segunda-feira, 23 de junho de 2014

Opinião - Shatter Me

Título Original: Shatter Me (#1 Shatter Me)
Autor: Tahereh Mafi
Editora: Harper Collins
Número de Páginas: 338


Sinopse
I have a curse
I have a gift

I am a monster
I'm more than human

My touch is lethal
My touch is power

I am their weapon
I will fight back

Juliette hasn’t touched anyone in exactly 264 days.

The last time she did, it was an accident, but The Reestablishment locked her up for murder. No one knows why Juliette’s touch is fatal. As long as she doesn’t hurt anyone else, no one really cares. The world is too busy crumbling to pieces to pay attention to a 17-year-old girl. Diseases are destroying the population, food is hard to find, birds don’t fly anymore, and the clouds are the wrong color.

The Reestablishment said their way was the only way to fix things, so they threw Juliette in a cell. Now so many people are dead that the survivors are whispering war – and The Reestablishment has changed its mind. Maybe Juliette is more than a tortured soul stuffed into a poisonous body. Maybe she’s exactly what they need right now.

Juliette has to make a choice: Be a weapon. Or be a warrior.



Biografia
  Tahereh Mafi nasceu numa pequena cidade algures no Connecticut mas agora vive em Santa Monica, California, onde o tempo é demasiado perfeito para o seu gosto. Quando não tem um livro à mão, lê tudo o que lhe apareça a frente, incluindo cupões. Talvez devido ao seu problema com a cafeína.


  Em 2011, publicou o seu primeiro livro Shatter Me, traduzido para mais de dezoito línguas e cujos direitos foram vendidos à 20th Century Fox.


Opinião
  Este foi um daqueles livros que, a pouco e pouco, se foi imiscuindo na minha mente, até a curiosidade ser quase insuportável. A verdade é que por mais opiniões que já tivesse lido, nunca mas nunca, poderia ter adivinhado a história formidável que viria a ler. Shatter Me é um daqueles casos que se ama ou odeia, muito por culpa da escrita de Tahereh Mafi, poética e lírica, crua e insana, imensamente original e absorvente. Somos apanhados desde a primeira palavra e, quando damos conta, já estamos completamente enredados nesta história frenética. Excusado será dizer que faço parte do grupo que adorou este livro, a começar por isto mesmo, pela forma única e intensa com que Mafi nos envolve nesta história de loucura, sobrevivência e estranheza.

  Quando começamos esta leitura somos atacados pela insanidade, dureza e choque, sensações que nos vão acompanhando, ao mesmo tempo, que o fascínio aumenta página a página, impedindo-nos de largar este livro. Cruel e frenético, distópico com queda para história de super-heróis, Shatter Me é uma tempestade de emoções e conflitos, uma narrativa altamente psicológica, que mexe com a nossa mente, apresentando-nos o pior do ser humano, bem como a forma como somos capazes de distorcer o bem e o mal, a obsessão e o amor, a crueldade e a justiça da forma que nos for mais conveniente.  Mas, não deixa por isso, de ser uma história cheia de adrenalina, surpresas e mistérios, capaz de nos espantar, amedrontar ou fascinar sem darmos conta, através de momentos fortes e carregados de tensão.

  Nesta narrativa, somos muitas vezes confrontados com situações onde algo puramente físico pode ser confundido como sentimento, onde obsessão e ilusão são formas distorcidas de afecto, onde passados falsamente perfeitos provocam agonia, vingança e fúria, situações estas que demonstram como a moral, o comportamento ou mesmo os relacionamentos nesta história, são corrompidos pelas experiências pu pelos maus tratos psicológicos e, consequentemente, pela necessidade de algo bondoso e de uma certa esperança. Esta capacidade da autora em demonstrar tão perfeitamente como uma sociedade pode ser desfeita em meras palavras, como um ser humano pode ser diminuído por não se enquadrar nos parâmetros e exigências dos seus pares e progenitores, é um dos motivos porque esta história é tão poderosa. Aqui nada é racional, moralmente perfeito ou idealmente construído, o que faz com que esta seja uma leitura diferente e pouco usual.

  Apesar de pouco sabermos sobre o mundo distópico que está por trás desta história, conhecendo apenas o governo/identidade que tudo controla e a forma como opera interiormente, o que deixa muito por descobrir e desbravar (sendo uma das razões porque este livro não é excelente), há um factor que acaba por desculpar, um pouco isto. É a inspiração que dá mote a este livro. Nesta sociedade há pessoas diferentes, capazes de fazer coisas inimagináveis e que são exiladas pela sociedade, destruídas e abandonadas pelas suas capacidades incompreendidas. E é esta vibe de X-Men, sem ser cópia ou inspiração rasca, que torna este livro ainda mais fascinante e refrescante dentro do género.

  Tal como a história, também as personagens são um pouco insanas, variando entre frágeis e demasiado poderosas, socialmente falhadas e psicologicamente complexas. Juliette, a protagonista, é social e psicologicamente complexa, uma criança no corpo de uma adolescente, que não sabe o que é e muito menos como se relacionar devido à sua falta de afecto e relações físicas. Não é uma personagem com que nos identifiquemos mas acaba por nos fascinar pelas suas limitações. Já Warner, misterioso e psicopata, é a personagem que mais mexeu comigo, primeiro por nos apercebermos que há muita coisa por trás, depois pela sua complexidade quer em emoções quer em acções. Kenji, no entanto, é a minha personagem preferida pelo seu lado divertido e por se revelar uma surpresa no final do livro. A única personagem com que acabei por antipatizar foi Adam. Sinceramente acho que é um panhonha e o moço dá-me urticária.


