sábado, 7 de janeiro de 2012

Opinião - Em Chamas

Título Original: Catching Fire (#2 The Hunger Games)
Autor: Suzanne Collins
Editora: Editorial Presença
Número de Páginas: 265


Sinopse
 Contra todas as expectativas, não só Katniss Everdeen venceu os Jogos da Fome, como pela primeira vez na história desta competição dois tributos conseguiram sair da arena com vida. Mas o que para Katniss e Peeta não passou de uma estratégia desesperada para não terem de escolher entre matar ou morrer, para os espectadores de todos os distritos foi um acto de desafio ao poder opressivo do Capitólio. Agora, Katniss e Peeta tornaram-se os rostos de uma rebelião que nunca esteve nos seus planos. E o Capitólio não olhará a meios para se vingar... O segundo volume da trilogia "Os Jogos da Fome" mantém um ritmo constante de adrenalina e promete tornar-se uma das leituras mais viciantes do ano.

Opinião 
 Após um início emocionante, capaz de parar corações e fazer as nossas mentes andar a mil hora, as vidas de Katniss e Peeta continuam depois de, contra todas as expectativas, terem ganho ambos os Jogos da Fome. Mas as repercussões não fazem esperar e ambos têm de aprender que não se pode desafiar as regras sem sofrerem as consequências. Principalmente quando as suas acções causam efeitos inesperados e ultrapassam tudo aquilo que poderiam imaginar.
 A primeira parte desta trilogia é intensa e vibrante, tendo-me agarrado às suas páginas de uma forma obsessiva que se transpôs para este segundo livro. A maior parte das opiniões que li diz-nos que este não causou a sensação do primeiro, que lhe faltou algo, outros elogiaram-no e dizem ter gostado do clima deste, diferente de Os Jogos da Fome. Geralmente, eu gosto sempre dos livros mais calmos e introspectivos e gosto de ver as mudanças que ocorrem e como isso afecta as personagens, principalmente em casos como este, em que se antecede o final e portanto respeita a máxima de «antes da tempestade, vem sempre a bonança».
Foi o que aconteceu com o Em Chamas. Este conseguiu chamar-me a atenção de uma forma que, pensando bem, faltou ao primeiro livro. Talvez por ser um bom seguimento de um bom livro. Muitos de vocês sabem como muitas vezes o livro a seguir nos pode desiludir, tirar a vontade de ler determinada saga. Com este volume é impossível não termos vontade de chegar ao fim, de não ler tudo até à última palavra.
As questões que ficaram sem resposta são agora respondidas e está na altura de os vencedores aceitarem que os seus actos trouxeram consequências que podem modificar muito mais do que o mundo que os rodeia. Ter de conviver com a realidade de que podemos tentar mudar tudo mas que as decisões já estão tomadas e não são a nosso favor, não é algo fácil e é uma das razões porque achei muito mais interessante o segundo livro. Uma coisa é as atitudes básicas da sobrevivência, outra é quando se “compra” uma guerra que não se queria e colocámos em perigo não só quem amamos mas o mundo em geral.   
Não há palavras que expliquem como foi, página a página, assistir aos medos, temores e aflições da Katniss. Esta é daquelas situações inimagináveis em que ninguém queria estar. Ter a sua vida controlada, o nosso destino traçado e ainda saber que condenámos tudo e todos. Como se não bastasse ter de lidar com tudo isto, ser fonte de inspiração para algo que nunca quisemos e ser colocada de novo dentro de um antro de caça para desta vez morrer. A forma como a escritora nos transmitiu tudo isto é de arrepiar e faz-nos pensar em questões que ultrapassam as de Os Jogos da Fome. A mim fez-me admirar a Katniss e agradecer por a autora ter construído uma protagonista deste calibre. Essa é uma das razões porque esta trilogia tem tanta força.
Uma situação que tem sido falada é a repetição dos Jogos. Depois de o ler, percebi a sua existência. Ter de retornar à arena, trouxe uma data de situações que deram ainda mais impacto à história apesar de que os Jogos em si não trouxeram nada de novo. Em geral, a atmosfera de rebelião, de desafio e temor que rodeia neste livro deu-me ainda mais vontade de ler o último livro e saber como vai acabar a luta contra o Capitólio.
A verdade é que já estou a ler a última parte. Veremos como tudo isto vai terminar….

