terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Opinião - As Gotas de Um Beijo

Título Original: As Gotas de Um Beijo
Autor: Carina Rosa
Editora: Alfarroba Edições
Número de Páginas: 240


Sinopse
 Desde que o seu casamento de vinte anos terminou, David é um homem solitário. É no stand de automóveis que dirige que afoga as memórias do passado e a solidão do presente. Afastado de casa e dos filhos, é obrigado a gerir sozinho as acções e as escolhas que fez ao longo da vida, nas quais Diana, uma amiga de infância que considera irmã, tem um papel fundamental. Diana é o seu porto de abrigo e o seu braço direito, mas foi mais do que isso durante o seu casamento agora destruído.
A afinidade entre David e Diana, também divorciada, é quebrada pela chegada de uma mulher ruiva que revela muito pouco de si própria. Laura é atraente e misteriosa, e a atracção entre si e David é mútua e intensa. Será ela a mulher doce e simples que aparenta ser? Entre a joalharia e o stand, passa a alternar-se a languidez dos dias com a turbulência das noites e David acaba por se embrenhar num mundo perigoso de segredos, mentiras e traições. Dividido entre duas mulheres, estará David a encaminhar-se para o fundo do abismo?


Opinião

  Nasceu em Lisboa mas foi no Algarve, mais precisamente em Loulé, que encontrou uma nova casa. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Algarve, trabalhou em jornalismo de imprensa, numa rádio e numa televisão online. Aos 18 integrou a Selecção Nacional de Trampolins e Desportos Acrobáticos, pelo Louletano Desportos Clube, tendo participado em várias competições internacionais. E desde criança que é apaixonada pela escrita. Hoje, Carina Rosa é técnica de Ginástica Acrobática e escritora. Intruso, o seu primeiro livro, foi publicado em 2012 e a ele segue-se este As Gotas de Um Beijo, publicado em Novembro do ano passado.

  Histórias como a deste livro não são aquelas que costumo ler, nem que me costumam chamar a atenção mas, por acasos do destino, existem sempre surpresas guardadas onde menos esperámos e, a Carina, tem sido uma delas pois mesmo contado histórias que não fazem o meu género, ela tem uma forma de cativar o leitor que é única, capaz de o prender às suas histórias e torná-las tão importantes para ele como para ela. Não impondo-se, mas sim, envolvendo o leitor com uma escrita fluída e comovente, cheia de sensibilidade e emoção que consegue tornar as histórias mais trágicas em verdadeiras pérolas sobre sentimentos.

  As Gotas de Um Beijo não é excepção. Apresentando uma história sobre o amor e a amizade numa idade madura, este livro fala-nos de segundas oportunidades, de esperança e do destino através de uma narrativa simples mas tocante, dramática e carinhosa, que nos envolve na vida de três seres humanos, perdidos na vida, de sonhos quebrados e que finalmente encontram uma luz inesperada. Tocando em temas pesados como a solidão após o divórcio, a traição ou a violência doméstica, a autora conta uma história sobre as várias facetas do amor, a forma como ele nasce, como ele cresce ou simplesmente irrompe sem pedir autorização. Passando pelas linhas directas do amor carnal para as linhas sinuosas da amizade que se transforma em algo mais, a história destas três pessoas toca-nos através das emoções que a autora impõe em cada uma das suas palavras.

  Infelizmente existem algumas incoerências que não deixam que esta seja uma narrativa perfeita. Por exemplo, a transformação dos sentimentos de Diana é demasiado repentina e merecia ser melhor explorada pois acaba por soar bastante superficial. Parece-me mesmo que esta alteração de sentimentos retira algo da narrativa e acaba por a colocar num patamar desconfortável principalmente graças às reacções exageradas das personagens às suas acções, personagens essas cuja relação até aí era encantadora e divertida. Outro ponto que me deixou de pé atrás foi o filho de Laura pois não consigo compreender como é que ele vivendo com os pais não se apercebia da situação mas os vizinhos sim.

  Já as personagens, tão emotivas e fortes quanto a narrativa, são o grande alicerce desta história mas, se tanto Diana como Laura me agradaram, o mesmo já não posso dizer de David. Enquanto dupla com qualquer uma das personagens femininas, David é encantador mas isto deve-se provavelmente às personalidades envolventes delas, duas mulheres de armas que nos dizem algo e que com personalidades totalmente diferentes conseguem conquistar-nos, marcar-nos e fazer nos interessar pelas suas histórias. David, sozinho, é uma personagem lamechas, contraditória, alguém que apenas tolerámos e que, confesso, me disse muito pouco.

