domingo, 8 de março de 2015

Opinião - Rubi

Título Original: Rubinrot (#1 Edelstein Trilogie)
Autor: Kerstin Gier
Editora: Contraponto
Número de Páginas: 271


Sinopse
Pertencer a uma família cheia de segredos não é fácil, ou pelo menos é o que pensa Gwendolyn Sheperd, de 16 anos. Até que um dia se vê em Londres do final do século passado e se apercebe de que ela própria é o maior segredo da família. Do que Gwendolyn não se apercebera é que apaixonar-se quando se está presa num tempo diferente não é nada boa ideia. Tudo se pode complicar...


Biografia
  Nasceu em 1966 e é uma autora alemã que começou a publicar livros para adultos em 1996 com sucesso. Mas foi em 2009 quando se estreou no YA com Rubi, que saltou para o reconhecimento mundial. Vai publicar este ano o início de uma nova série, Dream a Little Dream.

  Rubi está traduzido para vinte e quatro línguas.


Opinião
  De vez em quando pegámos num livro e, mesmo antes de o lermos, já temos uma ideia do que nos espera. Achámos que, só pela e capa e pela sinopse, já sabemos exactamente o que vamos encontrar. Só que, por vezes, é nesses embrulhos aparentemente transparentes que se encontram as surpresas mais inesperadas. Rubi é um desses casos. Esperava uma leitura leve e fofinha, e ele é o de facto, mas também é muito mais do que isso. Sociedades secretas, viagens no tempo e segredos de família, são alguns dos ingredientes de um livro que apesar de saber a pouco, deixa o leitor totalmente vidrado nas suas páginas. É com uma capacidade extraordinária que Kerstin Gier tanto nos dá humor como drama, enquanto nos enreda numa trama que, apesar de fluída, é muito mais profunda do que aparenta à primeira vista. 

  Esta história começa tardiamente a revelar-se, mostrando pouco dos segredos e mistérios que a tecem. E estranhamente, é por isso mesmo que é tão viciante. A nossa curiosidade, que cresce de página para página, é alimentada por pistas e mais pistas que encontrámos ora em momentos de silêncios cheios de palavras, olhares entendedores e verdades muito mal contadas, ou mesmo num fantasma, num objecto ou papel amarelecido. Rivalidades entre famílias, amores proibidos, mortes estranhas ou inimigos escondidos, enchem esta narrativa de perigos, como senão faltassem encontros secretíssimos que já são perigosos o suficiente. Mas não só de mistérios perfeitamente tecidos e com o péssimo hábito de não se revelarem nem um bocadinho, é feita esta história. Também não faltam momentos de pura diversão, causados muitas vezes em lugares inesperados. Mas apesar de esta ser uma história leve, conseguimos perceber, mesmo que elas estejam muito escondidas, que há sombras nela, sombras essas que nos fazem antecipar um próximo volume mais perigoso que este. 

  Uma das razões para o sucesso deste livro é as suas personagens, sem dúvida. Entre a melhor amiga de Gwendolyn, a sua família meio louca e os que compõem a sociedade secreta, estamos perante um rol de personagens genialmente concebidas. Caricatas e excêntricas, todas elas contribuem um pouco para a aura humorística e misteriosa desta história. Gwendolyn é uma protagonista com uma voz que nos cativa de imediato. Apesar de por vezes infantil e ingénua para a idade, ela também tem os seus momentos de coragem e inteligência que nos provam que só precisava de sair da redoma em que a enfiaram sem terem noção, para provar que é muito mais do que aparenta. A única personagem de que não gostei tanto foi de Gideon porque ele é um emproado. Espero bem que isso mude. 

  Rubi é um livro demasiado introdutório é verdade, mas também se revelou uma boa surpresa. Pelo menos, deixou-me curiosa o suficiente para em breve partir para a leitura do segundo. Afinal, preciso de saber que raio de segredos e conspirações andam para aqui.

sábado, 7 de março de 2015

Opinião - A Educação de Felicity

Título Original: Refining Felicity (#1 Academia de Etiqueta)
Autor: Marion Chesney
Editora: ASA
Número de Páginas: 240


Sinopse
Numa época em que as mulheres da nobreza só dispõem de duas opções - casar ou esperar que um parente rico morra - as irmãs Tribble não têm sorte nenhuma. Não só ainda não encontraram o amor como, após anos de bajulação a uma intratável tia velha, veem o seu nome apagado do testamento aquando da sua morte.
As românticas Amy e Effie Tribble sonhavam com ricos jantares de carne assada e batalhões de criados aduladores mas agora estão oficialmente na penúria. Ironicamente, é neste cenário desolador que lhes ocorre uma ideia brilhante: colocar a sua educação esmerada ao serviço das jovens mais "difíceis", apresentá-las à sociedade e arranjar-lhes casamento.
Não contavam que a sua primeira cliente fosse Lady Felicity Vane, cuja rebeldia ameaça enlouquecer a sua própria mãe e arruinar o projeto sentimental de Amy e Effie. A jovem prefere caçar com os amigos a pensar em casar. Mal ela sabe que o seu suposto pretendente é o homem que mais a irrita (e que mais irritado se sente por ela). Felicity nunca admitirá que o seu coração treme ao ver Charles Ravenswood, principalmente porque o elegante marquês parece não ter paciência nenhuma para as suas extravagâncias. O clima entre ambos é tão tenso que, se soubessem o que as irmãs planeiam, o resultado seria, no mínimo, desastroso…


Biografia
  Nasceu em 1936 em Glasgow e o seu primeiro emprego foi como vendedora de livros responsável pelo departamento de ficção. Trabalhou em vários jornais e revistas, quer como crítica de cinema, quer como editora de moda ou repórter de crime. Depois de casar mudou-se para os Estados Unidos da América, onde começou a escrever romances históricos para passar mais tempo em casa com o filho.

