quarta-feira, 20 de junho de 2012

Picture Puzzle #17







Regras:

  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título
Podem consultar a rubrica nos seguintes blogues: Bookeater/Booklover

Puzzle #1

Pistas:titulo em inglês; YA; steampunk



Puzzle #2

 Pistas:título em inglês



terça-feira, 19 de junho de 2012

Teaser Tuesday (28)

Regras:

  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro

 "Entretanto, Osbourne, louco de alegria dirigiu-se a uma mesa de jogo e começou a apostar freneticamente. Ganhou repetidas vezes."
p. 290, A Feira das Vaidades, William Thackeray


Rubrica original do blog Should Be Reading

domingo, 17 de junho de 2012

Perdida no Meio de Tantos Livros





Cada vez mais se tem falado da quantidade de livros que são publicados e da rapidez com que ALGUMAS editoras os publicam. Se por um lado, isto nos traz uma enorme variedade de leitura, por outro, já não é bem assim.

Várias têm sido as condicionantes apontadas para este excesso de oferta. Entre elas a mais imperativa são os preços que as editoras praticam. A verdade, é que os livros estão caros, muito caros, o que obriga o leitor a fazer uma selecção do que realmente quer no meio da infinidade que podemos encontrar numa livraria.

Outra, é que muitos desses livros têm temas iguais, são bastante parecidos pois a "moda" na literatura tem tido um peso cada vez maior. O livro vende, logo lança-se outro do mesmo género. Se isso ajuda aos indecisos e àqueles que não saem do mesmo género e gostam de se manter na chamada "zona de conforto", também limita os leitores com gostos mais variados e com um grau de exigência mais elevado, pois afinal, o que difere esses livros uns dos outros?

Depois temos as chamadas sagas, trilogias, tetralogias e outras tre qualquer coisa gia, que obrigam uma leitura contínua e têm sido o método de preferência de autores e editoras. Se sou fã de muitas delas, também tenho noção que me limitam a leitura, que a divisão de um título original em dois me faz gastar mais dinheiro e ler menos stand-alones, por exemplo. Mais uma vez, o leitor sente-se na obrigação para consigo próprio de ser selectivo pois para ler mais séries, se calhar vai ler menos tipos de livros, principalmente, porque muitas deles têm o modo da repetição entre si.

A maior oferta tem ainda outra consequência, e é que mais me tem preocupado de momento. Sempre que os lançamentos do mês são apresentados, há uns quantos que eu quero mas como o dinheiro não estica, poucos ou só um vêm para casa. Conforme os meses, anos vão passando, mais lançamentos, mais escolhas e um dia nunca mais nos lembrámos ou encontrámos aqueles outros livros que queríamos mesmo ler. Temos oferta mas estamos limitados e o que aconteceu a esses livros, que passados anos ainda estão na prateleira a nossa espera?

Já me aconteceu chegar a uma feira, por exemplo, e encontrar uns quantos desses livros que quero ler à anos, que já não são portanto novidades mas acabo por não os trazer para casa porque o tempo passou, há cada vez mais livros, mas os preços não descem, e lá estamos limitados outra vez. Outra situação que acontece é estarmos indecisos entre dois livros, comprámos um, lemos e depois não nos sentimos satisfeitos e não pudemos evitar pensar naquele outro livro que lá ficou e, se calhar, nos tinha enchido as medidas só que, este mês acabaram-se os gastos.

Mais livros mas estaremos nós leitores mais satisfeitos?




sábado, 16 de junho de 2012

Opinião - No Tempo das Fogueiras

Título Original: The Burning Times
Autor: Jeanne Kalogridis
Editora:Saída de Emergência
Número de Páginas: 463 (de bolso)

