quarta-feira, 29 de julho de 2015

Tentações: Ligeiramente Tentador [ASA]

Já na sua livraria Leya



Título: Ligeiramente Tentador
Título Original: Slightly Tempted (#4 Saga Bedwyn)
Autor: Mary Balogh
Editora: ASA
Número de Páginas: 336
Preço: €16.90
ISBN:9789892331744



*Mary Balogh*
Autora premiada e presença constante nas listas de bestsellers do New York Times, cresceu em Gales, terra de mar e montanhas, músicas e lendas. Ela levou consigo a música e uma imaginação vívida quando se mudou para o Canadá. Aí iniciou uma auspiciosa carreira como autora de livros com finais felizes e que celebram o poder do amor. Os seus romances históricos venderam já mais de 4 milhões de exemplares em todo o mundo.



Ligeiramente Tentador
Sinopse: Vingança. É essa a palavra que paira na mente de Gervase Ashford, conde de Rosthorn, ao conhecer a bela Lady Morgan Bedwyn. Em circunstâncias normais, o jovem aristocrata não lhe teria dispensado mais do que um breve olhar de apreciação. Mas esta é uma situação em tudo excecional pois Morgan é irmã do seu pior inimigo. Na cabeça de Gervase começa a delinear-se um plano ligeiramente tentador...Liberdade. À boa maneira da família Bedwyn, é esse o desejo de Lady Morgan. Há muito que a jovem acalenta o sonho de casar por amor, e está tudo menos disposta a ser um peão no jogo do conde. Mais, ela está decidida a mostrar-lhe que se meteu com a pessoa errada. Mas quando dá por si perdida em plena batalha de Waterloo, é em Gervase que encontra o tão desejado ombro amigo. 
Para o conde, a situação revela-se perfeita. Entre ele e a realização do seu plano, existe apenas um obstáculo: a voluntariosa, obstinada e irresistível Morgan Bedwyn.




Uma Tentação Porque...
Apesar de me faltar ler o livro anterior a este, a verdade é que os dois primeiros chegaram para que Balogh passasse a ser sinónimo de umas horas bem passadas.



Os Outros Livros da Série





Disponível aqui

terça-feira, 28 de julho de 2015

Opinião - Só Se Ama Uma Vez

Título Original: Love Only Once (#1 Malory)
Autor: Johanna Lindsey
Editora: ASA
Número de Páginas: 320


Sinopse

Regina Ashton já recusou tantos pretendentes à sua mão que a alta sociedade londrina a considera uma snobe sem coração. Não podiam estar mais enganados. Órfã desde cedo, Regina é a sobrinha superprotegida de Lord Edward e Lady Charlotte Malory, a quem é muito difícil agradar. Aos olhos dos tios, nenhum dos jovens candidatos é suficientemente bom. Cansada de tão infrutífera busca, a jovem sai de casa numa noite escura, decidida a informá-los de que não pensa casar… nunca! Mas o seu plano coloca-a no sítio errado à hora errada, e é raptada por engano. A sua ira perante a arrogância do raptor, Nicholas Eden, vai inesperadamente dar lugar a sentimentos contraditórios de paixão e vergonha. Aquela noite não mais lhe sairá da cabeça.

O Visconde Nicholas Eden também tinha um plano: dar uma lição à sua amante descontente, raptando-a ao abrigo da noite. Não contava enganar-se na pessoa e arruinar a reputação de uma menina de família. Mas agora, movido pelo desejo mais desenfreado que alguma vez sentiu, é a custo que reconhece que nunca poderá casar com Regina, apesar do escândalo que paira sobre eles.

Implacável, é o destino que os uniu a afastá-los irremediavelmente, ainda que ambos saibam que um amor assim só se vive uma vez…


Biografia
Johanna Helen Howard nasceu na Alemanha em 1952, onde o pai, soldado do Exército Americano, estava colocado. Após a sua morte, mudou-se para o Havai com a mãe.

Ainda andava na escola quando casou em 1970, tornando-se dona de casa e mãe de três rapazes. Mudou-se mais uma vez, para o Maine, depois da morte do marido, para ficar perto da família.

Publicou o seu primeiro livro em 1977 e a partir daí nunca mais parou, sendo hoje uma das autoras românticas mais conhecidas mundialmente. Tem mais de quarenta romances publicados, romances esses que abrangem todo o tipo de épocas e lugares, desde a Idade Média ao Velho Oeste americano.

A sua série mais famosa é a da família Malory, a qual é agora publicada pela primeira vez em Portugal. Só Se Ama Uma Vez é o primeiro volume, originalmente publicado em 1985, e está traduzido em mais de dez línguas.


Opinião
  Muitas são as histórias que a família Malory tem para nos contar. Histórias cheias de peripécias, escândalos e aventuras, repletas de romance ardente e discussões que o são ainda mais. Para azar dos pobres coitados e coitadas que terão esta família no seu futuro, os Malory são ainda detentores de personalidades tempestivas, narizes metediços, donos de toda a razão e punhos mais rápidos que as suas desculpas. Mas, não só de defeitos é feita a família mais famosa de toda a Londres. Sim, eles são conhecidos pela sua libertinagem e rebeldia, por serem manipuladores e terem o gatilho curto. Mas também são conhecidos pela sua beleza e charme, pela sua lealdade à família e porque, quando se apaixonam e assentam, é para sempre. Só Se Ama Uma Vez é a primeira das muitas histórias desta família que Johanna Lindsey tem para nos contar. E que história esta! É com charme , malícia e um toque de humor distorcido e desarmante que esta autora nos apresenta os fogosos Malory, a nossa nova família preferida dos romances históricos.

