quinta-feira, 16 de abril de 2015

Resultado Passatempo *Segredos de Uma Condessa Respeitável*

 Com o apoio da  Planeta Manuscrito, tinha para vos oferecer um exemplar do primeiro livro de Lecia Cornwall publicado em Portugal, Segredos de Uma Condessa Respeitável.

  Ora, com a ajuda do random.org, das 104 participações válidas, o número escolhido foi...


73. Cátia (...) Luzia, Alverca do Ribatejo


  Muitos Parabéns à vencedora, a qual já contactei por email, que irá receber em casa este livrinho!

terça-feira, 14 de abril de 2015

Resultado Passatempo *Dia do Pai*

  Com o apoio da  Planeta Manuscrito, tinha para vos oferecer um exemplar do último livro de Asa Larsson publicado em terras lusas, Sacrifício a Moloc.

  Ora, com a ajuda do random.org, das 104 participações válidas, o número escolhido foi...


69. Carla (...) Louro, Almada


  Muitos Parabéns à vencedora, a qual já contactei por email, que irá receber em casa este livrinho!

segunda-feira, 13 de abril de 2015

From Pages to a Movie *Insurgente*

Opinião do livro ~ Trailer do filme

  Adaptação do livro com o mesmo nome de Veronica Roth, Insurgente era um dos filmes mais esperados do ano pelos amantes dos livros, eu incluída.

  Antes de mais, deixem-me dizer que eu sei que este livro não seria fácil de adaptar. Afinal, é introspectivo e complexo, lidando principalmente com a moral e o estado mental da protagonista e dos que a rodeiam. Contudo, não penso que isso seja desculpa para o péssimo trabalho realizado. Sim, era necessário cortar cenas e simplificar a coisa mas isso não significava modificarem a história. Não significava terem apresentado um filme onde não encontrei aquilo que me levou a gostar da Tris e da sua história. A verdade, é que me parece que alguém não compreendeu o que tornou Roth uma autora adorada.
 

  Houve tantos, tantos momentos em que faltou alguma coisa, em que o salto de uma cena para a outra era brusco, tantos momentos mal adaptados ou incompreendidos, tantas personagens mal aproveitadas. Sim, tem acção e sim, tem bons efeitos especiais ainda que exagerados. Sim, alguns cortes ajudaram a que o filme fosse mais fluído e fácil de compreender. Só que, tudo o resto foi tão mal conseguido. Os produtores não compreenderam a mensagem de Insurgente, o livro. Não compreenderam a luta interior da Tris e, pior ainda, deram-lhe tão pouca importância. Para mim, houve imensos sentimentos ao longo da leitura e no filme quase que nem me importava com o que se estava a passar porque tudo realmente importava, pura e simplesmente não estava lá, ou se estava foi tão sem sal que até doeu. Basicamente, Insurgente tornou-se um filme de efeitos especiais e quase que não passava disso.

  Como se não bastasse, estragaram o final, outra vez. Não sei como pensam fazer dois filmes depois disto e muito menos como pensam que irão convencer alguém que será uma adaptação do Convergente porque, sinceramente, cheira-me que não irei reconhecer muita coisa nos próximos filmes. E isso não é bom. Nada mesmo. Compreendam, quem não leu o livro irá às salas de cinema e irá divertir-se mas, quem leu o livro, ficará frustrado e em estado de choque, como eu fiquei.

  Desta vez nem a Shailene salvou a coisa, nem que ela tentasse conseguia porque pura e simplesmente retiraram toda a emoção, revolta e fragilidade da Tris e tornaram-na uma coisinha patética. Só de me lembrar apetece-me bater em alguém. Nem a Kate Winslet brilha, por deus, como é isso possível?? E, a sério que a Naomi Watts é a mãe do Four, neste caso o Theo James? Onde é que acharam que isso era convicente?! E será que não percebem que todos os Intrépidos que entraram com a Tris são importantes? Não, porque nem  a essência das facções me pareça que percebam, sinceramente. 

Estou desiludida, frustrada e irritada. Acho que resume bem a coisa para este filme. Permitam-me que vá ali sofrer e remoer para um canto, que bem preciso.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Aquisições&Leituras *Março*

  Março foi um mês da treta. Não tive tempo para dedicar ao blogue, andei a ler o mesmo livro dias e dias apesar de o estar a adorar e, sinceramente, acho que tenho de me preparar psicologicamente para o facto que este deverá continuar a ser o ritmo normal do blogue agora que sou uma adulta trabalhadora.... Que seca!!! Eu bem gostava de não precisar de dormir e não ter vida social mas esta é a realidade e eu tenho de aprender a geri-la e deixar de pensar que sou a Super-Mulher.

  Enfim, a parte boa é que a este ritmo vai haver muitas e boas opiniões em Abril no blogue e já me dou por feliz se conseguir pelo menos actualizar isso.