Sinopse
 Transportando o leitor para a França do séc. XIV, terra fértil em hereges - cátaros, gnósticos e templários -, Jeanne Kalogridis conta-nos a história de Sybille, uma rapariga com estranhos e inexplicáveis poderes.Como se não bastasse a Guerra dos Cem Anos e a terrível Peste Negra, a Inquisição acende dezenas de milhares de fogueiras para queimar hereges. E quando a avó de Sybille é torturada e queimada, só lhe resta fugir para um convento. Os seus dons de cura e premonição permitem-lhe subir na hierarquia da Igreja e na admiração do povo que a adora como uma santa. Mas, aos olhos do Papa, Sybille é uma ameaça e uma bruxa que tem de ser atirada ao fogo. Quando é presa, cabe ao jovem inquisidor Michel interrogá-la. Este agradece a Deus a sua sorte, pois sempre acreditou na santidade de Sybille e assim poderá salvá-la. Mas quando ela lhe conta a sua história, toda a fé do jovem ameaça ruir. Para piorar, de dia sofre pressões para a queimar, e de noite arde de desejo por ela. No Tempo das Fogueiras é um livro vitorioso, onde Kalogridis conseguiu criar uma heroína de proporções épicas e um leque de personagens maravilhosas.

Opinião
 Há momentos que marcaram para sempre a nossa imaginação e épocas que suscitam um tal maravilhamento que serão retratadas de todas as formas possíveis. A caça às bruxas e a Peste Negra são duas das razões para a Idade Média ser conhecida como a Idade das Trevas que estando recheada de pormenores e enredos, é uma inspiração para qualquer escritor que procure um palco denso e rico para um livro deste género, o que a torna uma das épocas históricas mais retratadas na literatura.
Jeanne Kalogridis retoma um dos temas habituais relacionados com este tempo, numa história entre santidade e bruxaria, num estilo próprio e de uma forma única que pode espantar os leitores assíduos do género e das suas obras. Autora de vários romances históricos como A Noiva Bórgia e de Star Trek pelo pseudónimo de J.M. Dillard, Kalogridis deixa o Renascimento para pisar o palco da “Dark Ages”.
Sendo um tema com a qual me identifico mas que não tenho lido com tanta regularidade, este é um livro que há muito me chama a atenção e que tenho procurado com afinco pois pareceu-me que sairia dos cânones impostos em vários livros com o mesmo tema. Com uma sinopse interessante, é um livro que facilmente chama a atenção aos leitores do romance histórico e que prometia pelas opiniões uma leitura interessante e assaz boa.
Primeiro, tenho de salientar a escrita concisa e detalhada da autora, tendo de confessar que não esperava a qualidade com que este livro está escrito nem os detalhes históricos precisos que se apresentam ao longo da leitura e que me agradaram sobremaneira. Depois, a Jeanne sabe contar uma história e através de uma visão alternativa e, quanto a mim, brilhante, dá uma nova dimensão a um tema que tem sido repetido até a exaustão e que provoca no leitor uma sensação de agradável ansiedade.
Contudo, nem tudo neste livro foi perfeito e, se até meio do livro, foi uma leitura viciante, depois foi perdendo o interesse até ler o fim em agonia. Como é que um livro pode provocar duas sensações tão distintas, perguntam vocês? Bem, até meio do livro é com grande interesse e curiosidade que vemos Sybelle a contar a sua história, que rica em pormenores e características próprias, agarra ao leitor de forma inquestionável e acaba por ser o momento alto do livro e o que nos faz gostar tanto dele e me fez lamentar haver tanto pormenor no início do relato de Sybelle e depois ela contar tudo a correr, o que terá contribuído para o sentimento com que fiquei em relação ao livro.
As personagens são outro dos factores que me dividiram. Simples, apresentando também elas um detalhe histórico de qualidade roçam o que mais esotérico a humanidade pode ter, sem serem personagens que provocam emoções, são pelo menos, de uma mestria cuidada que combina perfeitamente com a história em si. Mas, no fundo, cada uma delas tem um propósito e não uma personalidade própria, o que se vai notando com o avanço da história. Resumindo, estão bem construídas mas falta-lhes o factor x que nos ligue a elas.
Para mim, este livro só teve realmente um problema que acabou por me levar à tal outra sensação distinta, e é o rumo que o enredo leva. A visão única da autora leva-a por um caminho que se salienta do resto da história e que corta a ligação entre o princípio e o fim. Quando comecei a perceber onde a história ia dar e à medida que alguns segredos iam sendo descobertos, senti-me algo enganada pois ao iniciar este livro, este não era um caminho perceptível e tornou o final incoerente para mim, tendo me retirado aos poucos o prazer desta leitura. Depois foi a velocidade com que terminou, demasiado repentino, ficou com demasiadas coisas por explicar e fiquei mesmo com a sensação que estava a ler um livro diferente do que comecei.
No Tempo das Fogueiras é um livro de extrema qualidade mas de poucas emoções, é brilhante mas não agarra, é coerente e bem construído mas tem um final totalmente diferente do que seria de esperar. Dividiu-me e entristeceu-me, pois estava a gostar da leitura e depois fui-me sentido desligada. Penso que este não será o melhor trabalho da autora e espero ler algo mais dela pois a essência deste livro é fantástica, a alma é que lhe faltou.
Sinto que não fui coerente com esta opinião mas a leitura também não o foi.

