domingo, 11 de março de 2012

Quando um filme...

Nos delicia e inspira desta maneira é difícil não ficarmos com os olhos pregados ao ecrã


Fiquei com vontade de ler o que me falta da Jane Austen e aprofundar a minha "relação" com a Ursula Le Guin. Um filme digno dos amantes de livros!



Deixo-vos o trailer do  The Jane Austen Book Club

quinta-feira, 8 de março de 2012

Opinião - Eneida

Título Original: Eneida
Autor: Vergílio
Editora: Bertrand
Nº de Páginas: 367


Sinopse
« Canto as armas e o varão que nos primórdios veio das costas de Tróia para Itália e para as praias de Lavínio, fugitivo por força do destino, e muito padeceu na terra e no mar por violência dos deuses supernos, devido ao ressentimento da cruel Juno; muito sofreu também na guerra, até fundar uma cidade e introduzir os deuses no Lácio; daqui provêm a Raça Latina, os antepassados Albanos e as Muralhas da Grandiosa Roma.»

Opinião 
 Há livros que perduram para além de um Império, para além de uma língua, para além da História. Este é um desses livros. A quem diga que Vergílio ameaçou queimar a sua maior obra para as gerações seguintes não lerem aquilo que era uma propaganda e, a qual se havia arrependido de escrever, ao Imperador Octávio César Augusto e que foi morto por isso. Especulação à parte, verdade ou lenda, pela sua mente ou pela de Octávio, Vergílio escreveu uma obra que eternizou não um herói mas uma civilização e um homem: Roma e Octávio.
E, finalmente, reeditaram o raio do livro! Desculpem lá mas eu andava a três anos a procura desta edição e nada de nada. Mas mais vale tarde do que nunca neste caso. Apesar de ter sido uma leitura obrigatória, confesso que ao longo dos anos tenho ganho um carinho especial a estas epopeias escritas tão brilhantemente à tanto tempo atrás e sentia uma grande curiosidade em relação a esta, pois ainda só havia lido as de Homero e a do nosso Camões, que foi inspirada nesta.
Eneida é mais do que um livro sobre heróis, é uma lição de história sobre uma época brilhante de Roma. Através da versão de Vergílio sobre as origens de Roma, conhecemos o pensamento, o palco político e entre subterfúgios não muito subtis, vimos ser enaltecido um homem que marcou a História de uma Civilização que muitos quiseram imitar ao longo dos séculos.
Não senti por esta a afeição que sinto pela Ilíada mas é impossível negar-lhe a destreza e a beleza com que foi escrita. Mais directa, menos cansativa acaba por ser uma leitura mais fácil que as de Homero, apesar de eu preferir as deste. Tenho pena que não esteja em verso como as outras mas paciência, é o que se pode arranjar.
Para os que não sabem, este livro é antes de tudo um exemplo sublime como no século I a.C. já se fazia boa propaganda política. O sentido desta obra era dizer aos romanos que Octávio César Augusto era o homem que ia dar a glória ao Império, o herdeiro de heróis e que com ele Roma ia atingir o seu auge. Não foi muito subtil mas tendo em conta que os pequenos romanos aprendiam a ler e escrever com esta obra, foi sem dúvida um acto de génio.
Quanto a história do herói que lhe deu o nome, temos os ingredientes que existem nas suas antecessoras: um herói com destino traçado, uma deusa que vai fazer de tudo para o impedir, uma descida aos infernos, uma luta por um novo território, amores impossíveis, perigos iminentes no mar. Mas mesmo assim o escritor conseguiu com que esta não parecesse uma cópia das outras mas algo  mais inovador e, tendo em conta as voltas que teve de dar para criar uma nova lenda, algo de original, unindo duas civilizações e heróis mais antigos à novos.
Obviamente, esta é uma obra como poucas. Através de pormenores, simples frases, o escritor estava a transmitir às próximas gerações o ideal de um romano, os valores morais de um povo, o respeito aos deuses e a sua história. Ou seja, através de um livro eram educadas milhares de crianças com os mesmos ideais. Onde é que já viram isto?
Este livro tem, além disso, alguns pontos que puderam ajudar historiadores a entender algumas pontas soltas, tanto de Roma como da Grécia, em vários aspectos, um deles a sua religiosidade, tendo a sua descrição dos três patamares do Hades servido para a descrição mais tarde concebida por Aligheri em Divina Comédia.
Obra obrigatória a qualquer estudante, apaixonado ou curioso da História, mitologia ou Roma, este é um dos livros intemporais de sempre e vale a pena descobrir o porquê.


6*

Ele vem cá!!!







Como se vocês já não soubessem não é?
Eu vou lá estar dia 18 com o meu exemplarzito (ainda não sei é qual) para ser assinado e para ouvir o senhor, toda feliz e contente *.*

E vocês? Lisboa ou Porto? Já escolheram qual o livro que vão levar??

quarta-feira, 7 de março de 2012

Picture Puzzle #3


Esta semana temos mais dois puzzles. Preparados?


Regras:

  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título



Puzzle #1

Pistas:
1- Título em portugês


 


































Puzzle #2

Pistas - 
1- Título em inglês

   













terça-feira, 6 de março de 2012

Teaser Tuesday (19)

Regras:

  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro

"Agora ela podia pensar de novo. Fora libertada do feitiço da luz."
p. 72, Os Túmulos de Atuan, Ursula Le Guin  

Rubrica original do blog Should Be Reading

segunda-feira, 5 de março de 2012

Opinião - O Feiticeiro de Terramar

Título Original: A Wizard of Earthsea (#1 Earthsea Cycle)
Autor: Ursula Le Guin
Editora: Livros do Brasil
Nº de Páginas: 208

Sinopse
Não tem nesta edição.

Opinião 
 Vencedor de três prémios de literatura, entre eles o Lewis Carrol Shelf Award em 1979, a Earthsea Cycle foi o marco de uma década e de uma viragem na science fiction ou mesmo na literatura em geral. Produto da New Wave da década de 60, esta trilogia, cujo este livro é o primeiro volume, colocou a sua autora, Ursula Le Guin, no pódio dos grandes nomes da science fiction. Resultado de uma época, esta é ainda hoje uma leitura obrigatória para qualquer leitor de qualquer género.
Eu cresci enquanto leitora com a colecção Estrela do Mar da Presença, da qual fazem parte os primeiros quatro livros de Terramar mas estou a lê-los dez anos depois dessa minha fase inicial. Porquê? Porque na altura eu não sabia quem era a Ursula Le Guin nem qual a sua importância, porque os livros não me chamaram a atenção, nem capa nem títulos, e ficaram perdidos na minha memória até ter lido algumas opiniões sobre eles no Fórum Bang! bem positivas e, como arranjei as edições da Argonauta a €1,5 cada, percebi que estava mesmo na altura de ler estes livros, até porque pelos vistos a Sra. é um génio.
E, definitivamente, ainda bem que o li agora com 20 anos em vez de o ler com 10 porque não teria conseguido abranger tudo aquilo que este livro é. Como a maior parte de vocês já deve saber porque devem ter lido o livro muito antes de mim, este é um livro que não tem quase diálogos, tem umas poucas personagens, não nos dá muitos detalhes sobre a aprendizagem de Ged que está sempre a fugir de uma sombra. Isto é o resumo desta obra e não nos diz em nada o que este livro realmente é. Brilhante, surrealista, profundo e único.
Numa demanda contra o mal que libertou, Ged vai ter de aprender sozinho tudo aquilo que se negou a aprender enquanto aluno e aprendiz. Da fase sonhadora da adolescência, da qual é tirado abruptamente por um erro, este feiticeiro terá de crescer e aperceber-se que o poder não é tudo e que fugir de nada resolve. E que ser o maior feiticeiro de sempre não depende apenas do quão talentoso se é.
Uma lição sobre a vida, o destino e as escolhas, O Feiticeiro de Terramar inunda-nos com o seu mundo fantástico em que os dragões ainda existem, em que o conhecimento de um nome ainda dava poder sobre uma pessoa, em que almas antigas se unem para criar algo novo. Um mundo complexo, um arquipélago cheio de magia e novas aprendizagens é o plano de fundo para a criação de uma lenda e o inicio de uma aventura fantástica.
Já não bastava os cenários de Earthsea e a sua complexidade para nos apaixonar, ainda temos a escrita soberba de Le Guin para acompanhar. Complexa e detalhada, não necessita de acção para ser adorada ou admirada. Bastam-nos as cenas de uma riqueza filosófica imensa, o cuidado com os detalhes e os subterfúgios por trás de cada expressão ou acto. Tem poucos diálogos mas aqueles que existem estão cheios de sabedoria antiga e de lições para toda a vida que conseguem captar a nossa atenção no momento e não mais serem esquecidas.
A personagem deste livro é Ged, cujas mudanças subtis vão ocorrendo à nossa frente, de forma a moldar um feiticeiro num rapaz cheio de planos. É impressionante como nem nos vamos dando conta da sua transformação até ao momento em que ele decide enfrentar a sombra. Parece que tudo faz parte de uma sequência de acções cuidadosamente planeadas e pensadas, como se ele estivesse a ser guiado para um futuro maior.
Este livro é, sem sombra da dúvida, um clássico que merece ser lido por todas as gerações e espero que as futuras consigam compreender a sua mensagem sublime. Recomendo.


