase Felicia Adams e, no fim do livro, sou a pessoa mais feliz do mundo.
E, agora pergunto: Não é isso que um livro nos deve trazer? Sentimentos profundos, risos, lágrimas, desgostos, saudade, felicidade? Se não nos fazem sentir nada, então aí sim, o livro é mau. É por isso que lemos e é por isso que gostamos de ler. Certo?

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Aquisições NOVEMBRO

Hoje quando vou a reunir os livrinhos que comprei em Novembro para a foto da praxe é que me dei conta de que me tinha esticado este mês...ups!
Quer dizer, dois foram prenda de anos, um foi oferta, dois foi numa promoção conjunta e os restantes foram comprados nas Feiras dos Livros da Gare do Oriente a preços engraçados. Por isso, não me portei assim tão mal, certo?
Já agora quero aproveitar para agradecer, mais uma vez, ao Professor Dr. António de Macedo pela sua oferta.
Bem desde que ninguém tenha dado conta, posso ainda ter o Natal salvo, por isso, chiuuuuu!


Oferta:
O Sangue e o Fogo António de Macedo

Prendas de anos:
Os Pilares do Mundo Anne Bishop (opinião aqui)
Tormento Lauren Kate (opinião aqui)

Promoção conjunta (€10):
Requiem Robyn Young
Cruzada Robyn Young

Feira(s) do Livro:
A Árvore do Verão Guy Gavriel Kay
O Feiticeiro de Terramar Ursula Le Guin
Os Túmulos de Atuan Ursula Le Guin
O Outro Lado do Mundo Ursula Le Guin
 O Espelho Negro Juliet Marillier

 

 




terça-feira, 29 de novembro de 2011

Teaser Tuesday (8)

Regras:

  • Pegar no livro que estamos a ler
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  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro

"(...):Quando o Amor me desterrou, foi a Crueldade que se apiedou de mim."
p. 23, O Dardo de Kushiel, Jacqueline Carey


Rubrica original do blog Should Be Reading

Quem Faz Anos Hoje?

Parece-me que o mês de Novembro é bastante propício ao nascimento de grandes escritores! Hoje comemora-se o aniversário daquela que é a criadora da personagem com quem mais me identifico e que me marcou muito não só como leitora mas também como pessoa. Falo-vos de uma das escritoras mais intemporais e adoradas de sempre...

Louisa May Alcott

Biografia
Nascida em Germantown, Pensilvânia no dia 29 de Novembro de 1832, Louisa foi criada pelos pais, o filósofo/professor Bronson Alcott  e a cristã-praticanta, Abigail May, juntamente com mais três irmãs, Anna, Elizabeth e May, e terá sido a sua vida e experiências que a terá levado a escrever As Mulherzinhas. A personagem Jo March terá sido baseada em si mesma, uma vez que a escritora era uma "maria-rapaz" na infância. No decorrer desta, em Boston e Concord, terá convivido com vários intelectuais, como Emerson, cuja biblioteca ela visitava assiduamente, ou Thoreau, com quem fazia excursões pela natureza. 
A sua paixão pela escrita terá começado cedo, uma vez que Louisa tinha uma imaginação muito fértil e dada a melodramas. Ela e as irmãs representavam as suas histórias para os amigos (onde é que nos já vimos isto?) e a jovem fazia questão de representar as personagens mais estranhas como os fantasmas, vilões, rainhas loucas (também já vi isto nalgum lado...).
Quando aos 15 anos a pobreza afectou a sua família, Louisa decidiu dedicar-se a qualquer trabalho que lhe oferecessem para ajudar a sua família. Numa sociedade que dava tão poucas oportunidades às mulheres, foi professora, governanta, criada, costureira, durante anos fez qualquer trabalho que encontrasse.
Apesar de só ter publicada a sua primeira obra aos 22 anos, a sua carreira como autora já havia começado à algum tempo com a poesia e alguns contos. Flower Flabes pode ter sido o seu primeiro livro mas o marco da sua carreira foi Hospital Sketches, baseado nas cartas que havia escrito enquanto enfermeira em Whashington D.C. durante a Guerra Civil.
Aos 35 anos, após um pedido do seu editor, Thomas Niles, acedeu a escrever uma história para raparigas. Nasceu As Mulherzinhas. Escrito em dois meses no ano de 1868, a escritora havia-se baseado na sua experiência de vida e das irmãs, situando a história na Nova Inglaterra da Guerra Civil. Jo March marcou a literatura americana como a primeira heróina adolescente que luta pela sua individualidade, com uma personalidade vincada, longe do estereótipo americano dessa época.
Escreveu 30 livros e contos. Morreu no dia 6 de Março de 1888, dois dias após a morte do pai. Foi enterrada no cemitério Sleepy Hollow em Concord.

