sábado, 5 de julho de 2014

Colorindo a Literatura *TAG*

Original do blogue Mistery's Garden, esta TAG é colorida e divertida. Espero que gostem!


A TAG é dividida em duas partes:
  •  Na primeira parte responde-se a 10 pergunta associadas a 10 cores; 
  •  Na segunda parte tira-se uma foto de 10 livros com as lombadas da mesma cor que as 10 cores da primeira parte. Não é obrigatório fotografar 10 livros se não houver na estante livros de todas as cores mencionadas.



 1ªPARTE

Vermelho - A cor da paixão: Um livro com um romance arrebatador, de tirar o fôlego, e/ou com um romance que adoras.
Entre muitas histórias de amor tumoltuosas (é assim que mais gosto delas) decidi escolher a de Alexander e Tatiana de Um Grande Amor da Minha Vida e Tatiana, por tudo aquilo que eles passam para puderem ser feliz e porque, de facto, a química entre eles, o poder do seu amor, é capaz de nos inspirar.

Laranja - A cor quente: Um livro cuja ação se passa no Verão ou numa praia, à beira-mar, etc.
Vou escolher Irmãs de Verão, não só pelo título mas porque a história fala das férias, da praia e dos amores de Verão, entre outras coisas.

Amarelo - A cor mais alegre de todas: Um livro cujos protagonistas ou algumas das personagens secundárias mais importantes são crianças.
Escolho A Rapariga que Roubava Livros já que a protagonista, Liesel, é uma criança.

Verde - A cor da Natureza: Um livro ideal para se ler ao ar livre.
Por ser tão leve e divertido, Anna e o Beijo Francês parece-me o ideal.

Azul - A cor fria: Um livro cuja ação decorre numa época fria e/ou um livro cujo autor não mede as palavras e que tenha uma escrita crua e capaz de ferir o leitor (responder a uma ou às duas é opcional).
Pela sua escrita crua e absolutamente linda, escolho Anne Bishop, a minha autora preferida.

Roxo - A cor da magia: Um elemento de fantasia característico de um mundo literário que gostas (pode-se escolher outro mundo, como distopia, se nunca tiver lido fantasia).
Os desejos em Daughter of Smoke and Bone. Em troca de dentes é nos dado algo que podemos trocar por desejos. Conforme a qualidade ou tipo de dente, o desejo passa de algo insignificante a poderoso.

Lilás - A cor da imaginação: Um livro - ou livros - cuja imaginação do autor não revela limites. 
As Crónicas Lunares de Marissa Meyer, composta por Cinder, Scarlet e futuramente em Portugal, Cress, distingue-se pela orginalidade e pela imaginação ímpar da sua autora.

Cor-de-Rosa - A cor mais doce: Um romance leve e divertido.
Sienna e Nick de Duas Vidas. A sua história de amor é cheia de peripécias e acasos que nos fazem tanto torcer por eles como exasperar.

Preto - A cor negra, a ausência de luz: Um livro que aborda um tema pesado ou um livro muito escuro.
Por abordar a anorexia e bulimia, escolho Corações Gelados.

Branco - A cor clara, a presença de luz: Um livro com um final feliz que te agradou ou não.
O final da saga de O Legado de Kushiel é para mim o final ideal, mesmo que não seja o mais feliz.



2ª PARTE


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Momento da Semana Harry Potter #31

  Esta meme foi criada pelo blogue Uncorked Thoughts e o objectivo é partilhar personagens, feitiços, objectos e citações dos livros/filmes de Harry Potter, da própria J.K. Rowling ou algo relacionado. Em cada semana é escolhido um tópico, já tendo vários sido discutidos como podem ver aqui. O tópico desta semana é Melhor Loja da Diagon Alley.

  Entre lojas de varinhas, vassouras, caldeirões e outras coisas, eu prefiro mesmo a... de livros!! Já imaginaram os livros deste mundo? Ilustrações que se mexem e brilham, livros que andam e mordem, que se trancam e... Tanta tanta coisa! Como pode um livrólico resistir? Perguntem a Hermione!