7*

The book is...


“The book itself is a curious artifact, not showy in its technology but complex and extremely efficient: a really neat little device, compact, often very pleasant to look at and handle, that can last decades, even centuries. It doesn't have to be plugged in, activated, or performed by a machine; all it needs is light, a human eye, and a human mind. It is not one of a kind, and it is not ephemeral. It lasts. It is reliable. If a book told you something when you were fifteen, it will tell it to you again when you're fifty, though you may understand it so differently that it seems you're reading a whole new book.” 
Ursula Le Guin

domingo, 4 de março de 2012

Opinião - A Árvore do Verão

Título Original: The Summer Tree (#1 The Fionavar Tapestry)
Autor: Guy Gavriel Kay
Editora: Livros do Brasil
Nº de Páginas: 352

Sinopse
 No início de A Árvore do Verão, cinco jovens canadianos são levados para Fionavar, o primeiro dos mundos conhecidos, por um dos magos desse mundo, Loren Silvercloak. Aparentemente, vão apenas assistir à celebração do quinquagésimo aniversário do reinado de Ailell, o monarca que preside aos destinos de Brennin, no seu palácio de Paras Derval. Mas Silvercloak não lhes disse tudo, e poucos dias passados os jovens começam a persentir que o papel que estão destinados a desempenhar na sua visita a Fionavar é bem mais complexo do que ao princípio admitiam.

Opinião 
 Um clássico da Ficção – Científica, A Tapeçaria de Fionavar foi a obra que colocou Guy Gavriel Kay no pódio dos grandes escritores do género, tendo-se seguido Os Leões de Al-Rassan e Tigana. Uma aventura por um mundo paralelo, uma viagem para algo para lá da imaginação, uma fórmula reutilizada tantas vezes no cinema ou na literatura após este sucesso e mesmo antes dele, A Árvore do Verão reúne alguns dos melhores elementos da fantasia e da ficção-científica para criar uma história ímpar.
Se eu vos contar à quanto tempo estou para comprar Os Leões de Al-Rassan, vocês não acreditavam e como ainda não o consegui fazer, aproveitei ter encontrado este livro numa feira com um preço chamativo para me iniciar na escrita deste autor. A primeira coisa que me chamou a atenção foi o facto deste livro não me parecer ter alguma coisa a ver com o referido que está na minha wishlist a que tempos pois as sinopses são bastante diferentes.
Com uma fórmula usada e abusada no cinema, confesso que acabei por me identificar mais com esta do que com as do grande ecrã mesmo que a história tenha sido escrita em 1984 e estejamos em 2012 e muita coisa já se tenha passado tanto na literatura como no cinema. Em alguns pormenores, a tal fórmula é diferente, uma vez que não vamos nem para o passado nem para o futuro mas para um mundo paralelo que é todo ele um típico da epic fantasy, com anões e tudo.
A primeira coisa que reparei nas primeiras páginas é que se este livro foi um sucesso e uma “novidade” na sua época, hoje ela soou-me muito rudimentar no início. É uma história simples, concebida para entreter os fãs da fantasia que já não podiam com todos aqueles mundos pormenorizados ao milímetro mas que mesmo assim exala uma certa qualidade que a quem dera a muitos escritores hoje em dia ter.
E foi esta qualidade que acabou por me agarrar às suas páginas e fazer esquecer que vivo numa época muito mais a frente. Quando entrámos em Paras Derval é a fantasia épica no seu estado mais puro que nos espera. Com uma escrita directa e, parece-me, capaz de muito mais, Guy Gavriel Kay introduz-nos numa demanda em que cinco desconhecidos são a chave para combater um Mal que esperou mil anos. Sim, é uma solução repetida mas daquelas bem repetidas e acho que se nos colocarmos no lugar dos leitores dos anos 80, era um daqueles livros mesmo bons. E, contudo, posso dizer que repetida ou não, este livro proporcionou-me muitos bons momentos de leitura, sendo que não o larguei enquanto não o terminei e tenho mesmo de ir comprar os outros dois porque eu quero saber como isto acaba!
A construção deste mundo está bem conseguida e cada povo, cada personagem e território fez-me querer saber mais e mais. Este é daqueles bons livros introdutórios, com um bom andamento de história, grandes acontecimentos e muita acção. Ainda estão muitos segredos e mistérios por revelar, o que deixou a minha curiosidade em pulgas. Temos diversidade de personagens muito grande e parece-me que no próximo livro há muito mais por descobrir.
Um dos meus pontos favoritos deste livro é o vilão da história, apesar de só se ter um vislumbre. Sabem aquela sensação de “mas agora não um vilão a sério?”. Bem, este é a Encarnação do Mal num estado puro. Conhece os nossos medos mais obscuros e a sua própria face é a do Mal. Brilhante e deixou-me a salivar por mais.
Conclusão, vou procurar o resto da trilogia e lê-la porque não vou aguentar sem saber o que se passa a seguir. E, claro, estou com curiosidade de ler o restante trabalho do escritor. Por último, descobri que prefiro a fantasia rudimentar do que aquela que é mais evoluída e uma grande treta.



5*

sexta-feira, 2 de março de 2012

As minhas Melhores Amigas

Primeiro espero que a minha melhor amiga não veja isto porque apesar de ela ser tão compreensiva com a minha obsessão, acho que ela não ia gostar de ser trocada por estas duas. E quem são elas? As minhas mesas de cabeceira, escolhidas especialmente para a leitora cá de casa! Digam lá senão dão um jeitaço?=p


quinta-feira, 1 de março de 2012

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Opinião - A Invenção de Leonardo

Título Original: Pasqual´s Angel
Autor: Paul J. McAuley
Editora: Saída de Emergência
Nº de Páginas: 465

Sinopse
 O que aconteceria se Leonardo da Vinci ignorasse a pintura e dedicasse o seu génio exclusivamente à mecânica e engenharia, criando protótipos das máquinas que desenhou nos seus famosos Cadernos? É esta a ideia de A Invenção de Leonardo, onde as suas invenções acabam por desencadear uma Revolução Industrial em pleno período do Renascimento.Com um talento singular para imaginar, descrever e fazer sonhar, Paul McAuley arrebata-nos para as ruas tortuosas desta Florença alternativa, onde máquinas a vapor se misturam com artistas, príncipes e filósofos. E quando um assistente do famoso pintor Rafael é assassinado, é Pasqual, um jovem aprendiz de pintor, e Nicolau Maquiavel, o famoso estadista, que vão atrás do assassino. Mas o que descobrem é uma teia perigosa de espionagem industrial, conspiração e magia negra, que envolve não só as repúblicas italianas, mas também a poderosa Espanha, a Inquisição e o próprio Papa.A Invenção de Leonardo convida-nos a fazer uma viagem única, tão original quanto arrebatadora, onde personagens de ficção se cruzam com grandes figuras da época, como Copérnico, Miguel ngelo, Rafael, Maquiavel e a própria bela e misteriosa Gioconda. E no final todos fazemos a mesma pergunta: E se tivesse sido assim?