4*

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Picture Puzzle #16


Regras:

  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título
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Na semana passada ficou o Puzzle #2, querem saber a resposta?

Tcham, tcham, tcham!

Nobody's Princess de Esther Friesner

Esta semana espero que seja mais fácil ;) Boa sorte a todos!


Puzzle #1

Pistas:titulo em português





Puzzle #2

 Pistas:título em português


terça-feira, 12 de junho de 2012

Teaser Tuesday (27)

Regras:

  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro

"Do golpe rápido resultará uma sensação fria. Os nossos olhos não se tinham apartado..."
p. 193, O Filho do Dragão, Sandra Carvalho 


Rubrica original do blog Should Be Reading

sábado, 9 de junho de 2012

Opinião - Cinco Quartos de Laranja

Título Original: Five Quarters of the Orange
Autor: Joanne Harris
Editora: ASA
Número de Páginas: 320

Sinopse
 Framboise regressa à pequena cidade onde nasceu, na província francesa, e abre aí um restaurante que rapidamente se torna famoso, graças às receitas de um velho caderno que pertencera à sua mãe. Essa espécie de diário contém igualmente uns estranhos apontamentos cuja decifração lançará uma nova luz sobre os dramáticos acontecimentos que marcaram a infância da protagonista nos dias já longínquos da ocupação nazi.
Framboise recorda os sabores e os sentimentos da sua infância, numa França marcada pela dor e pela penúria da guerra, e muito especialmente um episódio que marcou a vida da família e constitui, para ela, a perda definitiva da inocência. Agora, já no Outono da vida, chegou a hora de enfrentar a difícil verdade.