  Quanto às comprinhas deste mês, não foram muitas mas foram preciosas e as leituras trouxeram-me sequelas e continuações de arrasar o meu pobre coração impressionável. Com isso, estou super hiper mega feliz.



Aquisições

 Cress, Marissa Meyer
Segredos de Uma Condessa Respeitável, Lecia Cornwall
Finalmente Cress!! Foi com muito entusiasmo que vi este menino ser publicado e digo-vos já que superou, e muito, as expectativas que tinha para ele. Vai ser uma das próximas (muitas) opiniões de Abril. Quanto ao livro de Lecia, estou curiosa e bem, é romance histórico por isso é pouco provável que não goste. Obrigada à parceira Planeta por estas ofertas.

 Só se Ama Uma Vez, Johanna Lindsey
Incontrolável, Sylvia Day
Vocês não sabem mas eu já tinha lido este livro da Johanna há uns bons anos e a minha opinião depois da releitura mantêm-se: é bom, bom, bom! Não vos consigo explicar o meu entusiamo por ver esta senhora e esta série a serem finalmente publicados em Portugal. Obrigada ASA! E, mais uma vez, a Sylvia não desilude. Oferta da Quinta Essência, este livro confirma que gosto desta senhora a escrever históricos. Qual Gideon qual quê!

 Uma Nova Esperança, Colleen Hoover
Esta oferta da Topseller vem confirmar que afinal gosto de segundos volumes que são a perpectiva de outra pessoa sobre a mesma história. Mas só se forem escritos pela Colleen! E não, não vai ser menos doloroso, de todo! Acho que ainda foi pior, num bom sentido claro...

 Abandon, Meg Cabot
Sapphire Blue, Kerstin Gier
O livro da Meg foi-me trazido pela mãe de Londres e confesso que já tinha muitas, muitas saudades desta autora que marcou a minha adolescência. Quanto ao Sapphire Blue, gostei muito do Rubi, que li o mês passado, e estou desejosa de ver se esta sequela vai corresponder ao que espero dela.

 Lady Thief, A.C. Gaughen
A Wicked Thing, Rhiannon Thomas
The Winner's Crime, Marie Rutkoski
Depois de Scarlet se ter demonstrado a preciosidade que é e, com o final mesmo aí a chegar, eu precisava do Lady Thief como preciso de água e ar, e essas coisas todas. O mesmo se passa com a sequela do The Winner's Curse. Eu precisava deste livro mas, ao mesmo tempo, tenho medo, muito medo do que aí vem porque só daqui um ano vou saber como isto acaba e sei que a Marie não vai ser meiguinha, de todo. Quanto ao A Wicked Thing, não sou uma grande fã de A Bela Adormecida mas há algo neste livro que me puxa. Espero não me arrepender de o ter comprado.

The Bridgertons: Happily Ever After, Julia Quinn
Acompanhado dos seus irmãos (ele está a tapar o A Bela e o Vilão), este livro não será lido em breve mas sei que quando ler o último livro dos Bridgertons vou precisar de o ter à mão de semear, por isso cá está ele. Para quem não sabe, é um livro que reúne segundos epílogos de toda a série e ainda tem um conto sobre a Violet.



Swag

Pelo segundo ano consecutivo, cá está um bookplate pela senhora que mais adoro à face da Terra! Espero que a SdE se mexa a publicar o Written in Red porque estou a morrer de saudades das histórias da magnífica Anne.



O Melhor do Mês
Vai ser a próxima opinião a ser publicada aqui no blogue e, sem qualquer dúvida, não só uma das melhores sequelas de sempre, como um dos melhores livros de sempre! Laini Taylor é uma autora extraordinária e única que ultrapassa qualquer barreira de género ou faixa etária.




As Outras Opiniões...

Gata Branca, Holly Black
- Um livro sobre magia e vigarices que acabou por se revelar muito mais do que esperava.

- Apesar de preferir o rumo narrativo do livro anterior, este acabou por cimentar a posição de Riordan como um excelente contador de histórias.

A Educação de Felicity, Marion Chesney
- Este pequeno romance exala tradicionalismo mas surpreende pela dose de humor que lhe encontrámos. Não é pelo romance que o recomendo, mas pelas suas excêntricas e fantásticas personagens secundárias, que valem cada minuto passado em volta deste livro.

Rubi, Kerstin Gier
- Uma surpresa muito bem-vinda, este livro é muito introdutório mas, também é, uma caixinha de surpresas demasiado irresistível.

Ignite, Sara B. Larson
- A surpresa menos esperada mas que foi um dos pontos altos do mês. Muito superior ao seu antecessor, este livro vem confirmar que há muito talento nesta autora e que ela está, finalmente, a aprender a usá-lo.



E...

A Rainha Manda... *Scarlet*

Resultados dos Passatempos *São Valentim com a Quinta Essência* e *Cress*




Próximas Opiniões


quarta-feira, 25 de março de 2015

Resultado Passatempo *Cress*

  Com o apoio da  Planeta Manuscrito, tinha para vos oferecer um exemplar do último volume de As Crónicas Lunares, Cress.