  Sobre os seus vários pseudónimos, entre eles Marion Chesney, escreveu mais de cem romances históricos até que em 1985 começou a escrever policiais como M.C. Beaton. Acabou por regressar à Grã-Bretanha.

  A Educação de Felicity foi publicado em 1988 e é com que ele que a autora inicia a série Academia de Etiqueta. Esta é a primeira vez que o livro é traduzido.


Opinião
  Numa veia mais tradicional, A Educação de Felicity não é um romance histórico como os que estamos habituados. Inocência e doçura marcam este primeiro volume de Academia de Etiqueta bem como um certo moralismo e conformismo, adequados às convenções da época em que a narrativa se passa, mas que poderá causar estranheza à leitora actual. Existem contudo pequenos primores neste livro que o tornam uma leitura prazenteira a meus olhos, primores esses que não sendo a primeira coisa que procurámos numa leitura deste género, acabam por ter algum encanto. O trunfo de Marion Chesney é, sem qualquer dúvida, a sua escrita afincadamente marcada pelo humor e exagero, capaz de transformar a situação mais banal e desesperada num acontecimento bizarro e extravagante, arrancado-nos gargalhadas do início ao fim. Uma clara homenagem ao ideal do romantismo, esta história pode não ser exactamente o que pensámos mas guarda em si uma excentricidade e rebeldia inesperadas que, estranhamente, fazem um par à altura da etiqueta e moral.

  O romance neste livro não é, lamento informar-vos, nada que vos fará sonhar acordados. Infelizmente, o pecado desta história é aquele que um romance nunca deve ter, um amor nada convincente. Não há momento algum em que acreditemos ou nos sintamos sequer atraídos para o amor de Felicity e Ravenwood, pois até metade da história têm uma aversão completa um pelo outro e, de um momento para o outro estão inacreditavelmente apaixonados. Sem química, faísca ou o que seja. Mas sinceramente, quase que isso é indiferente porque as estrelas deste palco são as irmãs Tribble. Numa sequência imparável de peripécias, planos, asneiras e discussões, as duas solteironas proporcionam-nos momentos de tal hilaridade e extravagância que vão querer devorar as páginas deste livro num instante só para saber o que elas irão preparar a seguir. São Effie e Amy que realmente ganham o nosso carinho numa série de momentos em que tanto nos enlouquecem e divertem como enternecem. São estas duas senhoras que realmente nos fazem acreditar que o amor é possível e é por elas que quase fulminámos o casalinho para ficar junto, mesmo que não acreditemos neles como casal. 

  Felicity não é fácil de gostar. Nem quando é uma menina mimada armada em terrorista nem quando muda radicalmente para uma sedutora inocente e apaixonada. Algo que me entristece porque há algo nela que apela à nossa compreensão mas perde-se algures nas suas maldades e na mudança brusca de carácter causada pelo amor. Já Ravenwood, aborrece-me de morte que ele tenha um coração algures mas que quando se trata da Felicity o senhor pareça-me uma máquina de futilidades. Vale-nos as terríveis e amorosas irmãs Tribble, que com as suas personalidades opostas mas igualmente berrantes, fazem um par invencível. Effie que ainda se acha uma sedutora e segue a etiqueta à risca e Amy, bruta e directa demais para as convenções, parecem umas educadoras improváveis mas acabam por nos provar que na delicadeza de Effie se esconde uma mão de ferro e na indiscrição de Amy muita ternura. 

  A Educação de Felicity é uma leitura que recomendo apesar das suas falhas pois não quero negar a nenhum de vós a oportunidade de conhecerem as irmãs Tribble. Garanto-vos que só por isso, já vale a pena lerem este livro.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Opinião - Percy Jackson e o Mar dos Monstros

Título Original: The Sea of Monsters (#2 Percy Jackson)
Autor: Rick Riordan
Editora: Casa das Letras
Número de Páginas: 249


Sinopse
O ano de Percy Jackson foi surpreendentemente calmo. Nenhum monstro se atreveu a colocar os pés no campus da sua escola em Nova Iorque. Mas quando um inocente jogo do mata entre Percy e seus colegas se transforma numa disputa mortal contra um grupo de gigantes canibais, as coisas ficam... digamos, complicadas. E a inesperada chegada da sua amiga Annabeth traz mais más noticias: as fronteiras mágicas que protegem a Colónia dos Mestiços foram envenenadas por um inimigo misterioso e, a menos que encontrem uma cura, o único porto seguro dos semideuses tem os seus dias contados. Nesta emocionante e divertida continuação da série iniciada com Os Ladrões do Olimpo, Percy e seus amigos precisam se aventurar no mar dos Monstros para salvar a Colónia dos Mestiços. Antes, porém, o nosso herói descobrirá um chocante mistério sobre sua família — algo que o fará questionar se ser filho de Posídon é uma honra ou simplesmente uma piada de mau gosto.