6*

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Opinião - Os Jogos da Fome

Título Original: The Hunter Games (#1 The Hunter Games)
 Autor: Suzanne Collins
Editora: Editorial Presença
Número de Páginas: 254


Sinopse
 Num futuro pós-apocalíptico, surge das cinzas do que foi a América do Norte Panem, uma nova nação governada por um regime totalitário que a partir da megalópole, Capitol, governa os doze Distritos com mão de ferro. Todos os Distritos estão obrigados a enviar anualmente dois adolescentes para participar nos Jogos da Fome - um espectáculo sangrento de combates mortais cujo lema é «matar ou morrer». No final, apenas um destes jovens escapará com vida… Katniss Everdeen é uma adolescente de dezasseis anos que se oferece para substituir a irmã mais nova nos Jogos, um acto de extrema coragem… Conseguirá Katniss conservar a sua vida e a sua humanidade? Um enredo surpreendente e personagens inesquecíveis elevam este romance de estreia da trilogia Os Jogos da Fome às mais altas esferas da ficção científica

Opinião 
 Os Jogos da Fome tornou-se vício assim que foi lançado no mercado. No top de bestsellers durante semanas consecutivas em tudo o que era revista e jornal, conseguiu rapidamente ter Hollywood à espreita e já se conta os dias para o filme estrear em todo o Mundo.
 Viciante, inovador, arrebatador, emocionante. Os adjectivos usados para caracterizar a leitura que mais sensação fez o ano passado e que continua a angariar adeptos por entre os leitores portugueses, são muitos e sempre elogiosos. Para muitos, há muito que um livro não os agarrava como este, para outros quase que pode conquistar pódios de obra-prima.
Eu decidi ir na onda e acabei por comprar a trilogia. Sim as opiniões influenciaram mas só depois de ter visto o trailer do filme. Fiquei tão arrebatada que só conseguia pensar que tinha de ler os livros rapidamente! Portanto, pedinchei a caixa arquivadora com os três e fui presenteada com ela. E sabem que mais?
É tudo verdade. É, sim. Até fiquei espantada quando percebi que o livro consegue ser mesmo tudo aquilo que se tem dito sobre ele. Confesso, não estava nada a espera de ficar tão empolgada nesta leitura! Aqui não há tempo para ritmos lentos e grandes introspectivas. Os Jogos da Fome é acção da primeira a última linha.
Tem um enredo fenomenal que bastava para cativar mas a autora é daquelas inteligentes que decidiu aproveitar a fundo a história que criou e, por isso, também temos personagens dignas do enredo, diálogos inteligentes e muitas cenas de se perder o fôlego. Melhor, ainda não há cá lamechices chatas para nos tirar a vontade de ler! Para mim, foi perfeito. No meio de tanto livro parecido, Suzanne criou algo completamente inovador, o que já basta para a aplaudir de pé.
Claro que para algo desta envergadura tinha de haver uma protagonista decente. A Katniss é daqueles achados que só por ela eu já fico contente de ter lido o livro. Tem personalidade, força, mau feitio mas não deixa de ter um bom coração. O Peeta é diferente e por isso também já ganha pontos. O restante role é bastante bom. Há de tudo um pouco, desde os que nos fazem rir aos que nos irritam e espero no próximo livro ficar a conhecê-los melhor.
Quanto à história propriamente dita, eu não sei quantos vezes ia ficando sem respiração, quantas vezes ia roendo as unhas, quantas vezes disse para mim mesma «só mais uma página». Ler este livro é querer mais e mais, chegar a última página e arrancar cabelos. Se me perguntarem o porquê, bem, digo-vos que só percebi quando o li. É a sua simplicidade. Através de um cenário futurista destrutivo, a escritora aproveitou velhas questões como a liberdade para dar vida à sua história. De uma forma básica e quase animalesca, é nos colocada uma situação que a maior parte de nós nunca se teve de preocupar: e se tivéssemos de matar para sobreviver? E se toda a nossa vida fosse controlada?
É o tipo de livro que nos faz arrepiar, que leva as sensações ao limite, que mexe com os nossos valores. Não é uma obra-prima mas é daqueles livros que vai ganhar legiões de fãs e vai perdurar no imaginário de muitos.  

6*

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Booking Through Thurday - Entrevista Parte 1

Se pudesses sentar-te e entrevistar alguém, quem seria?
E, que lhe perguntarias?