  No geral, As Gotas de Um Beijo é um romance cheio de promessas. De muito mais e melhor, um romance que nos envolve, escrito por alguém que pode ir ainda mais longe.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Opinião - Uma Duquesa em Fuga

Título Original: The Duchess Hunt (#1 A Casa de Trent)
Autor: Jennifer Haymore
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 312
  
Sinopse
 Simon Hawkins, duque de Trent, está habituado aos escândalos. Os rumores e insinuações caíram sobre a Casa de Trent durante décadas, e Simon teve de limpar o nome de família. Vive por um rigoroso código de honra, mas quando tem de investigar o desaparecimento da mãe, o ilustre duque vai também encontrar a tentação, pois depara-se com a única mulher que amou que também é última mulher que devia desejar.
Sarah Osborne passou a vida a sonhar com o toque de Simon. Mas os duques não se interessam por criadas. Sarah acredita que, o beijo roubado despertou uma paixão que pode ser a sua ruína. Mas ao começarem um romance proibido, surgem inimigos dispostos a destruir o duque e tudo o que ele ama.
Simon vê-se preso numa teia de chantagem e, enfrenta uma escolha angustiante: sacrificar o futuro da família ou partir o coração de Sara.


Opinião

  Durante a infância, Jennifer percorreu o Pacífico Sul com a família num veleiro construído por eles, uma viagem que acendeu em si o amor pela aventura e romance que hoje usa para os seus livros. Apesar de sempre ter escrito, mesmo quando trabalhou numa livraria e ensinou crianças, Jennifer só publicou o seu primeiro livro em 2009, tendo escrito dezasseis livros e alguns contos, uns contemporâneos, outros históricos. Os seus livros estão traduzidos para japonês, russo, espanhol, francês e português. É mãe de três crianças e costuma escrever os seus romances num canto da livraria local.


  Uma Duquesa em Fuga é o primeiro livro da série A Casa de Trent e foi publicado pela primeira vez o ano passado, sendo a versão portuguesa a primeira tradução.


  Das várias autoras publicadas em Portugal neste género, Jennifer Haymore era das poucas que me faltava ler e aquela que tinha mais curiosidade de conhecer, oportunidade que surgiu com a chegada deste livro às nossas livrarias. De todas as autoras que li, arrisco a dizer que esta é a mais doce, a que mais nos faz acreditar em felizes para sempre, aquela que mesmo não sendo das autoras mais memoráveis do género, será possivelmente aquela que procuraremos quando precisámos de uma boa dose extra de açúcar, o que faz com que esta seja uma autora que se calhar não teremos uma necessidade louca de lermos para não enjoarmos mas que nos deixará felizes por umas boas horas quando o fizermos. 


  Com uma escrita fluída e tão doce e adorável quanto a sua história, Jennifer apresenta-nos um enredo cheio de romantismo, chantagem e mistério, a que faltou uma certa dose de escândalo que teria apimentado a leitura e a tornado mais marcante. A narrativa, digna de um conto de fadas, começa com um mistério que há pouco e pouco vai ficando esquecido, sendo dada mais atenção ao romance e às ligações entre as personagens, talvez por o mistério estar um bocadinho mal explicado e nos deixar um sabor agridoce na boca, tanto pela pouca atenção e importância que lhe é dado, quer pelo facto de parecer só servir para juntar aquele grupo de personagens naquele preciso momento. Para contrabalançar isso, a autora consegue criar uma sintonia entre o romance cor-de-rosa adorável e a chantagem que cria os obstáculos certos para ele e que acaba por trazer algum movimento e personagens inesperadas à trama.


  É da chantagem e das revelações que daí advém que nasce a curiosidade do leitor e a maior acção desta história, servindo para implantar um certo escândalo que pouco ou nada acaba por importar para a história e para diminuir um pouco a dose de açúcar da relação dos protagonistas que é de facto das mais adoráveis que já li mas que me deixou um pouco de pé atrás pela inocência excessiva dos mesmos. Mas, não haja dúvida, que esta acaba por ser uma história muito doce cuja dose de romantismo nos deixa nas nuvens por muitas horas.


  Quanto às personagens, sinto que as personagens secundárias como os irmãos do duque acabaram por ficar um pouco de parte, tendo sido a exceção o segundo irmão do qual espero ler o livro em breve. Safaram-se os vilões por assim dizer, que me fizeram adorar odiá-los de tão irritantes e perfeitos para o papel que eram. Já o casal protagonista, ambos bastante adoráveis e muito fofos, perfeitos um para o outro, perderam por eu os achar demasiado inocentes e infantis para a idade que têm. Se a autora lhes tivesse menos idade, isto não me teria interferido com o pensamento e se calhar teria gostado deles um pouco mais.


