Título Original: Goddess (#3 Starcrossed)
Autor: Josephine Angelini
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 328
Sinopse
Após libertar por acidente os deuses do seu cativeiro no Olimpo, Helena tem de encontrar uma forma de os voltar a aprisionar, sem dar origem a uma guerra devastadora. Mas os deuses estão zangados.
Para piorar a situação, o Oráculo revela que um tirano diabólico se esconde no seu seio e que fomenta a discórdia entre o grupo outrora sólido de amigos.
Uma conclusão convincente de Josephine Angelini da trilogia Predestinados magistralmente tecida, em que uma deusa se deve elevar acima de tudo e de todos para mudar um destino que foi escrito nas estrelas.
Biografia
Quando a mulher de um agricultor no Massachusetts ficou grávida pela oitava vez, teve a certeza que ia ter um rapaz, tanta certeza que até escolheu o nome para o mais novo rebento da família, Joseph. Só que quando a criança nasceu era uma menina, mais uma para juntar às outras seis que já tinha lá em casa. Assim Josephine cresceu rodeada de mulheres e bem, era a mais nova, a mais baixa e tinha a mania que era esperta, uma combinação de trazer problemas. Mais tarde foi estudar artes cénicas para Nova Iorque com especialização em clássicos e hoje vive em Los Angeles com o marido que escreve guiões mas atenção, ela ainda sabe conduzir um tractor.
Deusa é o último volume da sua primeira trilogia dedicada aos mitos gregos. Publicado em 2013, está traduzido para oito países.
Opinião
Com ousadia e romantismo, Josephine Angelini atreveu-se,
brilhou e superou-se nesta história de deuses e heróis, guerras e amores, recontando
de uma forma deliciosa e preciosa a Guerra de Tróia, onde entrelaçou na
perfeição o mundo moderno com os mitos antigos e a irreverência do nosso tempo
com as crenças de uma civilização perdida. Com Deusa, a autora termina de forma gloriosa e explosiva essa
história, num final capaz de quebrar corações e cortar respirações, um final
agridoce e surpreendente que fecha em beleza uma trilogia arrebatadora como foi
Predestinados.
Ao longo das últimas páginas desta história, somos
arrastados numa aventura vertiginosa, onde o destino, com a sua mão cruel e
imprevista, nos faz reviver o passado trágico, parecendo condenar heróis e
amantes ao mesmo triste fim que, reencarnação atrás de reencarnação teve de
sofrer uma e outra vez. Mas esta é uma geração diferente, uma geração que aprendeu
com os erros e conhece o seu potencial, uma geração nascida da coragem mais
louca e do amor mais indomável, capaz de acreditar que ninguém pode tecer o seu
destino sem ser eles mesmos. Mortais em corpo, deuses em espírito, eles irão
reviver os seus passados, aceitar quem são e reescrever novamente o seu destino,
numa batalha épica da qual recordam cada passo, contra deuses e monstros,
família e amigos, por um futuro longe da danação e onde exista a paz que sempre
almejaram.
Como num anfiteatro que ganha vida, cada personagem se
coloca no tabuleiro revelando a sua verdadeira identidade, quem afinal foram
quando Tróia caiu, se herói, se general, se rei, se princesa ou príncipe. Mas,
esta narrativa, cheia de adrenalina, está repleta de reviravoltas e revelações
inesperadas, que no último momento alteram as regras do jogo, podendo mudar o
que os deuses escreveram há mais de três mil anos numa noite fatídica. Profecias
mal-entendidas, papéis importantes revelados no último momento ou poderes até
aqui secretos, são algumas das surpresas que farão com que o passado possa ser
reescrito mas, como toda a tragédia ou mito grego, os actos têm consequências,
e um final finalmente feliz não poderá deixar de ser agridoce.
Espelhos dos seus passados eus, Helena, Heitor, Lucas,
Oríon, e todos os outros, revivem em glória e beleza os heróis que um dia
foram, sem esquecerem quem esta vida os tornou. Assumindo os seus papéis, mesmo
sabendo o que os reserva, os Rebentos superam-se, excedem-se em poder e,
combinando o semideus e o mortal, finalmente esquecem o medo e acreditam no
futuro.
Deusa termina de
forma épica uma trilogia para a qual tenho demasiadas palavras e sentimentos.
Não consegui nem conseguiria explicar-vos como idolatro Josephine Angelini e
quão extraordinária é esta trilogia, por isso só tenho um conselho. Leiam,
apaixonem-se e revivam a Guerra de Troía neste palco dos nossos dias.
As Minhas Opiniões da Trilogia