Flourish and Blotts


"They bought Harry’s school books in a shop called Flourish and Blotts where the shelves were stacked to the ceiling with books as large as paving stones bound in leather; books the size of postage stamps in covers of silk; books full of peculiar symbols and a few books with nothing in them at all."

  Fundada em 1454, situa-se no lado norte da Diagon Alley, e é onde os estudantes de Hogwarts compram os seus livros escolares. 

Passatempo *A Voz*

  Julho vai ser o mês que qualquer leitor adoraria (e odiaria) ter. Duas das minhas trilogias preferidas chegam ao fim e as saudades já começam a apertar mas, para comemorar (e me despedir), nada melhor que oferecer também a vocês a oportunidade de lerem comigo esses finais, entre eles, o da trilogia Shadowfell.

  Com o apoio da Planeta Manuscrito, tenho um exemplar de A Voz para vos oferecer, naquela é a primeira tradução mundial deste livro.

 Para se habilitarem a ganhar este exemplar, têm de ser obrigatoriamente seguidores do blogue, seja qual for o meio, responderem acertadamente às questões colocadas abaixo e devem ter em atenção as regras de participação. O sorteio será feito aleatoriamente pelo random.org. 


  As respostas podem ser encontradas aqui e aqui.



Regras de participação:

1. Passatempo válido até 23h59 do dia 17 de Julho de 2014.

2. Só é possível uma participação por pessoa e email.

3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

4. O vencedor será sorteado aleatoriamente através do random.org e será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado aqui no blogue.

5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.

6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Picture Puzzle #81


Regras:
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título
Podem consultar a rubrica nos seguintes blogues: Bookeater/Booklover.


O primeiro puzzle não foi adivinhado a duas semanas, por isso, voltou para vos atormentar *muaaaahahahaha*


Puzzle #1

Pistas: traduzido para português; fantasia






Puzzle #2

Pistas: traduzido para português;






Tentações: Deusa [Planeta Manuscrito]

A saga emocionante de Predestinadoschega agora ao fim. 
Uma história de amor, magistralmente tecida, inspirada na mitologia grega, 
em que uma deusa se deve elevar acima de tudo e de todos para mudar um 
destino que foi escrito nas estrelas.



Título: Deusa
Título Original: Godess
Autor: Josephine Angelini
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 328
Preço: €17.76



*Josephine Angelini*
Nasceu no Massachusetts e é a mais nova de oito irmãos. 

Filha de um verdadeiro agricultor, Josie formou-se na Tish School de artes cénicas da Universidade de Nova Iorque, especializando-se nos clássicos. 

Vive em Los Angeles com o marido guionista… e ainda sabe conduzir um tractor.


Deusa

Sinopse: Após libertar por acidente os deuses do seu cativeiro no Olimpo, Helena tem de encontrar uma forma de os voltar a aprisionar, sem dar origem a uma guerra devastadora. 

Mas os deuses estão zangados, e sua sede de sangue já fez vítimas mortais. 

Para piorar a situação, o Oráculo revela que um tirano diabólico se esconde no seu seio e que fomenta a discórdia entreo grupo outrora sólido de amigos. 

Assim como os deuses usam os Rebentos uns contra os outros, a vida de Lucas está confusa. 

Ainda não tem certeza se Helena o ama ou se prefere Oríon, Helena é forçado a tomar uma decisão terrível, pois a guerraestá à porta.



Porquê uma tentação?
Mais um final de uma trilogia que amo e adoro!!



Os Outros Livros da Trilogia


Tentações: A Voz [Planeta Manuscrito]

Chega agora o surpreendente final desta trilogia, que começou 
com Shadowfell, e que seduziu definitivamente os fãs desta autora 
best-seller do romance fantástico.



Título: A Voz
Título Original: The Caller
Autor: Juliet Marillier
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 456
Preço: €20.95



*Juliet Marillier*
  Nasceu na Nova Zelândia, em Dunedin, uma cidade com fortes raízes na tradição escocesa. 

  Licenciou-se com distinção em Linguística e Música,na Universidade de Otago, e tem tido uma carreira variada que inclui o ensino, a interpretação musical e o trabalho em agências governamentais. 

 Actualmente, Juliet vive numa casa de campo centenária, perto do rio, em Perth, na Austrália, onde escreve a tempo inteiro. 