  Depois desta longa opinião, penso que dá para perceber que fiquei viciada nesta trilogia. Shatter Me é um começo incrível que promete uma história forte em emoções e revelações, capaz de mexer com a nossa mente e deixar-nos completamente fascinados.

Resultado Passatempo *Na Cama das Rainhas*

  Com o apoio da parceira Planeta Manuscrito, tinha um exemplar de Na Cama das Rainhas, o mais recente livro da Juliette Benzoni.

  Ora, com a ajuda do random.org, das 186 participações válidas, o número escolhido foi...


59. Stela (...) Silva, Covilhã


  Muitos Parabéns à vencedora, a qual já contactei por email, que irá receber em casa este livrinho!

domingo, 22 de junho de 2014

Opinião - Anjos Rebeldes

Título Original: Rebel Angels (#2 Gemma Doyle Trilogy)
Autor: Libba Bray
Editora: 1001 Mundos
Número de Páginas: 480


Sinopse
Um livro cheio de história, mistério e romance.

Ah, o Natal! Gemma Doyle está desejosa das férias fora da Academia Spence, de passar o tempo com as amigas na cidade, de ir a bailes elegantes e, numa nota sombria, de cuidar do pai doente.
Quando se prepara para entrar no Ano Novo de 1896, um jovem bonito, Lorde Denby, parece estar interessado em conquistar Gemma. No entanto, no meio das distrações de Londres, as visões de Gemma intensificam-se - visões de três raparigas vestidas de branco, a quem algo terrível aconteceu, algo que só os reinos podem explicar...
A atração é forte, e em pouco tempo, Gemma, Felicity e Ann estão a transformar flores em borboletas no mundo encantado dos reinos a que só Gemma pode levá-las. Para grande alegria delas, a sua querida Pippa também está lá, ansiosa por completar o círculo de amizade.
Mas nem tudo está bem nos reinos - ou fora dele. O misterioso Kartik reapareceu, dizendo a Gemma que ela deve encontrar o Templo e vincular a magia, ou algo terrível irá acontecer-lhe. Gemma está disposta a fazer-lhe a vontade, apesar dos perigos que isso acarreta, pois isso significa que irá encontrar-se com a maior amiga da sua mãe - e agora sua inimiga, Circe. Até Circe ser destruída, Gemma não pode viver o seu destino. Mas encontrar Circe revela-se uma tarefa muito perigosa.



Biografia
  Nascida no Alabama e filha de um ministro presbiteriano, Libba Bray, ou melhor, Martha Elizabeth Bray, escreveu a sua primeira história aos 11 anos, história que a mãe guarda religiosamente, aos 13, juntamente com as melhores amigas, vestiu-se tal e qual a banda Kiss para o Halloween e aos 18 um acidente de viação custou-lhe o olho esquerdo e parte da cara. Mudou-se para Nova Iorque aos 26 anos, onde conheceu o homem com quem viria a casar em Florença durante uma viagem de trabalho. O seu pior defeito é exagerar, detesta palavra “talvez” e adora a palavra redenção.

  É autora de seis livros e participou em dez antologias, tendo publicado o seu primeiro livro, Uma Grandiosa e Terrível Beleza em 2003. Autora bestseller do New York Times e vencedora de vários prémios literários, Libba está neste momento a escrever o segundo volume da sua nova trilogia passada nos loucos anos 20. Os três livros da trilogia Gemma Doyle receberam os prémios ALA Teen’s Top Ten e Anjos Rebeldes, publicado em 2005, recebeu mais nove prémios para além desse e está traduzido para treze línguas. Uma mistura entre ficção histórica, fantasia e terror, esta trilogia passada na época vitoriana é um autêntico conto gótico que tem conquistado tanto os leitores como os críticos.


Opinião
  Anos depois da publicação de Uma Grandiosa e Terrível Beleza, heis que finalmente, as livrarias nacionais recebem a continuação da série que me fez conhecer uma das autoras que mais adoro e, deixem-me que vos diga, que regresso em grande. Mais sombrio e aterrorizador, Anjos Rebeldes mostra o talento de Libba Bray para criar narrativas cheias de ilusões, magia e sonhos, onde a loucura pode ser a sanidade e a luz a escuridão. Num confronto contra uma inimiga demasiado poderosa, a lealdade e o amor podem levar à ruptura, a beleza pode esconder horrores e a confiança não pode, nunca, ser dada de ânimo leve. Uma história gótica, bela e original, este livro perpetua a tradição do seu antecessor e volta a demonstrar a voz única e brilhante de Libba Bray.


  Depois de um primeiro volume bastante introdutório, cheio de suspense, segredos e mistério, Anjos Rebeldes vem dar resposta a muitas questões enquanto cria mais dúvidas,  numa narrativa flúida, complexa e arrepiante. Com uma escrita imaginativa, um humor único e uma adaptação perfeita da época vitoriana à fantasia, Libba dá-nos uma trilogia que nos faz suspender a respiração e percorrer as páginas com uma fome voraz que nem o virar da última página acalma, onde cada momento pode provocar arrepios e exclamações de surpresa, onde tudo pode terminar numa revelação atroz. Num cenário mais gótico e sombrio, este segundo volume é uma caixinha de surpresas prestes a abrir-se quando menos esperámos, assolando-nos com a sua beleza terrível, segredos obscuros e esperanças inalcançáveis.