  Jennifer Haymore não me marcou assim além mas é sem dúvida uma autora a ler quando precisámos de uma boa dose de contos de fadas, muitos corações no ar e um sorriso estúpido na cara. Espero pela continuação de Uma Duquesa em Fuga não com desespero mas certamente com alguma curiosidade.

Opinião - Under the Wide and Starry Sky

Título Original: Under the Wide and Starry Sky
Autor: Nancy Horan
Editora: Ballantine Books
Número de Páginas: 496

Sinopse
 At the age of thirty-five, Fanny Van de Grift Osbourne has left her philandering husband in San Francisco to set sail for Belgium—with her three children and nanny in tow—to study art. It is a chance for this adventurous woman to start over, to make a better life for all of them, and to pursue her own desires.  Not long after her arrival, however, tragedy strikes, and Fanny and her children repair to a quiet artists’ colony in France where she can recuperate. Emerging from a deep sorrow, she meets a lively Scot, Robert Louis Stevenson, ten years her junior, who falls instantly in love with the earthy, independent, and opinionated “belle Americaine.”
           
Fanny does not immediately take to the slender young lawyer who longs to devote his life to writing—and who would eventually pen such classics as Treasure Island and The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde. In time, though, she succumbs to Stevenson’s charms, and the two begin a fierce love affair—marked by intense joy and harrowing darkness—that spans the decades and the globe. The shared life of these two strong-willed individuals unfolds into an adventure as impassioned and unpredictable as any of Stevenson’s own unforgettable tales.


Opinião

   Nancy Horan foi professora e jornalista antes de começar a escrever ficção, uma forma que a autora arranjou para entender o passado, interpretando e retratando o impacto de eventos reais nas vidas de pessoas reais nos seus livros. Loving Frank foi o seu primeiro, publicado em 2007, a que se segue este Under the Wide and Starry Sky, um romance que explora a relação do autor de A Ilha do Tesouro, Dr. Jekyll e Mr. Hyde e A Flecha Negra, Robert Louis Stevenson e da sua espirituosa mulher, Fanny.


  Mais do que um relato da vida e das viagens de Robert Louis Stevenson, mais do que a história por trás dos seus livros, Under the Wide and Starry Sky é uma história sobre fé, sobre duas pessoas completamente diferentes que se apaixonaram e que durante quase vinte anos, apesar dos atritos, se amaram incondicionalmente. Este livro é por isso uma história de amor, um retrato vívido e intenso de uma relação inesperada a que a autora conseguiu dar realismo e paixão num relato povoado de emoção e detalhe, onde nenhum pormenor da vida do autor e da sua esposa foi esquecido. Contada a duas vezes, esta narrativa é uma doce e fogosa sinfonia entre duas almas que se encontraram, que se amaram, por vezes se ressentiram, mas que nunca se abandonaram.  Com uma escrita cuidada e bela, por vezes doce, por vezes sombria, Nancy Horan dá-nos uma história de incríveis aventuras, de dissabores e de amor à vida.


  Mas, mesmo sendo uma história de amor, este livro não é povoado de romantismo, pelo menos não completamente. O enredo, pormenorizado e cuidado, por vezes denso, apresenta-nos não só a relação de R.L.S. e Fanny como também a vida familiar de ambos, as relações com o ciclo de autores de quem Stevenson se rodeava e que Fanny detestava ou não confiava, as ideias por detrás das maiores obras do autor, as viagens marítimas e a sua vivência em Samoa bem como noutros sítios e a doença de Robert e como ela influenciou a vida de ambos, são alguns dos elementos que enriquecem esta história e os quais a autora contou da forma mais fiel possível, não destacando nenhum em particular, conseguindo assim contar os momentos mais importantes da vida de ambos sem esquecer a paixão que os uniu e as fortes emoções de que o casal vivia.


  Para além disso, a história é povoada não só da intensidade do amor de Fanny e Stevenson como também da grande influência que Fanny tinha no marido, quer na sua escrita como foi o caso de Dr. Jekyll and Mr. Hyde ou no tratamento da sua frágil saúde. Ao contrário do que se poderia pensar, Fanny tem um papel de peso neste livro, não sendo relegada como apenas a esposa do autor de A Ilha do Tesouro. Não. É com ela que começámos e acabámos esta história e se conhecemos os dissabores e alegrias de Robert também os dela nos são contados, bem como ambos os pontos de vista quer em discussões ou questões importantes, quer sobre o trabalho de ambos.