  A apresentação desta família não podia ter sido mais grandiosa. De desastre em desastre, de escândalo em escândalo, de discussão em discussão, o leitor é completamente envolvido nas peripécias de uma família que só é feliz assim. Desde raptos à bailes, filhos ilegítimos e donzelas desonradas, piratas e ajustes de contas, casamentos impostos e maridos em fuga, nada falta numa narrativa feita para nos deixar a chorar de tanto rir. E podem crer que o vão fazer quando não estiverem a corar com as cenas ardentes com que Johanna nos apanha de surpresa lá pelo meio. Uma mistura explosiva de diversão e paixão, esta história conquista-nos pela sua simplicidade, bem como pelos afectos que a tornam, lá bem no fundo, uma história açucarada. Mas nada de exageros fiquem descansados. Afinal, esta é uma epopeia familiar regida pelas paixões e os temperamentos, pelos desejos e a inconfessável e nunca admitida rendição.

  O que torna este livro tão especial são de facto as suas personagens, principalmente o iráscivel e adorável casal que protagonizam esta história. Regina e Nicholas são teimosos, fervem em pouca água e são incapazes de implorar ou admitir a sua culpa. Estão também , completamente loucos um pelo outro. Isso leva a que passem o livro às avessas enquanto só pensam em estar nos braços um do outro, algo com que o leitor se diverte imenso. É num desfilar de mal-entendidos, provocações, ciúmes e amuos, que vemos este casal andar em volta um do outro, como numa complicada dança que só se aprende com muito treino e afinco. É isso que lhes falta. Treino no amor e numa vida conjunta, e é por isso que vão bater tantas vezes com a cabeça na parede enquanto nós assistimos felizes da vida. E, sejamos sinceros, se é delicioso ver os tios de Regina meterem-se onde não são chamados, protagonizando cenas hilariantes e absolutamente adoráveis, a verdade é que isso só dificulta a vida ao desgraçado do Nicholas, que não fazia a mínima onde se estava a meter e que agradecia um bocadinho menos de intromissão. Teria sido tudo tão mais fácil... e aborrecido.

  Só Se Ama Uma Vez apresenta os Malory, uma família danada que irá seduzir os leitores sem que eles tenham a mínima hipótese. O que eles não sabem, e é melhor não lhes confessarem, é que não há fã de romance histórico que resista a uma família que só respeita as normas da sociedade quando lhes apetece. Que é quase nunca. Indicado para os fãs da família Bridgerton da nossa adorada Quinn, este livro irá deliciar-vos, podem apostar nisso.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Passatempo *Confissões de Catarina de Médicis*

Com o apoio da Topseller, trago-vos um passatempo muito especial em que podem ganhar um exemplar de um livro muito ansiado por mim... Confissões de Catarina de Médicis, de C.W. Gortner.

 Para se habilitarem a ganhar o livro, têm de ser obrigatoriamente seguidores do blogue, seja qual for o meio, responderem acertadamente às questões colocadas abaixo e devem ter em atenção as regras de participação. O sorteio será feito aleatoriamente pelo random.org. 

    As respostas podem ser encontradas aqui.


Regras de Participação:

1. Passatempo válido até 23h59 do dia 10 de Agosto de 2015.

2. Só é possível uma participação por pessoa e email.

3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

4. O vencedor será sorteado aleatoriamente através do random.org e será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado aqui no blogue.

5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.

6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.



domingo, 26 de julho de 2015

Opinião - Cress

Título Original: Cress (#3 Crónicas Lunares)
Autor: Marissa Meyer
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 504


Sinopse
Este não é o conto de fadas de que se lembra. Mas é o que não se vai esquecer.

Neste terceiro livro de Marissa Meyer, Cinder e o capitão Thorne estão escondidos com Scarlet e Wolf. Juntos, conspiram para derrubar a rainha Levana e impedir o seu exército de invadir a Terra.

A sua melhor esperança é Cress, uma jovem presa num satélite desde a infância e que apenas tem os netscreens como companhia. Todo este tempo passado a olhar para os ecrãs fez dela uma excelente hacker. Mas infelizmente, é obrigada a trabalhar para a rainha Levana, e recebeu ordens para localizar Cinder e o seu bonito cúmplice. Quando o ousado resgate de Cress corre mal, o grupo desmembra-se. Cress obtém por fim a liberdade, mas com um preço mais elevado do que jamais pensou. Entretanto, a rainha Levana não vai deixar nada impedir o seu casamento com o imperador Kai. Cress, Scarlet, e Cinder podem não ter sido designadas para salvar o mundo, mas são a única esperança do mundo.


Biografia
 Marissa Meyer é fã de coisas bizarras, tem estranhas manias e é escritora de distopias baseadas em contos de fadas clássicos que adora desde pequena e que pensa adorar talvez para sempre. Prova disso é que a sua próxima aventura na escrita será um retelling de Alice no País das Maravilhas, com nada mais, nada menos, do que a Rainha de Copas como protagonista.

Dona de dois gatos com nomes muito longos e fora do comum, é fã de Navegantes da Lua e já escreveu mais de quarenta fanfictions sobre elas, organiza a biblioteca por cores e talvez não seja uma cyborg. Talvez. Vive com o marido em Tacoma, Washington, e tem uma predilecção por viagens, provas de vinho e caças por antiguidades.


  Cress é o terceiro e penúltimo volume da sua série Crónicas Lunares e foi publicado em 2014, estando traduzido para dez línguas. Winter, o tão ansiado final, será publicado em Novembro deste ano.