Opinião
 Por séculos, Leonardo Da Vinci tem sido tema das mais espantosas conspirações, foi actor e orquestrador das mais variadas situações ligadas aos maiores segredos da Humanidade, sendo ele próprio um deles. Um génio para lá da sua época, uma mente deslocada em séculos de aprendizagem e de ideias, este tem sido o homem sobre se tem mais falado e escrito durante a nossa era.
Neste livro é nos prometida uma Revolução Industrial em pleno Renascimento com todos os nomes sonantes que caracterizaram uma época, que mudaram o Mundo e ficaram para a História pelos seus feitos extraordinários. Será que este livro está a par com a magnificência dos seus protagonistas?
Tenho este livro em casa há algum tempo e se quiserem que vos diga já nem me lembro porque o comprei porque, apesar de Leonardo ser uma das minhas personagens históricas de eleição, esta sinopse não me dizia nada e terá sido por isso que esteve tanto tempo em lista de espera. Parece que já estava a adivinhar já que esta foi uma leitura tremendamente insonsa. Não me consegui identificar com este livro em qualquer momento apesar de retratar a minha época favorita com muitos daqueles que eu admiro, este livro foi uma desilusão.
Primeiro porque a tal Revolução Industrial mal está caracterizada ou explicada o que provoca estranheza num leitor que está a ler sobre a Florença Renascentista e apanha com palavras e pormenores do século XIX porque apesar de sabermos que isto vai acontecer, não há qualquer tipo de preparação para isso e, até meio do livro ou mais, parece que estamos a ler sobre uma investigação policial no século XVI e depois apanhámos com situações que acabam por criar uma sensação de perda de informação.
A escrita do escritor também não ajuda. Não há descrições ou caracterizações para nos ajudar e acho que se não tivesse querido escrever algo grandioso este até podia ser um livro interessante. Não era preciso vaporettos, balas e outras coisas estranhas as quais ele nem dá um nome, o que para alguém como eu, fora das coisas mecânicas e invenções, faz com que pareça que estejamos a ler chinês.
Mesmo o próprio enredo está mal estruturado e, se no início, até corre bem, depois é o desastre total. Primeiro temos uma série de assassinatos, depois temos flashs de industrialização, depois temos feitiçaria e magos e… voltamos a ler uma e outra vez a ver se lemos bem. Máquinas e magos? Mas isto não era sobre indústria em pleno Renascimento? Que tem uma coisa a ver com a outra? Eu tenho imaginação mas tanta assim não dá…
Nada faz sentido. No fim descobri que havia uma conspiração daquelas gigantescas e sabem que mais? Continuei sem perceber patavina. E eu gosto de livros complicados! Mais uma vez, falta pormenores e muitos para alguém perceber alguma coisa disto. Ou então sou eu que não atingi o objectivo.
Também pensava que o livro era sobre Leonardo Da Vinci mas ele só aparece quase no fim muito subitamente e depois puff! Desaparece outra vez. E, agora a sério, Maquiavel um jornalista de segunda?! Acho que ainda sinto uma dor no coração só de me lembrar…
Definitivamente, não o meu género, longe disso. Acho que mais valia ter continuado na estante e ainda bem que hoje em dia tenho mais cuidado com o que compro porque este livro não foi nada uma boa ideia. Chamem-me antiquada mas há limites que a minha mente não está disposta a passar. Este é daqueles livros que se lê bem até meio e que depois disso é muito a custo.

3*

Picture Puzzle #2





E cá estamos nós com mais dois puzzles esta semana:

Regras:

  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título

Puzzle #1

Pistas:
-título em português

 





Puzzle #2

Pistas:
-título em português;
- a segunda imagem é algo metafísico



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Teaser Tuesday (18)

Regras:

  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro

"Pasqual lembrou-se que o amor que Nicolau tinha pela argumentação era capaz de o fazer roubar a alma a qualquer um, unicamente pelo prazer da vitória."
p.77, A Invenção de Leonardo, Paul J. McAuley


Rubrica original do blog Should Be Reading

Aquisições do Mês (Fevereiro)

Num mês de reinicio de aulas aproveitei para dedicar as comprinhas a obras que necessitava, apesar de algumas já terem sido lidas, dá sempre jeito ter o nossos próprios exemplares em casa. Apenas dois livros foram comprados por prazer, sendo que um deles já tendo sido lido à algum tempo, já à muito que ambicionava juntá-lo à estante. Aproveitei também para adquirir dois clássicos a um preço simpático.
Um deles foi comprado no âmbito do Clube de Leitura Bertrand Fantástico e acabou por se revelar uma leitura surpreendente.



O Beijo das Sombras Laurell K. Hamilton
este foi o que foi comprado por prazer e recomendado pela minha Homónima do Pedacinho Literário

Duna Farnk Herbert
Comprei por causa do Clube de Leitura Bertrand Fantástico
Opinião






Shirley Charlotte Brontë
A Feira das Vaidades William Thackeray
os clássicos que juntei à estante

Alice do Outro Lado do Espelho Lewis Carroll
Uma leitura muito querida, finalmente na estante


As Troianas Eurípides
Rei Édipo Sófocles
Já lidos mas necessários!

Os Historiadores Michel Vovelle e outros
Necessário para um trabalho e, claro, uma obra obrigatória na estante de um aluno de História

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Opinião - Bel-Ami

Título Original: Bel-Ami
Autor: Guy de Maupassant
Editora: Biblioteca Novis-Visão
Nº de Páginas: 320

Sinopse
 Guy de Maupassant é considerado um dos mais influentes contistas e romancistas franceses da segunda metade do século XIX, apesar de uma actividade literária que durou apenas dez anos, durante os quais escreveu cerca de trezentos contos e seis romances. Entre estes últimos, salienta-se Bel-Ami, no qual o autor oferece um retrato do seu tempo e da sua classe social, narrando as peripécias de George Duroy, que deambula pelas ruas de Paris em busca de dinheiro e êxito. Uma obra em que se patenteiam os princípios literários de Guy de Maupassant, nomeadamente o estilo objectivo, a linguagem rigorosa e o realismo psicológico.
  
Opinião 
 Um clássico da literatura do século XIX, Bel-Ami é um retrato da classe alta burguesa da Paris jornalística e republicana em que os conhecimentos e a forma de estar bastavam para ir longe e deitar muitos abaixo. Numa sociedade de “cunhas”, segredos e escândalos, Guy de Maupassant dá-nos um retrato real e actual do seu tempo usando de todos os meios para construir o seu maior romance e aquele que o colocou no topo da literatura clássica do seu século.
A adaptação deste filme chegou aos cinemas nacionais na passada quinta-feira e foi o desejo de o ir ver que me fez, finalmente, ler este livro. Entre tantos clássicos que ainda me faltam ler, este não estava nas prioridades porque nunca me havia chamado a atenção mas como é raro eu ver um filme sem ler o livro primeiro, actualmente, lá fui a casa da avó buscar esta edição, muito mal traduzida diga-se de passagem, para me situar e saber o que esperar.
Fiquei agradavelmente surpreendida porque o livro não foi nada do que eu estava a espera e mais uma vez me relembrei porque gosto tanto de clássicos. Guy de Maupassant tem uma escrita fluida e nada complicada, sendo facilmente perceptível o que o escritor nos quer transmitir com a sua história. para além da história de um rapaz que soube rapidamente na escala social, temos também um retrato da sociedade parisiense que me fez lembrar o nosso Eça mas não com o seu talento. Ou seja, de uma forma sarcástica e irónica temos uma caracterização do pior dos senhores de bem e da situação política e social de Paris na altura que Tânger é passa a fazer parte do domínio francês.
Para esta “caricatura” Maupassant tem um leque de personagens elegantes e cheias de clichés, representado cada uma o seu papel no palco da boa vida parisiense, com os seus costumes e tradições, a forma como conviviam no dia-a-dia e as preocupações daqueles que dominavam os destinos da França. De uma forma mais subtil que a do nosso Eça, o escritor retrata esta classe social como ambiciosa e de aparências em que o que interessa é vingar na vida e mostrar aos outros a riqueza e o poder pessoal mesmo que em termos de personalidade nos detenhamos em pessoas quase ridículas que se deixam enganar com facilidade e que fecham os olhos a tudo o que não as possa atingir pessoalmente.
Depois temos o roteiro pela Paris dos burgueses, os locais mais emblemáticos em que aqueles que importavam marcavam presença de forma assídua. Tenho pena de não ter visto um pouco mais de descrição para me situar melhor porque acho que seriam cenários muito interessantes de explorar.
Mesmo assim acho que lhe falta um pouco de profundidade e mais detalhes, gostava de ter visto algumas coisas mais desenvolvidas e algumas questões foram tratadas de forma abrupta. Outra coisa é que este tipo de leitura dá azo a livros de muitas páginas e este é pequeno mas no seu caso percebe-se porque acontece.
De resto é um clássico que não me marcou como outros mas que ainda bem que tive a oportunidade de o ler pois acabou por me dar umas horas agradáveis e de fácil leitura em que não foi preciso puxar muito pela cabecinha.


