terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Desafio: New Author Challenge 2012


Vi este Desafio no Pedacinho Literário e decidi apostar nele, uma vez que o ano passado descobri uns quantos novos autores, mesmo com a quantidade de séries que sigo. Decidi ficar-me por 25 novos autores, já que foi os valores que alcancei em 2011.
Para saberem como me tenho safo, basta clicarem no botãozinho ;)

Este desafio é organizado pelo site Literary Escapism e podem encontrar o post de inscrição aqui. Tudo o que têm de fazer, após se inscreverem, é decidir quantos novos autores estão desejosos de experimentar.

1 - Suzanne Collins 
Descobri esta autora com a Trilogia Os Jogos da Fome, que fizeram o meu ano começar muito bem nas leituras! Como li os três livros seguidos, deixo-vos as opiniões respectivas:

2 - Patrick Rothfuss
Finalmente, iniciei-me em A Crónica do Regicida e fiquei rendida à poderosa "voz" de Kvothe. É o início brilhante para uma trilogia.

3 - Anne Rice
Após anos de espera, consegui ler um livro da "mãe dos vampiros"! Um livro que ultrapassou as expectativas.

4 - Jill Mansell
A rainha do chick-lit chegou às minhas leituras. Divertido mas muitas vezes exagerado.

5 - Raphael Draccon
Uma reivenção dos contos de fadas dolorosa

6 - Eloisa James
Com pormenores interessantes mas que como romance histórico ficou aquém das expectativas

7 - Hunter S. Thompson
Rum e Porto Rico nos anos 50.

8 - Liliana C. Lavado
Uma escritora portuguesa que promete.

9 - William  M. Valtos
Um thriller que não me convenceu.

10 - Joel G. Gomes
Um novo livro fora do meu género de leitura.

11 - Frank Herbert
A grande obra da Ficção-Científica que me deixou "de rastos".

12 - Anna Elliott
Onde está o resto da trilogia?

13 - Guy de Maupassant
Um clássico irónico da burguesia parisiense do século XIX

14 - Paul J. McAuley
 Revolução Industrial em pleno Renascimento (supostamente...)

15 - Guy Gavriel Kay
Fantasia rudimentar da boa!

16 - Ursula Le Guin
Soberbo!

17 -Vergílio
Uma obra incontestável da cultura ocidental

18  -  Jean Webster
Riam-se e deliciem-se 

19 -  Joseph Bédier
Uma história de amor intemporal

20 - Rachel Hawkins
Divertido e refrescante

21 - Lorraine Heath   
Um romance histórico delicioso

22 - Umberto Eco
Ainda melhor que o filme

23 - Sarah Addison Allen
Gostei tanto!

24 - Kasey Michaels
Podia ser melhor

25 - Anthony Horowitz
Não fiquei fã

26 - Erin Morgenstern
Lindo, lindo, lindo!

27 - Laurell K. Hamilton
Poderoso

28 - Sara MacDonald
Forte

29 - Sarah Blake
Podia ser melhor

30 - Julia Quinn
Adorei!

31 - Kate Pearce
Muito sexo?

32 - Esther M. Friesner
Se tivesse uma Helena melhor

33 - Jeanne Kalogridis 
Sensações distintas

34 - Hilary Mantel
Fantástico! Perfeito!

35 - Emma Wildes
Podia ser melhor

36 - María Gudín
Longe do que devia ser

37 - William Thackeray
Não o meu clássico favorito

38 - J. R. R. Tolkien
A melhor fantasia que se pode ler

39 - Lisa Kleypas
O que um romance destes deve ser

40 - Susanna Kearsley
Encantador!