  Rapidamente nos apercebemos ao longo desta leitura que Libba é uma mestra em deixar os seus leitores em suspenso, dando respostas ansiadas mas, também, ainda mais questões que fazem a nossa mente fervilhar com hipóteses, conseguindo assim,, surpreender-nos com as reviravoltas que dá à sua história, enredando-nos por completo na complexa teia de magia, fascínio e loucura que criou. Ao colocar a acção deste livro em plena Londres vitoriana em época de Natal, a autora mostra-nos ainda mais o seu talento, ao conjugar detalhes históricos, atitudes e situações próprias da época com a parte fantástica desta história numa sintonia perfeita. Entre os salões londrinos e os reinos, de bailes a hospícios, as nossas protagonistas submergem em segredos e verdades ocultas enquanto vão vivendo a sua vida normal e enfrentam as suas próprias demandas e medos pessoais.


  É notório ao longo da narrativa o crescimento e a profundidade das três jovens, que a cada momento conseguem mostrar que são mais do que aparentam e que por trás do porte perfeito e comportamento irrepreensível elas próprias escondem demasiado, temem demasiado e à sua maneira, cada uma delas, luta pelo que quer e dá a sua parte sem nunca se esquecerem de si mesmas.  Longe de serem perfeitas, Gemma, Felicity e Ann, acabam por ser protagonistas que suscitam o nosso interesse, que nos irritam, nos fazem rir e provocam a nossa pena pois nenhuma delas é apenas uma linda boneca mas sim jovens a caminharem para adultas, a formarem personalidades, com demasiados segredos e medos, e sonhos enterrados bem no fundo de si mesmas. Diferentes em todos os aspectos, elas são a prova que a verdadeira amizade se forma conhecendo todos os defeitos, aceitando todas as fraquezas e unindo-se nos piores momentos.


  Com uma história sobrenatural original, que se vai desvendado ao longo de cada livro mas deixando-nos sempre em suspenso, esta trilogia acaba por se destacar cada vez mais das restantes do género em muitos aspectos, quer pela sua história esotérica, tão bela quanto terrível, e da qual nem nos sentimos capaz de prever o fim, quer pelas personagens profundas e misteriosas ou mesmo pelo temível triângulo amoroso. A forma como Gemma vê os dois rapazes unidos a si acaba por lhe conseguir o nosso respeito pois apesar de se portar como a adolescente que é em algumas situações, ela também prova que a sua tarefa, a forma como foi educada e a época em que vive faz com que ela veja a realidade e impossibilidade de ambos os relacionamentos, colocando a amizade e o seu papel na ordem do mundo antes da vontade do seu coração. 


  Uma continuação que eu ansiava ler e que me surpreendeu muito pela positiva, Anjos Rebeldes é o meio entre o início e o fim, um livro que provoca ataques cardíacos, que mostra os caminhos mas que ainda oculta muitos detalhes e me fez tanto ansiar pelo último livro como querer fugir dele porque nada nesta história é simples, nem me quer parecer, feliz mas isso não apaga a sua excelência, brilho e originalidade.


As minhas opiniões da série

Ultimate Book Tag *TAG*

Criada pela Megan, esta TAG gigantesca mas muito gira consiste em perguntas bastante interessantes... Encontrei-a no The Mistery's Garden.


1. Sentes-te mal por ler no carro?
Sim, e no autocarro. Só no metro é que não, infelizmente.

2. Qual autor tem um estilo de escrita completamente único para ti e porquê?
 A Jacqueline Carey porque tem uma escrita muito floreada e requintada e contudo consegue exprimir bastante emoção através dela.

3. Harry Potter ou Crepúsculo? Dá três razões para defender a tua escolha.
 Harry Potter.
1 - Porque é a melhor série de todos os tempos e marcou a minha infância e adolescência.
2 - Levou à minha paixão por fantasia.
3 - Foi a primeira saga que comecei e acabei.

4. Carregas contigo uma saca de livros? Se sim, o que levas lá dentro, para além de livros?
 Não. Trago é sempre um livro ou o Kobo na mala.

5. Costumas cheirar livros?
De uma forma discreta e em privado...

6. Livros com ou sem pequenas ilustrações?
 Depende. Geralmente leio livros sem ilustrações mas perco a cabeça se encontrar um bonito.   

7. Qual o livro que amaste enquanto o lias, mas descobriste mais tarde que não tinha muita qualidade?
Bem, eu adorei ler o Diamonds and Deceit mas quando me sentei a escrever a opinião percebi que lhe faltava muito em qualidade.

8. Tens alguma história engraçada da tua infância que envolva livros?
Tenho! Esta pessoa adoradora e respeitadora de livros tinha a mania, antes dos seis anos, de recortar os seus livros preferidos para guardar as imagens... Relembrei que eu era muito pequenina.

9. Qual o livro mais pequeno da tua estante?
O escaravelho de ouro de Edgar Allen Poe.

10. Qual o maior livro da tua estante?
The Pillars of the Earth de Ken Follett.

11. Escreves tão bem como lês? Vês-te no futuro como escritora?
Sim, pelo menos acho que sim... Não, definitivamente não.

12. Quando começaste a ler?
Assim que aprendi a ler. Portanto aos seis, sete. 

13. Qual o teu clássico favorito?
Não posso escolher só um! O Conde de Monte Cristo, O Monte dos Vendavais, Anna Karenina e Orgulho e Preconceito. Só para nomear alguns.