  Ora, com a ajuda do random.org, das 144 participações válidas, o número escolhido foi...


25. Margarida (...) Serrano, Rio de Mouro


 Muitos Parabéns à vencedora, a qual já contactei por email, que irá receber em casa este livrinho!

segunda-feira, 23 de março de 2015

Passatempo *Segredos de Uma Condessa Respeitável*

 Com o apoio da Planeta Manuscrito, trago-vos a oportunidade de ganharem um exemplar de Segredos de Uma Condessa Respeitável, o primeiro livro de Lecia Cornwall publicado em Portugal.

 Para se habilitarem a ganhar o livro, têm de ser obrigatoriamente seguidores do blogue, seja qual for o meio, responderem acertadamente às questões colocadas abaixo e devem ter em atenção as regras de participação. O sorteio será feito aleatoriamente pelo random.org. 

    As respostas podem ser encontradas aqui.


Regras de Participação:

1. Passatempo válido até 23h59 do dia 6 de Abril de 2015.

2. Só é possível uma participação por pessoa e email.

3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

4. O vencedor será sorteado aleatoriamente através do random.org e será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado aqui no blogue.

5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.

6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.


quinta-feira, 19 de março de 2015

Passatempo Dia do Pai

 Com o apoio da Planeta Manuscrito, comemorámos o Dia do Pai oferecendo um exemplar do mais recente livro de Asa Larsson, Sacrifício a Moloc.

 Para se habilitarem a ganhar o livro, têm de ser obrigatoriamente seguidores do blogue, seja qual for o meio, responderem acertadamente às questões colocadas abaixo e devem ter em atenção as regras de participação. O sorteio será feito aleatoriamente pelo random.org. 

    As respostas podem ser encontradas em qualquer motor de busca.


Regras de Participação:

1. Passatempo válido até 23h59 do dia 2 de Abril de 2015.

2. Só é possível uma participação por pessoa e email.

3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

4. O vencedor será sorteado aleatoriamente através do random.org e será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado aqui no blogue.

5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.

6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.


Tentações: Segredos de Uma Condessa Respeitável [Planeta Manuscrito]

Acaba de chegar uma nova voz no romance histórico feminino, dona de uma escrita inteligente, sensual e cativante.



Título: Segredos de Uma Condessa Respeitável
Título Original: Secrets of a Proper Countess (#1 Secrets)
Autor: Lecia Cornwall
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 384
Preço: €18.85



*Lecia Cornwall*
Lecia Cornwall vive e escreve em Calgary no Canadá, tem cinco gatos, dois adolescentes, um laboratório de chocolate, e um marido muito paciente.



Segredos de Uma Condessa Respeitável
Sinopse: Lady Isobel Maitland não se pode dar ao luxo de ser apanhada fazendo qualquer coisa, mesmo remotamente, escandalosa, ou corre o risco de perder tudo o que tem de mais querido.

Mas uma noite, num jardim escuro num baile de máscaras, Isobel cede à tentação e permite que um namorisco inocente com o marquês de Blackwood se transforme em paixão.

Para o marquês o jogo da sedução e intriga não lhe é estranho, e esta reputação serve para encobrir uma missão mortal.

Quando a mulher-mistério foge antes que lhe diga o nome, ele sabe que tem de a encontrar. Mas todas as pistas o conduzem para a afectada e deselegante Isobel Maitland.

Parece que a senhora tem segredos muito próprios, segredos que Blackwood adorava desvendar.




Uma Tentação Porque...
Eu não resisto a romances históricos. É a mais pura das verdades! 

quarta-feira, 18 de março de 2015

Opinião - Ignite

Título Original: Ignite (#2 Defy)
Autor: Sara B. Larson
Editora: Scholastic Press
Número de Páginas: 304


Sinopse
Murder, kidnapping, and forbidden romance abound in this thrilling sequel to Sara B. Larson's acclaimed YA debut, DEFY.

Alexa continues to harbor a secret love for the newly crowned King Damian, yet she remains by his side as his guard and ever committed to helping him rebuild Antion and reclaim the hope of Antion's people. However, when a new threat to Damian and his kingdom emerges, and blame is cast on the once friendly nation of Blevon, Alexa knows things are not what they seem. Once again the fate of her country hangs in the balance. Will Alexa be able to protect her king and uncover the true enemy -- before it's too late?


Biografia
  Sara B. Larson adora três coisas: escrever, ler e… sobremesas. O seu primeiro livro era sobre uma mulher que tinha um bebé prematuro, acompanhado de uma imagem “à escala” do dito. Isto foi no seu segundo ano de escolaridade mas hoje escreve sobre magia e romance para adolescentes durante as horas de sesta e nocturnas, as horas que os seus três filhos lhe permitem. Publicou o seu primeiro livro, Defy, o ano passado.