41- Carla M. Soares
Alma Rebelde


42 - Victoria Hislop
O Regresso 

43 - E. L. James
As Cinquenta Sombras de Grey 

44 - Veronica Roth
Divergente 

45 - Sarah Sundin
Nas Asas do Amor 

46 - Katherine Webb
A Herança

Teaser Tuesday (12)

Regras:

  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro

"Sorrindo, tirei o alaúde do estojo. Não podia desejar público mais entusiástico do que Auri."
p.520, O Nome do Vento, Patrick Rothfuss

Rubrica original do blog Should Be Reading

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Opinião - A Revolta

Título Original: Mockingjay (#3 The Hunger Games)
Autor: Suzanne Collins
Editora: Editorial Presença
Número de Páginas: 275


Sinopse
 Katniss Everdeen não devia estar viva. Mas, apesar dos planos do Capitólio, a rapariga em chamas sobreviveu e está agora junto de Gale, da mãe e da irmã no Distrito 13. Recuperando pouco a pouco dos ferimentos que sofreu na arena, Katniss procura adaptar-se à nova realidade: Peeta foi capturado pelo Capitólio, o Distrito 12 já não existe e a revolução está prestes a começar. Agora estão todos a contar com Katniss para continuar a desempenhar o seu papel, assumir a responsabilidade por inúmeras vidas e mudar para sempre o destino de Panem - independentemente de tudo aquilo que terá de sacrificar…

Opinião 
 Depois de reviravoltas inesperadas, Katniss vê-se responsável por decisões que nunca pensou tomar, indecisa pela segurança dos que ama e por um papel que nunca quis, encontra-se rodeada por pessoas em quem não confia e que a usam como um peão em algo que nunca ambicionou, é confrontada com a dura realidade que as ambições muitas vezes não olham a meios para conseguir o fim desejado e apercebe-se que afinal, os Jogos ainda não terminaram e, que mais uma vez, é o alvo a abater.
Numa leitura frenética, acompanhei em poucos dias estes Jogos da Fome, deixei-me ir na crueza e despotismo que habitam nas suas páginas, fui levada aos extremos dos ideais, percebi o que acontece quando a natureza humana é levada ao limite. Mais do que isso, entendi que muitas vezes o “bem maior” leva a sacrifícios, e que aqueles que foram sacrificados, na sua maioria, apenas queriam viver a sua vida.
A Revolta porque esperamos desde o primeiro livro, ganha força e a sua dimensão atinge desproporções inesperadas, atingindo tudo e todos. A rebelião é uma ideia que quando chegámos a este livro já está intrínseca na nossa mente, por isso já era de esperar todo o ambiente bélico e extremista que marca este último volume, o que eu não esperava era não a ver de mais perto. O facto de a vermos a partir das altas patentes da revolta, só demonstra uma coisa. Quem fica a ganhar são sempre aqueles que não dão nada pelas causas que defendem, que deixam outros dar a vida por algo que nunca irão ver. Ficar tão ciente disto é um dos choques que este livro nos dá. Não é algo que todos nós já não saibamos mas mesmo assim é algo que nos atinge e nos faz pensar nos valores que têm movido muitos ao longo da Humanidade.
Não esperem por nada de bom. Não vai acontecer. Quando parece que há coisas boas a acontecer, tudo muda, quando a esperança ganha fôlego, ela esmorece. O espírito que encontrámos em A Revolta roça a irracionalidade, o instinto de sobrevivência e a vingança. Esta última está presente em cada acto, cada pensamento de todos aqueles que se envolvem na luta contra o Capitólio. Os ideais são esquecidos em detrimento de sentimentos mais humanos, os valores são colocados de parte e, de repente, vemos aqueles que lutam por algo melhor cometer as mesmas atrocidades dos seus oponentes. Ter a certeza que poucos vão ganhar alguma coisa, que as cicatrizes vão prevalecer acima de tudo, é algo que me perseguiu ao longo destas quase 300 páginas.
É em Katniss que vamos ver todos os sentimentos que uma guerra pode provocar num ser humano. Ela é o exemplo que Collins usa para nos apercebermos que as vitórias têm preços demasiado elevados. Aqui não há finais felizes mas sim pequenas compensações por demasiado sofrimento, pelas demasiadas perdas. Falar-vos do triângulo amoroso que se encontrou à parte em toda a história parece-me mesquinho porque nem mesmo a autora lhe deu importância, tendo-lhe dado um final abrupto.
Agora, sim posso falar-vos de Snow, a cobra venenosa que está sempre presente ao longo da trama, exercendo uma forte presença psicológica negativa em todos. Este senhor é de arrepiar até ao tutano. Desequilibrado, poderoso, uma mente inalcançável, percebe-se o porquê da sua demonstração de poder e o medo irracional que provoca.
A parte mais negativa é mesmo o facto de os momentos finais passarem-se tão rápido que mal nos apercebemos do que está a passar, acho que a escritora podia ter tido um pouco de mais calma e ter escrito um final muito melhor, pois este deixou-me com a sensação de insatisfação.
De resto, esta trilogia foi uma surpresa e deixou-me ansiosa pela estreia do filme. Parece-me que os Jogos ainda não terminaram… 