  É membro da ordem druídica OBOD. Partilha a sua casa com dois cães e um gato. 

 Juliet Marillier é uma autora internacionalmente reconhecida e os seus romances já conquistaram vários prémios. 

  Visite o sítio da autora em: www.julietmarillier.com



A Voz

Sinopse: Há um ano, Neryn nada tinha a não ser um Dom Iluminado que mal compreendia e o sonho vago de que a mítica base rebelde de Shadowfell pudesse ser real. 

Agora, é a arma secreta dos Rebeldes e a sua grande esperança 
de fazerem vingar essa revolta secreta contra o rei Keldec, que terá 
lugar no dia do Solstício de Verão. 

O destino de Alban está nas suas mãos. No entanto, para se 
preparar para a batalha sangrenta que a espera mais adiante, Neryn 
terá de procurar primeiro o ensinamento de mais dois Guardiães. 

Entretanto, Flint, o homem por quem se apaixonou, está no limite 
das suas forças enquanto espião na corte do rei e acumulam-se as 
suspeitas da sua traição. 

A confiança dissipa-se de dia para dia quando a notícia da 
existência de uma outra Voz chega aos ouvidos dos Rebeldes: uma Voz 
leal a Keldec, que possui todo o poder de Neryn e nenhuma da sua 
benevolência ou autoridade arduamente conquistada. 

Nas vésperas da insurreição, Neryn terá de descobrir uma forma 
de reconhecer – e explorar – a fragilidade do seu adversário. 

Em jogo, está a liberdade do povo de Alban, a possibilidade de os 
Boa Gente saírem dos esconderijos e a oportunidade de Flint e Neryn 
se unirem finalmente. 

Porquê uma tentação?
É o final de uma das minhas trilogias preferidas de uma das minhas autoras preferidas.



Os Outros Livros da Trilogia


terça-feira, 1 de julho de 2014

Resultado Passatempo *As Luzes de Setembro*

 Com o apoio da parceira Planeta Manuscrito, tinha um exemplar do final da trilogia da Neblina, As Luzes de Setembro, para vos oferecer.

  Sem mais demoras, 
das 109 participações válidas,  o vencedor escolhido pelo random.org,  foi...

10. Maria (...) dos Reis, Esgueira-Aveiro


  Muitos Parabéns à vencedora, a qual já contactei por email, que irá receber em casa este livrinho!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Aquisições&Leituras *Junho*

  Num mês em que o tempo esteve louco, a Feira do Livro foi e veio (até para o ano *snif*), as leituras foram uma autêntica montanha russa e muitas foram as surpresas. A nova rubrica deu o primeiro ar de sua graça e ainda vi duas adaptações cinematógraficas de duas leituras que fizeram parte do Top 10 de 2013. 

  Entre passatempos, rubricas e opiniões, mesmo assim, parece que nada fiz num mês, e que Junho passou a voar. Acho que preciso que Julho se arraste, ou então, de me organizar melhor.

  Vale as novas séries que descobri, para desgraça da carteira e minha felicidade, e o puro prazer de subir e descer o Parque Eduardo VII rodeada de livros.



Aquisições


As Luzes de Setembro, Carlos Ruiz Zafón
Na Cama das Rainhas, Juliette Benzoni
Duas leituras por que estou muito curiosa, foram-me oferecidas pela parceira Planeta Manuscrito.


Em Sonhos, Hora do Feitiço, Enfeitiçados e Para Sempre, Nora Roberts
Oferecidos pela avó, que está a fazer a colecção para a menina.


Crane, Stacey Rourke
Ganho num giveaway no A Cup of Coffee and a Book. Muito obrigada Ner!*.* Para quem não sabe, é um retelling de A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça... De que eu gosto assim muito.


A Chama ao Vento, Carla M. Soares
Graças a um vale dado no stand da Bertrand, este menino foi completamente gratuito. Obrigada gémea por me teres dado o vale *.*


Para quem estiver curioso, também podem ver as minhas Aquisições da Feira do Livro



O Melhor do Mês
Ela voltou em grande! Há uma razão porque adoro a Libba Bray com toda a venerância. Esta mulher é qualquer coisa.