  Ignite é a sequela de Defy e foi publicado nos últimos dias do ano passado. Ainda não está traduzido para qualquer língua.


Opinião
  Eu não estava a pensar ler este livro. Pelo menos não agora. Mas, apesar das falhas de Defy, apercebi-me que estava curiosa e até que, não só tinha algumas saudades das personagens como recordava alguns dos momentos desse livro com um certo entusiasmo. Afinal Defy até era promissor e algo me dizia que a sequela seria melhor. E, Ignite é de facto superior ao livro que o antecedeu, para minha surpresa e alegria. Sara B. Larson cresceu como autora e isso nota-se, não só na sua escrita, que já era envolvente e agora detém uma certa segurança e maturidade, como também na narrativa, que já não apresenta as falhas que havia apontado ao primeiro livro. Finalmente há garra na história de Alexa. Acabaram-se as confusões, as crises existenciais e o triângulo amoroso. Mas a acção, as intrigas e a magia voltaram em força numa história de perder o fôlego.

  Mistério e segredos, conspirações e sacrifícios, são alguns dos ingredientes que contribuem para a aura carregada de tensões e emoções que se vivem nas páginas desta história. Nada é o que parece, nada é simples e tudo está errado num mundo em que se previa, finalmente, a paz. Inimigos inesperados com planos secretos e maquiavélicos, uma magia até agora desconhecida capaz de manipular a mais pura das vontades, irão fazer tremer os alicerces de um reinado que se previa luminoso. Esta é uma narrativa diferente da que encontramos anteriormente. Mais empolgante e destemida, com mais reviravoltas e surpresas e ainda mais acção. Muitos são os momentos em que os protagonistas se encontram numa corda bamba entre o dever e o amor, deixando-nos na expectativa se as suas escolhas serão as mais acertadas e quais serão as consequências dos seus actos aparentemente inocentes.

  Explorando as intrigas e desavenças políticas entre os três reinos que constituem este mundo, a autora dá-nos um olhar mais aprofundado sobre as raízes de algumas personagens, para além de nos preparar para as razões que, novamente, irão virar este mundo do avesso. Há muita coisa ainda por descobrir mas, desta vez, acaba por resultar como chamariz para o próximo livro em vez de saber a pouco como no livro anterior. Quanto ao romance, agora que o suposto triângulo está definitivamente resolvido, foi muito mais fácil aproveitar os momentos entre o casal. A relação dos dois não é o centro da história, mas ajuda-nos a compreender que muitas vezes o que queremos não é o melhor e, também, que sacrifícios têm de ser feitos em prol do bem de todos, por mais que vá criar cicatrizes numa relação que já de si não é fácil. Mesmo assim, gostei de ver este romance a tornar-se mais confiante e maduro, apesar de todos os obstáculos e dramas que tem de ultrapassar.

  Mas, o melhor deste livro são as personagens. Gostei muito da Alexa em Defy mas aqui ela ultrapassou as expectativas, mostrando que não só mantém o seu espírito lutador e corajoso, como a sua dedicação e lealdade não só a guarda e a Damian, como ao seu país e ideais. Por mais que sofra, ela nunca desiste nem deixa de colocar de lado o que quer para o bem de todos. E apesar das inseguranças que os acontecimentos recentes lhe provocaram, sinto que ela cresceu e aprendeu com eles, guardando cada experiência como uma lição para a vida. Já o Damian também ficou com sequelas do que aconteceu no final do livro anterior, mas ao contrário da Alexa, parece não estar a saber lidar muito bem com as coisas. Mas esforça-se e tenta impor-se por mais estranho que lhe pareça. 

  Uma boa surpresa com que não estava a contar, Ignite é uma sequela fantástica e promissora. Fico muito contente por ter seguido o meu instinto e ter continuado a ler a série. Só espero que o final seja tão empolgante quanto estou a contar.


A minha Opinião do primeiro livro da série

terça-feira, 17 de março de 2015

Tentações: Só Se Ama Uma Vez [ASA]

A partir de hoje na sua livraria Leya



Título: Só Se Ama Uma Vez
Título Original: Love Only Once (#1 Malory)
Autor: Johanna Lindsey
Editora: ASA
Número de Páginas: 320
Preço: €16.90
ISBN: 9789892330334



*Johanna Lindsey*
  Já vendeu mais de cinquenta milhões de exemplares das suas obras, traduzidas em doze línguas. Tendo escrito mais de quarenta romances (todos eles um sucesso de vendas), é uma das escritoras românticas mais conhecidas no mundo inteiro. Os seus romances históricos abrangem todo o tipo de épocas e lugares, desde a Idade Média ao Velho Oeste americano, mas a série que mais sucesso lhe granjeou foi a saga da família Malory, do período da Regência. Lindsey vive atualmente no Maine. 