Opinião
  Marissa Meyer fez-nos uma promessa nas páginas de Cinder, a promessa de que nos iria fazer adorar esta saga com o mesmo arrebatamento e fascínio com que o nosso eu pequenino outrora amara os contos de fadas. E cumpriu-o. Em cada livro aumentou a fasquia. Em cada história tornou-nos mais exigentes para depois ultrapassar todos os limites da nossa imaginação. Com cada heroína, demonstrou-nos que não são os vestidos e a beleza que importam mas sim os corações nem sempre fáceis. Surpreendeu-nos, fez-nos adorá-la mas, mais do que isso, fez-nos recordar não só o charme e encantamento das histórias da nossa infância como as lições que delas apreendemos. Um misto de ingenuidade e coragem, de ousadia e aprendizagem, de doçura e desapontamento, as Crónicas Lunares tornaram-se numa complexa trama, onde a tecnologia e os contos de fadas se entranham de forma perfeita. Cress é a prova disso, conseguindo de uma forma brilhante ultrapassar os seus antecessores em todos os aspectos, revelando-se o mais imprevisível e apaixonante livro de toda a saga.

  Este é o momento em que sustemos a respiração enquanto dentro do nosso peito o coração bate desenfreado. Aquele momento de expectativa e angústia antes de sabermos se os sonhos se tornarão realidade ou se as trevas persistirão. Numa trama explosiva e desenfreada, somos postos à prova constantemente. Somos conquistados e arrebatados bem como quase perdemos o controlo das nossas emoções. Muitas são as provações que os nossos heróis enfrentam mas nem assim as suas convicções são abaladas. Feita de encontros e desencontros, de perdas amargas bem como de vitórias agridoces, esta narrativa está pontuada de grandes momentos, quer horrorosamente dolorosos, quer inesperadamente divertidos. Do deserto inóspito ao espaço sem fim, de uma vila abandonada mas cheia de esperança à um palácio grandioso mas derrotado, somos arrastados ao longo de uma corrida contra o tempo cheia de percalços e surpresas cuja meta vai irremediavelmente alterar o futuro para sempre. 

  Quando tudo parecia cristalino como água heis que novas revelações são feitas, revelações essas que apenas tornam a história ainda mais intrínseca e obscura do que seria de prever, demonstrado quão genialmente Meyer a teceu. Aliás, o seu génio e crescimento como autora, comprova-se não só por isso, como também pelo aparecimento de novas personagens cheias de mistérios e lacunas, personagens essas que terão um papel fulcral no próximo volume e que, atrevo-me a dizer, trarão ainda mais complexidade a esta saga, prometendo assim um volume final carregado de suspense. A verdade é que todas as personagens e acontecimentos estão, de uma forma ou outra, interligados. E não falo do presente, mas sim de um passado ainda envolto em pesadas camadas de segredos e que, aos poucos e poucos, se começa a revelar cada vez mais surpreendente, fazendo-nos ansiar pelo momento em que finalmente poderemos apreciar toda a sua extensão.

  Tal como nos livros anteriores, também em Cress podemos encontrar os elementos do conto que o inspirou subtil e deliciosamente inseridos ao longo de toda a narrativa. Todos os grandes momentos de Rapunzel estão, não só presentes, como foram embutidos na história de uma forma inteligente e significativa, quer para o par de protagonistas, quer para todo o enredo. Aliás, acho que Marissa está se a tornar cada vez melhor a fazê-lo e, só de imaginar como o fará em Winter, até já começo a sentir os arrepios a subir por mim acima.

  Cress, a nova aquisição deste cada vez mais distinto e unido grupo de foras-da-lei, é possivelmente a personagem mais adorável à face da Terra e Luna, e de toda a galáxia. Hacker, solitária, sonhadora e honrada, esta moça traz um bocadinho de doçura ao trio de heróinas, encaixando na perfeição com as personalidades de Cinder e Scarlet bem como com o irreverente e convencido bandido que lhe calhou na rifa. Aliás, esta se a tornar difícil escolher um casal preferido nesta saga, sou sincera. Noto é cada vez mais como este grupo se está a tornar coeso e, também, o quanto cada um deles tem crescido conforme a sua vida tem sido mais dificultada e isso agrada-me pois consigo antever quem eles poderão tornar-se e o quanto eles serão capazes de fazer pela Humanidade.

  Com uma das mais promissoras e brilhantes sagas distópicas juvenis a chegar ao seu derradeiro e promissor final, sinto-me naquele momento em que dava tudo para ter o último volume nas mãos mas também para que ele nunca chegue. Estar a um passo do fim de uma das minhas sagas preferidas é o êxtase e o desespero e Cress conseguiu apenas intensificar estes sentimentos porque este penúltimo volume não é a mesma promessa que Marissa Meyer nos fez em Cinder. Desta vez ela prometeu-nos a Lua e é bom que a cumpra.


As minhas Opiniões da Série

sábado, 25 de julho de 2015

Passatempo *Enlaçados*

Graças a Topseller, tenho para vos oferecer o mais recente romance de Emma Chase publicado em Portugal, Enlaçados.

 Para se habilitarem a ganhar o livro, têm de ser obrigatoriamente seguidores do blogue, seja qual for o meio, responderem acertadamente às questões colocadas abaixo e devem ter em atenção as regras de participação. O sorteio será feito aleatoriamente pelo random.org. 

    As respostas podem ser encontradas aqui.


Regras de Participação:

1. Passatempo válido até 23h59 do dia 8 de Agosto de 2015.

2. Só é possível uma participação por pessoa e email.

3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

4. O vencedor será sorteado aleatoriamente através do random.org e será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado aqui no blogue.

5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.