Bibliografia
1855 - Flower Fables
1863 - Hospital Sketches
1864 - The Rose Family
1865 - Moods
1867 - Morning-Glories and Other Stories
1867 - The Mysterious Key and What It Opened
1868 - Little Women (As Mulherzinhas)
1869 - Good Wives ( Boas Esposas)
1870 - An Old Fashioned Girl (Uma Rapariga à Moda Antiga)
1871 - Little Men  ( Homenzinhos)
1872-1882 - Aunt Jo's Scrap-Bag
1873 - Work: A Story of Experience
1875 - Beginning Again
1875 - Eight Cousins
1876 - Rose in Bloom
1877 - A Modern Mephistopheles
1877 - Under the Lilacs
1880 - Jack and Jill
1886 - Jo's Boys
1886-1889 - Lulu's Library
1888 - A Garland for Girls
1893 - Comic Tragedies Written by Jo and Meg

Eu e as suas obras
 Louisa May Alcott entrou na minha vida uma única vez, e por cá ficou. As Mulherzinhas marcou uma época e um tempo na minha vida. Li-o muito nova, devia ter uns 9 ou 10 anos, e adorei-o logo. Tanto que o tenho relido durante os anos que já passaram sempre que quero recordar quem fui, quem sou e quem quero ser. A Jo March é um símbolo da menina que era. As parecenças fazem-me sempre sorrir, mesmo após estes anos todos. Excusado será dizer que tenho esta edição do livro, uma ilustrada e, claro, o filme, que pôs a Winona Ryder num lugarzinho muito especial.
É uma daquelas histórias especiais que são inesquecíveis e ficam para sempre, daquelas que se passa às gerações futuras e que lemos quando queremos recordações. Por alguma razão, é um dos livros da minha vida.



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Quem Faz Anos Hoje? Parte II

Pois é! Há mais uma escritora que faz anos neste dia! Mas esta é uma das senhoras do romance paranormal, os seus livros tiveram direito a série e tudo! Estou a falar-vos da criadora de Sookie, Billy, Tahra e do meu querido Eric. Ela merece ou não os parabéns?

Charlaine Harris

Biografia

Depois de manter alguns empregos de baixo nível, teve a oportunidade de ficar em casa e escrever, tendo a sorte de duas das suas histórias serem publicadas pela Houghton Mifflin. Estas eram duas séries de mistério e tinham duas protagonistas algo estranhas: uma bibliotecária da Geórgia, Aurora Teagarden, que lhe valeu uma nomeação ao Agatha;  a outra, Lily Bard, sobreviveu a um ataque terrível e a sua história como ela aprende a sobreviver com as consequências desse ataque. Mas Charlaine não se ficou por aí. Uma outra heroína tem uma estranha habilidade. Harper Connelly, atingida por um raio e estranha, ganha a vida com o seu  dom de encontrar cadáveres.
Como nenhuma dessas séries teve um grande impacto  no mundo literário, a escritora decidiu escrever aquilo que sempre quis, a famosa série The Southern Vampire Mysteries, traduzida em terras lusas pela Saída de Emergência. Esta série rompeu as fronteiras do romance paranormal por apelar a todos aqueles que gostassem de boa aventura e, bem, diferente . A protagonista, Sookie Stackhouse, uma empregada telepata em Louisiana, amiga de vampiros, lobisomens e diversas outras criaturas estranhas, conquistou milhares de fãs em todo o mundo quer através, quer através da série televisiva True Blood.
A escritora vive actualmente em Arkansas com o marido, três filhos, três cães e um pato, e é ainda directora de uma igreja, membro da Mystery Writers of America, da Sisters in Crime, da American Crime Writers League e ex-presidente da Arkansas Mystery Writers Alliance.