Biografia
  Nascido numa família de artistas e professores, Rick Riordan queria ser guitarrista mas acabou por mudar de ideias e formar-se em Inglês e História, tornando-se professor, também. Na juventude metia-se em sarilhos, como criar um jornal a gozar com a escola, o que lhe valeu a equipa de futebol lançar-lhe ovos ao carro. O primeiro livro que leu foi O Senhor dos Anéis, que deve ter lido umas dez vezes. Gosta de mitologia, grega e nórdica, desde que estava na escola básica e tentou publicar o seu primeiro livro aos 13 anos. Não conseguiu. Mas em 1997 publicou o seu primeiro livro, o início da sua série de mistério Tres Navarre. O seu primeiro trabalho foi como director de música num campo de férias, o que o viria a inspirar mais tarde para a sua famosa série, Percy Jackson. Gosta de ler, nadar, tocar guitarra e viajar com a família e desistiu de ensinar mitologia para escrever sobre ela.

O Mar dos Monstros é o segundo livro da série Percy Jackson e foi publicado em 2006. Está traduzido para vinte e sete línguas.


Opinião
  Depois de me ter atrevido a entrar nas aventuras de Percy Jackson e ter descoberto o que andava a perder, Mar dos Monstros era uma leitura obrigatória e, dificilmente, resistível. Excusado será dizer que Rick Riordan não desilude e, mais uma vez, comprova a razão do seu sucesso com um livro que, apesar de não ter um enredo tão interessante quanto o primeiro, mantém as doses de adrenalina e acção que tornam esta série tão viciante quanto o raio de uma tablete de chocolate. Com humor e originalidade, o autor volta a dar-nos uma visão refrescante e moderna dos mitos, neste caso das desventuras de Ulisses, mantendo a essência da lenda enquanto os novos heróis desbravam caminhos só percorridos por pessoal muito corajoso. Ou muito doido. Algo que definitivamente Percy e os seus amigos partilham com os heróis antigos. Desta vez, em pleno mar aberto, os filhos dos deuses têm uma missão quase impossível pela frente e, apesar dos perigos, é garantido que diversão e impertinência não faltarão.

  Confesso, não sou uma fã de Ulisses, daí que quando me apercebi do rumo deste livro tenha ficado um pouco de pé atrás. Claro que eu me tinha esquecido da dose exagerada de espertice de Percy e Annabeth, porque com estes dois, ciclopes, Circe, as sereias e outras coisas, são muito mais entusiasmantes do que foram com o tipo que teve a ideia do maldito cavalo. Mas não menos assustadoras, verdade seja dita. Apesar de deste vez o autor ter-se cingido mais aos acontecimentos mitológicos e, daí que o enredo deste livro não tenha sido tão bom quanto o do seu antecessor, a verdade é que existem vários factores novos e pequenas alterações que ajudaram a manter a originalidade que tanto me havia cativado. Não sei como, mas novamente temos uma narrativa empolgante e viciante, cheia de reviravoltas, algumas não tão surpreendentes quanto outras, onde não faltam lutas, planos malucos mas geniais, piadas sarcásticas e alguma ternura algo inesperada. E depois como senão bastasse toda a correria em alto mar com o tempo muito apertadinho, ainda temos aquele final que promete, oh se promete, um próximo volume algo problemático. Ou muito giro. Não sei, só sei que preciso de o ler.

  O nosso Percy continua na mesma. Sarcástico, impertinente, adorável, essas coisas. Mas desta vez senti mais a sua necessidade de atenção e de agradar ao pai, o que me fez ter vontade de bater no Posídon porque o filho dele foi um herói em todo este livro, demonstrando que apesar de ser um miúdo já tem quase tudo o que um herói precisa de ter e o tipo nem uma carta decente lhe escreve. Como senão bastasse o mistério todo à volta de uma certa profecia que ainda vai dar asneira. A Annabeth continua a menina esperta e corajosa que adorei mas também nela senti alguma fraqueza, afinal por mais fortes que sejamos, um dia temos de aceitar que nem sempre podemos ter tudo o que queremos. Em princípio. Em compensação de termos um Groover muito ausente, mas cujas aparições foram sempre de meter dó e morrer a rir, conhecemos o Tyson, que é muito adorável. Espero que volte a aparecer nalgum dos próximos volumes.

  Mar dos Monstros pode não ter o factor surpresa do livro anterior, mas não é por isso que nos diverte menos. Com uma boa dose de humor e aventura, deixa o leitor empolgado para o que aí vem, isso é garantido.


As minhas Opiniões da Série

quinta-feira, 5 de março de 2015

Passatempo *Cress*

  Com o apoio da Planeta Manuscrito, trago-vos a oportunidade de ganharem um exemplar de Cress, o mais recente livro de As Crónicas Lunares publicado em terras lusas, e muito aguardado por mim.

 Para se habilitarem a ganhar o livro, têm de ser obrigatoriamente seguidores do blogue, seja qual for o meio, responderem acertadamente às questões colocadas abaixo e devem ter em atenção as regras de participação. O sorteio será feito aleatoriamente pelo random.org. 

    As respostas podem ser encontradas aqui.


Regras de Participação:

1. Passatempo válido até 23h59 do dia 19 de Março de 2015.

2. Só é possível uma participação por pessoa e email.

3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

4. O vencedor será sorteado aleatoriamente através do random.org e será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado aqui no blogue.

5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.

6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.



Tentações: Uma Nova Esperança [Topseller]

Já na sua livraria



Título: Uma Nova Esperança
Título Original: Losing Hope (#2 Hopeless)
Autor: Colleen Hoover
Editora: Topseller
Número de Páginas: 304
Preço: €17.69



*Colleen Hoover*
  A autora norte-americana, que antes de se tornar escritora a tempo inteiro vivia numa rulote, ganhava 9 dólares por hora e publicava e-books por carolice, comoveu muitas leitoras com os dez livros que escreveu, incluindo Um Caso Perdido (Hopeless), publicado em Portugal, em 2014, pela Topseller.