14. Na escola eras melhor a que disciplina?
História e Português.
   
15. Se te dessem um livro como presente que já tivesses lido e odiado, o que fazias?
Agradecia imenso mas dava uma desculpa como "Já o tenho" para perguntar se a pessoa não se importaria que o trocasse.

16. Qual o teu pior hábito enquanto blogger/youtuber?
De vez em quando deixar-me cair na rotina.

17. Qual a tua palavra favorita?
Maléfica. Não perguntem.
   
18. Nerd, Dork ou Dweeb?
Dork.
   
19. Vampiros ou Fadas?
Vampiros.
  
20. Zombies ou Vampiros?
Eu sou fiel. Vampiros.

21. Triângulo Amoroso ou Amor Proibido?
Amor Proibido!!!

22. Livro de Romance ou Livro de ação com algumas cenas de romance à mistura?
Definitivamente algo que misture uma data de coisas. Não consigo ler só livros de romance ou só livros de acção.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

From Pages to a Movie *A Rapariga que Roubava Livros*

 Opinião do livro; Trailer do filme

  Adaptado da obra homónima de Markus Zusak, A Rapariga que Roubava Livros é um filme sobre o qual se pode criar demasiadas expectativas, ou não fosse o livro considerado uma obra-prima por quase todos os que já o leram.

  Confesso que já estava preparada para não ver a espectacularidade e intensidade que o livro nos transmite pois muitas situações, principalmente o narrador ser a Morte, seriam difíceis de transpôr para o grande ecrã. Com isso em mente, não deixo de achar que, se me faltou algo que só o livro pode transmitir, contudo há uma beleza tocante nesta história, que só perde em imagem pela falta desses artíficios que só as palavras nos conseguem dar.

 Apesar de não ser uma história fácil de adaptar, parece-me contudo que algumas cenas alteradas ou retiradas não têm justificação para assim o serem, tornando  A Rapariga que Roubava Livros uma adaptação que já de si nunca poderia ser perfeita, mais imperfeita do que seria de se prever. Ao leitor, falta sem dúvida algo que o não leitor nunca perceberá a menos que o leitor lhe explique, por isso, pode-se dizer que as falhas que eu vejo neste filme se calhar são comichices de leitor, ao qual me reservo o direito de sentir.

  Por isso, só em termos de narrativa e diferenças do enredo original posso apontar falhas já que, cenariamente é um filme lindo e cativante, e em termos de representação satisfaz quase por completo. Fiquei imensamente feliz ao saber que caberia a Geoffrey Rush o papel de Hans e, depois de ver o filme, todas as expectativas foram alcançadas. Este senhor sabe o que faz, sempre o soube. Por outro lado, fiquei um pouco desiludida com o Max de Ben Schnetzer, talvez porque o Max do filme nunca tem oportunidade de brilhar como o do livro, uma falha injustificável. Para balançar a coisa, apaixonei-me pela Sophie Nélisse. Ela é a Liesel perfeita, não posso fazer melhor elogio do que esse. Já Emily Watson brilha como Rosa e Nico Liersch derrete-nos como Rudy.

 Como última queixa, o final foi muito abrupto, não há uma passagem suave entre cena anterior e o fim o que nos deixa um bocado confusos.

  Não posso, mesmo com as falhas apontadas, dizer que não gostei do filme. Gostei bastante mas tinha adorado demasiado o livro para o poder fazer com o filme.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Momento da Semana Harry Potter #29

  Esta meme foi criada pelo blogue Uncorked Thoughts e o objectivo é partilhar personagens, feitiços, objectos e citações dos livros/filmes de Harry Potter, da própria J.K. Rowling ou algo relacionado. Em cada semana é escolhido um tópico, já tendo vários sido discutidos como podem ver aqui. O tópico desta semana é Melhor Momento da Hermione.

  É óbvio que a Hermione tem centenas de bons momentos ao longo de toda a saga mas, tal como a Ula do Blog of Erised, eu também acho que O Prisioneiro de Azkaban foi o palco dos melhores momentos da feiticeira mais inteligente da história, ou pelo menos, o livro das mudanças, aquele em que a Hermione se tornou mais do que a espertalhona bem comportada do trio. Ela fez de tudo neste livro menos beijar o Ron!! Infelizmente isso ia demorar um pouco...

  E este momento em específico, é a cereja no topo do bolo que foi o terceiro livro de Harry Potter


Eu já adorava a Hermione mas a partir deste momento entreguei-lhe o meu coração.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

From Pages to a Movie *A Culpa é das Estrelas*

Opinião do livro; Trailer do filme


  Adaptado do livro original de John Green com o mesmo nome, A Culpa é das Estrelas é o filme mais esperado e desejado deste Verão, ou não fosse o livro em que fosse baseado um autêntico sucesso à escala mundial.

  Como fã do autor, e apaixonada por este livro, foi com enorme expectativa e munida de muitos pacotes de lenços que ontem entrei na sala de cinema para assistir à sua antestreia. Excusado será dizer que mesmo sabendo o fim, as lágrimas foram inevitáveis. 



  Do início ao fim, com uma banda sonora linda de fundo, este filme levou-me pelo mesmo caminho do livro, ao ponto de quase esquecer o seu final. É engraçado como no cinema, esta história parece ainda mais viva, mais intensa, mais bonita e simples, longe do exagero nerd da escrita de Green. Uma excelente adaptação, das melhores que já vi, este filme consegue não só transmitir a mesma mensagem, os mesmos sentimentos como nos dá a sensação de estarmos a ler o livro naqueles momentos mais importantes e épicos que tanto me marcaram.