Eu queria entrevistar muitas pessoas mas neste caso seria a Sandra Carvalho (autora da Saga das Pedras Mágicas) porque recentemente deu notícias e também porque gosto muito dos livros dela, claro está.
E porque tenho montes de perguntas para lhe fazer como:

- O último livro sai mesmo este ano?
- Ainda antes do Verão?
- É o dobro/triplo dos outros?
- Vai dar-nos a volta à história toda?
- Vai ser um final daqueles à grande não vai?

E tudo isto porque já passaram dois anos e eu estou mesmo a entrar em desespero. O que me faz pensar que se o Martin se estica outra vez, ainda vou parar ao hospício... Quem disse que vida de leitor era fácil??

Procuram-se Leitores Beta!

Gostas de ler?

Gostavas de ser uma das primeiras pessoas a ler uma nova história ainda no "forno"? 
Queres ajudar e dar uma opinião?

A Liliana Lavado pede a tua ajuda! Ela tem 4 livros que PRECISAM da tua opinião e decidiu criar uma iniciativa: Os Leitores Beta.

Se estás interessado(a) basta acederes a este link:
http://lclavado.blogspot.com/2012/01/procuram-se-leitores-beta.html

e seguires as instruções. Sejam solidários, é por uma boa causa ;)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Opinião - A Demanda do Visionário

Título Original: Assassin's Quest (2ª parte #3 Farseer Trilogy)
Autor: Robin Hobb
Editora: Saída de Emergência
Número de páginas: 476


Sinopse
O verdadeiro rei dos Seis Ducados desapareceu numa missão misteriosa em busca dos Antigos para salvar o reino da ameaça dos Navios Vermelhos. O seu irmão usurpador está determinado a impor uma tirania cruel e não abrirá mão do poder, a não ser com a própria morte. Fitz sabe que a única forma de por fim ao reinado do príncipe usurpador é iniciar uma demanda em direção ao reino das Montanhas onde irá descobrir a verdade sobre as profecias do Bobo. Mas a sua missão enfrenta um novo perigo com a magia do Talento a precipitar a sua alma para a beira do abismo. Conseguirá resistir à magia e ainda enfrentar os obstáculos que surgem à sua demanda? 

Opinião
 
A Saga do Assassino é uma saga diferente de tudo o que já li na Fantasia. Desde a forma de escrever da autora, às suas personagens, às questões que os seus livros levantam, tudo acaba por nos puxar para estes livros apesar da lentidão já referida da autora. Depois de um primeiro livro que não me chamou assim tanto a atenção decidi voltar a esta saga e, quando dei por mim, estava completamente enredada nele. Foi com muita calma mas muita emoção que acabei por dar um lugar especial ao mundo de Hobb e, após meses de intensa leitura em redor desta saga, eis que finalmente cheguei ao fim.
Já foi discutido o facto de até este último volume ser lento em acção. De só nas últimas páginas se passar algo de importante. De tudo ficar em aberto. Final insatisfatório, é a opinião geral. Bem, sim têm razão, basicamente este livro poderia ser resumido assim. Só que esta não é uma saga de acção. Esta não é uma saga onde tudo se passa em aberto e em que os actos bastam para sabermos o que se passa. Se fosse, a Hobb era só mais uma escritora entre muitas e esta saga era mais uma entre muitas. Não, há uma razão porque muitos de nós se apaixonou por esta saga. E a razão, pura e simplesmente, é que este não é um livro de fantasia comum.
Nada foi comum em cinco livros. Nem protagonista, nem vilão, nem enredo. E o fim não podia ser diferente. É lento, introspectivo, pessoal e daqueles que põem uma pessoa a pensar na vida, nos sentimentos, em tudo o que a rodeia. A Demanda do Visionário é tudo ele uma carga emocional. É um livro de descobertas e desgostos, de se aceitar a realidade e viver com isso. Onde os sonhos se realizam mas sempre com um preço a pagar. É o livro onde todas as escolhas são feitas. Finalmente, abarcámos todo o significado do que é “Sacrifício”.
Por isso, não, não me desiludiu como pensei que iria fazer. Talvez por já cá ter a continuação e saber que isto continua, o que é um factor importante, mas também porque a autora não fugiu ao seu estilo e deu-nos aquilo que havia prometido no início. Algo real.
Apesar disso houve dois pontos que deixaram a desejar. Toda a demanda ter sido tão cheia de obstáculos para mal sentirmos o sabor do fim foi muito aquém. Esperava mais uns pormenorzinhos. E depois, Majestoso. Queria algo mesmo em grande para ele. Consigo perceber qual foi a ideia de Hobb mas não foi suficiente. Depois tanta coisa ter aquele fim patético foi uma desilusão.
Mas depois temos o Bobo, Esporana, Panela, Veracidade, Kettrichen, Castro. Todos os desenvolvimentos, as descobertas e mudanças, foi de chorar e rir até ao último fôlego. São personagens que marcam e ficam na nossa memória. E depois temos o Fitz. Acho que já deu para perceber que sinto uma grande afinidade com esta personagem. A sua complexidade, os seus ódios e paixões, tudo com ele é vivido até ao extremo. Este não era o fim que eu desejava para ele mas, mais uma vez, é bom saber que não tarda vou puder regressar a ele.
Portanto, depois de um livro detalhado, lento e fraco em acção, eu acabei por viver cada um desses momentos como se fosse realmente o último. Houve vezes que odiei a Hobb ser tão cruel, dá mesmo vontade de lhe perguntar se ela não sabe o que é finais felizes mas depois percebi que se não fosse assim, este livro não me tinha dado tanto, nem tinha sentido tanto com ele. 