Bibliografia

Série The Southern Vampire Mysteries
Dead Until Dark - (Sangue Fresco ) 2001
Living Dead in Dallas  - (Dívida de Sangue) 2002
Club Dead - (Clube de Sangue) 2003
Dead To The World - (Sangue Oculto) 2004
Dead as a Doornail -(Sangue Furtivo) 2005
Definitely Dead -(Traição de Sangue) 2006
All Together Dead -(Sangue Felino) 2007
From Dead To Worse -(Laços de Sangue) 2008
Dead And Gone -(Sangue Mortífero) 2009
Dead in the Family - (Segredos de Sangue) 2010
Dead Reckoning 2011

(Existem mais uma série de contos neste universo)




Série Aurora Teagarden
Real Murders
A Bone to Pick
Three Bedrooms, One Corpse
The Julius House
Dead Over Heels
A Fool and his Honey
Last Scene Alive
Poppy Done to Death


Série Lily Bard "Shakespeare"
Shakespeare's Landlord
Shakespeare's Champion
Shakespeare's Christmas
Shakespeare's Trollop
Shakespeare's Counselor


Série Harper Connelly
Grave Sigh
Grave Surprise
An Ice Cold Grave
Grave Secret


Não pertencentes a série
Delta Blues
Blood Lite
A Secret Rage
Sweet and Deadly


 Eu e as suas obras.
Da série Sangue Fresco traduzida cá pela Saída de Emergência, ainda só li os dois primeiros volumes, Sangue Fresco e Dívida de Sangue (opinião deste aqui). Comprei o primeiro pela altura do seu lançamento mas apesar de me ter proporcionado um bom momento de leitura não me puxou para comprar o resto da série. Mas como entretanto me tornei uma grande fã da série televisiva, decidi voltar a tentar, e o segundo livro já me puxou de outra maneira e espero continuar a leitura mas não para já. Já a série da HBO, como já devem ter percebido, essa sim conseguiu agarrar-me de uma forma  mais entusiasta, o que não é nada costume, porque normalmente eu detesto as séries e/ou os filmes baseados em livros. Mas esta foi uma excelente surpresa, principalmente o meu Eric *.*

Quem Faz Anos Hoje?

Hoje seria o 166º aniversário de um dos meus escritores de eleição, Eça de Queiroz. Para mim, um dos nomes mais sonantes e importantes da nossa literatura e, sem sombra da dúvida, um dos factores que me faz ter orgulho em ser portuguesa.

Eça de Queiroz

Biografia

José Maria Eça de Queirós nasceu na Póvoa do Varzim em 25 de Novembro de 1845. Curiosamente (e escandalosamente para aquela época), foi registado como filho de José Maria d`Almeida de Teixeira de Queirós e de mãe ilegítima.
O seu nascimento foi fruto de uma relação ilegítima entre D. Carolina Augusta Pereira de Eça e do então delegado da comarca José Maria d`Almeida de Teixeira de Queirós. D. Carolina Augusta fugiu de casa para que a sua criança nascesse afastada do escândalo da ilegitimidade.
O pequeno Eça foi levado para casa de sua madrinha, em Vila do Conde, onde permaneceu até aos quatro anos. Em 1849, os pais do escritor legitimaram a sua situação, contraindo matrimónio. Eça foi então levado para casa dos seus avós paternos, em Aveiro, onde permaneceu até aos dez anos. Só então se juntou aos seus pais, vivendo com eles no Porto, onde efectuou os seus estudos secundários.
Em 1861, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Aqui, juntou-se ao famoso grupo académico da Escola de Coimbra que, em 1865, se insurgiu contra o grupo de escritores de Lisboa, a apelidada Escola do Elogio Mútuo.
Esta revolta dos estudantes de Coimbra é considerada como a semente do realismo em Portugal. No entanto, esta foi encabeçada por Antero de Quental e Teófilo Braga contra António Feliciano de Castilho, pelo que, na Questão Coimbrâ, Eça foi apenas um mero observador.
Terminou o curso em 1866 e fixou-se em Lisboa, exercendo simultaneamente advocacia e jornalismo. Dirigiu o Distrito de Évora e participou na Gazeta de Portugal com folhetins dominicais, que seriam, mais tarde, editados em volumes com o título Prosas Bárbaras.
Em 1869 decidiu assistir à inauguração do Canal do Suez. Viajou pela Palestina e daí recolheu variada informação que usou na sua criação literária, nomeadamente nas obras O Egipto e A Relíquia.
Por influência o seu companheiro e amigo universitário, Antero de Quental, entregou-se ao estudo de Proudhon e aderiu ao grupo do Cenáculo. Em 1870, tomou parte activa nas Conferências do Casino (marca definitiva do início do período realista em Portugal) e iniciou, juntamente com Ramalho Ortigão, a publicação dos folhetins As Farpas.
Decidiu entrar para o Serviço Diplomático e foi Administrador do Concelho em Leiria. Foi na cidade do Lis que elaborou O Crime do Padre Amaro. Em 1873 é nomeado Cônsul em Havana, Cuba. Dois anos mais tarde, foi transferido para Inglaterra, onde residiu até 1878. Foi em terras britânicas que iniciou a escrita d` O Primo Basílio e começou a arquitectar Os Maias, O Mandarim e A Relíquia. De Bristol e Newcastle, onde residia, enviou frequentemente correspondência para jornais portugueses e brasileiros. No entanto, a sua longa estadia em Inglaterra encheu-o de melancolia.
Em 1886, casou com D. Maria Emília de Castro, uma senhora fidalga irmã do Conde de Resende. O seu casamento é também sui generis, pois casou aos 40 com uma senhora de 29.
Em 1888 foi com alegria transferido para o consulado de Paris. Publica Os Maias e chega a publicar na imprensa Correspondência de Fradique Mendes e A Ilustre Casa de Ramires.
Nos últimos anos, escreveu para a imprensa periódica, fundando e dirigindo a Revista de Portugal. Sempre que vinha a Portugal, reunia em jantares com o grupo dos Vencidos da Vida, os acérrimos defensores do Realismo que sentiram falhar em todos os seus propósitos.
Morreu em Paris em 1900.