  Ainda não vi Shailene Woodley como Tris mas posso vos dizer que como Hazel, ela é perfeita em cada momento, seja no seu sarcamo muito próprio ou nos piores momentos. Já Nat Wolff... Alguém podia pedir um Isaac melhor? Eu não, eu escolhia-o exactamente a ele. Mas a supresa, a grande, foi Ansel Elgort. Muito obrigada por seres o Gus perfeito. Como trio, há uma sintonia fabulosa, como casal, Ansel e Shailene arrebatam-nos por completo. Quanto aos adultos, eu não sabia quem era o actor que dava vida ao Van Houten e quando vi só me deu vontade de rir porque o Willem Defoe foi a escolha certa, sem dúvida. E os pais,  apesar do seu papel tão ausente nos livros quase, aqui conseguiram no meio do brilhantismo das cenas de Gus e Hazel destacarem-se, contudo isto acontece apenas com os pais de Hazel. Já agora, eu estive sempre a espera que o Sam se transformasse... num cão. É muitos anos a vê-lo no
True Blood, mas gostei mais de o ver fora do contexto habitual.

A Culpa é das Estrelas é um filme de emoções, de riso e lágrimas, de instropecção. É um filme lindíssimo para quem leu o livro e para quem não leu. É a adptação perfeita para um dos livros mais importantes desta década.




Picture Puzzle #79


Regras:
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título
Podem consultar a rubrica nos seguintes blogues: Bookeater/Booklover 


Puzzle #1

Pistas: traduzido para português; 




Puzzle #2

 Pistas: traduzido para português;




terça-feira, 17 de junho de 2014

Opinião - Foretold

Título Original: Foretold (#1 Sisters of Fate)
Autor: Rinda Elliot
Editora: Harlequin Teen
Número de Páginas: 310


Sinopse
It is written that three Sisters of Fate have the power
to change the world's destiny.
But only if they survive…

The Lockwood triplets have had the prophecy drummed into their heads since birth. Still, Raven, the eldest of the sisters, can't believe it's really happening. She's the reincarnation of a Norse goddess? One of the sisters is destined to die? When it starts snowing in summer in Florida, the sisters fear the worst has come to pass. Ragnarok, the Norse end of the world, has begun.

Raven finds herself the secret protector of Vanir, a boy with two wolves, a knowledge of Norse magic and a sense of destiny he can't quite explain. He's intense, sexy and equally determined to save her when it becomes clear someone is endangering them. Raven doesn't know if getting closer to him will make a difference in the coming battle, but her heart isn't giving her a choice.

Ahead of the sisters is the possibility of death at the hand of a warrior, death by snow, death by water or death by fire.

Or even from something else…

Sisters of Fate
The prophecy doesn't lie: one is doomed to die.



Biografia
  Rinda Elliott cresceu rodeada de livros e filmes de fantasia, ficção científica e romance, numa família curiosa e apaixonada pela vida, o que motivou o seu interesse por histórias inusuais. Adora fazer vinho, colecionar música e jogar quando não está perdida na sua escrita e sempre tentou separar o seu lado mais negro do outro mais divertido e romântico.

  Estreou-se na publicação o ano passado, depois de muito tempo dedicada à ficção mais curta.

  Foretold é o primeiro volume da sua nova trilogia inspirada na mitologia nórdica, tendo sido publicado este ano.


Opinião
  Ao longo deste ano tenho tido a sorte de encontrar muitas surpresas em livros que me podiam parecer medianos ou não suficientemente bons à primeira vista, e Foretold, a minha estreia com a autora Rinda Elliott, foi mais um desses casos, um livro que quase me poderia ter passado ao lado, mas que acabou por me agarrar desde a primeira página. Uma história viciante e imaginativa, fluída, cheia de humor e acção, este livro fez-me recordar um dos meus livros preferidos, Predestinados, pela capacidade da autora em brincar com a mitologia e, ao mesmo tempo, conseguir manter-se fiel aos mitos originais, encontrando um equilíbrio espantoso entre o que conhecemos e a sua imaginação fértil. Com uma escrita divertida e entusiasmante, Rinda consegue fazer-nos devorar o seu livro enquanto nos arrasta por completo para a sua história.

  O mundo está prestes a acabar, profecias concretizam-se, deuses nórdicos reencarnam em jovens dos nossos dias, numa narrativa rápida, cheia de adrenalina, onde não falta romance e perigo, onde os mitos se entrelaçam com o presente e a normalidade é algo que já ninguém conhece. Sem ser complexo, este livro não deixa de ser intrigante ou viciante, permitindo-nos desfrutar de cada momento da leitura com um prazer crescente, enquanto, criaturas fantásticas aparecem do nada, deuses vivem dentro de nós e somos perseguidos por algo que desconhecemos e tememos. Imaginativo e curioso, equilibrado em momentos de acção e romance, com a dose certa de humor, este é um enredo que traz a mitologia nórdica a um outro patamar, com uma originalidade estranha e espantosamente fiel aos contornos dos mitos.