  Colleen cresceu numa quinta, no Texas, casou-se aos 20 anos e tirou uma licenciatura em Serviço Social. Trabalhou nos Serviços de Proteção a Crianças, antes de voltar aos estudos para concluir a sua formação em Educação Especial e Nutrição Infantil. Vive com o marido e os três filhos à beira de um lago no Texas.



Uma Nova Esperança
Sinopse:  Holder é um adolescente em busca da sua melhor amiga, Hope, a quem voltou costas um dia, há treze anos. O mesmo dia em que ela foi raptada e levada para sempre. Quando uma tragédia envolve a irmã gémea de Holder, Less, a necessidade de encontrar Hope torna-se mais forte do que nunca. Holder sente-se diariamente perseguido por fortes sentimentos de culpa, e os remorsos que sente por não ter conseguido ajudar nem a sua irmã, nem Hope, são devastadores.

Quando um dia, inesperadamente, se cruza com uma rapariga que se parece com Hope, Holder vai fazer tudo para se aproximar dela a fim de reencontrar a paz de que tanto necessita. Mas porque insiste Hope em dizer que se chama Sky e que não o conhece? E, por outro lado, porque sente Holder que esta rapariga, que o rejeita e se tenta afastar, precisa tanto dele quanto ele precisa dela?

Uma Nova Esperança (Hope) narra pela voz de Holder um reencontro que trará memórias há muito esquecidas e que revelará verdades que poderão doer demasiado. Para alcançarem a paz e a felicidade, Holder e Hope terão de encarar a mais dolorosa e íntima das memórias. Conseguirão ambos traçar um caminho juntos após desenterrarem um passado tão difícil? E será o amor de Hope a chave para uma nova esperança na vida de Holder?







Uma Tentação Porque...
Gostei muito do primeiro livro e, apesar de não ser fã de ler a mesma história recontada a outra vez, neste caso tenho alguma curiosidade.


quarta-feira, 4 de março de 2015

Opinião - Gata Branca

Título Original: White Cat (#1 The Curse Workers)
Autor: Holly Black
Editora: Presença
Número de Páginas: 268


Sinopse
Cassel Sharpe é um jovem de 17 anos que deseja ter uma vida normal. Mas quando se nasce numa família com uma forte tradição em manipulação de maldições a normalidade não é algo fácil de alcançar. Cassel vive ensombrado pela ameaça de, a qualquer momento, os poderes maléficos que correm na sua família se manifestarem também em si.

Por diversas vezes, a sua vida é posta em risco quando, em sucessivos episódios de sonambulismo, passeia pelos telhados do colégio interno que frequenta. De volta a casa, torna-se cada vez mais claro para Cassel que um tenebroso segredo familiar ameaça destruí-lo. Desejoso de perceber quem realmente é, o jovem inicia uma cruzada de autodescoberta que o leva a enfrentar perigos cada vez maiores.

Holly Black, autora da série bestseller As Crónicas de Spiderwick, traz-nos uma narrativa fascinante que abre um novo capítulo neste género literário, o thriller noire.


Biografia
  Holly Black cresceu numa decrépita mansão vitoriana e a mãe colocou-a numa dieta rigorosa de histórias de fantasmas e contos de fadas. Fica assim explicado a sua colecção de livros antigos de folclore, as bonecas assustadoras, os chapéus excêntricos e o facto de escrever livros de fantasia.

  Em 2002 escreveu o seu primeiro livro, Tithe, mas foi com as Crónicas de Spiderwick que ficou conhecida.

  Gata Branca foi publicado em 2010 e está traduzido para onze línguas.


Opinião
  Apesar de ter lido As Crónicas de Spiderwick há uns anos, a verdade é que foi série que não me deixou grandes recordações, ao contrário de tantos outros livros que li na mesma altura. Por isso não parti para a leitura de Gata Branca com as expectativas muito altas, e ainda bem, porque acabou por se revelar um livro bem mais interessante do que estava à espera. Holly Black tem uma escrita que me agrada. Sorumbática e sombria mas também com uma grande dose de ironia e humor, que facilmente nos cativa, e contribui bastante para a aura de excentricidade, estranheza e perigo que rodeia a história. Um livro que homenageia e, ao mesmo que tempo, nos dá um retrato caricato dos ardis da máfia, com certas parecenças com Ocean’s Eleven, sem ser excepcional, é contudo uma história repleta de magia e vigarices que nos prende do início ao fim.

  O início é lento e pouco revelador, dando-nos a impressão que não encontraremos grandes surpresas pelo caminho mas, rapidamente, nos apercebemos que estamos enganados. Afinal, esta é uma narrativa sobre manipulações e mentiras, ambição e azar, em que cada elemento está intricadamente ligado a outro, e tal como uma matrioska ao ser revelada, os segredos desta história apanham-nos de surpresa, dando uma novo e inesperado rumo ao enredo. Aparentemente simples, este mundo sombrio está cheio de perigos, seduções e jogos, que pouco a pouco, nos demonstram que pouco ou nada sabemos sobre o que se está a desenrolar a nossa frente. Não que isso lhe retire o encanto, pelo contrário, pois obriga-nos a ler página atrás de página com um certo desespero para saber o que acontecerá a seguir. Mas não agoira a seu favor a forma abrupta e pouco esclarecedora com que o mundo nos é apresentado, infelizmente. Compreendo a aura de mistério em redor da história mas gostava de ter sido apresentada convenientemente à magia que aqui impera pois ela não é simples de todo.