Fonte

Bibliografia

A Cidade e as Serras
A Ilustre Casa de Ramires
A Relíquia
A Tragédia da Rua das Flores
As Farpas
Contos
Correspondência de Fradique Mendes
O Crime do Padre Amaro
O Mandarim
O Mistério da Estrada de Sintra
O Primo Basílio
Os Maias
Uma Campanha Alegre
Prosas Bárbaras
São Cristóvão

Eu e as suas obras
 Tudo começou com Os Maias. Como ia dar esta obra no 11º ano, decidi ler o livro durante o verão para me preparar. Eu já tinha tentado ler antes mas os primeiros capítulos, de tanta descrição, haviam-me estudado. Hoje não faço a mínima ideia do porquê. Passado esses capítulos iniciais entrei por completo na história de Carlos e Maria Eduarda, conheci o Ega (e que belo momento foi esse!), deliciei-me com a sátira e ironia do autor, ri as gargalhadas e desesperei. Quando chegou o início do ano lectivo andei desejosa que a professora chegasse rapidamente às aulas sobre a obra e depois, tive um lindo 19 *.*
Ainda esse ano li O Crime do Padre Amaro. A ironia de Eça está outra vez presente neste livro. Não é tão magnífico digamos como o anterior mas a imagem que transmite da sociedade portuguesa é mais uma vez escarninha e real, mostrando-nos mais uma vez a hipocrisia que abundava no século XIX.
Só mais tarde li A Tragédia da Rua das Flores. Foi o que menos gostei, talvez por me fazer lembrar em demasia Os Maias e não ser tão bom mas continua a ter aquele estilo inconfundível.
Entretanto, tenho ali na estante A Relíquia e Correspondência de Fradique Mendes e parece-me que tenho de ir a casa dos meus avós ver o que para lá há...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Booking Through Thursday - Agradecida(o)

Qual o livro ou autor estás mais agradecida(o) de ter descoberto? Já leste tudo o que escreveu? Releste? Porque os aprecias tanto?