O Pior do Mês
Eu não queria, de todo, considerá-lo o pior do mês, mas foi de facto o mais fraquinho, com muita pena minha. Deve ter sido o livro que mais desgostou me deu em toda a minha vida.




As restantes Opiniões...

Querido e divertido, este livro proporcionou-me algumas horas de puro entretenimento.

Final de uma duologia distópica, este livro não conseguiu superar o primeiro, para mim, o melhor dos dois.

Aquém, também, do seu antecessor, este livro conseguiu no entanto inserir muitas coisas novas e interessantes. 

Uma das surpresas deste mês, foi um prazer ler este livro, nem que seja pela sua riqueza epocal.

Uma adaptação dos mitos nórdicos, está próximo da minha trilogia do género, Predestinados. Acho que é o melhor elogio que lhe posso fazer.

Uma das grandes surpresas deste mês, mesmo no top de preferidos, só não levou as sete estrelas por pontinhos míseros.

O meu livro preferido de sereias. Prima pela diferença.

Outro segundo volume que não superou ou igualou o primeiro. Ainda não foi desta que senti verdadeiramente a magia deste autor.



E...

Picture Puzzle #77 #78 #79 #80

Momento da Semana Harry Potter #27 #28 #29 #30



Resultados Passatempos A Revelação, Na Cama das Rainhas, As Luzes de Setembro




Próxima Opinião




domingo, 29 de junho de 2014

Opinião - A Minha Outra Metade

Título Original: For Once im My Life
Autor: Marianne Kavanagh
Editora: Topseller
Número de Páginas: 304


Sinopse
Esta é Tess. Uma rapariga jovem, obcecada por roupas vintage, presa a um trabalho que detesta. Ainda assim, tem como namorado desde a faculdade Dominic, um belo contabilista, e tem um apartamento fantástico que partilha com a sua melhor amiga, Kirsty.
Mas se a sua vida pessoal corre tão bem assim, porque é que se sente destroçada sempre que lhe perguntam pelo futuro?

Este é o George. Um músico de jazz brilhante que passa quase tanto tempo a apaziguar as brigas entre os membros conflituosos da sua banda, como passa a preocupar-se com o seu pai enfermo, e a tentar alcançar as muito altas expetativas da sua namorada corretora. Para um tipo que sempre acreditou no romance, o lado prático e deprimente da vida dos vinte e tais surgiu-lhe como um choque. Sempre à beira de chegar a algum lado melhor, ele procura algo mais… e alguém especial.

Tess e George podem muito bem ser as duas metades de algo perfeito e completo. Se ao menos os seus caminhos se cruzassem…

Siga Tess e George através de uma década de maus namoros, jantares e festas caóticas, aniversários mágicos, empregos sem-saída, relações desiguais, e muitos recomeços. A Minha Outra Metade é uma comédia moderna de costumes, de amizades e de desencontros deliciosamente inteligente.


Biografia
  Trabalhou nalgumas das revistas de maior renome da Grã-Bretanha, tendo sido a última, a Marie Claire onde foi vice-editora antes de abandonar o trabalho para estar mais tempo com a família. Desde aí é editora freelance e escritora, continuando a contribuir para revistas e jornais britânicos, e tem mesmo uma coluna semanal no site Parentdish.

  Primeiro livro de Marianne Kavanagh, A Minha Outra Metade foi publicado no início deste ano. Está traduzido para três línguas.


Opinião
  Almas gémeas e os encontros e desencontros do destino, é o mote para um romance do qual esperava muita doçura e romantismo, aliado a alguma excentricidade e diversão e, de facto, A Minha Outra Metade tem tudo isso, tendo sido uma leitura fluída e adorável, mas contudo, não foi o que esperava, tendo-me deixado, confesso, um pouco desiludida. Com uma escrita terna e divertida, aliada ao amor delicado de Tess e George, Marianne Kavanagh tinha tudo para agradar aos leitores mais sonhadores, só que isso acabou por não acontecer, resultando este livro numa história mais murcha e perdida do que se poderia pensar.