7*

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Teaser Tuesday (11)

Regras:

  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro

" Fitei a posição para fixar o jogo na cabeça e depois deitei-me para dormir. O jogo que ela dispusera para mim parecia não ter solução."
p.164, A Demanda do Visionário, Robin Hobb  

Rubrica original do blog Should Be Reading

Desafio Magia&História 2012

Este Desafio é uma ideia conjunta minha e do blogue A Rapariga dos Livros, que consiste em lermos seis livros de cada tema. Um é a Magia, o outro a História.
Estes temas foram escolhidos consoante os nossos gostos literários e é uma forma de alargarmos os nossos horizontes dentro desses temas.
O primeiro vai consistir em lermos seis livros sobre Magia, seja dentro do género Fantástico ou não. O segundo vai ser relativo a Romances Históricos.

Aqueles que quiserem participar, basta levarem o botãozinho e ir dando conta das suas leituras e, claro, comentem o que estão a achar das vossas leituras e se o Desafio vos proporcionou umas boas horas de leitura!
Basta clicarem na imagem que se encontra a esquerda para virem parar a este post, onde serão colocadas as listas de leitura e os links para as opiniões. Desde já um obrigada a todos aqueles que participarem nesta iniciativa.

Aceitam-se ideias e sugestões!

À Kel, quero agradecer esta iniciativa que sem ela, não seria a mesma ;)

Magia:

 1 - A Demanda do Visionário 
Pelos componentes que caracterizam esta obra como a Manha e o Talento, considerei-o como parte deste tema.

2 - O Nome do Vento
Este é um livro como uma forte base em magia que me deixou rendida.

3 - Caçadores de Bruxas
Uma leitura que não recomendo

4 - O Crepúsculo de Avalon 
Não era bem o que estava a espera

5 - A Árvore do Verão
Fantasia rudimentar da boa

6 - O Feiticeiro de Terramar
Soberbo!

7 - Os Túmulos de Atuan 
Uma continuação digna do primeiro

8 - Hex Hall
Divertido

9 - Deusa do Mar
Podia ser muito melhor

10 - Vidro Demónio 
Mais giro

11 - O Jardim Encantado
Lindo, lindo, lindo!!

12 -  O Portão do Corvo
Não faz o meu género

13 - O Outro Lado do Mundo
Um final magnífico

14 - Inverno de Sombras 
 Gostei muito

15 - O Circo dos Sonhos
O novo livro da minha vida

16 - O Beijo das Sombras
Poderoso

17 - O Filho do Dragão
É sempre bom regressar a uma das sagas preferidas
 
18 - O Quarto Mágico
Muito fofo

19 - A Senda Sombria
Um bom final

20 - Prazeres Inconfessos
Má tradução

21 - No Reino de Glome (Até Termos Rostos)
Uma adaptação magnífica de um mito clássico

 22 - A Irmandade do Anel
A melhor fantasia que se pode ler

23 - O Sangue do Assassino
Opinião

24 - Tatuagem
Opinião

25 - A Jornada do Assassino
Opinião

História:

1 - O Voo da Águia
Há dias em que eu adoro dar segundas oportunidades!

2 - Paixão numa Noite de Inverno
Com pormenores históricos interessantes

3 - Minha Querida Inês 
Não. não. e não. 

4 - Surrender to the Devil
Gostei muito, quero a senhora traduzida para português!