 6*

Quem Faz Anos Hoje?

A rubrica de aniversários regressa este ano com uma autora conhecida pelos seus Romances Históricos relacionados com os Tudors, e mais recentemente com a Guerra das Rosas. Um dos seus livros resultou mesmo num filme com algumas das estrelas hollywoodescas da actualidade.
+Hoje cantámos os Parabéns a...

Philippa Gregory

Biografia
  Philippa Gregory nasceu no Quénia em 1954, mas mudou-se com a família para Bristol, na Inglaterra, quando tinha dois anos. Apesar de ser uma aluna rebelde, frequentou a Universidade de Sussex, onde tirou um curso de Iniciação à História e, mais tarde, doutorou-se em Literatura do século XVII na Universidade de Edimburgo, daí os os seus romances reflectirem uma pesquisa e um pormenor histórico meticulosos. O seu período favorito da História é a época Tudor, sobre a qual já escreveu vários romances, muitos deles bestsellers,  alguns dos quais foram adaptados pela BBC a dramas históricos. Foi o seu entusiasmo pela História que a fez começar a escrever. Foi nomeada para um BAFTA e ganhou o Parker Romantic Novel of the Year por Duas Irmãs e Um Rei, que foi adaptado ao cinema em 2007.
Deu aulas em várias Universidades, contribuí para várias revistas e jornais de diversas maneiras. Vive actualmente com o marido e os dois filhos no Norte de Inglaterra, onde se pode dedicar à equitação e jardinagem, dois dos seus hobbies.

Bibliografia
The Wideacre Trilogy

Wideacre
The Favoured Child
Meridon

 (não publicada em Portugal)

The Tudor Court Novels

 The Other Queen / A Outra Rainha
The Other Boleyn Girl / Duas Irmãs e um Rei
The Constant Princess / Catarina de Aragão, a Princesa Determinada
The Boleyn Inheritance / A Herança Bolena
The Queen's Fool / A Espia da Rainha
The Virgin's Lover / O Amante da Rainha

(publicada em Portugal pela Civilização Editora)

The Cousin War Series

The White Queen / A Rainha Branca
The Red Queen / A Rainha Vermelha
The Lady of The Rivers

(publicados os dois primeiros em Portugal pela Civilização Editora) 

Modern Novels

Zelda's Cut
The Little House
Alice Hartley's Happiness
Perfectly Correct

(não publicados em Portugal)