  As personagens, tão ricamente descritas quanto as paisagens, acções ou emoções relatadas neste livro são intensas e tão reais quanto nós. Cheios de defeitos e qualidades são tão capazes de grandes falhas e insultos como dos mais graciosos elogios e dos maiores gestos. São humanas, para o bem e para o mal. A forma como Nancy dá vida a Robert Louis Stevenson é de se glorificar e penso que qualquer fã do escritor irá adorar conhecê-lo neste livro bem como a Fanny, Henry James e tantos outros.


  O único defeito deste livro acaba por ser alguma monotonia e demasiados detalhes pouco influentes para a história em certas partes o que as torna aborrecidas e faz com que o entusiasmo da leitura decaía na última parte do livro que acaba por ser mais parado.


  Mesmo assim, Nancy Horan consegue dar-nos um romance estonteante sobre a vida e o amor de um dos autores mais adorados e versáteis de gerações de leitores. Under the Wide and Starry Sky é um livro obrigatório para qualquer fã de Robert Louis Stevenson e para qualquer um que aprecie um bom romance histórico.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Momento da Semana Harry Potter #7

   Esta meme foi criada pelo blogue Uncorked Thoughts e o objectivo é partilhar personagens, feitiços, objectos e citações dos livros/filmes de Harry Potter, da própria J.K. Rowling ou algo relacionado. Em cada semana é escolhido um tópico, já tendo vários sido discutidos como podem ver aqui. O tópico desta semana é Qual o teu doce favorito nos livros?

  Os famosos Sapos de Chocolate! Porque são de chocolate, que adoro, tradicionais (apesar de se mexerem) e trazem "cromos" dos Mais Famosos Feiticeiros. A primeira vez que apareceram foi na Pedra Filosofal quando o Harry compra uma quantidade gigantesca de doces no comboio para Hogwarts e divide com o Ron. Para além disso, devem ser o doce mais referido e oferecido em toda a saga e graças ao "cromo" do Dumbledore o trio maravilha ainda resolve o mistério de Nicholas Flamel.





quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

TAG *As Cores dos Livros*

  Esta TAG anda a ser evitada desde o ano passado mas a menina Catarina do Páginas Encadernadas não me deixou fugir mais e taggou-me. Pessoa vil ela não é?

  Ora esta TAG foi criada pelo Dylan do bookswithdylan e tem nove passos. Vamos a isso?


1. Escolhe uma Cor.
ROXO. 

2. Mostra todos os livros que tens que tenham a capa da cor que escolheste


A Estação das Bruxas, Natasha Mostert
O Beijo da Serpente, Margaret George
Tabu, Jess Michaels
A Promessa de Kushiel, Jacqueline Carey
A Herdeira das Sombras, Anne Bishop
Half-Blood, Jennifer L. Armentrout
Sombras da Noite, Andrea Cremer
Sob o Céu que Não Existe, Veronica Rossi
A Rainha Corvo, Jules Watson


3. Separa os lidos dos por ler

Lidos

 
Por ler


 
4. Dos por ler, qual queres ler MAIS?
O Half-Blood porque todas as pessoas que leram esta autora (que eu conheça) estão completamente viciadas e quase apaixonadas e eu também quero!



5. Dos lidos, qual o teu FAVORITO?
A Herdeira das Sombras porque faz parte de uma das minhas trilogias preferidas e este livro foi uma tempestade de emoções.
  


6. Qual é o livro que tem a tua capa preferida?
Tabu, sem dúvida!




7. E qual tem a capa mais feia?
Sombras da Noite... E a pensar que a capa original é tão bonitinha e nós ficámos com esta coisa tão meh



8. Um livro com capa (da cor que escolheste) que queiras comprar?
 É Anne Bishop!!!!!!!




9. Um objecto que esteja perto de ti/ na tua estante (com a cor escolhida, presumo) caixa
Por acaso foi prenda de Natal... E porque tenho eu uma boneca?? Porque quando podia brincar com elas não havia bonecas destas! Portanto já que não brinquei, vou começar a coleccioná-las!

Picture Puzzle #57




Regras:
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título
Podem consultar a rubrica nos seguintes blogues: Bookeater/Booklover


Puzzle #1

Pistas: traduzido para português; clássico


Puzzle #2

 Pistas: traduzido para português;





terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Opinião - The Queen's Choice

Título Original: The Queen's Choice (#1 Heirs of Chrior)
Autor: Cayla Kluver
Editora: Harlequin Teen
Número de Páginas: 512

Sinopse
 Magic was seeping out of me, black and agonizing. I could see it drifting away. The magic that would let me pass the Road to reach home again.