Só Se Ama Uma Vez
Sinopse:  Regina Ashton já recusou tantos pretendentes à sua mão que a alta-sociedade londrina a considera uma snobe sem coração. Não podiam estar mais enganados. Órfã desde cedo, Regina é a sobrinha superprotegida de Lord Edward e Lady Charlotte Malory, a quem é muito difícil agradar. Aos olhos dos tios, nenhum dos jovens candidatos é suficientemente bom. Cansada de tão infrutífera busca, a jovem sai de casa numa noite escura, decidida a informá-los de que não pensa casar... nunca! Mas o seu plano coloca-a no sítio errado à hora errada, e é raptada por engano. A sua ira perante a arrogância do raptor, Nicholas Eden, vai inesperadamente dar lugar a sentimentos contraditórios de paixão e vergonha. Aquela noite não mais lhe sairá da cabeça. O Visconde Nicholas Eden também tinha um plano: dar uma lição à sua amante descontente, raptando-a ao abrigo da noite. Não contava enganar-se na pessoa e arruinar a reputação de uma menina de família. Mas agora, movido pelo desejo mais desenfreado que alguma vez sentiu, é a custo que reconhece que nunca poderá casar com Regina, apesar do escândalo que paira sobre eles. 
Implacável, é o destino que os uniu a afastá-los irremediavelmente, ainda que ambos saibam que um amor assim só se vive uma vez...




Uma Tentação Porque...
Bem, é romance histórico e só por isso já é obrigatório mas digámos que ele me traz muitas boas recordações e que estou desejosa de o reler.



Disponível aqui

Tentações: Incontrolável [Quinta Essência]

A partir de hoje na sua livraria Leya



Título: Incontrolável 
Título Original: The Stranger I Married
Autor: Sylvia Day
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 328
Preço: €16.60
ISBN: 9789897261725



*Sylvia Day*
Escreveu mais de 20 romances premiados traduzidos em mais de 40 países. Com dezenas de milhões de cópias de livros impressos, é bestseller em 23 países. Os seus livros estiveram entre os dez livros mais vendidos em 2012 e 2013, tornando-a uma das autoras mais lidas no mundo. Foi nomeada para o Prémio Goodreads Choice Award para Melhor Autora e o seu trabalho foi homenageado pela Amazon como Melhor do Ano na categoria Romance. A sua série Crossfire foi opcionada para televisão pela Lionsgate.



Incontrolável
Sinopse: O amor surge onde menos se espera.
São o casal mais escandaloso de Londres. Isabel, Lady Pelham, e Gerard Faulkner, marquês de Grayson, são iguais em tudo: nos seus apetites sexuais, nos seus amantes constantes, na sua inteligência, nas reputações provocadoras e na recusa absoluta de arruinar o seu casamento de conveniência apaixonando-se um pelo outro. Isabel sabe que um rapaz tão encantador jamais lhe interessará e que nunca conseguirá influenciar o coração de libertino dele. É uma farsa muito agradável… até que uma surpreendente reviravolta tira Gerard do seu lado.
Agora, quatro anos mais tarde, Gerard regressou a casa para junto de Isabel. Porém, o homem despreocupado e travesso que partiu foi substituído por um homem taciturno, poderoso e irresistível que está decidido a empregar a sedução para conseguir o seu afeto. Desapareceu o companheiro despreocupado que partilhava a sua amizade e nada mais, e no seu lugar está a própria tentação... um marido que deseja o corpo e a alma de Isabel, e que não se deterá diante nada para conquistar o seu amor. Não, este não é o homem com que se casou. Mas é o homem que pode por fim roubar-lhe o coração...




Uma Tentação Porque...
Li os dois livros anteriores publicados pela Quinta Essência e fiquei algo espantada pela qualidade deles. Não estava mesmo nada a espera de gostar mas agora mal posso esperar para ler este.



Outros Livros da Autora





Disponível aqui

domingo, 15 de março de 2015

A Rainha Manda... *Scarlet*


  Este mês a p7 do Bookeater/Booklover escolheu para mim uma leitura muito, muito especial. Afinal, estámos a falar de um livro do qual a ouço falar desde que a "obriguei" a comprá-lo e pelo qual ela tem fangirlado que nem uma doida. Falo de Scarlet de A.C. Gaughen. Obrigada por, depois de ter sido tão mázinha, me teres "mandado" ler uma coisa tão absolutamente fantástica.

Tal como havia explicado neste primeiro post, depois de lidos os livros, cada uma de nós faz algumas perguntas à outra, agregadas a temas,  sobre o livro que escolhemos para ela. Aqui encontrarão as perguntas que a p7 me fez, e aqui, podem encontrar as que lhe fiz sobre a sua leitura, It Happened One Autumn, de Lisa Kleypas.




p7: Scarlet, a pequena grande protagonista deste livro, é uma jovem extraordinária e uma pequena caixinha de surpresas. Apaixonou-te o seu percurso?
  Sim!!! Nem sei por onde começar quanto à Scarlet porque é uma personagem tão complexa, tão maravilhosa. Por um lado, é brusca, independente, lutadora e, apesar do seu ar de má e de tudo aquilo que já sofreu, acredita piamente que ela e o bando são capazes de fazer a diferença, nunca desistindo mesmo quando as coisas ficam ruins. E por outro lado, ainda há tanta tristeza e desilusão nela, o que faz com que seja muito fechada e misteriosa, como também frágil. E há tantas nuances na personalidade dela, nos seus rituais e ideais, que demonstram tão bem como ela tem um pé em cada "mundo". 