5*

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Opinião - O Rapaz de Olhos Azuis

Título Original: Blue Eyed Boy
Autor: Joanne Harris
Editora: Edições ASA
Nº de Páginas: 432

Sinopse
 Ele conhece-a há uma eternidade e, contudo, ela nunca o viu. É como se fosse invisível para a mulher que ama. Mas ele vê-a a ela: o cabelo; a boca; o rosto pequeno e pálido; o casaco vermelho-vivo na neblina matinal, como algo saído de um conto de fadas.
Até agora, ele nunca se apaixonou. Assusta-o um pouco: a intensidade dessa emoção, a maneira como o rosto dela se intromete nos seus pensamentos, a maneira como os seus dedos traçam o nome dela, a maneira como tudo, de algum modo, conspira para que ela nunca lhe saia da cabeça…
Ela não sabe de nada, claro. Tem um ar muito inocente, com o seu casaco vermelho e o seu cesto. Mas por vezes os maus não se vestem de preto e por vezes uma menina perdida na floresta é bem capaz de fazer frente ao lobo mau…


Opinião 
 Muitos de vocês conhecem-na por Chocolate quer em livro, quer em filme. É autora bestseller e este livro recebeu um dos mais aclamados prémios de literatura inglesa. Escreve livros que são êxitos internacionais e tem milhares de cópias vendidas. Para mim, é uma das escritoras importantes da minha estante.
Ler um livro de Joanne Harris é como regressar a um local sobejamente bem conhecido mas que a cada regresso nos dá uma novidade como uma prenda de boas-vindas a casa.     Há anos que me apaixonei por esta escritora e pela sua escrita através de um livro que ainda hoje é um dos livros da minha vida e, apesar de à alguns anos não ler nada seu e ainda não ter lido tudo o que se encontra publicado, sinto que é uma forma de eu saber que sempre que precisar posso comprar um livro seu e voltar a sentir esta sensação de redescoberta. E, finalmente, deu-me uma dessas vontades de ler um livro dela que, como sempre, não me desiludiu.
Uma das coisas que eu venero em Joanne é a sua escrita. A forma como nos confunde para depois nos dar a luz, como as palavras parecem que escorrem pelos nossos olhos, pela maneira como nos descreve as mais variadas situações sem nunca nos dar um vilão e um herói mas sim emoções e sentimentos, o caos e a glória quer da maneira mais lunática, quer da maneira mais racional. Depois são as suas histórias. Não é para todos aquilo que ela faz, de nos contar uma história e a virar do avesso e não há ninguém que use as aparências e os espelhos como ela, de tal maneira que é sempre capaz de surpreender e no último minuto dar-nos a maior reviravolta. Para isso constrói personagens enigmáticas e misteriosas que são tudo menos o que aparentam ser.
O Rapaz de Olhos Azuis tem todos os ingredientes típicos de um livro desta escritora: o suspense, as mentiras e um grande segredo obscuro por trás de uma aparência polida. Não é um dos meus preferidos mas não deixa de ser excepcional. Não sei se foi por estar à muito sem ler nada desta escritora mas este livro agarrou-me de uma forma viciante em que eu não descansei até saber o desenrolar da história toda e, mais uma vez, foi apanhada de surpresa.
Com uma história diferente das que estou habituada desta escritora, este livro tem um conjunto de ingredientes explosivos que o tornam um dos que tem o rumo mais surpreendente. Através das reviravoltas mais inesperadas e com temas tão diversificados como o voyeurismo, a violência doméstica, o que se esconde por trás da Internet, Harris dá-nos uma obra mais forte e pode se dizer, mais obscura. Os seus livros já são por norma intensos e dramáticos mas este forma-se de uma maneira tão insuspeita que cada momento nos arrebata e deixa de queixo caído, tendo vários clímaxes que acabam num dos melhores finais que eu já li.
A juntar a um cenário inesperado temos personagens extremistas com demasiados segredos e vícios e uma personalidade nada evidente que aos poucos vai saltando cá para fora. Tenho a sensação que neste livro se juntou o grupo das personagens mais escuras que saíram da imaginação da escritora e também das mais frágeis, o que nos leva a querer deslindar as razões porque cometem certo tipo de acções e que relações existem entre elas.
Fiquei com a sensação que este livro tinha demasiada informação e que muita coisa pode ter passado ao lado dos leitores mais desatentos já que temos um enredo que contém subterfúgios dentro de subterfúgios dentro de subterfúgios. Mas apesar de um enredo mais complicado, Joanne continua a deter um timming perfeito.
Como disse não é um dos meus livros preferidos mas mantém o estilo inconfundível da escritora para além de ter uma das capas mais bonitas da editora. Permitiu-me passar umas horas de extrema concentração e foi uma leitura que me deixou mais que satisfeita.
Agora pergunto-vos: Ainda não leram Joanne Harris? Vão já arranjar um livro dela! Eu se calhar vou ver o Chocolate


6*

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Opinião - O Crepúsculo de Avalon

Título Original: Twilight of Avalon (#1 Twilight of Avalon)
Autor: Anna Elliott
Editora: Planeta Manuscrito
Nº de Páginas: 440

Sinopse
 Ela é uma sacerdotisa, uma contadora de histórias, uma guerreira e uma rainha sem trono. Nas sombras da Bretanha do rei Artur, uma mulher conhece a verdade que poderia salvar um reino das mãos de um tirano…

Ressentimentos antigos, velhas feridas e a busca pelo poder imperam na corte da rainha recém-viúva Isolda. Mas passou uma geração após a queda de Camelot e Isolda chora o seu marido morto, o rei Constantino, um homem que ela sabe em segredo ter sido assassinado pelo perverso lorde Marche - o homem que acabou por assumir o título de Rei Supremo. Embora as suas aptidões enquanto curandeira sejam reconhecidas por todo o reino, no seguimento da morte de Constantino surgem acusações de feitiçaria e bruxaria.
Um dos poucos aliados de Isolda é Tristão, um prisioneiro com um passado solitário e conturbado. Nem saxão, nem bretão, Tristão não é atingido pelos esquemas políticos, rumores e acusações que rodeiam a bela rainha. Juntos escapam e enquanto o seu companheirismo muda de amizade ara amor, têm de encontrar uma maneira de provar o que sabem ser a verdade - que as manobras de Marche ameaçam não só as suas vidas mas a soberania do reino britânico.