Opinião 
 Publicada em mais de 40 países, vencedora de vários prémios, Joanne Harris é um dos nomes mais amados da literatura. Com fama granjeada graças à brilhante produção cinematográfica de Chocolate, são os seus livros que nos arrebatam a cada página, seja qual for a história que nos decida contar.
Com diversos temas e épocas, os seus livros podem conquistar qualquer tipo de leitor, mas tem sido os seus livros baseados na gastronomia, no ingrediente “secreto”, que mais têm deliciado os seus fãs. Cinco Quartos de Laranja faz parte dessa temática, de como certos alimentos e receitas podem influenciar a nossa vida de forma drástica. Da Trilogia da Comida que a autora iniciou com o célebre Chocolate e terminou com este livro, temos histórias díspares, protagonistas antagónicas e um elemento gastronómico muito especial.
Joanne Harris é uma das minhas autoras de eleição e tenho aproveitado para finalmente juntar todos os seus livros e ler aqueles que me têm escapado ao longo dos anos. Quem olha para as capas ou sinopses dos seus livros, não imagina o que eles podem conter, o quanto uma história sua é capaz de nos arrepiar, levar ao extremo da sanidade ou do emocional, a menos que tal como eu, seja uma leitora ávida dos seus livros que se apaixonou pelo primeiro que leu.
Este livro é uma daquelas obras-primas disfarçadas por uma capa simples e uma sinopse que nada nos diz e que guarda uma das suas melhores histórias. De uma forma inocentemente macabra, a autora transporta-nos para um local na França onde a II Grande Guerra quase passa ao lado mas que vai marcar uma família e uma vila de uma forma que ninguém irá esquecer. Através de um relato cheio de sombras e segredos, conhecemos a mesma pessoa em duas fases da sua vida, e em cada relato essa pessoa é nos revelada de diferentes formas e perspectivas, demonstrando-nos que a experiência e a vida podem marcar um indivíduo e mudá-lo para toda a vida.
Numa história chocante que nos enche de perplexidade e impotência, no seu habitual estilo único e marcante, Joanne mostra-nos que não há inocentes que os culpados muitas vezes não o são. Que no fundo, uma criança inocente, no meio dos seus medos infantis, na sua forma clara de ver a vida, pode causar a tormenta e a dor a todos os que a rodeiam.
Mais uma vez, senti-me puxada para o meio de uma história típica de Harris. Voraz, pensada, bela e irónica, onde cada acção e momento podem marcar toda uma vida, onde um simples erro pode condenar e alterar todo um destino. A forma como a autora nos leva em cada encruzilhada, sem temer o que iremos pensar, é brilhante e humana, onde a mente pode tomar decisões de forma tão pesada quanto o coração.
Com um leque de personagens simples, onde nada é o que parece, Joanne consegue transpor o que de mais cruel e mais benevolente o ser humano pode ter. Cada personagem sua é uma surpresa, cada uma delas na sua simples mortalidade pode impressionar-nos ou levar ao horror de um acto impensado. De todas as personagens da escritora, estas foram as que mais me chocaram, pela sua história dramática, pela crueldade da insensatez e da busca da independência ou do amor. Cada vez mais, fico espantada pela forma como a cada livro que leio desta escritora, fico a gostar ainda mais dela.
Com um plano histórico pouco habitual da época, longe da guerra e dos grandes ataques, longe das atrocidades e dos actos macabros que se viveram, a autora consegue com que sintamos como até no local mais remoto e longínquo, esse espírito de sobrevivência passou para todos os que viveram sobre o jugo nazi. É revoltante e chocante pensar quantos vidas se perderam por bugigangas e futilidades, é atroz como uma criança por amor e incompreensão pode provocar actos de tal crueldade.
Brilhante e antagónico, leva um leitor a extremos impensados, causando um tumulto de sensações que provoca uma leitura voraz. Cinco Quartos de Laranja é, talvez, um dos melhores livros de Joanne Harris e para mim, um marco do seu génio enquanto escritora.

7*

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Mais um Selinho!



1º - Escolher três blogues para passar...

A Rapariga dos Livros 
Encruzilhadas Literárias
Bookeater/Booklover


2º - Fazer a ligação de quem te ofereceu:

Páginas Soltas
Muito Obigada!!! =D
 
3º - Escolher 5 factos aleatórios sobre ti:
- Adoro gelado
- O meu filme preferido é "A Bela e o Monstro"
- A minha cor preferida é o vermelho
- Tenho mais de 300 livros e de 2000 marcadores
- Estou apaixonada por um futuro actor que há de ser famoso!

 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Picture Puzzle #15


Regras:

  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título



Esta semana é fácil, fácil!!