Eu e as suas Obras
     Depois de ter ido ao cinema ver "As Duas Irmãs, Um Rei" senti uma grande curiosidade acerca desta autora e decidi ir a procura dos seus livros. Decidi-me na altura pelo O Amante da Rainha, o qual gostei muito mas como eu ia sempre com ideia de comprar A Outra Rainha e nunca encontrava este livro, só mais tarde regressei a esta escritora  com  A Rainha Branca , aquele que para mim foi o livro que me fez realmente gostar desta escritora. A maneira como Gregory dá vida às suas personagens, que foram pessoas reais, é soberba e a sua forma de nos recontar a História através de factos e pormenores intímos ficcionais consegue arrastar-nos através do tempo. Principalmente quando o tema da Guerra das Rosas, pelo qual eu tenho uma paixoneta, é tão pouco batido ao contrário do que acontece por exemplo com os Tudors, que é tema em quase tudo o que é livro.
Voltei a ler algo desta autora recentemente, A Rainha Vermelha (opinião aqui)que continua o tema, de uma forma totalmente diferente. Espero estar para breve a leitura de A Outra Rainha e que The Lady of the Rivers nos chegue rapidamente.




sábado, 7 de janeiro de 2012

Opinião - Em Chamas

Título Original: Catching Fire (#2 The Hunger Games)
Autor: Suzanne Collins
Editora: Editorial Presença
Número de Páginas: 265


Sinopse
 Contra todas as expectativas, não só Katniss Everdeen venceu os Jogos da Fome, como pela primeira vez na história desta competição dois tributos conseguiram sair da arena com vida. Mas o que para Katniss e Peeta não passou de uma estratégia desesperada para não terem de escolher entre matar ou morrer, para os espectadores de todos os distritos foi um acto de desafio ao poder opressivo do Capitólio. Agora, Katniss e Peeta tornaram-se os rostos de uma rebelião que nunca esteve nos seus planos. E o Capitólio não olhará a meios para se vingar... O segundo volume da trilogia "Os Jogos da Fome" mantém um ritmo constante de adrenalina e promete tornar-se uma das leituras mais viciantes do ano.

Opinião 
 Após um início emocionante, capaz de parar corações e fazer as nossas mentes andar a mil hora, as vidas de Katniss e Peeta continuam depois de, contra todas as expectativas, terem ganho ambos os Jogos da Fome. Mas as repercussões não fazem esperar e ambos têm de aprender que não se pode desafiar as regras sem sofrerem as consequências. Principalmente quando as suas acções causam efeitos inesperados e ultrapassam tudo aquilo que poderiam imaginar.
 A primeira parte desta trilogia é intensa e vibrante, tendo-me agarrado às suas páginas de uma forma obsessiva que se transpôs para este segundo livro. A maior parte das opiniões que li diz-nos que este não causou a sensação do primeiro, que lhe faltou algo, outros elogiaram-no e dizem ter gostado do clima deste, diferente de Os Jogos da Fome. Geralmente, eu gosto sempre dos livros mais calmos e introspectivos e gosto de ver as mudanças que ocorrem e como isso afecta as personagens, principalmente em casos como este, em que se antecede o final e portanto respeita a máxima de «antes da tempestade, vem sempre a bonança».
Foi o que aconteceu com o Em Chamas. Este conseguiu chamar-me a atenção de uma forma que, pensando bem, faltou ao primeiro livro. Talvez por ser um bom seguimento de um bom livro. Muitos de vocês sabem como muitas vezes o livro a seguir nos pode desiludir, tirar a vontade de ler determinada saga. Com este volume é impossível não termos vontade de chegar ao fim, de não ler tudo até à última palavra.
As questões que ficaram sem resposta são agora respondidas e está na altura de os vencedores aceitarem que os seus actos trouxeram consequências que podem modificar muito mais do que o mundo que os rodeia. Ter de conviver com a realidade de que podemos tentar mudar tudo mas que as decisões já estão tomadas e não são a nosso favor, não é algo fácil e é uma das razões porque achei muito mais interessante o segundo livro. Uma coisa é as atitudes básicas da sobrevivência, outra é quando se “compra” uma guerra que não se queria e colocámos em perigo não só quem amamos mas o mundo em geral.   
Não há palavras que expliquem como foi, página a página, assistir aos medos, temores e aflições da Katniss. Esta é daquelas situações inimagináveis em que ninguém queria estar. Ter a sua vida controlada, o nosso destino traçado e ainda saber que condenámos tudo e todos. Como se não bastasse ter de lidar com tudo isto, ser fonte de inspiração para algo que nunca quisemos e ser colocada de novo dentro de um antro de caça para desta vez morrer. A forma como a escritora nos transmitiu tudo isto é de arrepiar e faz-nos pensar em questões que ultrapassam as de Os Jogos da Fome. A mim fez-me admirar a Katniss e agradecer por a autora ter construído uma protagonista deste calibre. Essa é uma das razões porque esta trilogia tem tanta força.
Uma situação que tem sido falada é a repetição dos Jogos. Depois de o ler, percebi a sua existência. Ter de retornar à arena, trouxe uma data de situações que deram ainda mais impacto à história apesar de que os Jogos em si não trouxeram nada de novo. Em geral, a atmosfera de rebelião, de desafio e temor que rodeia neste livro deu-me ainda mais vontade de ler o último livro e saber como vai acabar a luta contra o Capitólio.
A verdade é que já estou a ler a última parte. Veremos como tudo isto vai terminar….