5 - O Nome da Rosa
Ainda melhor que o filme

6 - Como Tentar Um Duque
Nada de especial

7 - O Fruto Proibido
Soberbo

8 - A Carta
Podia ser melhor

9 - Crónica de Paixões e Caprichos
Adorei

10 - Helena de Esparta, Princesa de Ninguém
Grande defeito, Helena...

11 - No Tempo das Fogueiras
Sensações distintas

12 - Wolf Hall
Perfeito!

13 - Um Erro Incnfessável
Podia ser melhor

Longe do que devia ser

15 - Desejo Subtil
O que um romance destes deve ser

16 - O Segredo de Sophia
Encantador!
Opinião  

17 - Alma Rebelde
Opinião

18 - O Regresso
Opinião  

19 - Mataram a Rainha!
Opinião

20 - Nas Asas do Amor
Opinião

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Opinião - O Poço das Sombras

Título Original: The Well of Shades (#3 The Bridei Chronicles)
Autor: Juliet Marillier
Editora: Bertrand Editora
Número de páginas: 608


Sinopse
 Em missão secreta na Irlanda por ordem do Rei Bridei de Fortriu, Faolan tem também de dar a notícia da morte de um bravo guerreiro. Porém, o principal assassino e espião de Bridei tem de enfrentar os demónios do passado sombrio da sua família com resultados inesperados.
Quando segue o rasto de um poderoso clérigo cristão que pode ser uma ameaça para a estabilidade do reino pagão de Bridei, Faolan torna-se responsável por uma criança, um cão e Eile, uma jovem perturbada e desconfiada.
Para Eile, a viagem a Fortriu é uma confrontação. Acostumada a uma vida de privações e labuta, a jovem vê-se perante um mundo estranho, cheio de lições novas, onde o principal desafio é aprender a confiar nas pessoas. Na corte de Bridei, em Monte Branco, notícias perturbadoras vindas do reino vizinho de Circinn, levam o Rei a convocar a conselho os seus chefes-de-guerra. Após o desaparecimento do principal conselheiro de Bridei e a morte trágica de uma jovem criada, a ameaça provocada pela influência cada vez Maior da Cristandade parece ser o menor dos perigos...

Opinião
 
Este é o último livro da trilogia de As Crónicas de Bridei, uma das trilogias mais aclamadas de Juliet Marillier, senão mesmo a preferida dos fãs que a autora colecciona por todo o mundo.
Depois de dois livros emocionantes, lidos numa correria desenfreada e desesperada eis que cheguei a este livro que li numa noite. Sim, uma noite! No último volume desta trilogia, é na personagem de Faolan que a escritora se concentra para nos arrebatar, impedindo que nos sintamos indiferentes em qualquer momento do livro. Como se não bastasse, é também neste livro que se dá grandes revelações e que se consolida o reinado de Bridei, apesar do abalo que este pode receber.
Começando por esta última parte, uma vez que foi a que me ficou entalada, senti que me faltou algo na história de Bridei por contar, que a questão da expansão da Cristandade, que podia perfeitamente ter sido melhor aproveitada, passou para segundo, senão mesmo terceiro plano, dado que a certa altura eu já nem me lembrava da questão da ilha. Mesmo em redor do próprio Bridei existiu dúvidas. Depois de um grande início parece que um jovem rei não pode ter direito a um grande final, deixando tudo em aberto. Claro, que se isto for uma forma de Juliet nos dizer que vai escrever mais deste mundo, tem todo o meu apoio! Força nisso, cá estarei para ler mais destas personagens que me encantaram sobremaneira.
Quanto às revelações, acho que este foi o livro mais emotivo, pessoal e interior não só da trilogia como da escritora. Toda a questão de Tuala e Broichan foi tão bem explorada que deu gosto que depois de tantos desentendimentos, os dois acabassem por criar laços tão fortes. Este acaba por ser o ponto em que tudo se entrelaça, onde se demonstra que tudo tem uma razão de ser. A forma como a escritora usa o destino para servir os seus intentos é completamente espantosa, como se ela já tivesse tudo planeado desde a primeira linha!
Uma das coisas que mais gostei foi do facto de muita da acção se passar na corte de Monte Branco e pudermos assistir as interacções em grupo das várias personagens, de sentirmos a amizade e o respeito que têm umas pelas outras. Temos os momentos de corte e os momentos íntimos, e esta diferenciação dá-nos uma ideia mais real e abrangente da forma como as personagens se ligam umas às outras.
Mas o momento alto de todo o livro é o complexo e misterioso Faolan. Desde a sua viagem até aos locais do seu passado, a descoberta do perdão e do amor, o seu regresso e a forma como tudo se desenrola à sua volta é de encantar qualquer um que goste deste tipo de personagem. Foi um prazer vê-lo modificar-se, transformar-se, assistir a todos os seus momentos mais duros ou mais doces. É nele que nos acabamos por concentrar e é por ele que acabamos por ler o livro. Brilhante.
Só que é um erro esquecer Eile. A personagem sofrida que afinal era muito mais do que alguma vez pensou. Não há como não sofrer, chorar ou sorrir com ela. Torcemos desde o início para que ela tenha um bom final como merece. Foi aquela que mais me fez sentir no livro e agradeço a Juliet por não ter seguido estereótipos com ela.
Quanto aos momentos mais perigosos, gostei da vilã, da sua bipolaridade, do seu ar enganador, da sua irritante, enervante e detestável personalidade. Deu mais ao livro e proporcionou situações tensas que acabaram por fortalecer as relações daqueles que por ela foram atacados.
Recheado de momentos emotivos e de acção este livro não foi o que eu esperava mas apesar das falhas houve aquele factor x que o fez merecer toda a minha atenção. Espero sinceramente que um dia haja uma continuação e que possamos regressar a este mundo e a todos eles.