Puzzle #1

Pistas:titulo em português



Puzzle #2

 Pistas:título em inglês; histórico;


terça-feira, 5 de junho de 2012

Teaser Tuesday (26)

Regras:

  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro

"Eu nasci no fogo."
p. 78, No Tempo das Fogueiras, Jeanne Kalogridis  

Rubrica original do blog Should Be Reading

sábado, 2 de junho de 2012

Opinião - Luz e Sombras

Título Original: Shadows and Light (#2 Tir Alainn)
Autor: Anne Bishop
Editora: Saída de Emergência
Número de Páginas: 368

Sinopse
 Desde o massacre das bruxas, os Fae, que deviam poteger as suas primas há muito esquecidas, ignoraram as necessidades do resto do mundo. Agora as sombras voltam a alastrar-se sobre as aldeias do oriente. Sombras negras e poderosas que ameaçam todas as feiticeiras, todas as mulheres e os próprios Fae. Apenas três pessoas podem fazer frente à loucura coletiva que se está a disseminar e impedir que mais sangue seja derramado: o Bardo, a Musa, e a Ceifeira. Aiden, o Bardo, sabe que o mundo está dependente da proteção dos Fae, mas estes recusam-se a escutar os seus avisos sobre o mal que se esconde nas florestas. Vê-se obrigado a partir com o amor da sua vida, Lyrra, a Musa, numa aventura arriscada em busca do único Fae capaz de fazer o seu povo despertar da indiferença. Se os Fae não agirem depressa, ninguém sobreviverá…

Opinião

Tir Alainn foi a trilogia de estreia de Anne Bishop, o primeiro passo para uma carreira de sucesso na literatura fantástica de uma das autoras mais amadas do género. Com um estilo único e inconfundível, Bishop não deixa ninguém indiferente, nem as críticas, os fãs ou aqueles que hesitam em lê-la, sendo uma presença incontestável do género.
Luz e Sombras é o segundo volume desta trilogia e leva-nos de volta a um mundo onde bruxas, Fae e Inquisidores caminham pelos mesmos trilhos numa luta opressora que pode destruir o mundo pelo qual as wiccanfae lutaram e trabalharam, inundando-o nas trevas da incompreensão e do temor e podendo levar a extinção da magia e de um povo.
Bishop é, como todos já devem estar fartos de saber, a minha escritora favorita de sempre. Por muitos livros que leia não há nenhum que me dê a mesma sensação que os desta autora e é sempre com ansiedade e muitas expectativas que me embrenho na leitura dos seus livros. Este não foi excepção, e depois de um primeiro volume fantástico, a minha curiosidade estava a ebulir para descobrir o que se seguiria neste livro e puder saber mais sobre os Fae e a Casa de Gaian
Como é típico nesta autora, não me desiludi e as minhas expectativas foram mais que ultrapassadas. Ao pegar neste livro, logo nas primeiras páginas sente-se a essência de um mundo bishopiano a inundar-nos e a agarrar-nos à história logo nas primeiras palavras. Se Os Pilares do Mundo fugia aquilo que a autora nos habitou, este segundo volume tem uma essência mais escura, uma alma mais forte e aconchega os fãs numa sensação mais familiar.
Este livro acaba por ter uma história mais dedicada a caça às bruxas, o que faz com que este enredo seja muito mais desenvolvido e dedicado especialmente aos dois grandes pesos desta história, os Fae e as wiccanfae. O encanto e a doçura terminam no livro anterior, e aqui a escuridão tenebrosa, a vendetta e aquilo que os Fae realmente são, salta cá para fora, dando-nos um mundo ao qual já estamos mais habituados e que somos capazes de apreciar ainda mais.
Num enredo que se desenvolve de forma natural, os mistérios vão surgindo e sendo descobertos, enquanto novas histórias se entrelaçam às antigas para nos dar as respostas que poderão solucionar as divergências. Apesar de ser mais negro, os Inquisidores não têm um papel tão activo mas as poucas vezes que marcam presença servem para demonstrar que são um perigo real, tal como as várias vezes que são referidos com temor pelos perseguidos. Este livro tem uma carga psicológica maior, sendo antes a história de um povo e dos seus heróis do que uma história de amor delicada, o que acaba por ser transmitido na perfeição pela escrita maravilhosa da escritora, e mesmo não sendo uma obra-prima, consegue satisfazer até o fã mais exigente.
Através das novas personagens, a história ganha outra vida, novos dilemas e aproximam-se mais daquilo que esperaríamos de uma personagem criada por Bishop, caracterizando-se pela força e tenebrosidade, debaixo de uma capa vulgar. Apesar da grande quantidade de personagens, não é difícil sentirmo-nos atraídos por cada uma das suas histórias e a consciência da importância de cada uma delas é palpável e, mesmo que algumas delas ainda permaneçam no mistério, aguça-nos a curiosidade para o último livro desta trilogia.
A voz única da autora traz-nos, mais uma vez, uma história magnífica, influenciada por épocas negras da Humanidade, cheia de magia e singularidade, onde os bons podem ser piores que os maus.