  Uma história de amor e desencontros que irá durar dez anos é o que nos promete a premissa deste livro, até aí tudo bem. O problema é que, Tess e George, apesar dos amigos em comum e de todos os eventos a que foram, nunca se encontraram, nunca se viram, nunca trocaram uma palavra. Nada. A narrativa divide-se assim, nas perspectivas de ambos, separados, nos seus problemas, relacionamentos, sonhos e amizades, perspectivas essas que nem abarcam esses dez anos de vida inteiramente, já que há anos que são saltados e outros em que se dá apenas um acontecimento, até que finalmente eles se conhecem e apaixonam-se instantaneamente. Ora, apesar de a leitura ser de facto agradável, o que acaba por acontecer é que, até ao momento do encontro, a narrativa é desequilibrada, tendo muitas quebras de ritmo, e acabando por não apaixonar o leitor, que mesmo depois do casal se conhecer, apesar de eles serem adoráveis e mesmo almas gémeas, não consegue dar-lhes credibilidade.

 Aliás, tenho a dizer que adorei a Tess e o George. São ambos apaixonados, doces, exuberantes e talentosos, mas acabam por se deixar arrastar pela vida, deixam os outros tomarem decisões por eles, não batalham, deixam de sonhar até, finalmente, darem de cara um com o outro. E isso, aliada à rapidez e superficialidade da narrativa a partir desse momento, é o que me enche de pena em relação a esta história porque eles tinham tudo para ser um casal fabuloso e isso perde-se algures. Já as personagens secundárias, um leque vasto e excêntrico de amigos e familiares, podiam ter sido tão mais interessantes se melhor desenvolvidas. O resultado é uma total falta de ligação do leitor à história e aos que lhe dão vida, pois não há nada que nos leve a importar-nos verdadeiramente.


  A Minha Outra Metade poderia ser um conto de fadas dos nossos tempos. Uma história de amor quase imortal, onde todos nós poderíamos reconhecer-nos, capaz de nos fazer sonhar. Mas acaba por ser um suspiro da linda história de amor que Marianne Kavanagh não soube embelezar.

sábado, 28 de junho de 2014

Opinião - O Palácio da Meia-Noite

Título Original: El palacio de la medianoche (#2 Niebla)
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 280


Sinopse
No coração de Calcutá esconde-se um obscuro mistério....

Um comboio em chamas atravessa a cidade. Um espectro de fogo semeia o terror nas sombras da noite. Mas isso não é mais do que o princípio. Numa noite obscura, um tenente inglês luta para salvar a vida a dois bebés de uma ameaça impensável. Apesar das insuportáveis chuvas da monção e do terror que o assedia a cada esquina, o jovem britânico consegue pô-los a salvo, mas que preço irá pagar? A perda da sua vida. Anos mais tarde, na véspera de fazer dezasseis anos, Ben, Sheere e os amigos terão de enfrentar o mais terrível e mortífero mistério da história da cidade dos palácios.



Biografia

  Nascido em 1964 em Barcelona, Carlos Ruiz Zafón nasceu sobre o signo chinês do dragão numa cidade onde estes vigiam muitos dos monumentos e, talvez por isso, coleciona estas figuras desde pequeno, tendo uma colecção com mais de 400 dragões. Tal como o animal mítico, Carlos é uma criatura nocturna, pouco sociável e pouco amigo de cavaleiros andantes. Escritor há vinte anos, começou com livros YA até que em 2001 publicou o seu primeiro livro de literatura adulta e o seu maior sucesso, A Sombra do Vento. Desde 1994 que vive em Los Angeles e escreve roteiros para filmes para além dos seus livros.

  O Palácio da Meia-Noite é o segundo volume da trilogia da Neblina e foi publicado cinco anos depois de O Príncipe da Neblina e três depois daquele que seria o último volume da trilogia. Está traduzido em mais de vinte línguas.