  Como se não bastasse toda a adrenalina crescente que se vive em cada momento, a autora consegue ainda manter-nos em suspenso quanto ao que se passa com as outras duas protagonistas, conseguindo contar-nos tudo e esconder-nos tudo ao mesmo tempo, já que não temos pleno acesso ao que se passa com as irmãs de Raven. Se neste livro há pistas e personagens importantes, há também muitas peças do puzzle que ainda nos faltam, permitindo-nos apenas adivinhar o que aí virá.

  Para além de tudo isto, esta história tem personagens fáceis de se adorar e com as quais rapidamente criámos uma ligação. Irmã mais velha e responsável, Raven é um misto de força e timidez, com uma personalidade desastrada e um coração do tamanho do mundo enquanto Vanir, irmão mais novo, sensível e forte é um líder debaixo do ar de rapazinho. Juntos são o casal mais fofo à face da terra, protagonizando os momentos mais doces e divertidos do livro, sem que o romance monopolize ou enjoe. Juntando a isto um par de irmãos mais velhos protectores e meio doidos, uma mãe totalmente louca e duas irmãs gémeas completamente diferentes, é de se notar que este livro tem um rol de personagens irresistíveis, e que só tenho pena não tenham um bocadinho mais de profundidade.


  O livro ideal para os fãs de Josephine Angelinni que prefiram a mitologia nórdica, Foretold é uma mistura fantástica de mitologia, aventura e romance, prometendo uma trilogia que irá conquistar facilmente quem a ler.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Diário da Maratona Literária III - Balanço Final


  Depois de uma semana agitada, só nos últimos dias é que consegui ler alguma coisa de jeito, o que levou a um resultado melhor do que esperava mas não tão bom quanto estou habituada. Tenho a sensação que cada vez leio menos nas maratonas, já não tendo o mesmo espírito do início, o que me deixa um pouco triste. Espero que as próximas maratonas me devolvam a energia que costumava ter.

  Durante os primeiros dias andei a passo de caracol a ler Witchfallde Victoria Lamb, uma continuação que esperava adorar mas que teve um início muito lento para o que o primeiro livro me tinha habituado, mas lá a história ganhou fulgor (ou eu energia e tempo) e lá o terminei, dado início a Roma 40 d.C., de Adele Vieri Castellano. Esta segunda leitura foi uma agradável surpresa, tendo me surpreendido bastante. Terminei a maratona quase a terminar Foretold, de Rinda Elliot, outra surpresa que estou a adorar.

  Ora, assim, dos 5 livros (Plano de Leitura) que tinha planeado ler, acabei por ler apenas 3...


Livros Lidos

 Terminado - 428 páginas

 Terminado - 336 páginas

Não terminado - 227 páginas de 310


991 Páginas Lidas

Aquisições Feira do Livro


  Mais uma Feira do Livro que se foi, e as saudades já apertam... Haverá coisa melhor que subir e descer o Parque perdida nas centenas de bancas cheias de livros? Eu continuo a achar que não.

  Este ano fui lá algumas vezes, sempre na Hora H, para fazer compras para mim e para a minha gémea (Adeselna do Illusionary Pleasure). Apenas um sábado a tarde me lá levou para comprar livros para a prima mais nova que diz "a minha biblioteca está desactualizada prima". Ela tem cinco anos, e não faço a mínima ideia onde ela vai buscar estas coisas.

  Comprei menos livros que o ano passado (palmas para mim se faz favor), todos em Hora H, e aproveitei para fazer uma colecção mais difícil de arranjar nas livrarias que eu sei lá o quê. Bem como um clássico que tem de ser tão bom quanto estou a espera.

  Quanto a sessões de autográfos, não consegui ir a nenhuma das que estava a pensar, tirando uma fora da Feira porque já estava a contar que lá houvesse muita confusão, então visitei a Lesley Pearse no Colombo, onde decorreu uma sessão muito curtinha mas que valeu pela simpatia da autora.



Série Percy Jackson: Os Ladrões do Olimpo, O Mar dos Monstros, A Maldição do Titã e A Batalha do Labirinto, Rick Riordan
Por culpa da jen7waters do Cuidado com o Dálmata, passei a ter esta série debaixo de olho (cheguei mesmo a sonhar com ela!), mas como esta série é difícil de se arranjar nas livrarias, aproveitei a Feira do Livro, e agora só me falta o último.  Comprados na Hora H, dois custaram menos do que o preço normal de um. Jen, é bom que adore isto!



Grandes Esperanças, Charles Dickens
Adoro esta história e já devo ter visto quase todas as suas adaptações mas, ironicamente, nunca o li. É desta! 



Podem não ter sido autografados na feira, mas penso que devem constar neste post os meus três "bebés" assinados pela autora Lesley Pearse.


  Aproveito para fazer uma pequena observação: Achei o espaço Porto Editora/ Bertrand pouco organizado e informado, principalmente quando se fala dos livros da chancela Contraponto. Vi o Longo Inverno da Ruta Sepetys no primeiro dia de Hora H e quando fui para o comprar dois dias depois ninguém sabia se ia ser reposto, se tinha lá estado senão, e a verdade é que não houve mais nenhum exemplar deste livro, com muita pena minha. Em comparação, a Europa América não tinha um livro que queria mas dispuseram-se logo a mandar vi-lo e em que dia o poderia ir buscar.

  Quanto ao aumento das bancas de comida... Agradeço e elogio o esforço mas não disfarça o diminuimento de bancas de livros.

domingo, 15 de junho de 2014

Opinião - Roma 40 d.C.

Título Original: Roma 40 d.C. (#1 Roma)
Autor: Adele Vieri Castellano
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 428


Sinopse
O fascínio da Roma antiga ganha vida num romance de tons sedutores e misteriosos.