  As personagens não são simpáticas, tirando uma ou outra. São sim enganadoras, misteriosas, assustadoras por vezes. Cassel, o protagonista é tudo isso, mas ganha pela sua total e aberta honestidade. Ele sabe o que é e que não vai mudar. Aceita o seu mundo e a sua família, mesmo que por vezes não goste deles. Não é um herói que vai mudar o mundo, mas é um rapaz que compreende o que o rodeia e que sabe que é preciso saber as regras para as quebrar. E se ele as quebra. É um vigarista e adora sê-lo, e nós não nos importamos nada com isso. Entre a família doida em que nasceu, a máfia e os colegas da escola, temos uma miríade de personagens, e cada uma delas tem um papel a desempenhar.

  Gata Branca é um livro a ler se é fã de vigarices bem conseguidas, tramas que não são o que parecem e se tem um certo gosto por personagens que adoram ser más.

Tentações: Cress [Planeta Manuscrito]

A autora best-seller do The New York Times regressa agora com o terceiro livro da série Crónicas Lunares, uma moderna distopia baseada nos contos de fadas clássicos.



Título: Cress
Título Original: Cress (#3 Crónicas Lunares)
Autor: Marissa Meyer
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 504
Preço: €21.95



*Marissa Meyer*
Vive em Tacoma, Washington, na companhia do marido e de dois gatos.
É fã de coisas bizarras, como Sailor Moon ou Firefly e organiza a biblioteca por cores.
Desde criança que é apaixonada por contos de fadas, um mundo que não tenciona abandonar. Pode ser que seja cyborg, ou talvez não.
Cinder é o seu primeiro romance.



Cress
Sinopse: Neste terceiro livro de Marissa Meyer, Cinder e o capitão Thorne estão escondidos com Scarlet e Wolf. Juntos, conspiram para derrubar a rainha Levana e impedir o seu exército de invadir a Terra.

A sua melhor esperança é Cress, uma jovem presa num satélite desde a infância e que apenas tem os netscreens como companhia. Todo este tempo passado a olhar para os ecrãs fez dela uma excelente hacker.

Mas infelizmente, é obrigada a trabalhar para a rainha Levana, e recebeu ordens para localizar Cinder e o seu bonito cúmplice.
Quando o ousado resgate de Cress corre mal, o grupo desmembra-se. Cress obtém por fim a liberdade, mas com um preço mais elevado do que jamais pensou.

Entretanto, a rainha Levana não vai deixar nada impedir o seu casamento com o imperador Kai. Cress, Scarlet, e Cinder podem não ter sido designadas para salvar o mundo, mas são a única esperança do mundo.



Uma Tentação Porque...
As Crónicas Lunares é uma das minhas séries preferidas e eu sofri um ano à espera deste livro. Um ano!!! Mas não interessa nada, só interessa que a Marissa é um génio.



Os outros livros da série


terça-feira, 3 de março de 2015

Resultado Passatempo São Valentim com a Quinta Essência

Com o apoio da parceira Quinta Essência, tinha para vos oferecer um exemplar do último livro de Nicole Jordan, O Prazer.

  Ora, com a ajuda do random.org, das 121 participações válidas, o número escolhido foi...


48. Claúdia (...) Figueira, Montijo


 Muitos Parabéns à vencedora, a qual já contactei por email, que irá receber em casa este livrinho!

domingo, 1 de março de 2015

Aquisições&Leituras *Fevereiro*

  Não, eu não me portei bem este mês. Li pouco, comprei muitos livros, escrevi poucas opiniões... Poderia dizer-se "que desgraça!". Mas sabem que mais? A maior parte do que li foi muito bom, os livros que comprei são lindos e muitos deles estavam na minha wish à séculos, por isso não me apetece stressar este mês. Aliás, não tenho nada que stressar. 

  Bolas, li a Rainbow pela primeira vez, tive coragem de me torturar a ler a sequela do Throne of Glass, descobri a melhor adaptação de sempre do Robin dos Bosques e ainda descobri o meu favorito da Quinn ao lado de A Grande Revelação. Nem as duas desilusões literárias que tive me conseguem tirar o bom humor. Como é que não posso estar feliz?



Aquisições

 
Entre o Agora e o Sempre, J.A. Redmerski
O Miniaturista, Jessie Burton
Últimos Ritos, Hannah Kent
Depois de ter lido Entre o Agora e o Nunca e ter adorado, não podia resistir à sua sequela, a qual estou ansiosa por ler. Mas, sendo sincera, acho que ainda estou mais entusiasmada para ler os dois livrinhos ao lado. Têm mesmo a minha cara!

 A Educação de Felicity, Marion Chesney
A Bela e o Vilão, Julia Quinn - Opinião
A parceira ASA faz-me mesmo feliz quando toca a romances históricos, principalmente quando um deles é da minha adorada Julia Quinn. A Bela e o Vilão revelou-se um dos meus favoritos da série e estou ansiosa por ler o A Educação de Felicity que vai ser a primeira leitura de Março.

 A Cada Dia, David Levithan - Opinião
Gata Branca, Holly Black
Oferta da Topseller, o livro de Levithan , um dos mais esperados por mim este mês, acabou por se revelar uma desilusão, infelizmente. Já o Gata Branca, que ganhei num passatempo no blogue Algodão Doce para o Cérebro (obrigada meninas *.*) acabou por ser uma surpresa pelo lado positivo.