When sixteen-year-old Anya learns that her aunt, Queen of the Faerie Kingdom of Chrior, will soon die, her grief is equaled only by her despair for the future of the kingdom. Her young cousin, Illumina, is unfit to rule, and Anya is determined not to take up the queen's mantle herself.

Convinced that the only solution is to find Prince Zabriel, who long ago disappeared into the human realm of Warckum, and persuade him to take up his rightful crown, Anya journeys into the Warckum Territory to bring him home. But her journey is doomed to be more harrowing than she ever could have imagined….

Opinião

  Filha de advogados e irmã do meio de um trio de raparigas, Cayla ditou à mãe a sua primeira história (sobre um coelho) quando tinha dois anos, facto que a mãe conta a todos mas do qual Cayla não se recorda. Recorda-se sim, que o seu primeiro livro foi publicado graças a ela. Quando a jovem tinha 15 anos, a mãe babada abriu uma editora e publicou o primeiro livro da filha, Alera – A Princesa Herdeira que mais tarde seria vendido à AmazonEncore e dois anos depois à Harlequin Teen, a actual editora de Cayla.

  A autora terminou a sua primeira trilogia em 2012 e irá lançar uma nova trilogia este ano, iniciada com The Queen’s Choice, uma fantasia feérica.

  Cayla Kluver é uma autora que me tem suscitado curiosidade desde que a sua trilogia Alera foi publicada em Portugal mas só tive oportunidade de ler um livro seu agora com o início desta trilogia. As expectativas eram muitas e o desejo de gostar desta autora imenso mas infelizmente há desilusões de vez em quando e esta autora, este livro foi a primeira desilusão deste ano. Como único ponto positivo tenho a apontar a escrita da autora, trabalhada e bonita que não chega a ser fenomenal pelo simples facto de se perder em descrições desnecessárias em vez de contar uma história, história essa que faz jus à sinopse bastante vaga uma vez que depois de ter terminado o livro continuo sem perceber exactamente o que se passou. Um exemplo de como uma escrita bonita não faz um livro sozinha.

  A verdade é que este livro é aborrecido até a morte. Durante mais de trezentas páginas não se passa nada, absolutamente nada. As quinhentas páginas de The Queen’s Choice são feitas de descrições detalhadíssimas sobre coisas que não interessam ao enredo, de diálogos desinteressantes entre a protagonista e a suposta amiga, de acontecimentos incoerentes e uma constante repetição de desgraças em que a protagonista se mete porque se acha inteligente mas é burra que nem uma porta. Literalmente. Imaginem: a protagonista, Anya, diz “isto não faz sentido, sou a única pessoa inteligente que vê isso” e logo a seguir caí na situação mais estúpida e previsível que pode acontecer. Ou seja, a autora muito embeleza a história com supostas frases profundas e palavras bonitas mas isto não tem conteúdo, não tem enredo, não tem ponta por onde se lhe pegue.
 
  Supostamente este livro é sobre fadas, seres feéricos. Ora as fadas de Kluver resumem-se em três pontos: asas, poder relacionado com um dos elementos e Natureza. Nada mais do que isto. Na minha cabeça, as fadas são criaturas com centenas, milhares de anos ou assim diz o folclore mas estas fadas têm a idade dos humanos e sem asas são exactamente isso. Humanos. Depois descobri que há umas criaturas que perseguem fadas porque se alimentam da sua magia só que mais à frente essas mesmas criaturas pedem para ser salvas… à fada. Portanto atacam fadas, perseguem-nas e depois “por favor salva-nos”? E isto são alguns exemplos da incoerência deste livro porque há mais, muito mais. Por exemplo, isto é uma suposta fantasia épica mas a autora utiliza imensas expressões do nosso mundo moderno. Estão a ver o sentido nisto?

  E por fim, as personagens. Aquelas que recebem o prémio pelas personagens mais chatas, estúpidas e sem personalidade deste ano. E atenção, o ano começou há catorze dias. Ora, a Anya é um exemplo de tudo o que não se deve fazer e dizer. A Anya é uma daquelas criaturas que tudo o faz dá asneira, tudo o que diz dá problema. Resumindo, ela é um problema andante, irritante, chata, pedante e sonsa que se faz acompanhar de uma amiga que eu ainda não percebi como se tornou amiga dela, que é por sua vez, manienta, convencida e intratável. Estão a imaginar esta dupla? Agora imaginem que vão ter de as aturar quase exclusivamente até a página 354. Pois é. Dor, muita dor. As próprias relações entre as personagens são pouco credíveis e desinteressantes para além de não demonstrarem qualquer emoção.

  The Queen’s Choice marca assim como a primeira desilusão do ano e conseguiu retirar-me toda a vontade de ler os restantes livros de Kluver.