7*

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Aquisições *MAIO*

Pois bem, para além deste mês ter trazido a Feira do Livro a Lisboa onde adquiri os livrinhos que vos mostro aqui, também houve outra situação que permitiu a chegada de mais livrinhos cá a casa.
Como vos tinha explicado aqui, comecei a trocar livros, o que permitiu também que pudesse encontrar livros a um preço mais acessível dos que os que encontrámos na loja.
O resultado foi um aumento substancial da estante. Querem ver?


Aquisições


Luz e Sombras Anne Bishop
Os Leões de Al-Rassan Guy Gavriel Kay
O Messias de Duna Frank Herbert

A Rainha Corvo Jules Watson


Trocas


Melissa Marr
Wicked Lovely:
 - Amores Rebeldes
- Tatuagem 


Garth Nix
A Missão de Sabriel
Lirael, a Rapariga do Glaciar
Abhorsen e os Hemisférios de Prata
 

Joanne Harris
Cinco Quartos de Laranja
Danças&Contradanças
Sapatos de Rebuçado
Vinho Mágico
 

O Recife Nora Roberts *Opinião*
Carícias da Noite Laurell K. Hamilton
Procuro-te Lesley Pearse
O Herdeiro de Oz Gregory Maguire


J.R.R. Tolkien
A Irmandade do Anel
As Duas Torres
O Regresso do Rei 


Sandokan e o mistério da Floresta Negra Emilio Salgari
O Pântano da Meia-Noite Nora Roberts
Sensibilidade e Bom Senso Jane Austen
A Colina das Bruxas Marion Zimmer Bradley
 

Três Destinos Nora Roberts
Alma Rebelde   Carla M. Soares


O Quarto Mágico Sarah Addison Allen
A Alquimia do Amor Nicholas Sparks
 

O Filho de Thor Juliet Marillier

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Opinião - O Fogo Errante

Título Original: The Wandering Fire (#2 Tapeçaria de Fionavar)
Autor: Guy Gavriel Kay
Editora: Livros do Brasil
Número de Páginas: 304
 
Sinopse 
 «O Fogo Errante» é o segundo volume da célebre trilogia de Guy Gavriel Kay, A Tapeçaria de Fionavar. O poder de uma mago arrebata cinco estudantes universitários ao nosso mundo, para os transportar para um universo onde um antigo e terrível mal se libertou da sua prisão....