Opinião 
 Existem lendas que perduram para alem das vidas e do tempo, que se alteram pelos valores e ideias que a época presente lhe adiciona. Mas há coisas como os ideais que não mudam para assim puderem continuar a ensinar e encantar todas as gerações vindouras. A lenda de Artur, com tudo o que ela representa, é assim. Alterável mas intemporal. E por mais adaptações que lhe sejam feitas, perdurará no imaginário de muitos por vários séculos.
A adaptação de Anna Elliott passa-se após a queda de Artur em Camlaan, numa época em que a Bretanha está dividida. Os seus protagonistas têm uma lenda só deles, que inspirou autores por todo o Mundo a escrever sobre o amor nascido do ódio. Tristão e Isolda. A autora une as duas lendas e torna Isolda a descendente de Morgana e Artur, e assim, conta-nos uma nova história repleta de espadas e magia.
Primeiro tenho de fazer o reparo que este livro é originalmente o primeiro de uma trilogia, sendo que os restantes volumes ainda não foram publicados em Portugal e, por isso, vou tratá-lo assim e não como um standalone, o que iria afectar a minha opinião deste livro.
A união das duas histórias foi uma das razões porque queria ler este livro mas acabou por me confundir um bocado talvez porque não conseguia enquadrar estas personagens no imaginário arturiano ou não conseguia associar as ligações pessoais umas às outras e talvez porque me fez muita confusão ser o Modred o pai de Isolda e não o Lancelot. Mas no fundo a ideia é boa e acaba por sair dos cânones habituais, trazendo-nos uma novidade num tema já tão debatido.
Uma das coisas que eu gostei é a autora situar na época histórica e no tema da cavalaria, dando-nos um livro que representa aquilo em que acabou por se tornar a história da Bretanha aos nossos olhos e em que houve um certo respeito pela pouca parte histórica que sabemos ser possivelmente real na altura de Camelot. Por falar na parte histórica, a escritora comete um erro na parte final em que refere que se sabe quem era o Rei Artur. Para aqueles que leram o livro, essa é uma das hipóteses e o livro referido é uma das obras de referência para o estudo do Ciclo Arturiano mas é datado de vários séculos depois e foi escrito com uma intenção especial por isso, tenham em conta que não se sabe quem era Artur e que existem dezenas de hipóteses ainda por comprovar.
Como volume inicial este é o livro onde tudo começa mas o seu desenvolvimento não tem um ritmo certo, ora sendo muito apressado, ora sendo muito lento, e se estão a contar com uma história de amor esqueçam porque neste volume não se passa nada quanto a isso. Sinceramente acabei por me sentir confusa porque a situação da protagonista é deveras estranha e eu não estava a conseguir conciliar as coisas. Acho que a escritora devia ter sido mais detalhada e explicativa porque acaba por se passar muita coisa que não se chega a perceber.
Quanto às personagens estão bem construídas, representativas da época em que vivem mas houve algumas surpresas que pareceram um bocado irreais que foi o caso do Merlin e da Hedda. Já as restantes foram plausíveis e gostava e ter visto um pouco mais de todas elas.
Estava a espera de outra coisa deste livro e sinto que se o resto da trilogia não for editado que li este livro para nada mas pode ser que para aí apareçam. Se vão ler o resto em inglês ou gostam muito de ambas as lendas, leiam que não perdem nada e acabam por conhecer outra vertente das duas histórias.



4*

Picture Puzzle #1



Acabei de conhecer esta rubrica e acho que vai ser uma boa novidade para implantar aqui no Chaise Longue é até porque é bastante divertido!
Esta rubrica iniciou-se por iniciativa da jen7waters do Cuidado com o Dálmata e tive conhecimento dela no Bookeater/Booklover e não lhe consegui resistir por isso vamos passar a ter também rubrica à Quarta-feira.
Agora, como é que isto funciona:
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título

Aqui ficam os primeiros puzzles:

Ambos os livros podem representar os títulos também em inglês

Puzzle #1

Pistas -




































Puzzle #2

Pistas-





terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Teaser Tuesday (17)

Regras:
  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro


"Pelo Samhain, dissera Merlin. E mesmo nessa altura poderia ser demasiado tarde."
p. 122, O Crepúsculo de Avalon, Anna Elliott

 
Rubrica original do blog Should Be Reading

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Opinião - Duna

Título Original: Dune (#1 Dune Chronicles)
Autor: Frank Herbert
Editora: Saída de Emergência
Nº de Páginas: 574


Sinopse
 O Duque Atreides é enviado para governar o planeta Arrakis, mais conhecido como Duna. Coberto por areia e montanhas, parece o local mais miserável do Império. Mas as aparências enganam: apenas em Arrakis se encontra a especiaria, uma droga imensamente valiosa e sem a qual o Império se desmoronará. O Duque sabe que a sua posição em Duna é invejada pelos seus inimigos, mas nem a cautela o salvará. E quando o pior acontece caberá ao seu filho, Paul Atreides, vingar-se da conspiração contra a sua família e refugiar-se no deserto para se tornar no misterioso homem de nome Muad'Dib. Mas Paul é muito mais do que o herdeiro da Casa Atreides. Ao viver no deserto entre o povo Fremen, ele tornar-se-á não apenas no líder, mas num
messias, libertando o imenso poder que Duna abriga numa guerra que irá ter repercussões em todo o Império...


Opinião 
 Chamam-lhe o Senhor dos Anéis da ficção científica e é considerado um dos maiores clássicos desta área. Foi considerado a grande obra do seu autor, Frank Herbert. Através de uma história ímpar em que todos os assuntos são abordados como a política, a religião ou a ecologia, torna-se um livro brutal em que nada é deixado ao acaso e cada pormenor foi estudado e inserido de forma a várias gerações se puderem identificar com ele. Forte, aguerrido e viciante são alguns dos adjectivos que se podem dar a um dos grandes livros do século XX.
Primeiro que tudo devo avisar-vos que não sou fã de Ficção – Científica visto que nunca me identifiquei com o género, muito possivelmente por causa do Star Wars, já que nunca consegui gostar dos filmes ou de qualquer coisa que tivesse a ver com eles. Por isso, considero que tive um grande acto de coragem ao pegar neste livro. Devido ao Clube de Leitura Bertrand – Fantástico em que vou participar fui “coagida” a comprar Duna, uma vez que é a primeira obra que irá ser tratada e, num espírito de aventura, decidi comprá-lo e experimentar algo totalmente diferente do que estou habituada a ler.
Dizer que não estava a espera de nada do que é este livro é uma realidade, já que apesar das excelentes críticas, eu não tinha qualquer expectativa ou noção do que esta leitura seria. Considero-a o meu “encontro às cegas”. Mas daqueles que acaba da melhor maneira. A primeira coisa porque me apaixonei foi pelo apêndice. Coisa parva, não é? Mas é que é tão brilhante e detalhado que não pude deixar de me sentir fascinada com ele. Deste para a história em si, foi um passo. Não estava preparada para a grandiosidade, para a brutalidade ou beleza crua que Duna é. Ao longo das páginas senti-me cativada e fascinada de uma forma tão intensa que só conseguia pensar “Há quanto tempo não leio algo assim?”.
Cada pormenor em termos políticos ou religiosos, a questão da ecologia e da sobrevivência, foram explorados até ao seu âmbito, mostrando-nos neste livro o que acontece quando se chega à obssessão e ao fanatismo pelo poder, pela riqueza, pelo controlo total do universo. Através dos meandros mais obscuros, de profecias e manipulações, algo é tão gigantescamente criado que até aqueles que o previram não o podem controlar. Observar como quer seja no passado, quer seja no futuro longínquo, os homens são aprisionados pelo sistema ou pelos seus ideais, chegando ao ponto de se tornarem peões nas mãos de um único indivíduo, é algo que aqui é conseguido brilhantemente. Ver um sistema feudal funcionar de uma forma tão bem conseguida em territórios e ambientes diferentes é algo que me faz querer deslindar cada pormenor das leis, das corporações, das Grandes Casas. E é algo que Herbert nos cede de uma forma tão soberba que não há leitor que não se encante pela maneira com que o escritor constrói o seu mundo de uma ponta à outra, sem deixar escapar nada.
A viver num mundo tão brutal como corrupto, temos personagens surpreendentes. Fortes e manipuladoras, cada uma vai até ao fundo da essência do ser humano. Em cada uma pudemos ver o que de pior e melhor, o Homem pode fazer pelas suas causas. E depois temos Muad’Dib, concentrando em si todos os desejos e ambições, todas as profecias e construindo uma imagem que perdurará em lendas, que é não um mas vários homens num só, aquele que pode destruir ou construir com uma palavra. O tipo de homem que cria seguidores fanáticos.
Através de um entrelaçamento perfeito, temos aqui todo um novo sistema, um novo governo, um novo “petróleo”. Viajar pelas páginas deste livro é reconhecer o Mundo onde vivemos e aquele que ele será. Sinto que não disse tudo o que este livro me transmitiu mas espero que pelo menos vos leve a querer lê-lo porque não o ler, é perder toda uma forma de ver um mundo.



7*

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Opinião - Um Cappuccino Vermelho

Título Original: Um Cappuccino Vermelho
Autor: Joel G. Gomes
Editora: Edições de Autor
Nº de Páginas: 260

Sinopse
 As pessoas que conhecem Ricardo Neves dividem-se em dois grupos: os que o conhecem como autor de policiais e os que o conhecem como assassino profissional.
Ricardo sempre cuidou para que estas duas facetas da sua vida não misturassem. Tudo se complica quando recebe uma lista de alvos demasiado próximos do seu mundo de escritor. A colisão torna-se inevitável e Ricardo não tem como a impedir.