 The Duff, Kody Keplinger
Code Name Verity, Elizabeth Wein
The Pirate's Wish, Cassandra Rose Clarke
O The Duff veio para casa para ser lido antes do filme estrear, uma excelente desculpa para ler algo que tenho debaixo de olho há bastante tempo. Já o Code Name Verity tem me sido sugerido muito insistentemente pela menina do costume e desta vez ela lá me convenceu. E, claro, tinha de mandar vir a sequela do The Assassin's Curse antes que desaparecesse do mapa!

 Invaded, Melissa Landers
The Sin Eater's Daughter, Melinda Salisbury
Prisoner of Night and Fog, Anne Blankman
Sequela do meu querido Alienated, o Invaded era compra obrigatória, obviamente. Só espero que corresponda às expectativas. O Prisoner of Night and Fog é outra sugestão da menina acima referida (ela sabe quem é) e um livrinho que tinha debaixo de olho já antes de ter saído. Obviamente, a maluquinha da fantasia não podia deixar de lado este debut com uma capa linda de morrer e uma sinopse de se chorar por mais. Falo claro do menino bonito do meio, The Sin Eater's Daughter.

Red Queen, Victoria Aveyard
The Assassin's Blade, Sarah J. Maas
E para terminar em beleza as aquisições deste mês, nada mais nada menos que Red Queen e o livro de short stories da minha adorada Sarah J. Maas. O primeiro é um livro que estou a morrer para ler desde... Bem há muito tempo. É aquele livro que se eu não amar até a morte, vou ser infeliz para o resto da vida. O que não acontecerá com o The Assassin's Blade porque esse eu tenho a certeza ABSOLUTA que vou amar. É a Sarah, basta isso.



E as caixas das bolachas!!




O Melhor do Mês
Pois... Eu sei que estou sempre a fazer batota mas eu não consigo escolher entre estes três. Não consigo. É impossível.


P.S. Fui-me esquecendo da minha Quinn!!


Acabei de me aperceber que sou mesmo uma desgraça... Mas em minha defesa, não tenho culpa se me têm calhado coisas boas na rifa (maioritariamente claro).



O Pior do Mês
Também aqui terá de haver partilha porque ambos os livros foram grandes desilusões, até porque esperava muito, muito mais deles.





As Outras Opiniões...

Um conto curto infelizmente pois está muito bem conseguido e fiquei com vontade de ler mais.



E...
Resultados dos Passatempos Aniversário I, Aniversário II e São Valentim com a Planeta

A Rainha Manda... *The Assassin's Curse*



Próximas Opiniões

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Opinião - Scarlet

Título Original: Scarlet (#1 Scarlet)
Autor: A.C. Gaughen
Editora: Walker&Co.
Número de Páginas: 292


Sinopse
Many readers know the tale of Robin Hood, but they will be swept away by this new version full of action, secrets, and romance. 

Posing as one of Robin Hood’s thieves to avoid the wrath of the evil Thief Taker Lord Gisbourne, Scarlet has kept her identity secret from all of Nottinghamshire. Only the Hood and his band know the truth: the agile thief posing as a whip of a boy is actually a fearless young woman with a secret past. Helping the people of Nottingham outwit the corrupt Sheriff of Nottingham could cost Scarlet her life as Gisbourne closes in.

It’s only her fierce loyalty to Robin—whose quick smiles and sharp temper have the rare power to unsettle her—that keeps Scarlet going and makes this fight worth dying for.


Biografia
  A.C. Gaughen é uma noctívaga que continua apaixonada pela Escócia mesmo depois de ter regressado a Boston e que quer ser escritora desde que andava na creche.

  Adora História e ladrões, daí a paixãozinha secreta que tem por Robin Hood. Não é de espantar que o seu primeiro livro seja um retelling do mesmo.

  Scarlet foi publicado em 2012 e foi nomeado para o YALSA Teen’ Top Ten. Não está traduzido em qualquer língua.


Opinião
  O meu fascínio por Robin Hood é antigo, tão antigo que nem sei precisar o momento em que me apaixonei pela história do bandido que roubava aos ricos para dar aos pobres. Contudo, sempre me faltou algo na história: uma presença feminina que fizesse par com os rapazes do bando. Não, não sou fã da Lady Marian e, talvez por isso, Scarlet soava-me como um canto de sereia. Talvez por isso, se tenha revelado, numa centena de adaptações, aquela que me conquistou o coração. A.C. Gaughen não reconta apenas a história quase fielmente como ainda consegue dar-lhe um certo charme, uma certa feminilidade que nos faz querer, não ser uma dama em perigo, mas a moça do bando. Com uma escrita que evoca outros tempos, arcaica mesmo, e que espantosamente tem um certo encanto, a autora leva-nos de volta a Sherwood mas, desta vez, num tom feminista que é uma lufada de ar fresco numa história onde os rapazes dominavam.

  Esta podia ser uma adaptação como as outras. Afinal, a história não foge daquela que é a alma das aventuras de Robin Hood. Roubar aos ricos, dar aos pobres, irritar, fugir e enganar o xerife. O que torna então este livro diferente? Scarlet, obviamente. Detentora de um passado complicado e muito bem escondido, Scarlet é o elemento que proporciona as grandes surpresas numa história que mantém a alma da lenda mas à qual a autora conseguiu adicionar algumas reviravoltas e momentos que nos proporcionam algo bem diferente do que conhecemos. É aliás espantosa a sensação que temos ao longo da leitura, pois nuns momentos parece que sabemos exactamente o que vai acontecer e depois a história, ou a Scarlet, trocam-nos as voltas completamente. E, sinceramente, isso não a torna nem um bocadinho aborrecida, bem pelo contrário, já que nos dá algo novo e inesperado. A narrativa está cheia de acção, suspense e romance, fazendo-nos devorar as páginas sem darmos conta, para além de que, a voz pragmática e impulsiva da Scarlet é absolutamente deliciosa, mesmo nos seus momentos mais casmurros.