Roma 40 d. C. Gaio Júlio César Germânico, Calígula, é imperador. Marco Quinto Rufo é o segundo homem mais poderoso de Roma. Lívia Urgulanila tem um passado para esquecer. Ele é um homem endurecido pela floresta germânica, bonito e forte, que não conhece o medo ou limites. Ela é uma aristocrata refinada e arrogante cujo destino já está escrito.
Mas os deuses decidiram de outra forma e quando Rufo a toma para si, não imagina remotamente as consequências do seu gesto. Roma não é uma província onde tudo, incluindo raptar uma mulher, é permitido. E mesmo que o próprio Calígula decida dar-lha, conquistar o coração de Livia irá ser a tarefa mais difícil e temerária que Rufo já empreendeu.
Irá Lívia entregar o seu coração a um homem cruel que não hesita diante de nada?



Biografia
  Aos nove anos, Adele escreveu o seu primeiro conto e decidiu nesse dia o pseudónimo com que viria a assinar os seus livros, escolhendo o nome da da sua bisavó. Nascida em meados dos anos sessenta, italiana, Adele viveu muitos anos em França, mas hoje vive em Milão. Os seus amores são os livros, a escrita e a História Antiga, na qual se inspirou para escrever o seu primeiro livro.

  Roma 40 d.C. foi publicado em 2012 e foi o primeiro romance da autora, iniciando a sua trilogia sobre a Roma Antiga, da qual faz parte uma prequela sobre o protagonista deste livro. Portugal é o primeiro país onde é traduzido.


Opinião
  O mais poderoso Império do Mundo Antigo é o surpreendente palco deste romance, onde os deuses brincam com os fados, provocando paixões inesperadas, ciúmes violentos e desejos intensos. Roma 40 d.C. conquistou-me a atenção desde o primeiro momento em que o vi, mas nunca pensei que esta leitura se revelasse a surpresa fantástica que acabou por ser. Com uma escrita cuidada mas que não deixa de ser intensa e provocadora, Adele Vieri Castellano envolve-nos no ambiente perigoso e intenso da Roma de 40, transportando-nos numa viagem única e apaixonante, de Roma à Cápua, dos bairros pobres ao palácio imperial, do frio ódio ao mais quente dos amores.

  Começa lentamente, esta história sobre destinos, poder e amores, mas facilmente somos envolvidos pelo ambiente, tão cuidado e realista, intrigante e cruelmente belo, que parece levar-nos através do tempo até à Roma das legiões, dos deuses e imperadores que ainda hoje mexe com o nosso imaginário. Com uma narrativa povoada das expressões próprias da época, somos apresentados aos caprichos, às intrigas e ódios de um reinado de terror e promiscuidade, a uma sociedade que se dizia civilizada mas muitas vezes se deixava levar pelos seus instintos mais animais e a um mundo tão requintado e sedutor quanto bárbaro e cruel. Imiscuindo ficção e realidade de uma forma subtil e quase perfeita, apesar de por vezes ser demasiado pausado, este livro seduz-nos aos poucos e poucos.

  Apesar de haver um casal protagonista, são várias as histórias, os amores que nos são contados ao longo destas páginas, desde proibidos a antigos, de inesperados a nascidos do mais completo ódio. Entrelaçados uns nos outros e na narrativa, cada um leva o seu tempo a acontecer, uns mais lentamente que outros, o que nos permite conhecer cada história e personagem tão bem quanto a principal, o que também acabou por provocar, indirectamente, uma menor ligação às personagens, já que não há nenhuma com quem sejamos levados a ter uma relação de quase exclusividade como costuma acontecer nestes romances. Estas relações primam não só pela sensualidade como também pela sinceridade, não existindo pudores ou espaço para vergonhas, o que permite uma total naturalidade não só nos envolvimentos como na forma como as relações e os sentimentos são vistos.

  Mesmo que não tenhamos uma ligação próxima com às personagens de Adele, há algo de atractivo nelas, pelas várias camadas que cada uma parece ter, desde a doce mas sarcástica Lívia ao cruel e apaixonado Marco. Estes, os protagonistas desta história, conquistam-nos pela sua relação de amor – ódio, a que não faltam farpas e beijos, e que vai mudando para algo mais do que desejo e indiferença. Tenho pena que tenha faltado essa ligação, porque como casal, Marco e Lívia têm uma história fora do comum. Quanto às restantes personagens, são interessantes mas gostei principalmente do quão fiel a autora foi às personagens baseadas em figuras históricas, como Calígula, Cláudio e Messalina. Ganha, sem dúvida, pontos por isso.


  Cheio de tentações, e contudo imperfeito, Roma 40 d.C. foi uma surpresa fantástica que me permitiu horas de leitura de puro entretenimento num ambiente poderoso mas pouco explorado, que me deixou desejosa de ler mais livros da autora. 

Opinião - Witchfall

Título Original: Witchfall (#2 The Tudor Witch Trilogy)
Autor: Victoria Lamb
Editora: Harlequin Teen 
Número de Páginas: 336


Sinopse
Her darkest dreams are coming true

In Tudor England, 1555, Meg Lytton has learned how powerful her magick gift can be. But danger surrounds her and her mistress, the outcast Princess Elizabeth. Nowhere is safe in the court of Elizabeth's fanatical sister, Queen Mary. And as the Spanish Inquisition's merciless priests slowly tighten their grip on the court, Meg's very dreams are disturbed by the ever-vengeful witchfinder Marcus Dent.