6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.



sexta-feira, 24 de julho de 2015

Opinião - Incontrolável

Título Original: The Stranger I Married (#2 Historical)
Autor: Sylvia Day
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 328


Sinopse
O amor surge onde menos se espera

São o casal mais escandaloso de Londres. Isabel, Lady Pelham, e Gerard Faulkner, marquês de Grayson, são iguais em tudo: nos seus apetites sexuais, nos seus amantes constantes, na sua inteligência, nas reputações provocadoras e na recusa absoluta de arruinar o seu casamento de conveniência apaixonando-se um pelo outro. Isabel sabe que um rapaz tão encantador jamais lhe interessará e que nunca conseguirá influenciar o coração de libertino dele. É uma farsa muito agradável… até que uma surpreendente reviravolta tira Gerard do seu lado.
Agora, quatro anos mais tarde, Gerard regressou a casa para junto de Isabel. Porém, o homem despreocupado e travesso que partiu foi substituído por um homem taciturno, poderoso e irresistível que está decidido a empregar a sedução para conseguir o seu afeto. Desapareceu o companheiro despreocupado que partilhava a sua amizade e nada mais, e no seu lugar está a própria tentação… um marido que deseja o corpo e a alma de Isabel, e que não se deterá diante nada para conquistar o seu amor. Não, este não é o homem com que se casou. Mas é o homem que pode por fim roubar-lhe o coração… 


Biografia
Autora de mais de vinte romances premiados e traduzidos em mais de quarenta línguas, Sylvia Day é uma das romancistas de maior sucesso da actualidade, sendo também uma das mais lidas globalmente. Presidente actual da Romance Writers of America, Sylvia começou a escrever em 2001 mas foi com a sua série Crossfire, onze anos depois, que o seu nome ficou na boca do mundo. Considerada a rival mais directa de E. L. James, Sylvia já recebeu inúmeros prémios e, para além dos livros que já publicou, participou também em várias antologias e escreveu outros tantos contos. Participa em diversas conferências de leituras bem como em workshops e, para além de escrever como Sylvia Day, tem dois pseudónimos, escrevendo romance erótico em vários géneros. Crossfire tem os seus direitos para cinema vendidos à Lionsgate.

Publicado em 2007, Incontrolável foi o segundo dos quatro romances históricos que a autora escreveu antes de Crossfire, e está traduzido para nove línguas.


Opinião
  Depois de um início desconfiado e reticente com Sylvia Day, heis que hoje posso dizer, não sem algum espanto, que gosto. Sim, gosto dos seus livros, pelos menos dos seus romances históricos que é o que tenho lido. A verdade é que Sylvia sabe o que anda a fazer e negá-lo seria uma estupidez. Dona de uma escrita crua mas sensual, é com maturidade e experiência que esta autora cria as suas histórias, dando-nos um eco de realismo que a mulher do século XXI não só reconhece como agradece. E uma das provas disso é este Incontrolável, cuja história foge de preconceitos e normas, cujo casal se diferencia de tantos outros. E este posso dizer que, não só gosto, como é o meu preferido da autora. Sylvia excede-se com uma história que não é nada do que estamos a espera. Esta não é típica história de amor. Nem pensar. É uma história de amizade e luxúria, liberdade e extravagância que, nas suas linhas curvas e sedutoras, acabará por falar do amor como resultado de uma relação de compreensão entre duas almas feitas de fogo mas pouco dadas a afectos, duas pessoas que, no fundo, partilham uma igualdade raramente encontrada.

  Isabel e Gareth são tudo menos comuns e a sua história, feita de malícia e libertinagem, rapidamente nos envolve, não só pela química quase crua que os une como também pela amizade e respeito que nutrem um pelo outro. Sentimentos esses que no início lhes permite viver um casamento de liberdade e aceitação, mesmo com a diferença de idades e títulos à qual o mundo inteiro liga, menos eles. Mas um dia tudo muda e o que autora nos apresenta nesta narrativa é um jogo de luxúria e paixão, cujo prémio é, nada mais, nada menos do que a rendição. A premissa só por si, bastava para me deixar curiosa mas é a forma como Sylvia a desenvolve que realmente me agradou. Isabel e Gareth têm um acordo e uma relação sólida e estável capaz de o manter, mas mais do que isso, é a forma como se aceitam e respeitam, independentemente do resto do mundo, que me deixou intrigada com este casal. 

  O desenvolvimento da sua relação é escaldante de facto e a perseguição subtil e sedutora que Gareth faz a Isabel é capaz de deixar qualquer coração acelerado, mas é os pequenos gestos e hábitos entre eles mesmo quando as coisas estão a descambar que nos fazem acreditar que duas almas errantes como estas podem realmente ser felizes juntas. Não, a relação deles não começa nem é igual às outras, mas eles provam que ser livre para amar ou desejar, não condiciona que um dia não queiram ser amarrados à outra pessoa. Pelo contrário, o que eles acabam por provar com a sua história é que só vale a pena fazê-lo por alguém que não só se apaixone mas também compreenda e aceite a independência e personalidade da outra parte. Apesar da anterior relação existente entre eles, acabamos por assistir a uma conquista feita de pequenas aprendizagens, uma tentativa de ambas as partes para conhecerem por inteiro a outra pessoa, demonstrando que no amor é preciso esforço e dedicação mesmo quando a paixão arde de forma escaldante. Sim, porque estes dois são capazes de fazer corar até as pedras da calçada. A química entre estas duas personagens é qualquer coisa de assolador mas foi o resto que realmente me deixou enamorada deles. 

  Confesso que admiro Isabel. Admiro a sua independência, a sua força e coragem, a sua forma de ver a vida. É uma personagem forte e destemida que não liga patavina aos outros em seu redor e que vive como bem entende. É uma mulher com plena consciência do que é capaz e de quem é, e por isso é tão fácil gostar dela. Quanto ao Gareth, ele começa por ser um menino rebelde e libertino com um coração do tamanho do mundo mas depois de um certo acontecimento ele cresce e é tão espantoso ver como ele aprendeu com a vida, como agora dá valor a coisas realmente importantes. Ele muda, aceita outras prioridades, compreende que precisa de outras coisas na sua vida e faz por as ter, ele vai à luta como um verdadeiro gentleman, aceita a derrota quando tem de ser mas nunca desiste, e isso é de louvar. 