Opinião

Guy Gavriel Kay e a sua Tapeçaria de Fionavar marcaram uma geração, um género, um método. Ao criar algo em bruto, rudimentar, o escritor estava a dar a essa geração e a todas as que se seguiram um marco e um exemplo para tudo o que a Fantasia devia ser.
Depois de um primeiro volume cheio de novidades, profecias e aventuras, a viagem dos cinco amigos por Paras Derval atingiu o seu expoente e agora cada um tem uma missão que pode ou não salvar uma guerra contra o Mal que parece perdida. Por entre lendas antigas, artefactos perdidos e heróis improváveis, O Fogo Errante promete ser muito mais do que o seu antecessor havia prometido.
Depois de um primeiro volume fantástico, a minha busca pelos outros dois livros da trilogia levaram a correr alfarrabistas na Feira do Livro até acabar na Livros do Brasil, porque eu não vinha para casa sem eles de jeito nenhum. Foi com muitas expectativas que peguei neste livro e esperava que ele fosse ainda melhor que o anterior. Não me enganei, é mesmo muito melhor.
Com um início prometedor, rapidamente a acção se desenrola e vimos mistérios serem resolvidos, novas profecias a nascerem, seres e lendas antigas a levantarem-se para participarem numa guerra que terá repercussões em todos e novos laços a juntarem-se para criar algo fenomenal. É fácil gostar ainda mais deste livro e a simpatia por todas as personagens permitem-nos viver cada aventura com emoção acrescida, para além de que, a cada nova revelação, a nossa mente é levada a sonhar mais alto e a acreditar que tudo é possível.
A escrita de Gavriel puxa a nossa simpatia, não fosse ela cativante, inteligente e cheia de timing perfeitos que põe a nossa adrenalina no auge e não nos deixa largar o livro até terminarmos. A demonstrar ainda mais o seu génio, o escritor soube ligar os elementos da fantasia épica que lia nos anos 80, percussora da de Tolkien à lendas ainda mais antigas e amadas, dando-nos uma nova perspectiva que empolga ainda mais a leitura, nos deixa abismados e nos faz adorar cada bocadinho desta aventura.
A seu favor, tem também as suas personagens. Sombrias, heroicas, lutadoras, épicas, onde é difícil escolher um favorito, onde cada destino é importante para os leitores e para a história. Ou não se cingir de criar personagens profundas com histórias individuais próprias que se entrelaçam umas nas outras, o escritor permite-nos conhecer todas e lamentar a morte e dor de cada uma delas.
O destino de muitas das personagens é já nos revelado e, se algumas nos surpreende, também vemos outras partirem em actos de grande coragem, enquanto os que ficam desafiam o Mal sem qualquer escudo, mesmo que a morte seja uma resposta certa. Perante revelações surpreendentes, vemos a evolução de muitas destas personagens para algo inimaginável. São elas a lama deste livro e sem elas, a Tapeçaria de Fionavar não brilharia da mesma forma.
Com elas, através de um enredo emocionante, cheio de acção e poucos enrolanços, somos levados pelos territórios de Paras Derval até ao covil do inimigo, vivemos batalhas e sofremos baixas numa leitura que catapulta a nossa imaginação.
O Fogo Errante é uma leitura dinâmica através de lendas e cantigas, onde o épico é homenageado na sua forma mais pura e qualquer amante da Fantasia devia ler esta trilogia pelo menos uma vez na vida.

7*

Picture Puzzle #14


Regras:

  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título
Na semana passada o Puzzle #1 ficou por resolver. Querem saber a resposta? Sim?

Puzzle #1 do Picture Puzzle #13 era:

A Demanda do Visionário

Ah pois era... Deixa-vos os desta semana que espero sejam menos tricky

Puzzle #1

Pistas:titulo em português;  capa roxa; o Outono é uma...; Bertrand Editora



Puzzle #2

 Pistas:título em português; autora chilena





Opinião - Helena de Esparta, Princesa de Ninguém

Título Original: Nobody's Princess (#1 Nobody's Princess)
Autor: Esther Friesner
Editora: Bertrand Editora
Número de Páginas: 304

Sinopse
 É bela, é uma princesa e Afrodite é a sua deusa favorita, mas Helena de Esparta anseia por mais alguma coisa na vida. Ao contrário da irmã bem-comportada, Clitemnestra, não sente qualquer prazer em tecer ou bordar. E, apesar do que a mãe diz, não está interessada em casar-se. Ao contrário, quer treinar técnicas de combate com os irmãos mais velhos, partir em aventuras heróicas e ter liberdade para fazer o que deseja e descobrir quem é. Não sendo pessoa para contar com os deuses - ou a sua beleza - para velar por ela, Helena lança-se na obtenção do que quer com determinação e uma postura assertiva. E embora seja essa postura que lhe granjeia alguns inimigos (como o autoproclamado «filho de Posídon», Teseu), é também o que cativa, encanta e diverte os que se tornam seus amigos, desde a caçadora Atalanta à jovem sacerdotisa que é o Oráculo de Delfos. Em "Helena de Esparta, Princesa de Ninguém", Esther Friesner entrelaça com perícia histórica e mito ao examinar com novo olhar a adolescente que virá a ser Helena de Tróia. A história resultante oferece humor, acção e uma heroína sedutora por quem não podemos deixar de torcer.