Existem vários livros e autores que estou  agradecida de ter descoberto mas quando li o desafio desta semana só uma foi a primeira a vir-me a cabeça.
A minha adorada rainha da dark fantasy e criadora das personagens mais magníficas que tive a oportunidade de conhecer e dos mundos que preenchem a minha imaginação: Anne Bishop.
Para explicar a minha relação com Bishop tenho de vos contar como esta senhora ganhou um lugar de destaque na minha estante. Numa noite quente de Junho de 2007, esta menina estava muito chateada em casa porque a mãezinha e o tiozinho mais novo tinham ido sair e não a tinham levado (ela que queria tanto ir à Feira do Livro e não lhe tinham ligado nenhuma) que quando a mãe chegou, toda sorridente, e perguntou por ela porque trazia um saco para a mal-disposta, bem, lá fui perguntar o que era. Estão a ver a minha cara quando vi um saco da Saída de Emergência? Não, não estão. Mas antes que eu pudesse abrir a boca e reclamar, a minha rica mãezinha disse-me logo: "Estava um livro em lançamento na banca daquela editora que gostas muito, sabes e eu gostei tanto da capa que quando a senhora me disse que era o último livro de uma colecção, decidi trazer-te os três". Minha adorada mãe, que sempre teve tão bom gosto *.*
Exactamente, era a Trilogia das Jóias Negras inteirinha para mim! Excusado será dizer não devo ter dormido nessa noite e nas duas seguintes porque a li toda em tempo recorde, eu que já andava a namorar os livros à algum tempo de cada vez que ia a Bertrand, estava extasiada!
De tal forma, que reli essa mesma trilogia dezenas de vezes durante esse ano e daqueles que já passaram entretanto, e só uma escritora quase me arrebatou o coração como essa (uma história para outra altura), porque é difícil substituir aquilo que esta trilogia nos dá. Os seus cenários negros e arrebatadores, que têm tanto de mau como de bom, as suas histórias fortes contadas pela voz inconfundível de Anne. Ela tem uma forma de contar as suas histórias que nos arrebata e conquista, que nos tira a respiração e acelera o nosso coração, é como um vício que não pudemos largar nunca mais. E depois há as suas personagens. As suas personalidades fortes e desafiantes, as suas fraquezas e temores, tudo nelas nos faz querer saber mais. Daemon, Jaenelle, Saetan, Lucivar, Surreal, entre tantas outras, continuam a ter um lugar de preferência no meu coração de leitora.
Após esta trilogia, não perdi mais nenhum. Li todos os livros que foram traduzidos, pertencentes a este mundo, ao de Éfemera e, mais recentemente, o de Tir Alainn. Adoro-os a todos! Entro praticamente em histeria quando saí e tenho a necessidade de o comprar logo, logo e lê-lo o mais rapidamente possível.
Portanto, se estou agradecida? Obviamente que sim!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Teaser Tuesday (7)

Regras:

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  • Partilhar o título e o autor do livro

"Garseano: Reservo a minha piedade para as verdades simples, mas transcendentes, do céu e da terra.
Mercador: E não será esta uma verdade simples e transcendente?
Garseano: Se fosses tu a responder, que dirias?"
 p. 38, O Sangue e o Fogo, António de Macedo
 
Rubrica original do blog Should Be Reading

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Opinião - Tormento

Título Original: Torment (Fallen #2)
Autor: Lauren Kate
Editora: Planeta Manuscrito
Número de páginas: 328

Sinopse
Quantas vidas é preciso viver antes de encontrar alguém por quem valha a pena morrer?
O inferno na Terra. É como Luce se sente por estar longe do namorado, o anjo caído Daniel.
Levaram uma eternidade a encontrarem-se e agora ele diz-lhe que tem de partir.
Afastar-se para perseguir os Proscritos – imortais que querem matar Luce. Daniel esconde Luce em Shoreline, um colégio na rochosa costa da Califórnia com estudantes estranhamente dotados: os Nefilim, filhos de anjos caídos e humanos.
Em Shoreline, Luce fica a saber o que são as Sombras e como as pode usar por serem janelas para as suas vidas anteriores.
Mas, quanto mais aprende mais suspeita que Daniel não lhe contou tudo. Oculta-lhe qualquer coisa… qualquer coisa perigosa.
E se ele lhe mentiu sobre o passado em comum?
E se Luce estiver na realidade destinada a ficar com outra pessoa?