  Sim, Incontrolável é o meu livro preferido de Sylvia Day e aconselho-o às fãs do género, da autora, de casais extraordinários, de histórias escaldantes e amores fora do comum. Leiam-no, preferencialmente em casa, mas leiam-no porque esta senhora fez magia neste livro.


As Minhas Opiniões de Outros Livros Históricos da Autora

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Passatempo *Um Acordo Muito Sedutor*

  Com o apoio da Planeta, tenho para vos oferecer um exemplar do livro de uma nova autora que junta duas coisas que adoro: romance histórico e Downton Abbey. Falo de Um Acordo Muito Sedutor de Maggie Robinson.

 Para se habilitarem a ganhar o livro, têm de ser obrigatoriamente seguidores do blogue, seja qual for o meio, responderem acertadamente às questões colocadas abaixo e devem ter em atenção as regras de participação. O sorteio será feito aleatoriamente pelo random.org. 

    As respostas podem ser encontradas aqui.


Regras de Participação:

1. Passatempo válido até 23h59 do dia 6 de Agosto de 2015.

2. Só é possível uma participação por pessoa e email.

3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

4. O vencedor será sorteado aleatoriamente através do random.org e será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado aqui no blogue.

5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.

6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.



quarta-feira, 22 de julho de 2015

Opinião - Uma Nova Esperança

Título Original: Losing Hope (#2 Hopeless)
Autor: Colleen Hoover
Editora: Topseller
Número de Páginas: 304


Sinopse
Holder é um adolescente em busca da sua melhor amiga, Hope, a quem voltou costas um dia, há treze anos. O mesmo dia em que ela foi raptada e levada para sempre. Quando uma tragédia envolve a irmã gémea de Holder, Less, a necessidade de encontrar Hope torna-se mais forte do que nunca. Holder sente-se diariamente perseguido por fortes sentimentos de culpa, e os remorsos que sente por não ter conseguido ajudar nem a sua irmã, nem Hope, são devastadores. Quando um dia, inesperadamente, se cruza com uma rapariga que se parece com Hope, Holder vai fazer tudo para se aproximar dela a fim de reencontrar a paz de que tanto necessita. Mas porque insiste Hope em dizer que se chama Sky e que não o conhece? E, por outro lado, porque sente Holder que esta rapariga, que o rejeita e se tenta afastar, precisa tanto dele quanto ele precisa dela? Uma Nova Esperança (Hope) narra pela voz de Holder um reencontro que trará memórias há muito esquecidas e que revelará verdades que poderão doer demasiado. Para alcançarem a paz e a felicidade, Holder e Hope terão de encarar a mais dolorosa e íntima das memórias. Conseguirão ambos traçar um caminho juntos após desenterrarem um passado tão difícil? E será o amor de Hope a chave para uma nova esperança na vida de Holder?


Biografia
  Colleen cresceu numa quinta no Texas, casou-se aos 20 anos e tirou uma licenciatura em Serviço Social. Trabalhou nos Serviços de Protecção a Crianças, antes de voltar aos estudos para concluir a sua formação em Educação Especial e Nutrição Infantil. Começou a escrever em 2012 e já publicou sete livros.

Uma Nova Esperança foi publicado em 2013, esteve nomeado na categoria de melhor romance do Goodreads Choice Awards e está traduzido para onze línguas.


Opinião
  Um Caso Perdido é uma história que, na sua simplicidade e crueza, assombra-nos e desfaz-nos. É uma história que nos fala sobre pecados inconcebíveis e, ao mesmo tempo, dos sonhos inocentes. É sobre desistir e sobre nunca perder a esperança. É sobre o amor, quer o tipo errado, quer o tipo certo. E, obviamente, Uma Nova Esperança também o é mas, em vez da tempestade assoladora que foi o livro anterior, este livro acaba por ser um reflexo algo desfocado dessa tempestade, razão pela qual não percebo a necessidade de escrever a mesma história sobre outra perspectiva. Não que Colleen não mantenha a intensidade e crueza com que conta histórias, não que Sky e Holder não continuem a viciar-nos e a derreter-nos, não que não nos arrepiemos com os piores momentos. Não é nada disso. Isso está lá tudinho, mas parece um eco distante derivado de eu já saber a história. Porque a verdade é essa, eu já sei como começa, decorre e acaba e, sinceramente, acho que a Colleen não soube dar a volta a esse pequeno factor e acabou por se atrapalhar ali nalguns momentos.

  Esta leitura acabou assim por ser um pau de dois bicos. De um lado, temos a mesma história e um narrador mais fraco, porque sim, o Holder não faz jus à Sky. Aliás, já nem gosto tanto dele como gostava porque este livro acabou por mostrar uma faceta sua que não acho nada atraente: o facto de ser tão mas tão dependente/cego em relação à Sky. A verdade é que conseguimos perceber melhor algumas das suas atitudes mais estranhas mas também acabei por achar que ele se consume demais, que se culpa facilmente de situações que não pude controlar e se auto-deprecia muito facilmente. Isso é realista, não estou a dizer que não, mas ao pé da força consumidora da Sky e do que a Less aguentou toda a vida, ou mesmo as respectivas mães, isso acabou por fazer dele uma personagem algo frágil, porque a sensação que dá é que de todos eles, o Holder, que sofreu com as consequências e não os actos em si, acabou por se deixar levar muito mais facilmente pelas coisas más. Mais uma vez, isso é humano, óbvio que sim, afinal nem todos somos fortes, mas custa-me ter visto a Sky aguentar-se tanto em Um Caso Perdido para depois ver o Holder a quebrar insistentemente ao longo deste livro. Para além disso, bem ele tem ali umas atitudes parvas que acabam por levar a coisas bastante complicadas que não teriam acontecido se ele tivesse tido coragem suficiente para contar e/ou perguntar. Ou seja, este livro apresenta-nos um lado mais frágil dele e, ao mesmo tempo, retirou-me um pouco do fascínio que tinha por esta personagem.