6*

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Opinião - Os Jogos da Fome

Título Original: The Hunter Games (#1 The Hunter Games)
 Autor: Suzanne Collins
Editora: Editorial Presença
Número de Páginas: 254


Sinopse
 Num futuro pós-apocalíptico, surge das cinzas do que foi a América do Norte Panem, uma nova nação governada por um regime totalitário que a partir da megalópole, Capitol, governa os doze Distritos com mão de ferro. Todos os Distritos estão obrigados a enviar anualmente dois adolescentes para participar nos Jogos da Fome - um espectáculo sangrento de combates mortais cujo lema é «matar ou morrer». No final, apenas um destes jovens escapará com vida… Katniss Everdeen é uma adolescente de dezasseis anos que se oferece para substituir a irmã mais nova nos Jogos, um acto de extrema coragem… Conseguirá Katniss conservar a sua vida e a sua humanidade? Um enredo surpreendente e personagens inesquecíveis elevam este romance de estreia da trilogia Os Jogos da Fome às mais altas esferas da ficção científica

Opinião 
 Os Jogos da Fome tornou-se vício assim que foi lançado no mercado. No top de bestsellers durante semanas consecutivas em tudo o que era revista e jornal, conseguiu rapidamente ter Hollywood à espreita e já se conta os dias para o filme estrear em todo o Mundo.
 Viciante, inovador, arrebatador, emocionante. Os adjectivos usados para caracterizar a leitura que mais sensação fez o ano passado e que continua a angariar adeptos por entre os leitores portugueses, são muitos e sempre elogiosos. Para muitos, há muito que um livro não os agarrava como este, para outros quase que pode conquistar pódios de obra-prima.
Eu decidi ir na onda e acabei por comprar a trilogia. Sim as opiniões influenciaram mas só depois de ter visto o trailer do filme. Fiquei tão arrebatada que só conseguia pensar que tinha de ler os livros rapidamente! Portanto, pedinchei a caixa arquivadora com os três e fui presenteada com ela. E sabem que mais?
É tudo verdade. É, sim. Até fiquei espantada quando percebi que o livro consegue ser mesmo tudo aquilo que se tem dito sobre ele. Confesso, não estava nada a espera de ficar tão empolgada nesta leitura! Aqui não há tempo para ritmos lentos e grandes introspectivas. Os Jogos da Fome é acção da primeira a última linha.
Tem um enredo fenomenal que bastava para cativar mas a autora é daquelas inteligentes que decidiu aproveitar a fundo a história que criou e, por isso, também temos personagens dignas do enredo, diálogos inteligentes e muitas cenas de se perder o fôlego. Melhor, ainda não há cá lamechices chatas para nos tirar a vontade de ler! Para mim, foi perfeito. No meio de tanto livro parecido, Suzanne criou algo completamente inovador, o que já basta para a aplaudir de pé.
Claro que para algo desta envergadura tinha de haver uma protagonista decente. A Katniss é daqueles achados que só por ela eu já fico contente de ter lido o livro. Tem personalidade, força, mau feitio mas não deixa de ter um bom coração. O Peeta é diferente e por isso também já ganha pontos. O restante role é bastante bom. Há de tudo um pouco, desde os que nos fazem rir aos que nos irritam e espero no próximo livro ficar a conhecê-los melhor.