  Caixinha de surpresas é mesmo a melhor definição para ela porque, quando pensava que já a tinha percebido, descobria uma coisa nova sobre ela e lá me apaixonava outra vez. Aliás, é fácil adorar a Scarlet, mesmo nos seus maus momentos, mesmo que ela ache que está do lado errado da lei e que não merece admiração de ninguém, porque a verdade é que ela é tão honrada. Afinal, ela enfrenta os seus piores medos e sacrifica tudo pelos outros até quando não a valorizam. Não tem uma ponta de egoísmo nela, é tão corajosa, e sim eu sei que ela tem defeitos e que esconde e cala muita coisa, mas eu adoro-a profundamente.

p7: Robin, Much e John, os rapazes do bando. Queres falar um bocadinho sobre eles?
  Ai que bando que estes três me saíram, só me dão dores de cabeça mas eu gosto tanto deles. Quer dizer, neste momento não gosto muito do John, por isso comecemos por ele. Neste livro o Little John é uma espécie de galã imbátivel, super convencido que até tem graça tirando quando mete os olhinhos na minha menina e decide não perceber um não. Gajo, não é não, sim? E bem ele tem aquele momento horrível e invejoso no fim e apesar de ele ser um amigo leal e protector, estou zangada com ele. Assim, muito.

  Já o meu Robin dá-me cabo da paciência por ser tão honrado, por achar que tem de sacrificar tudo pelos outros (isto faz-me lembrar alguém, já agora), o que o leva a ter um péssimo timing quando diz uma coisa super fofa e isso deu-me cabo dos nervos. Mas a verdade é que, aquilo que me faz reclamar com ele, é exactamente o que me leva a gostar dele. O Robin é um líder excepcional, um bandido com um código de honra muito restrito, um príncipe do povo capaz de tudo para os proteger. É misterioso, teimoso e parece que consegue ler a nossa alma... O que é tão irritante quanto querido. Acho que percebo porque a Scarlet está caidinha por ele.

  O Much é o mais introspectivo dos três e espero ver mais dele nos próximos livros e descobrir mais sobre o seu passado. Mas do pouco que vi, é o mais sensato e inteligente do bando, apesar de não ter noção que não precisámos sempre de uma arma na mão para lutarmos, coisa aliás que ele faz exemplarmente.

p7: Tanto o Gisbourne como o Xerife de Nottingham fazem o papel de vilão na história. Que achaste deles, e tens preferência por algum dos dois?
  Bem, se me estás a perguntar qual deles odeio mais, obviamente é o Gisbourne. O tipo dá-me arrepios. Ele é tão assustador, tão maléfico e cruel que aposto que ele nunca teve um acto de bondade na vida. É preciso ser-se mesmo frio para fazer o que ele faz e, ainda por cima, ele nem louco é. Isso é o mais assustador nele para mim, é que ele é completamente racional quando faz as maldades que faz, ele sabe o que está a fazer. É simplesmente arrepiante.

  Quanto ao Xerife, bem nós não vemos muito dele ao longo do livro mas o final basta para me mostrar que ele não tem mesmo escrúpulos nenhuns. Isso e fazer as pessoas passarem fome só porque lhe apetece. Só que ao contrário do Gisbourne, o Xerife é mais impetuoso, perde a cabeça por quase nada e é tão divertido ver o bando a fazer com que ele se passe.



p7: O desenvolvimento da história está intercalado com algumas revelações sobre o passado da nossa heroína. Que achaste? Adivinhaste-as antes de serem expostas na página?
  Apesar de ter adivinhado cedo alguns dos segredos da Scarlet isso não tornou a história mais aborrecida ou previsível. Muito pelo contrário, só me fez ficar mais curiosa com o passado dela, porque bem é uma parte fulcral da lenda e aquela que a autora mais altera e, ao mesmo tempo, respeita. É difícil explicar sem spoilar, mas a A.C.  faz um excelente trabalho em tornar algo previsível num elemento completamente novo sem inventar demais.

p7: A história também passa pelo desenvolvimento da relação da Scarlet e do Robin. Gostaste de os acompanhar?
  Apesar de ter sido oh tão lenta e tortuosa e de eles serem uns teimosos demasiado honrados que acham que não se merecem um ao outro... Sim, sim e sim. À primeira vista, eles podem parecer duas pessoas completamente diferentes mas, a verdade, é que eles têm tanto, mas tanto em comum. E neste caso, não, os opostos não se atraem, porque a Scarlet e o Robin são duas almas demasiado gémeas. Demasiado teimosos, demasiado honrados, demasiado pessimistas, demasiado lutadores... Bem, eles são literalmente o espelho um do outro e, estranhamente, acho que é isso que torna a relação deles tão especial. Eles conhecem-se tão bem, compreendem os estados de espírito, os segredos e medos um do outro, exactamente como conhecem a própria mente ou melhor ainda. 