  Por outro lado, temos duas personagens, uma presente e outra não, que acabaram por criar os momentos que marcam realmente este livro. A Less, mesmo não estando presente nas suas vidas, mas apenas através de memórias e palavras, consegue monitorizar a atenção e tenho muita mas muita pena de não a ter conhecido. É através dela que descobrimos as surpresas ainda reservadas para nós nesta história e ela que acaba por nos provocar as maiores emoções. É preciso ter muita coragem para viver a vida que ela viveu, para ter os segredos que ela teve e o fim que ela determinou. Essa coragem é inspiradora e dá-me vontade de construir uma estátua em sua honra. Afinal, a Less lutou com todas as forças que teve e aguentou mais do que se poderia pensar ser possível. Mais, em vez de rancor contra os outros, decidiu salvar a vida daquela que podia ter culpado por todos os seus males. A outra personagem é o Daniel, o melhor amigo do Holder. Ele é simplesmente diferente de tudo o que podemos imaginar e é curioso como consegue ser tão inocente, leal e sonhador. O Daniel acaba por proporcionar os momentos mais divertidos do livro e, acreditem, ler o Finding Cinderella só me fez adorá-lo ainda mais.

  Quanto à narrativa e à tal atrapalhação da Colleen... Penso que a autora fez ali umas más escolhas. Havia momentos que não precisavam de ser transcritos tintim por tintim, outros deviam ter aparecido neste e a mudança de momentos de Um Caso Perdido para os de Uma Nova Esperança podiam ter sido feitos de uma forma mais coerente. Mesmo assim, é óbvio que gostei de ler este livro e reviver a sua história, porque a Colleen é uma autora fantástica que só precisava de umas pequenas ajudas para ser quase perfeita. E foi bom rever a Sky, a Six e o Brecken, porque são personagens muito distintas e carismáticas.

  Uma Nova Esperança tem as suas falhas é certo mas também é verdade que logo à partida já estava a perder em relação ao livro anterior. Mesmo assim, não me sinto arrependida por o ter lido pois pude conhecer melhor as personagens desta história e ainda estavam reservadas algumas surpresas pelas quais suspirei em Um Caso Perdido. Por isso, penso que não seja uma leitura dispensável a quem gostou desta história, pelo contrário.


A minha Opinião do outro Livro da Série

Tentações: Algo Maravilhoso [ASA]

Já disponível nas livrarias



Título: Algo Maravilhoso
Título Original: Something Wonderful (#2 Sequels)
Autor: Judith McNaught
Editora: ASA
Número de Páginas: 496
Preço: €17.70
ISBN: 9789892331256



*Judith McNaught*
 Nasceu nos Estados Unidos. Antes de se dedicar inteiramente à escrita, teve uma carreira profissional muito diversificada, tendo sido a primeira mulher a trabalhar como produtora executiva na rádio da CBS. Atualmente, a sua obra é publicada um pouco por todo o mundo e já vendeu mais de 30 milhões de exemplares. Vive em Houston, Estados Unidos.



Algo Maravilhoso
Sinopse: Alexandra Lawrence tinha a seu favor o facto de ser bem-nascida e… nada mais. Com o seu aspeto e modos arrapazados - sabia disparar uma arma, pescar, e montar a cavalo tão bem como qualquer homem - não era propriamente a noiva perfeita.Para piorar as coisas, vivia na penúria, o tio era um bêbado e a mãe uma senhora de temperamento irascível. Não, ninguém diria que seria ela a casar com o abastado, mulherengo e arrogante Jordan Townsende, duque de Hawthorne.
Mas a verdade é que, devido a um infeliz mal-entendido, assim foi.
Alexandra é agora duquesa, mas a sua vida é tudo menos calma. Quatro dias após o casamento, o marido desaparece sem deixar rasto. É sozinha que tem de enfrentar a sociedade londrina, que despreza o facto de um dos "seus" aristocratas ter casado com uma campónia ingénua. Quando Jordan finalmente reaparece, Alexandra já perdeu a inocência dos seus dezassete anos, mas aos poucos vai descobrir que, por detrás da fachada gélida do marido, está um homem ternurento, amável e sensual. Tragicamente, Jordan coleccionou demasiados inimigos e é agora um alvo a abater. Caberá a Alexandra salvar a vida do homem que ama. Uma missão impossível não fosse a sua teimosia em acreditar que o futuro lhes reserva… algo maravilhoso.




Uma Tentação Porque...
Amei obcecadamente o livro anterior da autora. É tão mas tão bom!!! Este só pode ser igualmente fantástico.



O Primeiro Livro da Série




Disponível aqui

terça-feira, 21 de julho de 2015

Passatempo *O Lago dos Sonhos*

  Graças à Planeta, posso dar-vos a oportunidade de ganharem um exemplar de um dos livros de fantasia mais esperados do ano aqui por terras lusas. Falo claro, do mais recente livro da maravilhosa Juliet Marillier, O Lago dos Sonhos.

 Para se habilitarem a ganhar o livro, têm de ser obrigatoriamente seguidores do blogue, seja qual for o meio, responderem acertadamente às questões colocadas abaixo e devem ter em atenção as regras de participação. O sorteio será feito aleatoriamente pelo random.org. 