Opinião
  Numa cidade antiga, cheia de mistérios, fantasmas e histórias, uma alma condenada aguardou pacientemente e, agora, virá finalmente em busca da sua vingança. Uma história de terror juvenil, na mesma linha de O Príncipe da Neblina, O Palácio da Meia-Noite é contudo um livro que se pode ler como stand-alone já que a sua história nada tem a ver com a do primeiro volume de A Neblina. Carlos Ruiz Zafón, o mestre espanhol que tem vindo a apaixonar leitores, apresenta-se aqui ainda como autor inexperiente, sendo visível o seu talento mas ainda não a sua maturidade, tal como havia acontecido no livro anterior a este, levando a uma leitura satisfatória mas não genial. Contudo, é o dom de brincar com as palavras de Zafón, que dá a este livro algo de chamativo que poderia não existir.

  É, aliás, perceptível nestas páginas o talento, a beleza e profundidade da escrita única deste autor, podendo-se entrever um suspiro de algo muito melhor e que, ainda no seu estado bruto, consegue claramente, disfarçar as falhas de O Palácio da Meia-Noite. Não que esta não seja uma leitura fluída e enigmática, capaz de satisfazer o leitor e até arrepia-lo nalguns momentos, contudo, falta-lhe um certo poder hipnótico, uma capacidade de nos fazer prender a respiração, necessárias a uma leitura fantasmagórica como esta. Até porque a história por trás deste livro é interessante o suficiente para nos levar a querer lê-lo e tem a dose certa de adrenalina, sem dúvida.

  Aquilo que para mim acaba por falhar nesta leitura é a rapidez da narrativa que leva a consequente falta de pormenor e desenvolvimento, não dando ao mistério a força necessária para que este se sustenha, retirando-lhe todo o factor surpresa que acaba por nunca alcançar o leitor, tal é óbvia a identidade do vilão. Uma pena, já que existe uma aura fantasmagórica e incendiária nesta história que, com um pouco mais de cuidado, poderia torna-la em algo pujante e mesmo brilhante.

  O que falta em complexidade ao desenvolvimento, encontra-se no entanto bem explícito nas personagens. Cada um dos sete jovens que formam a Chowber Society, e Sheeren, têm algo para dar, entregando-nos as suas capacidades, problemas e qualidades, sonhos e terrores, com uma ingenuidade e entrega muito próprias da sua idade. São eles, donos de uma profundidade provocada pela vida que tiveram, que acabam por avivar estas páginas graças ao seu sentido de amizade, honra e fidelidade.


  Apesar de ter sido lido num ápice, O Palácio da Meia-Noite soube-me a pouco, mas a promessa que ele contém continua a fazer-me querer ler os livros deste autor com a mesma vontade.



As minhas Opiniões da Trilogia

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Conhece o Comandante Serralves!

  Esta é a Era da Aliança Humana. Uma nova ordem Mundial forjada a sangue e fogo pela necessidade de unir os povos da Terra para derrotar uma invasão alienígena.

  Não, esta não é a estória dessa guerra. Essa já nos foi contada e recontada pela FC desde os seus primórdios. Esta é a estória do que veio depois.

  São tempos de paz, união, desenvolvimento, abundância e colonização do sistema solar. No entanto, tudo tem um preço e nem todos estão dispostos a aceitar o sacrifício da liberdade e da cultura de cada povo em troco deste futuro unido sobre uma única égide. E ninguém se rebela mais que o vulpino, grandíloquo e questionável Comandante Serralves. Armado com umas quantas “prendas” deixadas pelos derrotados invasores e na companhia de um caótico imbróglio de aliados, o perigoso rebelde garantirá que o poder estabelecido nunca tenha uma noite de sono descansada.

  Na tradição das clássicas space operas, “Comandante Serralves – Despojos de Guerra” é um universo aberto escrito a seis mãos. O que começou como um modesto conto e um protagonista-conceito simples, floresceu em complexidade e novas perspectivas ao ser expostos aos talentos (e consideráveis neuroses) de um grupo de jovens escritores.

  Uma aventura espacial excitante e intrigante que promete apelar a todos os leitores.




Fica a conhecer mais sobre o projecto Imaginauta aqui

O Diabo dos Anjos agora é.... Encontro em Itália

  Quando conheci a Liliana foi para ler um livrinho chamado O Diabo dos Anjos...

  Esse livro tinha um gato preto na capa mas agora já não tem.