  É esse tom feminino, aliás esta personagem absolutamente fenomenal, que tornam este livro a caixinha de surpresas que é. Scarlet é uma personagem complexa, cheia de camadas que vamos descobrindo ao longo do enredo. Impetuosa, teimosa, leal até ao tutano, inteligente e apaixonada, é a miúda perfeita para meter os rapazes na linha. Mas, bem escondida lá no fundo, há uma fragilidade nela que nos faz querer protege-la… mesmo que ela nos atirasse uma faca por isso. E, claro que não podia deixar de vos falar dos rapazes. Aliás, a cereja no topo do bolo que é este livro são as personagens, sem dúvida alguma. Robin Hood é exactamente o que esperava. Misterioso, honrado, um bom líder mas que pelo meio tem momentos com péssimo timing que eu lhe vou perdoar só porque ele é um bom rapaz com uma consciência demasiado grande para alguém ter. Já o Little John, gostei de o ver nesta versão mais namoradeira e convencida mas continuo a querer bater-lhe pelo que fez no fim. E depois temos o Much, que deve ser a única pessoa sã e sensata no bando, graças a todos os santinhos. Quanto aos vilões, deixem-me dizer que o Gisbourne é arrepiante. Completamente assustador.

  A verdade é que eu adorei o Scarlet. Cada bocadinho dele. É, finalmente, uma adaptação do Robin Hood em que me sinto completamente satisfeita. Mal posso esperar para pôr as mãos em cima da sequela.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Opinião - A Bela e o Vilão

Título Original: When We Was Wicked (#6 Bridgertons)
Autor: Julia Quinn
Editora: ASA
Número de Páginas: 352


Sinopse
Libertino. Devasso. Debochado. Três adjetivos que podiam descrever Michael Stirling na perfeição. Bem conhecido nas festas londrinas, quer desempenhasse o papel de sedutor ou o papel de seduzido, uma coisa era certa: nunca entregava o coração. Ele teria até acrescentado a palavra “pecador” ao seu cartão de visita se não achasse que isso mataria a pobre mãe.

Mas ninguém é imune ao amor. Quando a seta de cupido atinge Michael, dá início a uma longa e tortuosa paixão – pois o alvo dos seus afetos, Francesca Bridgerton, tem casamento marcado com o seu primo. 

Mas isso foi antes. Agora, Francesca está novamente livre. Infelizmente, ela vê Michael apenas como um ombro amigo – até à fatídica noite em que lhe cai inocentemente nos braços, e a paixão se revela mais poderosa e intensa do que o mais perverso dos segredos… 


Biografia
  Nasceu Julia Cotler e devia ter sido médica, mas Amanda Quick e Ben&Jerry’s alteraram para sempre a vida desta senhora. Comparada à Jane Austen, considerada uma das melhores autoras de romance histórico da actualidade, Julia Quinn foi a mais jovem escritora a entrar no Romance Writers of America Hall of Fame, venceu três vezes o RITA Award e há vinte anos que nos encanta com os seus romances.

  Autora de sete séries, dois livros em conjunto com outras autoras e do comentário à nova edição de Mansfield Park da Signet Classics, Julia dedica todos os seus livros ao marido e só escreverá romances contemporâneos se os históricos não ficarem em segundo plano. Só cometeu dois erros nos seus livros: trocou a cor dos olhos de uma personagem em três livros e descasou uma personagem já casada no final de outro. Mesmo assim, nós, os fãs, adorámo-la incondicionalmente principalmente agora que parece que ela vai regressar aos irmãos Bridgerton.

  A Bela e o Vilão é o sexto livro da série Bridgertons e foi publicado em 2004. Venceu um prémio e está traduzido para onze línguas.


Opinião
  Por vezes, com um subtil mas delicioso tom mordaz, outras com uma doçura capaz de derreter a alma menos crente, Julia Quinn conquista-nos sempre, uma e outra vez, sem qualquer piedade. Com histórias tecidas em charme e romantismo, arranca-nos gargalhadas e suspiros, faz-nos corar ou soltar uma lágrima. Surpreende-nos sempre e o sorriso sonhador é impossível de se desfazer muito depois de lida a última página. Mas, uma das razões deste feitiço sem cura, é que cada um dos seus livros tem uma aura que o destaca dos demais, tornando cada um numa preciosa jóia, dificultando-nos a escolha de um preferido. Contudo, confesso que este A Bela e o Vilão tem para mim um certo brilho que o coloca num lugar especial. Talvez por ser aquele que é feito da mesma matéria que os sonhos. Não uns quaisquer, atenção. Mas aqueles inconfessáveis e docemente guardados numa gaveta, envoltos em seda e fechados pela chave que trazemos junto ao peito. Aqueles que nos mantém vivos e destruem bocadinho a bocadinho. Os que realizados, são o conto de fadas de cada um de nós. 