    As respostas podem ser encontradas aqui.


Regras de Participação:

1. Passatempo válido até 23h59 do dia 4 de Agosto de 2015.

2. Só é possível uma participação por pessoa e email.

3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

4. O vencedor será sorteado aleatoriamente através do random.org e será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado aqui no blogue.

5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.

6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.



segunda-feira, 20 de julho de 2015

Opinião - Days of Blood and Starlight

Título Original: Days of Blood and Starlight (#2 Daughter of Smoke and Bone)
Autor: Laini Taylor
Editora: Little Brown Books for Young Readers
Número de Páginas: 513


Sinopse

Once upon a time, an angel and a devil fell in love and dared to imagine a world free of bloodshed and war.

This is not that world.

Art student and monster's apprentice Karou finally has the answers she has always sought. She knows who she is—and what she is. But with this knowledge comes another truth she would give anything to undo: She loved the enemy and he betrayed her, and a world suffered for it.

In this stunning sequel to the highly acclaimed Daughter of Smoke & Bone, Karou must decide how far she'll go to avenge her people. Filled with heartbreak and beauty, secrets and impossible choices, Days of Blood & Starlight finds Karou and Akiva on opposing sides as an age-old war stirs back to life.

While Karou and her allies build a monstrous army in a land of dust and starlight, Akiva wages a different sort of battle: a battle for redemption. For hope.

But can any hope be salvaged from the ashes of their broken dream?


Biografia
  Laini Taylor nasceu em Chico, Califórnia em 1971 mas passou a infância de um lado para o outro. Filha do meio, a segunda de três, Laini graduou-se em Inglês na Berkeley e, mais tarde, frequentou por três semestres aulas de Ilustração. As suas indulgências são livros e viagens, bem como sobremesas. Trabalhou como editora de livros de viagens para a Lonely Planet, livreira, empregada e ilustradora. Mas o que sempre quis ser mesmo foi… escritora. E conseguiu. Ah, e para o caso de não saberem, ela tem o cabelo cor-de-rosa. Mesmo.

  Começou a escrever em 2004 mas foi em 2011, depois de uma trilogia premiada e dois livros, que o seu nome começou a ser sussurrado com entusiamo e, de repente, a fama caiu-lhe em cima. Daughter of Smoke and Bone é a razão desse sucesso, o primeiro livro da sua trilogia mais famosa que terminou o ano passado e, chegou finalmente este ano à Portugal com o título A Quimera de Praga.

  Days of Blood and Starlight é a sua sequela e foi publicado em 2012, estando traduzido para vinte línguas, incluindo a nossa. Venceu o DABWAHA Romance Tournament for Best Novel with Romantic Elements.


Opinião
  Foi com reminiscências de conto de fadas, amores proibidos e extravagância que Laini Taylor me conquistou. Foi com bizarrias, sussurros de sonhos e o sabor de uma inimizade antiga e dolorosamente longa que me tentou. Mas foi a fútil vingança, o sangue inocente derramado e o eco de esperança que me fizeram adorá-la com convicção e quase, quase obsessão. Days of Blood and Starlight nada tem em comum com o seu antecessor e, muito menos, com o que imaginei que se seguiria. Sim, a sua imaginação monstrousamente bela está lá, entrelaçada com a escrita poética carregada de emoções, espelho da alma humana, quer na sua pureza, quer na sua vilania. Mas esqueçam a doçura e a inocência, risquem o felizes para sempre. Esta é uma sequela sangrenta e violenta, uma tempestade de selvajaria e desilusão. E é perfeita em cada linha de dor, em cada lágrima que provoca, em todos os arrepios que nos impõe. Poucos livros terão o poder devastador que este tem. E muito poucas autoras terão o ingrediente desconhecido que torna Laini Taylor uma contadora de histórias tão excepcional e única.

  Se Daughter of Smoke and Bone fosse o paraíso e o dia , este livro seria o inferno e a noite. Nada mais nos espera senão devastidão, sofrimento e morte nas suas páginas. Um povo destruído, um amor quebrado em mil pedaços, um sonho agora reduzido a cinzas marcam aquela que é uma jornada pelas razões inexistentes da guerra e do ódio. Página a página somos confrontados com uma realidade impossível de esquecer, que não deve aliás ser nunca esquecida. Não existem vencedores e perdedores. Causa alguma, diferença nenhuma é justificação para o massacre de inocentes. Razão nenhuma sobrevive ao derramamento do sangue e a culpa vergonhosamente nunca assumida, é de todos aqueles que colocam o ódio sobre a paz, a vingança sobre o perdão. Uma guerra cujos os primórdios se perderam em pecados mútuos, ela é a rainha destas linhas, a senhora que nos magoa sempre mais um bocadinho, aquela que provoca divisão e pesadelos, culpa e sacrifício naqueles que a abominam. E que, assustadoramente, faz delirar e apaixonar aqueles que nada mais conhecem senão os seus intuitos e desejos.