  Mas andam o raio do livro todo a evitarem-se quando só querem cair nos braços um do outro e só me apetecia dar-lhes safanões porque o amor por vezes torna-os tontinhos, desgraçados deles, e desgraçada de mim que sofria tanto a vê-los a andarem às voltas com uma coisa que é óbvia desde o início. E porque sou masoquista acho que eles são absolutamente adoráveis... quando não me apetece ir buscar a frigideira para lhes atirar em cima. E o Robin ainda decide ter aquele péssimo, PÉSSIMO  timing quando finalmente acorda para a vida, como se eu já não sofresse que chegasse. E o pior é que o momento acabou por originar, finalmente, o entendimento dos dois e por isso eu não pude reclamar (muito).

  Isto tudo para dizer que eles são um casal quase perfeito e que o Robin fica é bem com a Scarlet e não com a sonsa da Lady Marian.

p7: E aquele final? Explosivo? De morrer e chorar por mais?
  Oh deus aquele final... A A.C. queria matar-nos com todas aquelas cenas emocionantes a acontecerem ao mesmo tempo, só pode! Por momentos parece que vai tudo correr mal e vemos alguém a sacrificar-se para salvar a única esperança que o povo tem, outra pessoa decide declarar-se na pior altura possível, outra decide dizer uma coisa mesmo má enquanto os vilões estão convencidíssimos que ganharam, e nós quase queremos fechar os olhos para não vermos tudo a descarrilar. Pensei que o meu coração ia parar por momentos, juro!

  E depois, sabe-se lá como, o jogo muda por completo e, apesar de estar tudo mal e sabermos que o próximo livro não vai ser nada fácil, os nossos heróis pelo menos salvaram o dia e só esperámos que eles estejam preparados para o que aí vem, algo que queremos saber tipo para ontem.

  Portanto sim, foi um final explosivo que me foi matando e que ainda me faz chorar por mais enquanto o Lady Thief não chega.



p7: Que pensas desta adaptação duma lenda tão conhecida?
  Eu gosto muito da lenda do Robin Hood e o livro é muito fiel a grande parte do que conhecemos e associámos sobre ela mas também, tem uma grande mudança que para mim funcionou como a cereja no topo do bolo. É que eu nunca gostei da Lady Marian, e a verdade é que esta lenda não tem propriamente uma personagem feminina com carácter e é exactamente isso que a autora nos dá, um lado feminista que, estranhamente, resulta muito bem.

  A Scarlet é a grande alteração deste retelling e é dela que advém muitas das surpresas mas essas mudanças não interferem com a linha da lenda original, o que demonstra o excelente trabalho que a autora fez em recontar algo que todos conhecemos. Apesar de sabermos muitas vezes o que vai acontecer e adivinharmos algumas coisas cedo, isto nunca é aborrecido porque há surpresas onde menos esperámos e a Scarlet é uma caixinha delas.

p7: Apesar de lendária, esta história tem uma base real, em termos de local e época. Como historiadora, achaste que a apresentação dos mesmos foi bem conseguida?
  Do que vislumbrámos ao longo da leitura e, apesar da A.C. não aprofundar extensivamente o panorama histórico, penso que ela  conseguiu apresentá-lo muito bem através de pequenos detalhes. As armas, as roupas, o ambiente, como o povo vive, a posição das mulheres e dos nobres, entre outras coisas, está muito bem apresentado e mesmo com o lado mais feminista da história, ela consegue transportar-nos para a Idade Média e mostrar-nos como pensavam, como viviam e qual era a situação exacta de Notthingham nesta altura.



p7: Sentiste que a escrita da A.C. Gaughen conseguiu cativar-te para a história?
  Eu adorei a escrita dela porque tem aquele tom de tempos passados, extremamente evocativa da época em que o livro se passa e penso que seja essa uma das razões porque foi tão fácil entrar na história e sentir-me cativada por ela. 

 Para além disso, é uma escrita queconsegue fazer-nos sentir exactamente o que as personagens estão a sentir, seja boa disposição ou tristeza, e isso também ajuda a transportar-nos para a história.

p7: A autora toma uma opção singular para o diálogo da Scarlet. Tiveste dificuldade com isto? Que achaste desta escolha?
  É estranha mas aplaudo-a por isso. Não tive qualquer dificuldade em acompanhar os diálogos da Scarlet e até acho que deram um tom mais real à narrativa, bem como demonstra onde a Scarlet quer estar e a sua capacidade de adaptação.



Para quem tiver curiosidade acerca deste livro, pode ler a minha opinião.


