Autor: Kate Pearce
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 292
Sinopse
Satisfação sexual...
Os dez anos como escravo sexual num bordel turco fizeram com que Lorde Valentin Sokorvsky tivesse um insaciável apetite sexual. Agora, chegou a hora de casar, mas encontrar uma mulher que consiga satisfazer os seus luxuriosos desejos representa um autêntico desafio para ele... Até que conhece Sara e tudo em que consegue pensar é em tê-la sob o seu corpo viril, suplicando-lhe que o saboreie e o acaricie.
Sedução sensual...
Sara Harrison sabe que deveria ficar escandalizada e assombrada pelos atrevidos avanços de Lorde Sokorvsky, mas, ao invés, sente-se secretamente excitada e atraída por aquele homem sensual e sedutor. Escondida atrás da sua calma e das suas maneiras requintadas, encontra- se uma mulher sensual que deseja as carícias íntimas de um homem e anseia ser educada na arte da sensualidade para dar e receber prazer e sucumbir a um louco desejo que não conhece limites.
Opinião
Autora do Romance Writers of America, Kate Pearce é uma
mulher simples com um estilo algo controverso. Vampiros na época Tudor, cenas
cheias de sensualidade e erotismo, por todas as razões, esta é uma escritora
que se adora ou se odeia, mas todos devem admitir que não é fácil ficar-se
indiferente à sua coragem ou honestidade.
A Série Casa do Prazer estreia-se em Portugal com o seu
primeiro volume na editora mais romântica do panorama nacional, contudo, poucas
parecenças tem com aquilo a que essa editora já habitou os seus leitores. Este é
um romance erótico com uma forte carga sexual, tal como se pode ler no aviso
que se encontra na parte de trás do livro, e, por isso, se tem uma mente
sensível e se choca com fantasias mais usadas, evite lê-lo. Se por outro lado,
gosta de ir a aventura e descoberta, ler não custa e pode descobrir algo que
nunca imaginou.
Enquanto leitora e mulher, os romances fazem parte da minha
experiência literária a muito tempo, considero-me até uma mente aberta e acho
que pudemos descobrir sempre algo com qualquer experiência. Daí, que apesar dos
avisos, comentários e opiniões, que me tenha “atrevido” a pegar neste livro,
pois apesar das queixas, as pontuações dadas ao livro e as críticas não têm
sido assim tão más, logo o livro não podia ser assim tão terrível. Pois não?
Apesar do tal aviso que se encontra no livro, a verdade é
que há muita boa gente que pode olhar para a capa e não ver mais nada, pois a
capa é linda e mesmo o tal aviso não prepara ninguém para a forte carga erótica
deste livro. Da primeira página até ao último capítulo, e não, não estou a
exagerar, temos sexo, sexo, sexo e mais sexo. E mais sexo. Não é que as cenas
sejam ordinárias, eu até penso que algumas têm um grande condimento sensual e
uma beleza inerente ao desejo e à paixão, mas duzentas páginas seguidas sem
mais nada em que as últimas partes ultrapassam e bem a escala do cru, do
promíscuo e da perversidade, são em demasia, ninguém pode estar a espera do que
este livro acaba por ser. Um livro em que se vive os mais obscuros desejos
humanos, em que a parte animal do ser humano é levada ao extremo, até chocar ou
maravilhar.
Tive pena, no fundo, porque além de ser mais do mesmo, este
é um daqueles livros que podia ter sido melhor se a escritora tivesse sabido
conjugar a parte erótica, para a qual a senhora tem muito jeito, não é toda a
gente que consegue manter imagens cruas de sexo longe da mediocridade, mesmo
que ache que ela se excedeu um pouco no fim, pois a história em si era boa,
teria dado uma trama maravilhosa, crua e humana acerca dos medos e desejos, dos
sentimentos mais fundos da alma mas o que acabámos por ver da trama é no último
capítulo e foi tão banal que nem aqueceu nem arrefeceu.
Condizente com o enredo, temos as personagens. Se não fosse
o Valentin, eu tinha largado o livro no início mas até essa personagem foi mal
explorada. Não têm qualquer tipo de profundidade nem de sentimento, não me
disseram nada, e mais uma vez, irritou-me o facto de que podiam ser muito melhores
personagens com um pouco mais de empenho. Já quanto à parte romântica do casal,
bem, não existiu, acho que é a única coisa que posso dizer acerca do assunto.
Acabou por ser uma leitura que não me disse nada, pois não
provocou qualquer sentimento profundo ou o que fosse. É sensual e interessante
em certas partes mas de resto… Ah, a parte histórica resumiu-se a sabermos que
tipo de brinquedos sexuais existiam para a época e que tipo de casas do prazer
haviam, de resto, muitas vezes eu nem me lembrava que era um romance histórico.
Lido na diagonal a partir de certa altura, não vai deixar
saudades e acho que vou evitar a autora até traduzirem a série dos vampiros na
época Tudor. Continuo a achar que havia mais potencial, e que isto podia ter
sido melhor, muito melhor.
3*






