  Existe um abismo fundo, cheio de cicatrizes entre dois povos, dois amantes, um abismo cheio de remorsos, culpa e vergonha. Parece que não tem fim. Cada perda, cada palavra zangada, cada acto com intuito de magoar, apenas o aumentam ainda mais. Assistir impotente ao que a dor nos leva a fazer, é assustador por ser demasiado real. O que mais nos levaria a aliar-nos com o nosso pior inimigo, o que mais nos faria esquecer os nossos ideais e sonhos senão uma dor tão profunda? E afinal, o que é certo e errado? O que é mais importante? Um amor condenado pelas diferenças e pelo ódio ou as nossas raízes, o nosso povo massacrado, a nossa família destruída? São estas as questões que assolam Karou e a levam ao desespero, mesmo a desistir de tudo por um bem supostamente maior, por uma vingança que não compreende mas sente como sua. É difícil não tomarmos as suas dores, não compreendermos as suas indecisões e enfraquecimento, mas é o igualmente, a nossa vontade de a abanar e abraçar, de lhe abrirmos os olhos ou simplesmente protegê-la do seu coração dividido e estilhaçado. Por outro lado, sentimos o mesmo com Akiva e, esta mutualidade de sentimentos, leva-nos compreender que uma guerra nada mais é senão uma sequência de eventos destruidores que só muita coragem poderá parar.

  Apesar deste quadro negro, há contudo, um resquício teimoso e impossível de apagar, uma esperança fundada num amor idealista, um amor que criou um sonho, uma miragem onde a paz pode existir e persistir. Aquilo que Karou é, aquilo em que se pode tornar, é como uma corda bamba que não sabemos para onde irá pender, não sabemos se condenará tudo ou salvará o que resta. É, numas últimas páginas intensas, que se dão reviravoltas inesperadas, o auge de uma narrativa que, tal como uma tempestade, começa de mansinho até explodir com uma força esmagadora. E, de repente, o jogo mudou por completo, as peças trocaram de sítio, golpes são dados e, se uma guerra acabou de se tornar ainda mais assustadora, o impossível torna- possível. Mas poderão dores antigas ser esquecidas por uma causa maior? Não sabemos. No amor e na guerra, não há certezas. A alma humana é demasiado complexa, não existe preto e branco mas vários caminhos espinhosos onde nada é uma certeza.

  Days of Blood and Starlight é uma sequela complexa e devastadora, um hino ao coração humano, tanto nas suas falhas como nos seus méritos. É perfeição, e mesmo essa palavra parece tão fútil para descrever um livro que evoca em nós sentimentos tão poderosos. Quatro meses depois de o ter lido, ainda o sinto marcado a ferro. Sei que não o esquecerei e, certamente, que o final desta trilogia irá devastar-me. Sei também, que Laini Taylor se tornou uma musa a meus olhos, alguém que nunca terei palavras suficientes para descrever ou explicar. Devo-lhe um hiatus completo na minha rotina de blogger e leitora, mas agradecerei sempre cada linha por si escrita.





As minhas Opiniões da trilogia

Tentações: O Lago dos Sonhos [Planeta Manuscrito]

Com a maestria e talento a que já nos habituou e uma narrativa empolgante, Juliet Marillier volta ao registo adulto e constrói um mundo fantástico excepcional.



Título: O Lago dos Sonhos
Título Original: Dreamer's Pool
Autor: Juliet Marillier
Editora: Planeta 
Número de Páginas: 448
Preço: €20.95



*Juliet Marillier*
Nasceu na Nova Zelândia, em Dunedin, uma cidade com fortes raízes na tradição escocesa. Licenciou-se com distinção em Linguística e Música, na Universidade de Otago, e tem tido uma carreira variada que inclui o ensino, a interpretação musical e o trabalho em agências governamentais.

Actualmente, Juliet vive numa casa de campo centenária, perto do rio, em Perth, na Austrália, onde escreve a tempo inteiro.

É membro da ordem druídica OBOD. Partilha a sua casa com dois cães e um gato.

Juliet Marillier é uma autora internacionalmente reconhecida e os seus romances já conquistaram vários prémios.

Visite o sítio da autora em: www.julietmarillier.com



O Lago dos Sonhos
Sinopse: Esta série conta-nos o percurso de Blackthorn, uma curandeira que esteve presa injustamente. Grim foi seu companheiro de cela e após a libertação viajam juntos para a floresta de Dalriada. Embora tenha posto os planos de vingança de parte é-lhe difícil não ceder aos impulsos.

Um livro cheio de magia, que mistura as lendas celtas com maestria, no dia-a-dia das suas personagens.

Sentimentos como a dor, a revolta, o amor e o dever acompanham estas complexas e ricas personagens.
Em troca de ajuda para escapar a um longo e injusto encarceramento, a amarga curandeira mágica Blackthorn jurou pôr de lado o seu desejo de vingança contra o homem que destruiu tudo o que lhe era querido.

Seguida por um companheiro de clausura, um homem grande e silencioso chamado Grim, ela viaja para o norte, rumo a Dalriada. Aqui, viverá na orla de uma misteriosa floresta e terá de cumprir, durante sete anos, a promessa que fez ao seu libertador: aceder a todos os pedidos de socorro que lhe forem dirigidos.

Oran, príncipe herdeiro do trono de Dalriada, esperou com ansiedade a chegada da sua noiva, Lady Flidais. Conhece-a apenas por via de um retrato e da poética correspondência que trocaram entre si e que um dia o convenceu de que Flidais era o seu verdadeiro amor.

Oran descobre, porém, que as cartas também mentem, pois, embora igual em aparência à imagem no retrato, a sua noiva vem a revelar-se uma mulher muito diferente da criatura sensível e sonhadora que escreveu aquelas cartas.

Nas vésperas do seu casamento, o príncipe não vê saída para a o seu dilema. Mas corre o rumor de que Blackthorn possui um dom extraordinário para a resolução de problemas espinhosos, e ele pede a sua ajuda.

Para salvar Oran das suas insidiosas núpcias, Blackthorn e Grim vão precisar de todos os seus recursos: coragem, engenho, astúcia e talvez até um pouco de magia.




Uma Tentação Porque...
Para quem não sabe, Juliet Marillier é uma das minhas autoras preferidas e foi com muita ansiedade e expectativa que aguardei a publicação deste livro por cá.