  Depois de o Inverno de Sombras, a Marcador traz ao público português mais uma obra da Liliana, este Encontro em Itália, que já podem encontrar em qualquer livraria nacional.

  Parabéns por mais um livro publicado minha querida, espero puder lê-lo em breve e que ainda hajam resquícios daquela que foi a história que nos apresentou.


Título: Encontro em Itália
Autor: Liliana Lavado
Editora: Marcador
Número de Páginas: 488
Preço: €17,50
ISBN: 978-989-75-4095-0


Sinopse

  Encontro em Itália revela a história de dois amigos de infância: Henrique e Sara que pouco têm em comum, para além de uma paixão por livros e uma amizade que ambos já deram como perdida. Após vários anos afastados, ele é agora um estudante finalista de Literatura Inglesa que olha com receio os dias fora das paredes seguras da Universidade e ela uma aspirante a escritora que se esvanece no tumulto de um grupo de amigos problemáticos.

  Durante uma viagem a Itália, que tem tudo para ser perfeita, vão encontrar um livro misterioso, um gato com um estranho sentido de humor e uma inesperada aventura que os volta a juntar no mesmo caminho. Henrique e Sara podem ter encontrado um no outro o pretexto que tanto procuravam para adiar decisões e contornar o futuro.


Lançamento da Primeira Antologia da Editorial Divergência


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Opinião - Deep Blue

Título Original: Deep Blue (#1 Waterfire Saga)
Autor: Jennifer Donnelly
Editora: Disney Hyperion
Número de Páginas: 352


Sinopse
Deep in the ocean, in a world not so different from our own, live the merpeople. Their communities are spread throughout the oceans, seas, and freshwaters all over the globe.

When Serafina, a mermaid of the Mediterranean Sea, awakens on the morning of her betrothal, her biggest worry should be winning the love of handsome Prince Mahdi. And yet Sera finds herself haunted by strange dreams that foretell the return of an ancient evil. Her dark premonitions are confirmed when an assassin's arrow poisons Sera's mother. Now, Serafina must embark on a quest to find the assassin's master and prevent a war between the Mer nations. Led only by her shadowy dreams, Sera searches for five other mermaid heroines who are scattered across the six seas. Together, they will form an unbreakable bond of sisterhood and uncover a conspiracy that threatens their world's very existence.



Biografia
  Cresceu entre Lewis e Westchester, no estado de Nova Iorque e licenciou-se em Literatura Inglesa e História Europeia. O seu livro preferido é Ulysses de James Joyce e a personagem literária com que mais se identifica é Clarice Starling.

  Jennifer começou a escrever em 2002, quando publicou o seu livro de imagens para crianças e, também, o romance que lhe havia de granjear o sucesso, The Tea Rose, o primeiro dos seus cinco romances históricos.


  Numa tentativa de fugir aos fantasmas do passado que haviam inspirado as suas obras anteriores, Jennifer procurou algo novo mas sentia-se bloqueada, até que uma exposição de Alexander McQueen no MET aliada a uma chamada do seu agente sobre um projecto da Disney, a catapultou para o que viria a ser Deep Blue. Publicado este ano, será seguido por Rogue Wave, e é o primeiro de quatro livros da série Waterfire. Ainda só se encontra publicado na sua língua original.


Opinião
  Um vestido invocou uma visão. Uma visão de um mar belo e cativante, de um mar obscuro e traiçoeiro, que iria inspirar Jennifer Donnelly a escrever sobre profecias, demandas, amizade e sereias. Deep Blue é único na sua concepção, uma história arrebatadora cheia de promessas, que irá finalmente satisfazer os fãs da mitologia marinha e os que estão fartos de livros sobre amores românticos. Com uma escrita cuidada e doce, Donnelly leva-nos para as profundezas dos oceanos onde canções são feitiços, lendas verdades distorcidas e a amizade é o mais poderoso dos poderes. Uma história sobre descobrimento e destino, princesas e monstros mas, mais do que isso, uma jornada pelos mais belos tesouros e os mais monstruosos pesadelos.