:::::::::::::::::

João Martins é um escritor com prazos para cumprir e sem ideias para desenvolver. Até que tem a ideia de escrever sobre um escritor que é também assassino profissional.
A surpresa acontece quando pessoas à sua volta começam a morrer tal e qual ele descreve no seu livro. A dúvida surge de imediato: estarão as mortes a acontecer porque ele as escreve ou será ele um mero narrador de eventos predestinados a acontecer?


Opinião
Dois homens, a mesma profissão, um prazo para cumprir mas nada é como parece. Um deles é um assassino profissional que adora café, principalmente cappuccino. E sem saberem um dia a vida deles irá cruzar-se nas páginas de um livro.
Primeiro livro do autor, este é um livro simples com uma escrita directa que sem subterfúgios entrelaça várias pessoas e demonstra que o destino pode unir duas pessoas sem que estes alguma vez se cruzem e que sem sabermos pudemos estar a influenciar uma outra vida e alterá-la.
Temos aqui um enredo simples e interessante que bem desenvolvido podia tornar-se um daqueles policiais que apesar de ter uma história banal cativa os leitores e lhes permite passar umas boas horas. Tendo sido uma leitura rápida, não foi contudo uma leitura que me entusiasmasse. Talvez a culpa seja do facto de eu gostar de leituras cheias de pormenores e teorias, descrições e detalhes e não de factos directos, “preto no branco”. Não sei. Só sei que não foi o que eu estava a espera.
Com um início prometedor, rapidamente se tornou óbvio que me faltava ali qualquer coisa. A cada página este foi um sentimento que se foi intensificando, devido a vários factores, a começar pelas personagens. Acabei o livro sem as conhecer, sem perceber o que as motivava, o que as tinha levado até ali, quem eram afinal. Esta falta de personificação fez com que eu não gostasse de nenhuma delas, o que me fez sentir pena porque senti que o Ricardo teria sido uma personagem muito interessante de perceber e o seu mentor, de conhecer. A falta de emoção nelas fez com que também eu não sentisse nada ao longo da leitura, o que para mim é muito mau sinal.
Depois foi a falta de descrições, o não me sentir situada em lado nenhum. Apesar de ter diálogos directos, faltou o resto para ser compreensível, para mais uma vez nos puxar e identificar com algo ou alguém. Acaba por ser momentos sobre momentos a que eu tinha dificuldades de me ligar. Mesmo assim confesso que até aparecer o segundo protagonista, o João, eu ainda estava com esperanças que pelo menos o desenvolvimento decorresse de uma forma natural e estava a ler de uma forma rápida porque queria saber o que se passava. Após o primeiro capítulo do João, o entusiasmo que eu tivesse passou. A história acaba por se tornar repetitiva, o que me cansou, e torna-se confusa até ao ponto de eu já não saber que se o tempo decorria antes ou depois dos capítulos do Ricardo. Quando essa situação ficou mais visível, acabou por ser as cenas finais que me confundiram mais uma vez. Não existindo um elo de ligação, torna-se um final precipitado e confuso em que mais uma vez eu não consegui perceber quer o porquê como o como ou o quê.
Mais uma vez não sei se foi uma falha minha mas cheguei ao final sem perceber nada ou sentir nada. Não me cativou ou prendeu. Ao ser tão directo acaba por se tornar algo rápido e indolor. Acho que não perdia em ter mais páginas, mais história, mais explicações. O que me chateou é que é uma ideia interessante que podia ter dado “pano para mangas” e, infelizmente, não deu.
Uma leitura que prometia mas em que acabou por faltar quase tudo. Fica a ideia.

1*

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Kreativ Blogger






A Clarinda do Ler é Viver enviou-me esta tag! Muito Obrigada!
E a tag vem com um pequeno questionário, ai, ai!

Nome da minha música favorita:
Eish, uma?? Se tem mesmo que ser... Oh La La de David Halliday 

Nome da minha sobremesa favorita:
Esta é tão óbvia... Mousse de Chocolate e Cheesecake
O que me tira do sério:
Pessoas que se acham mais inteligentes que os outros e  que têm sempre razão! Arghh

Quando estou chateada:
Isolo-me. Enfio-me no quarto com os livros e nem o telemóvel atendo 

Qual o meu animal de estimação favorito:
Alergias, por isso, nem pensar! Mas se pudesse tinha um gato

Preto ou Branco:
Preto, sempre.

Maior medo:
Não ser compreendida

Atitude quotidiana:
Depende dos dias...

O que é perfeito?
Os meus livros, na minha estante *.*

Sete factos aleatórios sobre mim:
O primeiro livro que li foi o O Conde de Monte Cristo aos 8 anos.
Tenho uma paciência de santa senão abusarem.
Amo tanto a História como os livros.
Fui baptizada no dia em que se comemorou o Dia da Mulher pela primeira vez em Portugal.
Sou canhota.
Adoro Lisboa.
Tenho um orgulho descomunal na mãezinha.

10 Blogues aos quais vou enviar esta tag


Regras da Tag:
- Dizer quem enviou
- Responder à tag
- Enviar o selinho a dez blogues



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Teaser Tuesday (16)

Regras:
  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro


"Vagueamos sem saber que homens ou que lugares são estes, trazidos para aqui pelo vento e pelas ondas alterosas. Diante dos teus altares hão-de ser sacrificadas muitas vítimas por nossa mão."
p.26, Eneida, Vergílio 

Rubrica original do blog Should Be Reading

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Opinião - Acácia, Presságios de Inverno

Título Original: Acacia: The War with the Mein (#1.2 Trilogia Acácia)
Autor: David Anthony Durham
Editora: Saída de Emergência
Nº de Páginas: 368


Sinopse
 Um rei assassinado pelo seu mais antigo inimigo.
Um império dominado por um povo austero e intolerante.
Quatro príncipes exilados determinados a cumprir um destino.
Recuperar o trono de Acácia poderá ter consequências devastadoras.

Há muito que o Reino de Acácia deixou de ser governado em paz a partir de uma ilha Idílica por um rei pacificador e pela dinastia Akaran. O cruel assassinato do rei trouxe muitas mudanças e grande sofrimento. Com a conquista do Trono do Mundo Conhecido por parte de Hanish Mein, os filhos de Leodan Akaran são forçados a refugiarem-se em zonas longínquas que desconhecem. Sem tempo para fazer o luto pelo seu pai, os jovens príncipes são separados e jogados à sua sorte num mundo cada vez mais hostil. E é entre piratas, deuses lendários, povos guerreiros e espíritos de feiticeiros que encontram a sua força e a sua verdadeira essência. Entretanto, Hanish continua empenhado na sua missão de libertar os seus antepassados e finalmente entregar-lhes a paz depois da morte. Mas para isso, os Tunishnevre precisam de derramar o sangue dos príncipes herdeiros…
Conseguirá Hanish capturar os filhos do falecido rei Akaran? Voltarão a cruzar-se os caminhos dos quatro irmãos? Estará o coração de Corinn corrompido e rendido à paixão por Hanish ou dormirá com o inimigo apenas para planear a reconquista do Trono de Acácia? E se, de olhos postos na vitória, os herdeiros de Akaran voltarem a sofrer o mais duro dos golpes?