  Imaginem perder o nosso primeiro amor, o rapaz com quem crescemos e chamámos irmão, o nosso único filho. Imaginem perdê-lo inesperadamente e demasiado cedo, sem qualquer explicação ou motivo. É desta forma que esta história começa, no meio de um sofrimento sem palavras, de uma desolação que parece durar para sempre, de uma culpa que não existe mas que não nos liberta. De uma forma tocante e emotiva, vivemos essa dor, as suas expressões e consequências, e aprendemos que, não só temos de as valorizar e recordar, como também que não podemos viver à sua sombra para sempre. Afinal, esta é uma história sobre segundas oportunidades, raras e valiosas, que aparecem sem as querermos ou pedirmos. É sobre realizar e criar novos sonhos. É sobre encontrar a felicidade e vivê-la em vez de nos escondermos nas sombras e no passado que não volta. 

  Francesca e Michael exasperam-nos. São teimosos como mulas, honrados e estão completamente perdidos na culpa e no sofrimento, bem como no desejo de terem algo que nunca acreditaram ser possível. Mas também comovem-nos, desarmam-nos com a sua solidão e o apego às recordações. Talvez seja por isso que, ao vê-los passar de uma amizade descontraída e confortável para uma paixão avassaladora, desejemos que encontrem o seu final feliz um com o outro. Através de um enredo terno e pecaminoso, assistimos aos seus planos desesperados e desastrados, a uma sedução tão maquiavélica quanto romântica, às discussões tontas nas quais o importante fica por dizer. Vemos o mais improvável e intenso dos amores nascer entre dois amigos, duas almas gémeas que se negaram até não puderem mais. E ficámos completamente rendidos à intensidade dos seus sentimentos, à forma como, apesar de colocarem a si próprios todos os obstáculos, acabam por os ultrapassar. 

  Contudo, o caminho é longo e tortuoso, muito por culpa das personalidades fortes dos nossos protagonistas, e da sua tendência para não verem o que está a sua frente, o que os leva a uma intricada e escandalosa sedução, muito mais fácil de realizar do que confessarem o que sentem um pelo outro, pelos vistos. Isso levará a uma série de peripécias e mal-entendidos, bem como conspirações muito atabalhoadas e declarações impensadas, que nos proporcionam não só momentos feitos de doçura como da mais pura diversão. Vale-nos a presença metediça mas sábia de alguns elementos da família Bridgerton, dos inconvenientes pretendentes e das desesperadas debutantes e respectivas mães, que sem se aperceberem ou de uma forma muito perspicaz, acabam por atirar o casal para os braços um do outro de uma forma rápida e certeira. 

  A Bela e o Vilão é o mais trágico dos livros desta série. O mais devasso. E aquele que acarreta a maior das esperanças e o mais impossível dos sonhos. Diferente de todos os outros, único na sua essência e feitio, este livro é para mim aquele onde Julia Quinn mais me surpreende e enternece, tornando-se num incontestável favorito.


As Minhas Opiniões da Série

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Resultado Passatempo São Valentim com a Planeta

Com o apoio da parceira Planeta Manuscrito, tinha para oferecer a um vencedor dois livros, Sedução nas Terras Altas e Quando Tu eras Meu

  Ora, com a ajuda do random.org, das 198 participações válidas, o número escolhido foi...


190. Cristina (...) Lima, Gondomar


 Muitos Parabéns à vencedora, a qual já contactei por email, que irá receber em casa este livrinho!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Tentações: A Educação de Felicity [ASA]

A partir de hoje na sua livraria Leya



Título: A Educação de Felicity
Título Original: Refining Felicity (#1 Academia de Etiqueta)
Autor: Marion Chesney
Editora: ASA
Número de Páginas: 240
Preço: €15.50
ISBN: 9789892330167



*Marion Chesney*
(Também conhecida pelo pseudónimo M.C. Beaton) nasceu na Escócia. Autora de uma vasta obra que se divide em romances de época e livros policiais, é uma das escritoras mais queridas dos leitores britânicos. Divide o seu tempo entre uma pequena vila nas Cotswolds e Paris.



A Educação de Felicity
Sinopse: Numa época em que as mulheres da nobreza só dispõem de duas opções – casar ou esperar que um parente rico morra – as irmãs Tribble não têm sorte nenhuma. Não só ainda não encontraram o amor como, após anos de bajulação a uma intratável tia velha, veem o seu nome apagado do testamento aquando da sua morte.As românticas Amy e Effie Tribble sonhavam com ricos jantares de carne assada e batalhões de criados aduladores mas agora estão oficialmente na penúria. Ironicamente, é neste cenário desolador que lhes ocorre uma ideia brilhante: colocar a sua educação esmerada ao serviço das jovens mais “difíceis”, apresentá-las à sociedade e arranjar-lhes casamento. 
Não contavam que a sua primeira cliente fosse Lady Felicity Vane, cuja rebeldia ameaça enlouquecer a sua própria mãe e arruinar o projeto sentimental de Amy e Effie. A jovem prefere caçar com os amigos a pensar em casar. Mal ela sabe que o seu suposto pretendente é o homem que mais a irrita (e que mais irritado se sente por ela). Felicity nunca admitirá que o seu coração treme ao ver Charles Ravenswood, principalmente porque o elegante marquês parece não ter paciência nenhuma para as suas extravagâncias. O clima entre ambos é tão tenso que, se soubessem o que as irmãs planeiam, o resultado seria, no mínimo, desastroso... 




Uma Tentação Porque...
 Romance histórico com ar fofinho. Para além de se passar numa Academia. Oh sim, eu quero este livro!


Disponível aqui