E para o próximo mês as leituras serão...


A Rainha Manda...
A p7 este mês escolheu para mim o Quando Erámos Mentirosos da E. Lockhart:

"Escolhi este livro para a Patrícia porque estou tão curiosa para ver o que ela vai achar. É único, pelo modo como desenvolve o enredo, com várias camadas, que se vão desembrulhando pouco a pouco, e gostava de saber se ela consegue prever algumas das surpresas que o livro nos reserva.

E é uma história que não deixa ninguém indiferente, tanto no conteúdo como na forma – a escrita da autora –, por isso quero saber a opinião da Patrícia sobre ela, já que ando há quase um ano a falar-lhe dela.

Além disso, é uma história que é melhor experimentada sem se saber muito sobre ela, por isso até estou a fazer um favor à Patrícia ao escolhê-lo, para evitar que se arrisque a apanhar um spoiler se continuar sem o ler. Diverte-te, eheheh."


Eu escolhi para a p7 A Árvore do Verão de Guy Gavriel Kay e a explicação está no blogue dela.


domingo, 8 de março de 2015

Opinião - Rubi

Título Original: Rubinrot (#1 Edelstein Trilogie)
Autor: Kerstin Gier
Editora: Contraponto
Número de Páginas: 271


Sinopse
Pertencer a uma família cheia de segredos não é fácil, ou pelo menos é o que pensa Gwendolyn Sheperd, de 16 anos. Até que um dia se vê em Londres do final do século passado e se apercebe de que ela própria é o maior segredo da família. Do que Gwendolyn não se apercebera é que apaixonar-se quando se está presa num tempo diferente não é nada boa ideia. Tudo se pode complicar...


Biografia
  Nasceu em 1966 e é uma autora alemã que começou a publicar livros para adultos em 1996 com sucesso. Mas foi em 2009 quando se estreou no YA com Rubi, que saltou para o reconhecimento mundial. Vai publicar este ano o início de uma nova série, Dream a Little Dream.

  Rubi está traduzido para vinte e quatro línguas.


Opinião
  De vez em quando pegámos num livro e, mesmo antes de o lermos, já temos uma ideia do que nos espera. Achámos que, só pela e capa e pela sinopse, já sabemos exactamente o que vamos encontrar. Só que, por vezes, é nesses embrulhos aparentemente transparentes que se encontram as surpresas mais inesperadas. Rubi é um desses casos. Esperava uma leitura leve e fofinha, e ele é o de facto, mas também é muito mais do que isso. Sociedades secretas, viagens no tempo e segredos de família, são alguns dos ingredientes de um livro que apesar de saber a pouco, deixa o leitor totalmente vidrado nas suas páginas. É com uma capacidade extraordinária que Kerstin Gier tanto nos dá humor como drama, enquanto nos enreda numa trama que, apesar de fluída, é muito mais profunda do que aparenta à primeira vista. 

  Esta história começa tardiamente a revelar-se, mostrando pouco dos segredos e mistérios que a tecem. E estranhamente, é por isso mesmo que é tão viciante. A nossa curiosidade, que cresce de página para página, é alimentada por pistas e mais pistas que encontrámos ora em momentos de silêncios cheios de palavras, olhares entendedores e verdades muito mal contadas, ou mesmo num fantasma, num objecto ou papel amarelecido. Rivalidades entre famílias, amores proibidos, mortes estranhas ou inimigos escondidos, enchem esta narrativa de perigos, como senão faltassem encontros secretíssimos que já são perigosos o suficiente. Mas não só de mistérios perfeitamente tecidos e com o péssimo hábito de não se revelarem nem um bocadinho, é feita esta história. Também não faltam momentos de pura diversão, causados muitas vezes em lugares inesperados. Mas apesar de esta ser uma história leve, conseguimos perceber, mesmo que elas estejam muito escondidas, que há sombras nela, sombras essas que nos fazem antecipar um próximo volume mais perigoso que este. 

  Uma das razões para o sucesso deste livro é as suas personagens, sem dúvida. Entre a melhor amiga de Gwendolyn, a sua família meio louca e os que compõem a sociedade secreta, estamos perante um rol de personagens genialmente concebidas. Caricatas e excêntricas, todas elas contribuem um pouco para a aura humorística e misteriosa desta história. Gwendolyn é uma protagonista com uma voz que nos cativa de imediato. Apesar de por vezes infantil e ingénua para a idade, ela também tem os seus momentos de coragem e inteligência que nos provam que só precisava de sair da redoma em que a enfiaram sem terem noção, para provar que é muito mais do que aparenta. A única personagem de que não gostei tanto foi de Gideon porque ele é um emproado. Espero bem que isso mude. 

  Rubi é um livro demasiado introdutório é verdade, mas também se revelou uma boa surpresa. Pelo menos, deixou-me curiosa o suficiente para em breve partir para a leitura do segundo. Afinal, preciso de saber que raio de segredos e conspirações andam para aqui.