Opinião 
Numa altura em que abundam as histórias de amor eterno entre um imortal e uma mortal e vice-versa, Lauren Kate conseguiu, com o seu bestseller Anjo Caído, que eu desse uma segunda oportunidade a este tipo de enredo. O facto de parecer ligeiramente diferente do que eu havia lido antes deste género (a Saga Luz e Escuridão) e a(s)  sua(s) capa(s) fantástica(s) fez com que comprasse o livro, gostasse e tivesse aguardado durante um ano, com alguma expectativa, este Tormento.
Ante de mais, quero explicar-vos o porquê de eu ter gostado do livro anterior. Não é que fosse um excelente livro, não é que não tivesse assim tantas parecenças com a dita saga abominável mas tinha uma história diferente. Uma história com “pés e cabeça”, um enredo suficientemente diferente para me deixar curiosa, umas personagens com um bocadinho mais de “sal”.
Sim, vendo bem eu ESTAVA realmente entusiasmada com este lançamento, porque no fundo, sou uma lamechas e ainda estou a espera de uma história deste género que seja boa, mesmo boa. E tive uma esperança enorme que fosse Fallen, essa história.
Pelos vistos, bem posso continuar a espera. Aliás, pela minha experiência, eu devia ficar-me pelos primeiros volumes deste tipo de sagas. Assim não me passava. Mas eu continuo a insistir, não se sabe bem porquê.
Passo a explicar-me. É que com um enredo até interessante, e que ainda tinha muito para dar, é quase inconcebível o que se passou neste segundo volume. Ou melhor, o que não se passou. São 300 páginas em que não acontece nada e em que o pouco que acontece não tem qualquer tipo de explicação, ou seja, até seriam cenas que teriam toda uma lógica se explicadas. Só que explicações são uma coisa que não existe neste livro.
Mas o que me desiludiu mesmo foi ver a Luce a ficar demasiado parecida com a Bella. A crise existencial dela faz muito mais sentido do que a desta última e ela tem uma personalidade muito menos irritante mas há parecenças, até podiam ter sido ignoradas mas irritaram-me. Porque não havia necessidade.
Mais, os novos elementos que a autora acrescentou não trouxeram nada de novo, só complicaram, além de que parece uma forma de ela estar a encher páginas para estar a vender livros e para aumentar a trilogia. Ela devia era ter desenvolvido a história dela, não estar a empatar.
Entenda-se, o livro não é mau. O que estou a querer dizer é que ele podia ter sido bom se a Lauren Kate não quisesse imitar a Stephenie Meyer e se se tivesse lembrado que estava no bom caminho para fazer algo melhor. Porque ele até tem alguns bons momentos mas eu não consegui apreciá-los pois não tinha nada a ver com aquilo que eu havia lido antes. Eu queria ler a história da Luce e do Daniel, não a da Bella e do Edward alterada.
Foi uma pena, sinceramente, mas aqui está mais uma prova que se escreve livros para se venderem, não para serem bons livros. Ainda bem que Paixão ainda vai demorar a sair cá, pode ser que até lá eu recupere para o conseguir ler.

3*

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Divulgação - Novidades Presença

María Pilar Queralt del Hierro reuniu em Mulheres de Vida Apaixonada uma seleção de biografias de mulheres de todas as épocas que se destacaram pelas suas vidas excecionais. Motivadas por verdadeira paixão, puseram os seus ideais acima da própria vida, enfrentando um destino trágico. Ao debruçar-se sobre a biografia de mulheres como Hipácia de Alexandria, Cleópatra, Inês de Castro, Joana d’Arc, Olympe de Gouge, Leonor de Távora, Isadora Duncan, Rosa Luxemburgo, Eva Braun, Diana de Gales, entre tantas outras, a autora oferece-nos uma visão abrangente da condição feminina e da sua evolução ao longo da História. 





Ao longo de trinta anos, Jonathan Stride, o carismático detetive que chefia a Brigada de Detetives da polícia de Duluth, foi assombrado por um crime do passado - o violento e incompreensível homicídio de Laura Starr. Mas quando Tish Verdure regressa à cidade na posse de novas provas e determinada a reabrir o processo para que o assassino da sua amiga de juventude seja punido, Stride ganha um novo fôlego e dá início a uma nova investigação. Em O Voyeur, o suspense adensa-se, o ritmo acelera e a adrenalina atinge níveis quase insustentáveis. Um romance noir, genialmente orquestrado, que vem confirmar Freeman como um grande mestre do thriller. 



Numa pequena povoação no Sul profundo dos Estados Unidos, Carson McCullers dá-nos a conhecer um trio de personagens pouco convencional. Miss Amelia Evans foi casada durante dez dias com Marvin Macy, o homem mais bem-parecido mas com o caráter mais instável da povoação, e desde aí tem estado sozinha à frente do seu próprio destino. Até um dia chegar à terra um anão corcunda que se afirma seu primo, roubando-lhe o coração e transformando a sua loja num café cheio de vida. Mas quando o marido rejeitado regressa ao fim de vários anos, inicia-se um estranho triângulo amoroso - e a vida no café nunca mais voltará a ser a mesma…

Booking Through Thursday - Género

Dos livros que tens, qual é a maior categoria/género? Também é a categoria que mais lês?

Bem, olhando para a estante e segundo o Goodreads, o género que eu mais leio é... Fantasia (surpresa, surpresa!).
E há dez anos é aquele que eu mais leio, graças a um rapazinho de óculos com um raio na testa, chamado Harry Potter. Pois é, parece que sou viciada em fantasia à alguns anos...ups!
 