Opinião 
 A segunda parte do primeiro volume da Trilogia de Acácia, traz-nos as mudanças e as resoluções que todo o Mundo Conhecido está prestes a sofrer e, mais uma vez, o controlo do Trono está entre Hanish Mein e os herdeiros de Leodan Akaran. Com destinos afastados mas entrançados os quatro príncipes têm uma guerra para vencer, em que vão ter de escolher entre o passado e um novo futuro, entre lutarem por si próprios ou convocarem os antepassados e em que nada pode correr como estão a espera. Numa aventura inigualável por um novo mundo, Durham dá-nos a sua visão tão elogiada no mundo da Fantasia.
Mais uma vez, vou ter de referir a pena que tenho que este livro tenha sido dividido em duas partes. Apesar de achar que a divisão foi bem feita, uma vez que cada parte conta uma história diferente, acho que este livro teria tido uma maior aceitação entre os leitores se tal divisão não tivesse acontecido. Por outro lado, tenho de elogiar as capas desta série. São lindas! E são umas lombadas que ficam tão bem na estante!
Quanto ao livro em si, não estava a espera de nada de surpreendente e de uma segunda parte calma, em que não houvesse grandes mudanças… como eu estava enganada! O autor começa calmamente para a partir do meio do livro nos encher de grandes momentos, surpresas inesperadas e um final auspicioso surpreendente, prometendo dois próximos volumes enigmáticos. Para quem pensava, como eu, que sabia como esta trilogia ia terminar, este livro desengana-nos por completo.
Infelizmente, achei que a acção foi demasiado rápida, não sei se é por estar habituada à lentidão do Martin, mas pareceu-me que foi tudo pouco explícito e que vários momentos e situações teriam sido muito melhores aproveitadas se mais explicadas ou se tivessem sido mais demoradas. Em contrapartida, temos mudanças de alto risco na história, mortes que me surpreenderam muito, principalmente a de uma personagem que eu considerava indispensável para esta história mas enfim, o autor lá terá as suas razões.
Mesmo assim, fiquei estupefacta com o rumo que o livro levou, e apesar de achar que devia ter sido melhor explorado e feito com mais calma e pormenor, este segunda parte consegue agarrar o leitor a meio do livro com momentos brilhantes de escrita.
Outra coisa que tem-se de elogiar é as suas personagens. A variedade de personalidades que encontrámos, principalmente nos príncipes Akaran é soberba, e o escritor soube aproveitar as características da meninice, as reviravoltas do passado e a forma como cada um foi criado para criar quatro personalidades distintas, fortes entre si, e que acabam por se tornar os pontos altos deste livro. De salientar, Corinn, a minha personagem preferida, que neste livro demonstra muito mais do que seria de esperar da princesa fútil. Também, Maender e Hanish, são duas personagens de peso, diferentes entre si, que proporcionaram momentos de grande relevo.
Mantêm-se as características na escrita e a qualidade soberba deste Mundo Conhecido. Durham apresenta-nos novas sociedades e povos e uma mensagem acerca da pluralidade de povos que devia ser ouvida actualmente e que nos põe a pensar.
Foi um livro que me surpreendeu mas ao mesmo tempo queria muito mais dele, vamos ver o que o próximo volume nos traz. Recomendo-o a qualquer pessoa que goste de Fantasia e não seja elitista porque muito possivelmente não sabem o que estão a perder.



6*

Clube de Leitura Bertrand: FANTÁSTICO



No próximo dia 2 de Março, na BERTRAND do Chiado, as 19h inicia-se o primeiro encontro do Clube de Leitura Fantástico.
Orientado por Rogério Ribeiro e contando com Luís Filipe Silva como convidado, a primeira leitura a ser discutida será Duna de Frank Herbert.

Uma oportunidade para ler um livro que não estava na minha wishlist e de conviver com pessoas com os mesmos gostos literários. Eu vou lá estar e vocês?





domingo, 12 de fevereiro de 2012

Opinião - O Autenticador

Título Original: The Authenticator
Autor: William M. Valtos
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 352


Sinopse
 Seguindo uma denúncia anónima, Theo Nikonos, investigador de Experiências de Quase-Morte, descobre uma mulher aprisionada nas caves de uma luxuosa clínica. Apesar de estar sob o efeito de drogas, ela revela factos verdadeiramente inacreditáveis sobre as suas Experiências de Quase-Morte e implora para que ele a ajude. Fascinado pela beleza daquela mulher desprotegida, Theo sente-se compelido a levá-la consigo. Mas o seu interesse não termina aqui: o que ela lhe revelou pode revolucionar o conceito das Experiências de Quase-Morte. Talvez por isso há quem esteja disposto a tudo para a ter em seu poder... nem que para isso Theo tenha que ser eliminado. À medida que junta as peças do complicado puzzle, Theo vai compreender que há respostas que estão para lá do mundo dos vivos.

Opinião 
 Com uma premissa interessante, O Autenticador é um thriller psicológico que “joga” com situações inesperadas e provoca a surpresa no seu público, através de personagens inquietantes e de experiências inacreditáveis para a maioria das pessoas.
Tendo como tema principal as Experiências de Quase Morte, é a partir destas que toda a sua história se irá desenvolver, respondendo a questões que muitos pensam já estarem respondidas, dando novas respostas e pondo em perigo aqueles que entram em contacto com este tipo de experiência.
Primeiro livro do autor a ser editado por cá, já há algum tempo que se encontrava na minha estante à espera de ser lido (entenda-se à anos) e de cada vez que lhe pegava existia sempre outro livro para ler e acabava sempre por me ficar pelas primeiras páginas e o livro ficava esquecido no fundo da pilha de livros por ler. Até que finalmente eu me convenci que tinha mesmo de ler o livro!
É claro que o facto de eu já o ter tentado ler não sei quantas vezes, devia ter sido um sinal para deixar esta leitura em paz…mas já lá vamos. O livro inicia-se com o protagonista a conhecer uma mulher que morreu e regressou com uma missão impossível que os vai colocar aos dois em perigo e os fará descobrir que há coisas em que não se mexem. Seca, seca, seca. Ao fim de uma semana, quando penso nesta leitura, ainda é a única coisa em que consigo pensar. Tudo é uma seca neste livro.
Comecemos pelo protagonista. Aborrecido de morte, demasiado intelectual e totó para mim, dá sono de cada vez que se lê uma fala sua. Já a sua companheira que voltou da morte é outra. Enjoada, totó e muito armada. São dois desgraçadinhos que sofreram muito e supostamente toda a gente quer matá-los. O que é engraçado porque não houver nenhuma situação realmente de perigo. Só situações em que eu pensava “mas será que eles não saíem daqui?!”. E depois têm um final que não convence ninguém! Como é que alguém em cinco minutos se apaixona por uma pessoa?? O senhor percebe muito de psicologia, pelos sermões que nos dá durante a leitura mas de emoções humanas percebe muito pouco.
Depois temos a acção em si que de acção se percebe muito pouco, com vilões estranhos com razões muito mais estranhas para os querer mortos. E quando aparece o verdadeiro vilão da história, bem ele não é daquilo que se está a espera. Ainda estou para perceber como é que eles demoraram tanto a chegar a uma conclusão a que eu cheguei nas primeiras páginas. Acaba por ser uma história estranha com acontecimentos bizarros de pouca explicação e que acabam por não fazer sentido ou a serem demasiado óbvios. Ou seja, este livro tem muito “paleio” mas pouca acção.
Não consigo apontar um único ponto positivo a este livro, o que me faz chegar a conclusão que é melhor evitar este escritor. Porque eu até gosto deste género de livros mas não neste estilo insonso e muito menos com Theo Nikonos como protagonista.
Basicamente, aqui está um livro que não tem nada a ver comigo e que não me conseguiu fazer gostar da sua leitura nem uma vez.



1*

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Booking Through Thursday - Somente Cinco

Se tivesses de escolher somente cinco livros para ler para sempre, quais seriam e porquê?

Que horror de pergunta! Tenho mesmo de escolher??

Na Corda Bamba - O primeiro livro que li de Joanne Harris e que provocou a minha primeira paixão por um anti-herói. Um livro maravilhoso que marcou uma época da minha vida.


A Filha do Sangue - e restante trilogia das Jóias Negras. O meu livro preferido de sempre que não necessita de apresentações.


Harry Potter - os sete. Não foram o início mas foram uma viragem na minha vida de leitora.


O Conde de Monte Cristo - O livro que me fez gostar de livros.


Ilíada - Uma descoberta tardia que me marcou.


 

Opinião - O Diabo dos Anjos

Título Original: Entre o Bem e o Mal
Autor: Liliana C. Lavado
Nº de Páginas: 351

Sinopse
 Numa viagem a Itália que tem tudo para ser perfeita, um Livro transforma-se num desastre que trás anjos à Terra, um gato com estranho senso de humor, novas dores de cabeça para Henrique, mais loucura a Amanda e uma missão celestial que é apenas o
início dos problemas para os dois.
Henrique e Amanda nada têm em comum... excepto 17 anos das suas vidas selados com uma promessa de aventura..
Depois de oito anos de silêncio o acaso volta a juntar-lhes o caminho.
Henrique olha com receio os dias fora das paredes seguras da Universidade e Amanda esvanece-se no tumultuo de um grupo de amigos problemático.
É hora de viver a aventura e ambos encontram um no outro o pretexto que procuram para adiar decisões e contornar o futuro mas em troca recebem tudo o que não pediram e apredem que o futuro é inevitável.