Even as Meg tries to use her powers to find guidance, something evil arises, impervious to Meg's spells and hungry to control England's fate. As Meg desperately tries to keep her secret betrothed, the Spanish priest Alejandro de Castillo, out of harm's way, caution wars with their forbidden desire. And with her most powerful enemy poised to strike, Meg's only chance is a heartbreaking sacrifice.



Biografia
  Jane Holland nasceu em 1966 no Essex, no meio de uma família de escritores, a mãe era romancista bestseller, o pai biógrafo, algo que iria influenciar a sua vida e a da irmã, que sempre viveram rodeadas de livros e palavras, quer onde nasceram, quer na ilha de Man, onde viriam a crescer.

  Estreou-se na poesia, tendo ganho diversos prémios, mas em 2012 iniciou-se nos romances históricos, o que coincidiu com a sua mudança para Inglaterra, país que a inspirou a escrever neste género. Desde aí, escreve dois livros por ano, um adulto e outro juvenil.


  A sua trilogia juvenil, The Tudor Witch, a qual assina com o pseudónimo Victoria Lamb, verá o seu último volume, Witchrise, ser publicado este Verão. Witchfall é o segundo livro, publicado em 2013, e está apenas publicado em terras de sua Majestade e nos Estados Unidos da América.


Opinião
  Depois de um primeiro volume que superou as minhas expectativas, foi com grande entusiasmo que iniciei o volume seguinte, esperando o mesmo ambiente rico em intrigas e feitiçaria que Witcstruck tinha apresentado. Com uma escrita simples mas cativante, Victoria volta a levar-nos a um passado negro, repleto de ódios e segredos, traições e desejos, sonhos e horrores, onde duas raparigas têm de aceitar o seu destino e vencer os muitos obstáculos que lhes são apresentados. Witchfall faz-nos regressar a uma Inglaterra dominada pela Inquisição e por uma rainha devota, onde as fogueiras ardem com intensidade e a condenação à morte precisa apenas de uma palavra.

  Numa corte temerosa e extremista, para sobreviver é preciso ter cuidado, com cada palavra e gesto, em quem confiámos, o quanto deixámos entrever. Principalmente se formos uma bruxa, aia da meia-irmã odiada da rainha, rodeada de devotos e cruéis padres espanhóis, e o amor do menino prodígio da Inquisição. Apesar deste livro ter uma narrativa mais lenta e pausada que a do anterior, o que provocou alguma demora a entrar na história, Witchfall é mais obscuro e perigoso, com menos momentos de adrenalina mas cenas mais poderosas, que nos fazem arrepiar. O medo é constante, quer pelo ambiente intriguista e destruidor da corte, quer pelo futuro incerto ou por pesadelos demasiado reais, o que leva o leitor a sentir, página a página, o cerco a apertar-se, as dúvidas a acumularem, enquanto algo maléfico espreita e espera nas sombras.

  Espíritos são acordados, maldições descobertas e, pelo caminho tortuoso que segue, Meg está dividida entre o amor e o dever, com a certeza que, seja qual for o caminho, não pode negar quem é nem deixar de resistir aos inimigos, presentes e passados. Isto é uma das coisas que mais gosto nesta trilogia, o facto da relação amorosa não dominar a narrativa nem as acções e pensamentos da protagonista, sendo esta fiel ao que acreditar sem se deixar controlar pelas emoções. A magia é mais restringida neste livro, muito devido ao ambiente de perseguição e temor que se vive, mas mesmo assim fiquei um pouco desiludida, pois o que mais havia gostado nesta trilogia era a protagonista ter plena noção dos seus poderes e do que podia ou não fazer com eles. Neste livro isso não acontece, por várias razões, umas coerentes, outras nem por isso.

 Com novas personagens, umas fictícias, outras caracterizações interessantes de personagens reais como “Bloody” Mary Tudor ou Filipe I de Portugal/ II de Espanha, continuam a ser personagens como Meg, Alejandro, John Dee e Elizabeth Tudor, o grande centro desta trama. A bruxa e a princesa continuam a acompanhar-se nas suas inseguranças, segredos e poder crescente, numa altura em que ambas as suas vidas são ameaçadas e é necessário, mais do que nunca, que cresçam. A relação entre ambas é de altos e baixos mas cresce cada vez mais forte, tal como cada uma delas. A única personagem que pode ter marcado pela negatividade foi mesmo Alejandro, que neste livro estava muito inseguro e só pensava nele.


  Uma continuação menos entusiasmante mas mais forte que o seu antecessor, Witchfall deixa tudo em aberto para o grande final da trilogia, prometendo muitas surpresas.


As minhas Opiniões da Trilogia

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Diário da Maratona Literária - 5º Dia


  E voltei ao raio do meu estado normal... Não podia estar mais feliz!

  Para além de ter ido a sessão de autógrafos da Lesley Pearse, li 254 páginas de um livro e 46 de outro. Aleluia!

  O Roma 40 d.C. está a surpreender-me, nem que seja por a autora se ter esforçado em passar o ambiente romano, bem como as suas expressões. O romance em si é que não começou muito bem e espero que melhore. Entretanto no metro comecei a ler o Foretold e está a ser mais emocionante do que me parecia.


A Ler:

254 de 428 páginas

46 de 310 páginas


Lidos:

336 páginas


636 Páginas Lidas