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Opinião - Os Pilares do Mundo

Título Original: The Pillars Of The World (Tir Alainn Trilogy #1)
Autor: Anne Bishop
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de Páginas: 384

Sinopse
AS ÁRVORES AVISAM-NOS QUE ESTÃO EM PERIGO...

Ari, a última descendente de uma longa linhagem de bruxas, pressente que o mundo está a mudar... e está a mudar para pior. Há várias gerações que ela e outras como ela zelam pelos Lugares Antigos, assegurando-se de que o território se mantém seguro e os solos férteis. No entanto, com a chegada da primeira Lua Cheia do Verão, as relações com os seus vizinhos azedam-se. Ari já não está segura. Há muito que o povo Fae ignora o que se passa no mundo dos mortais. Só o visitam, através das suas estradas misteriosas, quando desejam recrear-se. Agora esses caminhos desaparecem a pouco e pouco, deixando os clãs Fae isolados e desamparados. Onde sempre reinara a harmonia entre o universo espiritual e a natureza, soam agora avisos dissonantes nos ouvidos dos Fae e dos mortais. Quando se espalham nas povoações boatos sobre o começo de uma caça às bruxas, há quem se interrogue se os diversos presságios não serão notas diferentes de uma mesma cantiga. A única informação que têm para os nortear é uma alusão passageira aos chamados Pilares do Mundo...

Opinião
Reencontrar as personagens de Anne Bishop é mais do que uma sensação de deleite com misto de saudade. É um regresso ansioso e desesperado, longas horas de leitura seguidas, frustração por não puder continuar, acabar com um sorriso nos lábios e começar a suspirar pelo próximo momento de puro prazer.
Quando, ainda por cima, se trata de uma nova trilogia, de um novo mundo mágico, mais personagens fascinantes e todo um enredo desconhecido, é caso para eu entrar em histeria (o que pode ter acontecido por breves momentos) e, literalmente, devorar um livro.
Ou não fosse esta uma história que nos traz bruxas, fadas, uma espécie de Inquisição a la Bishop, tudo com uma pitada daquilo que difere a escrita desta escritora das demais, Os Pilares do Mundo são um exemplo belo de quando a imaginação não falta e, que mesmo que não se possa superar uma obra-prima, pode-se sempre dar o que de melhor temos.
Foi isso que a escritora aqui fez. Pode faltar a escuridão das Jóias Negras, a sua beleza mais intensa e profunda mas o primeiro volume de Tir Alainn é único no seu estilo e mostra, se calhar, um lado mais doce e encantado da autora, diferenciando-se de tudo o resto, tornando-se uma lufada de ar fresco para os fãs de Bishop que ainda fazem “luto” pelo fim da sua trilogia mais famosa.
É por ser diferente, por contar algo de novo, que a história de Ari me deliciou. Porque é sempre bom ver registos diferentes da nossa escritora preferida, para relembrar porque razão o é. Afinal, a sua escrita, seja a contar que história for, torna-a algo de sublime e há que manter a mente aberta, esquecer tudo o resto, e saborear a “inocência” deste livro para recordar a razão porque Anne Bishop é uma das escritoras mais aclamadas da fantasia.
Como se não bastasse todo um novo enredo, rodeado de magia antiga, lembrança de mitos, da devoção à Terra Mãe misturado com caças às bruxas, a sobrevivência de todo um povo e a vingança de alguns, existem também existem novas personagens para nos apresentarem este mundo. Como é típico da escritora, são exuberantes, apaixonadas, dementes, calmas, doces, vingativas, sábias, clementes, odiadas e adoradas, existindo para todos os gostos culturais e de personalidade.
Posso dizer que estou deveras encantada com todas elas, e o que sinto por elas faz-me recordar tudo o que sinto pelas outras personagens, não com tanta paixão e devoção, mas de uma forma mais calma desse amor. A verdade, é que Anne não me desilude, nunca.
Por isso, perder uma oportunidade para se voltarem, senão apaixonar, pelo menos deliciar pela escrita desta autora, é quase um crime, porque, sim, têm razão, não tem nada a ver com o mundo de que nos despedimos a pouco tempo, mas esse era insubstituível. Mas será que mesmo assim, vós bishopianas e bishopianos, querem mesmo perder uma oportunidade única de conhecer algo novo? 