Quanto à história propriamente dita, eu não sei quantos vezes ia ficando sem respiração, quantas vezes ia roendo as unhas, quantas vezes disse para mim mesma «só mais uma página». Ler este livro é querer mais e mais, chegar a última página e arrancar cabelos. Se me perguntarem o porquê, bem, digo-vos que só percebi quando o li. É a sua simplicidade. Através de um cenário futurista destrutivo, a escritora aproveitou velhas questões como a liberdade para dar vida à sua história. De uma forma básica e quase animalesca, é nos colocada uma situação que a maior parte de nós nunca se teve de preocupar: e se tivéssemos de matar para sobreviver? E se toda a nossa vida fosse controlada?
É o tipo de livro que nos faz arrepiar, que leva as sensações ao limite, que mexe com os nossos valores. Não é uma obra-prima mas é daqueles livros que vai ganhar legiões de fãs e vai perdurar no imaginário de muitos.  

6*

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Booking Through Thurday - Entrevista Parte 1

Se pudesses sentar-te e entrevistar alguém, quem seria?
E, que lhe perguntarias?

Eu queria entrevistar muitas pessoas mas neste caso seria a Sandra Carvalho (autora da Saga das Pedras Mágicas) porque recentemente deu notícias e também porque gosto muito dos livros dela, claro está.
E porque tenho montes de perguntas para lhe fazer como:

- O último livro sai mesmo este ano?
- Ainda antes do Verão?
- É o dobro/triplo dos outros?
- Vai dar-nos a volta à história toda?
- Vai ser um final daqueles à grande não vai?

E tudo isto porque já passaram dois anos e eu estou mesmo a entrar em desespero. O que me faz pensar que se o Martin se estica outra vez, ainda vou parar ao hospício... Quem disse que vida de leitor era fácil??

Procuram-se Leitores Beta!

Gostas de ler?

Gostavas de ser uma das primeiras pessoas a ler uma nova história ainda no "forno"? 
Queres ajudar e dar uma opinião?

A Liliana Lavado pede a tua ajuda! Ela tem 4 livros que PRECISAM da tua opinião e decidiu criar uma iniciativa: Os Leitores Beta.

Se estás interessado(a) basta acederes a este link:
http://lclavado.blogspot.com/2012/01/procuram-se-leitores-beta.html

e seguires as instruções. Sejam solidários, é por uma boa causa ;)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Opinião - A Demanda do Visionário

Título Original: Assassin's Quest (2ª parte #3 Farseer Trilogy)
Autor: Robin Hobb
Editora: Saída de Emergência
Número de páginas: 476


Sinopse
O verdadeiro rei dos Seis Ducados desapareceu numa missão misteriosa em busca dos Antigos para salvar o reino da ameaça dos Navios Vermelhos. O seu irmão usurpador está determinado a impor uma tirania cruel e não abrirá mão do poder, a não ser com a própria morte. Fitz sabe que a única forma de por fim ao reinado do príncipe usurpador é iniciar uma demanda em direção ao reino das Montanhas onde irá descobrir a verdade sobre as profecias do Bobo. Mas a sua missão enfrenta um novo perigo com a magia do Talento a precipitar a sua alma para a beira do abismo. Conseguirá resistir à magia e ainda enfrentar os obstáculos que surgem à sua demanda? 