Opinião 
 Determinados temas e personagens têm detido um fascínio profundo por gerações em todas as épocas. Um desses temas tem sido a Guerra de Tróia, mas mais do que esta, tem sido aquela que a causou, a mais bela mulher do Mundo, que tem exercido uma influência constante na literatura: Helena de Tróia.
Autores se basearam nela para criar outras personagens femininas com o mesmo impacto mas ainda hoje, ela é a mais bela. A sua vida foi vista e revista tantas e tantas vezes, mas o impacto da sua história nunca morre. Nesta adaptação de Esther Friesner, revisitámos mais uma vez essa história e, através dela, retornámos à Hélade antes de ser Grécia, quando era apenas o território daqueles que falavam grego.
Esta é uma das personagens das quais eu nunca me farto. Posso ver montes de filmes e ler outros tantos livros sobre ela, que há sempre algo diferente, mesmo que não me agrade, e por isso agarro qualquer oportunidade de ler mais sobre o tema. Tenho procurado este livro sem nunca o arranjar até que finalmente, lá troquei outro livro por este e pude finalmente ler a adaptação de Friesner sobre a princesa espartana que seria princesa de Tróia.
Esta é uma versão diferente, algo pessoal e vinda directamente da imaginação da escritora. Ao iniciar-se com a infância de Helena, da qual se sabe muito pouco, este livro teve liberdade para se expressar a vontade e a autora aproveitou cada bocadinho que pode para o fazer, adaptando vários mitos gregos ao de Helena de Esparta. Apesar de alguns desses mitos não terem qualquer ligação ao da Guerra de Tróia e temporalmente não serem coincidentes como o de Teseu, outros como o dos Argonautas e a maldição dos Atridas ficaram perfeitamente equilibrados com a restante história. Coincidentes ou não, foram bem estruturados e permite que se conheça outros mitos para além do de Helena.
Contudo, este livro não é perfeito e nem tudo foi construído com o mesmo zelo já que a autora podia ter aproveitado a liberdade que tinha para escrever sobre esta altura da vida de Helena sem mexer com determinadas coisas. Se por um lado colocou histórias não conhecidas do público geral mas que fazem realmente parte do mito e permitem um aumento de conhecimento, por outro algumas alterações não nos permitem imaginar que esta história levará à Guerra de Tróia, e é aí que o livro perde o seu encanto, infelizmente.
A grande falha desta história é as personagens e, a partir daí, o caminho que autora lhes dá, logo o enredo do livro, estragam o conjunto geral. As personagens onde a diferença abismal, no meu ver, se nota é em Helena e Clitemnestra. A Helena de Tróia não poderia ser assim em criança, não faz qualquer sentido e, por isso, não a conseguimos ligar ao mito, sem tirar que ela tem uma personalidade tão irritante que já não conseguimos gostar dela. Depois, se ela soubesse usar uma arma, teria ficado atrás das muralhas dez anos? Não me parece. Quanto à Cli, eu tenho uma preferenciazinha por ela, confesso, e detestei ver a forma como a autora banaliza esta criança que sofrerá e amará de tal forma que cometerá um crime hediondo. Mais uma vez, não a identifico com a personagem do mito.
Já a acção do livro, é interessante, divertida e faz com que este livro se leia bem e rapidamente mas pelos erros acima, não consegui gostar dele como queria, esperava mais e fiquei um pouco desapontada.
Este é mais um daqueles livros que a editora em causa não lançou a continuação nem avisou que a tinha, com muita pena minha, mas parece que há manias que são difíceis de mudar, e o respeito pelos leitores deve ser uma coisa difícil de se manter.
Não é das melhores coisas que li sobre o tema mas lê-se e, sinceramente, talvez sem as minhas esquisitices tivesse mais pontuação. 

5*