7*

Teaser Tuesday (6)

Regras:

  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro

"Mas, depois, os adoradores dos deuses do Céu, a tribo dos cavaleiros, os utilizadores do ferro, desceram à nossa terra; e quando as rainhas os tomaram como consortes, eles intitularam-se reis e exigiram o direito de governar. E assim os deuses e deusas se tornaram rivais;e chegou o tempo em que Tróia foi palco das suas disputas."
p. 9, Presságio de Fogo, Marion Zimmer Bradley

Rubrica original do blog Should Be Reading

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Fórum Fantástico 2011




Não faltes! É um evento que não vais querer perder...


 Vê qual é o melhor dia para ti ou então vem a todos =p
Programa do Fórum Fantástico 2011

domingo, 13 de novembro de 2011

Opinião - A Vingança do Assassino

Título Original: Assassin's Quest (Farseer Trilogy #3.1)
Autor: Robin Hobb
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de páginas: 441

Sinopse
FitzCavalaria renasce dos mortos graças à magia desprezada da Manha, mas a sua fuga das garras da morte deixou-o mais selvagem do que humano. Os seus velhos amigos têm que ensiná-lo a ser um homem de novo, e depois deixá-lo escolher o seu próprio destino. Incapaz de esquecer a tortura a que foi submetido às mãos do príncipe usurpador, Fitz planeia vingança enquanto recupera a sua alma e sanidade. Até ao momento em que o seu verdadeiro rei o chama para o servir numa missão misteriosa com consequências inimagináveis.
Numa terra arruinada pela ganância e crueldade onde Fitz se tornou uma lenda temida, ele fará tudo para restaurar a verdadeira regência nos Seis Ducados. Mas primeiro terá que escapar dos seus inimigos que lhe movem uma perseguição sem quartel... Não perca mais um excecional volume da Saga do Assassino recheado de emoção, magia pura e personagens memoráveis.


Opinião 
Após uma A Corte dos Traidores recheada de acção e intrigas, mistérios e revelações, e com um final de incertezas e mudanças, eis que retornei às aventuras de Fitz, através do penúltimo volume da saga, A Vingança do Assassino. Como o título indica, o nosso aprendiz de assassino regressa da sepultura para vingar os que mais ama, a sua terra e, aquilo que poderá ter perdido, a sua alma.
Num contexto mais introspectivo, antecedente do desfecho de A Saga do Assassino, assistimos a uma demanda solitária pela descoberta própria acerca do dever e da honra, da vingança e da lealdade, num ritmo mais intenso mas pessoal, como se precisássemos de conhecer profundamente Fitz para pudermos entender o final que aí se avizinha…
Para mim, que gosto sempre dos livros mais explicativos de uma série do que dos outros, este é o livro perfeito da história dos Seis Ducados. Para quem adora o Fitz, como eu, e não estava preparado para o final do livro anterior, é como uma dádiva. Entendê-lo é algo que se torna necessário depois dos últimos acontecimentos para que cada coisa volte ao seu lugar correcto, pois o filho de Cavalaria é a ligação entre todos eles, aquele que vai organizar o caos. Daí a transição presente neste livro estar personificada nesta personagem, também ele se encontra em transição.
Como disse a própria Robin à revista Bang!, “Os leitores que gostam dos meus livros são leitores que gostam de livros alicerçados em personagens”, e tem razão, pois se assim não fosse, ela não se podia ter dado ao luxo de fazer um livro como este, tão concentrado nos dilemas e buscas pessoais do protagonista.
               Mas também novas personagens nos surgem deste livro e que podem tornar-se importantes para o futuro do Bastardo da Manha. Personagens dignas da autora, com personalidades e histórias variadas e cada uma com o seu lugar no enredo, tornando-se todas elas essenciais para a demanda que se aproxima.
Para além disso, visitámos vários cenários ainda não visitados do mapa do reino dos Visionários, uns mais rurais, outros de passagem, existindo mais uma vez uma diversidade nas gentes e lugares.
Não há como após esta leitura negar que esta é uma saga da fantasia épica a não perder. Cada vez que revisito a escrita de Robin, volto a perder-me no seu cuidadoso mundo, tão bem construído e sempre tão surpreendente. Com momentos mais emocionais e psicológicos do que os outros, este é o livro que vai fazer-nos suspender a respiração para um dos finais mais esperados de sempre.
Quando se está a aproximar o fim de uma série, parece que entrámos em total discórdia com nós mesmos: queremos ler o livro rápido para saber o que acontece ou queremos lê-lo o mais devagar possível para fazer durar. É esta a sensação que o fim deste livro me deu. Gostava de o ter lido mais devagar mas por outro, quero ir comprar o próximo assim que puder. É a sensação que uma saga dá quando é tão boa quanto esta.

7*