  Conchas, anémonas, pérolas e estrelas do mar. Castelos afogados, caudas coloridas e brilhantes e espelhos cheios de algas onde podemos ver mais do que a nossa imagem. Polvos ou piranhas como animais de estimação. Canções que contam histórias e enfeitiçam. Bruxas que nos salvam e príncipes que nos desiludem. Este é o mundo que vive por entre as páginas deste livro. Um mundo de sonhos e imaginação, de lendas e contos de fadas. Mais do que as lindíssimas descrições que nos apresentam este mundo cheio de tesouros e magia, é a complexidade desta sociedade marinha que nos conquista. Reinos ou impérios, herdeiros da caída e bela Atlântida, reflectem nas suas caraterísticas as influências dos mares em que estão localizados e, se em terra o século XXI decorre, no mar o tempo parece ter parado numa época de bailes, intrigas e rainhas. Sociedades matriarcais, magia e profecias rivalizam com a extinção das espécies, a poluição e a caça ilegal, num confronto entre água e terra, futuro e passado, magia e ciência.

  Ao longo desta leitura, entrámos numa jornada que nos irá levar até um mal demasiado poderoso e antigo, um mal que tem deixado um rasto de destruição e crueldade atrás de si, discórdia e intrigas que têm dividido o mundo e provocado uma guerra tenebrosa. Para o destruir, é necessário união, poder, mas acima de tudo amizade, entre as mais improváveis das sereias. Aqui está a razão porque Deep Blue é tão refrescante em relação a outros livros. Não é sobre amor e príncipes encantados, é sobre amizade, confiança e ligação. É uma história onde seis raparigas não precisam de um rapaz que seja para mostrarem o que valem. É sobre família, expectativa e auto-descobrimento.

  As únicas falhas que se podem apontar a este livro são o final abrupto que nos deixa completamente perdidos e as personagens que precisavam de mais de profundidade. Se ficámos a conhecer bem Serafina e Neela, já Ava, Astrid, Ling e Becca entram tarde na narrativa e acabam por não conseguirem ser bem apresentadas na história, com muita pena minha. Quanto às personagens secundárias pareceram-me interessantes e o vilão convenceu-me.


  Cativante e delicioso, doce e aventureiro, Deep Blue é uma pérola única no vasto meio literário do género, que merece ser lido e apreciado, não só pela sua diferença, mas também pela sua essência. 


Oyster Dress, o vestido de Alexander McQueen que inspirou a autora

Submissões Abertas para Nova Antologia


Momento da Semana Harry Potter #30

Esta meme foi criada pelo blogue Uncorked Thoughts e o objectivo é partilhar personagens, feitiços, objectos e citações dos livros/filmes de Harry Potter, da própria J.K. Rowling ou algo relacionado. Em cada semana é escolhido um tópico, já tendo vários sido discutidos como podem ver aqui. O tópico desta semana é Melhor Segredo de Hogwarts.

Olha um tópico fácil para variar!

Acho que é de comum acordo que o Prémio de Melhor Segredo vá para a Sala das Necessidades. Afinal, quem não apreciaria uma sala que se transforma naquilo que precisámos naquele preciso momento?

"It is a room that a person can only enter when they have real need of it. Sometimes it is there, and sometimes it is not, but when it appears, it is always equipped for the seeker's needs"—Dobby to Harry Potter 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Se Eu Fosse Um Livro *TAG*

Encontrei esta TAG no little house of books e, apesar de ser pequenina, é muito gira e difícil de responder, também!

A TAG é original daqui


1) Qual seria o teu título se fosses um livro? 
Algo curto e significativo que o leitor só perceberia depois de me ler.

2) Que autor escreveria a história desse livro?
Jacqueline Carey ou Anne Bishop. Cassandra Clare ou Libba Bay.

3) Que capa terias?
Uma capa em tons escuros, com ilustrações de livros, anéis e perfumes. E talvez estrelas. Com ar vintage.

4) O terias capa mole ou capa dura?
Capa dura.

5) Quantas páginas terias?
458. Foi o primeiro número que me veio a cabeça.

6) Qual género desse livro e porquê?
Fantasia histórica porque junta os dois géneros que mais gosto.

7) Quem gostarias que deixasse um comentário na contracapa?
Leigh Bardugo, Lauren DeStefano ou Josephine Angelini.