7*

Aquisições Dezembro

O Natal já foi e não é que o Pai Natal me ouviu??=D 
Entre prendas de Natal e compras do início do mês, pelo menos em qualidade não me pude queixar!



 Compras antes do Natal:
O Espelho Negro Juliet Marillier
A Espada de Fortriu Juliet Marillier
O Poço das Sombras Juliet Marillier
No Reino de Glome C.S. Lewis

Prendas de Natal:

As que eu queria muito e tive direito!
A Demanda do Visionário Robin Hobb
Os Jogos da Fome Suzanne Collins  
Em Chamas Suzanne Collins  
A Revolta Suzanne Collins  

As surpresas da mãe:
O Rapaz de Olhos Azuis Joanne Harris
O Diário a Rum  Hunter S. Thompson

Balanço 2011







Pois é, 2011 acabou e o ChaiseLongue retorna em força neste novo ano! Espero que tenham entrado com o pé direito e que os próximos 12 meses vos traga tudo de bom!

Fazer uma retrospectiva deste ano que passou, esta primeira retrospectiva do blogue é para mim muito significativa, uma vez que estámos a falar do primeiro ano de vida dele.
Assim, vou falar dos melhores livros do ano, dos piores, desafios, fazer umas quantas contagens, tudo aquilo que vos interessa!
Há coisas que se vão manter mas também há novidades fresquinhas para este 2012 que ainda agora começa que espero que vos agrade uma vez que estou muito entusiasmada com elas. O ChaiseLonge e o blogue A Rapariga dos Livros vão ter dois desafios em conjunto este ano. Um, cujo objectivo é ler 55 livros durante o ano e o outro chama-se Magia&História e consiste em lermos seis livros de romance histórico e outros seis de fantástico relacionado com magia.  Sintam-se a vontade para participarem, espero que vos agrade como a mim! Mais uma vez Kel, obrigada pela ideia e espero que este entusiasmo se mantenha e que o desafio nos traga coisas novas!
Bom 2012, boas leituras e que as novidades, descontos, feiras, promoções sejam estupendas!
Pelas minhas contas:

Livros lidos: 55
 
Editora mais lida: Saída de Emergência (25)

Autores novos: 26

Autor mais lido: George R. R. Martin (4)

Autor preferido do ano: Scott Lynch e Libba Bay

 Autor "detestado" do ano: Michael Scott e Alexandra Bullen

Género mais lido: Fantástico (24)

Género menos lido: Steampunk

Bem, o meu objectivo no Goodreads Challenge era ler 60 livros, logo falhei por cinco mas espero que este ano seja mais recheado em leituras! E parece que não há maneira de eu fugir dos hábitos... o Fantástico e o Romance Histórico continuam a ser os meus géneros de eleição!
Consegui ler muitos autores novos o que me agradou mas considero que foi um ano de altos e baixos na leitura. Uns foram muito bons, outros nem perto. Esperemos que este ano traga mais qualidade e diversidade!

Livro(s) Preferido(s) do Ano:







Livro(s) Detestado(s) do Ano: