Título Original: Guilty Pleasures (#1 Anita Blake, Vampire Hunter)
Autor: Laurell K. Hamilton
Editora: Gailivro
Número de Páginas: 368
Sinopse
O que fazer quando o monstro que jurámos matar se converte no homem sem o qual não podemos viver?
Monica Vespucci usava um crachá que dizia "Os Vampiros também são Pessoas". Não era um início de noite prometedor. Tinha cabelo curto, habilmente cortado, e uma maquilhagem perfeita. O crachá devia ter-me alertado para o tipo de despedida de solteira que planeara. Há dias em que sou demasiado lenta a perceber as coisas. "Eu usava jeans negros, botas até ao joelho e uma blusa carmesim, de mangas compridas, para esconder a bainha da faca que trazia no pulso direito, e as cicatrizes no meu braço esquerdo. Deixara a minha arma na mala do carro, pois não achava que a despedida de solteira se pudesse descontrolar por aí além…"
Monica Vespucci usava um crachá que dizia "Os Vampiros também são Pessoas". Não era um início de noite prometedor. Tinha cabelo curto, habilmente cortado, e uma maquilhagem perfeita. O crachá devia ter-me alertado para o tipo de despedida de solteira que planeara. Há dias em que sou demasiado lenta a perceber as coisas. "Eu usava jeans negros, botas até ao joelho e uma blusa carmesim, de mangas compridas, para esconder a bainha da faca que trazia no pulso direito, e as cicatrizes no meu braço esquerdo. Deixara a minha arma na mala do carro, pois não achava que a despedida de solteira se pudesse descontrolar por aí além…"
Opinião
A série de livros Anita
Blake, Vampire Hunter já conta com dezasseis volumes e uma adaptação à
banda desenhada. Traduzida em 16 línguas, já vendeu mais de 6 milhões de
cópias, estando agora traduzida no nosso país, onde se aguarda a publicação do
terceiro volume.
A par da outra série da autora, Merry Gentry, também traduzida por cá, garantiu a autora um lugar
na lista de bestselling do New York Times e, graças, ao estilo que
caracteriza Laurell K. Hamilton, onde magia, horror, sexo e poder são os
ingredientes principais tem conquistado fãs nas massas de leitores que preferem
vampiros, entre outros seres sobrenaturais, assustadores, reais e completamente
diferentes daqueles que Stephanie Meyer popularizou com Crepúsculo.
Depois de ter lido o primeiro volume da outra série da
autora, e de ter adorado cada parágrafo, foi com bastante entusiasmo que me
inscrevi neste livro no Clube BlogRing, pois esperava gostar tanto deste como
de O Beijo das Sombras. Apesar de as
histórias serem diferentes, este livro prometia a mesma leitura viciante com
uma protagonista forte num mundo obscuro cheio de pecados onde a morte pode ser
uma prenda.
E realmente não estava enganada acerca disso pois Prazeres Inconfessos tem todos esses
ingredientes, o que levou então a que fosse uma leitura menos gratificante? Não
foi de certeza culpa da Anita. Está comprovado que a autora é especialista em
protagonistas femininas fortes e fora do comum que não deixam de apresentar as
suas fragilidades e que podem amar tanto quanto odeiam e, até ter medos incontornáveis.
Apesar deste livro ter menos personagens e menos variedade
de seres sobrenaturais não deixam de ser personagens complexas, irónicas,
divertidas e extremamente assustadoras, que tanto podem ser amigas ou inimigas,
sendo que nestas últimas, Laurell tem um talento especial porque apesar de os
seus vilões serem fisicamente atractivos ela consegue transmitir a maldade, o
horror e a crueldade dessas personagens de uma forma crua e real que nos faz
sentir o medo a léguas.
Se as personagens me encheram as medidas, o que foi então
que me levou a gostar menos deste livro? Talvez a história. Com momentos de
grande adrenalina, puro horror e outros onde a sedução pairava no ar, teve
também os seus momentos mais parados, onde a grande falha foi uma história que
podia ter sido mais desenvolvida e melhor explicada onde faltou uns quantos
factores para colocar esta narrativa a par da outra. Se a autora nos consegue
surpreender com o final e alguns momentos, a verdade é que a história nunca me
prendeu realmente. Podia dizer-se que a culpa foi do factor sexual que no livro
de Merry Gentry faz parte da sua essência e neste é apenas uma brisa no ar, o
que achei estranho depois dos comentários que já tinha lido sobre a série mas
que realmente não fez falta, pois o livro não precisa disso para agarrar os
leitores. O que foi então que falhou relamente?
A culpa será maioritariamente da editora e não do livro ou
da autora, infelizmente, e começa pela pequena frase que aparece na capa ou na
contracapa que sugere um romance entre a Anita e um vampiro, o que eu não vi em
lado nenhum, e que pode irritar qualquer leitor por ser enganado desta maneira,
para que falar nisso se neste livro isso não acontece?
Mas a falha real que não me deixou entrar na história e me
fez andar à deriva foi a tradução, o que é uma coisa que os seguidores do blogue
sabem, que eu não ligo muito mas neste caso, a má tradução é tão flagrante que
tenho de a referir. Desde frases sem nexo, a palavras sem sentido, à troca de
géneros e expressões mal colocadas, ler este livro foi atiçar-me os nervos até
ao ponto de ruptura e a sorte que foi o livro não era meu. Há que haver
respeito pelos leitores, que pagam caro os livros para ainda serem granjeados
com estas simpatias.
Se não tivesse sido este factor, este livro podia ter sido
outra coisa e uma leitura melhor do que a que foi. Espero que o segundo volume
não esteja no mesmo estado pois esta autora merece respeito e tenho muita pena
de não ter gostado deste livro como podia ter feito.
3*Opinião Clube BlogRing seguindo a classificação do Goodreads