Opinião
  Todos vocês já devem ter ouvido falar do projecto Leitores Beta que a Liliana Lavado criou. Para quem não ouviu, passo a explicar. Um número de leitores, escolhidos pela Liliana, tiveram acesso a uma cópia daquele que será o seu trabalho mais recente, para puderem opinar sobre ele e dar umas ideias à nossa escritora. Para fazerem parte desse grupo, bastava inscreverem-se, como eu expliquei aqui.

  Ora como curiosa que sou, inscrevi-me e tive a sorte de fazer parte deste grupo. Nunca tinha lido nada da Liliana e estava prestes a ir opinar um livro sobre um género que me tem dado muitos dissabores: o YA fantástico. Mesmo assim lá fui eu à aventura, e sem saber no que me estava a meter, já que nem a sinopse li, só vi o título e a capa, comecei a ler este livro. Durou uma tarde. E antes que perguntem, li o livro todo.

  Confesso que fui de pé atrás, não sabia o que esperar e tinha um grande medo que fosse uma leitura que não me agradasse de todo mas foram dúvidas infundadas. Foi uma leitura compulsiva que me levou apenas uma tarde, em que mal levantei os olhos para outras coisas, e que me fez descobrir algo que não estava a espera. A escrita da Liliana.

 Ela apresenta-nos uma escrita dinâmica, dada a grandes surpresas, irónica e fértil em imaginação que nos provoca momentos de grande divertimento e puxa uma lagrimazita ou outra em determinados momentos. Só por isto, já valeu a pena ler este livro.

  Outro factor positivo, é as suas personagens. Fortes ou fracas, sérios ou ridículos, obsessivos ou doces. Têm de tudo um pouco para agradar a todos. Temos um grupo coeso e diverso que nos proporciona uns bons momentos. Depois, temos Amanda. Esta é a minha personagem de eleição, louca, perdida, com segredos e indecisões, fora outra pessoa noutra “vida” e é capaz de nos fazer perder a cabeça por ela em poucas linhas. A única coisa que me fez “bater com a cabeça” nas paredes é a quantidade de gente que está apaixonada pela mesma pessoa, havendo uma série de trocas confusas. Quanto a mim, achei demasiada informação romântica para o meu gosto.

 O tema escolhido também nos é apresentado de uma forma diferente daquela que é costume, acabando por nos atrair e fazer querer saber mais sobre a sua história. Para mim foi uma lufada de ar fresco no género mas dispensava certos pormenores e acho que devia ter sido mais organizada e menos morosa.

  Outro dos efeitos deste livro, é o efeito bomba. Começa calmamente e depois é uma bomba atrás da outra, quase até nos dar um ataque cardíaco. É bom este sentimento de surpresa que a escritora nos consegue dar de uma forma fantástica mas devia ter sido mais condensado de forma a não nos tentar matar no final.

  Resumindo, uma data de pormenores e bombas dispensáveis mas uma história capaz de agarrar um leitor com um teor fantástico diferente ao que estão habituados, cheia de mensagens sobre a amizade, o amor, a vida e as mudanças.

  No fim do livro, estava satisfeita com uma leitura agradável que me proporcionou umas boas horas de divertimento e fiquei a descobrir uma escritora no panorama nacional que não me importo nada de seguir e que tem todos os ingredientes para crescer ainda mais.

4*

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Liebster Blog


O Chaise Longue acabou de receber este selinho da Landslide do Tantos Livros Tão Pouco Tempo e da Rita do A Magia dos Livros! Muito Obrigada *.*
Este é o primeiro selinho aqui do blogue, portanto, como devem imaginar estou super contente! Mas a entrega deste selinho tem regras e fico muito orgulhosa de o entregar a estes cinco blogues:


O Labirinto dos Livros
Cantos Quebrados
Millenium of the Bookworm
Silk and Magic
Fantasia E Os Outros


Regras:
1. Link de volta com o blogueiro que lhe deu;
2. Cole o selinho em seu blog;
3. Escolha 5 blogs para repassá-lo, que tenham menos de 200 seguidores;
4. Deixar comentário avisando que estão recebendo o selinho.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Opinião - O Regresso do Assassino

Título Original: Golden Fool (#1 Tawny Man)
Autor: Robin Hobb
Editora: Saída de Emergência
Nr de Páginas: 565


Sinopse
 Ele é um bastardo com sangue real.
Ele é um assassino com poderes malditos.
Ele é a única esperança para um reino caído em desgraça.

Atreva-se a entrar num mundo de perfídia e traição que George R. R. Martin apelidou de "genial". Atreva-se a acompanhar um herói que a crítica considerou "único". O Regresso do Assassino é o regresso da grande fantasia épica. Se está à espera de mais do mesmo, este livro não é para si. Caso contrário... bem-vindo a uma aventura que nunca irá esquecer!


Opinião 
 A Saga do Assassino foi uma surpresa inesperada que encontrei na minha estante. Com personagens únicas e uma história maravilhosa, cheia de dor e sacrifício, foi uma saga que me deu umas boas horas de leitura durante 2011 e que me deu a conhecer um dos meus protagonistas preferidos de sempre. E, uma vez que a escritora decidiu conceder-nos mais algum tempo com Fitz e companhia, parece que também este ano vou puder acompanhar as suas aventuras.
Esta trilogia acompanha algumas das personagens já nossas conhecidas, quinze anos depois dos últimos acontecimentos de A Demanda do Visionário, em que novos desafios espreitam em Torre de Cervo e, mais uma vez, a linhagem Visionário irá necessitar do seu Bastardo para a salvar. Através de momentos emocionantes e pela escrita maravilhosa de Robin, este foi um regresso esperado que me permitiu retornar a uma saga que esperemos, tenha a excelência da primeira, ou mais ainda.
Como vocês sabem, ao longo do ano que passou, a saga anterior proporcionou-me algumas das melhores leituras do ano, e era com muito apreço e saudade que eu desejava regressar a sua leitura com esta saga. Claro que, como não podia deixar de ser, Hobb não me desiludiu, e presenteia-nos com um primeiro volume magnífico, de reconhecimento e lembrança, aprendizagem e aventura, em que tudo o que sabíamos nos permite saborear alguns dos momentos mais pessoais mas também nos surpreende com algumas inovações, através de uma escrita menos introspectiva e mais emocionante.
Esta foi a diferença mais primordial que notei, o maior ritmo de acção deste livro em relação aos outros, que nos dá momentos cheios de uma série de sensações a que a escritora já nos habitou. Apesar de ser o primeiro de uma trilogia, neste livro temos momentos fortes capazes de nos revoltar e surpreender, e depois de uns primeiros capítulos em que ficámos a saber pormenores dos quinze anos que passaram, capítulos ao estilo de Robin, calmos, passámos a capítulos de reconhecimento e retorno em que as emoções fortes primam e deixam todos aqueles que acompanharam a adolescência de Fitz, estarrecidos. Mesmo assim, é a acção dos capítulos seguintes que nos fica marcados pois muitos acontecimentos inesperados e de forte comoção esperam-nos.
Reviver algumas das personagens que me fizeram adorar esta série foi fantástico, até porque elas conseguem surpreender-me e demonstrar que afinal ainda tenho muito para descobrir sobre elas. O amadurecimento de Fitz, por exemplo, consegue transmitir-nos todas as suas experiências passadas e as lições que aprendeu, deixando-nos observar as mudanças subtis conseguidas pela idade. A forma como Robin nos dá este novo Fitz, foi uma das coisas que mais me permitiu gostar deste livro.
Quanto às novas personagens, estou agradada e curiosa, espero ver muito mais e acho que nos esperam muitas surpresas nos próximos volumes. Existem pelo menos duas delas que eu sei, ainda têm muito para me mostrar e nos deixar surpreendidos.
Robin conseguiu transmitir neste livro mais acção, novas questões, renovando toda uma saga em torno de uma questão que muito tem intrigado os fãs de Fitz, e criando todo um novo quadro político. Aproveitando a ausência e os segredos mais obscuros, todos os pormenores que ficaram por explicar na saga anterior, a escritora proporcionou-me momentos de tensão que me fizeram relembrar o porque de eu me ter encantado pela história antiga e o porquê de eu querer tanto conhecer o agora.
Este O Regresso do Assassino promete ser um regresso magnífico que pode muito bem superar as expectativas e deliciar ainda mais os leitores dos Seis Ducados.


7*