Opinião
 
A Saga do Assassino é uma saga diferente de tudo o que já li na Fantasia. Desde a forma de escrever da autora, às suas personagens, às questões que os seus livros levantam, tudo acaba por nos puxar para estes livros apesar da lentidão já referida da autora. Depois de um primeiro livro que não me chamou assim tanto a atenção decidi voltar a esta saga e, quando dei por mim, estava completamente enredada nele. Foi com muita calma mas muita emoção que acabei por dar um lugar especial ao mundo de Hobb e, após meses de intensa leitura em redor desta saga, eis que finalmente cheguei ao fim.
Já foi discutido o facto de até este último volume ser lento em acção. De só nas últimas páginas se passar algo de importante. De tudo ficar em aberto. Final insatisfatório, é a opinião geral. Bem, sim têm razão, basicamente este livro poderia ser resumido assim. Só que esta não é uma saga de acção. Esta não é uma saga onde tudo se passa em aberto e em que os actos bastam para sabermos o que se passa. Se fosse, a Hobb era só mais uma escritora entre muitas e esta saga era mais uma entre muitas. Não, há uma razão porque muitos de nós se apaixonou por esta saga. E a razão, pura e simplesmente, é que este não é um livro de fantasia comum.
Nada foi comum em cinco livros. Nem protagonista, nem vilão, nem enredo. E o fim não podia ser diferente. É lento, introspectivo, pessoal e daqueles que põem uma pessoa a pensar na vida, nos sentimentos, em tudo o que a rodeia. A Demanda do Visionário é tudo ele uma carga emocional. É um livro de descobertas e desgostos, de se aceitar a realidade e viver com isso. Onde os sonhos se realizam mas sempre com um preço a pagar. É o livro onde todas as escolhas são feitas. Finalmente, abarcámos todo o significado do que é “Sacrifício”.
Por isso, não, não me desiludiu como pensei que iria fazer. Talvez por já cá ter a continuação e saber que isto continua, o que é um factor importante, mas também porque a autora não fugiu ao seu estilo e deu-nos aquilo que havia prometido no início. Algo real.
Apesar disso houve dois pontos que deixaram a desejar. Toda a demanda ter sido tão cheia de obstáculos para mal sentirmos o sabor do fim foi muito aquém. Esperava mais uns pormenorzinhos. E depois, Majestoso. Queria algo mesmo em grande para ele. Consigo perceber qual foi a ideia de Hobb mas não foi suficiente. Depois tanta coisa ter aquele fim patético foi uma desilusão.
Mas depois temos o Bobo, Esporana, Panela, Veracidade, Kettrichen, Castro. Todos os desenvolvimentos, as descobertas e mudanças, foi de chorar e rir até ao último fôlego. São personagens que marcam e ficam na nossa memória. E depois temos o Fitz. Acho que já deu para perceber que sinto uma grande afinidade com esta personagem. A sua complexidade, os seus ódios e paixões, tudo com ele é vivido até ao extremo. Este não era o fim que eu desejava para ele mas, mais uma vez, é bom saber que não tarda vou puder regressar a ele.
Portanto, depois de um livro detalhado, lento e fraco em acção, eu acabei por viver cada um desses momentos como se fosse realmente o último. Houve vezes que odiei a Hobb ser tão cruel, dá mesmo vontade de lhe perguntar se ela não sabe o que é finais felizes mas depois percebi que se não fosse assim, este livro não me tinha dado tanto, nem tinha sentido tanto com ele. 

7*

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Teaser Tuesday (11)

Regras:

  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro

" Fitei a posição para fixar o jogo na cabeça e depois deitei-me para dormir. O jogo que ela dispusera para mim parecia não ter solução."
p.164, A Demanda do Visionário, Robin Hobb  

Rubrica original do blog Should Be Reading